
Cinquenta tons mais escuros

Cinquenta tons de cinza 02

E. L. James







KEEP
CALM
AND
Obey
Mr Gray,

 

A PARCERIA
Cinquenta Grupos de Cinza

Apresenta:

 



 

EQUIPE DA PARCERIA
PEGASUS LANAMENTOS
TRADUO
Marcia Oliveira, Ady Miranda, Partenope, Gilma, Lucimar e
Elena W.
REVISO INICIAL
Soryu
PRT
TRADUO
Miriam e Dani C.
TAD
TRADUO
Serena, Pmela e Gaby, Li Hunter
REVISO FINAL
Elena Somerhalder

 

Sinopse
      Assustada com os segredos obscuros do belo e
atormentado Christian Grey, Ana Steele pe um ponto final
em seu relacionamento com o jovem empresrio e concentra-
se em sua nova carreira, numa editora de livros. Mas o desejo
por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele
prope um novo acordo, ela no consegue resistir. Em pouco
tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de
seu amargurado e dominador parceiro do que jamais
imaginou ser possvel. Enquanto Christian tenta se livrar de
seus demnios interiores, Ana se v diante da deciso mais
importante da sua vida.

 

FIFITY SHADES
DARKER
E L James

 

Para Z d J
Vocs tm o meu amor incondicional,
para sempre.

 

Prlogo
        Ele est de volta. Mame est dormindo ou ela est doente de novo.
        Eu me escondo e me enrolo debaixo da pequena mesa na cozinha. Atravs
dos meus dedos eu posso ver a mame. Ela est dormindo no sof. Sua mo est
sobre o tapete verde pegajoso, ele est usando suas botas grandes com fivelas
brilhantes e est p perto da mame, gritando com ela.
        Ele bate na mame com um cinto. Levante-se! Levante-se! Voc  uma puta
fodida. Voc  uma puta fodida. Voc  uma puta fodida. Voc  uma puta fodida.
Voc  uma puta fodida. Voc  uma puta fodida.
        Mame faz um barulho soluando. Pare. Por favor, pare. Mame no grita.
Mame encolhe-se em pequena bola.
        Eu ponho os meus dedos nos ouvidos, eu fecho os meus olhos. O som para.
        Ele se vira e eu posso ver as botas, enquanto ele pisa na cozinha. Ele ainda
tem o cinto na mo. Ele est tentando me encontrar.
        Ele se inclina e sorri. Ele tem um cheiro desagradvel. De cigarros e
bebidas. A est voc, seu merdinha.
        Um grito arrepiante o acorda. Cristo! Ele est encharcado de suor e seu
corao est batendo forte. Que porra foi essa? Ele se senta ereto na cama e coloca
a cabea entre as mos. Porra. Eles esto de volta. O barulho era meu. Ele respira
fundo para se estabilizar, tentando livrar sua mente e narinas do cheiro de
bourbon barato e cigarros Camel velhos.

 

Captulo 01
        Tenho sobrevivido durante trs dias sem Christian, e  meu primeiro dia de
trabalho. Tem sido uma boa distrao. O tempo voou por entre uma nvoa de
caras novas, trabalho a fazer e Sr. Jack Hyde. Sr. Jack Hyde... ele sorri para mim,
com seus olhos azuis cintilantes, enquanto ele se inclina contra a minha mesa.
        - Excelente trabalho, Ana. Eu acho que ns vamos fazer uma grande
equipe.
        De alguma forma, eu consegui erguer a cabea para curvar meus lbios em
um semblante de um sorriso.
        - Eu estou indo para casa, se estiver tudo bem com voc, - eu murmuro.
        - Claro,  cinco e meia. Vejo voc amanh.
        - Boa noite, Jack.
        - Boa noite, Ana.
        Pegando a minha bolsa, eu encolho os ombros no meu casaco e saio. Para o
ar do incio da noite em Seattle, eu respiro fundo. Ele no consegue preencher o
vazio no meu peito, um vazio que est presente desde sbado de manh, uma
lembrana dolorosa e oca, da minha perda. Eu ando em direo ao ponto de
nibus com a cabea baixa, olhando para meus ps, meio triste por estar sem
minha amada Wanda, meu velho Fusca... ou o Audi.
        Eu fecho imediatamente a porta desse pensamento. No. No posso pensar
nele. Claro, eu posso comprar um carro, um carro novo, agradvel. Eu suspeito
que ele foi demasiado generoso em seu pagamento, e o pensamento me deixa com
um gosto amargo na boca, mas eu o rejeitei e devo manter a minha mente fechada
e o mais vazia possvel. Eu no posso pensar nele. Eu no quero comear a chorar
de novo, no na rua.
        O        apartamento est vazio. Tenho saudades de Kate, e eu a imagino deitada
em uma praia em Barbados, bebericando um coquetel gelado. Ligo a televiso de
tela plana, mais para ter algum rudo do que para preencher o vcuo e
proporcionar uma aparncia de companhia, mas eu no ouo ou assisto. Eu sento

 

e olho fixamente para a parede de tijolos. Estou dormente. Eu no sinto nada,
apenas dor. Quanto tempo eu vou suportar isso?
        A campainha da porta me tira da minha angstia e meu corao salta uma
batida. Quem poderia ser? Eu aperto o interfone.
        -Entrega para a Sra. Steele. - Uma voz cansada e entediada responde, e a
decepo me atravessa. Eu deso as escadas com indiferena, para encontrar um
jovem mascando chiclete ruidosamente, segurando uma caixa de papelo grande,
e inclinando-se contra a porta da frente. Eu assino o recebimento do pacote e o
levo para cima, comigo. A caixa  enorme e surpreendentemente leve. Dentro esto
duas dzias de rosas brancas com haste longa, e um carto.
        Parabns pelo seu primeiro dia de trabalho.
        Espero que tudo tenha ocorrido bem.
        E obrigado pelo planador. Isso foi muito atencioso.
        Eu o tenho com orgulho sobre a minha mesa.
Christian
        Olho para o carto digitado, e o buraco no meu peito se expande. Sem
dvida, sua assistente enviou esta mensagem. Christian, provavelmente, tem
muito pouco a ver com isso.  doloroso demais s de pensar. Examino as rosas,
elas so lindas, e eu no posso jog-las no lixo. Obedientemente, eu vou para a
cozinha, para procurar um vaso.

        E assim se desenvolve um padro: acordar, trabalhar, chorar e dormir.
Bem, tentar dormir. Eu no posso escapar dele, mesmo em meus sonhos. Olhos
ardentes cinzas, seu olhar perdido, seu cabelo reluzente e brilhante, tudo me

 

assombra. E a msica... tanta msica, que eu no posso suportar ouvir qualquer
msica. Eu tenho muito cuidado para evit-la a todo custo. At mesmo os jingles
em comerciais me fazem tremer.
        Eu no falei com ningum, nem mesmo com minha me ou Ray. Eu no
tenho condies de conversar com ningum agora. No, eu mo quero nada disso.
Eu me tornei uma ilha. Uma terra devastada pela guerra, onde nada cresce e os
horizontes so sombrios. Sim, esta sou eu. Sou capaz de conversar
impessoalmente no trabalho, mas s isso. Se eu falar com minha me, eu sei que
vou quebrar ainda mais e j no tenho mais nada para quebrar.
        Estou encontrando dificuldades para comer. Na hora do almoo, na quarta-
feira, eu consegui tomar um copo de iogurte, e  a primeira coisa que eu comi
desde sexta-feira. Estou sobrevivendo com uma tolerncia recm descoberta de
caf expresso com leite e Coca Cola Diet. A cafena que me faz continuar, mas est
me deixando ansiosa.
        Jack comeou a pairar sobre mim, me irritando, me fazendo perguntas
pessoais. O que ele quer? Eu sou educada, mas eu preciso mant-lo a distancia de
um brao.
        Sento-me e comeo a vasculhar uma pilha de correspondncia dirigida para
ele, e eu estou satisfeita com a distrao do trabalho adicional. Meus e-mails
chegaram, e eu rapidamente reviso para ver de quem .
        Puta merda. Um e-mail de Christian. Oh no, no aqui... no no trabalho.
        De: Christian Grey
        Assunto: Amanh
        Data: 08 de junho de 2011 14:05
        Para: Anastsia Steele
        Cara Anastsia
        Perdoe essa intromisso no seu trabalho. Espero que ele esteja indo bem.
Voc recebeu minhas flores? Lembrei que amanh  a abertura da exposio do
seu amigo na galeria, e eu tenho certeza que voc no teve tempo para comprar

 

um carro, e  uma longa viagem. Eu ficaria mais do que feliz em lev-la, se voc
assim desejar. Me informe, por favor.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Lgrimas inundam meus olhos. Eu apressadamente deixo a minha mesa e
vou para o banheiro para escapar em uma das cabines. A exposio de Jos.
Droga. Eu tinha esquecido tudo sobre ele, e eu prometi a ele que eu iria. Merda,
Christian est certo; como vou chegar l?
        Pressiono minha testa. Por que Jos no telefonou? Pensando bem, por que
ningum me telefonou? Eu estive to distrada, que no reparei que o meu telefone
celular estava muito silencioso.
        Merda! Eu sou uma idiota! Ele ainda est desviando as chamadas para o
Blackberry. Santo inferno. Christian estava recebendo as minhas chamadas, ao
menos que ele tenha jogado fora o Blackberry. Como ele conseguiu o meu endereo
de e-mail?
        Ele sabe at o tamanho do meu sapato, um endereo de e-mail no seria
um problema difcil de resolver.
        Posso v-lo novamente? Ser que eu poderia suportar isso? Eu quero v-lo?
Fecho os meus olhos e inclino a cabea para trs, enquanto a tristeza cai sobre
mim. Claro que sim.
        Talvez, talvez eu possa lhe dizer que eu mudei de ideia... No, no, no. Eu
no posso estar com algum que tem prazer em me infligir dor, algum que no
pode me amar.
        Memrias torturantes lampejam atravs da minha mente, o planador,
andar de mos dadas, os beijos, a banheira, sua gentileza, seu humor, e seu
escuro e sexy olhar pensativo. Sinto falta dele. J se passaram cinco dias, cinco
dias de agonia, que pareceram com uma eternidade.
Eu envolvo meus braos ao redor do meu corpo, me abraando com fora,
me segurando. Sinto falta dele. Eu realmente sinto falta dele... Eu o amo. 

 

simples assim.
        Eu choro sozinha  noite, at dormir, desejando que eu no tivesse ido
embora, desejando que ele pudesse ser diferente, desejando que estivssemos
juntos. Quanto tempo vai durar esse sentimento horrvel e esmagador? Estou no
purgatrio.
        Anastsia Steele, voc est no trabalho! Eu devo ser forte, mas eu quero ir a
exposio de Jos, e no fundo, a masoquista em mim quer ver Christian. Tomando
uma respirao profunda, eu voltar para minha mesa.
De: Anastsia Steele
Assunto: Amanh
Data: 08 de junho de 2011 14:25
Para: Christian Grey
Oi        Christian
Obrigada pelas flores, so lindas. Sim, eu gostaria de receber uma carona.
Obrigada.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        Verifico o meu telefone, descubro que ele est programado para desviar as
chamadas. Jack est em uma reunio, ento eu rapidamente ligo para Jos.
        - Oi, Jos.  Ana.
        - Ol, estranha. - Seu tom  to caloroso e acolhedor que  quase o
suficiente para me empurrar para a borda novamente.
        - Eu no posso falar muito. A que horas devo estar l amanh, para sua
exposio?

 

- Voc vir amanha? - Ele parece animado.
        - Sim, claro. - Eu sorrio meu primeiro sorriso genuno em cinco dias,
enquanto imagino seu sorriso largo.
- s sete e meia.
- Vejo voc depois. Adeus, Jos.
- Adeus, Ana.
De: Christian Grey
Assunto: Amanh
Data: 08 de junho de 2011 14:27
Para: Anastsia Steele
Cara Anastsia
A que horas devo busc-la?
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Amanh
Data: 08 de junho de 2011 14:32
Para: Christian Grey
A exposio de Jos comea s 7:30. Que horas voc sugere?
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Amanh

 

Data: 08 de junho de 2011 14:34
Para: Anastsia Steele
        Cara Anastsia
        Portland  meio longe. Vou busc-lo s 5:45. Estou ansioso para v-la.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Amanh
Data: 08 de junho de 2011 14:38
Para: Christian Grey
        Vejo voc ento.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        Oh meu Deus. Vou ver Christian, pela primeira vez em cinco dias, meu
esprito se levanta um pouco e me permito querer saber como ele est.
        Ser que ele sentiu minha falta? Provavelmente no, no como eu senti a
dele. Ser que ele encontrou uma nova submissa, seja l de onde elas venham? O
pensamento  to doloroso que eu o dispenso imediatamente. Eu olho para a pilha
de correspondncia para Jack que precisa ser classificada, e tento empurrar
Christian para fora da minha cabea, mais uma vez.
        Naquela noite, na cama, eu viro e reviro, tentando dormir.  a primeira vez
que eu no chorei at dormir.
        Em minha mente, eu visualizo o rosto de Christian na ltima vez que o vi,
quando sa do seu apartamento. Sua expresso torturada me assombra. Lembro
que ele no queria que eu fosse, o que era estranho. Por que eu iria ficar quando

 

as coisas tinham atingido tal impasse? Estvamos sempre fugindo de nossos
prprios problemas, meu medo da punio, seu medo de... de qu? Amar?
        Virando de lado, eu abrao meu travesseiro, cheia de uma grande tristeza.
Ele acha que no merece ser amado. Por que ele se sente assim? Tem algo a ver
com sua criao? Com sua me biolgica, a prostituta viciada em crack? Meus
pensamentos me atormentam at as primeiras horas da madrugas, at que
finalmente, eu caio em um agitado e exausto sono.
        O dia se arrasta e arrasta, Jack  extraordinariamente atencioso. Eu
suspeito que  devido ao vestido ameixa de Kate e as botas negras de salto alto,
que eu roubei do seu armrio, mas eu no vou me debruar sobre esse
pensamento. Eu resolvi que iria comprar roupas com o meu primeiro salrio. O
vestido est mais solto em mim do que estava antes, mas eu finjo no perceber.
        Finalmente,  cinco e meia, e eu pego meu casaco e bolsa, tentando
acalmar meus nervos. Eu vou v-lo!
        - Voc tem um encontro esta noite? - Jack pergunta enquanto ele passeia
por minha mesa no seu caminho de sada.
        - Sim. No. No realmente.
        Ele levanta uma sobrancelha para mim, o seu interesse  claramente
aberto.
        - Namorado?
        Eu ruborizo.
        - No, um amigo. Um ex-namorado.
        - Talvez amanh voc pudesse tomar uma bebida depois do trabalho. Voc
teve uma estelar primeira semana, Ana. Devemos comemorar. - Ele sorri e
alguma emoo desconhecida esvoaa em seu rosto, fazendo-me inquieta.
        Colocando as mos nos bolsos, ele passa pelas portas duplas. Eu franzo a
testa para as suas costas. Beber com o chefe, isso  uma boa ideia?
        Sacudo a cabea. Eu tenho uma noite com Christian Grey para enfrentar
em primeiro lugar. Como vou fazer isso? Corro para o banheiro para fazer os
ajustes de ltima hora.
        No grande espelho na parede, eu dou uma olhada, muito dura em meu
rosto. Eu estou com o meu jeito habitual plida, olheiras muito grandes ao redor
dos meus olhos. Eu pareo magra, assombrada.

 

        Puxa, eu gostaria de saber como usar maquiagem. Eu aplico algum rmel,
delineador e aperto as minhas bochechas, na esperana de trazer um pouco de cor
a sua maneira. Arrumo o cabelo para que ele caia artisticamente pelas minhas
costas, eu respiro profundamente. Isto  tudo o que posso fazer.
        Nervosa, eu ando pelo hall de entrada com um sorriso e uma aceno para
Claire, na recepo. Eu acho que eu e ela poderamos nos tornar amigas. Jack est
falando com Elizabeth quando eu saio pelas portas. Com um largo sorriso, ele se
apressa em abri-las para mim.
        - Depois de voc, Ana, - ele murmura.
        - Obrigada. - Eu sorrio, envergonhada.
        L fora, no meio-fio, Taylor est esperando. Ele abre a porta traseira do
carro. Olho hesitante para Jack que me seguiu. Ele est olhando para o SUV Audi
com desnimo.
        Eu viro e subo na parte de trs, e l est Christian Grey sentado, vestindo
seu terno cinza, sem gravata, a camisa branca aberta no colarinho. Seus olhos
cinzentos esto brilhando.
        Minha boca esta seca. Ele parece glorioso, exceto que ele est olhando para
mim com cara feia. Oh no!
        - Quando foi a ltima vez que voc comeu? - Ele dispara, enquanto
Taylor fecha a porta atrs de mim.
        Droga.
        - Ol, Christian. Sim,  bom ver voc tambm.
        - Eu no quero sua boca inteligente agora. Responda-me. - Seus olhos
ardem.
        Puta merda. .
        - Um... Eu tomei um iogurte na hora do almoo. Oh, e uma banana.
        - Quando foi a ltima vez que uma boa refeio? - Pergunta ele, com
azedume.
        Taylor desliza para o banco do motorista, liga o carro, e puxa para o
trfego.
        Olho para cima e Jack est acenando para mim, como se pudesse me ver
atravs do vidro escuro, bem no sei. Aceno de volta.
        - Quem  esse? - Christian dispara.

 

        - Meu chefe. - Eu olho para o belo homem ao meu lado, e sua boca est
apertada.
        - Bem? Sua ltima refeio?
        - Christian, realmente isso no  da sua conta, - Eu murmuro, sentindo-
me extraordinariamente corajosa.
        - Acontea o que acontecer, sempre ser da minha conta. Diga-me.
        No, no . Eu gemo de frustrao, desvio meu olhar para o cu enquanto
Christian aperta os olhos. E pela primeira vez em muito tempo, eu quero rir. Eu
sofro para sufocar o riso que ameaa borbulhar. O rosto de Christian amolece
enquanto eu me esforo para manter uma cara sria, e vejo um trao de um
sorriso atravessar seus lbios maravilhosamente esculpidos.
        - Bem? - Pergunta ele, com sua voz suave.
        - Pasta Alla Vongole, sexta-feira passada, - eu sussurro.
        Ele fecha os olhos enquanto a fria e, eventualmente, o arrependimento,
varrem todo o seu rosto. - Eu vejo, - diz ele, com sua voz inexpressiva. -Parece
que voc perdeu pelo menos cinco quilos, possivelmente mais, desde ento. Por
favor, coma, Anastsia, - ele me repreende.
        Olho para baixo, para os dedos entrelaados no meu colo. Por que ele
sempre me faz sentir como uma criana errante?
        Ele muda de posio e se dirige em minha direo.
        - Como vai voc? - pergunta ele, sua voz bem suave.
        Bem, eu estou realmente na merda... Eu engulo. -Se eu te dissesse que eu
estou bem, eu estaria mentindo.
        Ele inala drasticamente. - Eu tambm, - ele murmura. Estende o brao e
aperta minha mo. - Eu sinto sua falta, - acrescenta.
        Ah, no. Pele contra pele.
        - Christian, Eu...
        - Ana, por favor. Ns precisamos conversar.
        Eu vou chorar. No.
        - Christian, eu... por favor... Eu chorei muito, - eu sussurro, tentando
manter minhas emoes sob controle
        - Oh, querida, no. - Ele puxa a minha mo, e antes que eu perceba que
estou em seu colo. Ele tem seus braos em volta de mim, e seu nariz est no meu

 

cabelo. -Eu senti sua falta demais, Anastsia, - ele respira.
        Eu quero lutar para sair dos seus domnios, para manter alguma distncia,
mas seus braos esto ao meu redor. Ele est me pressionando contra o peito. Eu
derreto. Oh, este  o lugar onde eu quero estar.
        Eu descanso minha cabea contra ele, e ele beija meus cabelos
repetidamente. Este  o meu lar. Ele tem cheiro de linho, amaciante de roupas,
corpo limpo e o meu favorito, cheiro de Christian. Por um momento, permito-me a
iluso de que tudo ficar bem, e isso alivia a minha alma devastada.
        Poucos minutos depois, Taylor conduz o carro para uma parada na
calada, mesmo que ainda estejamos na cidade.
        - Vem, - Christian me tira de seu colo - ns ficamos aqui.
        O qu?
        - O heliponto  no topo deste edifcio. - Christian olha em direo ao
prdio como meio de explicao.
        Claro. Charlie Tango. Taylor abre a porta e eu deslizo para fora. Ele me d
um sorriso quente e paternal que me faz sentir segura. Eu sorrio de volta.
        - Eu deveria lhe devolver seu leno.
        - Mantenha-o, Srta. Steele, com os meus melhores cumprimentos.
        Eu ruborizo, enquanto Christian vem ao redor do carro e pega a minha
mo. Ele olha intrigado para Taylor que olha impassvel de volta para ele, no
revelando nada.
        - s nove? - Christian diz-lhe.
        -Sim, senhor.
        Christian acena, enquanto se vira e me leva pelas portas duplas para o hall
de entrada grandioso. Eu me deleito com a sensao de sua mo grande, seus
dedos longos e hbeis enrolados em torno de mim. Eu sinto aquela presso
familiar. Estou atrada como caro indo para o seu sol. Eu j fui queimada e aqui
estou eu novamente.
        Alcanando os elevadores, ele aperta o boto de chamada. Eu olho para ele,
e ele est usando seu meio sorriso enigmtico. Quando as portas abrem, ele solta
minha mo e me convida para entrar.
        As portas se fecham e eu arrisco uma segunda olhada. Ele olha para mim,
com seus olhos cinzentos vivos, e a eletricidade est l, no ar, entre ns. 

 

palpvel. Eu quase posso toc-la, pulsando entre ns, atraindo-nos um para o
outro.
        - Oh meu Deus, - eu ofego enquanto me deleito brevemente na
intensidade desta atrao primitiva.
        - Eu sinto isso tambm, - diz ele, seus olhos esto nublados e intensos.
        O desejo pulsa de forma obscura e mortal em minha virilha. Ele aperta a
minha mo e roa meus dedos com o polegar, todos os meus msculos se
apertam, deliciosamente, dentro de mim.
        Nossa senhora. Como ele ainda pode fazer isso comigo?
        - Por favor, no morda o lbio, Anastsia, - ele sussurra.
        Eu olho para ele, liberando o meu lbio. Eu o quero. Aqui, agora, no
elevador. Como eu no poderia quer?
        - Voc sabe o que isso faz comigo, - ele murmura.
        Oh, eu ainda o afeto. Minha deusa interior desperta de seu mau humor de
cinco dias.
        De repente, as portas se abrem, quebrando o feitio, e estamos no telhado.
Esta ventando, e apesar de usar a minha jaqueta preta, eu estou com frio.
Christian coloca o brao em volta de mim, me puxando para o seu lado, e nos
apressamos para onde est Charlie Tango, no centro do heliponto, com as ps do
rotor girando lentamente.
        Um homem alto, loiro, de queixo quadrado, vestindo um terno escuro salta
e, abaixando-se, corre em direo a ns. Troca um aperto de mo com Christian e
ele grita por cima do rudo dos rotores.
        - Pronto para ir, senhor. Ela  toda sua!
        - Toda a checagem foi feita?
        - Sim, senhor.
        - Voc vem busc-la em torno de oito e meia?
        - Sim, senhor.
        - Taylor est esperando por voc l na frente.
        - Obrigado, Sr. Grey. Tenha um voo seguro para Portland. Senhora. - Ele
me sada. Sem soltar-me, Christian acena, se abaixa e leva-me  porta do
helicptero.
        Uma vez l dentro, ele me afivela firmemente no meu acento e aperta com

 

fora os cintos. Ele me joga um olhar astuto e um sorriso secreto.
        -Isso deve mant-la em seu lugar, - ele murmura. -Devo dizer que gosto
deste cinto em voc. No toque em nada.
        Eu fico totalmente corada, e ele corre o dedo indicador na minha bochecha,
antes de me entregar os fones de ouvido. Eu gostaria de tocar em voc, tambm,
mas voc no vai me deixar. Eu fao uma carranca para ele. Alm disso, ele ps as
tiras to apertadas que eu mal consigo me mover.
        Ele senta em sua cadeira e afivela a si mesmo, em seguida, comea a
executar a checagem de pr-vo. Ele  to competente.  muito sedutor. Ele coloca
seus fones de ouvido e aciona um interruptor e a velocidade dos rotores aumenta,
ensurdece-me.
        Virando-se, ele olha para mim. - Pronta, querida? - Sua voz ecoa atravs
dos fones.
        - Sim.
        Ele sorri com seu sorriso de menino. Uau. Faz tanto tempo que eu no vejo
isso.
        - Sea-Tac torre, este  Charlie Tango-Tango Echo Hotel, liberado para
decolagem para Portland via PDX. Por favor, confirme, confirme.
        A voz do controlador de trfego responde, ela d as instrues necessrias.
        - Confirmo, torre, Charlie Tango posio, confirmo e fim.- Christian vira
dois interruptores, agarra o controle, e o helicptero sobe lenta e suavemente para
o cu da noite.
        Seattle e meu estmago caem para longe de ns, e h tanta coisa para ver.
        - Ns perseguimos o amanhecer, Anastsia, agora o crepsculo, - sua voz
vem atravs dos fones de ouvido. Viro-me para olh-lo surpreendida.
        O que isso significa? Como ele pode dizer essas coisas to romnticas? Ele
sorri, e eu no posso deixar de sorrir timidamente para ele.
        - Assim, com o sol da tarde, h mais para se ver neste momento, - ele
diz.
        A ltima vez que viajei para Seattle estava escuro, mas esta noite a vista 
espetacular, literalmente fora deste mundo. Estamos no meio dos edifcios mais
altos, indo mais e mais alto.
        - O Escala  ali. - Ele aponta para o edifcio. - O Boeing est l, e ali

 

voc pode ver o Obelisco Espacial1.
        Eu viro a minha cabea. - Eu nunca estive l.
        - Vou levar voc, podemos comer l.
        O qu?
        - Christian, ns terminamos.
        - Eu sei. Mas eu ainda posso levar voc l e aliment-la. -Ele olha pra
mim.
        Eu sacudo a cabea e ruborizo, antes de tomar uma abordagem menos
agressiva. -  muito bonito aqui, obrigada.
        - Impressionante, no ?
        - Impressionante que voc possa fazer isso.
        - Voc me lisonjeia, Srta. Steele? Mas eu sou um homem de muitos
talentos.
        - Estou plenamente consciente disso, Sr. Grey.
        Ele se vira e d um sorriso forado para mim, e pela primeira vez em cinco
dias, eu relaxo um pouco. Talvez isso no v ser to ruim.
        - Como est o novo emprego?
        - Bem, obrigada.  interessante.
        - Como  o seu novo chefe?
        - Oh, ele est bem. - Como posso dizer a Christian que Jack me deixa
desconfortvel? Christian volta a olhar para mim.
        - O que h de errado? - Pergunta ele.
        - Alm do bvio, nada.
        - O bvio?
        - Oh, Christian, voc s vezes  realmente muito obtuso.
        - Obtuso? Eu? Eu no tenho certeza se aprecio o seu tom, Srta. Steele.
        - Bem, ento no aprecie.
        Seus lbios se contorcem em um sorriso. - Eu senti falta da sua boca
inteligente.
        Eu suspiro e eu quero gritar, eu senti falta de voc, de voc todo, e no
apenas de sua boca! Mas eu continuo calma e olho para fora do aqurio de vidro
que  o para-brisa do Charlie Tango, enquanto continuamos para o sul. O
1  uma torre de 184 metros, edificada em Seattle

 

crepsculo est a nossa direita, o sol est baixando no horizonte, em chamas de
fogo laranja e eu sou caro novamente, voando muito perto.

        O crepsculo tem nos seguido de Seattle, e o cu est repleto de opalas,
rosas, e guas marinhas, tecidos perfeitamente em conjunto, como s a Me
Natureza sabe fazer.  uma noite clara e ntida, e as luzes de Portland cintilam e
piscam nos acolhendo, enquanto Christian maneja o helicptero para baixo no
heliponto. Estamos no topo de um edifcio com uma estranha construo de tijolos
marrons em Portland, de onde samos a menos de trs semanas atrs.
        Jesus, ns nos conhecemos h to pouco tempo. No entanto, eu sinto como
se o conhecesse por toda a vida. Ele desliga o Charlie Tango, apertando vrios
botes para parar os rotores e, finalmente, tudo o que ouo  a minha prpria
respirao atravs dos fones. Hmm. Isto me recorda minha breve experincia em
Thomas Tallis. Eu empalideo. Eu no quero ir para l agora.
        Christian desafivelou seus cintos e se inclina para desfazer os meus.
        - Boa viagem, Srta. Steele? - Ele pergunta, sua voz suave, seus olhos
cinzentos brilhando.
        - Sim, obrigada, Sr. Grey, - eu respondo educadamente.
        - Bem, vamos ver as fotos do menino. - Ele estende a sua mo para mim
e eu a pego para sair do Charlie Tango.
        Um homem de cabelos grisalhos, com uma barba, caminha ao nosso
encontro, com um largo sorriso, e eu reconheo-o como o senhor da ltima vez que
estivemos aqui.
        - Joe. - Christian sorri e solta minha mo, para apertar a de Joe
calorosamente.
        - Mantenha-a segura para Stephan. Ele vai estar aqui em torno de oito ou
nove.
        - Vou fazer, Sr. Grey. Senhora, - diz ele, acenando para mim. -No andar
de baixo seu carro o espera, senhor. Oh, e o elevador est na manuteno, voc vai
ter que usar as escadas.
        - Obrigado, Joe.

 

        Christian pega a minha mo, e vamos para as escadas de emergncia.
        -  bom para voc que s so trs andares, com estes saltos, - ele
resmunga para mim, com desaprovao.
        No  brincadeira.
        - Voc no gosta das botas?
        - Eu gosto muito delas, Anastsia. - Seu olhar escurece e acredito que ia
dizer outra coisa, mas ele se detm. -Venha. Vamos com calma. Eu no quero
que voc caia e quebre seu pescoo.

        Ns sentamos em silncio, enquanto nosso motorista nos leva para a
galeria. Minha ansiedade voltou com fora total, e eu percebo que o nosso tempo
no Charlie Tango foi o olho da tempestade. Christian est bem quieto, pensativo...
apreensivo inclusive, o nosso bom humor, de antes, se dissipou. H tanta coisa
que eu quero dizer, mas esta viagem  muito curta. Christian olha pensativo para
fora da janela.
        - Jos  apenas um amigo, - eu murmuro.
        Christian se volta e olha para mim, seus olhos esto escuros e alertas, no
transparecendo nada. Sua boca, ah, sua boca  uma distrao espontnea.
Lembro-me dela em mim, em todos os lugares. Minha pele aquece. Ele se move em
seu acento e franze a testa.
        - Esses olhos to lindos esto muito grandes em seu rosto, Anastsia. Por
favor, diga que voc vai comer.
        - Sim, Christian, eu vou comer, - eu respondo automaticamente, em um
chavo.
        - Estou falando srio.
        - Voc est? - Eu no posso manter o desprezo da minha voz.
Honestamente, a audcia deste homem, este homem que me colocou no inferno ao
longo dos ltimos dias. No, isso est errado. Eu me coloquei no inferno. No. Foi
ele. Sacudo a cabea, confusa.

 

        - Eu no quero brigar com voc, Anastsia. Eu quero voc de volta, e eu
quero que voc saudvel, - diz ele em voz baixa.
        O qu? O que significa isso?
        - Mas nada mudou. - Voc ainda tem Cinquenta Tons ruins.
        - Vamos falar sobre isso no caminho de volta. Ns chegamos.
        O carro estaciona na frente da galeria, e Christian sai, deixando-me sem
palavras. Ele abre a porta do carro para mim, e eu saio.
        - Por que voc faz isso? - Minha voz  mais alta do que eu esperava.
        - Fazer o qu? - Christian diz surpreendido.
        - Dizer algo como isso e depois parar.
        - Anastsia, ns chegamos. Voc no queria estar aqui. Vamos fazer isso e
depois falamos. Eu particularmente no quero uma cena na rua.
        Eu fico passada e olho ao redor. Ele est certo.  muito pblico. Eu
pressiono os meus lbios e ele olha para mim.
        - Ok, - eu resmungo de mau humor. Pegando minha mo, ele me leva
para dentro do prdio.
        Estamos em um armazm convertido, com paredes de tijolos, piso de
madeira escura, teto branco e pilastras brancas.  moderno e arejado, e h vrias
pessoas que andam por todo o salo da galeria, bebendo vinho e admirando o
trabalho de Jos. Por um momento, meus problemas desaparecem, quando eu
entendo que Jos realizou o seu sonho. Um caminho a percorrer, Jos!
        - Boa noite e bem vindo a amostra de Jos Rodriguez. - Uma jovem
mulher, vestida de preto, com cabelo castanho muito curto, batom vermelho
brilhante e grandes brincos de argola, nos cumprimenta. Ela olha rapidamente
para mim. Ento ela observa Christian, muito mais tempo do que  estritamente
necessrio, ento ela se vira para mim, piscando enquanto cora.
        Minha testa enruga. Ele  meu ou era. Tento no fazer uma cara feia para
ela. Quando seus olhos recuperam seu foco, ela pisca novamente.
        - Oh,  voc, Ana. Ns queremos a sua opinio sobre tudo isto, tambm.
-Sorrindo, ela me entrega um folheto e me dirige a uma mesa com bebidas e
lanches.
        Como ela sabe meu nome?
        - Voc a conhece? - Christian faz uma carranca.

 

        Sacudo a cabea, igualmente intrigada.
        Ele d de ombros, distrado.
        - O que voc gostaria de beber?
        - Eu vou tomar um copo de vinho branco, obrigado.
        Sua testa enruga, mas ele mantm sua lngua e vai para o bar.
        - Ana!
        Jos aparece atravs de uma multido de pessoas.
        Caramba! Ele est usando um terno. Ele parece estar bem e est sorrindo
para mim. Ele envolve-me em seus braos, abraando-me com fora. E  tudo que
eu posso fazer para no chorar. Meu amigo, meu nico amigo, enquanto Kate est
fora. Lgrimas danam em meus olhos.
        - Ana, eu estou to feliz que voc veio, - ele sussurra em meu ouvido, em
seguida, faz uma pausa e de repente me segura no comprimento do brao, me
encara.
        - O qu?
        - Ei, voc est bem? Voc parece, assim, estranha. Deus meu, voc perdeu
peso?
        Eu pisco afastando as lgrimas.
        - Jos, eu estou bem. Estou to feliz por voc. - Droga, no ele, tambm.
-Parabns pela exposio. - Minha voz oscila enquanto vejo a sua preocupao
em seu, oh - rosto to familiar, mas eu tenho que me segurar.
        - Como voc chegou aqui? - Ele pergunta.
        - Christian me trouxe, - digo, de repente, fico apreensiva.
        - Oh. - O rosto de Jos muda e ele me libera. -Onde ele est? - Sua
expresso escurece.
        - Ali, foi buscar bebidas. - Aceno com a cabea na direo de Christian e
vejo que ele troca gentilezas com algum que est esperando na fila. Nossos
olhares, o meu e de Christian, se cruzam, quando eu olho o seu caminho e os
nossos olhos se fixam um no outro. E naquele breve momento, estou paralisada,
olhando para um homem incrivelmente bonito, que olha para mim com alguma
emoo insondvel. Seu olhar quente, queimando em mim, e estamos perdidos por
um momento, olhando para o outro.
        Macacos me mordam... Este belo homem me quer de volta, e no fundo,

 

dentro de mim, uma doce alegria se desenrola lentamente como uma gloriosa
manh no incio da madrugada.
        - Ana! - Jos distrai-me, e eu sou arrastada de volta ao aqui e agora. -
Estou to feliz que voc veio a exposio, devo avis-la...
        De repente, a 'Senhorita de cabelo muito curto e batom vermelho' corta-o.
-Jos, o jornalista do Portland Printz est aqui para v-lo. Vamos. - Ela me d
um sorriso educado.
        - Como isso  legal? A fama. - Ele sorri, e eu no posso deixar de sorrir
de volta, ele est to feliz. - Vejo-a mais tarde, Ana. - Ele beija minha bochecha,
e eu o vejo sair com uma jovem mulher, ao lado de um fotgrafo alto e magro.
        As fotografias de Jos esto em toda parte, e em alguns casos, explodindo
em telas enormes. H fotos em preto e branco; e coloridas. H uma beleza etrea
em muitas das paisagens. Em uma tela est o lago de Vancouver, retratando o
incio da noite e as nuvens cor de rosa so refletidas na quietude da gua.
Resumidamente, eu estou transportada pela tranquilidade e paz. 
impressionante.
        Christian se junta a mim, e eu respiro fundo e engulo, tentando recuperar
um pouco do meu equilbrio anterior. Ele me d meu copo de vinho branco.
        - Sera que est a altura? - Minha voz soa mais que normal.
        Ele olha intrigado para mim.
        - O vinho.
        - No. Raramente o fazem nestes tipos de eventos. O menino  muito
talentoso, no ? - Christian est admirando a foto do lago.
        - Por que outra razo voc acha que eu lhe pedi para tirar seu retrato? -
Eu no posso disfarar o orgulho em minha voz. Seus olhos deslizam impassveis
da fotografia para mim.
        - Christian Grey? - O fotgrafo de Portland Printz se aproxima de
Christian. - Posso tirar uma foto sua, senhor?
        - Claro.- Christian esconde sua cara de desagrado. Eu passo para trs,
mas ele pega minha mo e me puxa para o seu lado. O fotgrafo olha para ns dois
e no pode esconder sua surpresa.
        - Sr. Grey, obrigado. - Ele tira um par de fotos. -Senhorita...? - Ele
pergunta.

 

        - Steele, - eu respondo.
        - Obrigado, Srta. Steele. - Ele vai embora.
        - Eu procurei por fotos suas com garotas, na Internet. No h ningum. 
por isso que Kate achou que voc era gay.
        Os msculos da boca de Christian se contraram e mostram um sorriso. -
Isso explica a sua pergunta imprpria. No, eu no tenho encontros, Anastsia
somente com voc. Mas voc sabe disso. - Seus olhos ardem com sinceridade.
        - Ento, voc nunca teve um... - Olho em volta nervosamente para
verificar que ningum pode ouvir-nos - encontro com suas submissas?
        - s vezes. No eram encontros. Compras, voc sabe. - Ele encolhe os
ombros, seus olhos no deixam os meus.
        Oh, ento  s no quarto de jogos, o Quarto Vermelho da Dor, em seu
apartamento. Eu no sei o que sinto sobre isso.
        - S voc, Anastsia, - ele sussurra.
        Eu coro e olho para os meus dedos.  sua maneira, ele se importa comigo.
        - Seu amigo aqui parece mais um homem de paisagens, no de retratos.
Vamos olhar em volta. - Ele estende sua mo para mim e eu aceito.
        Passeamos, observando outras fotos, eu percebo um casal acenando para
mim, sorrindo como se eles me conhecessem. Deve ser porque eu estou com
Christian, mas um jovem est olhando descaradamente. Estranho.
        Ns viramos a esquina, e eu descubro porque eu recebi olhares estranhos.
Pendurados na parede agora, esto sete retratos enormes de mim.
        Olho fixamente para eles, estupefata, o sangue escorrendo do meu rosto.
Eu fazendo: beicinho, rindo, carrancuda, sria, divertida. Tudo em super close-up,
tudo em preto e branco.
        Oh Droga! Lembro-me de Jos mexer com a cmera em um par de ocasies
em que ele estava me visitando e quando eu estive com ele como motorista e
assistente de fotgrafo. Ele estava apenas tirando fotos, bem, eu pensava deste
jeito. Mas ele tirou fotos minhas ao estilo de paparazzi.
        Olho para Christian, que est olhando, paralisado, em cada uma das fotos,
por sua vez.
        - Parece que eu no sou o nico, - ele resmunga enigmaticamente, sua
boca se aperta em uma linha dura.

 

        Eu acho que ele est com raiva. Ah, no.
        - Com licena, - diz ele, prendendo-me com seu olhar brilhante e cinza,
por um momento. Ele se vira e se dirige ao balco da recepo.
        Qual  o problema agora? Eu assisto hipnotizada quando ele fala
animadamente com a 'Senhorita cabelo muito curto e batom vermelho'. Ele pega a
sua carteira e entrega o seu carto de crdito.
        Merda. Ele deve esta comprando uma destas fotos.
        - Ei. Ento, voc  a musa. Estas fotografias so timas. - Um jovem com
uma madeixa de cabelo loiro brilhante me assusta. Eu sinto uma mo no meu
cotovelo e Christian est de volta.
        - Voc  um cara de sorte. - O louro sorriu forado em choque para
Christian, que lhe d um olhar frio.
        - Sim, eu sou, - ele resmunga de forma enigmtica, enquanto ele me
puxa para um lado.
        - Voc acabou de comprar um desses?
        - Um desses? - Ele bufa, sem tirar os olhos deles.
        - Voc comprou mais de um?
        Ele revira os olhos. - Eu comprei todos eles, Anastsia. No quero nenhum
olhar estranho e convidativo para voc na privacidade de sua casa.
        Minha primeira inclinao foi rir. - Voc prefere que seja voc? - Eu
zombo.
        Ele olha para mim, pego de surpresa pela minha ousadia, eu acho, mas ele
est tentando esconder sua diverso.
        - Francamente, sim.
        - Pervertido, - eu olho para ele e mordo meu lbio inferior para evitar um
sorriso.
        Sua boca est aberta e, agora, sua diverso  bvia. Ele acaricia o queixo,
pensativo.
        - No  possvel argumentar com essa afirmao, Anastsia. - Ele
balana a cabea, e seus olhos suavizam com humor.
        - Eu discutiria mais com voc, mas eu assinei um NDA.
        Ele suspira, olhando para mim, com seus olhos escuros. - O que eu
gostaria de fazer com a sua boca inteligente, - ele murmura.

 

        Eu suspiro, sabendo muito bem o que significa. - Voc  muito rude. -
Eu tento parecer chocada e tenho sucesso. Ser que ele no tem limites?
        Ele sorri para mim, divertido, e, em seguida, ele franze a testa.
        - Voc parece muito descontrada nessas fotografias, Anastsia. Eu no a
vejo muitas vezes assim.
        O qu? Opa! Vamos mudar de assunto nessa conversa sobre no-concluso
lgica de brincalho a srio.
        Eu ruborizo e olho para os meus dedos. Ele ergue a minha cabea, e eu
inalo fortemente no contato com seus longos dedos.
        - Eu quero que voc relaxe comigo, - ele sussurra. Todo trao de humor
j passou.
        Dentro de mim essa alegria agita novamente. Mas como isto pode ser? Ns
temos problemas.
        - Voc tem que parar de me intimidar se voc quer isso, - eu disparo.
        - Voc tem que aprender a se comunicar e me dizer como voc se sente, -
ele dispara de volta, com os olhos em chamas.
        Eu respiro fundo. - Christian, voc me queria como uma submissa.  a
que reside o problema.  na definio de uma submissa, que mandou por e-mail
para mim uma vez. - Eu paro, tentando lembrar as palavras. -Eu acho que os
sinnimos eram. Eu cito,- compatvel, flexvel, passvel, passiva, resignada,
paciente, dcil, mansa, suave. Eu no deveria olhar para voc. No deveria falar
com voc a menos que voc me desse permisso para faz-lo. O que voc espera?
- Eu sibilo para ele.
        Ele pisca, e sua carranca aprofunda enquanto eu continuo.
        -  muito confuso estar com voc. Voc no quer que eu o desafie, mas
voc gosta da minha 'boca inteligente'. Voc quer obedincia, caso contrrio, voc
pode me punir. Eu s no sei qual o caminho seguir quando estou com voc.
        Ele aperta os olhos. - Bom ponto, como de costume, Srta. Steele. - Sua
voz  frgida. - Vem, vamos comer.
        - Ns s estamos aqui a meia hora.
        - Voc viu as fotos, voc j falou com o menino.
        - Seu nome  Jos.
        - Voc falou com Jos, o homem que, a ltima vez que eu o vi, estava

 

tentando empurrar a sua lngua em sua boca relutante, enquanto voc estava
bbada e passando mal, - ele rosna.
        - Ele nunca me bateu, - eu cuspi nele.
        Christian fez uma cara feia para mim, a fria emana de cada poro. - Isso 
um golpe baixo, Anastsia, - ele sussurra ameaadoramente.
        Eu fico passada, e Christian passa as mos pelos cabelos, cheio de raiva
mal contida. Eu o encaro de volta.
        - Eu vou levar voc para comer alguma coisa. Voc est desaparecendo na
minha frente. Encontre o menino e diga adeus.
        - Por favor, podemos ficar mais tempo?
        - No. Vamos agora. Diga adeus.
        Eu o encaro, com o meu sangue fervendo. Sr. Maldito Controle Doentio.
Raiva  bom. Raiva  melhor do que lgrimas.
        Eu arrasto o meu olhar para longe dele e vou procurar Jos. Ele est
falando com um grupo de mulheres jovens. Eu fui em sua direo e para longe de
Cinquenta. S porque ele me trouxe aqui, eu tenho que fazer como ele diz? Quem
diabos ele pensa que ?
        As meninas esto penduradas em cada palavra de Jos. Uma delas suspira
quando me aproximo, sem dvida reconhecendo-me dos retratos.
        - Jos.
        - Ana. Com licena, meninas. - Jos sorri para elas e coloca o brao em
volta de mim, e em algum nvel eu estou divertida, Jos est muito atraente,
impressionando as meninas.
        - Voc parece zangada, - ele diz.
        - Eu tenho que ir, - eu murmurar teimosamente.
        - Voc acabou de chegar aqui.
        - Eu sei, mas Christian precisa voltar. As fotos esto fantsticas, Jos,
voc  muito talentoso.
        Ele sorri.
        - Foi muito legal v-la.
        Jos me agarra, e me d um abrao de urso, girando-me para que eu possa
ver Christian em toda a galeria. Ele est chateado, e eu percebo que  porque eu
estou nos braos de Jos. Assim, em uma jogada muito calculista, eu envolvo

 

meus braos ao redor do pescoo de Jos. Eu acho que Christian est prestes a
explodir. O seu olhar escurece a algo muito sinistro, e, lentamente, ele faz o seu
caminho em direo a ns.
        - Obrigado pelo aviso sobre os meus retratos, - eu murmuro.
        - Merda. Desculpe, Ana. Eu devia ter lhe contado. Voc gosta deles?
        - Umm... Eu no sei, - eu respondo com sinceridade, momentaneamente
perco o equilbrio por sua pergunta.
        - Bem, eles foram todos vendidos, ento algum gosta deles. Viu como isso
 legal? Voc  uma garota-propaganda. - Ele me abraa mais apertado ainda,
enquanto Christian chega at ns, encarando-me agora, embora, felizmente, Jos
no v.
        Jos me libera.
        - No suma, Ana. Oh, Sr. Grey, boa noite.
        - Mr. Rodriguez, muito impressionante. - Christian soa friamente
educado. - Sinto muito, no podemos ficar mais tempo, mas precisamos voltar
para Seattle. Anastsia? - Ele salienta sutilmente e pega a minha mo enquanto
faz isso.
        - Adeus, Jos. Parabns novamente. - Dou-lhe um beijo rpido na
bochecha, e antes que eu perceba Christian me arrastar para fora do prdio. Eu
sei que ele est fervendo de ira silenciosa, mas eu tambm.
        Ele olha rapidamente para cima e para baixo da rua ento vai para a
esquerda e de repente, me arrasta para um beco, abruptamente me empurrando
contra a parede. Ele pega meu rosto entre suas mos, forando-me a olhar para
cima em seus olhos ardentes e determinados.
        Eu suspiro, e sua boca desce rapidamente. Ele est me beijando,
violentamente. Resumidamente, um confronto de dentes, em seguida, sua lngua
entra na minha boca.
        O desejo explode como um Quatro de Julho em todo meu corpo, e eu estou
beijando-o de volta, com todo fervor, enterrando minhas mos em seus cabelos,
puxando-o com fora. Ele geme, um som baixo e sexy, vindo do fundo de sua
garganta que ecoa atravs de mim, e sua mo se move para baixo do meu corpo
puxando para cima a minha coxa, os dedos cavando em minha carne atravs do
vestido ameixa.

 

        Eu derramo toda a angstia e sofrimento neste beijo, vinculando-o a mim, e
neste momento uma paixo cega me atinge, ele est fazendo o mesmo, ele sente o
mesmo.
        Ele interrompe o beijo, ofegante. Seus olhos esto iluminados com o desejo,
acendendo meu sangue j aquecido que est batendo no meu corpo. Minha boca
est perto e eu tento sugar o precioso ar em meus pulmes.
        - Voc. . Minha. - ele rosna, enfatizando cada palavra. Ele se empurra
para longe de mim e se curva, com as mos sobre os joelhos, como se ele tivesse
corrido uma maratona. -Pelo amor de Deus, Ana.
        Eu me inclino contra a parede, ofegante, tentando controlar a reao
desenfreada no meu corpo, tentando encontrar o meu equilbrio novamente.
        - Sinto muito, - eu sussurro, uma vez minha respirao voltou.
        - Voc deveria sentir. Eu sei que voc estava fazendo. Voc quer aquele
fotgrafo, Anastsia? Ele, obviamente, tem sentimentos por voc.
        Eu ruborizo e sacudo a cabea.
        - No. Ele  apenas um amigo.
        - Passei toda a minha vida adulta tentando evitar qualquer emoo
extrema. Mas voc... voc desperta em mim sentimentos que so completamente
alheios.  muito... - Ele franze a testa, agarrando cada palavra. -Inquietante.
        - Eu gosto de controle, Ana, e perto de voc ele..., - ele destaca, o seu
olhar intenso -... Evapora. - Ele acena a mo vagamente, em seguida, passa-a
atravs de seu cabelo e d um suspiro profundo. Ele aperta a minha mo.
        - Venha, ns precisamos conversar, e voc precisa comer.

 

Captulo 02
        Ele me leva para um restaurante, pequeno e intimo.
        -Este lugar vai ter que servir, - Christian resmunga. -Ns no temos
muito tempo.
        O restaurante me parece muito bom. Cadeiras de madeira, toalhas de
linho, e as paredes da mesma cor da sala de jogos de Christian, vermelho
profundo, com pequenos espelhos colocados aleatoriamente, velas brancas e
pequenos vasos de rosas brancas. Ella Fitzgerald canta suavemente no fundo,
What is this thing called love? Muito romntico.
        O garom nos leva a uma mesa para dois em uma pequena alcova, e eu me
sento, apreensiva e imaginando o que ele vai dizer.
        -Ns no temos tempo, - Christian diz ao garom enquanto nos
sentamos. -Ento, vamos querer bife de lombo de vaca mal passado, com molho
barnaise, se voc tiver, batatas fritas e legumes verdes, o que o chefe tiver, e me
traga a carta de vinhos.
        -Certamente, senhor. - O garom foi embora, surpreendido com a
eficincia de Christian, frio e calma. Christian colocou seu Blackberry na mesa.
Caramba, eu no tenho uma escolha?
        -E se eu no gostar de bife?
        Ele suspira.
        -No comece, Anastsia.
        -Eu no sou uma criana, Christian.
        -Bem, ento pare de agir como uma.
        Foi como se ele me desse uma tapa. Eu pisco para ele. Ento  assim que
ser, uma conversa agitada e tensa, embora estamos em um ambiente muito
romntico, mas certamente sem 'coraes e flores'.
        -Eu sou uma criana, porque eu no gosto de bife? - Eu murmurar
tentando esconder minha dor.

 

        -Voc, deliberadamente, me fez sentir cimes.  uma atitude infantil. Voc
no tem respeito pelos sentimentos do seu amigo, agindo daquela forma? -
Christian apertou os lbios em uma linha fina e estava com cara feia quando o
garom retornou com a carta de vinhos.
        Eu coro, eu no tinha pensado nisso. Pobre Jos, eu certamente no quero
encoraj-lo. De repente, eu estou mortificada. Christian tem razo, foi uma coisa
impensada o que fiz. Ele olha para a lista de vinhos.
        -Voc gostaria de escolher o vinho? - Pergunta ele, erguendo as
sobrancelhas para mim com expectativa, a arrogncia em pessoa. Ele sabe que eu
no sei nada sobre vinhos.
        -Voc escolhe, - eu respondo, chateada, me sentindo castigada.
        -Dois copos de Barossa Valley Shiraz, por favor.
        -Er... ns s vendemos o vinho em garrafa, senhor.
        -Uma garrafa ento, - Christian disparou.
        -Senhor. - Ele se retirou, subjugado, e eu no o culpo. Eu franzo o cenho
para Cinquenta. O que est acontecendo com ele? Oh, em algum lugar nas
profundezas da minha psique, a minha deusa interior, provavelmente ainda
sonolenta, se alonga e sorri. Ela esteve adormecida por um tempo.
        -Voc est muito mal-humorado.
        Ele olha para mim, impassvel.
        -Eu me pergunto por que ser?
        -Bom, seria bom escolher o tom adequado para uma discusso animada e
honesta sobre o futuro, no acha?- Eu sorrio para ele docemente.
        Pressiona sua boca em uma linha dura, mas depois, quase a contragosto,
eleva os lbios, e eu sei que ele est tentando abafar o seu sorriso.
        -Sinto muito, - diz ele.
        -Desculpas aceitas, e tenho o prazer de inform-lo que eu no estou
decidida a me tornar uma vegetariana desde a ltima vez que comi.
        -A ltima vez que voc comeu, eu acho que isso j  um ponto discutvel.
        -Oh no, essa palavra de novo, discutvel.
        -Discutvel, - sua boca e seus olhos suavizam com humor. Ele passa a
mo pelos cabelos, e ele est srio de novo. -Ana, a ltima vez que conversamos,
voc me deixou. Estou um pouco nervoso. Eu disse a voc, eu quero voc de volta,

 

e voc no disse... nada. - Seu olhar  intenso e cheio de expectativa, sua
franqueza  totalmente desarmante. O que diabos eu falo sobre isso?
        -Eu senti sua falta... realmente, senti sua falta, Christian. Os ltimos dias
tm sido... difceis. - Eu engulo, e um n na minha garganta se forma, quando eu
recordo da minha desesperada angstia porque eu o deixei.
        Esta ltima semana foi a pior da minha vida, a dor que eu senti  quase
indescritvel. Nada se compara com isso. Mas a realidade me atinge novamente,
sinto-a me envolve.
        -Nada mudou. Eu no posso ser o que voc quer que eu seja. -Eu
consigo exprimir estas palavras aps o n na garganta.
        -Voc  o do jeito que eu quero que seja, - diz ele, sua voz  suave e
enftica.
        -No, Christian, eu no sou.
        -Voc est chateada por causa do que aconteceu na ltima vez. Eu me
comportei de forma estpida, e voc... bem e voc. Por que no usou a palavra de
segurana, Anastsia? - Ele muda o tom, tornando-se acusador.
        O qu? Nossa que mudana de direo. Eu ruborizo, piscando para ele.
        -Responda-me.
        -Eu no sei. Fiquei muito sobrecarregada. Eu estava tentando ser o que
voc queria que eu fosse, tentando lidar com a dor, e a palavra saiu da minha
mente. Voc sabe... Esqueci-me, - eu sussurro envergonhada, encolhendo os
ombros apologeticamente.
        Puxa, talvez pudssemos ter evitado toda essa mgoa.
        -Voc se esqueceu! - Ele suspirou com horror, olhou para os lados da
mesa e voltou-se para mim. Eu murcho sob seu olhar.
        Merda! Ele est furioso novamente. Minha deusa interior olha para mim,
tambm. Veja, voc  responsvel por esta situao!
        -Como posso confiar em voc? - Diz ele, em voz baixa. -Sempre?
        O garom chega com o nosso vinho, enquanto ns estamos olhando um
para o outro, olhos azuis para cinza. Ns dois estamos cheios de recriminaes
no ditas, enquanto o garom retira a rolha com um floreio desnecessrio e
despeja um pouco de vinho no copo de Christian. Automaticamente Christian
alcana e toma um gole.

 

        -Isso  bom. - Sua voz  concisa.
        Cautelosamente o garom enche nossos copos, colocando a garrafa sobre a
mesa antes de bater em retirada. Christian no tirou os olhos de mim o tempo
todo. Eu sou a primeira a quebrar o contato visual, pegando meu copo e tomando
um grande gole. Eu mal sinto o gosto.
        -Sinto muito, - eu sussurro, de repente, nos sentimos estpidos. Sa
porque eu achei que ramos incompatveis, mas ele est dizendo que eu poderia
t-lo detido?
        -Desculpa, por qu? -Diz ele alarmado.
        -Por no usar a palavra de segurana.
        Ele fecha os olhos, como se ficasse aliviado.
        -Poderamos ter evitado todo esse sofrimento, - ele resmunga.
        -Voc parece bem. - Mais do que bem. Voc se parece com voc.
        -As aparncias podem ser enganosas, - diz ele calmamente. -Eu no
estou nada bem. Eu sinto que o sol se ps e no pode subir durante cinco dias,
Ana. Eu estou em uma noite perptua.
        Estou sem flego com a sua admisso. Oh meu Deus, como eu.
        -Voc disse que nunca iria embora, mas as coisas ficaram difceis e voc
saiu caiu fora.
        -Quando eu disse que nunca iria embora?
        -Em seu sono. Foi a coisa mais reconfortante que eu ouvi em muito
tempo, Anastsia. Isso me fez relaxar.
        Meu corao aperta e eu pego o meu vinho.
        -Voc disse que me amava, - ele sussurra. -E agora  passado? - Sua
voz  baixa, cheia de ansiedade.
        -No, Christian, no .
        Ele olha para mim, e ele parece to vulnervel quanto ele exala. -Bom, -
ele murmura.
        Estou chocada com a sua admisso. Ele teve uma mudana no corao.
Quando eu disse a ele que o amava, ele ficou horrorizado. O garom est de volta.
Rapidamente ele coloca os pratos na nossa frente e vigia  distncia.
        Santo inferno. Comida.
        -Coma, - Christian comanda.

 

        No fundo eu sei que eu estou com fome, mas agora, meu estmago deu um
n. Sentada em frente ao nico homem que eu j amei, debatendo o nosso futuro
incerto, no promove um apetite saudvel. Eu olho com dvida para minha
comida.
        -Que Deus me ajude, Anastsia, se voc no comer, eu vou bot-la nos
meus joelhos, aqui neste restaurante, e isso no tem nada a ver com a minha
satisfao sexual. Coma!
        Jesus, se acalme Christian. Meu subconsciente olha para mim sobre seus
culos de meia-lua. Ela est inteiramente de acordo com Cinquenta Tons.
        -Ok, eu vou comer. Mantenha sua palma da mo recolhida, por favor.
        Ele no sorri, mas continua a me encarar. Relutantemente eu elevo meu
garfo e faca e corto a minha carne. Ah, isto est bom, de dar gua na boca. Eu
estou com fome, muita fome. Eu mastigo e ele relaxa visivelmente.
        Ns comemos o jantar em silncio. A msica mudou. Uma mulher de voz
suave canta ao fundo, suas palavras ecoando em meus pensamentos.
        Olho para Cinquenta. Ele est comendo e me observando. Fome, desejo e
ansiedade, combinados em um olhar quente.
        -Voc sabe quem est cantando? - Eu tento ter alguma conversa normal.
        Christian faz uma pausa e escuta. -No... mas ela  boa, quem quer que
seja.
        -Eu gosto dela tambm.
        Finalmente, ele sorri seu sorriso particularmente enigmtico. O que ele est
planejando?
        -O qu? - Eu pergunto.
        Ele balana a cabea.
        -Coma, - ele diz suavemente.
        Eu comi metade da comida no meu prato. E no posso comer mais nada.
Como posso negociar isso?
        -No consigo mais. Eu no comi o suficiente, senhor?
        Ele me olha impassvel, no respondendo, em seguida, olha para o relgio.
        -Estou muito cheia, - eu acrescento, tomando um gole do vinho delicioso.
        -Temos que ir logo. Taylor est aqui, e voc tem que ir para o trabalho no
perodo da manh.

 

        -Voc tambm.
        -Eu funciono com muito menos sono do que voc, Anastsia. Pelo menos
voc comeu alguma coisa.
        -No vamos voltar no Charlie Tango?
        -No, eu pensei que eu poderia tomar um drinque. Taylor vir nos
recolher. Alm disso, esta  uma forma que eu tenho de estar com voc no carro,
s para mim por algumas horas, pelo menos. O que podemos fazer, alm falar?
        Oh, esse  o seu plano.
        Christian chama o garom para pedir a conta, em seguida, pega seu
Blackberry e faz uma chamada.
        -Estamos no Le Picotin, Terceira Avenida South West. - Ele desliga.
        Caramba, ele  seco por telefone.
        -Voc  muito rude com Taylor, de fato, com a maioria das pessoas.
        -Apenas falei diretamente, Anastsia.
        -Voc no falou diretamente est tarde. Nada mudou, Christian.
        -Tenho uma proposta para voc.
        -Isso tudo comeou com uma proposta.
        - uma proposta diferente.
        O garom volta e Christian lhe entrega o seu carto de crdito, sem verificar
a conta. Ele olha para mim de forma especulativa, enquanto o garom pega o seu
carto. O telefone de Christian vibra uma vez, e ele olha para ele.
        Ele tem uma proposta? E agora? Um par de cenrios percorrem a minha
mente: sequestro, trabalhar para ele. No, nada faz sentido. Christian acaba de
pagar.
        -Venha. Taylor est l fora.
        Ns levantamos e ele pega a minha mo.
        -Eu no quero perder voc, Anastsia. - Ele beija meus dedos
carinhosamente, e o toque de seus lbios na minha pele ressoa por todo meu
corpo.
        L fora, o Audi est esperando. Christian abre a minha porta. Entrando, eu
afundo no couro macio. Ele vai para o lado do motorista, Taylor sai do carro e eles
falam brevemente. Este no  o seu protocolo habitual. Estou curiosa. O que eles
esto falando? Momentos depois, ambos entram no carro, e eu olho para Christian

 

que est vestindo seu rosto impassvel, quando ele olha para frente.
        Permito-me um breve momento para analisar o seu divino perfil: nariz reto,
lbios carnudos esculpidos, cabelo caindo deliciosamente sobre a testa. Este
homem divino no , certamente, para mim.
        Uma msica suave se infiltra na parte traseira do carro, uma pea
orquestral que eu no conheo, Taylor liga o carro e o conduz para o trfego leve,
em direo  I-5 e Seattle.
        Christian se move e me encara.
        -Como eu estava dizendo, Anastsia, eu tenho uma proposta para voc.
        Olho nervosamente para Taylor.
        -Taylor no pode ouvir, - tranquiliza-me Christian.
        -Como?
        -Taylor, - Christian chama. Taylor no responde. Ele chama de novo,
ainda sem resposta. Christian se inclina e toca seu ombro. Taylor remove um
protetor da orelha. Eu no tinha notado isso.
        -Sim, senhor?
        -Obrigado, Taylor. Tudo bem, retome a sua escuta.
        -Senhor.
        -Feliz agora? Ele est ouvindo seu iPod. Puccini. Esquea que ele est
aqui. Eu esqueo.
        -Ser que voc deliberadamente pediu para ele fazer isso?
        -Sim.
        Oh.
        -Ok, sua proposta?
        Christian se v repentinamente determinado e metdico. Puta merda.
Estamos negociando um acordo. Eu escuto com ateno.
        -Deixe-me lhe perguntar algo primeiro. Voc quer uma relao baunilha
regular, sem nenhuma foda depravada a final?
        Minha boca cai.
        -Foda depravada? - Eu chio.
        -Foda depravada.
        -Eu no posso acreditar que voc disse isso.- Olho nervosamente para
Taylor.

 

        -Bem, eu disse. Responda-me, - Ele diz calmamente.
        Eu fico passada. Minha deusa interior est de joelhos com as mos postas
em splica, implorando.
        -Eu gosto da sua foda depravada, - eu sussurro.
        -Foi isso o que pensei. Ento do que voc no gosta?
        No ser capaz de toc-lo. Voc curtindo minha dor, a batida do cinto...
        -A ameaa de punio cruel e incomum.
        -O que significa isso?
        -Bem, voc tem todos esses bastes e chicotes e outras coisas na sua sala
de jogos, e eles me apavoram. Eu no quero que voc use isso comigo.
        -Ok, ento nada de chicotes, ou bastes, ou cintos, por qualquer motivo,
- ele diz sarcasticamente.
        Eu olho para ele perplexa.
        -Voc est tentando redefinir os limites rgidos?
        -No como tal, eu s estou tentando entend-la, obter uma imagem mais
clara do que voc gosta ou no gosta.
        -Fundamentalmente, Christian, sua alegria em me infligir dor  difcil de
aguentar. E a ideia de que voc vai fazer isso, por eu ter cruzado alguma linha
arbitrria.
        -Mas no  arbitrria, as regras esto escritas.
        -Eu no quero um conjunto de regras.
        -Nenhuma?
        -No, sem regras. - Eu sacudo a cabea, mas meu corao est na minha
boca. Aonde ele quer chegar com isso?
        -Mas voc no se importou quando eu bati em voc?
        -Bateu-me com o qu?
        -Isso. - Ele levanta sua mo.
        Eu me contoro desconfortavelmente. -No, no realmente. Especialmente
com aquelas bolas de prata... - Graas a Deus est escuro, meu rosto est
ardendo e minha voz se extingue quando eu me lembro daquela noite. Sim... Eu
faria isso de novo.
        Ele sorriu para mim. -Sim, foi divertido.
        -Mais do que divertido, - eu murmuro.

 

        -Ento, voc pode lidar com alguma dor.
        Eu dou de ombros. -Sim, eu suponho. - Oh, onde ele est querendo ir
com isso? O meu nvel de ansiedade disparou diversas magnitudes na escala
Richter.
        Ele acaricia o queixo, perdido em pensamentos. -Anastsia, eu quero
comear de novo. Vamos comear com a baunilha e, em seguida, talvez, uma vez
que voc confie mais em mim, e eu confie que voc possa ser honesta e se
comunique comigo, poderamos seguir em frente e fazer algumas das coisas que eu
gosto de fazer.
        Eu fico olhando para ele, atordoada, sem pensamentos na minha cabea,
em tudo semelhante a uma pane de computador. Ele olha para mim
ansiosamente, mas no posso v-lo claramente, enquanto estamos envoltos na
escurido do Oregon. Isto me ocorre, finalmente,  isso.
        Ele quer que a luz, mas posso lhe pedir para fazer isso por mim? Eu no
gosto do escuro? Algum escuro, s vezes. Memrias da noite Thomas Tallis
atravessam a minha mente.
        -Mas e sobre os castigos?
        -No h castigos. - Ele balana a cabea. -Nenhum.
        -E as regras?
        -No h regras.
        -Nenhuma regra? Mas voc tem necessidades.
        -Eu preciso mais de voc, Anastsia. Estes ltimos dias tm sido um
purgatrio. Todos os meus instintos me dizem para deixar voc ir, me dizem que
eu no a mereo.
        -Essas fotos que o menino tirou... Eu posso ver como ele v voc. Voc
parece to serena e bela, no que voc no esteja bonita agora, mas voc sentada
aqui. Eu vejo sua dor.  difcil saber que eu sou a pessoa que fez voc se sentir
desta forma.
        >>>Mas eu sou um homem egosta. Eu quis voc desde o momento que
voc entrou em meu escritrio. Voc  requintada, honesta, quente, forte,
inteligente, sedutoramente inocente; a lista  interminvel. Eu tenho respeito por
voc. Eu quero voc, e o pensamento de algum t-la  como uma faca cravada em
minha alma negra.

 

        Minha boca fica seca. Puta merda. Meu subconsciente concorda com
satisfao. Se isso no  uma declarao de amor, eu no sei o que . E as
palavras caem em mim, como uma barragem rompida.
        -Christian, por que voc acha que tem uma alma escura? Eu nunca diria
isso. Triste talvez, mas voc  um homem bom. Eu posso ver isso... voc 
generoso, voc  bom, e voc nunca mentiu para mim. Fui eu que no me esforcei
o suficiente.
        >>>Sbado passado foi um choque para o meu sistema. Foi a minha
chamada de despertar. Eu percebi que voc facilitou as coisas para mim e que eu
no poderia ser a pessoa que voc queria que eu fosse. Ento, depois que eu sa,
me dei conta de que a dor fsica que voc me infligiu no foi to ruim quanto a dor
de perder voc. Quero agrad-lo, mas  difcil.
        -Voc me agrada o tempo todo, - ele sussurra. -Quantas vezes eu tenho
que lhe dizer isso?
        -Eu nunca sei o que voc est pensando. s vezes voc est to fechado...
como uma ilha. Voc me intimida. E  por isso que me mantenho quieta. Eu no
sei como seu humor vai variar. Ele oscila de norte a sul, em um nanosegundo. 
confuso e voc no me deixa toc-lo, e eu quero muito mostrar a voc o quanto eu
te amo.
        Ele pisca para mim na escurido, cautelosamente eu acho, e eu no posso
resistir-lhe mais. Eu desamarro meu cinto de segurana e pulo em seu colo,
pegando-o de surpresa, e pego a sua cabea em minhas mos.
        -Eu te amo, Christian Grey. E se voc est preparado para fazer tudo isso
por mim. Ento sou a nica que no o merece, e eu acho uma pena que eu no
possa fazer todas essas coisas para voc. Talvez com o tempo... Eu no sei... mas
sim, eu aceito sua proposta. Onde eu assino?
        Ele enrola os braos em volta de mim e esmaga-me.
        -Oh, Ana, - ele respira, enquanto enterra seu nariz no meu cabelo.
        Ns nos sentamos, com os nossos braos em volta um do outro, ouvindo a
msica de um piano suave, uma pea que espelha as emoes no carro, a calma
doce e tranquila depois da tempestade. Eu me aconchego em seus braos,
descansando minha cabea na curva do seu pescoo. Ele gentilmente acaricia
minhas costas.

 

        -Tocar  um limite difcil para mim, Anastsia, - ele sussurra.
        -Eu sei. Eu queria entender por qu.
        Depois de um tempo, ele suspira, e com uma voz suave, ele diz, -Eu tive
uma infncia terrvel. Um dos cafetes da prostituta do crack... - Sua voz est
desligada, e seu corpo est tenso, ele se lembra de algum horror inimaginvel. -
Eu me lembro disso, - ele sussurra, estremecendo.
        De repente, meu corao se aperta ao lembrar das cicatrizes de
queimaduras que estragam a sua pele. Oh, Christian. Eu aperto meus braos em
volta do pescoo.
        -Ela era abusiva? A sua me? - Minha voz  baixa e suave, com lgrimas
no derramadas.
        -No que eu me lembro. Ela era negligente. Ela no me protegeu do seu
cafeto.
        Ele bufa. -Eu acho que fui eu quem cuidou dela. Quando ela finalmente se
matou, levou quatro dias para algum dar o alarme e nos encontrar... Lembro-me
disso.
        Eu no posso conter a minha exclamao de horror. Puta Merda. A bile
sobe para a minha garganta.
        -Isso  muito fodido, - eu sussurro.
        -Cinquenta Tons, - ele murmura.
        Viro a cabea e pressiono os meus lbios contra seu pescoo, buscando e
oferecendo consolo, enquanto eu o imagino, um pequeno e sujo menino de olhos
cinzentos perdidos e solitrio, ao lado do corpo de sua me morta.
        Oh, Christian. Eu inspiro o cheiro dele. Ele cheira divinamente, meu
perfume favorito no mundo inteiro. Ele aperta os braos em volta de mim e beija o
meu cabelo, eu sento envolta em seu abrao enquanto Taylor dirige velozmente
pela noite.

Quando eu acordo, ns estamos dirigindo atravs de Seattle.

 

        -Ei, - Christian diz em voz baixa.
        -Desculpe, - murmuro enquanto me sento, piscando e me alongando.
Ainda estou em seus braos, no seu colo.
        -Eu poderia assistir voc dormir para sempre, Ana.
        -Eu disse alguma coisa?
        -No. Estamos quase em sua casa.
        Oh?
        -Ns no estamos indo para a sua?
        -No.
        Sento-me e olho para ele.
        -Por que no?
        -Porque voc tem que trabalhar nesta amanh.
        -Oh. - Eu amuo.
        Ele sorri para mim.
        -Por que, voc tem algo em mente?
        Eu ruborizo.
        -Bem, talvez.
        Ele ri.
-Anastsia, eu no vou tocar em voc de novo, no at voc me implorar.
-O qu!
        -Assim que voc comear a se comunicar comigo. Da prxima vez que
fizermos amor, voc vai ter que me dizer exatamente o que voc quer, nos mnimos
detalhes.
        -Oh. -Ele me tira do seu colo, enquanto Taylor estaciona na frente do
meu apartamento. Christian sai e mantm a porta do carro aberta para mim.
        -Eu tenho algo para voc. - Ele se move para a parte de trs do carro,
abre a mala e pega uma caixa grande, embrulhada para presente. Que diabo 
isso?
        -Abra quando voc entrar.
        -Voc no vai entrar?
        -No, Anastsia.
        -Ento, quando eu vou ver voc?
        -Amanh.

 

        -Meu chefe quer que eu v tomar uma bebida com ele amanh.
        O rosto de Christian endurece.
        -Voc vai? - Sua voz  amarrada com uma ameaa latente.
        - para comemorar minha primeira semana, - eu adiciono rapidamente.
        -Onde?
        -Eu no sei.
        -Eu poderia encontr-la l.
        -Ok... Eu vou mandar um e-mail ou texto para voc.
        -Bom.
        Ele me leva at a porta de entrada e espera enquanto eu acho minhas
chaves na minha bolsa. Quando eu abro a porta, ele se inclina para frente e segura
o meu queixo, inclinando a minha cabea para trs. Paira sua boca sobre a minha,
e fechando os olhos, ele corre um rastro de beijos do canto do meu olho para o
canto da minha boca.
        Um pequeno gemido escapa da minha boca, enquanto minhas entranhas
derretem e desenrolam.
        -At amanh, - ele respira.
        -Boa noite, Christian, - eu sussurro, e eu ouo a necessidade na minha
voz.
        Ele sorri.
        -Voc deve entrar, - ele ordena, e eu ando pelo saguo carregando meu
pacote misterioso.
        -At mais tarde, querida, - Ele fala, ento se vira com graa, regressando
para o carro.
        Uma vez no apartamento, eu abro a caixa de presente e encontro o meu
computador porttil MacBook Pro, o Blackberry, e outra caixa retangular. O que 
isso? Eu desembrulho o papel de prata. Dentro est um fino estojo de couro preto.
        Abrindo o estojo, eu acho um iPad. Puta merda... um iPad. Um carto
branco est descansando na tela com uma mensagem escrita com a caligrafia
Christian:
Anastcia - Isto  para voc.

 

Eu sei o que voc quer ouvir.
jm        *        0                        
A musica aqui diz isso para mxm.
Christian
        Merda. Eu tenho um Christian Grey mix-tape sob o disfarce de um iPad de
alta tecnologia. Sacudo a cabea em desaprovao por causa da despesa, mas no
fundo eu adoro isso. Jack no escritrio tem um, ento eu sei como eles funcionam.
        Eu o ligo e ofego como a imagem do papel de parede que aparece: um
planador de modelo pequeno. Oh meu Deus.  o Blanik L23 que eu dei a ele,
montado em um suporte de vidro no seu escritrio. Eu fico pasma.
        Ele o montou! Ele realmente o montou. Agora me lembro que ele mencionou
na nota com as flores. Estou tremula, eu sei que ele colocou uma grande
quantidade de pensamento para preparar este presente.
        Eu deslizo a seta na parte inferior da tela para destrav-lo e suspiro
novamente. A fotografia de fundo  de Christian e eu na minha formatura, na
marquise.  aquela que apareceu no Seattle Times. Christian est to bonito e eu
no ajud-lo com meu sorriso entediante, enquanto isso minha deusa interior se
enrola, se abraando em sua espreguiadeira. Sim, e ele  meu!
        Com um toque de meu dedo, a mudana de cones, e vrios novos
aparecem na tela seguinte. Um aplicativo Kindle, iBooks, Words, seja l o que for.
        Puta merda! A Biblioteca Britnica? Eu toco no cone e um menu aparece:
acervo histrico. Rolando para baixo, eu seleciono romances do sculo 18 e 19.
Outro menu. Eu toque em um ttulo: O AMERICANO de HENRY JAMES. Uma nova
janela se abre, oferecendo-me uma cpia digitalizada do livro para ler. Caramba, 
a primeira edio, publicada em 1879, e est no meu iPad! Ele me comprou a
British Library com um simples toque de boto.
        Eu saio rapidamente, sabendo que eu poderia ficar perdida neste aplicativo
para toda a eternidade. Eu percebo uma "boa comida", um aplicativo que me faz
revirar os olhos e sorrio ao mesmo tempo, um aplicativo de notcias, um aplicativo
de tempo, mas seu bilhete se refere a msica. Eu volto para a tela principal, aperto
o cone do iPod e uma lista  exibida. Eu percorro as msicas, a lista me faz sorrir.

 

Thomas Tallis. Eu no vou esquecer to rpido. Eu a ouvi duas vezes, depois de
tudo, enquanto ele me aoitava e depois me fodia.
        - Witchcraft2. - Meu sorriso se alarga, danando em volta da grande sala.
A pea de Marcello Bach3, oh no, isso  muito melanclico para mim agora. Hmm.
Jeff Buckley, sim, eu ouvi falar sobre ele. Snow Patrol4 - minha banda favorita, e
uma msica chamada "Principles of Lust"5, de Enigma. Como Christian. Eu sorrio.
Outra chamada de "Possession6"... oh sim, muito Cinquenta Tons. E outrasa
canes que eu nunca ouvi falar.
        Selecionando uma msica que me chama a ateno, eu pressiono o play.
"Try", com Nellie Furtado. Ela comea a cantar, e sua voz  um invlucro de leno
de seda em volta de mim, envolvendo-me. Eu me deito na cama.
        Isso significa que Christian vai tentar? Tentar esta nova relao? Eu bebo a
letra da musica, olhando para o teto, tentando entender o seu retorno. Ele sentiu a
minha falta. Eu senti a falta dele. Ele deve ter algum sentimento por mim. Ele
deve. Este iPad, essas msicas, esses aplicativos, ele se importa. Ele realmente se
importa. Meu corao se regozija com a esperana.
        A msica acaba e lgrimas pulam dos meus olhos. Eu rapidamente me
deslocar para outra "The Scientisf, do Coldplay7, uma das bandas favoritas de
Kate. Eu conheo a msica, mas eu nunca realmente ouvi a letra antes. Eu fecho
meus olhos e deixo que as palavras lavem sobre e atravs de mim.
        Minhas lgrimas comeam a fluir. Eu no posso conte-las. Se isto no  um
pedido de desculpas, o que ? Oh, Christian.
        Ou isso  um convite? Ser que ele vai responder s minhas perguntas?
Estou lendo muito para isso? Provavelmente estou lendo muito sobre isso. Meu
subconsciente me acena com a cabea, tentando esconder a sua pena.
2        Witchcraft: Bruxaria. Uma cano da banda Pendulum. Fala sobre mudanas. Algum  regatado de um lugar escuro, e 
aconselhado de se afastar de sua escurido.
3        Bach Marcello: a pea que toca Christian quando est em seu piano, a primeira vez que dorme em seu apartamento.
4        Snow Patrol: Banda do Rock alternativo e indie. Originria da Esccia.
5        Princpios de Luxria. Uma cano da banda Enigma.
6         uma cano de Sarah McLachlan a cano fala sobre o no querer perder e prender a pessoa que a afasta
da solido.
7        The Scientist", do Coldplay - Na cano o autor pede desculpas e perdo. Pede que recomessem porque as
coisas so difceis mas no quer separar-se, pede-lhe que volte e lhe diga que o ama. Pede-lhe que lhe conte
seus segredos e que lhe pergunte o que quer saber.

 

        Eu limpo as minhas lgrimas. Tenho que mandar um e-mail para ele e
agradecer. Eu pulo para fora da minha cama para ir buscar o laptop.
        O Coldplay continua, enquanto eu sento de pernas cruzadas na minha
cama. Eu ligo o Mac e dou o log in.
De: Anastsia Steele
Assunto: IPAD
Data: 09 de junho de 2011 23:56
Para: Christian Grey
Voc me fez chorar mais uma vez.
Eu amei o iPad.
Eu amei as musicas.
Eu amei os aplicativos da Biblioteca Britnica.
Eu te amo.
Obrigada.
Boa noite.
Ana xx
De: Christian Grey
Assunto: iPad
Data: 10 junho de 2011 00:03
Para: Anastsia Steele
Estou feliz que voc tenha gostado. Eu comprei um para mim tambm.
Agora, se eu estivesse ai, eu iria beijar a suas lagrimas.
Mas no estou, ento v dormir.

 

Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Sua resposta me faz sorrir, ainda to mando, ainda to Christian. Ser
que ele vai mudar, tambm? E eu percebo, nesse momento, que eu espero que
no. Eu gosto dele como , autoritrio, contanto que eu possa enfrent-lo sem
medo de punio.
De: Anastsia Steele
Assunto: Sr. Mal-humorado
Data: 10 junho de 2011 00:07
Para: Christian Grey
        Voc parece estar no seu estado natural de mando e possivelmente tenso,
possivelmente mal-humorado, Sr. Grey. Eu sei de algo que poderia melhorar isso.
Mas ento, voc no est aqui, voc no quis ficar, e voc ainda espera que eu
implore...
        Siga sonhando, senhor.
        Ana xx
PS: Eu notei que voc incluiu o hino do perseguidor. "Every Breath You
Take" do The Police. Eu aprecio o seu senso de humor, mas o Dr. Flynn o conhece?
De: Christian Grey
Assunto: Zen-como calmo
Data: 10 junho de 2011 00.10
Para: Anastsia Steele
        Minha Querida Senhorita Steele

 

        Espancamentos ocorrem nas relaes baunilha, tambm, voc sabe.
Normalmente, consensualmente e num contexto sexual... mas eu estou mais do
que feliz em fazer uma exceo. Voc ficar aliviada ao saber que o Dr. Flynn
tambm gosta do meu senso de humor. Agora, por favor, v dormir j que voc no
vai ter muito tempo amanh.
        A propsito, voc vai implorar, confie em mim. Eu estarei esperando por
isso.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Boa noite, Doces Sonhos
Data: 10 junho de 2011 00:12
Para: Christian Grey
        Bem, desde que voc me pea gentilmente, e eu gosto da sua ameaa
deliciosa, eu me enrolei com o iPad que to gentilmente voc me deu e adormeo
navegando na Biblioteca Britnica, ouvindo a msica que voc colocou.
        A xxx
De: Christian Grey
Assunto: Mais um pedido
Data: 10 junho de 2011 00:15
Para: Anastsia Steele
Sonhe comigo.
X

 

Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Sonhar com voc, Christian Grey? Sempre.
        Eu visto rapidamente o pijama, escovo os dentes, e caio na cama. Coloco
meus fones, eu puxo o balo achatado do Charlie Tango de debaixo do meu
travesseiro e o abrao.
        Estou transbordando de alegria, um estpido sorriso de boca larga no
deixa o meu rosto. Que diferena um dia pode fazer. Como  que eu vou dormir?
        Jos Gonzalez comea a cantar uma melodia suave, com um solo de
guitarra hipntico, e eu derivo lentamente para o sono, maravilhando-me como o
mundo se endireitou em uma noite e imaginando preguiosamente se eu deveria
fazer uma lista para o Christian.

 

Captulo 03
        A nica coisa boa de estar sem carro,  que no nibus, no caminho para o
trabalho, eu posso ligar meus fones de ouvido no meu iPad, enquanto ele est
seguro na minha bolsa e ouvir todas as msicas maravilhosas que Christian me
deu. Quando eu chego no escritrio, tenho o sorriso mais ridculo no meu rosto.
        Jack olha para mim e faz uma tomada dupla.
        -Bom dia, Ana. Voc parece... radiante. - Sua observao me pem
nervosa. Como  inadequada!
        -Eu dormi bem, obrigado, Jack. Bom dia.
        Ele franze a testa.
        -Voc pode ler estes para mim e fazer os relatrios at a hora do almoo,
por favor? - Ele me entregou quatro manuscritos. Vendo a minha expresso
horrorizada, acrescenta, -Apenas os primeiros captulos.
        -Claro, - eu sorrio de alvio, e ele me d um largo sorriso em troca.
        Eu ligo o computador para comear a trabalhar, termino o meu caf com
leite e como uma banana. H um e-mail de Christian.
De: Christian Grey
Assunto: Ento me ajude...
Data: 10 junho de 2011 08:05
Para: Anastsia Steele
Eu espero que voc tenha tomado o caf da manh.
Eu senti saudades de voc na noite passada.
Christian Grey

 

CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Livros antigos...
Data: 10 junho de 2011 08:33
Para: Christian Grey
        Eu estou comendo uma banana enquanto escrevo. Eu no tomei caf da
manh por vrios dias, por isso,  um passo em frente. Eu amei a Biblioteca
Britnica App. Eu comecei a reler Robinson Crusoe... e, claro, eu adoro voc.
Agora me deixar sozinha, eu estou tentando trabalhar.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        De: Christian Grey
        Assunto:  tudo que voc j comeu?
Data: 10 junho de 2011 08:36
Para: Anastsia Steele
        Voc pode fazer melhor que isso. Voc vai precisar de sua energia para
implorar.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Praga

 

Data: 10 junho de 2011 08:39
Para: Christian Grey
        Sr. Grey, eu estou tentando trabalhar para viver, e  voc que vai estar
implorando.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Trazer sobre!
Data: 10 junho de 2011 08:36
Para: Anastsia Steele
        Senhorita Steele, eu adoro um desafio...
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Eu sento sorrindo para a tela como uma idiota. Mas eu preciso ler esses
captulos para Jack e escrever relatrios sobre todos eles. Colocando os
manuscritos na minha mesa, eu comeo.
        Na hora do almoo eu vou para a lanchonete, para comer um sanduche de
pastrami e ouvir a lista de musicas do meu iPad. Primeiro vem Nitin Sawhney, com
a cano chamada de "Homelands",  boa. Sr. Grey tem um gosto ecltico para
msicas. Na volta para o trabalho, ouo uma pea clssica, Fantasia on a Theme
de Thomas Tallis por Vaughn Williams. Oh, Cinquenta voc tem um senso de
humor, e eu o amo por isso. Ser que este sorriso estpido no vai deixar o meu
rosto?
        A tarde se arrasta. Eu decido, em um momento de descuido, enviar um e-

 

mail para Christian.
De: Anastsia Steele
Assunto: Entediada...
Data: 10 junho de 2011 16:05
Para: Christian Grey
        Estou girando meus polegares.
        Como est voc?
        O que voc est fazendo?
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Seus polegares
Data: 10 junho de 2011 16:15
Para: Anastsia Steele
        Voc deveria ter vindo trabalhar para mim.
        Voc no estaria girando seus polegares.
        Eu tenho certeza que eu poderia coloc-la em uma funo melhor.
        De fato, eu posso pensar de uma srie de opes...
        Eu estou fazendo as habituais e corriqueiras fuses e aquisies. Isso 
tudo muito seco.
        Seus e-mails em SIP so monitorados.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.

 

        Oh merda! Eu no tinha ideia. Como diabos ele sabe? Eu franzo o cenho
para a tela e verifico rapidamente os e-mails que temos enviado, excluindo-os.
        Pontualmente s cinco e meia, Jack est em minha mesa. Est vestido para
sexta-feira, com jeans e uma camisa preta. Ele parece muito casual.
        -Bebidas, Ana? Ns, normalmente, gostamos de ir para um bar no outro
lado da rua.
-Ns? - Pergunto, esperanosa.
-Sim, a maioria de ns vai... Voc vem?
        Por alguma razo desconhecida, que eu no quero examinar muito de
perto, o alvio flui atravs de mim.
-Eu adoraria. Como o bar  chamado?
-50s.
-Voc est brincando.
Ele olha para mim de forma estranha. -No. Algum significado para voc?
-No, desculpe. Eu vou acompanh-lo at l.
-O que voc gostaria de beber?
-Uma cerveja, por favor.
-Gelada.
        Eu fao meu caminho para o banheiro e passo um e-mail para Christian
pelo Blackberry.
De: Anastsia Steele
Assunto: Voc vai se encaixar bem
Data: 10 junho de 2011 17:36
Para: Christian Grey
Estamos indo para um bar chamado Cinquenta.
O rico filo de humor que eu poderia extrair de tudo isto  interminvel.
Eu estou ansiosa para v-lo l, Sr. Grey.
A x

 

De: Christian Grey
Assunto: Perigos
Data: 10 junho de 2011 17:38
Para: Anastsia Steele
A minerao  uma profisso muito, muito perigosa.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc
De: Anastsia Steele
Assunto: Riscos?
Data: 10 junho de 2011 17:40
Para: Christian Grey
E o seu ponto ?
De: Christian Grey
Assunto: Apenas...
Data: 10 junho de 2011 17:42
Para: Anastsia Steele
Fazendo uma observao, Srta. Steele.
Eu vou te ver em breve.
Mais cedo do que pensas, querida.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc

 

        Eu verifico a mim mesma no espelho. Que diferena um dia pode fazer. Eu
tenho mais cor nas minhas bochechas, e meus olhos esto brilhando.  o efeito
Christian Grey. O que uma pequena disputa de e-mails com ele, pode fazer com
uma garota. Eu sorrio para o espelho e endireito a minha camisa, a azul plido
que Taylor comprou-me. Hoje eu estou vestindo meu jeans favorito, tambm. A
maioria das mulheres no escritrio quer usar jeans ou saias vaporosas. Vou
precisar investir em uma ou duas saia esvoaantes. Talvez eu deva fazer isso este
fim de semana, com o dinheiro que est no banco, do cheque que Christian me
deu por Wanda, o meu Fusca.
        Quando eu ponho a cabea para fora do prdio, ouo o meu nome ser
chamado.
        - Srta. Steele?
        Viro-me com expectativa, e uma mulher jovem e plida se aproxima de mim
com cautela. Ela parece um fantasma, to plida e estranhamente vazia.
        - Senhorita Anastsia Steele? - Ela repete, e suas caractersticas ficam
estticas, mesmo quando ela est falando.
        - Sim?
        Ela para, olhando para mim de cerca de trs metros de distncia, na
calada, e eu olho para trs, imobilizada. Quem  ela? O que ela quer?
        - Posso ajudar? - Eu pergunto. Como ela sabe meu nome?
        - No... Eu s queria olhar para voc. - Sua voz  estranhamente macia.
Como eu, ela tem o cabelo escuro, que contrasta fortemente com sua pele clara.
Seus olhos so castanhos, como bourbon, mas vazios. No h vida neles. Seu belo
rosto est plido, e marcado pela tristeza.
        - Desculpe, voc me tem em desvantagem, - eu digo educadamente,
tentando ignorar o aviso, o formigando pela minha espinha. Em uma inspeo
mais prxima, ela parece estranha, desalinhada e descuidada. Suas roupas so
dois tamanhos maiores, incluindo o seu casaco de designer.
        Ela ri, um som estranho e discordante que s alimenta a minha ansiedade.
        - O que voc tem que eu no tenho? - Ela pergunta, com tristeza.
        Minha ansiedade se transforma em medo. -Sinto muito, quem  voc?

 

        - Eu? Eu no sou ningum. - Ela levanta o brao a arrastar a mo pelos
cabelos, na altura dos ombros, e como ela faz, a manga de seu casaco levanta,
revelando uma bandagem suja em volta do pulso.
        Puta merda.
        - Bom dia, Srta. Steele. - Virando-se, ela caminha at a rua enquanto eu
estou enraizada no local. Eu vejo como seu corpo leve desaparece de vista, perdido
entre os trabalhadores sendo despejados de seus vrios escritrios.
        O que foi aquilo?
        Confusa, eu atravesso a rua para o bar, tentando assimilar o que
aconteceu, enquanto o meu subconsciente eleva sua cabea feia e assobia para
mim, ela tem algo a ver com Christian.
        Cinquenta  um bar, cavernoso, impessoal, com bandeirolas e cartazes de
beisebol pendurados na parede. Jack est no bar com Elizabeth, Courtney e outro
Coordenador Editorial, dois caras das finanas, e Claire da recepo. Ela est
usando seus brincos de prata da marca Hooped.
        - Oi, Ana! - Jack me d uma garrafa de Bud.
        - Sade... obrigada, - eu murmuro, ainda abalada pelo meu encontro
com a Garota Fantasma.
        - Sade. - Ns batemos as garrafas, e ele continua sua conversa com
Elizabeth. Claire sorri docemente para mim.
        - Ento, como tem sido sua primeira semana? - Ela pergunta.
        - Boa, obrigada. Todo mundo parece muito amigvel.
        - Voc parece muito mais feliz hoje.
        Eu ruborizo. - sexta-feira, - Eu murmurar rapidamente. -Ento, voc
tem algum plano para este fim de semana?
        Minha tcnica de distrao patenteada funciona e eu estou salva. Claire,
uma de sete filhos, est indo para uma grande reunio de famlia em Tacoma. Ela
est bastante animada, e eu percebo que no tenho falado com todas as mulheres
da minha idade desde que Kate foi para Barbados.
        Distraidamente eu me pergunto como est Kate... e Elliot. Devo lembrar de
perguntar a Christian se ele ouviu falar deles. Ah, e seu irmo Ethan estar de
volta na prxima tera, ele vai ficar no nosso apartamento. Eu no posso imaginar
Christian ficando feliz com isso. Meu encontro mais cedo com a estranha Garota

 

Fantasma desliza mais da minha mente.
        Durante minha conversa com Claire, Elizabeth me d outra cerveja.
        - Obrigada, - eu sorri para ela.
        Claire  muito fcil de se conversar, ela gosta de falar e antes que eu
perceba, estou na minha terceira cerveja de cortesia, de um dos caras das
finanas.
        Quando Elizabeth e Courtney saem, Jack se junta a Claire e eu. Onde 
Christian? Um dos caras das finanas envolve Claire em uma conversa.
        - Ana, acha que voc tomou a deciso certa em vir aqui? - A voz de Jack
 macia, e ele est de p um pouco perto demais. Mas eu notei que ele tem uma
tendncia a fazer isso com todos, at mesmo no escritrio. Meu subconsciente
estreita os olhos. Voc est vendo demais, ela me aconselha.
        - Eu me diverti muito esta semana, graas a voc, Jack. Sim, acho que
tomei a deciso certa.
        - Voc  uma menina muito inteligente, Ana. Voc vai longe.
        Eu coro. - Obrigada, - eu murmuro, porque eu no sei mais o que dizer.
        - Voc mora longe?
        - Na Pike Market, distrito.
        - No muito longe de mim. - Sorrindo, ele se move e se inclina ainda mais
contra o bar, efetivamente prendendo-me. -Voc tem planos neste fim de
semana?
        - Bem... um...
        Eu o senti antes mesmo de v-lo.  como se meu corpo todo estivesse
altamente sintonizado com a sua presena. Ele relaxa e inflama ao mesmo tempo,
 uma sensao estranha e eu sinto uma eletricidade pulsante me percorrer.
        Como uma cortina o brao de Christian est em volta do meu ombro em
uma exibio aparentemente casual de afeto, mas eu a conheo de forma diferente.
Ele est me reivindicando, e nesta ocasio,  muito bem-vindo. Suavemente beija
meu cabelo.
        - Ol, querida, - ele murmura.
        Eu no posso ajudar, mas me sinto aliviada, segura e animada com o seu
brao em volta de mim. Ele atrai-me para seu lado, e eu olho para ele enquanto ele
olha para Jack, sua expresso  impassvel. Voltando sua ateno para mim, ele

 

me d um breve sorriso torto seguido por um beijo rpido. Ele est vestindo seu
casaco listrado marinho, sobre jeans e uma camisa branca aberta. Ele parece
comestvel.
        Jack se mexe no assento, desconfortvel.
        - Jack, este  Christian, - eu murmuro desculpando-me. Por que eu
estou pedindo desculpas? - Christian, Jack.
        - Eu sou o namorado, - Christian diz com um sorriso pequeno e frio, que
no atinge os olhos, enquanto ele aperta a mo de Jack. Olho para Jack, que est
mentalmente avaliando o belo exemplar de masculinidade na frente dele.
        -Eu sou o chefe, - Jack responde com arrogncia. -Ana mencionou um
ex-namorado.
        Oh, merda. Voc no quer jogar este jogo com Cinquenta.
        - Bem, no mais ex, - Christian responde calmamente. - Vamos l,
querida, temos que ir.
        - Por favor, fique e se junte a ns para uma bebida, - diz Jack
suavemente.
        Eu no acho que isso  uma boa ideia. Por isso  to desconfortvel? Olho
para Claire, que est, obviamente, olhando de boca aberta e francamente com
apreciao carnal para Christian. Quando eu vou parar de me preocupar com o
efeito que ele tem sobre as outras mulheres?
        - Ns temos planos, - Christian responde com seu sorriso enigmtico.
        Ns temos? E um frisson de antecipao percorre meu corpo.
        - Outra vez, talvez, - ele acrescenta. - Venha, - ele diz para mim,
enquanto pega a minha mo.
        - Vejo vocs segunda-feira. - Eu sorrio para Jack, Claire, e os caras das
finanas, tentando ignorar a expresso de Jack, menos do que satisfeito, e sigo
Christian para a porta.
        Taylor est ao volante do Audi, esperando na calada.
        - Por que estou essa sensao de um concurso de mijadas? - Pergunto a
Christian quando ele abre a porta do carro para mim.
        - Porque era, - ele murmura e me d um sorriso enigmtico, em seguida,
fecha minha porta.
        - Ol, Taylor, - eu digo e nossos olhos se encontram no espelho

 

retrovisor.
- Senhorita Steele, - Taylor me recompensa com um sorriso genial.
Christian desliza ao meu lado, aperta minha mo, e gentilmente beija meus
dedos.
        - Oi, - ele diz baixinho.
        Minhas bochechas ficam rosa, sabendo que Taylor pode nos ouvir, estou
grata que ele no pode ver o escaldante olhar de molha calcinha que Christian est
me dando. Uso todo o meu auto-controle para no saltar sobre ele aqui mesmo, no
banco de trs do carro.
        Oh, o banco de trs do carro. . . hmm. Minha deusa interior afaga o queixo
delicadamente em contemplao silenciosa.
        - Oi, - eu respiro, minha boca esta seca.
        - O que voc gostaria de fazer esta noite?
        - Eu pensei ter ouvido que voc dizer que ns tnhamos planos.
        - Oh, eu sei o que eu gostaria de fazer, Anastsia. Estou perguntando o
que voc quer fazer.
        Eu olho para ele.
        - Eu vejo, - diz ele com um sorriso perversamente obsceno. -Ento...
voc est implorando. Voc quer implorar na minha casa ou na sua? - Ele inclina
a cabea para um lado e sorri, seu sorriso  to sexy para mim.
        -Eu acho que voc est sendo muito presunoso, Sr. Grey. Mas para uma
mudana, ns poderamos ir ao meu apartamento. -Eu mordo meu lbio
deliberadamente, e ele escurece sua expresso.
        -Taylor, casa da Srta. Steele, por favor.
        - Senhor, - Taylor reconhece e ele dirige-se para o trfego.
        - Ento, como foi o seu dia? - Ele pergunta.
        - timo. E o seu?
        - Bom, muito obrigada.
        Seu sorriso ridiculamente amplo reflete o meu, e ele beija minha mo de
novo.
        - Voc est linda, - diz ele.
        - Como voc.
        - O seu chefe, Jack Hyde, ele  bom em seu trabalho?

 

        Uau! Isso  uma mudana brusca de assunto? Eu franzo a testa.
        - Por qu? Isto no  sobre o seu concurso de mijada? - Christian sorri.
        - Esse homem quer a sua calcinha, Anastsia, - diz ele secamente.
        Eu fico carmesim, enquanto a minha boca cai, e eu olho nervosamente para
Taylor. Meu subconsciente inala rapidamente, chocado.
        - Bem, ele pode querer tudo o que ele quiser... por que estamos tendo essa
conversa? Voc sabe que eu no tenho interesse nele. Ele  s meu chefe.
        - Esse  o ponto. Ele quer o que  meu. Eu preciso saber se ele  bom em
seu trabalho.
        Eu dou de ombros.
        - Eu acho que sim. - Onde ele querendo ir com isso?
        - Bem,  melhor ele te deixar em paz, ou ele vai se encontrar com a sua
bunda na calada.
        - Oh, Christian, do que voc est falando? Ele no fez nada de errado. -
...ainda. Ele s fica perto demais.
        - Se ele fizer um movimento, voc me diz. Isso  chamado de assdio
sexual ou torpeza moral.
        - Foi apenas uma bebida depois do trabalho.
        - Eu quero dizer isso. Um movimento e ele estar fora.
        - Voc no tem esse tipo de poder. - Honestamente! E antes de eu virar
meus olhos para ele, a realizao atinge-me com a fora de um caminho de carga
em alta velocidade. -Voc, Christian?
        Christian d-me o seu sorriso enigmtico.
        - Voc est comprando a empresa, - eu sussurro horrorizada.
        Seu sorriso desliza em resposta ao pnico na minha voz.
        - No exatamente, - diz ele.
        - Voc j comprou. SIP.
        Ele pisca para mim, cautelosamente.
        - Possivelmente.
        - Voc comprou ou voc no comprou?
        - Comprei.
        Que diabos?
        - Por qu? - Eu suspiro, chocada. Oh, isso  demais.

 

        - Porque eu posso, Anastsia. Eu preciso que esteja segura.
        - Mas voc disse que no iria interferir na minha carreira!
        - E eu no vou.
        Eu arrebato a minha mo da dele.
        - Christian... - Faltam-me palavras.
        - Voc est brava comigo?
        - Sim. Claro que estou brava com voc. -Eu estou fervendo. - Quero
dizer, que tipo de executivo de negcios responsvel, toma decises com base com
quem ele est transando? - Eu empalideo e olho nervosamente mais uma vez
para Taylor que est nos ignorando estoicamente.
        Merda. Que hora para eu falar sem pensar. Anastsia! Meu subconsciente
olha pra mim.
        Christian abre a boca e em seguida a fecha novamente e faz uma carranca
para mim. Eu o encaro. A atmosfera no carro mergulha de quente com o
reencontro doce, para gelado com palavras no ditas e potenciais recriminaes,
enquanto ns damos olhares ameaadores um para o outro.
        Felizmente, a nossa viagem de carro desconfortvel no dura muito tempo,
e Taylor estaciona na frente do meu apartamento.
        Eu trato de sair do carro rapidamente, no fico esperando que algum abra
a porta.
        Eu ouo Christian murmurar para Taylor, - Eu acho que  melhor voc
esperar aqui.
        Eu o sinto de p atrs de mim, enquanto eu me esforo para encontrar as
chaves da porta da frente na minha bolsa.
        - Anastsia, - Ele diz calmamente como se eu fosse um animal selvagem
encurralado.
        Eu suspiro e volto-me para enfrent-lo. Eu estou to brava com ele, minha
raiva  palpvel, que estou quase sufocando.
        - Primeiro, eu no fodi voc por um tempo, pelo que me parece foi por um
longo tempo, e segundo, eu queria entrar no ramo de publicaes. Das quatro
empresas em Seattle, a SIP  a mais rentvel, mas est no limite e isso vai
estagnar, precisa diversificar.
        Olho para ele friamente. Seus olhos so to intensos, mesmo ameaadores,

 

mas so sexy como o inferno. Eu poderia me perder em suas profundezas de ao.
        - Ento voc  meu chefe agora, - eu disparo.
        - Tecnicamente, eu sou o chefe do chefe de seu chefe.
        - E, tecnicamente,  assedio sexual o fato de que estou fodendo o chefe do
chefe do meu chefe.
        - No momento, voc est discutindo com ele. - Christian faz uma
carranca.
        - Isso  porque ele  um asno, - Eu assobio.
        Christian recua, atordoado com a surpresa. Oh merda. Ser que fui longe
demais?
- Um asno? - Ele murmura, sua expresso muda para divertida.
        Porra! Eu estou zangada com voc, no me faa rir!
        - Sim - Eu luto para manter meu olhar de indignao moral.
        - Um asno? - Christian diz novamente. Desta vez, seus lbios se
contorcem com um sorriso reprimido.
        - No me faa rir quando estou com raiva de voc! - Eu grito.
        E ele sorri, um sorriso deslumbrante, cheio de dentes, sorriso de todo
garoto americano, e eu no posso ajud-lo. Eu estou sorrindo e rindo, tambm.
Como eu poderia no ser afetada pela alegria que eu vejo em seu sorriso?
        - S porque eu tenho um maldito sorriso estpido no meu rosto, no
significa que eu no esteja louca como o inferno com voc, - eu murmuro
ofegante, tentando reprimir o meu riso de lder de torcida da escola. Embora eu
nunca tenha sido uma lder de torcida, o pensamento amargo atravessa minha
mente.
        Ele se inclina, e eu acho que ele vai me beijar, mas ele no faz. Ele fua
meu cabelo e inala profundamente.
        - Como sempre, Srta. Steele, voc  inesperada. - Ele se inclina para trs
e olha para mim, seus olhos danando com humor. - Ento voc vai me convidar
para entrar, ou eu vou ter que arrumar um jeito de exercer o meu direito
democrtico como um cidado americano, empresrio e consumidor, e comprar
tudo o que eu bem entender?
        - Voc falou com o Dr. Flynn sobre isso?
        Ele ri.

 

        - Voc vai me deixar entrar ou no, Anastsia?
        Eu tento dar um olhar relutante, mordendo meu lbio, mas estou sorrindo
quando abro a porta. Christian se volta e as acena para Taylor, e o Audi se afasta.

 estranho ter Christian Grey no apartamento. O lugar parece pequeno
demais para ele.
        Eu ainda estou brava com ele, sua perseguio no conhece limites, e
compreendi que foi assim que ele soube sobre os e-mails serem monitorados na
SIP. Ele provavelmente sabe mais sobre a SIP do que eu. O pensamento 
desagradvel.
        O que posso fazer? Por que ele tem essa necessidade de me manter segura?
Eu sou uma garota crescida, pelo amor de Deus. O que posso fazer para
tranquiliz-lo?
        Eu olho para seu rosto bonito enquanto ele passeia pela sala como um
predador enjaulado e aumenta a minha raiva. Vendo-o aqui no meu espao,
quando pensava que tivssemos acabados,  comovente. Mais do que comovente,
eu o amo, e meu corao incha com uma euforia nervosa e inebriante. Ele olha ao
redor, avaliando seu entorno.
        - Lugar legal, - diz ele.
        - Os pais de Kate compraram para ela.
        Ele acena com a cabea distraidamente, e seus olhos cinzentos ousados se
voltam para mim.
        - Er... gostaria de uma bebida? - Eu murmuro, corando de nervosa.
        - No, obrigado, Anastsia. - Seus olhos escurecem.
        Oh droga. Por que estou to nervosa?
        - O que voc gostaria de fazer, Anastsia? - Ele pergunta baixinho,
enquanto ele caminha na minha direo, todo selvagem e quente. -Eu sei o que

 

eu quero fazer, - acrescenta ele em voz baixa.
        Eu retrocedo at bater contra a ilha concreta da cozinha.
        - Eu ainda estou brava com voc.
        - Eu sei. - Ele sorri, um sorriso torto, apologtico e eu derreto... Bem,
talvez no to brava.
        - Gostaria de algo para comer? - Eu pergunto.
        Ele balana a cabea lentamente.
        - Sim. Voc, - ele murmura. Tudo se aperta ao sul da minha cintura. Sou
seduzida apenas pela sua voz, mas aquele faminto, do tipo eu quero e quero agora,
oh meu Deus.
        Ele est em p na minha frente, sem me tocar, olhando nos meus olhos e
me banhando no calor que est irradiando de seu corpo. Estou bastante quente,
agitada e minhas pernas so como geleia, enquanto um desejo escuro me
atravessa. Eu o quero.
        - Voc j comeu hoje? - Ele murmura.
        - Eu comi um sanduche no almoo, - eu sussurro. Eu no quero falar de
alimentos.
        Ele aperta os olhos.
        - Voc precisa comer.
        - Eu realmente no estou com fome agora... de comida.
        - Do que voc est com fome, Srta. Steele?
        - Acho que voc sabe, Sr. Grey.
        Ele se inclina, e de novo, eu acho que ele vai me beijar, mas ele no o faz.
        - Voc quer que eu a beije, Anastsia? - Ele sussurra baixinho, no meu
ouvido.
        - Sim, - eu respiro.
        - Onde?
        - Em todos os lugares.
        - Voc vai ter que ser um pouco mais especfica do que isso. Eu disse que
no vou tocar em voc at voc implorar para mim e me dizer o que fazer.
        Minha deusa interior est se contorcendo em sua espreguiadeira. Estou
perdida, ele no est jogando limpo.
        - Por favor, - eu sussurro.

 

        - Por favor o qu?
        - Toque-me.
        - Onde, querida?
        Ele est to tentadoramente perto, o seu perfume  inebriante. Eu me
aproximo e ele recua.
        - No, no, - ele repreende, com os olhos, de repente, arregalados e
alarmados.
        - O qu? - No... no se afaste.
        - No. - Ele balana a cabea.
        - Nem um pouco? - Eu no posso disfarar a tristeza em minha voz.
        Ele olha para mim, hesitante, e sou encorajada pela sua hesitao. Eu dou
um passo na direo, e ele recua, erguendo as mos em defesa, mas sorrindo.
        - Olha, Ana. -  um aviso, e ele passa a mo pelos cabelos, exasperado.
        - s vezes voc no se importa, - observo melancolicamente. -Talvez eu
devesse encontrar um marcador, e poderamos mapear as reas no tocveis.
        Ele levanta uma sobrancelha.
        - Isso no  uma m ideia. Onde  o seu quarto?
        Aponto com a cabea. Ser que ele deliberadamente est mudando de
assunto?
        - Voc est tomando a plula?
        Oh merda. Minha plula.
        Seu rosto me observa com ateno.
        - No, - eu chio.
        - Eu vejo,- ele diz, e seus lbios apertam em uma linha fina. -Venha,
vamos ver algo para comer.
        Oh no!
        - Eu pensei que ns estvamos indo para a cama! Eu quero ir para a cama
com voc.
        - Eu sei, querida. - Ele sorri e de repente anda em minha direo, ele
agarra meus pulsos e me puxa para seus braos, para que seu corpo fosse
pressionado contra o meu.
        - Voc precisa comer e eu tambm, - ele murmura, com ardor em seus
olhos cinzentos, fixos em mim. - Alm do que... a antecipao  a chave da

 

seduo, e agora, eu realmente vou retardar essa satisfao.
        Huh, desde quando?
        - Eu estou seduzida e quero que a minha satisfao agora. Vou pedir, por
favor. - Minha voz soa chorosa. Minha deusa interior est fora de si.
        Ele sorri para mim com ternura.
        - Coma. Voc est muito magra. - Ele beija minha testa e me libera.
        Isto  um jogo, parte de algum plano maligno. Eu fao uma carranca para
ele.
        - Eu ainda estou zangada com voc por ter comprado a SIP, e agora estou
com raiva de voc porque voc est me fazendo esperar. - Eu amuo.
        - A madame est zangadinha, no ? Voc vai se sentir melhor aps uma
boa refeio.
        - Eu sei o que me faria sentir melhor.
        - Anastsia Steele, eu estou chocado. - Seu tom  suavemente divertido.
        - Pare de me provocar. Voc no joga limpo.
        Ele sufoca o seu sorriso, mordendo o lbio inferior. Ele parece
simplesmente adorvel... Christian est brincalho e brincando com a minha
libido. Se apenas as minhas habilidades de seduo fossem melhores, eu sei o que
fazer, mas no sou capaz de toc-lo sem me prejudicar.
        Minha deusa interior estreita os olhos e olha pensativa. Precisamos
trabalhar sobre isso.
        Christian e eu olhamos um para o outro com olhar aquecido, eu
incomodada e ansiosa, ele, descontrado e divertido,  minha custa, ento, eu
percebo que no tm comida no apartamento.
        - Eu poderia cozinhar algo, exceto que teremos que ir s compras.
        - s compras?
        - Para comprar mantimentos.
        - Voc no tem comida aqui? - Sua expresso endurece.
        Sacudo a cabea. Merda, ele parece muito irritado.
        - Vamos s compras, ento, - ele diz com firmeza quando ele vira as
costas e vai para a porta, abrindo-a para mim.

 


        - Quando foi a ltima vez que esteve em um supermercado?
        Christian parece fora do lugar, mas ele me segue obedientemente,
segurando uma cesta de compras.
        - Eu no me lembro.
        - Ser que a Sra. Jones faz todas as compras?
        - Eu acho que Taylor a ajuda. Eu no tenho certeza.
        - Voc gosta de batata frita?  rpido.
        - Fritas, isso soa bem. - Sorri Christian, sem dvida, descobriu meu
motivo oculto para uma refeio rpida.
        - Eles tm trabalhado para voc por muito tempo?
        - Taylor, quatro anos, eu acho. A Sra. Jones, talvez o mesmo. Por que voc
no tem comida no apartamento?
        - Voc sabe por que, - murmuro, ruborizada.
        - Foi voc quem me deixou, - ele resmunga desaprovador.
        - Eu sei, - respondo em voz baixa, no querendo lembrar.
        Ns fomos para o caixa e silenciosamente ficamos na fila.
        Se eu no o tivesse deixado, ele teria me oferecido a alternativa de baunilha?
Pergunto-me  toa.
        - Voc tem alguma coisa para beber? - Ele me puxa de volta para o
presente.
        - Cerveja... Eu acho.
        - Vou pegar um vinho.
        Oh querido. Eu no tenho certeza que tipo de vinho est disponvel no
Ernie's Supermercado. Christian voltou de mos vazias, fazendo uma careta e com
um olhar de desgosto.
        - H uma boa loja de bebidas na porta ao lado, - eu digo rapidamente.
        - Vou ver o que eles tm.
        Talvez devssemos ter ido para sua casa, ento no teramos todos esses
problemas. Eu vejo como ele sai determinado, com seu jeito elegante, para fora da
porta. Duas mulheres que estavam entrando, o olharam fixamente. Oh sim, olham

 

meu Cinquenta Tons, eu penso desanimada.
        Eu quero a memria dele na minha cama, mas ele est jogando duro
comigo. Talvez eu devesse fazer o mesmo. Minha deusa interior acena
freneticamente em acordo. E como eu estou na fila, deparamo-nos com um plano.
Hmm...

        Christian carrega as sacolas de compras para o apartamento. Ele levou-as
desde que samos da loja, retornando para o apartamento. Ele parece estranho.
No  o seu comportamento habitual de CEO.
        - Voc parece muito domstico.
        - Ningum nunca me acusou disso antes, - ele diz secamente. Ele coloca
as sacolas na ilha da cozinha. Enquanto eu comeo a descarreg-las, ele pega uma
garrafa de vinho branco e procura por um saca-rolhas.
        - Este lugar ainda  novo para mim. Eu acho que o saca-rolhas est
naquela gaveta. -Eu aponto com o meu queixo.
        Isso parece to... normal. Duas pessoas, conhecendo um ao outro, fazendo
uma refeio. No entanto,  to estranho. O medo que eu sempre senti em sua
presena passou. Ns j fizemos tanta coisa juntos, eu coro s de pensar nisso, e
ainda assim eu mal o conheo.
        - O que voc est pensando? - Christian interrompe meu devaneio,
enquanto ele encolhe os ombros para fora do palet de risca de giz e coloca-o no
sof.
        - Quo pouco eu sei que voc, realmente.
        Ele olha para mim e seus olhos amolecer. -Voc me conhece melhor que
ningum.
        - Eu no acho que isso seja verdade. - A Sra. Robinson vem sem ser
chamada a minha mente, o que  muito indesejvel.
        -  isso, Anastsia. Eu sou uma pessoa muito, muito particular.
        Ele me d um copo de vinho branco.
        - Sade, - ele diz.

 

        - Sade, - eu respondo, tomando um gole, enquanto ele coloca a garrafa
na geladeira.
        - Posso te ajudar com isso? - Ele Pergunta.
        - No, est tudo bem... sente-se.
        - Eu gostaria de ajudar. - Sua expresso  sincera.
        - Voc pode cortar os legumes.
        - Eu no cozinho, - ele diz, olhando com desconfiana para a faca que
estou lhe entregando.
        - Eu imagino que voc no precisa. - Eu coloco uma tbua de cortar e
alguns pimentes vermelhos na frente dele. Ele fica sentado, olhando confuso.
        - Voc nunca cortou um vegetal?
        - No.
        Eu sorrio para ele.
        - Voc est rindo de mim?
        - Parece que isto  algo que eu posso fazer e voc no pode. Vamos
enfrent-lo, Christian, acho que esta  a sua primeira vez. Aqui, eu vou lhe
mostrar.
        Eu roo-me contra ele e ele recua. Minha deusa interior senta-se e toma
conhecimento.
        - Assim. - Eu corto um pimento vermelho, com o cuidado de remover as
sementes.
        - Parece bastante simples.
        - Voc no deve ter qualquer problema com isso, - eu murmuro
ironicamente.
        Ele olha para mim impassvel por um momento e depois se pe a cumprir a
sua tarefa, enquanto eu continuo a preparar o frango cortado em cubos. Ele
comea a cortar, cuidadosamente, lentamente. Oh meu Deus, ns vamos estar aqui
at amanh.
        Eu lavo minhas mos e cao uma frigideira chinesa, o leo, e os outros
ingredientes que eu preciso, repetidamente, roando-lhe o meu quadril, meu
brao, minhas costas, minhas mos. Pequenos toques, aparentemente inocentes.
Ele fica quieto a cada vez que eu o toco.
        - Eu sei o que voc est fazendo, Anastsia, - ele murmura

 

sombriamente, ainda cortando o primeiro pimento.
        - Eu acho que  chamado de cozinhar, - eu digo, vibrando meus clios.
Agarrando outra faca, eu o acompanho na tbua de cortar, descascando e
cortando alho, cebolas, feijo Francs, continuamente colidindo contra ele.
        - Voc  muito boa nisso, - ele resmunga, enquanto ele comea o seu
segundo pimento vermelho.
        - Cortar? - Eu pisco meus clios para ele. - Anos de prtica. - Eu
esbarro contra ele novamente, desta vez com o meu traseiro. Ele fica quieto, mais
uma vez.
        - Se fizer isso mais uma vez, Anastsia, eu vou pegar voc no cho da
cozinha.
        Oh, uau. Isto est funcionando.
        - Voc vai ter que implorar-me em primeiro lugar.
        -  um desafio?
        - Talvez.
        Ele pe a faca de lado e anda lentamente para mim, com os olhos ardendo.
Inclinando-se passa por mim, desliga o gs. O leo na frigideira chinesa se aquieta
quase imediatamente.
        -Eu acho que ns vamos comer mais tarde, - ele diz. -Coloque o frango
na geladeira.
        Esta no  uma sentena que eu j tinha esperado ouvir de Christian Grey,
e s ele pode faz-lo soar quente, muito quente. Eu pego a tigela de frango em
cubos, e trmula coloco um prato em cima, e coloco na geladeira. Quando eu volto,
ele estar ao meu lado.
        - Ento voc vai pedir? - Eu sussurro bravamente, olhando em seus
olhos.
        - No, Anastsia. - Ele balana a cabea. - Sem implorar. - Sua voz 
suave e sedutora.
        Estamos nos encarado, degustando um ao outro, em uma atmosfera de
eletricidade entre ns, quase queimando, sem dizer nada, apenas olhando. Eu
mordo meu lbio, enquanto o desejo por este belo homem se apodera sobre mim
com uma vingana, inflamando o meu sangue, acelerando minha respirao,
alagando abaixo da minha cintura. Eu vejo as minhas reaes refletidas na sua

 

postura, em seus olhos.
        Em um piscar de olhos, ele me agarra pelos meus quadris e me puxa para
ele, enquanto as minhas mos alcanam o seu cabelo e sua boca me reivindica.
Ele me empurra contra a geladeira, ouo vagamente o barulho de garrafas e
frascos protestando, e sua lngua encontra a minha. Eu lamento em sua boca, e
uma de suas mos se move em meu cabelo, puxando minha cabea para trs, ns
nos beijamos, selvagemente.
        - O que voc quer, Anastsia? - Ele respira.
        - Voc. - Me engasgo.
        - Onde?
        - Na cama.
        Ele se liberta, recolhe-me em seus braos, e leva-me rpida e
aparentemente sem nenhum esforo para o meu quarto. Deixa-me em p ao lado
de minha cama, ele se inclina e liga lmpada de cabeceira. Ele olha rapidamente
em volta da sala e rapidamente fecha as cortinas de cor creme clara.
        - E agora? - ele diz em voz baixa.
        - Faa amor comigo.
        - Como?
        Caramba.
        - Voc tem que me dizer, querida.
        Puta merda.
        - Dispa-me. - J estou ofegante.
        Ele sorri e engancha o dedo indicador no decote da minha camisa, me
puxando em direo a ele.
        - Boa menina, - ele murmura, e sem tirar os olhos ardentes dos meus,
lentamente comea a desabotoar a minha camisa.
        Timidamente coloco minhas mos em seus braos para me equilibrar. Ele
no se queixa. Seus braos so uma rea segura. Quando ele termina com os
botes, ele puxa minha camisa sobre meus ombros, e a deixa cair no cho. Ele
chega at o cs do meu jeans, abre o boto e puxa para baixo o zper.
        - Diga-me o que voc quer, Anastsia. - Seus olhos ardem e seus lbios
apertam, enquanto ele respira ofegante.
        - Beije-me daqui at aqui, - eu sussurro arrastando o dedo da base da

 

minha orelha at a minha garganta. Ele alisa os cabelos para fora da linha de fogo
e se curva, deixando doces beijos suaves ao longo do caminho que meu dedo
riscou e depois volta novamente.
        -Minha cala jeans e calcinha, - murmuro, e ele sorri contra a minha
garganta antes de cair de joelhos na minha frente. Oh, eu me sinto to poderosa.
Conectando os polegares no meu jeans, ele gentilmente o puxa junto com minha
calcinha pelas minhas pernas. Eu saio de minhas roupas, agora eu estou vestindo
apenas o suti. Ele para e olha para mim com expectativa, mas ele no se levanta.
        - E agora, Anastsia?
        - Beije-me, - eu sussurro.
        - Onde?
        - Voc sabe onde.
        - Onde?
        Oh, ele no est facilitando as coisas. Envergonhada eu rapidamente
apontar para o pice das minhas coxas, e ele sorri maliciosamente. Eu fecho meus
olhos, mortificada, mas ao mesmo tempo excitada.
        - Oh, com prazer, - ele ri. Ele me beija e liberta a sua lngua, sua lngua
perita, que  uma alegria inspiradora. Eu gemer e punho minhas mos em seu
cabelo. Ele no pra, a lngua dele circula o meu clitris, me deixando louca, mais
e mais, voltas e voltas. Ahhh... s se passaram... quanto tempo... ? Oh...
        - Christian, por favor, - eu imploro. Eu no quero gozar em p. Eu no
tenho foras.
        - Por favor, o que, Anastsia?
        - Faa amor comigo.
        - Eu estou... - ele murmura, soprando suavemente contra mim.
        - No. Eu quero voc dentro de mim.
        - Voc tem certeza?
        - Por favor.
        Ele no para de sua tortura doce e requintada. Eu gemo alto.
        - Christian... por favor.
        Ele se levanta e olha para mim, e seus lbios brilham com a evidncia da
minha excitao.
        Oh merda...

 

        - Bem? - Ele pergunta.
        - Bem, o que? - arfando, eu olho para ele com franca necessidade.
        - Eu ainda estou vestido.
        Eu olho para ele, confusa.
        Despi-lo? Sim, eu posso fazer isso. Eu procuro sua camisa e ele recua.
        - Ah no, - ele adverte. Merda, isso significa seu jeans.
        Oh, e isso me d uma ideia. Minha deusa interior aplaude em voz alta, e eu
caio de joelhos na frente dele. Bastante desajeitada e com dedos trmulos, eu
desfao a cintura e ento puxo para baixo o seu jeans e cueca, e ele salta livre.
Uau.
        Eu olho para ele atravs dos meus clios, e ele est olhando para mim
com... o qu? Trepidao? Admirao? Surpresa?
        Ele sai da cala e tira suas meias, eu o seguro na mo e aperto com fora,
empurrando minha mo para trs como ele me ensinou antes. Ele geme e fica
tenso, e sua respirao sibila por entre os dentes cerrados. Muito timidamente, eu
o coloco na minha boca e chupo forte. Mmm, ele tem um gosto bom.
        - Ahh. Ana... hey, suave.
        Ele agarra a minha cabea com ternura e eu o empurro mais profundo em
minha boca, pressionando meus lbios to firmemente como posso, protegendo-o
de meus dentes e chupo firme.
        - Foda, - ele sibila.
        Oh, como  bom esse som sexy e inspirador, ento eu fao isso de novo,
puxando seu comprimento mais profundo, girando minha lngua em torno da
ponta. Hmm... Eu me sinto como Afrodite.
        - Ana, j  suficiente. No mais.
        Eu fao isso de novo, implore, Grey, implore, de novo.
        - Ana, voc fez o seu ponto, - ele resmunga entre dentes. - Eu no quero
gozar em sua boca.
        Eu fao isso mais uma vez, e ele se abaixa, agarra-me pelos meus ombros,
levanta-me e me joga na cama. Arrastando sua camisa sobre a cabea, ento ele
vai at seu jeans descartado, e como um bom escoteiro, pega um envelope de
preservativo. Ele est ofegante, como eu.
        - Tire o seu suti, - ele ordena.

 

        Sento-me e fao o que ele est dizendo.
        - Deite-se. Eu quero olhar para voc.
        Deito-me, olhando para ele, enquanto ele lentamente coloca o preservativo.
Eu o quero tanto. Ele olha para mim e lambe os lbios.
        - Est  uma bela vista, Anastsia Steele. - Ele se inclina sobre a cama e
lentamente se arrasta para cima e sobre mim, me beijando pelo caminho. Ele beija
cada um dos meus seios e provoca meus mamilos, um por vez, enquanto eu gemo
e me contoro embaixo dele, ele no para.
        No... Pare. Eu quero voc.
        - Christian, por favor.
        - Por favor o qu? - Ele murmura entre os meus seios.
        - Eu quero voc dentro de mim.
        - Voc quer agora?
        - Por favor.
        Olhando para mim, ele empurra minhas pernas com seus movimentos e
paira acima de mim. Sem tirar os olhos dos meus, ele se afunda em mim num
ritmo deliciosamente lento.
        Eu fecho meus olhos, saboreando a plenitude, a sensao extraordinria de
sua posse, instintivamente minha plvis inclina-se para encontr-lo, para se
juntar a ele, e eu gemo alto. Ele puxa de volta e muito lentamente, enche-me de
novo. Meus dedos encontram o caminho para seu cabelo sedoso e rebelde, e ele,
Oh... to lentamente se move dentro e fora de mim.
        - Mais rpido, Christian, mais rpido... por favor.
        Ele olha para mim em triunfo e beija-me duramente, ento realmente
comea a se mover, puta merda,  uma punio, implacvel... oh foda, e eu sei que
no vai demorar. Ele define um ritmo acelerado. Eu comeo a acelerar, minhas
pernas enrijecem embaixo dele.
        - Goze, beb, - ele suspira. - D para mim.
        Suas palavras so a minha perdio, e eu explodo magnificamente, com a
mente entorpecida, em um milho de pedaos ao redor dele, e ele segue chamando
meu nome.
        - Ana! Oh foda, Ana! - Ele cai em cima de mim, com a cabea enterrada
no meu pescoo.

 

Captulo 04
        Quando a sanidade retorna, eu abro os olhos e olho para o rosto do homem
que eu amo. A expresso de Christian  macia, suave. Ele acaricia o nariz contra o
meu, levando o seu peso nos cotovelos, com as mos segurando os lados da minha
cabea. Infelizmente, suspeito, que assim eu no possa toc-lo. Ele planta um
beijo suave nos meus lbios, enquanto se retira de mim.
        - Eu senti falta disso, - ele respira.
        - Eu tambm, - eu sussurro.
        Ele pega o meu queixo e me beija forte. Um beijo apaixonado, suplicante,
pedindo o que? Eu no sei. Isso me deixa sem flego.
        - No me deixe de novo, - ele implora, olhando no fundo dos meus olhos,
com o rosto srio.
        - Tudo bem, - eu sussurro e sorrio para ele. Seu sorriso de resposta 
deslumbrante; euforia, alvio e alegria juvenil combinados em um olhar encantador
que iria derreter o mais frio dos coraes. - Obrigado pelo iPad.
        - De nada, Anastsia.
        - Qual  a sua cano favorita, de l?
        - Agora isso seria revelador. - Ele sorri. - Vamos, cozinhe alguma
comida para mim, mulher. Eu estou morrendo de fome, - ele acrescenta,
sentando-se de repente e me arrastando com ele.
        - Mulher? - Eu dou uma risadinha.
        - Mulher. Comida, agora, por favor.
        - Uma vez que voc pediu to bem, senhor, eu vou fazer logo.
        Quando eu me esforo para fora da cama, eu desalojo o meu travesseiro,
revelando o balo vazio de helicptero debaixo dele. Christian o pega e olha para
mim, perplexo.
        - Esse  o meu balo, - eu digo, sentindo-me proprietria, enquanto eu
visto o meu roupo e enrolo-o em volta de mim mesma. Oh caramba... por que ele
tinha que encontrar isso?

 

        - Em sua cama? - Ele murmura.
        - Sim, - eu coro. - Ele me tem feito companhia.
        - Tango Charlie sortudo, - ele diz, com surpresa.
        Sim, eu sou sentimental, Grey, porque eu te amo.
        -  o meu balo, - eu digo novamente e giro nos calcanhares e vou para a
cozinha, deixando-lhe com um sorriso de orelha a orelha.

        Christian e eu nos sentamos no tapete persa de Kate, comemos frango
assado e macarro, em tigelas de porcelana branca, com pauzinhos e bebendo
Pinot Grigio branco gelado. Christian se inclina contra o sof, as longas pernas
esticadas para frente. Ele est vestindo cala jeans e sua camisa com seu cabelo
ps-foda, e isso  tudo. O Buena Vista Social Club, canta suavemente ao fundo, no
iPod de Christian.
        - Isso  bom, - ele diz agradecido, escavando em sua comida.
        Eu estou sentada de pernas cruzadas ao seu lado, comendo avidamente,
alm da fome, e admirando seus ps nus.
        - Eu geralmente fao todas as refeies. Kate no  uma grande
cozinheira.
        - Foi sua me que ensinou voc?
        - No realmente, - Eu zombo. - Quando eu estava interessada em
aprender, minha me estava morando com o terceiro marido em Mansfield, Texas.
E Ray, bem, ele teria vivido de torrada e Comida delivery, se no fosse eu.
        Christian olha para mim. - Voc no ficou no Texas com sua me?
        - No. Steve, seu marido e eu, no nos dvamos bem. E eu sentia falta de
Ray. Seu casamento com Steve no durou muito. Ela voltou  razo, eu acho. Ela
nunca fala sobre ele, - eu acrescento. Eu acho que  uma parte obscura de sua
vida, que ns nunca discutimos.
        - Ento, voc voltou para Washington para viver com seu padrasto.

 

        - Sim.
        - Parece que voc cuidou dele, - ele diz em voz baixa.
        - Eu suponho. - Eu dou de ombros.
        - Voc est acostumada a cuidar das pessoas.
        O tom da sua voz me chama a ateno, e eu olho para ele.
        - O que  isso? - Eu pergunto, espantada pela sua expresso.
        - Quero cuidar de voc. - Seus olhos brilham, iluminados com alguma
emoo sem nome.
        Meu corao dispara.
        - Eu percebi, - eu sussurro. - S que voc faz isso de uma forma
estranha.
        Sua testa enruga. -  a nica maneira que eu sei, - ele diz calmamente.
        - Eu ainda estou brava com voc pela compra da SIP.
        Ele sorri.
        - Eu sei, mas mesmo voc ficando brava, querida, isso no iria me
impedir.
        - O que eu vou dizer para meus colegas de trabalho, e para Jack?
        Ele aperta os olhos.
        - Esse fodido pode cuidar bem de si mesmo.
        - Christian, - eu aconselho. - Ele  meu chefe.
        Christian aperta a boca em uma linha dura. Ele parece um menino rebelde
de escola.
        - No diga a eles, - ele diz.
        - No lhes dizer o qu?
        - Que eu comprei a empresa. Os chefes concordaram e assinaram ontem.
A notcia ser embargada em quatro semanas, enquanto a administrao da SIP
faz algumas alteraes.
- Oh... eu vou perder meu emprego? - Pergunto, alarmada.
        - Eu sinceramente duvido, - Christian diz ironicamente, tentando sufocar
o seu sorriso.
        Eu fao uma carranca.
        - E se eu sair e encontrar outro emprego, voc vai comprar essa
companhia, tambm?

 

        - Voc no est pensando em sair, no ? - Ele altera a sua expresso,
cauteloso, mais uma vez.
        - Possivelmente. No acredito que voc me dar muitas opes.
        - Sim, eu vou comprar essa companhia, tambm. - Ele  inflexvel.
        Eu fao uma carranca para ele novamente. Fui derrotada.
        - Voc no acha que est sendo um pouco super protetor?
        - Sim. Tenho plena conscincia de como isso parece.
        - Chame o Dr. Flynn, - eu murmuro.
        Ele coloca o seu prato vazio de lado e olha para mim, impassvel. Eu
suspiro. Eu no quero lutar. Levantando-me, eu alcano sua tigela.
        - Gostaria de sobremesa?
        - Agora que voc est falando! - Ele diz, dando-me um sorriso lascivo.
        - No eu. - Por que no eu? Minha deusa interior desperta de seu cochilo
e senta-se ereta, toda ouvido. - Temos sorvete. Baunilha. - Eu rio em silencio.
        - Srio? - O sorriso de Christian se torna maior. - Eu acho que ns
poderamos fazer alguma coisa com isso.
        O qu? Eu fico olhando para ele surpresa, enquanto ele levanta
graciosamente.
        - Posso ficar? - Ele pergunta.
        - O que voc quer dizer?
        - Para dormir.
        - Eu supus que voc fosse ficar. - Eu ruborizo.
        - timo. Onde est o sorvete?
        - No forno. - Eu sorrio docemente para ele.
        Ele derruba sua cabea para um lado, suspira, e balana a cabea para
mim. - O sarcasmo  a forma mais baixa de humor, Srta. Steele. - Seus olhos
brilham.
        Oh merda. O que ele est planejando?
        - Eu ainda poderia coloc-la nos meus joelhos.
        Eu coloco as tigelas na pia.
        - Voc est com as bolas de prata?
        Ele bate as mos no peito, na barriga e os bolsos da cala jeans. -
Curiosamente, eu no tenho um par comigo. No  comum pedi-las em meu

 

escritrio.
        - Estou muito feliz em ouvir isso, Sr. Grey, e eu pensei que voc tivesse
dito que o sarcasmo  a mais baixa forma de humor.
        - Bem, Anastsia, meu novo lema , se voc no pode venc-los, junte-se a
eles.
        Eu rio para ele, eu no posso acreditar que ele disse isso, ele parece
doentiamente satisfeito consigo mesmo, enquanto sorri para mim. Virando-se, ele
abre o freezer e tira a embalagem do melhor sorvete de baunilha da Ben & Jerry.
        -Isso vai ser timo. - Ele olha para mim, com olhos escuros. - Ben &
Jerry & Ana. - Ele diz cada palavra lentamente, pronunciando cada slaba com
clareza.
        Caralho. Acho que o meu maxilar inferior caiu ao cho. Ele abre a gaveta de
talheres e pega uma colher. Quando ele olha para cima, seus olhos esto
semicerrados, e a sua lngua desliza sobre os dentes superiores. Ah, essa lngua.
        Sinto-me sem flego. Um desejo escuro, pronto e gratuito corre quente em
minhas veias. Ns estamos indo nos divertir, com os alimentos.
        - Eu espero que voc esteja quente, - ele sussurra. - Eu vou refrescar
voc com isso. Venha. - Ele estende a mo, e eu coloco a minha na sua.
        No meu quarto, ele coloca o sorvete em minha mesa de cabeceira, puxa o
edredom da cama, e remove ambos os travesseiros, colocando-os todos em uma
pilha no cho.
        - Voc tem lenis para trocar, no ?
        Concordo com a cabea, olhando para ele, fascinada. Ele levanta o Charlie
Tango.
        - No mexa com meu balo, - eu advirto.
        Seus lbios sobem em um meio sorriso.
        - Eu nem sonharia com isso, beb, mas eu vou fazer sujeira em voc e nas
fronhas.
        Meu corpo praticamente convulsiona.
        - Eu quero amarrar voc.
        Oh.
        - Ok, - eu sussurro.
        - Apenas suas mos. Na cama. Eu preciso de voc quieta.

 

        - Tudo bem, - eu sussurro novamente, incapaz de mais nada.
        Ele passeia por mim, sem tirar os olhos dos meus.
        - Ns vamos usar isso. - Ele pega a minha faixa do roupo e com uma
deliciosa e provocante lentido, libera o lao, e suavemente puxa-o livre da pea.
        Meu roupo se abre, enquanto eu fico paralisada sob seu olhar aquecido.
Depois de um momento, ele empurra o roupo dos meus ombros. Ele cai nos meus
ps e eu estou de p nua diante dele. Ele acaricia meu rosto com as costas dos
seus dedos, e seu toque ressoa nas profundezas da minha virilha. Ele se curva,
beija meus lbios brevemente.
        - Deite-se sobre a cama, virada para cima, - ele murmura, seus olhos
escurecendo, queimando nos meus.
        Fao o que me diz. Meu quarto est envolto em escurido, exceto para a luz
suave e inspida da minha luminria.
        Normalmente, eu odeio lmpadas economizadoras de energia, elas so to
fracas, mas estando nua aqui, com Christian, estou grata pela luz fraca. Ele fica
ao lado da cama olhando para mim.
        - Eu poderia olhar para voc todos os dias, Anastsia, - ele diz, e rasteja
sobre a cama, sobre meu corpo, e monta-me.
        -Braos acima da cabea, - ele ordena.
        Eu obedeo e ele prende a ponta da minha faixa do roupo em meu pulso
esquerdo e passa atravs das barras de metal na cabeceira da minha cama. Ele a
puxa apertado e o meu brao esquerdo  flexionado acima de mim. Ele, ento,
prende a minha mo direita, amarrando a faixa apertada.
        Quando eu estou amarrada, olhando para ele, ele visivelmente relaxa. Ele
gosta quando estou amarrada. Eu no posso toc-lo desta forma. Ocorre-me que
nenhuma de suas submissas teria tocado nele, e ainda mais, elas nunca tiveram a
oportunidade. Ele teria estado sempre no controle e  distncia.  por isso que ele
gosta de suas regras.
        Ele sobe em cima de mim e se inclina para me dar um beijinho rpido nos
lbios. Ento ele se levanta e levanta sua camisa sobre a cabea. Ele desfaz os
seus jeans e deixa-os ao cho.
        Ele est gloriosamente nu. Minha deusa interior est fazendo um mortal
duplo para fora das barras assimtricas, e de repente minha boca fica seca. Ele

 

realmente est alm da beleza. Ele tem um fsico definido em linhas clssicas:
ombros largos, quadris estreitos e musculoso, o tringulo invertido. Ele,
obviamente, se exercita. Eu poderia olhar para ele durante todo o dia. Ele se move
para o final da cama e agarra meus tornozelos, me puxando para baixo de forma
rpida e bruscamente, assim que os meus braos so esticados, fico incapaz de me
mover.
        - Assim  melhor, - resmunga.
        Ele pega o balde de sorvete, ele sobe suavemente de volta para a cama ao
meu lado. Muito lentamente, ele abre a tampa do pote e mergulha a colher.
        - Hmm... ainda est bastante duro, - ele diz com uma sobrancelha
levantada. Escavando uma colher de baunilha, ele coloca em sua boca. - Delicia,
- ele murmura, lambendo os lbios. -  incrvel como a boa e velha baunilha
pode ser boa. - Ele olha para mim e sorri. - Quer um pouco? - Ele brinca.
        Ele parece to enlouquecedoramente quente, jovem e despreocupado,
sentado e comendo de um pote de sorvete, olhos brilhantes, rosto luminoso. Oh
que inferno ele vai fazer comigo? Como se eu no pudesse falar, eu aceno,
timidamente.
        Ele escava outra colherada e me oferece, eu abro a boca, ento ele bota
rapidamente em sua boca, novamente.
        - Isso  muito bom para compartilhar, - ele diz, sorrindo maliciosamente.
        - Ei, - eu comeo um protesto.
        - Por que, Srta. Steele, voc gosta de baunilha?
        - Sim, - eu digo com mais fora do que eu quero dizer e tento, em vo,
resistir a ele.
        Ele ri.
        - Est ficando mal-humorada, no ? Eu no faria isso se eu fosse voc.
        - Sorvete, - eu imploro.
        - Bem, por que voc me agradou tanto hoje, Srta. Steele. - Ele cede e
oferece-me outra colher de sorvete. Desta vez, ele me deixa com-lo.
        Eu quero rir. Ele estava realmente se divertindo, e seu bom humor 
contagiante. Ele escava outra colherada e me alimenta um pouco mais, ento ele
faz isso de novo. Ok, chega.
        - Hmm, bem, esta  uma forma de garantir que voc coma, e tenha uma

 

alimentao forada. Eu poderia me acostumar com isso.
        Tomando outra colherada, ele oferece-me mais. Desta vez eu mantenho a
minha boca fechada e sacudo a cabea, e ele deixa-o lentamente derreter na
colher, para que as gotas de sorvete derretido caiam da minha garganta para o
meu peito. Ele mergulha e muito lentamente lambe o sorvete. Meu corpo se acende
com desejo.
        - Mmm. O sabor  ainda melhor em cima de voc, Srta. Steele.
        Eu puxo as minhas restries e a cama range ameaadoramente, mas eu
no me importo, estou ardendo de desejo, que me consome. Ele pega uma outra
colher e deixa o sorvete cair em meus seios. Depois, com a parte de trs da colher,
ele espalha-o por cima de cada seio e mamilo.
        Oh... est frio. Cada mamilo endurece sob o frio da baunilha.
        - Frio? - Christian pergunta baixinho e se inclina para lamber e sugar
todo o sorvete de mim mais uma vez, sua boca  muito quente em comparao
com o frio do sorvete.
        Oh meu Deus. Isso  tortura. Quando comea a derreter, o sorvete cai em
riachos sobre a cama. Seus lbios continuam a sua tortura lenta, sugando duro,
aninhando, suavemente, - Oh por favor! Estou ofegante.
        - Quer um pouco? - E antes que eu possa confirmar ou negar a sua
oferta, sua lngua est na minha boca, e  fria, habilidosa, com gosto de Christian
e baunilha. Delicioso.
        E assim, quando eu estou me acostumando com a sensao, ele se senta
novamente e arrasta uma colher de sorvete para baixo, pelo centro do meu corpo,
pelo meu estmago e em meu umbigo, onde ele deposita uma grande dose de
sorvete. Oh, est mais frio do que antes, mas estranhamente queima.
        - Bem, voc j fez isso antes. - Os olhos de Christian brilham. - Voc vai
ter que ficar parada, ou haver sorvete sobre toda a cama. - Ele beija cada um
dos meus seios e suga cada um dos meus mamilos duros, ento segue a linha do
sorvete pelo meu corpo, sugando e lambendo pelo caminho.
        E eu tento, eu tento ficar quieta, apesar da combinao inebriante do frio e
do seu toque quente. Mas meus quadris comeam a se mover involuntariamente,
girando no seu prprio ritmo, pega em seu feitio de baunilha gelada. Ele move um
pouco e comea a comer o sorvete na minha barriga, rodopiando a sua lngua para

 

dentro e ao redor do meu umbigo.
        Eu gemo. Merda.  frio,  quente,  tentador, mas ele no para. Ele arrasta
o sorvete mais para baixo no meu corpo, no meu pelo pbico, no meu clitris. Eu
grito, bem alto.
        - Silncio, agora, - Christian diz baixinho, enquanto sua lngua mgica
comea a trabalhar lambendo a baunilha, agora eu lamento baixinho.
        - Oh... por favor... Christian.
        - Eu sei, querida, eu sei, - ele respira, enquanto sua lngua prtica a sua
magia. Ele no para, no para, e meu corpo est subindo, mais alto, mais alto. Ele
desliza um dedo dentro de mim, e depois outro, movendo-os com uma lentido
agonizante dentro e fora.
        - Apenas aqui, - ele murmura, e acaricia ritmicamente a parede da frente
da minha vagina enquanto ele continua o requintado, implacvel lamber e chupar.
Puta Merda.
        Eu quebro inesperadamente em um orgasmo alucinante que atordoa todos
os meus sentidos, apagando tudo que est acontecendo fora do meu corpo,
enquanto eu me contoro e gemo. Caramba, isso foi to rpido.
        Estou vagamente consciente de que ele parou com suas ministraes. Ele
est pairando sobre mim, deslizando um preservativo, ento ele est dentro de
mim, duro e rpido.
        - Ah, sim! - Ele geme enquanto ele se choca em mim. Ele est pegajoso,
com resduo do sorvete derretido espalhado entre ns.  uma sensao estranha,
eu no posso aguentar mais que alguns segundos, ento Christian de repente
puxa para fora de mim e vira-me.
        -Dessa forma, - ele murmura e de repente est dentro de mim mais uma
vez, mas ele no iniciar o seu ritmo habitual imediatamente. Ele se inclina, libera
minhas mos e puxa-me, por isso estou praticamente sentada sobre ele. Suas
mos se deslocam at os meus seios, e ele bota as palmas das mos nos dois,
puxando delicadamente meus mamilos. Eu gemo, jogando a cabea para trs
contra o seu ombro. Ele fua meu pescoo, mordendo, enquanto flexiona os
quadris, deliciosamente devagar, enchendo-me de novo e de novo.
        - Voc sabe o quanto voc significa para mim? - Ele respira em meu
ouvido.

 

        - No, - me engasgo.
        Ele sorri contra o meu pescoo, e seus dedos curvam ao redor minha
mandbula e garganta, segurando-me rpido por um momento.
        - Sim, voc sabe. Eu no vou deixar voc ir.
        Eu gemo, e ele pega velocidade.
        - Voc  minha, Anastsia.
        - Sim, sua, - Eu arquejo.
        - Eu cuido do que  meu, - ele sussurra e morde minha orelha.
        Eu gemo.
        - Esta tudo bem, beb, eu quero ouvir de voc. - Ele serpenteia uma mo
na minha cintura, enquanto com a outra mo segura meu quadril e empurra mais
forte, me fazendo gemer de novo. E o ritmo punitivo comea. Sua respirao fica
mais dura, mais dura, e a minha mais irregular para combinar. Eu sinto a familiar
acelerao profunda. Caramba, de novo!
        Eu sou apenas sensao. Isto  o que ele faz comigo, toma meu corpo e
possui totalmente, de modo que eu no penso em nada, alm dele. Sua magia 
poderosa, inebriante. Eu sou uma borboleta presa em sua rede, incapaz e sem
vontade de fugir. Eu sou sua... totalmente sua.
        - Goze, querida, - ele rosna com os dentes cerrados e na sugesto, como
o aprendiz de feiticeira que sou, eu me deixo ir, e encontramos juntos nosso
prazer.

        Estou deitada, enrolada em seus braos, nos lenis pegajosos. Sua frente
est pressionada contra as minhas costas, seu nariz no meu cabelo.
        - O que eu sinto por voc me assusta, - eu sussurro.
        Ele me tranquiliza.
        - Eu tambm, querida, - ele diz suavemente.

 

        - E se voc me deixar? - O pensamento  horrvel.
        - Eu no vou a lugar nenhum. Eu no acho que poderia superar a sua
perda, Anastsia.
        Viro-me e olho para ele. Sua expresso  sria, sincera. Eu me inclino e
beijo-o suavemente. Ele sorri e dobra o meu cabelo atrs da minha orelha.
        - Eu nunca me senti do jeito que senti quando voc me deixou, Anastsia.
Gostaria de mover cu e terra para evitar essa sensao outra vez. - Ele soa to
triste, confuso mesmo.
        Eu o beijo novamente. Quero clarear o nosso humor de alguma forma, mas
Christian faz isso por mim.
        - Voc vem comigo para a festa de vero do meu pai, amanh?  um
evento anual de caridade. Eu disse que iria.
        Eu sorrio, me sentindo tmida.
        - Claro que eu vou. - Oh merda. Eu no tenho nada para vestir.
        - O qu?
        - Nada.
        - Diga-me, - ele insiste.
        - No tenho nada para vestir.
        Christian parece momentaneamente desconfortvel.
        - No seja boba, eu ainda tenho todas aquelas suas roupas l em casa.
Estou certo que h um vestido l que vai lhe servir.
        Eu aperto os meus lbios.
        - Voc acha, agora? - Eu murmuro, a minha voz  sarcstica. Eu no
quero brigar com ele esta noite. Eu preciso de um chuveiro.
        A garota que se parece comigo est do lado de fora da SIP. Espere... ela 
eu. Eu estou plida e suja, e todas as minhas roupas esto muito grandes, eu
estou olhando para ela, e ela est usando a minha roupa, feliz, saudvel.
        - O que voc tem que eu no tenho? - Eu pergunto a ela.
        - Quem  voc?
        - Eu no sou ningum... Quem  voc? Voc no  ningum, tambm...?
        - Ento h um par de ns, - no conte para ningum, se no eles vo nos
banir, voc sabe8... - Ela sorri, devagar, um sorriso demonaco se espalha por seu
8 Emily Dickinson, "Eu no sou ningum! Quem  voc?" Primeiro estrofe.

 

rosto, e ele  to frio que eu comeo a gritar.
        - Jesus, Ana! - Christian est me sacudindo para acordar.
        Estou to desorientada. Estou em casa... no escuro... na cama com
Christian. Sacudo a cabea, tentando limpar a minha mente.
        - Querida, voc est bem? Voc estava tendo um sonho ruim.
        - Oh.
        Ele acende a lmpada, ento estamos banhados em sua luz. Ele olha para
mim, seu rosto est preocupado.
        - A menina, - eu sussurro.
        - O que  isso? Que menina? - Ele pergunta calmamente.
        - Havia uma garota no lado de fora da SIP quando sai esta noite. Ela se
parecia comigo... mas no realmente.
        Christian endureceu, mesmo  luz da luminria de cabeceira, vejo o seu
rosto ficar plido.
        - Quando foi isso? - Ele sussurra, consternado. Ele senta-se, olhando
para mim.
        - Quando sa esta tarde. Voc sabe quem ela ?
        - Sim. - Ele passa a mo pelos cabelos.
        - Quem ?
        Sua boca aperta em uma linha dura, mas ele no diz nada.
        - Quem ? - Eu insisto.
        -  Leila.
        Eu engulo em seco. A ex-sub! Lembro-me de Christian falando sobre ela,
antes de sairmos com o planador. De repente, ele est irradiando tenso. Algo est
acontecendo.
        - A menina que colocou 'Toxic' no seu iPod?

 

        Ele olha para mim ansiosamente.
        - Sim, - ele diz. - Ela disse alguma coisa?
        - Ela disse, 'o que voc tem que eu no tenho? E quando eu perguntei
quem era, ela disse, 'ningum'.
        Christian fecha os olhos como se tivesse dor. Ah, no. O que aconteceu? O
que ela quis dizer para ele?
        Meu couro cabeludo se arrepia com o pico de adrenalina que passa pelo
meu corpo. E se ela significar muito para ele? Talvez ele sinta falta dela? Eu sei to
pouco sobre seu passado... hum, seus relacionamentos. Ela deve ter tido um
contrato, e ela teria feito o que ele queria, deu-lhe o que ele precisava de bom
grado.
        Oh no, quando eu no posso. O pensamento me faz ter nuseas.
        Pulando para fora da cama, Christian veste seu jeans e se dirige para a sala
principal. Um olhar sobre o meu despertador mostra que  cinco da manh. Eu
rolo para fora da cama, colocando sua camisa branca, e o sigo.
        Puta merda, ele est no telefone.
        - Sim, no lado de fora da SIP, ontem... no incio da noite, - ele diz
calmamente. Ele se vira para mim, enquanto eu vou em direo  cozinha e me
pergunta diretamente: - A que hora exatamente?
        - Cerca de 5:50? - Eu resmungo. Quem na terra ele est acordado h
esta hora? O que Leila fez? Ele transmite a informao para quem est na linha,
sem tirar os olhos de cima de mim, sua expresso  escura e sria.
        - Saiba como... Sim... Eu no teria dito isso, mas ento, eu no teria
pensado que ela poderia fazer isso. - Ele fecha os olhos como se ele estivesse com
dor. - Eu no sei como que vai ficar... Sim, eu vou falar com ela... Sim... Eu sei...
Siga-a e me informe. Basta encontr-la, Welch, ela est em apuros. Encontre-a. -
Ele desliga.
        - Voc quer um ch? - Eu pergunto. Ch, a resposta de Ray para todas
as crises e a nica coisa que ele faz muito bem na cozinha. Eu encho a chaleira
com gua.
        - Na verdade, eu gostaria de ir para a cama. - Seu olhar me diz que no 
para dormir.
        - Bem, eu preciso de um pouco de ch. Gostaria de se juntar a mim para

 

uma xcara? - Eu quero saber o que est acontecendo. Eu no vou ser distrada
por sexo.
        Ele passa a mo pelos cabelos, exasperado.
        - Sim, por favor, - ele diz, mas posso dizer que ele est irritado.
        Eu coloquei a chaleira no fogo e me ocupo com as xcaras e o bule de ch.
O meu nvel de ansiedade disparou para um alerta mximo. Ser que ele vai me
dizer o problema? Ou eu vou ter que me aventura?
        Eu sinto seus olhos em mim, sinto sua incerteza, e sua raiva  quase
palpvel. Eu olho para cima, e seus olhos brilham com apreenso.
        - O que esta acontecendo? - Peo baixinho.
        Ele balana a cabea.
        - Voc no vai me dizer?
        Ele suspira e fecha os olhos.
        - No.
        - Por qu?
        - Porque no  seu problema. Eu no quero voc envolvida nisso.
        - No deve ser meu problema, mas . Ela me encontrou e me abordou fora
do meu escritrio. Como ela sabe sobre mim? Como ela sabe onde eu trabalho? Eu
acho que tenho o direito de saber o que est acontecendo.
        Ele passa a mo pelos cabelos novamente, irradiando frustrao, como se
travasse uma batalha interna.
        - Por favor? - Peo baixinho.
        Sua boca se aperta em uma linha dura, e ele revira os olhos para mim.
        - Tudo bem, - ele diz, resignado. - Eu no tenho ideia de como ela
encontrou voc. Talvez pela nossa fotografia em Portland, eu no sei. - Ele
suspira de novo, e eu sinto que sua frustrao  dirigida a si mesmo.
        Eu espero pacientemente, derramando gua fervente no bule enquanto ele
anda de um lado para outro. Aps uma batida de corao, ele continua.
        - Enquanto eu estava com voc na Gergia, Leila apareceu no meu
apartamento sem avisar e fez uma cena na frente de Gail.
        - Gail?
        - A Sra. Jones.
        - O que quer dizer, "fez uma cena"?

 

        Ele olha para mim, avaliando.
        - Diga-me. Voc est escondendo alguma coisa. - Meu tom  mais forte
do que eu sinto.
        Ele pisca para mim, surpreso.
        - Ana, eu..., - ele para.
        - Por favor?
        Ele suspira, derrotado.
        - Ela fez uma tentativa fortuita de cortar os pulsos.
        - Oh no! - Isso explica o curativo em seu pulso.
        - Gail levou-a para o hospital. Mas Leila fugiu antes que eu pudesse
chegar l.
        Droga. O que isso significa? Suicdio? Por qu?
        - O psiquiatra que a viu, disse que foi um grito tpico para obter ajuda. Ele
no acredita que ela esteja verdadeiramente em risco, que seja realmente uma
suicida. Mas eu no estou convencido. Eu venho tentando localiz-la desde ento,
para lev-la a ter alguma ajuda.
        - Ela disse algo a Sra. Jones?
        Ele olha para mim. Ele parece muito desconfortvel.
        - No muito, - ele diz, eventualmente, mas eu sei que ele no est me
dizendo tudo.
        Eu me distraio derramando o ch nas xcaras. Ento Leila quer de volta
sua vida com Christian e escolhe uma tentativa de suicdio para atrair a sua
ateno? Poxa... assustador. Mas eficaz. Christian deixou a Gergia para estar ao
seu lado, mas ela desapareceu antes dele chegue l? Que estranho.
        - Voc no pode encontr-la? E sobre sua famlia?
        - Eles no sabem onde ela est. Nem seu marido.
        - Marido?
        - Sim, - ele diz, distraidamente, - ela est casada h cerca de dois anos.
        O qu?
        - Ento ela estava com voc enquanto era casada? - Santo Deus. Ele
realmente no tem limites.
        - No! Bom Deus, no. Ela estava comigo h quase trs anos atrs. Ento
ela me deixou e se casou com esse cara logo depois.

 

        Ah. - Ento, por que ela est tentando chamar sua ateno agora?
        Ele balana a cabea tristemente. - Eu no sei. Tudo o que conseguimos
descobrir  que ela fugiu de seu marido h quatro meses.
        - Deixe-me ver se entendi. Ela no tem sido a sua submissa durante trs
anos?
        - Cerca de dois anos e meio.
        - E ela queria mais.
        - Sim.
        - Mas voc no quis?
        - Voc sabe disso.
        - Ento ela lhe deixou.
        - Sim.
        - Ento, por que ela est voltando para voc agora?
- Eu no sei. - E o tom desta voz me diz que pelo menos tem uma teoria.
-Mas voc suspeita...
        Seus olhos diminuem sensivelmente com raiva.
        - Eu suspeito que tem algo a ver com voc.
        Eu? O que ela quer comigo? "O que voc tem que eu no tenho?"
        Eu fico olhando para Cinquenta, magnificamente nu da cintura para cima.
Eu o tenho, ele  meu. Isso  o que eu tenho, e ainda assim ela se parecia comigo:
mesmo cabelo escuro e pele plida. Eu franzo o cenho com o pensamento. Sim... o
que eu tenho que ela no tem?
        - Por que voc no me contou ontem? - Pergunta ele em voz baixa.
        - Esqueci-me totalmente dela. - Eu dou de ombros me desculpando. -
Voc sabe, bebidas depois do trabalho, no final da minha primeira semana. Voc
entrando no bar e sua... disputa de testosterona com Jack, e depois, quando
estvamos aqui. Isso fugiu da minha mente. Voc tem o hbito de me fazer
esquecer as coisas.
        - Disputa de testosterona? - Seus lbios contraram.
        - Sim. O concurso para me irritar.
        - Eu vou te mostrar uma disputa de testosterona.
        - Voc no preferiria ter uma xcara de ch?
        - No, Anastsia, eu no prefiro.

 

        Seus olhos ardem em mim, queimando-me com o seu olhar de "eu quero
voc e eu quero agora". Foda-se...  to quente.
        - Esquea-se dela. Venha. - Ele estende a mo.
        Minha deusa interior faz trs piruetas no cho do ginsio, quando eu
agarro a sua mo.

        Eu acordo, sinto muito calor, estou enrolada a um Christian Grey nu.
Mesmo que ele esteja dormindo, ele est me segurando perto. Filtros de luz suave
da manh atravessam as cortinas. Minha cabea est no seu peito, minha perna
se enroscou com a sua, o meu brao sobre seu estmago.
        Eu ergo minha cabea um pouco, com medo de acord-lo. Ele parece to
jovem, to relaxado durante o sono, to absolutamente belo. Eu no consigo
acreditar que esse Adonis  meu, todo meu.
        Hmm... Alcanando, eu timidamente acaricio o peito dele, passando minhas
mos atravs do punhado de cabelo, e ele no se mexe. Caraca. Eu no posso
acreditar. Ele  realmente meu, por alguns momentos preciosos. Eu me inclino e
carinhosamente beijo uma de suas cicatrizes. Ele geme baixinho, mas no acorda,
e eu sorrio. Eu beijo outra vez e seus olhos abrem.
        - Oi. - Eu sorrio para ele, culpada.
        - Oi, - ele responde com cautela. - O que voc est fazendo?
        - Olhando para voc. - Eu corro meus dedos para baixo, por sua trilha da
felicidade. Ele captura a minha mo, aperta os olhos, ento sorri um sorriso
brilhante de Christian  vontade, e eu relaxo. Meu toque secreto permanece em
segredo.
        Oh... por que voc no vai me deixar toc-lo?
        De repente, ele se move em cima de mim, pressionando-me para o colcho,
as mos nas minhas, avisando-me. Acaricia meu nariz com o dele.
        - Eu acho que o que voc est fazendo no  bom, Srta. Steele, - ele me
acusa, mas seu sorriso permanece.

 

        - Eu gosto de no ser boa perto de voc.
        - Voc gosta? - Ele pergunta ele e beija-me de leve nos lbios. - Sexo ou
caf da manh? - Ele pergunta, seus olhos esto escuros, mas cheios de humor.
Sua ereo est cavando em mim, e eu inclino minha plvis at encontr-lo.
        - Boa escolha, - ele murmura contra a minha garganta, depois ele
arrasta beijos at meus seios.

        Eu estou na minha cmoda, olhando para meu espelho, tentando
convencer o meu cabelo a ter alguma semelhana de estilo, realmente,  muito
longo. Estou de jeans e uma camiseta, e Christian, recm banhado, veste-se atrs
de mim. Eu olho para o seu corpo com fome.
        - Quantas vezes voc se exercita? - Eu pergunto.
        - Cada dia da semana, - ele diz, abotoando a braguilha.
        - O que voc faz?
        - Corrida, pesos, kickbox. - Ele encolhe os ombros.
        - Kickbox?
        - Sim, eu tenho um personal trainer, um ex-competidor olmpico, que me
ensina. Seu nome  Claude. Ele  muito bom. Voc gostaria dele.
        Eu me viro para olhar para ele, enquanto ele comea a abotoar sua camisa
branca.
        - O que quer dizer que eu gostaria dele?
        - Voc gostaria de t-lo como treinador.
        - Por que eu preciso de um personal trainer? Eu tenho voc para me
manter em forma. - Eu sorrio para ele.
        Ele se move e envolve seus braos em volta de mim, seus olhos escuros
encontram os meus no espelho.
        -Mas eu quero que voc se exercite, querida, para o que eu tenho em
mente. Eu preciso de voc saudvel e forte.
        Eu coro como as lembranas de sua sala de jogos em minha mente. Sim... o

 

Quarto Vermelho da Dor  exaustivo. Ser que ele vai me deixar voltar l? Eu
quero voltar?
        Claro que sim! Minha deusa interior grita para mim de sua espreguiadeira.
        Olho em seus insondveis e hipnotizantes olhos cinzentos.
        - Voc quem sabe... - ele passa sua boca em mim.
        Eu coro, e o pensamento indesejvel de Leila continua a invadir de forma
invejosa e indesejvel, minha mente. Eu pressiono meus lbios e Christian franze
a testa para mim.
        - O qu? - Ele pergunta, preocupado.
        - Nada. - Sacudo a cabea para ele. - Ok, eu vou conhecer Claude.
        - Voc vai? - O rosto de Christian se ilumina, em atnita descrena. Sua
expresso me faz sorrir. Ele parece que ganhou na loteria, embora Christian
provavelmente nunca comprou um bilhete, ele no tem necessidade.
        - Sim, caramba... se isso te faz to feliz, - eu zombo.
        Ele aperta os braos em volta de mim e beija minha bochecha.
        - Voc no tem ideia, - ele sussurra. - Ento, o que voc gostaria de
fazer hoje? - Ele me fua, enviando arrepios deliciosos atravs de meu corpo.
        - Eu gostaria de cortar meu cabelo, e hum... Eu preciso depositar um
cheque e comprar um carro.
        - Ah, - ele diz conscientemente e morde o lbio. Tirando uma mo de
cima de mim, ele enfia a mo no bolso do jeans e pega a chave do meu pequeno
Audi.
        - Est aqui, - ele diz calmamente, a sua expresso  incerta.
        - O que quer dizer, est aqui? - Cara. Eu pareo com raiva. Droga. Eu
estou com raiva. Meu subconsciente olha pra ele. Como ele se atreve!
        - Taylor trouxe de volta ontem.
        Eu abro a minha boca e em seguida fecho, eu repito o processo mais duas
vezes, mas estou sem fala. Ele est me dando de volta o carro. Droga dupla. Por
que eu no previ isso? Bem, dois podem jogar esse jogo. Eu pesco no bolso de trs
da minha cala jeans e puxo o envelope com o cheque.
        - Aqui, este  seu.
        Christian olha para mim intrigado, ento reconhece o envelope, levanta as
duas mos e vai para longe de mim.

 

        - Oh, no. Esse dinheiro  o seu.
        - No, no . Eu gostaria de comprar o carro de voc.
        Sua expresso muda completamente. Fria, sim, a fria varre o seu rosto.
        - No, Anastsia. Seu dinheiro, seu carro, - ele se encaixa em mim.
        - No, Christian. Meu dinheiro, seu carro. Eu vou comprar de voc.
        - Eu lhe dei o carro como presente de formatura.
        - Se voc tivesse me dado uma caneta, seria um presente de formatura
adequado. Voc me deu um Audi.
        - Voc realmente quer discutir isso?
        - No.
        - Bom, aqui esto s chaves. - Ele as coloca sobre a cmoda.
        - Isso no  o que eu quis dizer!
        - Fim da discusso, Anastsia. No me empurre.
        Eu fao uma cara feia para ele, ento a inspirao me bate. Tomando o
envelope, eu o rasgo em dois, depois em dois novamente e solto o contedo no meu
cesto de lixo. Oh, isso me faz sentir bem.
        Christian olha para mim, impassvel, mas sei que acabei de acender o pavio
de plvora e devo ficar bem longe. Ele acaricia o queixo.
        - Est, como sempre, me desafiando, Srta. Steele, - ele diz secamente.
Ele vira as costas e sai para a sala. Esta no  a reao que eu esperava. Eu estava
antecipando o Armagedon em escala completa. Olho para mim no espelho e dou de
ombros, e decido fazer um rabo de cavalo.
        A minha curiosidade  aguada. O que Cinquenta est fazendo? Eu o sigo
para a sala, e ele est no telefone.
        - Sim, vinte e quatro mil dlares. Diretamente.
        Ele olha para mim, ainda impassvel.
        - timo... Segunda-feira? Excelente... No, s isso, Andrea.
        Ele desliga o telefone.
        - Ser depositado em sua conta bancria na segunda-feira. No brinque
comigo. - Ele est fervendo de raiva, mas eu no me importo.
        - Vinte e quatro mil dlares - Estou quase gritando. - E como voc sabe
o nmero de minha conta?
        Minha ira pega Christian de surpresa.

 

        - Eu sei tudo sobre voc, Anastsia, - ele diz calmamente.
        - De forma nenhuma meu carro vale vinte e quatro mil dlares.
        - Concordo com voc, mas se trata de conhecer o seu mercado, se voc
est comprando ou vendendo. Algum louco l fora, caiu uma armadilha mortal e
estava disposto a pagar essa quantia em dinheiro. Aparentemente,  um clssico.
Pergunte a Taylor se voc no acredita em mim.
        Eu olhei ameaadoramente para ele e ele olhou ameaadoramente de volta,
dois loucos furiosos e teimosos, olhando um para o outro.
        E eu sinto isso, a corrente de eletricidade entre ns  tangvel, atraindo-nos
um para o outro. De repente, ele me agarra e me empurra contra a porta, a sua
boca est na minha, reivindicando-me avidamente, uma mo no meu traseiro me
pressionando para sua virilha e outra na nuca, no meu cabelo, puxando minha
cabea para trs. Meus dedos esto em seu cabelo, torcendo duro, segurando-o
para mim. Ele esfrega o seu corpo em mim, aprisionando-me, sua respirao est
irregular. Eu o sinto. Ele me quer, eu estou embriagada, tremendo de excitao,
enquanto reconheo a sua necessidade de mim.
        - Por que, por que voc me desafia? - Ele murmura entre seus beijos
quentes.
        Meu sangue esquenta em minhas veias. Ser que ele vai ter sempre esse
efeito sobre mim? E eu para ele?
        - Porque eu posso. - Eu estou ofegante. Eu me sinto melhor ao sentir o
seu sorriso no meu pescoo, e ele pressiona a testa em mim.
        - Senhor, eu quero te tomar agora, mas eu estou sem preservativos. Eu
nunca me canso de voc. Voc  de enlouquecer, mulher enlouquecedora.
        - E voc me deixa louca, - eu sussurro. - Em todos os sentidos.
        Ele balana a cabea.
        - Venha. Vamos sair para tomar o caf da manh. E eu conheo um lugar
onde voc pode cortar seu cabelo.
        - Ok, - eu concordo e foi assim, que nossa luta acabou.


 

        - Eu vou querer isso. - Eu pego a conta do caf da manh antes que ele
pague.
        Ele franze a testa para mim.
        - Voc tem que ser rpido por aqui, Grey.
        - Voc est certa, eu serei, - ele diz amargamente, embora eu ache que
ele est me provocando.
        - No me olhe atravessado. Eu estou vinte e quatro mil dlares mais rica
esta manh. Eu posso pagar, - Eu olho para a conta, vinte e dois dlares e
sessenta e sete centavos pelo caf da manh.
        - Obrigado, - ele diz a contragosto. Ah, o garoto mal-humorado est de
volta.
        - Onde agora?
        - Voc realmente quer cortar seu cabelo?
        - Sim, eu olho para ele.
        - Voc est linda para mim. Voc sempre est.
        Eu coro e olho para os meus dedos entrelaados no meu colo.
        - E a festa do seu pai esta noite.
        - Lembre-se,  com roupa  rigor.
        Oh Meu Deus.
        - Onde ser?
        - Na casa dos meus pais. Eles tm uma marquise. Voc sabe, as obras.
        - Qual  a caridade?
        Christian esfrega as mos em suas coxas, parecendo desconfortvel.
        -  um programa de reabilitao de drogas para pais com crianas
pequenas chamadas Coping Together.
        - Soa como uma boa causa, - eu digo baixinho.
        - Vem, vamos embora. - Ele se levanta, parando efetivamente o tema de
nossa conversa e me oferece sua mo. Quando eu a pego, ele aperta os dedos em
torno de mim.
 estranho. Ele demonstra tanto afeto em algumas vezes, e em outras  to

 

fechado. Ele me leva para fora do restaurante, e caminhamos pela rua.  uma
manh linda, leve. O sol est brilhando, e o ar cheira a caf e po acabado de sair
do forno.
        - Aonde vamos?
        - Surpresa.
        Ah, ok. Eu realmente no gosto de surpresas.
        Andamos por dois quarteires, e as lojas tornam-se decididamente mais
exclusivas. Eu ainda no tive a oportunidade de explorar, mas isso realmente  ao
virar da esquina de onde eu moro. Kate vai ficar satisfeita. H uma abundncia de
pequenas lojas para alimentar a sua paixo por moda. Na verdade, eu preciso
comprar algumas saias para o trabalho.
        Christian para na frente de um grande salo de beleza, de aparncia chique
e abre a porta para mim. Chama-se Esclava. O interior  todo branco e couro. Na
recepo de um branco puro se senta uma jovem loira com um uniforme branco.
Ela olha para cima  medida que entramos.
        - Bom dia, Sr. Grey, - ela diz com brilho, a cor crescendo em seu rosto,
enquanto ela pisca seus clios para ele.  o efeito Grey, mas ela o conhece! Como?
        - Ol Greta.
        E ele a conhece. O que  isso?
        -  o de costume, senhor? - Ela pede educadamente. Ela est usando
batom rosa pink.
        - No, - ele diz rapidamente, com um olhar nervoso para mim.
        O de sempre? O que significa isso?
        Caralho!  a Regra n 6, e o maldito salo de beleza. Todas as regras sobre
depilao a cera... merda!
        Este  o lugar onde ele trouxe todas as suas subs? Talvez Leila, tambm? O
que diabos eu vou fazer com isso?
        - A Srta. Steele vai dizer o que ela quer.
        Eu olho para ele. Ele est introduzindo as regras com discrio. Eu j
concordei com o personal trainer, agora isso?
        - Por que aqui? - O acuso.
        - Sou dono deste lugar, e de mais trs como este.
        - Voc  o dono? - Eu suspiro de surpresa. Bem, isso  inesperado.

 

        - Sim.  uma linha alternativa. Enfim, o que voc quiser, voc pode t-lo
aqui, por conta da casa. Todos os tipos de massagens; sueca, shiatsu, pedras
quentes, reflexologia, algas, tratamento facial, todas essas coisas para as
mulheres, tudo. Tudo isso  feito aqui. - Ele acena a mo com dedos longos, com
desdm.
        - Depilao?
        Ele ri.
        - Sim depilao tambm. Em todos os lugares, - ele sussurra
conspirador, curtindo o meu desconforto.
        Eu coro e olho para Greta, que est olhando para mim com expectativa.
        - Eu gostaria de um corte de cabelo, por favor.
        - Certamente, Srta. Steele.
        Greta  toda batom pink e eficincia germnica em movimento, ela verifica
a tela do seu computador.
        - Franco estar livre em cinco minutos.
        - Franco  bom, - Christian diz para mim, me tranquilizando. Eu estou
tentando absorver tudo isso em minha cabea. Christian Grey,  CEO de uma
cadeia de sales de beleza.
        Eu olho para ele, e de repente ele empalidece com algo, ou algum, que
chamou sua ateno. Viro-me para ver para onde ele est olhando, e  direita, na
parte de trs do salo, uma loira platinada e elegante apareceu, fechando a porta
atrs dela e est falando com um dos cabeleireiros.
        A loira platinada  alta, bronzeada, encantadora, e na casa dos trinta ou
quarenta anos ou mais,  difcil dizer. Ela est usando o mesmo uniforme que
Greta, mas em preto. Ela parece impressionante. Seu cabelo brilha como uma
urea, cortado no estilo Chanel. Quando ela se vira, ela avista Christian e sorri
para ele, um sorriso deslumbrante de reconhecimento quente.
        - Desculpe-me, - Christian murmura s pressas.
        Ele anda rapidamente pelo salo, passando pelos cabeleireiros todos
vestindo brancos, alm dos estagirios nas pias, e se aproxima dela, longe demais
para que eu possa ouvir a conversa. A loira platinada o cumprimenta com carinho
bvio, beijando suas duas faces, as mos descansando em seus braos, e eles
conversam animadamente juntos.

 

        - Srta. Steele?
        Greta a recepcionista est tentando chamar minha ateno.
        - Espere um momento, por favor. - Eu assisto Christian, fascinada.
        A loira platinada se vira e olha para mim, e me d o mesmo sorriso
deslumbrante, como se ela me conhecesse. Eu sorrio de volta educadamente.
        Christian parece chateado com alguma coisa. Ele fala com ela, e ela
concorda, segurando suas mos e sorrindo para ele. Ele est sorrindo para ela, 
evidente que eles se conhecem bem. Talvez eles tenham trabalhado juntos por
muito tempo? Talvez ela dirigisse o lugar, afinal, ela tem um olhar de autoridade.
        Em seguida, algo me bate como uma avalanche, e bem do fundo do meu
corao, eu sei quem ela . Deslumbrante, mais velha e bonita.
         a Sra. Robinson.

 

Captulo 05
        - Greta, com quem o Sr. Grey est falando? - Meu couro cabeludo est
tentando deixar minha cabea. Estou toda arrepiada pela apreenso, e meu
subconsciente est gritando para mim segui-lo. Mas eu pareo indiferente o
suficiente.
        - Oh,  a Sra. Lincoln. Ela  proprietria do lugar com o Sr. Grey. - Greta
parece mais do que feliz em compartilhar.
        - Sra. Lincoln? - Eu pensei que a Sra. Robinson tinha se divorciado.
Talvez ela tenha se casado com algum pobre coitado.
        - Sim. Ela normalmente no est aqui, mas um dos nossos tcnicos est
doente hoje, ento ela est no lugar.
        - Voc sabe o primeiro nome da Sra. Lincoln?
        Greta olha para mim, franzindo a testa e franze os lbios brilhantes de rosa
pink, questionando a minha curiosidade. Merda, talvez este seja um passo longo
demais.
        - Elena, - ela diz, quase relutantemente.
        Estou inundada por uma estranha sensao de alvio, minha intuio no
me deixou na mo.
        Sentido de aranha?9 Meu subconsciente bufa, sentido contra pedfilos.
        Eles ainda esto no fundo, discutindo. Christian est falando rapidamente
com Elena, e ela parece preocupada, balanando a cabea, faz caretas, e balana a
cabea. Estende a mo, ela esfrega o brao suavemente enquanto morde o lbio.
Outro aceno de cabea, e ela olha para mim e oferece-me um pequeno sorriso
tranquilizador.
        Eu s posso olhar para ela com o rosto impassvel. Eu acho que estou em
choque. Como ele pode me trazer aqui?
9        Referente ao homem aranha e seus poderes.

 

        Ela murmura algo para Christian, e ele olha em minha direo,
brevemente, em seguida, volta-se para ela e responde. Ela balana a cabea, e eu
acho que ela est desejando-lhe sorte, mas minhas habilidades em leitura de
lbios no so altamente desenvolvidas.
        Cinquenta caminha de volta para mim, com ansiedade em seu rosto.
Caramba.. A Sra. Robinson retorna para a sala dos fundos, fechando a porta atrs
dela.
        Christian faz uma carranca. - Voc est bem? - Ele pergunta, mas sua
voz  tensa, cautelosa.
        - No realmente. Voc no queria me apresentar? - Minha voz soa fria,
dura.
        Sua boca abre, ele olha como se eu tivesse puxado o tapete debaixo dos
seus ps.
        - Mas eu pensei...
        - Para um homem brilhante, s vezes... - Faltam-me palavras. - Eu
gostaria de ir, por favor.
        - Por qu?
        - Voc sabe por qu. - Eu reviro os olhos.
        Ele olha para mim, com os olhos ardendo.
        - Sinto muito, Ana. Eu no sabia que ela estaria aqui. Ela nunca est
aqui. Ela abriu uma nova filial no Bravern Center, e  l que ela est
habitualmente. Algum estava doente hoje.
        Eu giro nos calcanhares e me dirijo para a porta.
        - Ns no precisamos do Franco, Greta, - Christian se dirige para fora da
porta. Eu tenho que suprimir o impulso de correr. Eu quero correr rpido e para
longe. Eu tenho uma vontade imensa de chorar. Eu s preciso estar longe de tudo,
antes de foder tudo isso.
        Christian caminha silenciosamente ao meu lado, enquanto eu tento
meditar sobre tudo isso. Envolvendo meus braos protetoramente em volta de
mim, eu mantenho minha cabea para baixo, evitando as rvores na Segunda
Avenida. Sabiamente, ele no faz nenhum movimento para me tocar. Minha mente
est fervilhando de perguntas no respondidas. Ser que o Sr. Evasivo vai
confessar?

 

        - Voc costumava levar suas subs l? - Eu disparo.
        - Algumas delas, sim, - ele diz calmamente, seu tom de voz est cortado.
        - Leila?
        - Sim.
        - O lugar parece muito novo.
        - Foi reformado recentemente.
        - Eu vejo. Ento a Sra. Robinson conheceu todas as suas submissas.
        - Sim.
        - Ser que elas sabem sobre ela?
        - No. Nenhuma delas sabe. S voc.
        - Mas eu no sou sua sub.
        - No, voc definitivamente no .
        Eu paro para enfrent-lo. Seus olhos esto arregalados, com medo. Seus
lbios so pressionados em uma linha dura e intransigente.
        - Voc pode ver o quo fodido  isso? - Eu disparo para ele, minha voz
est baixa.
        - Sim. Sinto muito. - Ele parece arrependido.
        - Eu quero cortar meu cabelo, de preferncia em algum lugar onde voc
no tenha fodido o pessoal ou a clientela.
        Ele recua.
        - Agora, se voc vai me desculpar.
        - Voc no est correndo. Est? - Ele pergunta.
        - No, eu s quero um maldito corte de cabelo. Em algum lugar em que eu
possa fechar os olhos, ter algum para lavar meu cabelo, e esquecer toda essa
bagagem que acompanha voc.
        Ele passa a mo pelos cabelos. - Eu posso chamar Franco para ir para o
apartamento, ou o seu, - ele diz calmamente.
        - Ela  muito atraente.
        Ele pisca.
        - Sim, ela .
        - Ela ainda est casada?
        - No. Ela se divorciou a cerca de cinco anos atrs.
        - Por que voc no est com ela?

 

        - Porque tudo acabou entre ns. Eu j lhe disse isso. - Sua testa se
enruga repentinamente. Ele pega o seu Blackberry para fora do bolso do palet.
Deve estar vibrando porque eu no ouvi tocar.
        - Welch, - ele se endireita, ento escuta. Estamos de p na Segunda
Avenida, e eu olho na direo da rvore na minha frente, e suas mais recentes
folhas verdes.
        Pessoas agitadas passam por ns, perdidas em suas tarefas matinais de
sbado. Sem dvida, contemplando seus prprios dramas pessoais. Eu me
pergunto se eles incluem assdio de ex-submissas, deslumbrantes ex-
Dominadoras, e um homem que no tem nenhum conceito de privacidade sob a lei
dos Estados Unidos.
        - Morto em um acidente de carro? Quando? - Christian interrompe meu
devaneio.
        Ah, no. Quem? Eu ouo mais de perto.
        - Esta  a segunda vez que aquele bastardo est sendo comunicativo. Ele
deve saber. Ser que ele no tem sentimentos por ela? - Christian balana a
cabea com desgosto. - Isso est comeando a fazer sentido... no... explica por
que, mas no onde. - Christian olha ao nosso redor como se procurasse alguma
coisa, e eu me vejo refletindo suas aes. Nada me chama a ateno. No so
apenas os consumidores, o trnsito e as rvores.
        - Ela est aqui, - Christian continua. - Ela est nos observando... Sim...
No. Dois ou quatro, 247... Eu no abordei isso ainda. - Christian olha para mim
diretamente.
        Abordar o qu? Eu franzo a testa para ele, e ele me observa cautelosamente.
        - O que... - Ele sussurra e empalidece e arregalando os olhos. - Eu vejo.
Quando?... Recentemente? Mas como?... No verificaram os antecedentes?... Eu
vejo. E-mail com o nome, endereo e fotos se as tiver... 247, a partir desta tarde.
Ligue para o Taylor. - Christian desliga.
        - Bem? - Peo, exasperada. Ser que ele vai me dizer?
        - Era Welch.
        - Quem  Welch?
        - Meu assessor de segurana.
        - Ok. Ento o que aconteceu?

 

        - Leila deixou o marido cerca de trs meses e fugiu com um cara que foi
morto em um acidente de carro h quatro semanas.
        - Oh.
        - O psiquiatra idiota deveria ter constatado isso, - ele diz, irritado. - O
luto,  algo assim. Venha. - Ele estende a mo, e eu automaticamente coloco a
minha na sua, antes de arrebat-la de novo.
        - Espere um minuto. Estvamos no meio de uma discusso, sobre ns.
Sobre ela, sua Sra. Robinson.
              O rosto de Christian endurece. - Ela no  minha Sra. Robinson.
Podemos falar sobre isso em sua casa.
        - Eu no quero ir para casa. Eu quero cortar meu cabelo! - Eu grito. Se
eu puder me concentrar apenas em uma coisa...
        Ele pega seu Blackberry no bolso novamente e disca um nmero. - Greta,
Christian Grey. Eu quero Franco na minha casa em uma hora. Pergunte a Sra.
Lincoln... Bom. - Ele coloca o telefone longe. - Ele est vindo.
        - Christian... ! - Eu balbucio, exasperada.
        - Anastsia, Leila est, obviamente, sofrendo um surto psictico. Eu no
sei se ela est atrs de mim ou de voc, ou o quanto ela est preparada para ir.
Ns vamos para a sua casa, pegar suas coisas, e voc pode ficar comigo at que a
tenhamos rastreado.
        - Por que eu iria querer fazer isso?
        - Para que eu possa mant-la segura.
        - Mas...
        Ele olha pra mim.
        - Voc vai para o meu apartamento, nem que eu tenha que arrast-la
pelos cabelos.
        Eu fico de boca aberta... isso  inacreditvel. Cinquenta Tons em Glorioso
Technicolor.
        - Eu acho que voc est exagerando.
        - Eu no. Podemos continuar nossa discusso em meu apartamento.
Venha.
        Cruzo os braos e olho para ele. Isto j foi longe demais.
        - No, - eu afirmo teimosamente. Eu tenho que tomar uma posio.

 

        - Voc pode caminhar ou eu posso carreg-la. Eu no me importo de
qualquer forma, Anastsia.
        - Voc no ousaria. - Eu fao uma cara feia para ele. Certamente ele no
iria fazer uma cena na Segunda Avenida?
        Ele meio que sorri para mim, mas o sorriso no alcanou seus olhos.
        - Oh, querida, ns dois sabemos que, se voc me desafiar, eu vou estar
muito feliz em revidar.
        Ns nos olhamos zangados, e de repente ele desce, abraa as minhas coxas
e levanta-me. Antes que eu perceba, eu estou por cima do seu ombro.
        - Ponha-me no cho! - Eu grito. Oh,  bom gritar.
        Ele comea a caminhar a passos largos ao longo da Segunda Avenida, me
ignorando. Segurando seu brao firmemente ao redor minhas coxas, ele esmaga
meu traseiro com a mo livre.
        - Christian, - eu grito. As pessoas esto olhando. Poderia ser mais
humilhante? - Eu vou andar! Eu vou andar.
        Ele me coloca para baixo, e antes que ele mesmo fique em p, eu piso fora
na direo do meu apartamento, fervendo, ignorando-o. Claro, ele est ao meu
lado em alguns momentos, mas eu continuo a ignor-lo. O que eu vou fazer?
Estou to irritada, mas eu nem tenho certeza se estou com raiva ainda, no muito.
        Enquanto fao meu caminho de volta para casa, fao uma lista mental:
        1. Carregada nos ombros - inaceitvel para qualquer pessoa com idade
superior a seis.
        2. Levar-me ao salo de beleza que ele possui com a sua ex-amante - o
quo estpido ele pode ser?
        3. O mesmo lugar que levou suas submissas - mesma estupidez, duas
vezes.
        4. No perceber que esta era uma ideia ruim - e ele  supostamente um
cara brilhante.
        5. Ter ex-namoradas loucas. - Posso culp-lo por isso? Estou to furiosa,
sim, eu posso.
        6. Saber o nmero da minha conta bancria -  simplesmente muito
estranho.
        7. Comprar a SIP - ele tem mais dinheiro do que eu imaginava.

 

        8. Insistir para eu ficar com ele, a ameaa de Leila deve ser pior do que ele
temia... ele no mencionou isso ontem.
        Oh no, ento compreendo. Alguma coisa mudou. O que poderia ser? Eu
paro e Christian para comigo.
        - O que aconteceu? - Eu exijo.
        Ele franze a testa.
        - O que voc quer dizer?
        - Com a Leila.
        - Eu j lhe disse.
        - No, voc no disse. H algo mais. Voc no insistiu para que eu fosse
para o seu apartamento ontem. Ento o que aconteceu?
        Ele se mexe desconfortavelmente.
        - Christian! Diga-me! - Eu disparo.
        - Ela conseguiu obter uma licena de armas ontem.
        Oh merda. Eu olho para ele, piscando, e sinto o sangue abandonar meu
rosto, enquanto eu absorvo esta notcia. Eu posso desmaiar. Suponhamos que ela
queira mat-lo? No.
        - Isso significa que ela pode simplesmente comprar uma arma, - eu
sussurro.
        -Ana, - ele diz, sua voz est cheia de preocupao. Ele coloca as mos
sobre meus ombros, puxando-me perto dele. - Eu no acho que ela vai fazer nada
estpido, mas, eu s no quero correr esse risco com voc.
        - Nem eu... com voc? - eu sussurro.
        Ele franze a testa para mim, e eu envolvo meus braos ao redor dele e o
abrao duro, o meu rosto contra seu peito. Ele no parece se importar.
        - Vamos voltar, - ele murmura, e ele se abaixa e beija o meu cabelo, e
isso  tudo. Todo o meu furor se foi, mas no foi esquecido. Dissipado sob a
ameaa de algum mal que vem para Christian. O pensamento  insuportvel.


 

        Eu solenemente embalo uma pequena caixa e coloco o meu Mac, o
Blackberry, o meu iPad, Charlie Tango vai na minha mochila.
        - Charlie Tango vai, tambm? - Christian pergunta.
        Concordo com a cabea e ele me d um pequeno sorriso, indulgente.
        - Ethan estar de volta tera-feira, - Eu murmuro.
        - Ethan?
        - O irmo de Kate. Ele vai ficar aqui at encontrar um lugar em Seattle.
        Christian olha para mim fixamente, mas noto um tom de frieza em seus
olhos.
        - Bem,  bom que voc ficar comigo. D-lhe mais espao, - ele diz
calmamente.
        - Eu no sei se ele tem as chaves. Vou precisar estar de volta para isso.
        Christian olha para mim, impassvel, mas no diz nada.
        - Isso  tudo.
        Ele agarra minha maleta, e dirigimo-nos para a porta.  medida que ns
caminhamos para a parte traseira do edifcio, para o estacionamento, eu percebo
que estou olhando por cima do meu ombro. Eu no sei se estou paranoica, ou se
algum realmente est me observando. Christian abre a porta do passageiro do
Audi e olha para mim com expectativa.
        - Voc vai entrar? - Ele pergunta.
        - Eu pensei que eu ia dirigir.
        - No. Eu vou dirigir.
        - Algo de errado com a minha forma de dirigir? No me diga que voc sabe
qual foi minha pontuao no exame de conduo... Eu no ficaria surpresa com
suas tendncias de bisbilhotar. - Talvez ele saiba que eu raspando no exame
escrito.
        - Entre no carro, Anastsia, - ele dispara, com raiva.
        - Ok. - Eu entro s pressas. Honestamente, voc vai relaxar?
        Talvez ele tenha o mesmo sentimento desconfortvel, tambm. Alguma
sentinela escura est nos observando, uma morena plida com olhos castanhos
que tem uma estranha semelhana com sua me verdadeira e, possivelmente, uma
arma de fogo escondida.

 

        Christian sai para o trfego.
        - Todas as suas submissas eram morenas?
        Ele franze a testa e olha para mim rapidamente.
        - Sim, - ele resmunga. Ele parece incerto, e imagino o que ele est
pensando, onde ela quer ir com isso?
        - Eu s queria saber.
        - Eu disse a voc. Eu prefiro as morenas.
        - A Sra. Robinson no  morena.
        - Isso provavelmente  o porqu, - ele resmunga. -Ela me estragou para
loiras, para sempre.
        - Voc est brincando, - me engasgo.
        - Sim. Eu estou brincando, - ele responde, exasperado.
        Eu olho impassvel para fora da janela, vendo morenas em toda parte,
nenhum delas  Leila, no entanto.
        Ento, ele s gosta de morenas. Eu me pergunto por qu? Ser que a Sra.
Extraordinariamente Glamorosa apesar de ser velha Robinson realmente o
estragou para loiras? Sacudo a cabea, Christian Confunde Mentes Grey.
        - Fale-me sobre ela.
        - O que voc quer saber? - A testa de Christian franziu, e seu tom de voz
tenta avisar-me.
        - Conte-me sobre o seu acordo de negcios.
        Ele visivelmente relaxa, feliz em falar sobre o trabalho.
        - Eu sou um parceiro silencioso. Eu no estou particularmente
interessado no negcio de beleza, mas ela construiu um empreendimento de
sucesso. Eu s investi e ajudei a comear.
        - Por qu?
        - Eu devia isso a ela.
        - Ah?
        - Quando eu sa de Harvard, ela me emprestou cem mil para iniciar o meu
negcio.
        Puta merda... ela  rica tambm.
        - Voc largou a faculdade?
        - No era coisa para mim. Eu fiz dois anos. Infelizmente, meus pais no

 

foram to compreensivos.
        Eu franzo a testa. O Sr. Grey e Dra. Grace Trevelyan desaprovaram, no
posso imaginar isso.
        - Voc no parece ter feito muito mal em abandonar. Qual era o seu
curso?
        - Poltica e economia.
        Hmm... Eu devia imaginar.
        - Ento ela  rica? - Eu murmuro.
        - Ela era uma esposa trofu entediada, Anastsia. Seu marido era rico,
magnata da madeira. - Ele sorriu. - Ele no a deixava trabalhar. Voc sabe, ele
estava controlando. Alguns homens so assim. - Ele me d um sorriso lateral
rpido.
        - Srio? Um homem controlador, certamente uma criatura mtica? - Eu
acho que no posso colocar mais sarcasmo em minha resposta.
        O sorriso de Christian se torna maior.
        - Ela lhe emprestou o dinheiro do marido?
        Ele balana a cabea e um pequeno sorriso malicioso aparece em seus
lbios.
        - Isso  terrvel.
        - Ele conseguiu sua vingana, - Christian diz sombriamente, enquanto
ele puxa para a garagem subterrnea no Escala.
        Oh?
        - Como?
        Christian balana a cabea como se recordando uma memria
particularmente azeda e estaciona ao lado do SUV Audi Quattro.
        - Venha, Franco estar aqui em breve.

Esperando o elevador, Christian se aproxima de mim.
- Ainda com raiva de mim? - Ele pergunta com naturalidade.

 

        - Muito.
        Ele acena com a cabea.
        - Tudo bem, - ele diz, e olha para frente.
        Taylor est esperando por ns quando chegamos ao vestbulo. Como ele
sempre sabe? Ele pega a minha maleta.
        - Welch j entrou em contato? - Christian pergunta.
        - Sim, senhor.
        - E?
        - Tudo est arranjado.
        - Excelente. Como est sua filha?
        - Ela est bem, obrigado, senhor.
        - timo. Estamos esperando um cabeleireiro, chama-se Franco De Luca.
        - Srta. Steele, - Taylor acena para mim.
        - Oi, Taylor. Voc tem uma filha?
        - Sim, senhora.
        - Quantos anos ela tem?
        - Ela tem sete.
        Christian olha para mim com impacincia.
        - Ela vive com a me, - esclarece Taylor.
        - Oh, eu entendo.
        Taylor sorri para mim. Isto  inesperado. Taylor  pai? Eu sigo Christian
para a grande sala, intrigada com essa informao.
        Olho ao redor. Eu no venho aqui desde que eu sa.
        - Voc est com fome?
        Sacudo a cabea. Christian olha para mim por um momento e decide no
discutir.
        - Eu tenho que fazer algumas ligaes. Sinta-se em casa.
        - Ok.
        Christian desaparece em seu estdio, deixando-me em p na grande galeria
de arte que ele chama de casa e perguntando o que vou fazer.
        Roupa! Pegando minha mochila, eu subo as escadas para o meu quarto e
vou conferir o armrio.  ainda est cheio de roupas, tem de tudo. Novas, ainda
com etiquetas de preo. Trs vestidos longos de noite, trs vestidos de cocktail, e

 

mais trs para uso dirio. Tudo isso deve ter custado uma fortuna.
        Eu verifico a etiqueta em um dos vestidos de noite: 2.998 dlares. Puta
merda. Eu afundo no cho.
        Esta no sou eu. Eu coloquei minha cabea em minhas mos e tentei
processar as ltimas horas.  cansativo. Por que, oh por que eu tinha que ficar
cada por algum que  simplesmente de outro mundo: bonito, sexy pra caralho,
mais rico que Creso10, e louco com L maisculo?
        Eu pego meu Blackberry na minha mochila e ligo para minha me.
        - Ana, querida! Faz tanto tempo. Como voc est, querida?
        - Oh, voc sabe...
        - O que h de errado? Voc ainda est com o Christian?
        - Me,  complicado. Eu acho que ele  louco. Esse  o problema.
        - Fale-me sobre isso. Homens, s vezes no h como entend-los. Bob est
se perguntando se a nossa mudana para a Gergia foi uma coisa boa.
        - O qu?
        - Sim, ele est falando em voltar para Las Vegas.
        Ah, algum tem problemas. Eu no sou a nica.
        Christian aparece na porta.
        - A est voc. Eu pensei que voc tinha fugido. - Seu alivio  bvio.
        Eu levanto a minha mo para indicar que eu estou no telefone.
        - Desculpe, me, eu tenho que ir. Vou ligar de novo em breve.
        - Ok, querida, se cuide. Te amo!
        - Te amo, muito, mame.
        Eu desligo e olho para Cinquenta. Ele franze a testa, olhando para mim
estranhamente.
        - Por que voc est se escondendo a? - Ele pergunta.
        - Eu no estou me escondendo. Estou desesperada.
        - Desesperada?
        - Com tudo isto, Christian. - Eu aceno minha mo na direo das
roupas.
        - Posso entrar?
10        O ltimo rei da Ldia, da Dinastia Mermnada, (560-546 a.C.), filho e sucessor de Aliates que morreu em 560 a.C..
Submeteu as principais cidades da Anatlia (salvo a cidade de Mileto).

 

        - O armrio  seu.
        Ele franze a testa novamente e senta-se, de pernas cruzadas, de frente para
mim.
        - So apenas roupas. Se voc no gosta delas eu vou devolve-las.
        - Voc  uma responsabilidade muito grande, sabia?
        Ele pisca para mim e esfrega o queixo... o queixo spero. Meus dedos
coam para toc-lo.
        - Eu sei. Eu estou tentando, - ele murmura.
        - Voc est tentando muito.
        - Como voc, Srta. Steele.
        - Por que voc est fazendo isso?
        Seus olhos se arregalam e retorna para um olhar cauteloso.
        - Voc sabe por qu.
        - No, eu no sei.
        Ele passa a mo pelos cabelos. - Voc  uma fmea frustrante.
        - Voc poderia ter uma boa submissa morena. Aquela que diria: 'de que
altura?' a cada vez que voc dissesse para pular, se,  claro, ela teve permisso
para falar. Ento, por que eu, Christian? Eu simplesmente no entendo.
        Ele olha para mim por um momento, e no tenho ideia do que ele est
pensando.
        - Voc me faz olhar para o mundo de forma diferente, Anastsia. Voc no
me quer pelo meu dinheiro. Voc me d... esperana, - ele diz baixinho.
        O qu? O Sr. Enigmtico est de volta.
        - Esperana de qu?
        Ele encolhe os ombros.
        - Mais - Sua voz  baixa e calma. - E voc est certa. Eu estou
acostumado a mulheres fazendo exatamente o que eu digo, quando eu digo,
fazendo exatamente o que eu quero. Isto cansa rapidamente. H algo sobre voc,
Anastsia, que chama por mim em algum nvel profundo, eu no entendo.  um
canto de sereia. Eu no posso resistir a voc, e eu no quero perder voc. - Ele
chega para frente e pega a minha mo. - No corra, por favor, tenha um pouco de
f em mim e um pouco de pacincia. Por favor.
        Ele parece to vulnervel... Caramba,  perturbador. Ficando de joelhos, eu

 

me curvo para frente e beijo-o suavemente nos lbios.
- Ok. F e pacincia, eu posso viver com isso.
- timo. Franco chegou.

        Franco  pequeno, escuro e gay. Eu o amei.
        - Que cabelo bonito! - Ele fala com um escandaloso, provavelmente falso,
sotaque italiano. Eu aposto que ele  de Baltimore ou em algum lugar, mas seu
entusiasmo  contagiante. Christian nos leva para o banheiro, sai s pressas e
volta carregando uma cadeira de seu quarto.
        - Vou deixar vocs dois, - ele resmunga.
        - Grazie, Sr. Grey. - Franco se vira para mim. - Bene, Anastsia, o que
devemos fazer com voc?

        Christian est sentado em seu sof, observando folhas que parecem ser de
clculo. Suave, uma msica clssica deriva atravs da grande sala. Uma mulher
canta apaixonadamente, derramando a sua alma na msica.  de tirar o flego.
Christian olha cima e sorri, distraindo-me da msica.
        - Veja! Eu disse a voc que ele gostaria, - entusiasma-se Franco.
        - Voc est linda, Ana, - Christian diz apreciativo.
        - Meu trabalho "est feito", - Franco exclama.
        Christian levanta e vem em nossa direo.
        - Obrigado, Franco.
        Franco se vira, agarra-me em um enorme abrao de urso, e me d dois
beijos nas minhas bochechas. - Nunca deixe mais ningum cortar o seu cabelo,

 

bellissima Anastsia!
        Eu rio, um pouco envergonhada por sua familiaridade. Christian o
acompanha at a porta de entrada e retorna momentos depois.
        - Estou feliz que voc o manteve longo, - ele diz, enquanto caminha em
minha direo, com os olhos brilhantes. Ele pega um fio entre os dedos.
        - To suave, - ele murmura, olhando para mim. - Voc ainda est brava
comigo?
        Concordo com a cabea e ele sorri.
        - Com o que exatamente voc est brava comigo?
        Reviro os olhos.
        - Voc quer a lista?
        - H uma lista?
        - Uma longa.
        - Podemos discutir isso na cama?
        - No. - Eu fao beicinho para ele, infantilmente.
        - Durante o almoo, ento. Estou com fome, e no apenas de comida, -
ele me d um sorriso lascivo.
        - Eu no vou deixar voc me deslumbrar com o sua pericia sexual.
        Ele sufoca um sorriso.
        - O que est incomodando voc, especificamente, Srta. Steele? Desabafe.
        Ok.
        - O que est me incomodando? Bem, a est a sua brutal invaso a minha
privacidade, o fato de que voc me levou a um lugar onde sua ex-amante trabalha
e que voc costumava levar todas as suas amantes para ter seus corpos depilados,
voc me tratou na rua como se eu tivesse seis anos idade e para coroar tudo, voc
deixou sua Sra. Robinson tocar em voc! - Minha voz elevou-se a um crescendo.
        Ele levanta as sobrancelhas, e seu bom humor desaparece.
        -  uma lista muito grande. Mas s para esclarecer mais uma vez, ela no
 minha Sra. Robinson.
        - Ela pode tocar em voc, - eu repito.
        Ele aperta seus lbios.
        - Ela sabe onde.
        - O que isso significa?

 

        Ele corre as duas mos pelo seu cabelo e fecha os olhos brevemente, como
se estivesse em busca de uma orientao divina. Ele engole em seco.
        - Voc e eu no temos nenhuma regra. Eu nunca tive uma relao sem
regras, e eu nunca sei onde voc vai me tocar. Deixa-me nervoso. Seu toque
completamente... - Ele para, procurando as palavras. - Significa apenas mais...
muito mais.
        Mais? Sua resposta  completamente inesperada, me chocando, me
abalando, e h essa palavrinha com o grande significado pendurada entre ns
novamente.
        Meu toque significa... mais. Caralho. Como eu devo resistir quando ele diz
isso? Os olhos de Grey buscam os meus, observando, apreensivo.
        Timidamente eu estendo a mo e a apreenso muda para alarme. Christian
se move para trs e eu solto a minha mo.
        - Limite duro, - ele sussurra urgentemente, com um doloroso olhar de
pnico em seu rosto.
        Eu no posso evitar, mas sinto uma decepo esmagadora.
        - Como voc se sentiria se voc no pudesse me tocar?
        - Devastado e privado, - ele diz imediatamente.
        Oh, meu Cinquenta Tons. Balanando a cabea, eu ofereo-lhe um sorriso
pequeno, reconfortante e ele relaxa.
        - Voc tem que me dizer exatamente porque este  um limite rgido, um
dia, por favor.
        - Um dia, - ele murmura e parece sair fora de sua vulnerabilidade por
um nanosegundo.
        Como ele pode mudar to rapidamente? Ele  a pessoa mais inconstante
que eu conheo.
        - Ento, o resto de sua lista. Invadindo sua privacidade. - Sua boca torce
quando ele contempla isso. - Como eu sei o seu nmero de conta bancria?
        - Sim, isso  ultrajante.
        - Eu fao verificaes sobre os antecedentes de todas as minhas
submissas. Eu vou te mostrar. - Ele se vira e se dirige para seu estdio.
        Eu o sigo, atordoada. De um armrio trancado, ele puxa uma pasta de
documentos. Digitado na guia: ANASTSIA ROSE STEELE.

 

        Puta merda. Eu olho para ele.
        Ele encolhe os ombros se desculpando. - Voc pode ficar com ele, - ele
diz calmamente.
        - Puxa, obrigada, - eu disparo. Eu folheio o contedo. Ele tem uma cpia
da minha certido de nascimento, do meu seguro de sade, dos meus limites
duros, o contrato de NDA - caramba - meu nmero de seguro social, meu
currculo, registros de empregos.
        - Ento voc sabia que eu trabalhava no Clayton?
        - Sim.
        - No foi uma coincidncia. Voc no entrou apenas para comprar?
        - No.
        Eu no sei se devia estar com raiva ou lisonjeada.
        - Isto  foda. Voc sabe disso?
        - Eu no vejo isso dessa forma. No que eu fao, eu tenho que ser
cuidadoso.
        - Mas isso  assunto privado.
        - Eu no uso indevidamente as informaes. Qualquer um pode obt-las
se tiver a metade de um crebro, Anastsia. Para ter controle, eu preciso
informaes.  como sempre funcionou comigo. - Ele olha para mim, sua
expresso  guardada e ilegvel.
        - Voc no abusa da informao. Voc depositou vinte e quatro mil
dlares, que eu no queria, na minha conta.
        Sua boca aperta em uma linha dura.
        - Eu disse a voc. Isso  o que Taylor conseguiu pelo o seu carro.
Inacreditvel, eu sei, mas foi.
        - Mas o Audi...
        - Anastsia, voc tem alguma ideia de quanto dinheiro eu fao?
        Eu coro, claro que no.
        - Por que deveria? Eu no preciso saber sobre sua conta bancria,
Christian.
        Seus olhos suavizam.
        - Eu sei. Essa  uma das coisas que eu amo sobre voc.
        Eu olho para ele, chocada. Ama sobre mim?

 

        - Anastsia, eu ganho cerca de cem mil dlares por hora.
        Minha boca cai. Essa  uma quantia obscena de dinheiro.
        - Vinte e quatro mil dlares no  nada. O carro, os livros de Tess, as
roupas, isso no  nada. - Sua voz  suave.
        Eu olho para ele. Ele realmente no tem ideia. Extraordinrio.
        - Se voc fosse eu, como voc se sentiria sobre essa... generosidade na sua
vida? - Eu pergunto.
        Ele olha para mim inexpressivamente, e l est ele, seu problema em uma
mscara de noz, empatia ou a falta dela. O silncio se estende entre ns.
Finalmente, ele encolhe os ombros.
        - Eu no sei, - ele diz, e ele parece genuinamente confuso.
        Meu corao se entusiasma. Isto , a essncia do seus Cinquenta Tons,
com certeza. Ele no pode se colocar no meu lugar. Bem, agora eu sei.
        - Eu no me sinto tima. Quero dizer, voc  muito generoso, mas me
deixa desconfortvel. Eu j lhe disse isso vrias vezes.
        Ele suspira.
        - Eu quero te dar o mundo, Anastsia.
        - Eu s quero voc, Christian. No todos os adicionais.
        - Eles so parte do trato. Parte do que eu sou.
        Oh, isso no est levando a lugar nenhum.
- Podemos comer? - Eu pergunto. A tenso entre agente  drenada.
        Ele franze a testa.
        - Claro.
        - Eu vou cozinhar.
        - timo. Caso contrrio, no h comida na geladeira.
        - Sra. Jones est fora nos fins de semana? Ento voc come comida fria
na maioria dos fins de semana?
        - No.
        - Ah?
        Ele suspira.
        - Minhas submissas cozinhavam, Anastsia.
        - Oh,  claro. - Eu coro. Como pude ser to estpida? Eu sorrio
docemente para ele. - O que o Senhor gosta de comer?

 

Ele sorriu.
- Qualquer coisa que a Senhora puder preparar, - ele diz sombriamente.

        Inspeciono o contedo impressionante da geladeira, decido por um omelete
espanhol. H batatas frias, perfeito.  rpido e fcil. Christian ainda est em seu
estdio, sem dvida, invadindo a privacidade de algum pobre tolo inocente e
compilando informaes. O pensamento  desagradvel e deixa um gosto amargo
na minha boca. Minha mente est se recuperando. Ele realmente no conhece
limites.
        Eu preciso de msica, se eu vou cozinhar, e eu vou cozinhar
insubordinadamente! Ando at o rack do iPod ao lado da lareira e pego o iPod de
Christian. Aposto que h mais opes de Leila por aqui, temo a prpria ideia.
        Onde ela est? Eu me pergunto. O que ela quer?
        Eu tremo. Que legado. Eu no vou perder meu tempo pensando nisso.
        Eu percorro a extensa lista. Eu quero algo otimista. Hmm, Beyonc, no
soa como do gosto de Christian. Crazy in Love. Ah, sim! Bem adequado. Eu aperto
o boto de repetio e coloco-o em voz alta.
        Eu retorno para a cozinha e encontro uma tigela, eu abro a geladeira e tiro
os ovos. Eu abro os ovos e comeo mexer, danando o tempo todo.
        Invadindo a geladeira mais uma vez, eu reno batata, presunto, e... Sim!
Ervilhas congeladas. Tudo isso vai servir. Encontro uma frigideira, coloco-a sobre o
fogo, despejo um pouco de azeite e volto a bater.
        Sem empatia, eu devaneio.  s com Christian? Talvez todos os homens
sejam assim, confusos com as mulheres. Eu simplesmente no sei. Talvez no seja
uma revelao.
        Gostaria que Kate estivesse em casa, ela saberia. Ela est em Barbados por
muito tempo. Ela devia estar de volta no final da semana, depois de suas frias
adicionais com Elliot. Gostaria de saber se ainda existe aquele desejo forte entre

 

eles.
        Uma das coisas que eu amo sobre voc.
        Eu paro de mexer. Ele disse isso. Isso significa que h outras coisas? Eu
sorrio, pela primeira vez desde que vi a Sra. Robinson, um genuno, sincero,
sorriso dividindo o rosto.
        Christian desliza seus braos em volta de mim, fazendo-me saltar.
        - Interessante escolha de msica, - ele ronrona quando ele me beija
abaixo da minha orelha. - Seu cabelo cheira bem. - Ele fua meu cabelo e inala
profundamente.
        O desejo se contorce na minha barriga. No. Eu dou de ombros para fora
de seu abrao.
        - Eu ainda estou brava com voc.
        Ele franze a testa.
        - Quanto tempo voc vai continuar com isso? - Ele pergunta, arrastando
a mo pelo cabelo.
        Eu dou de ombros. - Pelo menos at que eu tenha comido.
        Seus lbios se contorcem em diverso. Virando-se, ele pega o controle
remoto do balco e desliga a msica.
        - Voc colocou o que no seu iPod? - Eu pergunto.
        Ele balana a cabea, sua expresso  sombria, e eu sei que foi a sua
Garota Fantasma.
        - Voc no acha que ela estava tentando lhe dizer alguma coisa ento?
        - Bem, em retrospecto, provavelmente, - ele diz calmamente.
        Sem empatia. Meu subconsciente cruza os braos e aperta os lbios com
desgosto.
        - Por que ainda est l?
        - Gosto muito da msica. Mas se isso ofende voc, eu vou remov-la.
        - No, est tudo bem. Eu gosto de cozinhar com msica.
        - O que voc gostaria de ouvir?
        - Surpreenda-me.
        Ele sorri para mim e vai at o rack do iPod, enquanto eu volto ao meu
rebolado.
        Momentos depois, a voz celestial, doce e comovente de Nina Simone enche a

 

sala.  uma das musicas favoritas de Ray: - I Put a Spell on You. 11
        Eu coro, e me volto para olhar para Christian. O que ele est tentando me
dizer? Ele colocou um feitio em mim h muito tempo. Oh meu Deus... seu olhar
mudou, a leveza se foi, seus olhos esto escuros, intensos.
        Eu o vejo, encantado to lentamente, como o predador que , ele persegue-
me ao tempo da batida sensual lenta da msica. Ele est descalo, vestindo
apenas uma camisa branca fora da cala jeans, e um olhar ardente.
        Nina canta, "voc  meu" quando Christian me alcana, sua inteno clara.
        - Christian, por favor, - eu sussurro, segurando o batedor.
        - Por favor, o qu?
        - No faa isso.
        - Fazer o qu?
        - Isso.
        Ele est de p na minha frente, olhando para mim.
        - Voc tem certeza? - Ele respira, e avana no batedor que est em minha
mo e o coloca de volta na tigela com os ovos. Meu corao est na minha boca.
Eu no quero isso - bem eu quero isso, muito mesmo.
        Ele  to frustrante. Ele  to quente e desejvel. Eu rasgo o meu olhar
para longe de seu olhar fascinante.
        - Eu quero voc, Anastsia, - ele murmura. - Eu amo e odeio, e adoro
discutir com voc. Isso  muito novo. Eu preciso saber que estamos bem. E essa 
a nica maneira que eu sei.
        - Meus sentimentos por voc no mudaram, - eu sussurro.
        Sua proximidade  impressionante, emocionante. A atrao familiar est l,
todos os meus neurnios so estimulados por ele, minha deusa interior est mais
libidinosa. Olhando para os pelos no V de sua camisa, eu mordo meu lbio,
impotente, impulsionada pelo desejo, eu quero prov-lo l.
        Ele est to perto, mas ele no me toca. Seu calor aquece minha pele.
        - Eu no vou tocar em voc at que voc diga sim, - ele diz em voz baixa.
- Mas agora, depois de uma manh muito ruim, eu quero me enterrar em voc e
esquecer tudo, lembrar apenas de ns dois.
        Oh meu Deus... "Ns". Uma combinao mgica, um pronome pequeno
11        I put a spell on you - msica de Nina Simone , eu coloquei um feitio em voc

 

potente, que fecha o nosso acordo. Eu ergo minha cabea para olhar o seu belo
rosto ainda srio.
        - Eu vou tocar o seu rosto, - eu respiro, e vejo a sua surpresa, uma breve
reflexo em seus olhos, antes de registrar a sua aceitao.
        Levantando a minha mo, eu acaricio a sua face, e passo meus dedos em
sua barba. Ele fecha os olhos e exala, inclinando o rosto para o meu toque.
        Ele se inclina para baixo lentamente, e os meus lbios automaticamente
levantam para receber os seus. Ele paira sobre mim.
        - Sim ou no, Anastsia? - Ele sussurra.
        - Sim.
        Sua boca suavemente fecha na minha, persuadindo, coagindo os meus
lbios a se separarem, enquanto dobra os braos em volta de mim, me puxando
para ele. Sua mo se move para cima, nas minhas costas, os dedos enrolam no
cabelo na parte de trs da minha cabea e puxando suavemente, enquanto a outra
mo me pega por trs, forando-me contra ele. Eu gemo baixinho.
        - Sr. Grey. - Taylor pigarreia e Christian me libera imediatamente.
        - Taylor, - ele diz, com a voz gelada.
        Eu giro ao redor para ver Taylor em uma posio desconfortvel, no limiar
da grande sala. Christian e Taylor olham um para o outro, uma comunicao
tcita que passa entre eles.
        - Meu escritrio, - Christian se apruma, e Taylor caminha rapidamente
pela sala.
        - Assuntos de rotina, - Christian sussurra para mim antes de seguir
Taylor para fora da sala.
        Respiro profundamente e firme. Que inferno. Eu no posso resistir a ele por
um minuto? Sacudo a cabea, enojada de mim mesma, grata pela interrupo de
Taylor, embora fosse embaraoso.
        Eu me pergunto o que Taylor teve que interromper no passado. O que ele
viu? Eu no quero pensar sobre isso. Almoo. Eu vou fazer o almoo. Eu me ocupo
cortando batatas. O que Taylor quer? Minha mente dispara, isso  sobre Leila?
        Dez minutos depois, eles surgem, e a omelete est pronta. Christian parece
preocupado quando ele olha para mim.
        - Os informarei em dez, - diz a Taylor.

 

        - Estaremos prontos, - Taylor responde e sai da grande sala.
        Eu pego dois pratos aquecidos e coloco-os na ilha da cozinha.
        - Almoo?
        - Por favor, - Christian diz, enquanto ele senta em um dos bancos de bar.
Agora ele est me observando atentamente.
- Problema?
        - No.
        Eu fao uma careta. Ele no est me dizendo. Eu divido o almoo e sento
ao lado dele, me recuso a ficar no escuro.
        - Isso  bom, - Christian murmura apreciativamente, enquanto d uma
mordida. - Voc gostaria de um copo de vinho?
- No, obrigado. Eu preciso manter a cabea limpa em torno de voc, Grey.
Ele come de bom gosto, mesmo eu no estando com tanta fome. Mas eu
como, sabendo que Christian se preocupar se eu no fizer. Eventualmente
Christian rompe nosso silncio meditativo e liga a pea clssica que ouvi antes.
        - O que  isso? - Eu pergunto.
       - Canteloube, Songs of the Auvergne. Isso  chamado de
'Bailero'.
        -  adorvel. Que lngua ?
        -  em francs antigo, Occitano, na verdade.
        - Voc fala francs, voc entende isso? - Memrias do francs impecvel
que ele falou no jantar de seus pais vm  mente...
        - Algumas palavras, sim. - Christian sorri, visivelmente relaxando. -
Minha me tinha um repertorio: instrumento musical, lngua estrangeira, arte
marcial. Elliot fala espanhol; Mia e eu falamos francs. Elliot toca guitarra, eu toco
piano e Mia violoncelo.
        - Uau. E as artes marciais?
        - Elliot faz Jud. Mia bateu o p aos doze anos de idade e se recusou. -
Ele sorriu com a lembrana.
        - Eu queria que minha me tivesse sido to organizada.
        - A Dra. Grace  formidvel quando se trata das realizaes de seus filhos.
        - Ela deve estar muito orgulhosa de voc. Eu estaria.
        Um pensamento escuro pisca no rosto de Christian, e ele parece

 

momentaneamente desconfortvel. Ele me olha com cautela, como se ele estivesse
em um territrio inexplorado.
        - J decidiu o que voc vai usar esta noite? Ou eu preciso entrar e pegar
algo para voc? - Seu tom, de repente,  brusco.
        Uau! Ele parece irritado. Por qu? O que eu disse?
        - Um... ainda no. Voc escolheu todas aquelas roupas?
        - No, Anastsia, eu no escolhi. Eu dei uma lista e seu tamanho para um
comprador pessoal na Neiman Marcus. Elas devem se encaixar. S para que voc
saiba, eu pedi segurana adicional para esta noite e nos prximos dias. Com Leila
imprevisvel e desaparecida, em algum lugar nas ruas de Seattle, eu acho que 
uma sbia precauo. Eu no quero que voc saia desacompanhada. Ok?
        Eu pisco para ele.
        - Ok. - O que aconteceu com 'Eu quero ter voc agora', Grey?
        - timo. Vou inform-los. Eu no devo demorar.
        - Eles esto aqui?
        - Sim.
        Onde?
        Pegando o seu prato, Christian coloca-o na pia e desaparece da sala. Que
diabos foi aquilo? Ele  como vrias pessoas diferentes em um s corpo. Isso no 
um sintoma de esquizofrenia? Devo pesquisar isso no Google.
        Eu limpo o meu prato, lavo-o rapidamente, e volto para o meu quarto
carregando o dossi ANASTSIA ROSE STEELE. De volta ao armrio, eu puxo os
trs vestidos de noite longos. E agora, qual?

        Deitada na cama, eu olho para o meu Mac, meu iPad, e meu Blackberry.
Estou impressionada com a tecnologia. Eu trato de transferir a lista de reproduo
de Christian, do meu iPad para o Mac, em seguida, entro no Google para navegar
na net.
        Estou deitada na cama olhando para o meu Mac quando Christian entra.

 

        - O que voc est fazendo? - Ele pergunta baixinho.
        Eu entro em pnico rapidamente, perguntando se eu deveria deix-lo ver o
site que eu estou lendo: Transtorno de Personalidade Mltipla: os sintomas.
        Deitando ao meu lado, ele olha para a pgina da web com diverso.
        - Neste site por algum motivo? - Ele pergunta com indiferena.
        O Christian brusco se foi, o Christian brincalho est de volta. Como
diabos eu deveria lidar com isso?
        - Pesquisa. Sobre personalidade difcil. - Dou-lhe o meu olhar mais
inexpressivo.
        Seus lbios se contorcer com um sorriso reprimido.
        - Uma personalidade difcil?
        - Meu projeto de animal de estimao.
        - Eu sou um projeto de animal de estimao agora? Uma ocupao
secundria. Um experimento cientfico talvez. Quando eu pensei que era tudo.
Senhorita Steele, voc acabou comigo.
        - Como voc sabe que  voc?
        - Palpite. - Ele sorriu.
        -  verdade, voc  o nico fodido, volvel, com excesso de controle que eu
conheo, intimamente.
        - Eu pensei que eu era a nica pessoa que voc conhece intimamente. -
Ele arqueia a sobrancelha.
        Eu coro.
        - Sim. Isso tambm.
        - Voc j chegou a alguma concluso?
        Viro-me e olho para ele. Ele est estendido ao meu lado com a cabea
apoiada no cotovelo, sua expresso  suave, divertida.
        - Eu acho que voc est precisando de terapia intensa.
        Ele se aproxima e gentilmente enfia meu cabelo atrs das orelhas.
        - Acho que estou precisando de voc. Aqui. - Ele me entrega um tubo de
batom.
        Eu franzo o cenho para ele, perplexa.  vermelho prostituta, no  a minha
cor mesmo.
        - Voc quer que eu use isso? - Eu chio.

 

        Ele ri.
        - No, Anastsia, a menos que voc queira. No tenho certeza se  a sua
cor, - ele acaba secamente.
        Ele senta-se na cama de pernas cruzadas e arrasta a camisa sobre a
cabea. Oh meu Deus.
        - Eu gostei da sua ideia de um mapa de roteiro.
        Eu fico olhando para ele sem entender. Mapa de roteiro?
        - As reas proibidas, - ele diz a guisa de explicao.
        - Oh. Eu estava brincando.
        - Eu no.
        - Voc quer que eu desenhe para voc, com batom?
        - Ele sai quando lava. Eventualmente.
        Isso significa que eu podia toc-lo livremente. Um pequeno sorriso de
admirao joga em meus lbios, e eu sorrio maliciosamente para ele.
        - E algo mais permanente, como uma caneta?
        - Eu poderia fazer uma tatuagem. - Seus olhos so iluminados com
humor.
        Christian Grey com uma tatuagem? E estragar seu adorvel corpo, quando
j est marcado de muitas maneiras? De jeito nenhum!
        - Sem tatuagem - Eu rio para esconder o meu horror.
        - Batom, ento. - Ele sorri.
        Fechando o Mac, eu o empurro para o lado. Isso poderia ser divertido.
        - Venha. - Ele estende as mos para mim. - Sente-se em mim.
        Eu empurro meus sapatos para fora de meus ps, me esforo em uma
posio sentada, e rastejo para ele. Ele se deita sobre a cama, mas mantm os
joelhos flexionados.
        - Incline-se contra as minhas pernas.
        Eu vou para cima dele e sento-me montada, conforme as instrues. Seus
olhos esto arregalados e cautelosos. Mas ele acha engraado, tambm.
        - Voc parece entusiasmada com isso, - comenta ironicamente.
        - Eu estou sempre vida por informao, Sr. Grey, se isso significa que
voc vai relaxar, porque eu vou saber onde esto os limites, ento sim.
        Ele balana a cabea, como se no conseguisse acreditar que est prestes a

 

me deixar desenhar todo o seu corpo.
        - Abra o batom, - ele ordena.
        Oh, ele agora est no modo mando, mas eu no me importo.
        - D-me sua mo.
        Dou-lhe minha outra mo.
        - Aquela com o batom. - Ele desvia seu olhar de mim.
        - Est desviando seu olhar de mim?
        - Sim.
        - Isso  muito rude, Sr. Grey. Conheo algumas pessoas que ficam
positivamente violentas com um olhar desviado.
        - Voc, por exemplo? - Seu tom  irnico.
        Dou-lhe minha mo com o batom, e de repente ele se levanta, por isso
estamos nariz com nariz.
        - Pronta? - Ele pergunta num murmrio, baixo e macio que faz apertar
tudo dentro de mim. Oh, uau.
        - Sim, - eu sussurro. Sua proximidade  sedutora, sua carne tonificada
est prxima, o cheiro de Christian se mistura com o meu corpo banhado. Ele guia
a minha mo at a curva de seu ombro.
        - Pressione para baixo, - ele respira, minha boca fica seca e ele dirige a
minha mo para baixo, desde o alto do seu ombro, ao redor da juno do seu
brao e peito, em seguida, puxa para o lado do peito. O batom deixa uma ampla
faixa vermelha em sua pele. Ele para no fundo de sua caixa torcica, em seguida,
dirige-me em sua barriga. Ele est tenso e me olha, aparentemente impassvel, a
meus olhos, mas debaixo do seu olhar cuidadoso e sem expresso, vejo sua
conteno.
        Sua averso  mantida sob controle estrito, a linha de sua mandbula est
tensa, e h tenso ao redor dos olhos.  meio caminho em sua barriga, ele
murmura: - E at o outro lado. - Ele solta minha mo.
        Eu espelho a linha que ele tinha desenhado em seu lado esquerdo. A
confiana que ele est me dando  inebriante, mas temperada pelo fato de que eu
posso contar sua dor. Sete pequenas e redondas cicatrizes brancas marcam o seu
peito, e isso  o fundo e escuro purgatrio, para ver esta profanao horrvel de seu
belo corpo. Quem faria isso com uma criana?

 

        - Pronto, est feito, - eu sussurro, contendo a emoo.
        - No, voc no est, - ele responde e traa uma linha com o seu dedo
indicador, em volta da base de seu pescoo. Sigo a linha do seu dedo com um
trao vermelho. Finalizando, eu olho para as profundezas de seus olhos cinzentos.
        - Agora as minhas costas, - ele murmura. Ele se desloca, ento eu tenho
que sair de cima dele, ele se vira na cama e senta de pernas cruzadas, de costas
para mim.
        - Siga a linha do meu peito, todo o caminho para o outro lado. - Sua voz
 baixa e rouca.
        Eu fao o que ele diz, at que uma linha vermelha atravessa o meio das
costas, e como eu fao, eu conto mais cicatrizes estragando o seu belo corpo. Nove
no total.
        Puta merda. Eu tenho que lutar contra a necessidade premente de beijar
cada uma e parar as lgrimas nos meus olhos. Que tipo de animal faria isso? Sua
cabea est para baixo, e seu corpo tenso, quando eu completo a volta do circuito
das costas.
        - Em volta de seu pescoo, tambm? - Eu sussurro.
        Ele balana a cabea, e eu fao outra linha que une a primeira ao redor da
base do pescoo debaixo de seu cabelo.
        - Terminado, - murmuro, e parece que ele est usando um colete cor da
pele bizarro, com uma borda vermelho prostituta.
        Seus ombros caem quando ele relaxa, e ele gira lentamente para me
encarar mais uma vez.
        - Esses so os limites, - ele diz calmamente, seus olhos esto escuros e
as pupilas dilatadas... de medo? De luxria? Quero lanar-me para ele, mas eu me
contenho e olho para ele com admirao.
        - Eu posso viver com isso. Agora eu quero me jogar em voc, - eu
sussurro.
        Ele me d um sorriso malicioso e estende as mos, num gesto de splica.
        - Bem, Srta. Steele, eu sou todo seu.
        Eu gemo com um prazer infantil e pulo em seus braos, deixando-o plano.
Ele remexe, soltando uma risada de menino, cheio de alvio, por que o calvrio 
longo. De alguma forma, eu acabo embaixo dele na cama.

 

        - Agora, sobre aquele cheque... - ele respira e sua boca reivindica a
minha mais uma vez.

 

Captulo 06
        Minhas mos esto fechadas em seus cabelos, enquanto minha boca est
febril contra a de Christian, consumindo-o, saboreando a sensao de sua lngua
contra a minha. E ele  o mesmo, devorando-me.  celestial.
        De repente, ele me arrasta para cima e agarra a barra da minha camiseta,
tirando-a sobre minha cabea e jogando-a no cho.
        - Eu quero sentir voc, - ele diz avidamente, contra a minha boca,
enquanto move as mos para trs e abre o meu suti. Em uma boa manobra, ele 
aberto e lanado de lado.
        Ele me empurra de volta para a cama, pressionando-me no colcho, e sua
boca e mo se movem nos meus seios. Meus dedos apertam em seu cabelo,
enquanto ele leva um dos meus mamilos entre os lbios e puxa firme.
        Eu grito quando a sensao percorre meu corpo, em picos, e aperta todos
os msculos ao redor da minha virilha.
        - Sim, querida, me deixe ouvir voc, - ele murmura contra a minha pele
superaquecida.
        Cara, eu quero ele dentro de mim, agora. Com sua boca, ele brinca com o
meu mamilo, puxando-o, me fazendo contorcer e me contorcer e ansiando por ele.
Sinto seu desejo misturado com... o qu? Venerao.  como se ele me adorasse.
        Ele brinca comigo com os dedos, meu mamilo endurecendo e alongando
sob seu toque habilidoso. Sua mo se move para os meus jeans, e ele habilmente
desfaz o boto, puxa o zper para baixo, e desliza a mo dentro de minha calcinha,
deslizando os dedos contra o meu sexo.
        Sua respirao sibila enquanto desliza o dedo em mim. Eu empurro minha
plvis para dentro da palma de sua mo, e ele responde, esfregando contra mim.
        - Oh, querida, - ele respira enquanto paira sobre mim, olhando fixamente
nos meus olhos. - Voc est to molhada. - Sua voz  cheia de admirao.
        - Eu quero voc, - murmuro.
        Sua boca se junta novamente com a minha, e eu sinto seu desespero, sua

 

fome, sua necessidade de mim.
        Isso  novidade, nunca foi assim antes, exceto talvez quando eu voltei da
Gergia, e suas palavras anteriores derivam de volta para mim... Eu preciso saber
que estamos bem. Esta  a nica maneira que eu sei.
        O pensamento me desvenda. Para eu saber que tenho esse efeito sobre ele,
para que possa oferecer-lhe tanto alivio, faz-lo, minha deusa interior ronrona de
puro prazer. Ele senta-se, agarra a bainha da cala jeans, e puxa-a, seguida por
minha calcinha.
        Ele mantm os olhos fixos nos meus, ele para, pega um envelope de
preservativo do bolso e atira-o para mim, em seguida, remove a cala jeans e
cuecas em um movimento rpido.
        Eu rasgo o envelope com sofreguido, e quando ele est ao meu lado
novamente, eu rolo lentamente a camisinha nele. Ele pega minhas duas mos e
rola de costas.
        - Voc. Em cima, - ele ordena, puxando-me para mont-lo. - Eu quero
ver voc.
        Oh.
        Ele me guia, e hesitante eu deslizo facilmente para baixo dele. Ele fecha os
olhos e flexiona os quadris para me encontrar, enchendo-me, estendendo-me, sua
boca formando um "O" perfeito, quando ele exala.
        Oh, isso  to bom, possuindo-o, possuindo-me.
        Ele segura minhas mos, e eu no sei se  para me firmar ou para me
impedir de toc-lo, apesar de eu ter o meu mapa de roteiro.
        - Voc me faz sentir to bem, - ele murmura.
        Eu subo novamente, inebriada com o poder que tenho sobre ele,
observando Christian Grey lentamente desmoronando embaixo de mim. Ele solta
as minhas mos e agarra meus quadris, e eu coloco as minhas mos em seus
braos. Ele empurra em mim fortemente, me fazendo gritar.
        -  isso a, querida, me sinta, - ele diz, com a voz tensa.
        Eu jogo minha cabea para trs e fao exatamente isso. Isto  o que ele faz
to bem.
        Eu me movo, contrariando o seu ritmo, em perfeita simetria, entorpecendo
todo o pensamento e a razo. Eu sou apenas uma sensao perdida, neste vazio de

 

prazer. Para cima epara baixo... uma e outra vez.... Ah, sim... Abro os olhos, eu olho
para ele, minha respirao est irregular, e ele est olhando para mim, com os
olhos em chamas.
        - Minha Ana, - ele murmura.
        - Sim, - eu digo em tom spero. - Sempre.
        Ele geme alto, fechando os olhos novamente, inclinando a cabea para trs.
Oh meu Deus... Vendo Christian desfeito  o suficiente para selar o meu destino, e
eu gozo de forma audvel, exaustivamente, girando para baixo e ao redor, caindo
em cima dele.
        - Oh, querida, - ele geme, enquanto encontra a sua liberao, ainda me
segurando e soltando.
        Minha cabea est no seu peito, na rea no permitida, meu rosto
aninhado contra o cabelo flexvel em seu osso esterno. Estou ofegante, brilhando, e
eu resisto  vontade de franzir os lbios e beij-lo.
        Eu s deito em cima dele, prendendo a respirao. Ele acaricia o cabelo, e
sua mo corre pelas minhas costas, me acariciando, enquanto acalma sua
respirao.
        - Voc  to bonita.
        Eu ergo minha cabea para olhar para ele, minha expresso  ctica. Ele
franze a testa, em resposta, ele se senta rapidamente, tomando-me de surpresa, o
seu brao em minha volta para me segurar no lugar. Aperto seu bceps quando
estamos nariz com nariz.
        - Voc....         Linda, - ele diz novamente, seu tom  enftico.
        - E voc  incrivelmente doce, s vezes. - Eu o beijo suavemente.
        Ele me levanta e sai de mim. Eu estremeo enquanto ele o faz. Inclinando
para frente, ele me beija suavemente.
        - Voc no tem ideia de como voc  atraente, no ?
        Eu coro. Por que ele est falando sobre isso?
        - Todos aqueles garotos que perseguem voc, isso no  uma pista
suficiente?
        - Garotos? Que garotos?
        - Voc quer uma lista? - Christian franze a testa. - O fotgrafo, ele 
louco por voc, aquele garoto na loja de ferragens, o irmo mais velho de sua

 

companheira de quarto. Seu chefe, - ele acrescenta amargamente.
        - Oh, Christian, isso no  verdade.
        - Confie em mim. Eles querem voc. Eles querem o que  meu. - Ele me
puxa contra ele, e eu levanto os braos at seus ombros, as minhas mos agarram
o seu cabelo, eu o considero com diverso.
        - Minha, - ele repete, com os olhos brilhando possessivamente.
        - Sim, sua. - Eu o tranquilizo, sorrindo. Ele me olha apaziguado, e eu me
sinto perfeitamente  vontade nua em seu colo, em uma cama, em plena luz da
uma da tarde de sbado. Quem teria pensado? As marcas de batom permanecem
sobre seu corpo requintado. Embora eu note algumas manchas na capa do
edredom, e me pergunto o que a Sra. Jones brevemente vai fazer com ele.
        - A linha ainda est intacta, - murmuro e corajosamente sigo a marca em
seu ombro com o meu dedo indicador. Ele endurece, piscando de repente. - Eu
quero explorar.
        Ele me olha com ceticismo.
        - O apartamento?
        - No. Eu estava pensando no mapa do tesouro que desenhamos em voc.
- Meus dedos coam para toc-lo.
        Ele levanta as sobrancelhas com surpresa, e ele pisca com a incerteza.
Esfrego o meu nariz contra o dele.
        - E o que isso implica exatamente, Srta. Steele?
        Eu levanto minha mo em seu ombro e corro meus dedos pelo seu rosto.
        - Eu s quero tocar em voc onde quer que eu esteja autorizada.
        Christian pega meu dedo indicador em seus dentes, mordendo suavemente.
        - Auu, - eu protesto e ele sorri, com um rosnado baixo vindo de sua
garganta.
        - Tudo bem, - ele diz, liberando o meu dedo, mas sua voz est amarrada
com apreenso. - Espere. - Ele se inclina para trs, levantando-me de novo, e
tira o preservativo, deixa-o cair no cho, sem a menor cerimnia, ao lado da cama.
        - Eu odeio essas coisas. Estou pensando em chamar a Dra. Greene para
uma consulta.
        - Voc acha que a melhor obstetra/ginecologista de Seattle vai vir
correndo?

 

        - Eu posso ser muito persuasivo, - ele murmura, enganchando o meu
cabelo atrs da minha orelha. - Franco fez um grande trabalho em seu cabelo. Eu
gosto dessas camadas.
        O qu?
        - Pare de mudar de assunto.
        Movo-me de novo, agora estou sobre ele, apoiando-me sobre meus joelhos,
meus ps separados, cada um do lado de seus quadris. Ele se inclina para trs em
seus braos.
        - Toque de longe, - ele diz, sem humor. Ele parece nervoso, mas ele est
tentando esconder.
        Mantendo meus olhos nos dele, eu estendo a mo e trao meu dedo por
baixo da linha do batom, em seus msculos abdominais bem esculpidos. Ele recua
e eu paro.
        - Eu no tenho que fazer isso, - eu sussurro.
        - No, est tudo bem. Apenas leva alguns... reajustes da minha parte.
Ningum me tocou por um longo tempo, - ele murmura.
        - E a Sra. Robinson? - As palavras saem espontaneamente da minha
boca, e incrivelmente, eu consigo manter toda a amargura e rancor em minha voz.
        Ele balana a cabea, o seu desconforto  bvio.
        - Eu no quero falar sobre ela. Ela vai azedar seu bom humor.
        - Eu posso lidar com isso.
        - No, voc no pode, Ana. Voc v vermelho quando eu a menciono. Meu
passado  meu passado.  um fato. No posso mud-lo. Tenho sorte que voc no
tem um, porque me deixaria louco se voc tivesse um.
        Eu fao uma carranca para ele, mas eu no quero lutar.
        - Deix-lo louco? Mais do que voc j est? - Eu sorrio, na esperana de
aliviar a atmosfera entre ns.
        Ele torce os lbios.
        - Louco por voc, - ele sussurra.
        Meu corao se regozija com alegria.
        - Quer que eu chame o Dr. Flynn?
        - Eu no acho que ser necessrio, - ele diz secamente.
        Movendo-se de volta, ento ele cai sobre suas pernas, eu coloco meus

 

dedos de volta em seu estmago e deixe-os  deriva por sua pele. Ele se tranquiliza
mais uma vez.
        - Eu gosto de tocar em voc. - Meus dedos patinam at o umbigo, em
seguida, em direo ao sul ao longo de sua feliz, trilha da felicidade. Seus lbios
se abrem, sua respirao muda, seu olhos escurecem, sua ereo se mexe e a
minha parte de baixo contrai. Caralho. Segundo round.
        - Mais uma vez? - Murmuro.
        Ele sorri.
        - Oh sim, Srta. Steele, outra vez.

        Que maneira deliciosa de passar uma tarde de sbado. Eu estou debaixo do
chuveiro, lavando-me distrada, com cuidado para no molhar o cabelo amarrado
para trs, contemplando o ltimo par de horas. Christian e baunilha, eles parecem
estar indo bem.
        Ele revelou muito hoje.  incrvel, eu tento assimilar todas as informaes e
refletir sobre o que aprendi: o detalhe de seu salrio, Uau, ele  podre de rico, e
para algum to jovem,  simplesmente surpreendente, e o dossi que ele tem sobre
mim e sobre todas as suas submissas morenas. Eu me pergunto se eles esto
todos em um arquivo seguro?
        Meu subconsciente aperta os lbios para mim e balana a cabea, no v
por ai. Eu franzo a testa. Apenas uma rpida olhada?
        E Leila, com uma arma, possivelmente, esta em algum lugar, e seu gosto
ruim para msica ainda em seu iPod. Mas pior ainda, a Sra. Pedfila Robinson, eu
no devo gastar meus neurnios com ela, e eu no quero. Eu no quero que ela
seja um espectro de cabelos brilhantes em nosso relacionamento. Ele est certo,
eu fico cega de raiva quando penso nela, por isso talvez seja melhor no pensar.
        Eu saio do chuveiro e me enxugo, e eu estou de repente, tomada por raiva
inesperada.
        Mas quem no fica com raiva? Que pessoa normal e s faria isso com um

 

garoto de quinze anos de idade? Quanto ela contribuiu para a sua situao to
fodida? Eu no a entendo. E pior ainda, ele diz que ela o ajudou. Como?
        Eu acho que de suas cicatrizes, a personificao fsica e gritante de uma
infncia terrvel e a lembrana revoltante das cicatrizes mentais que ele deve
suportar. Meu doce e triste Cinquenta Tons. Ele disse coisas de amor hoje. Ele 
louco por mim.
        Olhando para o meu reflexo, eu sorrio ao lembrar de suas palavras, meu
corao transborda, mais uma vez, e meu rosto se transforma com um sorriso
ridculo. Talvez possamos fazer isto funcionar. Mas por quanto tempo ele vai
querer fazer isso, sem querer bater em retirada s porque eu atravessei alguma
linha arbitrria?
        Meu sorriso se dissolve. Isto  o que eu no sei. Esta  a sombra que paira
sobre ns. Foda depravada, sim, eu posso fazer isso, mas e mais?
        Meu subconsciente olha para mim fixamente, sem oferecer palavras de
sabedoria. Eu volto para o meu quarto para me vestir.
        Christian est em baixo se preparando, fazendo suas coisas, ento eu
tenho o quarto s para mim. Assim como todos os vestidos no armrio, eu tenho
gavetas cheias de roupa de baixo nova. Eu seleciono uma criao de busti com
espartilho preto, com um preo de quinhentos e quarenta dlares. Tem um
acabamento com filigrana de prata e em breve usarei uma calcinha que combine
com o vestido. Meias 7/8 da mais fina seda, tambm, em uma cor natural. Uau,
elas parecem... pele... e do tipo quente... sim.
        Estou procurando o vestido quando Christian entra sem avisar. Uau, voc
poderia bater! Ele fica imobilizado, olhando para mim, com os olhos cinzentos
brilhando de fome. Eu coro, at ficar vermelha por toda parte, ele sente isso. Ele
est vestindo uma camisa branca e a cala do terno preto, a gola de sua camisa
est aberta. Eu posso ver a linha de batom ainda no lugar, e ele ainda est
olhando.
        - Posso ajud-lo, Sr. Grey? Suponho que h um propsito para sua visita,
alm de ficar de boca aberta e olhar estupidamente para mim.
        - Estou desfrutando de olh-la abobalhado, obrigado, Srta. Steele, - ele
murmura sombriamente, entrando mais no quarto ele me devora com os olhos. -
Lembre-me de enviar uma nota de agradecimento a Caroline Acton.

 

        Eu franzo a testa. Quem diabos  ela?
        - A compradora pessoal na Neiman, - ele diz, assombrosamente
respondendo a minha pergunta silenciosa.
        - Oh.
        - Eu estou muito distrado.
        - Eu posso ver isso. O que voc quer, Christian? - Dou-lhe o meu olhar
'sem brincadeiras'.
        Ele responde com seu sorriso cheio de segundas intenes e tira do bolso
bolinhas de prata, redonda como ovos, me parando no caminho. Puta merda! Ele
quer bater em mim? Agora? Por qu?
        - No  o que voc pensa, - ele diz rapidamente.
        - Ilumine-me, - eu sussurro.
        - Eu pensei que voc poderia usar estes esta noite.
        E a implicao dessa frase fica pendurada entre ns, at que a ideia afunda
em mim.
        - Para este evento? - Eu estou chocada.
        Ele balana a cabea lentamente, com seus olhos escurecendo.
        Oh meu Deus.
        - Voc vai me espancar mais tarde?
        - No.
        Por um momento, eu sinto uma pequena decepo.
        Ele ri.
        - Voc quer que eu faa?
        Eu engulo. Simplesmente no sei.
        - Bem, com certeza eu no vou te tocar assim, s se voc me pedir.
        Oh! Esta  nova.
        - Voc quer jogar este jogo? - Ele continua, segurando as bolas. - Voc
sempre pode tir-las se for demais.
        Eu olho para ele. Ele parece to perversamente tentador, despenteado, com
o cabelo recentemente lavado, seus olhos escuros danam com pensamentos
erticos, a linda boca esculpida, seus lbios levantados em um sorriso sexy e
divertido.
        - Est bem, - eu concordo suavemente. Inferno, sim! Minha deusa

 

interior encontrou a sua voz e est gritando aos quatro ventos.
        - Boa menina, - Christian sorri. - Venha aqui, e eu vou coloc-los em
voc, depois de colocar os seus sapatos.
        Meus sapatos? Viro-me e olho para os sapatos de salto alto de camura
cinza que combinam com o vestido que eu escolhi para vestir.
        Agrade-o! Minha deusa interior grita para mim.
        Ele estende a mo para me apoiar, enquanto eu ando com os sapatos
Christian Louboutin, um roubo de trs mil duzentos e noventa e cinco dlares. Eu
devo estar, pelo menos, cinco centmetros mais alta agora.
        Ele me leva a beira da cama e no se senta, caminha para a nica cadeira
no quarto. Ele a pega, carrega e coloca-a na minha frente.
        - Quando eu aceno com a cabea, voc se abaixa e segura a cadeira.
Entendeu? - Sua voz est rouca.
        - Sim.
        - timo. Agora abra a boca, - ele ordena, sua voz ainda baixa.
        Eu fao como eu disse, pensando que ele vai colocar as bolas na minha
boca para lubrific-las. No, ele desliza o dedo indicador dentro...
        Oh...
        - Chupe, - ele diz. Eu aperto a sua mo, segurando-a firme, e eu fao
como mandou, v, eu posso ser obediente, quando eu quero.
        Ele tem gosto de sabonete... hmm. Eu chupo duro, e eu sou recompensada,
quando seus olhos se arregalarem e seus lbios se separam enquanto inala. Eu
no vou precisar de qualquer lubrificante, a este ritmo. Ele coloca as bolas em sua
boca enquanto eu fao sexo oral com o seu dedo, girando a minha lngua em volta
dele. Quando ele tenta retir-lo, eu aperto os dentes.
        Ele sorri, ento balana a cabea advertindo-me, ento o deixo ir. Ele
balana a cabea, e eu abaixo e seguro os lados da cadeira. Ele remove minha
calcinha para um lado e muito lentamente desliza o dedo em mim, fazendo
crculos, eu o sinto em todos os lados. Eu no posso me conter e um gemido
escapa de meus lbios.
        Ele retira o dedo rapidamente e com muito cuidado, insere as bolas uma de
cada vez, empurrando-as dentro de mim. Uma vez que esto em posio, ele
recoloca a minha calcinha de volta no lugar e beija minha bunda. Correndo as

 

mos para cima de cada uma das minhas pernas do tornozelo  coxa, ele
gentilmente beija a parte superior de cada coxa, onde minhas meias acabavam.
        - Voc tem pernas belas, Srta. Steele, - ele murmura.
        De p, ele agarra meus quadris e puxa meu traseiro contra ele, ento, eu
sinto sua ereo.
        - Talvez eu a tenha desta forma quando chegarmos em casa, Anastsia.
Voc pode levantar agora.
        Sinto-me tonta, alm de excitada, conforme os pesos das bolas empurram e
puxam dentro de mim. Inclinando-se atrs de mim, Christian beija o meu ombro.
        - Comprei isto para voc usar durante o baile gala de sbado. - Ele coloca
o brao em volta de mim e estende a mo. Na palma da mo repousa uma pequena
caixa vermelha com Cartier inscrito na tampa. - Mas voc me deixou, ento eu
nunca tive a oportunidade de dar a voc.
        Oh!
        - Esta  minha segunda chance, - ele murmura, com sua voz forte e
alguma emoo sem nome. Ele est nervoso.
        Timidamente, eu alcano a caixa e abro. Dentro brilha um par de brincos.
Cada um tem quatro diamantes, um na base, depois uma lacuna, e depois trs
diamantes perfeitamente espaados, pendurados um aps o outro. Eles so lindos,
simples e clssicos. O que eu iria escolher para mim, se alguma vez me fosse dada
a oportunidade de fazer compras na Cartier.
        - Eles so adorveis, - eu sussurro, e porque eles so brincos de segunda
chance, eu amei. - Obrigada.
        Ele relaxa contra mim conforme a tenso sai de seu corpo, e beija meu
ombro novamente.
        - Voc est usando o vestido de cetim prata? - Ele pergunta.
        - Sim? Tudo bem?
        - Claro. Eu vou deixar voc se aprontar. - Ele sai pela porta sem olhar
para trs.


 

        Eu entrei num universo alternativo. A jovem olhando para mim parece
digna de um tapete vermelho. Seu vestido longo e sem alas de cetim prata 
simplesmente deslumbrante. Talvez eu escreva um agradecimento para Caroline
Acton.  ajustado e reala as poucas curvas que tenho.
        Meu cabelo cai em ondas suaves ao redor do meu rosto, escorregando sobre
os meus ombros, para os meus seios. Eu boto um lado atrs da minha orelha,
revelando os meus brincos de segunda chance. Eu mantive a minha maquiagem
no mnimo, para ter um olhar natural. Delineador, rmel, um pouco de blush rosa
e batom rosa plido.
        Eu realmente no preciso do blush. Estou um pouco ruborizada pelo
constante movimento das bolas de prata. Sim, elas vo garantir que tenha um
pouco de cor no meu rosto esta noite. Balanando a cabea para a ousadia de
ideias erticas de Christian, eu me inclino para recolher a minha bolsa de cetim
prata e vou em busca dos meus Cinquenta Tons.
        Ele est conversando com Taylor e outros trs homens no corredor, de
costas para mim. Suas expresses de surpresa e apreo alertam Christian da
minha presena. Ele se vira, enquanto eu fico em p e espero sem jeito.
        Caramba! Minha boca seca. Ele parece impressionante... Smoking preto,
gravata borboleta preta, e sua expresso quando olha para mim  de espanto. Ele
vem para mim e beija o meu cabelo.
        - Anastsia. Voc est de tirar o flego.
        Eu coro com este elogio na frente de Taylor e dos outros homens.
        - Um copo de champanhe antes de ir?
        - Por favor, - murmuro, muito rapidamente.
        Christian acena para Taylor, que se dirige para o hall de entrada com seus
trs companheiros.
        Na grande sala, Christian pega uma garrafa de champanhe na geladeira.
        - A equipe de segurana? - Eu pergunto.
        - Proteo pessoal. Eles esto sob o controle de Taylor. Ele  treinado
nisso, tambm. - Christian me entrega uma taa longa de champanhe.
        - Ele  muito verstil.

 

        - Sim, ele . - Christian sorri. - Voc est linda, Anastsia. Sade. - Ele
levanta o copo e bate com o meu. O champanhe  de uma cor rosa plido. Tem um
sabor deliciosamente fresco e leve.
        - Como voc est se sentindo? - Ele pergunta, com os olhos aquecidos.
        - Muito bem, obrigada. - Eu sorrio docemente, no transparecendo nada,
sabendo muito bem que ele est se referindo s bolas de prata.
        Ele sorri para mim.
        - Aqui, voc vai precisar disso. - Ele me entrega uma bolsa de veludo
grande que estava descansando na ilha da cozinha. - Abra, - ele diz, entre goles
de champanhe. Intrigada, eu alcano dentro do saco e retiro uma intrincada
mscara prateada, com uma pluma azul cobalto coroando o topo.
        -  um baile de mscaras, - ele afirma com naturalidade.
        - Eu vejo. - A mscara  bonita. Uma fita de prata  enfiada em torno das
bordas prateadas e um requintado filigrana  gravado ao redor dos olhos.
        - Isso vai mostrar seus belos olhos, Anastsia.
        Sorrio para ele, timidamente.
        - Voc vai usar uma?
        - Claro. Elas so muito libertadoras, de uma forma, - ele acrescenta,
levantando uma sobrancelha, e sorri.
        Oh. Isso vai ser divertido.
        - Venha. Eu quero lhe mostrar uma coisa. - Segurando sua mo, ele me
leva para o corredor e uma porta ao lado das escadas. Ele abre, revelando uma
grande sala de aproximadamente o mesmo tamanho que a sua sala de jogos, que
deve estar diretamente acima de ns. Esta  preenchida com livros. Uau, uma
biblioteca, cada parede repleta do cho ao teto. No centro, est uma grande mesa
de bilhar, iluminada por uma luminria longa da Tiffany, em forma de prisma.
        - Voc tem uma biblioteca - Eu chio com reverncia, sobrecarregada com
emoo.
        - Sim, a sala de bolas como Elliot chama. O apartamento  bem espaoso.
Eu percebi hoje, quando voc mencionou explor-lo, que eu nunca te levei para
um passeio. Ns no temos tempo agora, mas eu queria mostrar-lhe esta sala, e
talvez desafi-la para uma partida de bilhar em um futuro no muito distante.
        Sorrio para ele.

 

        - Mo a obra. - Em segredo, me abrao cheia de alegria. Jos e eu
fizemos muito isso. Ns jogamos nos ltimos trs anos. Eu sou craque com um
taco. Jos foi um bom professor.
        - O qu? - Christian pergunta, divertido.
        Oh! Eu realmente devo parar de expressar todas as emoes no instante em
que eu sinto, eu me repreendo.
        - Nada, - eu digo rapidamente.
        Christian aperta os olhos.
        - Bem, talvez o Doutor Flynn possa descobrir os seus segredos. Voc vai
encontr-lo esta noite.
        - O charlato caro? - Puta merda.
        - O mesmo. Ele est morrendo de vontade de conhec-la.

        Christian pega a minha mo e suavemente desliza o dedo em meus dedos,
quando nos sentamos na parte de trs do Audi, em direo ao norte. Eu me
contoro, sentindo aquela sensao na minha virilha. Eu resisto  vontade de
gemer, enquanto Taylor est na frente, no usando o seu iPod, junto com um dos
homens da segurana, cujo nome eu acho que  Sawyer.
        Estou comeando a sentir uma dor maante e agradvel no fundo da minha
barriga, causada pelas bolas. Cruzo os braos e me pergunto, quanto tempo vou
ser capaz de gerir isso sem algum, um... alvio? Cruzo as pernas. Enquanto fao
isso, algo que vem me incomodando no fundo da minha mente, sobe  superfcie.
        - Onde voc conseguiu o batom? - Pergunto a Christian suavemente.
        Ele sorri para mim e aponta para frente.
        - Taylor, - ele murmura.
        Eu comeo a rir.
        - Oh. - E paro rapidamente, as bolas.
        Eu mordo meu lbio. Christian sorri para mim, os olhos brilhando
maliciosamente. Ele sabe exatamente o que est fazendo, a besta sexy que ele .

 

        - Relaxe, - ele respira. - Se for demais... - Sua voz some, e ele
gentilmente beija cada dedo da minha mo, uma de cada vez, em seguida,
delicadamente suga a ponta do meu dedo mindinho.
        Agora eu sei que ele est fazendo isso de propsito. Eu fecho meus olhos,
enquanto um desejo fatal atravessa todo o meu corpo. Eu me rendo brevemente a
sensao, meus msculos apertam dentro de mim. Oh meu Deus.
        Quando abro meus olhos novamente, Christian est bem perto de mim, um
prncipe sombrio. Deve ser o smoking e a gravata borboleta, mas ele parece mais
velho, sofisticado, um libertino devastadoramente bonito, com uma inteno
licenciosa.
        Ele simplesmente tira o meu flego. Eu estou no seu encalo sexual, e se eu
posso acreditar nele, ele est no meu. O pensamento traz um sorriso ao meu rosto
e seu sorriso de resposta est me cegando.
        - Ento o que podemos esperar neste evento?
        - Oh, as coisas de sempre, - Christian diz despreocupadamente.
        - O que no  habitual para mim, - eu o lembro.
        Christian sorri e beija com carinho a minha mo de novo. - Muitas
pessoas que esbanjam dinheiro. Leilo, rifa, jantar, dana, minha me sabe como
dar uma festa. - Ele sorri e pela primeira vez durante todo o dia, eu me permito
sentir um pouco animada com a festa.

        H uma fila de carros de luxo estacionados at a garagem da manso Grey.
Longas lanternas de papeis cor de rosa, esto penduradas em todo o caminho,
enquanto ns chegamos mais perto com o Audi, posso ver que elas esto por toda
parte. No claro incio da noite, elas parecem mgicas, como se estivssemos
entrando num reino encantado. Olho para Christian. Muito adequado para o meu
prncipe, e em mim floresce uma excitao infantil, superando todos os outros
sentimentos.
        -Ponha a mscara, - Christian sorri, e quando ele veste sua simples

 

mscara preta, meu prncipe torna-se mais sombrio, mais sensual.
        Tudo o que posso ver do seu rosto  a boca bonita, esculpida e a mandbula
forte.
        Puta merda... Meu batimento cardaco dispara com a viso dele. Eu aperto
a minha mscara e sorrio para ele, ignorando a fome no fundo do meu corpo.
        Taylor puxa para a entrada de automveis, e um manobrista abre a porta
para Christian. Sawyer pula para abrir a minha.
        - Pronta? - Christian pergunta.
        - Como eu sempre estive.
        - Voc est linda, Anastsia. - Ele beija a minha mo e sai do carro.
        Um tapete verde escuro corre ao longo da grama num lado da casa,
conduzindo-nos ao impressionante terreno da parte traseira. Christian tem um
brao protetor em torno de mim, descansando a mo na minha cintura, enquanto
seguimos o tapete verde, um fluxo constante da elite de Seattle, vestidos com suas
melhores roupas e usando todos os tipos de mscaras, e lanternas que iluminam o
caminho. Dois fotgrafos guiam os convidados para posar para fotos, contra o
pano de fundo de um caramancho de hera.
        - Sr. Grey! - Um dos fotgrafos chama. Christian acena com a cabea em
reconhecimento e me puxa para perto e nos posicionamos rapidamente para uma
foto. Como eles sabem quem  ele? Sua marca registrada, o rebelde cabelo cor de
cobre, sem dvida.
        - Dois fotgrafos? - Pergunto a Christian.
        - Um  do Seattle Times, o outro  para uma lembrana. Ns poderemos
comprar uma cpia mais tarde.
        Oh, minha foto na imprensa novamente. Leila entra brevemente em minha
mente. Foi assim que ela me encontrou, posando com Christian. O pensamento 
inquietante, embora reconfortante, pois estou irreconhecvel atrs da minha
mscara.
        No final da linha, de terno branco, os garons servem nas bandejas, copos
cheios de champanhe, e eu sou grata quando Christian passa-me um copo,
efetivamente me distraindo de meus pensamentos escuros.
        Ns nos aproximamos de uma grande prgula branca, com verses
menores das lanternas de papel penduradas. Abaixo dela, brilha uma pista de

 

dana quadriculada em preto e branco, rodeada por uma cerca baixa, com
entradas por trs lados. Em cada entrada esto duas esculturas elaboradas, de
gelo, de cisnes. O quarto lado da prgula  ocupado por um quarteto de cordas que
toca suavemente, uma assombrosa e etrea pea, que eu no reconheo.
Aparentemente o palco ser de uso de alguma grande banda, mas ainda no h
sinal dos msicos. Eu acho que isto deve ser para mais tarde. Pegando minha
mo, Christian me leva entre cisnes na pista de dana, onde os outros convidados
esto reunindo, conversando com suas taas de champanhe.
        Em direo ao litoral, encontra-se uma enorme tenda, aberta no lado mais
prximo a ns, onde eu posso vislumbrar as mesas formalmente organizadas e as
cadeiras. H tantas!
        - Quantas pessoas esto previstas? - Pergunto a Christian, observando o
tamanho da tenda.
        - Acho que cerca de trezentas. Voc ter que perguntar  minha me. -
Ele sorri para mim, e talvez seja porque eu s posso ver o sorriso que ilumina em
seu rosto, mas minha deusa interior desmaiou.
        - Christian!
        Uma jovem aparece fora da multido e joga os braos em volta de seu
pescoo, e imediatamente eu sei que  Mia. Ela est vestida com um elegante,
vestido longo de chiffon rosa plido, com uma deslumbrante mscara veneziana,
delicadamente detalhada para combinar. Ela parece incrvel. E por um momento,
me sento gratssima pelo vestido que Christian me deu.
        - Ana! Querida, voc est linda! - Ela me d um abrao rpido. - Voc
precisa vir e encontrar minhas amigas. Nenhuma delas pode acreditar que
Christian finalmente tem uma namorada.
        Eu dou uma rpida olhada, em pnico, para Christian, que encolhe os
ombros de modo resignado, 'eu sei que ela  impossvel e eu tive que viver por anos
com o seu jeito', e ele deixa Mia me levar para um grupo de quatro mulheres
jovens, todas vestidas com roupas caras e impecveis.
        Mia faz as devidas apresentaes de forma apressada. Trs delas so doces
e gentis, mas Lily, eu acho que  o seu nome, me olha amargamente por debaixo
de sua mscara vermelha.
        - Claro que todas ns pensamos que Christian era gay, - ela diz

 

maliciosamente, ocultando o seu rancor com um grande e falso sorriso.
        Mia fez beicinho para ela.
        - Lily, comporte-se.  bvio que ele tem bom gosto para mulheres. Ele
estava esperando a pessoa certa, e essa no era voc!
        Lily cora ao mesmo tom de sua mscara, assim como eu. Poderia ser mais
desconfortvel?
        - Senhoras, eu poderia reclamar a minha acompanhante de volta, por
favor? - Christian serpenteia o brao em volta da minha cintura, me puxa para o
seu lado. Todas as quatro mulheres sorriem, nivelando as suas inquietaes, seu
sorriso deslumbrante faz o que sempre faz. Mia olha para mim e desvia o olhar, e
eu tenho que rir.
        - Foi adorvel conhec-las, - eu digo, enquanto ele me arrasta para longe.
        - Obrigada, - eu murmuro para Christian quando estamos a alguma
distncia.
        - Eu vi que Lily estava com Mia. Ela  um pedao desagradvel de pessoa.
        - Ela gosta de voc, - eu murmuro secamente.
        Ele estremece.
        - Bem, o sentimento no  mtuo. Venha, deixe-me apresent-la para
algumas pessoas.
        Passei a meia hora seguinte em um turbilho de apresentaes. Eu conheci
dois atores de Hollywood, mais dois CEOs, e vrios mdicos eminentes. Puta
merda... de forma alguma vou lembrar o nome de todos.
        Christian me mantm perto, ao seu lado, e eu lhe sou grata. Francamente,
a riqueza, o glamour e o prprio evento luxuoso me intimida. Eu nunca fui a
qualquer coisa deste tipo em minha vida.
        Os garons de terno branco, se movem sem esforo por entre a multido
crescente de clientes, com garrafas de champanhe, trocando o meu copo com uma
regularidade preocupante. Eu no devo beber demais. Eu no devo beber demais,
repito para mim mesma, mas eu estou comeando a me sentir tonta, e eu no sei
se  o champanhe, a atmosfera carregada de mistrio e emoo criada pelas
mscaras, ou as bolas de prata secretas. A dor surda abaixo da minha cintura est
se tornando impossvel de ignorar.
        - Ento voc trabalha na SIP? - Pergunta um senhor careca, com uma

 

meia mscara de urso ou ser um co? - Ouvi rumores de uma aquisio hostil.
        Eu coro. Existe uma aquisio hostil de um homem que tem mais dinheiro
que eu possa imaginar e  um caador por excelncia.
        - Eu sou apenas uma humilde assistente, Sr. Eccles. Eu no sei nada
sobre essas coisas.
        Christian diz nada e sorri suavemente para Eccles.
        - Senhoras e senhores! - O mestre de cerimnias, vestindo uma mscara
impressionante de arlequim em preto e branco, interrompe-nos. - Por favor,
tomem seus lugares. O jantar ser servido.
        Christian pega a minha mo, e ns seguimos a multido vibrante para uma
grande tenda.
        O interior  deslumbrante. Trs enormes, lustres jogam brilhos de arco-ris
sobre o forro de seda marfim do teto e paredes. Deve haver, pelo menos, trinta
mesas, e elas me lembram a sala de jantar privada do Heathman, com copos de
cristal, linho branco cobrindo as mesas e cadeiras, e no centro, uma exposio
primorosa de penias rosa plido, reunidas em torno de um candelabro de prata.
Envolta em gaze de seda ao lado  uma cesta de guloseimas.
        Christian consulta o plano de lugares e leva-me a uma mesa no centro. Mia
e Grace j esto sentadas, em profunda conversa com um rapaz que eu no
conheo. Grace est usando um vestido verde hortel brilhante, com uma mscara
veneziana para combinar. Ela parece radiante, sem sinal de estresse, e ela me
cumprimenta cordialmente.
        - Ana, que delcia ver voc de novo! E, est to bonita, tambm.
- Me, - Christian cumprimenta-a com firmeza e a beija em ambas as
faces.
        - Oh, Christian, que formalidade! - Ela o repreende provocadoramente.
        Os pais de Grace, Sr. e Sra. Trevelyan, se juntam a ns, em nossa mesa.
Eles parecem exuberantes e jovens, mas  difcil dizer sob suas mscaras de
bronze. Eles esto muito satisfeitos por ver Christian.
        - Vov, Vov, eu apresento-lhes Anastsia Steele.
        A Sra. Trevelyan avana sobre mim como uma erupo cutnea.
        - Oh, ele finalmente encontrou algum, que maravilhoso, e ela  to
bonita! Bem, eu espero que voc faa dele homem honesto, - ela diz, apertando

 

minha mo.
        Caralho. Agradeo aos cus por minha mscara.
        - Me, no embarace a Ana. - Grace vem em meu socorro.
        - Ignorem esta velha tola, meus queridos. - Sr. Trevelyan aperta minha
mo. - Ela acha que porque  to velha, tem o direito dado por Deus de dizer
qualquer absurdo que aparea em sua cabea oca.
        - Ana, este  o meu acompanhante, Sean. - Mia timidamente apresenta
um homem jovem. Ele me d um sorriso perverso, e seus olhos castanhos danam
com diverso, enquanto ns apertamos as mos.
        - Prazer em conhec-lo, Sean.
        Christian aperta a mo de Sean, enquanto o considera com astcia. No
me diga que a pobre Mia sofre com seu irmo arrogante tambm. Eu sorrio para
Mia com simpatia.
        Lance e Janine, amigos de Grace, so o ltimo par na nossa mesa, mas no
h ainda nenhum sinal do Sr. Grey.
        De repente, h o silvo do microfone, e a voz do Sr. Grey retumbou sobre o
sistema de PA, fazendo com que o murmrio de vozes a morresse. Carrick est em
um pequeno palco em uma extremidade da demarcao, vestindo uma
impressionante mscara dourada de Punchinello.
        - Bem vindos, senhoras e senhores, ao nosso baile anual de caridade.
Espero que vocs aproveitem o que temos preparado para vocs nesta noite e que
vocs abram bastante os bolsos, para apoiar o trabalho fantstico que a nossa
equipe faz com a Coping Together. Como vocs sabem,  uma causa que  muito
prxima ao corao da minha esposa e do meu.
        Eu olhei nervosamente para Christian, que est olhando impassvel, eu
acho que, para o palco. Ele olha para mim e sorri.
        - Vou deix-los agora com o nosso mestre de cerimnias. Por favor,
sentem e desfrutem, - Carrick termina.
        Aplausos educados o seguem, ento o murmrio na tenda comea
novamente. Estou sentada entre Christian e seu av. Eu admiro o carto pequeno,
branco com fina caligrafia prata, que leva o meu nome, enquanto um garom
acende o candelabro com uma vela longa. Carrick se une a ns, beijando-me em
ambas as faces, surpreendendo-me.

 

        - Bom ver voc de novo, Ana, - ele murmura. Ele realmente parece muito
marcante com sua extraordinria mscara dourada.
        - Senhoras e senhores, por favor, devem nomear um chefe de mesa, - o
MC fala.
        - Ooo, eu, eu! - Mia diz imediatamente, saltando com entusiasmo, em
seu assento.
        - No centro da mesa voc encontrar um envelope, - o MC continua. -
Ser que todos encontraram, implore, pea emprestado ou roube um valor com a
maior denominao que voc possa gerenciar, escreva o seu nome, e coloque-o
dentro do envelope. Chefes das mesas, por favor, guardem esses envelopes com
cuidado. Ns vamos precisar deles mais tarde.
        Caramba. Eu no trouxe nenhum dinheiro comigo. Que estupidez,  um
evento de caridade!
        Christian pega a carteira, pega duas notas de cem dlares.
        - Aqui, - ele diz.
        O qu?
        - Eu te pago de volta, - eu sussurro.
        Sua boca torce um pouco, e eu sei que ele no est feliz, mas ele no
comenta. Eu assino o meu nome usando sua caneta-tinteiro, que  preta com uma
flor branca na tampa, e Mia passa o envelope ao redor.
        Na minha frente eu encontro um outro carto inscrito com caligrafia prata,
nosso menu.
BAILE DE MSCARAS EM AUXLIO DA COPING TOGETHER
MENU
SALMO TRTARO COM CREME FRESCO
PEPINO NO BRIOCHE TORRADO
ALBAN ESTATE ROUSSANNE 2OO6
PEITO DE PATO ASSADO  MOSCOU
PUR DE SUNCHOKE CREMOSO
TOMILHO TORRADO COBERTO COM CEREJAS,

 

FOIE GRAS
CHTEAUNEUF-DU-PAPE VIEILLCS VIGNES 2006
DOMAINE DE LA JANASSE
CROSTA AUCARADA CHIFFON
FIGOS CRISTALIZADOS, SABAYON, SORVETE DE BORDO
VIN DE CONSTANCE 2004 KLEIN CONSTANTIA
SELEO DE QUEIJOS E PES LOCAIS
ALBAN ESTATE GRENACHE 2006
CAF E PETITS FOURS
        Bem, isso explica o nmero de copos de cristal de cada tamanho, colocado
na minha frente. Nosso garom est de volta, oferecendo vinho e gua. Atrs de
mim, os lados da tenda atravs da qual entramos, esto sendo fechadas, enquanto
na frente, dois servidores puxam para trs uma tela, revelando o por do sol sobre
Seattle e Bay Meydenbauer.
 uma viso absolutamente de tirar o flego, as luzes de Seattle cintilam 
distncia e o laranja escuro, calmo, da baa reflete o cu de opala. Uau.  to
calmo e pacfico.
        Dez servidores, cada um segurando um prato, vem para ficar entre ns.
Com um sinal silencioso, servem as nossas entradas na sincronizao completa,
em seguida, desaparecer novamente. O salmo parece delicioso, e eu percebo que
estou morrendo de fome.
        - Com fome? - Christian murmura to baixo, que s eu posso ouvir. Eu
sei que ele no est se referindo ao alimento, e os msculos profundos na minha
barriga respondem.
        - Muito, - eu sussurro, ousadamente reunindo o meu com o seu olhar,
Christian separa os lbios enquanto inala.
        Ha! Veja... dois podem jogar este jogo.
        O av de Christian envolve-me em uma conversa imediatamente. Ele  um
homem maravilhoso, to orgulhoso de sua filha e de seus trs netos.
 to estranho pensar em Christian como uma criana. A memria de suas

 

cicatrizes de queimaduras vem espontaneamente  mente, mas rapidamente
descarto-a. Eu no quero pensar nisso agora, embora, ironicamente,  a razo por
trs desta festa.
        Eu queria que Kate estivesse aqui com Elliot. Ela se encaixaria to bem, o
grande nmero de garfos e facas colocados diante dela, no assustariam Kate, ela
iria comandar a mesa. Eu a imagino brigando com Mia sobre quem deveria ser a
cabea da mesa. O pensamento me faz sorrir.
        A conversa na mesa tem fluxos e refluxos. Mia  divertida, como sempre,
tanto que eclipsa o pobre Sean, que costuma ficar quieto como eu. A av de
Christian  a mais vocal. Ela tambm tem um senso de humor mordaz, geralmente
 custa de seu marido. Eu comeo a sentir um pouco de pena do Sr. Trevelyan.
        Christian e Lance falam animadamente sobre um dispositivo que a empresa
de Christian est desenvolvendo, inspirado no princpio de Schumacher: Pequeno
 Bonito.  difcil acompanhar. Christian parece ter a inteno de capacitar s
comunidades carentes, em todo o mundo, uma tecnologia  vento, com
dispositivos que no necessitam de eletricidade ou baterias e manuteno mnima.
        V-lo em plena atividade  surpreendente. Ele  apaixonado e
comprometido com a melhoria da vida dos menos afortunados. Atravs de sua
empresa de telecomunicaes, ele tem a inteno de ser o primeiro no mercado,
com um telefone mvel com energia a vento.
        Uau. Eu no tinha ideia. Quer dizer, eu sabia sobre sua paixo sobre a
alimentao do mundo, mas isto...
        Lance parece incapaz de compreender o plano de Christian de dar a
tecnologia e no patente-la. Pergunto-me vagamente como Christian fez toda a
sua fortuna, se ele est to disposto a dar tudo.
        Durante o jantar, um fluxo constante de homens em smokings, habilmente
confeccionados e mscaras escuras, param na nossa mesa, interessados em
conhecer Christian, apertar sua mo e trocar gentilezas. Ele me apresenta para
alguns, mas para outros no. Estou intrigada para saber como e por que ele faz a
distino.
        Durante uma conversa, Mia se inclina e sorri.
        - Ana, voc vai ajudar no leilo?
        - Claro, - eu respondo muito disposta.

 

        Quando a sobremesa  servida, a noite j caiu, e eu estou realmente
desconfortvel. Eu preciso me livrar das bolas. Antes que eu possa me desculpar, o
mestre de cerimnias aparece na nossa mesa, e com ele, se no me engano, est a
Senhorita Tranas Europias.
        Qual  seu nome? Hansel, Gretel... Gretchen.
        Ela est mascarada  claro, mas eu sei que  ela, quando o seu olhar no
se move para alm de Christian. Ela cora, e egosta, eu estou muito contente que
Christian no toma conhecimento dela.
        O MC pede o nosso envelope e com um floreio muito praticado e eloquente,
pede para Grace tirar a proposta vencedora.  do Sean, e a cesta embrulhada em
papel de seda  atribuda a ele.
        Aplaudo educadamente, mas eu estou achando impossvel me concentrar
em mais nada do que acontece.
        - Se voc me d licena, - murmuro para Christian.
        Ele olha para mim atentamente.
        - Voc precisa retocar a maquilagem?
        Concordo com a cabea.
        - Eu vou lhe mostrar, - ele diz sombriamente.
        Quando eu levanto, todos os outros homens ao redor, levantam da mesa
comigo. Oh, tais maneiras.
        - No, Christian! Voc no vai levar a Ana, eu vou.
        Mia est em p antes mesmo que Christian possa protestar. Sua mandbula
aperta, eu sei que ele no est satisfeito. Francamente, no  s eu que tenho...
necessidades. Eu dou de ombros como desculpa para ele, e ele se senta
rapidamente, resignado.
        Em nosso retorno, eu me sinto um pouco melhor, embora o alvio de
remover as bolas no foi to instantneo quanto eu esperava. Elas agora esto
escondidas, em segurana, na minha bolsa.
        Como eu pensei que poderia durar a noite inteira? Eu ainda estou ansiosa,
talvez eu possa convencer Christian a me levar para a casa de barcos mais tarde.
Eu coro com o pensamento e olho para ele, enquanto me sento. Ele olha para mim,
o fantasma de um sorriso cruza os seus lbios.
        Ufa... ele no est mais com raiva de uma oportunidade perdida, embora

 

talvez eu esteja. Eu me sinto frustrada, irritada mesmo. Christian aperta a minha
mo, e ns dois ouvimos Carrick com ateno, ele est de volta ao palco, falando
sobre a Coping Together. Christian passa-me outro carto com uma lista dos
prmios e leiles. Eu leio rapidamente.
        PRESENTES DE LEILES E DOADORES GRACIOSOS
BASTO DE BEISEBOL ASSINADO DOS NAVEGANTES - DRA. EMILY
MAINWARINC
        BOLSA, CARTEIRA & CHAVEIRO GUCCI - ANDREA WASHINGTON
UM PASSAPORTE PARA DUAS PESSOAS PARA UM DIA NO ESCLAVA,
BRAEBURN CENTER - ELENA LINCOLN
        DESENHO DE PAISAGEM E JARDIM - GIA MATTEO
        COCO DE MER COFFRET & PERFUME BEAUTY SELECTION -
ELIZABETH AUSTIN
        ESPELHO VENEZIANO - SR. E SRA. J BAILEY
        DUAS BOLSAS DE VINHO DE SUA ESCOLHA DE ALBAN ESTATES -
ALBAN ESTATES
DOIS BILHETES VIPS PARA O XTY IN CONCERT - SRA. L. YEYOV
UM DIA DE CORRIDAS EM DAYTONA - EMC BRITT INC.
        ORGULHO & PRECONCEITO, DE JANE AUSTEN, PRIMEIRA EDIO -
DR. A. F. M. LACE-FIELD
        DIRIGIR UM ASTON MARTIM D87 POR UM DIA - MR. & SRA. L. W. NORA
PINTURA EM LEO 'INTO THE BLUE' DE J. TROUTON - KELLY
TROUTON
        LIO DE VO - SEATTLE SSOARERS CLUB
        FIM DE SEMANA PARA DOIS NO THE HEATHMAN, PORTLAND - THE
HEATHMAN
        ESTADIA DE UM FIM DE SEMANA EM ASPEN (6 LEITOS) - SR. C. GREY
ESTADIA DE UMA SEMANA A BORDO DO IATE THE SUSIECUE (6
LEITOS) ATRACADO EM ST. LUCIA - DR. & SRA. LARIN
        UMA SEMANA NO LAGO ADRIANA, MONTANA (8 LEITOS) - SR. & DRA.
GREY

 

        Puta merda. Eu pisquei para Christian.
        - Voc possui uma propriedade em Aspen? - Eu assobio. O leilo est em
curso, e eu tenho que baixar a minha voz.
        Ele balana a cabea, surpreso com a minha exploso e irritado, eu acho.
Ele pe o dedo nos lbios para me silenciar.
        - Voc tem algum imvel em outro lugar? - Eu sussurro. Ele acena com a
cabea novamente e inclina a cabea para um lado em uma advertncia.
        A sala inteira entra em erupo com aclamaes e aplausos, um dos
prmios foi para doze mil dlares.
        - Eu vou te dizer mais tarde, - Christian diz em voz baixa. - Eu queria ir
com voc, - ele acrescenta um pouco de mau humor.
        Bem, voc no fez. Eu amuo e percebo que ainda estou queixosa e, sem
dvida,  o efeito frustrante das bolas. Meu humor escurece depois de ver a Sra.
Robinson na lista dos doadores generosos.
        Olho em volta da delimitao, para ver se posso encontr-la, mas eu no
posso ver seu cabelo revelador. Certamente Christian teria me avisado se ela fosse
convidada para esta noite. Eu sento e zangada, aplaudindo quando necessrio, 
medida que cada lote  vendido por quantidades impressionantes de dinheiro.
        O leilo se move para a propriedade de Christian em Aspen e chega a vinte
mil dlares.
        - Dou-lhe uma, dou-lhe duas, - o MC chama.
        E eu no sei o que me possui, mas de repente, eu ouvi minha prpria voz
soando claramente sobre a multido.
        - Vinte e quatro mil dlares!
        Cada mscara na mesa vira para mim, com espanto chocado, a maior
reao de todos que vem do meu lado. Eu ouo sua ingesto aguda de respirao e
sinto a sua ira lavar-me como uma onda.
        - Vinte e quatro mil dlares, para a senhora bonita, de vestido prata, dou-
lhe uma, dou-lhe duas... Vendido!

 

Captulo 07
        Puta merda, eu fiz isso? Deve ser o lcool. Bebi champanhe, alm de mais
quatro copos de vinhos. Levanto o olhar para Christian, que est ocupado
aplaudindo.
        Merda, ele deve estar com muita raiva, e estvamos to bem. Meu
subconsciente decidiu finalmente fazer uma apario, seu rosto est igual ao O
grito12 de Edvard Munch.
        Christian se inclina para mim, um grande sorriso falso estampado em seu
rosto. Ele beija minha bochecha e, em seguida, aproxima-se e sussurra no meu
ouvido de uma forma muito fria, com sua voz controlada.
        - Eu no sei se me rendo aos seus ps ou te bato at merda sair de voc.
        Oh... Sei o que quero agora. Eu olho para ele, piscando atravs da minha
mscara. Eu s desejaria poder ler o que est em seus olhos.
        - Eu aceitarei a segunda opo, por favor,- eu sussurro freneticamente
enquanto os aplausos morrem. Seus lbios se apertam enquanto ele respira
fortemente. Oh, essa boca cinzelada, eu a quero em mim, agora. Sofro por ele. Ele
me d um sorriso radiante e sincero que me deixa sem flego.
        - Sofrendo? Vamos ver o que podemos fazer sobre isso, - ele murmura
enquanto corre os dedos ao longo do meu queixo.
        Seu toque ecoa profundamente em mim, onde essa dor  gerada e cresce.
Eu quero saltar em cima dele, aqui e agora, mas nos sentamos para assistir ao
leilo do seguinte lote.
        Eu mal consigo ficar quieta. Christian joga um brao ao redor dos meus
ombros, seu polegar ritmicamente acariciando minhas costas, enviando arrepios
12        Refere-se a quadro do mesmo ttulo de Munch.

 

deliciosos na minha espinha. Sua mo livre agarra minhas mos, levando-a aos
seus lbios, em seguida, deixando-a descansar em seu colo.
        Lenta e secretamente, por isso eu no percebo o seu jogo at que seja tarde
demais, ele desliza a minha mo at sua perna e contra sua ereo. Eu suspiro, e
meus olhos se giram em pnico ao redor da mesa, mas todos os olhos esto fixos
no palco. Graas a Deus pela minha mscara.
        Aproveitando o mximo, eu lentamente acaricio-o, deixando meus dedos
explorar. Christian mantm sua mo sobre a minha, escondendo meus dedos
safados, enquanto passa o polegar suavemente sobre a minha nuca. Sua boca se
abre enquanto ele respira suavemente, e  a nica reao que eu posso ver por
meu toque inexperiente. Mas isso significa muito. Ele me deseja. Tudo a abaixo do
meu umbigo se contrai. Isso est se tornando insuportvel.
        Uma semana no Lago Adriana em Montana  o lote final do leilo. Claro que
o Senhor e a Dra. Grey tem uma casa em Montana, e a licitao aumenta
rapidamente, mas eu mal estou ciente disso. Eu o sinto crescer sob os meus
dedos, e isso me faz sentir to poderosa.
        - Vendido, por cento e dez mil dlares!- O MC declara vitorioso. O salo
inteiro explode em aplausos, e relutantemente, eu aplaudo juntamente com
Christian, arruinando a nossa diverso.
        Ele se vira para mim e contrai os lbios. - Pronta?- ele gesticulou com a
boca sobre o arrebatador aplauso.
        - Sim, - eu gesticulo de volta.
        - Ana! - Mia chama. - Est na hora!
        O qu? No. De novo no!
        - Hora para qu?
        - O Leilo da Primeira Dana. Vamos l! - Ela se levanta e estende a mo.
        Eu olho para Christian que est, penso eu, franzindo o cenho para Mia, e
eu no sei se devo rir ou chorar, mas  o riso que ganha. Eu sucumbo a uma
enorme risata, enquanto somos frustrados mais uma vez pela super poderosa Mia
Grey. Christian olha para mim, e depois de um segundo, h um aparecimento de
um sorriso nos lbios.
        - A primeira dana ser comigo, ok? E no vai ser na pista de dana, -
ele murmura lascivamente no meu ouvido. Minha risada diminui enquanto a

 

antecipao lana chamas sobre minha necessidade. Oh, sim! Minha deusa
interior realiza um perfeito Salchow13 triplo em seus patins de gelo.
        - Estou ansiosa por isso. - Eu me inclino e dou-lhe um beijo suave, casto
em sua boca. Olhando em volta, percebo que os convidados na mesa esto
surpresos. Claro, eles nunca viram Christian com namorada antes.
        Ele sorri para mim. E ele parece. . . Feliz. Uau.
        - Vamos l, Ana, - Mia resmunga. Tomando sua mo estendida, eu a sigo
para o palco onde dez mulheres jovens se renem, e constato com uma vaga
inquietao que Lily  uma delas.
        - Senhores, o ponto culminante da noite! - O MC ressoa acima do
murmrio de vozes. - O momento em que todos ns esperamos! Estas doze
senhoritas encantadoras concordaram em leiloar sua primeira dana para o maior
lance!
        Ah, no. Ruborizo-me da cabea aos ps. Eu no tinha percebido o que isso
significava. Que humilhante!
        -  por uma boa causa, - Mia sussurra para mim, sentindo o meu
desconforto. - Alm disso, Christian vai ganhar. - Ela gira os olhos. - Eu no
posso imaginar que ele deixe algum ganhar dele. Ele no tirou os olhos de voc a
noite toda.
        Sim, focar na boa causa, e Christian  obrigado a ganhar. Sejamos
realistas, no  um centavo ou dois.
        Mas isso significa gastar mais dinheiro contigo! Meu subconsciente
resmunga para mim. Mas eu no quero danar com ningum, eu no posso
danar com mais ningum... e no estar gastando dinheiro comigo, estar doando
para a caridade. Como os vinte e quatro mil dlares que ele j gastou? Meu
subconsciente entrecerra os olhos.
        Merda. Parece que fui muito longe com meu lance impulsivo. Por que eu
estou discutindo comigo mesma?
        - Agora, senhores, se renam em volta, e deem uma boa olhada no que
poderia ser seu para uma primeira dana. Doze garotas formosas e dceis.
        Nossa! Eu sinto que estou em um mercado de carne. Vejo, horrorizada,
enquanto pelo menos vinte homens fazem seu caminho para a rea do palco,
13        Salto criado pelo patinador sueco Ulrico Salchow.  um dos saltos mais fceis e bsicos

 

includo Christian, movendo-se fcil e com graa entre as mesas e fazendo uma
pausa para dizer uns poucos "ol" no caminho. Uma vez que os ofertantes esto
reunidos, o MC comea.
        - Senhoras e Senhores, pela tradio das mscaras, vamos manter o
mistrio por trs das mscaras e manter apenas o nome de batismo. Primeiro
temos a adorvel Jada.
        Jada est rindo como uma colegial, tambm. Talvez eu no seja a nica
deslocada. Ela est vestida dos ps  cabea com um tafet azul marinho e uma
mscara correspondente. Dois jovens do um passo adiante e param. Sortuda
Jada.
        - Jada fala japons fluentemente,  uma piloto de caa qualificada, e uma
ginasta olmpica. . . humm. - O MC pisca. - Cavalheiros, qual o lance?
        Jada fica boquiaberta, e olha atnica para o MC, obviamente, ele est
falando puro lixo. Ela sorri timidamente de volta para os dois concorrentes.
        - Mil dlares!- Uma fala.
        Muito rapidamente a oferta sobe para cinco mil dlares.
        - Dou-lhe uma. . . dou-lhe duas. . . vendido! - o MC declara em voz alta,
- ao senhor de mscara! -E, claro, todos os homens esto usando mscaras por
isso h buzinas de aplausos, risos e aplausos. Jada sorri para seu comprador e sai
rapidamente do palco.
        - V? Isso  divertido! - Mia sussurra. - Espero que Christian ganhe
voc, no entanto. . . No queremos ver uma briga, - acrescenta.
        - Briga? - Eu respondo horrorizada.
        - Oh sim. Ele era muito cabea-quente quando era jovem. - Ela
estremece.
        Christian brigando? Refinado, sofisticado, igual-a-msica-de-coral-Tudor
Christian? Eu no posso imaginar. O MC me distrai com a sua prxima
apresentao, uma jovem em vermelho, com longo cabelo cor de azeviche.
        - Senhores, gostaria de apresentar a maravilhosa Mariah. O que vamos
fazer em relao a Mariah? Ela  uma toureira experiente, toca violoncelo em
concerto, e ela  uma campe de saltos... Que tal isso, senhores? Qual  o lance,
por uma dana com a deliciosa Mariah?
        Mariah olha para o MC e algum grita, bem alto.

 

        - Trs mil dlares!-  um homem mascarado, com cabelos loiros e barba.
        H uma contra oferta, e Mariah foi vendida por quatro mil dlares.
        Christian est me olhando como um falco. Um brigo Trevelyan14-Grey
quem poderia imaginar?
        - Faz quanto tempo? - eu pergunto a Mia.
        Ela olha para mim, perplexa.
        - Faz quanto tempo que Christian brigou?
        - No incio da adolescncia. Ele deixava nossos pais loucos, voltando para
casa com os lbios cortados e os olhos escuros. Ele foi expulso de duas escolas.
Ele infligiu alguns danos srios em seus adversrios.
        Olhei-a boquiaberta.
        - No te disse? - Ela suspira. - Ele ficou com a reputao bastante ruim
entre os meus amigos. Foi realmente uma persona non grata por uns poucos anos.
Mas ele parou quando tinha cerca de quinze ou dezesseis anos. - Ela encolheu os
ombros.
        Puta merda. Outra pea do quebra-cabea se encaixa.
        - Ento, qual o lance para a linda Jill?
        - Quatro mil dlares, - chama uma voz profunda do lado esquerdo. Jill
grita de alegria.
        Eu parei de prestar ateno no leilo. Ento, Christian tinha esse tipo de
problemas na escola, brigando. Eu me pergunto por qu. Eu fico olhando
fixamente para ele. Lily est nos observando.
        - E agora, permitam-me apresentar a bonita Ana.
        Oh merda, sou eu. Olho nervosamente para Mia e ela me faz sinais para o
centro do palco. Felizmente, eu no caio, mas fico totalmente envergonhada ao ser
o centro da ateno de todos. Quando eu olho para Christian, ele est sorrindo
para mim. Bastardo.
        - A maravilhosa Ana toca seis instrumentos musicais, fluente em
mandarim, e est interessada em yoga. . . bem, meus senhores - Antes que ele
possa at mesmo terminar a sua sentena, Christian o interrompe, olhando para o
MC atravs de sua mscara.
14        -
Trevelyan: Alec Trevelyan (006) o principal vilao do filme de James Bond, GoldenEye,

 

        - Dez mil dlares. - Ouo Lily suspirar totalmente incrdula.
        Oh Porra.
        - Quinze.
        O qu? Ns todos nos viramos para um homem alto, impecavelmente
vestido, parado  esquerda do palco. Eu pisco para Cinquenta. Merda, o ele que
far sobre isso? Mas ele est coando o queixo e dando um estranho sorriso
irnico.  bvio que Christian o conhece. O estranho acena educadamente a
Christian.
        - Bem, senhores! Temos grandes jogadores na casa esta noite. - A
excitao do MC emana atravs de sua mscara de arlequim enquanto ele se vira
para Christian. Este  um grande show, mas  s minhas custas. Eu quero
protestar.
        - Vinte - replica Christian tranquilamente.
        O murmrio da multido morreu. Todo mundo est olhando para mim,
Christian, e o Senhor Misterioso.
        - Vinte e cinco, - o estranho diz.
        Poderia isto ser mais embaraoso?
        Christian olha para ele impassvel, mas ele est se divertindo. Todos os
olhos esto em Christian. O que vai fazer? Meu corao est na minha boca. Sinto-
me mal.
        - Cem mil dlares, - ele diz, sua voz soando alta e clara atravs da
marquise.
        - Mas que porra? - Lily sibila audivelmente atrs de mim, e um suspiro
geral de consternao e diverso ondulam atravs da multido. O estranho levanta
suas mos em derrota, rindo, e Christian sorri para ele com soberbia. Pelo canto
do meu olho, eu posso ver Mia saltando, subindo e descendo com alegria. Meu
subconsciente est olhando para Christian, completamente desalentada.
        - Cem mil dlares para a linda Ana! Dou-lhe uma. . . Dou-lhe duas... - O
MC olha para o estranho que balana a cabea com simulado pesar e acena
cavalheiresco.
        - Vendido! - O MC grita triunfante.
        Em uma rodada ensurdecedora de aplausos e aclamaes, Christian se
adianta para tomar minha mo e me ajudar a sair do palco. Ele olha para mim

 

com um sorriso divertido enquanto eu fao o meu caminho para baixo, beija as
costas da minha mo, ento a coloca na curva de seu brao e me leva em direo a
sada da marquise.
        - Quem era? - Eu pergunto.
        Ele olha para mim.
        - Algum que voc pode encontrar mais tarde. Agora, eu quero lhe mostrar
uma coisa. Temos cerca de 30 minutos at a concluso do leilo da Primeira
Dana. Ento ns temos que estar de volta na pista de dana para que eu possa
desfrutar da dana pela qual paguei.
        - Uma dana muito cara, - eu resmungo em desaprovao.
        - Eu tenho certeza que vai valer a pena cada centavo. - Ele sorri para
mim maliciosamente. Ah, ele tem um sorriso glorioso, e a excitao est de volta,
desabrochando no meu corpo.
        Estamos fora, sobre o gramado. Pensei que estvamos indo a cobertura,
mas lamentavelmente parece que nos dirigimos para a pista de dana onde a
grande banda est se preparando. H pelo menos uns vinte msicos e alguns
convidados andando e furtivamente fumando, mas uma vez que a maioria das
aes est atrs da marquise, no atramos muita ateno.
        Christian me leva para a parte traseira da casa e abre uma janela francesa
que conduz a uma sala de estar grande e confortvel que eu no tinha visto antes.
Ele caminha pelo corredor deserto em direo  escadaria, que possui um elegante
corrimo de madeira polida. Pegando minha mo na curva do brao, ele me leva
at o segundo andar onde h um outro lance de escadas para o terceiro. Abrindo
uma porta branca, me faz passar para um dos quartos.
        - Este era meu quarto, - ele diz calmamente, parando na porta e
trancando-a.
 grande, simples e escassamente mobiliada. As paredes so brancas,
assim como  o mobilirio, h uma espaosa cama de casal, uma mesa e cadeira,
prateleiras repletas de livros e painis com vrios trofus de boxe como se nota. As
paredes esto decoradas com cartazes de filmes: The Matrix, Clube da Luta, O
Show de Truman, e dois cartazes emoldurados apresentando lutadores de boxes.
Um deles se chama Guiseppe DeNatale. Eu nunca ouvi falar dele.
        Mas o que me chama a ateno  a placa branca com alfinetes sobre a

 

mesa, repleta de uma infinidade de fotografias, bandeirinhas de Marinheiros e
recados.  um pedao do jovem Christian. Meus olhos se voltam para o homem
magnfico, bonito agora em p no centro da sala. Ele vem at a mim
sombriamente, chocante e sexy.
        - Eu nunca trouxe uma garota aqui, - ele murmura.
        - Nunca? - Sussurro.
        Ele balana a cabea. Eu engulo seco, a nsia que vem me incomodando no
ltimo par de horas est rugindo agora, crua e desejosa. Vendo-o ali no tapete azul
royal naquela mscara. . . Est alm do ertico. Eu o quero. Agora. De qualquer
maneira que eu possa t-lo. Eu tenho que resistir em lanar-me para ele e rasgar
suas roupas. Ele caminha para mim, como uma valsa, lentamente.
        - Ns no temos muito tempo, Anastsia, e do jeito que eu estou me
sentindo neste exato momento, no precisaremos muito tempo. Vire-se. Deixa-me
tirar esse teu vestido.
        Viro-me e encaro a porta, grata por estar trancada. Abaixando-se, ele
sussurra baixinho no meu ouvido: - Mantenha a mscara.
        Eu gemo enquanto meu corpo se aperta em resposta. Ainda nem mesmo
me tocou.
        Alcana a parte superior do meu vestido, seus dedos deslizando na minha
pele, e o toque reverbera atravs de meu corpo. Em um movimento rpido, ele abre
o zper. Segurando meu vestido, ele me ajuda a sair dele, ento se vira e o coloca
cuidadoso no encosto de uma cadeira. Removendo o palet, ele coloca sobre o meu
vestido. Faz uma pausa, e me olha por um momento, devorando-me. Eu estou s
de calcinha e suti, e me deleito em seu olhar sensual.
        - Voc sabe, Anastsia, - ele diz baixinho enquanto vem em minha
direo, desfazendo a gravata para que fique de ambos os lados do pescoo, em
seguida, desfez os trs primeiros botes de sua camisa. - Eu estava to irritado
quando comprou o meu lote do leilo. Todos os tipos de ideias passaram pela
minha cabea. Tinha que me lembrar que a punio est fora do cardpio. Mas
ento voc pediu voluntariamente. - Ele olha para mim atravs de sua mscara.
- Por que voc fez isso? - Ele sussurra.
        - Ser voluntria? Eu no sei. Frustrao. . . Muito lcool. . . Causa
nobre,- eu modestamente murmuro, encolhendo os ombros. - Talvez para

 

chamar sua ateno?
        Eu precisava dele, ento. Eu preciso dele ainda mais agora. A dor est pior,
e eu sei que ele pode acalmar isso, acalmar esta besta estrondosa e salivante em
mim com a besta que existe nele. Sua boca endurece numa linha, e ele lentamente
lambe o lbio superior. Quero que essa lngua em mim.
        - Eu jurei a mim mesmo que eu no iria bater em voc de novo, mesmo
que voc me pedisse.
        - Por favor, - eu imploro.
        - Mas ento eu percebi que voc est provavelmente muito desconfortvel
no momento, e no  algo que voc est acostumada. - Ele sorriu para mim
conscientemente, bastardo arrogante, mas eu no me importo porque ele est
absolutamente certo.
        - Sim, - suspiro.
        - Ento, pode haver um certo. . . controle. Se eu fizer isso, voc deve me
prometer uma coisa.
        - Qualquer coisa.
        - Voc vai usar a palavra de segurana se voc precisar, e eu s vou fazer
amor com voc, ok?
        - Sim. - respiro rapidamente. Quero suas mos em mim.
        Ele engole, em seguida, pega a minha mo, e se move em direo  cama.
Jogando o edredom de lado, ele se senta, pega um travesseiro, e coloca-o ao lado
dele. Ele olha para mim de p ao lado dele e de repente puxa forte em minha mo
para que eu caia em suas pernas. Move-se um pouco para que meu corpo
descanse na cama, meu peito sobre o travesseiro, o meu rosto para um lado.
Debruando-se sobre, ele tira o meu cabelo sobre meu ombro e passa os dedos
atravs da pluma de penas na minha mscara.
        - Ponha as mos atrs das costas, - ele murmura. Oh! Ele tira a gravata
e a usa para rapidamente juntar os pulsos, de modo que minhas mos esto
atadas atrs de mim, descansando um pouco nas minhas costas.
        - Voc realmente quer isso, Anastsia?
        Eu fecho meus olhos. Esta  a primeira vez desde que eu o conheci que eu
realmente quero isso. Eu preciso disso.
        - Sim, - eu sussurro.

 

        - Por qu? - Ele pergunta baixinho enquanto acaricia minhas costas com
a palma da mo.
        Eu gemo assim que sua mo faz contato com minha pele. Eu no sei por
qu. . . Voc me disse para eu no pensar demais. Depois de um dia como hoje,
discutindo sobre o dinheiro, Leila, Sra. Robinson, ele sobre mim, o mapa na sua pele,
essa grande festa, as mscaras, o lcool, as bolas de prata, o leilo. . . Eu quero
isso.
        - Preciso de um motivo?
        - No, beb, no precisa, - ele diz. - Eu s estou tentando entender
voc. - Sua mo esquerda curvou-se em volta da minha cintura, segurando-me
no lugar enquanto a palma da mo saa do meu traseiro e cai forte, logo acima da
juno das minhas coxas. A dor se conecta diretamente com a dor na minha
barriga
        Oh, Deus. . . Eu gemo alto. Ele me bate de novo, exatamente no mesmo
lugar. Eu gemo novamente.
        - Dois, - ele murmura. - Faremos 12.
        Oh, meu Deus! Isso parece diferente da ltima vez, to carnal, to. . .
Necessrio. Ele acaricia o meu traseiro com os dedos longos, e eu estou indefesa,
amarrada e pressionada contra o colcho,  sua merc, e por minha prpria
vontade. Ele me bate de novo, ligeiramente no lado e, novamente, no outro lado,
em seguida, faz uma pausa enquanto ele lentamente despe minha calcinha e
puxa-a. Ele gentilmente passa a palma de sua mo em meu traseiro de novo antes
de continuar me batendo - cada tapa pungente me empurrando at a borda da
minha necessidade, ou alimentando-a. Eu no sei. Eu me rendo ao ritmo dos
golpes, absorvendo cada um, saboreando cada um.
        - Doze, - ele murmura em voz baixa e spera. Ele acaricia o meu traseiro
novamente e arrasta os dedos para baixo em direo ao meu sexo e afunda
lentamente dois dedos dentro de mim, movendo-os em um crculo, voltas e voltas,
me torturando.
        Eu gemo alto enquanto o meu corpo explode, e mais e mais,
convulsionando em torno de seus dedos.  to intenso, inesperado e rpido.
        - Certo, bebe, - ele murmura apreciativamente. Ele desamarra meus
pulsos, mantendo os dedos dentro de mim enquanto estou deitada ofegante em

 

cima dele.
        - Eu ainda no terminei com voc, Anastsia, - ele diz e se move sem
retirar os dedos. Ele baixa meus joelhos no cho de modo que agora estou
inclinada sobre a cama. Ele se ajoelha no cho atrs de mim e abaixa o zper. Ele
desliza os dedos para fora de mim, e eu ouo o barulho familiar de um pacote de
papel alumnio. -Abra as pernas, - ele resmunga e eu obedeo. Acaricia meu
traseiro e coloca com cuidado em mim.
        - Isso vai ser rpido, beb,- ele murmura e agarrando meus quadris, ele
se afasta um pouco e ento desliza dentro de mim.
        - Ah! - Eu grito, mas a plenitude  celestial. Ele est levando minha dor
na barriga para longe, mais e mais, erradicando isso com cada impulso intenso e
doce. A sensao  alucinante, justamente o que eu preciso. Eu empurro de volta
para encontr-lo, impulso por o impulso.
        - Ana, no, - ele resmunga, tentando me parar. Mas eu o quero demais, e
me movendo contra ele, correspondendo impulso por impulso.
        - Ana, merda, - ele sibila enquanto goza, e o som torturante me faz
alcanar o orgasmo novamente, em espiral, em um gozo cru que sobe e sobe, me
consome e me deixa sem flego.
        Christian se curva e beija meu ombro, em seguida, sai de mim. Colocando
os braos em volta de mim, ele descansa a cabea no meio das minhas costas, e
ns ficamos assim, os dois de joelhos  beira da cama, por quanto tempo?
Segundos? Minutos, enquanto acalmamos a nossa respirao. Minha dor na
barriga desapareceu, e tudo o que eu sinto  uma serena e calma satisfao.
        Christian se move e beija minhas costas. - Eu acredito que voc me deve
uma dana, Srta. Steele, - ele murmura.
        - Hmm, - eu respondo, saboreando a ausncia de dores e desfrutando o
crepsculo.
        Ele se senta sobre os calcanhares e me puxa para fora da cama para o seu
colo.
        - Ns no temos muito tempo. Vamos. - Ele beija o meu cabelo e me
obriga a ficar de p.
        Eu resmungo, mas sento na cama e recolho minha calcinha do cho e
coloco-a. Preguiosamente, eu ando para a cadeira para recuperar o meu vestido.

 

Vejo com desapaixonado interesse que eu no tirei os sapatos durante o nosso
encontro ilcito. Christian est amarrando sua gravata, tendo terminado de se
ajeitar e a cama.
        Enquanto eu deslizo meu vestido novamente, eu confiro as fotos no quadro.
        Christian como um adolescente mal-humorado era lindo, mesmo ento:
com Elliot e Mia nas pistas de esqui, sozinho em Paris, o Arco do Triunfo servindo
como plano de fundo, em Londres, Nova York, o Grand Canyon; Sydney Opera
House, at na Grande Muralha da China. O Sr. Grey viajou bastante quando
jovem.
        H canhotos de ingressos de vrios concertos: U2, Metallica, The Verve,
Sheryl Crow, a Filarmnica de New York desempenhando Romeu e Julieta de
Prokofiev, nossa uma mistura bem ecltica! E no canto, h uma fotografia do
passaporte de uma jovem mulher.  preta e branca. Ela parece familiar, mas eu
no posso identific-la. No  Sra. Robinson, graas a Deus.
        - Quem ? - Pergunto.
        - Ningum importante, - resmunga quando ele desliza sua jaqueta e
endireita a gravata-borboleta. - Devo fechar o seu?
        - Por favor. Ento, por que ela est em sua placa?
        - Um descuido da minha parte. Como est a minha gravata? - Ele levanta
o queixo como um menino pequeno. Eu sorrio e endireito-a para ele.
        - Agora est perfeita.
        - Assim como voc, - ele murmura e me agarra, me beijando
apaixonadamente. - Sente-se melhor?
        - Muito, muito obrigada, Sr. Grey.
        - O prazer foi todo meu, Srta. Steele.

        Os convidados esto amontoados sobre a pista de dana. Christian sorri
para mim - fizemos isto no tempo exato e ele me leva para o cho xadrez.
        - E agora, senhoras e senhores,  hora da primeira dana. Sr. e Sra. Grey,
esto prontos? - Carrick acena com a cabea em concordncia, com os braos em

 

torno de Grace.
        - Senhoras e senhores da Primeira Dana do Leilo, vocs esto prontos?
- Acenamos todos em acordo. Mia est com algum que eu no reconheo. Eu me
pergunto o que aconteceu com Sean?
        - Ento vamos comear. Comece Sam!
        Um jovem passeia sobre o palco em meio a aplausos calorosos, se volta
para a banda por trs dele e estala os dedos. As notas familiares de -I Got You
Under My Skin - encher o ar.
        Christian sorri para mim, me pega em seus braos, e comea a se mover.
Oh, ele dana muito bem, tornando fcil segui-lo. Sorrimos uns para os outros
como idiotas enquanto ele gira-me em torno da pista de dana.
        - Eu amo essa msica, - Christian murmura, olhando para mim. -
Parece muito apropriada. - Ele no estava mais sorridente, mas srio.
        - Voc est sob minha pele tambm, - eu respondo. - Ou voc estava em
seu quarto.
        Ele aperta os lbios, mas  incapaz de esconder seu divertimento.
        - Srta. Steele, - ele adverte me provocando: - Eu no tinha ideia que
voc poderia ser to grosseira.
        - Sr. Grey, nem eu. Acho que so todas as minhas recentes experincias.
Elas tm sido uma aula.
        - Para ambos. - Christian est srio,  como se fosse apenas ns dois e a
banda. Ns estamos em nossa prpria bolha privada.
        Quando a msica termina, ambos aplaudimos. Sam, o cantor curva-se
graciosamente e apresenta sua banda.
        - Posso interromper?
        Eu reconheo o homem que ofereceu os lances para mim no leilo.
Christian me deixa ir a contragosto, mas ele est sorrindo, tambm.
        -  vontade. Anastsia, este  John Flynn. John, Anastsia.
        Merda!
        Christian sorriu para mim e se afasta para um lado da pista de dana.
        - Como vai voc, Anastsia? - Dr. Flynn diz suavemente, e eu percebo
que ele  britnico.
        - Ol,- Gaguejo.

 

        A banda toca outra msica, e Dr. Flynn atrai-me para seus braos. Ele 
muito mais jovem do que eu imaginava, embora eu no possa ver seu rosto. Ele
est usando uma mscara semelhante  de Christian. Ele  alto, mas no to alto
quanto Christian, e ele no se move com a ligeira graa de Christian.
        O que eu digo para ele? Por que Christian  to fodido? Por que ele deu
lances para mim?  a nica coisa que quero perguntar a ele, mas de alguma forma
parece rude.
        - Estou contente por finalmente conhec-la, Anastsia. Voc est se
divertindo? - ele pergunta.
        - Eu estava, - Sussurro.
        - Oh. Espero que eu no seja responsvel por sua mudana. Ele me d
um breve e caloroso sorriso que me deixa um pouco mais  vontade.
        - Doutor Flynn, voc  o psiquiatra. Voc me diz.
        Ele sorri.
        - Esse  o problema, no ? A parte psiquiatra?
        Eu sorrio.
        - Estou preocupada com o que eu poderia revelar, por isso estou um
pouco autoconsciente e intimidada. E realmente eu s quero lhe perguntar sobre
Christian.
        Ele sorri.
        - Primeiro, isto  uma festa e eu no estou de planto. - ele sussurra
conspirando. - E segundo, eu realmente no posso falar com voc sobre
Christian. Alm disso, - ele brinca, - ns temos at o Natal.
        Eu suspiro em estado de choque.
        - Isso  piada de mdico, Anastsia.
        Eu coro, envergonhada, e depois senti um pouco de ressentimento. Ele est
fazendo uma piada  custa de Christian.
        - Voc apenas confirmou o que eu venho dizendo a Christian. . . Que voc
 um charlato caro, - eu o adverti.
        Dr. Flynn bufa com o riso.
        - Voc poderia estar no caminho certo.
        - Voc  ingls?
        - Sim. Oriundo de Londres.

 

        - Como veio parar aqui?
        - Circunstncias felizes.
        - Voc no fala muito, no ?
- No h muito o que dizer. Eu sou realmente uma pessoa muito maante.
        - Isso  muito auto-depreciativo.
-  uma caracterstica britnica. Parte do nosso carter nacional.
        - Ah.
        - E eu poderia acus-la do mesmo, Anastsia.
        - Que eu sou uma pessoa tediosa, tambm, Dr. Flynn?
        Ele bufa.
        - No, Anastsia, que voc no fala muito.
        - No h muito o que dizer. - Eu sorrio.
- Eu sinceramente duvido. - Ele inesperadamente franze a testa.
        Eu coro, mas a msica acaba e Christian mais uma vez est ao meu lado.
Dr. Flynn me libera.
        - Foi um prazer conhec-la, Anastsia. - Ele me d seu sorriso caloroso
de novo, e eu sinto que passei em algum tipo de teste oculto.
        - John. - Christian acena para ele.
        - Christian. - Dr. Flynn retorna seu aceno, comea a andar, e desaparece
no meio da multido.
        Christian atrai-me para seus braos para a prxima dana.
        - Ele  muito mais jovem do que eu esperava, - sussurro para ele. - E
muito indiscreto.
        Christian vira a cabea para um lado.
        - Indiscreto?
        - Oh sim, ele me contou tudo, - eu o provoco.
        Christian fica tenso.
        - Bem, nesse caso, eu vou pegar sua mala. Tenho certeza que voc no
quer nada mais comigo, - ele diz em voz baixa.
        Eu paro.
        - Ele no me disse nada! - Minha voz se enche de pnico.
        Christian pisca antes de o alvio inundar seu rosto. Ele atrai-me para seus
braos novamente.

 

        - Ento vamos aproveitar essa dana. - Ele sorrir irradiante, me segura,
ento me gira.
        Por que ele disse que eu iria querer ir embora? No faz nenhum sentido.
        Ns danamos mais duas msicas, e eu percebo que preciso ir ao banheiro.
        - Eu no vou demorar muito.
        Enquanto fao meu caminho para o banheiro, eu me lembro que eu deixei
minha bolsa na mesa de jantar, ento eu vou at a marquise. Quando eu entro,
esta ainda est acesa, mas bastante deserta, exceto por um casal do outro lado,
que realmente precisa de um quarto! Eu procuro a minha bolsa.
        - Anastsia?
        A voz suave me assusta, e dirijo-me para ver uma mulher vestida em um
longo e apertado vestido de veludo preto. Sua mscara  nica. Ele cobre o seu
rosto at o nariz, mas tambm cobre seus cabelos. Est impressionante, com o
elaborado filigrana dourado.
        - Estou to feliz por voc estar sozinha, - ela diz em voz baixa. - Eu
estava querendo falar com voc  noite toda.
        - Desculpe-me, eu no sei quem voc .
        Ela puxa a mscara de seu rosto e libera seu cabelo.
        Merda!  a Sra. Robinson.
        - Desculpe-me, se eu a assustei.
        Eu fico boquiaberta. Caralho, que porra essa mulher quer comigo?
        Eu no sei quais as convenes sociais para encontrar uma conhecida
molestadora de crianas. Ela est sorrindo docemente e gesticulando para que eu
sente na mesa. E por est to atordoada, eu fao o que ela me pede por educao,
fico grata de ainda estar usando minha mscara.
        - Eu vou ser breve, Anastsia. Eu sei o que voc pensa de mim. . .
Christian me disse.
        Eu olho para ela, impassvel, nada revelando, mas eu estou contente que
ela saiba. Isto me salva de lhe dizer, e ela est indo direto ao ponto. Parte de mim
est muito de intrigada sobre o que ela teria a dizer.
        Ela faz uma pausa, olhando por cima do meu ombro. - Taylor est nos
observando.
        Eu olho ao redor para v-lo observando a porta. Sawyer est com ele. Eles

 

esto olhando para qualquer lugar, exceto para ns.
        - Olha, no temos muito tempo, - ela diz apressadamente. - Deve ser
bvio para voc que Christian est apaixonado por voc. Eu o nunca vi assim
antes, nunca. - Ela enfatiza a ltima palavra.
        O qu? Ele me ama? No. Por que ela est me dizendo? Para me
tranquilizar? No estou entendendo.
        - Ele no ir lhe dizer por que ele provavelmente no percebe que ele
prprio est amando, no obstante o que eu disse para ele, mas este  o Christian.
Ele no  muito sintonizado com os sentimentos positivos e emoes que ele possa
ter. Ele vive obcecado demais pela negatividade. Mas ento voc provavelmente j
comprovou isso por si mesma. Ele no acha que  digno de voc.
        Estou em choque. Christian me ama? Ele no disse isso, e esta mulher esta
me dizendo como ele se sente? Isso  to bizarro.
        Centenas de imagens danam na minha cabea: o IPAD, o planador,
voando para me ver, todas as suas aes, sua possessividade, cem mil dlares por
uma dana. Isso  amor?
        E ouvir isto desta mulher, tendo-a confirmando isto para mim ,
francamente, indesejvel. Eu prefiro ouvir isso dele.
        Meu corao aperta. Ele se sente indigno? Por qu?
        - Eu nunca o vi to feliz, e  bvio que voc tem sentimentos por ele
tambm. - Um breve sorriso nos lbios. - Isso  timo, e eu desejo a vocs o
melhor de tudo. Mas o que eu queria dizer  que se voc o machucar de novo, eu
vou te achar, senhorita, e isto no ser agradvel quando eu a encontrar.
        Ela olha para mim, seus gelados olhos azuis no meu rosto, tentando
penetrar sob a minha mscara. Sua ameaa  to surpreendente, to fora do rumo
que um riso involuntrio me escapa. De todas as coisas que ela poderia me dizer,
isso  o mnimo esperado.
        - Voc acha que isso  engraado, Anastsia? - Ela disse desanimada. -
Voc no o viu no ltimo sbado.
        Meu rosto cai e escurece. O pensamento de Christian infeliz no  algo
palatvel, e no ltimo sbado eu o deixei. Ele deve ter ido at ela. A ideia me faz
enjoar. Por que eu estou sentada aqui ouvindo esta merda dela, entre todas as
pessoas? Eu me levanto lentamente, olhando-a atentamente.

 

        - Eu estou rindo de sua audcia, Sra. Lincoln. Christian e eu no temos
nada a ver com voc. E se eu abandon-lo e voc vier me procurar, eu estarei
esperando, no duvide. E talvez eu v te dar uma amostra do seu prprio remdio
em nome do menino de 15 anos de idade que voc molestou e provavelmente o
fodeu ainda mais do que ele j estava.
        Sua boca se abriu.
        - Agora, se voc me der licena, tenho coisas melhores a fazer do que
perder meu tempo com voc. - Eu comeo a andar com a adrenalina, e raiva
percorrendo meu corpo, e na direo da entrada da tenda onde Taylor est de p,
justo quando Christian chega, parecendo perturbado e preocupado.
        - A est voc, - ele resmunga, em seguida, franze a testa quando v
Elena.
        Eu passo por ele, sem dizer nada, dando-lhe a oportunidade de escolher,
ela ou eu. Ele faz a escolha certa.
        - Ana, - ele me chama. Eu paro e o encaro quando ele me alcana. - O
que h de errado? - Ele olha para mim, com preocupao em seu rosto.
        - Por que voc no perguntar a sua ex? - Eu replico acidamente.
        Sua boca se aperta e seus olhos ficam gelados.
        - Eu estou perguntando a voc, - ele diz, sua voz suave, mas com um
tom de algo muito mais ameaador.
        Ficamos encarando um ao outro.
        Ok, eu posso ver como isso vai acabar em briga, se eu no contar a ele.
        - Ela est ameaando vir at a mim, se eu te machucar novamente,
provavelmente com um chicote, - eu disparo contra ele.
        O alvio aparece em todo o seu rosto, a boca relaxa com humor.
        - Certamente, a ironia no a abandona, no ? - diz, e posso dizer que ele
est se esforando para abafar seu riso.
        - Isso no  engraado, Christian!
        - No, voc est certa. Eu vou falar com ela. Ele adota um rosto srio,
porm ele ainda est suprimindo seu riso.
        - Voc no vai fazer tal coisa. - Cruzo os braos, minha raiva aparece
novamente.
        Ele pisca para mim, surpreso com a minha exploso.

 

        - Olha, eu sei que voc est amarrado a ela financeiramente, perdoe o
trocadilho, mas....- eu paro. O que estou pedindo a ele para fazer? Desistir dela?
Parar de v-la? Posso fazer isso? - Eu preciso ir ao banheiro. - Eu o encaro,
minha boca em uma linha sombria.
        Ele suspira e vira sua cabea para um lado. Ele parece estar mais quente
que o normal.  a mscara ou apenas ele?
        - Por favor, no fique brava. Eu no sabia que ela estava aqui. Ela disse
que no viria. - Seu tom  apaziguador, como se estivesse falando com uma
criana. Levantando a mo ele corre o polegar ao longo do meu lbio inferior, que
esta fazendo beicinho. - No deixe Elena estragar nossa noite, por favor,
Anastsia. Ela  realmente um caso antigo.
        Caso antigo  a palavra, penso com crueldade, quando ele puxa meu queixo
para cima e suavemente roa seus lbios contra os meus. Suspiro de acordo,
piscando para ele. Ele se ergue e pega o meu cotovelo.
        - Eu vou acompanh-la at o banheiro, assim voc no ser interrompida
novamente.
        Ele me leva por todo o gramado em direo aos luxuosos banheiros
temporrios. Mia disse que tinha sido entregue para a ocasio, mas eu no tinha
ideia que vinha em verses de luxo.
        - Eu vou esperar aqui por voc, beb, - ele murmura.
        Quando eu saio, meu humor est moderado. Eu decido no deixar que a
Sra. Robinson estrague minha noite, porque isso  provavelmente o que ela quer.
Christian est no telefone a uma certa distncia fora do alcance da voz das poucas
pessoas rindo e conversando nas proximidades. Quando eu chego mais perto, eu
posso ouvi-lo. Ele est muito conciso.
        - Por que voc mudou de ideia? Pensei que tnhamos um acordo. Bem,
deixe-a sozinha. . . Este  o primeiro relacionamento normal que eu tenho, e eu
no quero que voc o comprometa, por conta de uma preocupao sem cabimento
por mim. Deixe-a... Em... Paz. Estou falando srio, Elena. - Ele faz uma pausa,
escutando. - No, no  claro. - Ele franze a testa profundamente quando ele diz
isso. Levantando o olhar, ele me v olhando-o. - Eu tenho que ir. Boa noite. - Ele
aperta o boto para desligar.
        Eu curvo minha cabea para um lado e levanto uma sobrancelha para ele.

 

Por que ele est telefonando para ela?
        - Como esto os casos antigos?
        - Irritadas, - ele responde com sarcasmo. - Voc quer danar mais um
pouco? Ou voc gostaria de ir embora? - Ele olha para o relgio. - Os fogos de
artifcio comeam em cinco minutos.
        - Eu amo fogos de artifcio.
        - Ns vamos ficar para v-los, ento. - Ele coloca os braos em volta de
mim e me puxa para perto. - No deixe que ela entre em nossa relao, por favor.
        - Ela se preocupa com voc, - eu murmuro.
        - Sim, e eu com ela. . . Como um amigo.
        - Eu acho que  mais que uma amizade para ela.
        Sua testa franze.
        - Anastsia, Elena e eu. . .  complicado. Temos compartilhado uma
histria. Mas  exatamente isso, uma histria. Como eu j disse para voc uma e
outra vez, ela  uma boa amiga. Isto  tudo. Por favor, esquea-a. - Ele beija o
meu cabelo, e no interesse de no estragar a nossa noite, eu deixo isto para l. Eu
estou apenas tentando entender.
        Ns passeamos de mos dadas de volta para a pista de dana. A banda
ainda est em pleno andamento.
        - Anastsia.
        Viro-me para encontrar Carrick atrs de ns.
        - Eu me pergunto se voc me daria a honra da prxima dana. - Carrick
oferece sua mo para mim. Christian d de ombros e sorri, liberando minha mo,
e eu me deixo levar por Carrick na pista de dana. Sam o lder da banda lana com
- Come Fly with Me, - e Carrick coloca o brao em volta da minha cintura e me
gira suavemente para a multido.
        - Eu queria agradecer sua generosa contribuio para nossa caridade,
Anastsia.
        Pelo seu tom, eu suspeito que esta  uma maneira indireta de perguntar se
eu posso pagar.
        - Sr. Grey.
        - Chame-me de Carrick, por favor, Ana.
        - Estou muito feliz por poder contribuir. Eu inesperadamente consegui

 

algum dinheiro. Eu no preciso disto. E  uma causa to digna.
        Ele sorri para mim, e eu aproveito a oportunidade para algumas perguntas
inocentes. Carpe diem, meu subconsciente sibila por trs de sua mo.
        - Christian me contou um pouco sobre seu passado, ento eu acho que 
adequado apoiar o seu trabalho, - eu acrescento, na esperana de que isso possa
incentivar Carrick me dar uma pequena viso sobre o mistrio que  seu filho.
        Carrick est surpreendido.
        - Ele contou? Isso  incomum. Voc certamente tem um efeito muito
positivo sobre ele, Anastsia. Eu no acho que eu j o vi assim, assim... leve.
        Eu fico passada.
        - Desculpe, eu no queria envergonh-la.
        - Bem, na minha limitada experincia, ele  um homem muito incomum,
- murmuro.
        - Ele ,- Carrick concorda em silncio.
        - A infncia de Christian me pareceu terrivelmente traumtica, pelo que
ele me contou.
        Carrick franze a testa, e eu me preocupo se eu ultrapassei os limites.
        - Minha esposa era a mdica do planto quando a polcia o encontrou. Ele
era pele e ossos, e estava severamente desidratado. Ele nem falava. - Carrick fez
uma careta novamente, perdido na terrvel memria, apesar da msica alta que
nos rodeia. - Na verdade, ele no falou por quase dois anos. Era tocando piano o
que eventualmente levava para fora de si mesmo. Ah, e a chegada de Mia,  claro.
- Ele sorri para mim com carinho.
        - Ele toca muito bem. E ele j fez tanto, voc deve estar muito orgulhoso
dele. - Eu soo distrada. Puta merda. No falou por dois anos.
        - Imensamente. Ele  muito determinado, muito capaz, um homem
bastante jovem e brilhante. Mas entre ns, Anastsia, v-lo como ele est, esta
noite, despreocupado, atuando com sua idade, essa  a verdadeira emoo para
sua me e eu. Ns dois estvamos comentando sobre isso hoje. Creio que temos
que lhe agradecer por isso.
        Eu acho que eu coro at as razes do cabelo. O que eu devo dizer a isto?
        - Ele sempre foi um solitrio. Nunca pensei que iria v-lo com algum.
Tudo o que voc est fazendo, por favor, no pare. Ns gostaramos de v-lo feliz.

 

- Ele para de repente, como se ele tivesse ultrapassado os limites. - Eu sinto
muito, eu no quero fazer voc se sentir desconfortvel.
        Sacudo a cabea.
        - Eu gostaria de v-lo feliz, tambm, - eu murmuro, sem saber o que
dizer.
        - Bem, eu estou muito feliz porque voc veio esta noite. Tem sido um
verdadeiro prazer ver vocs dois juntos.
        Como as notas finais de - Come Fly with Me - desaparecendo, Carrick me
libera e arqueia, e eu o reverencio, espelhando-me em sua civilidade.
        - J basta de danar com homens velhos. - Christian est ao meu lado
novamente. Carrick ri.
        - Menos 'velho', filho. Eu sou conhecido por ter os meus momentos. -
Carrick pisca para mim de brincadeira e caminha no meio da multido.
        - Acho que meu pai gosta de voc, - Christian murmura enquanto ele v
seu pai se misturando com a multido.
        - O que h para no gostar? - Eu dou um olhar esperto para ele atravs
de meus clios.
        - Bingo, Srta. Steele. - Ele me puxa para um abrao quando a banda
comea a tocar - It Had to Be You.
        - Dana comigo, - ele sussurra sedutoramente.
        - Com prazer, Sr. Grey. - Eu sorrio, em resposta, e ele me arrasta por
toda a pista de dana mais uma vez.
 meia-noite, ns passeamos em direo  costa entre a marquise e o
ancoradouro onde os outros folies se reuniram para assistir os fogos de artifcio.
O MC, de volta no comando, permitiu a remoo das mscaras, para melhor ver o
show. Christian tem seu brao em volta de mim, mas estou ciente de que Taylor e
Sawyer esto por perto, provavelmente porque estamos no meio da multido agora.
Eles esto olhando para todo lugar, exceto ao cais onde dois pirotcnicos vestidos
de preto esto fazendo os preparativos finais. Ver Taylor me lembra Leila. Talvez
ela esteja aqui. Merda. O pensamento me traz calafrios, e eu me aproximo ainda
mais de Christian. Ele olha para mim enquanto me puxa para mais perto.
        - Voc est bem, beb? Frio?
        - Eu estou bem. - Eu olho rapidamente para trs e vejo os outros dois

 

        caras da segurana, cujos nomes me esqueo, por perto. Movendo-me na frente
dele, Christian coloca os dois braos em volta de mim sobre meus ombros.
        De repente, uma agitada trilha sonora clssica estronda ao longo do cais e
dois foguetes sobem no ar, explodindo com um estrondo ensurdecedor sobre a
baa, iluminando tudo em um dossel deslumbrante de espuma laranja e branco,
que se reflete em um banho de brilho sobre a gua ainda calma da baa. Meu
queixo cai quando vrios foguetes disparam para o ar e explodem em um
caleidoscpio de cores.
        No me lembro de ter visto um show to impressionante, exceto talvez na
televiso, e nunca pareceu assim to bom na TV. Eles esto todos no tempo para a
msica. Aclamao aps aclamao, estrondo aps estrondo, e luz aps luz
enquanto a multido responde com suspiros e ooohs e ahhs.  fora deste mundo.
        No flutuador na baa, vrias luzes so atiradas para cima, vinte ps no ar,
mudando de cor atravs de azul, vermelho, laranja e de volta para prata e ainda
mais foguetes explodiam quando a msica atinge o seu auge.
        Meu rosto est comeando a doer pelo sorriso ridculo de admirao
estampado em todo ele. Olho para Cinquenta, e ele est igual, maravilhando-se
como uma criana com o show sensacional. No final, uma saraivada de seis
foguetes  atirada no escuro e explodem simultaneamente, banhando-nos em uma
gloriosa luz dourada, enquanto a multido irrompe em frenticos e entusiasmados
aplausos.
        - Senhoras e senhores, - o MC chama quando os aplausos e assobios vo
diminuindo. - Apenas uma nota para acrescentar ao final desta noite
maravilhosa; suas generosidades levantaram um total de um milho, oitocentos e
cinquenta e trs mil dlares!
        Aplausos espontneos irrompem de novo, e fora do flutuador, uma
mensagem acende em riachos de prata de fascas que formam as palavras
Agradecemos Por Lutarmos Juntos, chispando e brilhando sobre a gua.
        - Oh, Christian. . .  maravilhoso. - Eu sorrio para ele e ele se abaixa
para me beijar.
        - Hora de ir, - ele murmura, um largo sorriso em seu rosto bonito, e suas
palavras prometem muito.
        De repente, eu me sinto muito cansada.

 

        Ele olha de novo, e Taylor est prximo, a multido se dispersa em torno de
ns. Eles no falam, mas algo se passa entre eles.
        - Fique comigo um momento. Taylor quer esperar enquanto a multido se
dispersa.
        Oh.
        - Eu acho que exibio de fogos de artifcio provavelmente aumenta a
idade dele em cem anos, - acrescenta.
        - Ele no gosta de fogos de artifcio?
        Christian olha para mim com carinho e balana a cabea, mas no explica.
        - Ento, Aspen, - ele diz, e sei que ele est tentando me distrair de
alguma coisa. Isso funciona.
        - Oh. . . Eu no paguei pelo meu lance, - me arquejo.
        - Voc pode enviar um cheque. Eu tenho o endereo.
        - Voc realmente ficou furioso.
        - Sim, eu fiquei.
        Eu sorrio.
        - Eu culpo voc e seus brinquedos.
        - Voc foi bastante convincente, Srta. Steele. Um resultado mais
satisfatrio se bem me lembro. - Ele sorri provocante. - Alis, onde esto eles?
        - As bolas de prata? Na minha bolsa.
        - Eu gostaria de t-las de volta. - Ele sorriu para mim. - Eles so um
dispositivo muito potente para ser deixado em suas mos inocentes.
- Preocupado que eu as use-a novamente, talvez com outra pessoa?
        Seus olhos brilham de forma perigosa.
        - Espero que isso no acontea, - ele diz, um tom gelado em sua voz. -
Mas no, Ana. Eu quero todo o seu prazer.
        Uau.
        - Voc no confia em mim?
        - Implicitamente. Agora, eu posso t-las de volta?
        - Eu vou pensar sobre isso.
        Ele aperta os olhos para mim.
        H msica, mais uma vez na pista de dana, mas  um DJ tocando uma
batida, o baixo batendo com uma batida implacvel.

 

        - Voc quer danar?
        - Estou muito cansada, Christian. Eu gostaria de ir, se estiver tudo bem.
        Christian olha para Taylor, que acena com a cabea, e partimos em direo
a casa, aps passar por uns pares convidados bbados. Estou grata por Christian
pegar na minha mo, meus ps esto doendo por conta da altura e do apertado
confinamento dos meus sapatos.
        Mia chega interceptando-nos.
        - Voc no vai, no ? A msica de verdade est apenas comeando.
Vamos l, Ana. - Ela agarra a minha mo.
        - Mia, - Christian a adverte. - Anastsia est cansada. Ns estamos indo
para casa. Alm disso, temos um grande dia amanh.
        Ns temos?
        Mia pondera, mas surpreendentemente no empurra Christian.
        - Voc tem que vir, na prxima semana. Talvez possamos ir ao shopping?
        - Claro, Mia. - Eu sorrio, embora no fundo da minha mente eu esteja
querendo saber como, desde que eu tenho que trabalhar para viver.
        Ela me d um beijo rpido, ento abraa Christian ferozmente, pegando-
nos de surpresa. Mais surpreendentemente ainda, ela coloca as mos diretamente
nas lapelas de sua jaqueta, e ele apenas olha para ela, complacentemente.
        - Eu gosto de ver voc to feliz, - ela diz docemente e beija-o na
bochecha. -Tchau. Vocs dois se divirtam. - Ela pula fora na direo dos amigos
esperando por ela, entre eles Lily, que parece ainda mais azeda com sua cara sem
sua mscara.
        Pergunto-me  toa quem  Sean.
        - Vamos dizer boa noite aos meus pais antes de sair. Venha. - Christian
me leva atravs de um bando de convidados at Grace e Carrick, que nos do
despedidas afetuosas e quentes.
        - Por favor, venha novamente, Anastsia, foi maravilhoso ter voc aqui, -
Grace diz gentilmente.
        Eu estou um pouco sobrecarregada pela reao dela e de Carrick.
Felizmente, os pais de Grace se retiraram, ento pelo menos eu estou poupando o
seu entusiasmo.
        Silenciosamente, Christian e eu andamos de mos dadas para frente da

 

casa onde os incontveis carros esto alinhados e esperando para recolher os
hspedes. Olho para cima, para o Cinquenta. Ele parece feliz e relaxado.  um
prazer v-lo desta forma, embora eu suspeite que  incomum depois de um dia to
extraordinrio.
        - Voc est aquecida o suficiente? - Ele pergunta.
        - Sim, obrigada. - Eu fecho meu envoltrio de cetim.
        - Gostei muito esta noite, Anastsia. Obrigado.
        - Eu tambm, algumas partes mais do que outras. - Eu sorrio.
        Ele sorri e acena, ento sua testa franze.
        - No morda seu lbio, - ele adverte de uma maneira que faz meu sangue
esquentar.
        - O que voc quis dizer sobre um grande dia amanh? - Pergunto para
me distrair.
        - Dra. Greene est vindo examin-la. Alm disso, eu tenho uma surpresa
para voc.
        - Dra. Greene! - Eu paro.
        - Sim.
        - Por qu?
        - Porque eu odeio camisinha, - ele diz calmamente. Seus olhos brilham
na luz suave das lanternas de papel, avaliando minha reao.
        -  o meu corpo, - eu resmungo irritada por ele no ter me consultado.
        -  meu tambm, - ele sussurra.
        Eu olho para ele enquanto vrios convidados passam, ignorando-nos. Ele
parece to srio. Sim, meu corpo  dele. . . Ele sabe disso melhor do que eu.
        Eu o alcano, e ele recua ligeiramente, mas permanece ainda. Segurando o
canto de sua gravata borboleta, eu puxo e ela se desenrola, revelando o primeiro
boto da sua camisa. Gentilmente eu o desfao.
        - Voc est sexy com isto, - Sussurro. Na verdade, ele parece sexy o
tempo todo, mas realmente est muito sexy com isto.
        Ele sorri para mim.
        - Eu preciso te levar para casa. Venha.
        No carro, Sawyer entrega um envelope para Christian. Ele franze a testa
para ela e olha para mim enquanto Taylor me conduz at o carro. Taylor parece

 

aliviado por algum motivo. Christian sobe e me entrega o envelope, fechado,
enquanto Taylor e Sawyer tomam os seus lugares na frente.
        -  dirigida a voc. Um dos funcionrios deu a Sawyer. Sem dvida de
algum que teve o corao capturado. - A boca de Christian se contrai.  bvio
que este  um conceito desagradvel para ele.
        Eu fico olhando para a nota. De quem  isto? Rasgo-o abrindo, eu li
rapidamente na luz fraca. Puta merda,  dela! Por que ela no vai me deixar em
paz?
       Eu posso t-la julgado mal. Mas voc definitivamente tem me
julgado mal. Chame-me se voc precisar preencher alguns espaos em
branco. Ns podemos almoar. Christian no quer que eu fale com
voc. Mas eu ficaria bem mais feliz em ajudar. No estou enganando-a.
Eu aprovo. Acredite em mim Deuss me ajude - se voc mago-lo...ele
j foi magoado suficiente. Telefone-me (206) 279-6261.
       Sra. Robinson
        Porra, ela assinou Sra. Robinson! Ele disse para ela. O ba.stardo.
        - Voc disse a ela?
        - Disse a quem, o qu?
        - Que eu a chamo de Sra. Robinson, - eu atirei.
        -  de Elena? - Christian ficou chocado. - Isso  ridculo, - ele
resmunga, correndo a mo pelos cabelos, e posso dizer que ele est irritado. - Eu
vou falar com ela amanh. Ou segunda-feira, - resmunga amargamente.
        E embora eu tenha vergonha de admitir isso, uma parte muito pequena de
mim est satisfeita. Meu subconsciente acena com a cabea sabiamente. Elena o
est irritando, e isso s pode ser algo bom, certamente. Decido no dizer nada por
enquanto, mas escondo sua nota na minha bolsa, e num gesto garantido para
aliviar seu estado de esprito, eu entrego de volta as bolas.
        - At a prxima vez, - murmuro.
        Ele olha para mim, e  difcil ver seu rosto no escuro, mas eu acho que ele
est sorrindo. Ele pega a minha mo e aperta.

 

        Eu olho para fora da janela para a escurido, refletindo sobre esse longo
dia. Eu aprendi muito sobre ele, recolhi tantos detalhes perdidos - os sales, as
viagens, sua infncia, mas ainda h muito mais para descobrir. E sobre a Sra. R?
Sim, ela cuidou dele, e profundamente, ao que me parece. Eu posso ver isso, e ele
cuida dela, mas no da mesma maneira. Eu no sei o que pensar. Toda esta
informao est fazendo minha cabea doer.
        Christian me acorda assim que paramos no Escala.
        - Necessita que carregue voc? - Ele pergunta gentilmente.
        Sacudo a cabea sonolenta. De jeito nenhum.
        Quando estamos no elevador, eu inclino-me contra ele, colocando minha
cabea em seu ombro. Sawyer est na frente de ns, deslocando-se
desconfortavelmente.
        - Tem sido um longo dia, hein, Anastsia?
        Concordo com a cabea.
        - Cansada?
        Concordo com a cabea.
        - Voc no est muito faladora.
        Concordo com a cabea e ele sorri.
        - Venha. Eu vou colocar voc na cama. - Ele pega a minha mo quando
samos do elevador, mas paramos no hall de entrada, quando Sawyer levanta a
mo. Nessa frao de segundo, eu estou instantaneamente acordada. Sawyer fala
em sua manga. Eu no tinha ideia de que ele estava usando um rdio.
        - Vou fazer, T. - ele diz e se vira para ns. - Sr. Grey, os pneus do Audi
da Srta. Steele foram cortados e a pintura foi arranhada.
        Puta merda. O meu carro! Quem faria isso? E eu sei a resposta, logo que a
questo se materializa na minha mente. Leila. Olho para cima, para Christian, e
ele est branco.
        - Taylor est preocupado que o criminoso possa ter entrado no
apartamento e ainda pode estar l. Ele quer ter certeza.
        - Eu entendo, - Christian sussurra. - Qual o plano de Taylor?
        - Ele est no elevador de servio com Ryan Reynolds. Eles vo fazer uma
varredura em seguida, deixar tudo limpo. Vou aguardar com voc, senhor.
        - Obrigado, Sawyer. - Christian aperta seu brao em volta de mim. -

 

Este dia s fica melhor e melhor, - suspira amargamente, cheirando meu cabelo.
- Oua, eu no posso ficar aqui e esperar. Sawyer, cuide de Srta. Steele. No a
deixe at que voc tenha tudo limpo. Estou certo de que Taylor est exagerando.
Ela no conseguiria entrar no apartamento.
        O qu?
        - No, Christian, voc tem que ficar comigo, - eu imploro.
        Christian me libera.
        - Faa o que disse, Anastsia. Espere aqui.
        No!
        - Sawyer? - Diz Christian.
        Sawyer abre a porta do vestbulo para deixar Christian entrar no
apartamento, em seguida, fecha a porta atrs dele e est na frente dele, olhando
impassvel para mim.
        Puta merda. Christian! Todos os tipos de resultados horrveis passam pela
minha mente, mas tudo o que posso fazer  ficar e esperar.

 

Captulo 08
        Sawyer fala em sua manga novamente.
        - Taylor, Sr. Grey entrou no apartamento. - Ele recua e pega o fone de
ouvido, puxando-o para fora de sua orelha, provavelmente recebendo alguns
insultos poderosos de Taylor.
        Oh no, se Taylor est preocupado. . .
        - Por favor, deixe-me entrar. - Eu imploro.
        - Desculpe senhorita Steele. Isto no vai demorar muito. - Sawyer tinha
as duas mos em um gesto defensivo. - Taylor e sua equipe esto entrando no
apartamento agora.
        Oh. Eu me sinto to impotente. Parada e imvel, eu espero avidamente pelo
menor rudo, mas tudo o que ouo  minha respirao.  alta e rasa, sinto meu
couro cabeludo se arrepiar, minha boca esta seca, e eu me sinto fraca.
        Por favor, Christian esteja bem, eu oro em silncio.
        Eu no tenho ideia de quanto tempo passou, e ainda no ouvimos nada.
Certamente, nenhum som  bom, pois no h tiros. Eu comeo a andar ao redor
da mesa na casa e examino as pinturas nas paredes para me distrair.
        Eu realmente nunca olhei para elas antes. Todas as pinturas figurativas,
todas religiosas, a Madonna e a criana, todos os 16. O quo raro  isso?
        Christian no  religioso, no ? Todos os quadros na sala grande so
abstratas. Estas so to diferentes. Elas no me distraem por muito tempo. - Onde
est Christian?
        Eu olho para Sawyer e ele me observa impassvel.
        - O que est acontecendo?
        - Sem notcias, Srta. Steele.
        De repente, a maaneta se moveu. Sawyer gira e pega uma arma do coldre

 

em seu ombro.
        Eu congelo. Christian aparece na porta.
        - Tudo certo. - Ele diz, franzindo a testa para Sawyer, que coloca a arma
imediatamente e recua para trs para me deixar entrar.
        - Taylor est exagerando. - Christian resmunga enquanto estende a mo
para mim.
        Eu fico o olhando boquiaberta, incapaz de me mover, devorando cada
pequeno detalhe. Seu cabelo rebelde, seus olhos apertados, a mandbula tensa, os
dois primeiros botes de sua camisa desfeita. Acho que ele envelheceu dez anos.
Christian ficou carrancudo ante a minha preocupao, seus olhos escuros.
        - Est tudo bem, beb. - Ele se move em minha direo, envolvendo-me
em seus braos, e beijando meu cabelo. - Vamos l, voc est cansada. Cama.
        - Eu estava to preocupada. - Murmurei contente com seu abrao e
inalando seu cheiro doce, com minha cabea contra seu peito.
        - Eu sei. Estamos todos nervosos.
        Sawyer desapareceu, provavelmente foi para o interior do apartamento.
        - Honestamente, suas ex-namoradas esto provando ser muito
desafiadoras, Sr. Grey. - Eu murmuro ironicamente. Christian relaxa.
        - Sim. Elas esto.
        Ele me libera e toma minha mo, me leva pelo corredor ao quarto grande.
        - Taylor e sua equipe esto verificando todos os armrios. Eu no acho
que ela est aqui.
        - Por que ela estaria aqui? - No faz nenhum sentido.
        - Exatamente.
        - Ela poderia entrar?
        - Eu no vejo como. Mas Taylor  cauteloso demais, s vezes.
        - Voc j procurou no seu quarto de brinquedos? - Eu sussurro.
        Christian olha rapidamente para mim com a testa enrugada.
        - Sim, ele  bloqueado, mas Taylor e eu verificamos.
        Eu respiro profundamente.
        - Voc quer uma bebida ou qualquer coisa? - Christian pergunta.
        - No. - A fadiga percorre meu corpo, eu s quero ir para a cama.
        - Venha. Deixe-me coloc-la na cama. Voc parece exausta. - A expresso

 

de Christian abranda.
        Eu franzo a testa. Ele no est vindo tambm? Ser que ele quer dormir
sozinho?
        Fico aliviada quando ele me leva para seu quarto. Eu coloco minha bolsa
na cmoda e abro para esvaziar o contedo. Olho a nota da Sra. Robinson.
        - Aqui. - Eu passo para Christian. - Eu no sei se voc quer ler isso. Eu
quero ignor-lo.
        Christian verifica brevemente apertando sua mandbula.
        - Eu no tenho certeza de que ela possa preencher os espaos em branco.
- Ele diz com desdm. - Eu preciso falar com Taylor. - Ele olha para mim. -
Deixe-me abrir seu vestido.
        - Voc vai chamar a polcia sobre o carro? - Eu pergunto enquanto me
virava.
        Ele coloca meu cabelo de lado, passa os dedos suavemente nas minhas
costas nuas, e puxa o meu zper para baixo.
        - No. Eu no quero os policiais envolvidos. Leila precisa de ajuda, no da
interveno da polcia, e eu no quero eles aqui. Ns apenas temos que redobrar
os nossos esforos para encontr-la. - Ele se inclina e planta um beijo suave no
meu ombro.
        - V para a cama. - Ele ordena e se vai.
        Eu fico olhando para o teto, esperando ele retornar. Tanta coisa aconteceu
hoje, tanto para processar. Por onde comear?
        Eu acordo assustada e desorientada. Eu dormi? Piscando para a luz fraca
do corredor eu olho atravs da porta do quarto entreaberto, e noto que Christian
no esta comigo. Onde ele est? Olho para cima. No p da cama vejo uma sombra.
Uma mulher, talvez? Vestida de preto?  difcil de dizer.
        No meu estado confuso, eu ligo a luz da cabeceira, em seguida, volto a
olhar, mas no havia ningum l. Sacudo a cabea. Eu imaginei? Sonhei?
        Sento-me e olho ao redor da sala, um mal-estar vago e traioeiro me agarra,
mas eu estava completamente sozinha.
        Esfrego meu rosto. Que horas so? Onde est Christian? O alarme diz que
 duas e quinze da manh.
        Saio meio grogue da cama e vou procura-lo, desconcertada com minha

 

imaginao hiperativa. Eu estou vendo coisas agora. Deve ser uma reao aos
acontecimentos dramticos da noite.
        A sala principal estava vazia, a nica luz que emanava era das trs
lmpadas em forma de pndulo acima da mesa de caf da manh. Mas a porta
esta entreaberta, e o ouo no telefone.
        - Eu no sei por que voc est ligando a esta hora. No tenho nada a
dizer. . . Bem, voc pode me dizer agora. Voc no tem que deixar uma mensagem.
        Eu fico imvel atrs da porta. Com quem ele est falando?
        - No, escute. Eu lhe pedi, e agora eu estou lhe dizendo. Deixe-a sozinha.
Ela no tem nada a ver com voc. Voc entendeu?
        Ele soa agressivo e irritado. Eu hesito em bater.
        - Eu sei o que voc faz. Mas quero dizer, Elena, deixe-a em paz! Preciso
dizer pela terceira vez? Voc est me ouvindo?... Bom. Boa noite. - Ele bate o
telefone na mesa.
        Oh merda. Eu bato provisoriamente na porta.
        - O qu? - Ele rosna, e eu quase quero correr e me esconder.
        Ele se senta em sua mesa com a cabea entre as mos. Ele olha para cima,
sua expresso feroz, mas seu rosto suaviza imediatamente quando ele me v. Seus
olhos esto arregalados e cautelosos. De repente, ele parece to cansado e meu
corao aperta.
        Ele pisca, e seus olhos descem para minhas pernas e logo retoma para
cima. Eu estou vestindo uma de suas camisetas.
        - Voc deve vestir cetim ou seda, Anastsia. - Ele respira. - Mas, mesmo
na minha camiseta voc est linda.
        Oh, um elogio inesperado.
        - Senti sua falta. Venha para a cama.
        Ele sai lentamente da cadeira ainda na sua camisa branca e cala preta.
Mas agora seus olhos esto brilhando e cheio de promessas. . . Mas h um trao
de tristeza, tambm. Ele est na minha frente, olhando atentamente, mas no me
toca.
        - Voc sabe o que voc significa para mim? - Ele murmura. - Se alguma
coisa acontecer com voc, por minha causa. . . - Sua voz tensa e suas
sobrancelhas se contraem, e deixa transparecer a dor que atravessa seu rosto e se

 

torna quase palpvel. Ele parece to vulnervel, seu medo muito aparente.
        - Nada vai acontecer comigo. - Eu lhe tranquilizo, com minha voz calma.
Eu chego e acaricio seu rosto, correndo os dedos atravs da barba. 
inesperadamente suave. - Sua barba cresce rpido. - Eu sussurro incapaz de
esconder o encantamento da minha voz a este belo homem fodido que est diante
de mim.
        Trao a linha de seu lbio inferior, em seguida, arrasto meus dedos em sua
garganta, at a mancha de batom fraco na base do pescoo. Ele olha para mim,
ainda no me tocando, seus lbios se separaram. Eu corro o meu dedo indicador
ao longo dessa linha, e ele fecha os olhos. Sua suave respirao se acelera. Meus
dedos alcanam a borda de sua camisa, at chegar ao boto apertado da sua
blusa.
        - Eu no vou tocar em voc. Eu s quero desfazer sua camisa. - Eu
sussurro.
        Seus olhos arregalados me olham com alarme. Mas ele no se move, e no
me impede. Muito lentamente eu solto o boto, segurando o material longe de sua
pele, e movo provisoriamente o boto para o lado, repetindo o processo lentamente,
concentrando-me no que estou fazendo.
        Eu no quero toc-lo. Bem, eu quero. . . Mas no vou. No quarto boto,
reaparece uma linha vermelha, e eu sorrio timidamente para ele.
        - De volta ao territrio familiar. - Eu trao a linha com os meus dedos
antes de desfazer o ltimo boto. Abro sua camisa e me movo para seus punhos,
tirando as negras abotoaduras de pedra polida, uma por vez.
        - Posso tirar sua camisa? - Eu peo. Minha voz baixa.
        Ele acena com a cabea, os olhos ainda arregalados, enquanto eu alcano e
puxo sua camisa sobre os ombros. Ele libera as mos, ficando nu na minha frente,
da cintura para cima. Com sua camisa tirada, ele parece recuperar o seu
equilbrio. Ele sorriu para mim.
        - E minhas calas, Srta. Steele? - Ele pergunta, levantando uma
sobrancelha.
        - No quarto de dormir. Eu quero voc na cama.
        - Voc quer agora? Srta. Steele, voc  insacivel.
        - Eu no posso imaginar o por que. - Eu agarro sua mo, tirando-o de

 

seu estudo, e o levo para seu quarto.
        O quarto est frio.
        - Voc abriu a porta da varanda? - Ele pergunta, franzindo a testa para
mim quando chegamos a seu quarto.
        - No. - Eu no me lembro de fazer isso. Lembro-me de olhar por todo o
quarto quando eu acordei e a porta estava definitivamente fechada.
        Oh merda. . . Todo o sangue sumiu do meu rosto, e eu olho para Christian
com a minha boca ficando aberta.
        - O qu? - Ele parou me encarando.
        - Quando eu acordei. . . Havia algum aqui. - Eu sussurrei. - Eu pensei
que fosse minha imaginao.
        - O qu? - Ele olha horrorizado e corre para a porta da varanda, olha l
fora, e ento volta para dentro do quarto e tranca a porta atrs dele. - Voc tem
certeza? Quem? - Ele perguntou com voz firme.
        - Uma mulher, eu acho. Estava escuro. Eu tinha acabado de acordar.
        - Se vista. - Ele rosna pra mim no seu caminho de volta. - Agora!
        - Minhas roupas esto l em cima. - Eu choramingo.
        Ele abre uma das gavetas e puxa um par de calas de moletom.
        - Coloque estas. - Elas eram muito grandes, mas eu no quis discutir
com ele.
        Ele tira uma camiseta tambm, e rapidamente puxou-a sobre sua cabea.
Agarrando o telefone da cabeceira, aperta dois botes.
        - Ela ainda est aqui, porra. - Ele sussurra ao telefone.
        Aproximadamente trs segundos depois, Taylor e um dos caras da
segurana, entram no quarto de Christian. Ele fala brevemente o que aconteceu.
        - Quanto tempo atrs? - Questiona Taylor, me encarando todo
profissional. Ele ainda estava usando sua jaqueta. Ser que este homem nunca
dorme?
        - Cerca de dez minutos. - Eu murmuro por algum motivo me sinto
culpada.
        - Ela conhece o apartamento como a palma de sua mo. - Diz Christian.
- Eu estou levando Anastsia para fora agora. Ela est se escondendo aqui em
algum lugar. Encontre-a. Quando Gail voltar?

 

        - Amanh  noite, senhor.
        - Ela no vai voltar at que este lugar esteja seguro. Entendeu?
        - Sim, senhor. Voc ir para Bellevue?
        - Eu no vou levar este problema para os meus pais. Reserve-me algum
lugar.
        - Sim. Eu te ligo.
        - No estamos todos exagerando um pouco? - Eu pergunto.
        Christian me olha furioso.
        - Ela pode ter uma arma. - Ele rosna.
        - Christian, ela estava de p no final da cama. Ela poderia ter atirado em
mim, se era isso que ela queria fazer.
        Christian faz uma pausa por um momento para conter seu temperamento,
eu acho. Com uma voz ameaadoramente suave ele diz: - Eu no estou preparado
para assumir o risco. Taylor, Anastsia precisa de sapatos.
        Christian desaparece em seu armrio enquanto o cara da segurana me
observava. Eu no consigo lembrar seu nome, Ryan talvez. Ele olha
alternadamente para o hall e as janelas de sacada. Christian surge um par de
minutos mais tarde, com uma bolsa de couro, vestindo jeans e blazer listrado. Ele
coloca uma jaqueta jeans em torno de meus ombros.
        - Venha. - Ele aperta minha mo com fora, e eu tive que praticamente
correr para acompanhar seus passos largos para o quarto grande.
        - Eu no posso acreditar que ela poderia se esconder em algum lugar
aqui. - Eu resmungo, olhando para as portas da varanda.
        -  um lugar grande. Voc no viu tudo ainda.
        - Por que voc no liga para ela. . . Diga-lhe que quero falar com ela?
        - Anastsia, ela  instvel, e ela pode estar armada. - Ele disse, irritado.
        - Ento ns s vamos fugir?
        - Por enquanto, sim.
        - Supondo que ela tente atirar em Taylor?
        - Taylor sabe e entende de armas. - Ele diz com desgosto. - Ele  mais
rpido com uma arma que ela.
        - Ray esteve no exrcito. Ele me ensinou a atirar.
        Christian levanta as sobrancelhas e por um momento parece totalmente

 

confuso.
        - Voc, com uma arma? - Ele disse, incrdulo.
        - Sim. - Eu fico ofendida. - Eu posso atirar Sr. Grey, ento  melhor
voc tomar cuidado. No  apenas com sua ex-louca que voc precisa se
preocupar.
        - Eu vou ter isso em mente, Srta. Steele. - Ele responde secamente,
divertido, e  bom saber que mesmo nesta situao ridiculamente tensa, posso
faz-lo sorrir.
        Taylor nos encontra no hall de entrada e me entrega minha pequena mala e
minhas sapatilhas negras. Eu estou surpresa por ele ter embalado algumas
roupas. Eu sorrio para ele timidamente com gratido, e ele me devolve um sorriso
rpido e tranquilizador. Antes que eu consiga me parar, eu o abrao, e ele tomado
pela surpresa fica corado em ambas as faces.
        - Tenha cuidado. - Murmuro.
        - Sim, senhorita Steele. - Resmungou.
        Carrancudo Christian olha para mim e depois olha interrogativamente para
Taylor, que sorri muito pouco e ajusta a gravata.
        - Deixe-me saber onde estou indo. - Christian diz.
        Taylor enfiou a mo no casaco, tira a carteira, e coloca nas mos de
Christian um carto de crdito.
        - Voc pode querer usar isso quando chegar l.
        Christian concorda.
        - Boa ideia.
        Ryan se junta a ns.
        - Sawyer e Reynolds no encontraram nada. - Ele disse para Taylor.
        - Acompanhe Grey e a Srta. Steele para a garagem. - Ordenou Taylor.
        A garagem esta deserta. Bem,  quase trs da manh. Christian me
introduz no banco de passageiro do R8 e coloca meu estojo e sua bolsa no porta-
malas na frente do carro. O Audi ao nosso lado est uma baguna, pneus
cortados, tinta branca espalhada por todo ele.  arrepiante e fico grata que
Christian esta me levando para outro lugar.
        - O substituto chegar  segunda-feira. - Christian diz friamente
enquanto se senta ao meu lado.

 

        - Como ela soube que era o meu carro?
        Ele olha ansiosamente para mim e suspira.
        - Ela tinha um Audi A3. Eu compro um para todas as minhas submissas,
 um dos automveis mais seguros da sua classe.
        Oh.
        - Ento, no foi um presente de formatura.
        - Anastsia, apesar do que eu esperava voc nunca foi minha submissa,
por isso, tecnicamente,  um presente de formatura. - Ele sai do espao do
estacionamento e acelera para a sada.
        Apesar do que ele esperava. Ah, no. . . Meu subconsciente sacudiu a
cabea tristemente. Isto  o que voltamos a todo o tempo.
        - Voc ainda est esperando? - Eu sussurro.
        O telefone do carro vibra.
- Grey. - Christian fala, bruscamente.
- Fairmont Olympic. Em meu nome.
        - Obrigado, Taylor. E, Taylor, tenha cuidado.
        Taylor faz uma pausa.
        - Sim, senhor. - Disse calmamente, e Christian desliga.
        As ruas de Seattle esto desertas, e Christian entra na Quinta Avenida em
direo  I-5. Uma vez nas interestaduais, ele pisa no acelerador, em direo ao
norte. Ele acelera to depressa que eu fui momentaneamente jogada de volta no
meu lugar.
        Eu dou uma olhadinha para ele. Ele esta num pensamento profundo,
irradiando um silncio mortal. Ele no respondeu minha pergunta. Olha com
frequncia no espelho retrovisor, e eu percebo que ele esta verificando se no
estamos sendo seguidos. Talvez seja por isso que estamos na I-5. Eu pensava que
o hotel Fairmont s existia em Seattle.
        Eu olho para fora da janela, tentando racionalizar, minha mente est
exausta e hiperativa. Se ela queria me machucar, ela teve muita oportunidade no
quarto.
        - No. No  o que eu espero, no mais. Pensei que era bvio. - Christian
interrompeu minha introspeco, sua voz era suave.
        Eu pisco para ele, puxando sua jaqueta jeans em volta de mim, e eu no sei

 

se o frio esta emanando dentro de mim, ou do meio ambiente.
        - Preocupa-me que, voc sabe. . . Que eu no seja suficiente.
        - Voc  mais que suficiente. Pelo amor de Deus, Anastsia, o que mais eu
tenho que fazer?
        Diga-me sobre voc. Diga que me ama.
        - Por que voc acreditou que eu iria te deixar quando eu disse que Dr.
Flynn tinha me dito tudo o que havia para saber sobre voc?
        Ele suspira profundamente, fecha os olhos por um momento, e durante um
tempo ele no responde.
        - Voc no pode entender as profundezas da minha depravao,
Anastsia. E no  algo que eu quero compartilhar com voc.
        - E voc realmente acha que eu o deixaria, se eu soubesse? - Minha voz 
alta, incrdula. Ele no entende que eu amo ele? - Voc pensa to pouco de
mim?
        - Eu sei que voc vai me deixar. - Ele disse, infelizmente.
        - Christian. . . Eu acho muito improvvel. Eu no posso me imaginar sem
voc. - Nunca. . .
        - Voc me deixou uma vez e eu no quero que acontea novamente.
        - Elena disse que viu voc no sbado passado. - Eu sussurro baixinho.
        - Eu no a vi. - Ele franziu a testa.
        - Voc no foi v-la, quando eu sa?
        - No. - Ele disse irritado. - Eu j disse que no gosto de ser posto em
dvida. - Ele me repreende. - Eu no fui a qualquer lugar na semana passada.
Sentei-me e fiz o planador que voc me deu. Levou-me uma eternidade. -
Acrescenta ele calmamente.
        Meu corao se aperta de novo. A Sra. Robinson disse que o viu.
        Ele foi ou no foi? Ela est mentindo. Por qu?
        - Ao contrrio do que Elena pensa, eu no corro para ela com todos os
meus problemas, Anastsia. Eu no corri para ningum. Voc pode no ter
notado, mas eu no sou muito de conversa. - Ele aperta suas mos no volante.
        - Carrick me disse que voc no falou durante dois anos.
        - Ele disse? - A boca de Christian fica tensa, numa linha dura.
        - Eu meio que lhe bombardeei para obter informaes. - Envergonhada,

 

eu encaro meus dedos.
        - Ento, o que mais papai disse?
        - Ele disse que sua me era a mdica que o examinou quando foi trazido
para o hospital. Depois que voc foi descoberto no seu apartamento.
        A expresso de Christian permaneceu cuidadosamente. . . Inexpressiva.
        - Ele disse que aprender a tocar piano o ajudou. E Mia.
        Seus lbios enrolaram em um sorriso apaixonado, na meno do nome
dela. Depois de um momento ele me diz.
        - Ela tinha cerca de seis meses de idade, quando cheguei. Fiquei
emocionado, Elliot ficou menos. Ele j tinha que lidar com a minha chegada. Ela
era perfeita. - O temor, doce e triste em sua voz estava afetando-o. - Exceto
agora,  claro. - Ele resmunga, e me lembro de suas tentativas bem-sucedidas
para impedir nossas intenes lascivas. Comeo a rir.
        Christian me d um olhar de relance.
        - Voc acha divertido, Srta. Steele?
        - Ela parecia determinada em nos manter afastados.
        Ele ri desconsolado.
        - Sim, ela  bem assim. - Ele aperta o meu joelho. - Mas conseguimos,
l no final. - Ele sorri, ento olha no espelho retrovisor, mais uma vez. - Eu no
acho que ns fomos seguidos. - Ele sai da I-5 e volta para o centro de Seattle.
        - Posso te perguntar uma coisa sobre Elena?- Estvamos parados em um
semforo.
        Ele olha para mim com cautela.
        - Se voc quer. - Ele resmunga emburrado, mas eu no me deixo
dissuadir com sua irritabilidade.
        - Voc me disse h muito tempo que ela te amava de uma maneira que
voc encontrou aceitvel. O que isso significa?
        - No  bvio? - Ele pergunta.
        - No para mim.
        - Eu estava fora de controle. Eu no suportava ser tocado. Eu no posso
suport-lo agora. Para um garoto de quinze anos de idade adolescente com os
hormnios em fria, foi um tempo difcil. Ela me mostrou uma maneira de
desabafar.

 

        Oh.
        - Mia me disse que voc era um brigo.
        - Cristo, o que h com a minha famlia tagarela? Na verdade,  voc. -
Paramos em mais um sinal e ele aperta os olhos para mim. - Voc seduziu as
pessoas para conseguir informaes. - Ele balana a cabea com um desgosto
simulado.
        - Mia me ofereceu essa informao. Na verdade, ela foi muito aberta. Ela
estava preocupada com a possibilidade de comear uma briga na marquise, se
voc no me ganhasse no leilo. - Eu resmungo indignada.
        - Oh, beb, no havia perigo. Em hiptese alguma eu deixaria algum
danar com voc.
        - Voc deixou o Dr. Flynn.
        - Ele  sempre uma exceo  regra.
        Christian entra na entrada de automvel impressionantemente arborizada
do Hotel Fairmont Olympic e para perto da porta da frente, ao lado de uma fonte
de pedra singular.
        - Venha. - Ele sai do carro e recupera nossa bagagem. Um manobrista
correu em nossa direo, olhando surpreso, sem dvida a nossa chegada tardia.
Christian atira-lhe as chaves do carro.
        - Em nome de Taylor. - Ele diz. O manobrista acena com a cabea e no
pode conter sua alegria quando salta para o R8 e vai embora. Christian pega a
minha mo e vamos para o saguo.
        Quando estou ao lado dele no balco da recepo, sinto-me completamente
e totalmente ridcula. Aqui estou eu, no mais prestigiado hotel de Seattle, vestindo
uma jaqueta jeans grande demais, usando um moletom grande demais, e uma
velha camiseta, ao lado deste elegante e bonito deus grego. No  de admirar que a
recepcionista esteja olhando para mim e para o Christian como se a equao no
tivesse sentido. Claro, ela est super impressionada pelo Christian. Eu desvio o
olhar enquanto ela fica rubra e gagueja. Caramba, at mesmo suas mos esto
tremendo.
        - Voc. . . Voc precisa de ajuda. . . Com as suas malas, Sr. Taylor? - Ela
pergunta, ficando escarlate novamente.
        - No, a Sra. Taylor e eu podemos levar.

 

        A Sra. Taylor! Mas eu no estou usando um anel. Eu coloco minhas mos
atrs das costas.
        - Voc est na Sute Cascata, Sr. Taylor, dcimo primeiro andar. O nosso
funcionrio ir ajudar com as malas.
        - Ns estamos bem. - Christian diz secamente. - Onde esto os
elevadores?
        A Senhorita-rubor-carmesim explica, e Christian pega minha mo mais
uma vez. Olha brevemente ao redor do trio, impressionante suntuoso cheio de
cadeiras estofadas, que est deserto, exceto por uma mulher de cabelos escuros
sentada em um sof aconchegante, alimentando seu cachorro. Ela olhou para
cima e sorriu para ns, ns nos encaminhando para o elevadores. Assim, o hotel
permite animais de estimao? Estranho para um lugar to grandioso!
        A sute tem dois quartos, uma sala de jantar formal, e se completa com um
piano de cola. A lareira arde na sala principal enorme. Eita. . . Esta sute  maior
que meu apartamento.
        - Bem, Sra. Taylor, eu no sei sobre voc, mas eu realmente gostaria de
uma bebida. - Christian murmura, fechando a porta da frente de forma segura.
        No quarto, ele coloca meu casaco e sua mochila sobre a poltrona ao p da
cama king-size com dossel e me leva pela mo at a sala principal, onde o fogo
estava queimando brilhantemente.  uma viso bem-vinda. Eu paro para aquecer
minhas mos, enquanto Christian pega uma bebida.
        - Conhaque?
        - Por favor.
        Depois de um momento, ele se junta a mim a beira do fogo e me d um
copo de conhaque de cristal.
        - Foi um longo dia, hein?
        Concordo com a cabea e seus olhos cinzentos olham para mim
minuciosamente preocupados.
        - Eu estou bem. - Eu sussurro de forma tranquilizadora. - E voc?
        - Bem, agora eu gostaria de beber isso e, ento, se voc no estiver muito
cansada, lev-la para a cama e me perder em voc.
        - Eu acho que isso pode ser arranjado, Sr. Taylor. - Eu sorrio
timidamente, enquanto ele retirava seus sapatos e suas meias.

 

        - Sra. Taylor, pare de morder o lbio. - Ele sussurra.
        Eu coro. O conhaque  delicioso, deixando um calor queimante enquanto
desliza suavemente em minha garganta. Quando eu olho para Christian, ele esta
tomando seu conhaque, me olhando, com seus olhos escuros com fome.
        - Voc nunca deixa de me surpreender, Anastsia. Depois de um dia como
hoje ou ontem, voc no se lamentou ou fugiu para as montanhas gritando. Eu a
respeito. Voc  muito forte.
        - Voc  um bom motivo para ficar. - Murmurei. - Eu disse a voc,
Christian, eu no vou a lugar nenhum, no importa o que voc fez. Voc sabe
como me sinto sobre voc.
        Sua boca se torce enquanto ele duvida de minhas palavras, e sua testa
franze como se o que eu estava dizendo fosse doloroso para ele ouvir. Oh,
Christian, o que eu tenho que fazer para fazer voc perceber como me sinto?
        O deixe bater em voc, meu subconsciente tira onda com minha cara. Eu
fao uma cara feia interiormente para ele.
        - Onde voc vai pendurar os retratos que Jos tirou de mim? - Eu digo
tentando aliviar o clima.
        - Isso depende. - Ele contrai os lbios demonstrando que, obviamente,
este  um tema de conversa muito mais saboroso para ele.
        - Do qu?
        - Das Circunstncias. - Diz ele misteriosamente. - A exposio dele
ainda no acabou. Ento eu no tenho que decidir logo.
        Eu coloco minha cabea para o lado e estreito os olhos.
        - Voc pode me olhar com a severidade que quiser Sra. Taylor. Eu no
estou dizendo nada. - Ele brinca.
        - Eu posso conseguir a verdade torturando voc.
        Ele levanta uma sobrancelha.
        - Realmente, Anastsia, eu no acho que voc deve fazer promessas que
no pode cumprir.
        Oh meu Deus,  isso que ele acha? Eu coloco meu copo em cima da lareira,
chego mais perto, e para surpresa de Christian, tomo o seu copo e coloco ao meu
lado.
        - Ns teremos que trabalhar nisso. - Murmuro. Muito corajosamente,

 

encorajada pelo conhaque, sem dvida, pego a mo de Christian e o puxo para o
quarto. Ao p da cama eu paro. Christian est tentando esconder sua diverso.
        - Agora voc me tem aqui, Anastsia, o que voc vai fazer comigo? Ele
brinca, em voz baixa.
        - Eu vou comear a despir voc, quero terminar o que comecei mais cedo.
- Comeo pelas lapelas de sua jaqueta, cuidando para no toc-lo, e ele no se
mexe, mas est prendendo a respirao.
        Suavemente, eu empurro seu casaco sobre os ombros, e seus olhos se
mantm fixos aos meus, agora sem os traos de humor, a medida que crescem,
queimando dentro de mim, cautelosos e necessitados? H tantas interpretaes de
seu olhar. O que ele est pensando? Coloco o casaco sobre a poltrona.
        - Agora a sua camisa. - Eu sussurro e a levanto pela barra. Ele coopera,
erguendo os braos e recuando, tornando mais fcil para eu retir-la. Uma vez
fora, ele olha para mim, intensamente, vestindo apenas jeans que penduram de
forma to provocante em seus quadris. A borda das cuecas boxer  visvel.
        Meus olhos se movem avidamente em sua barriga esticada para os restos
da linha de batom, desbotada e manchada, ento at o peito. Eu no quero nada
mais do que correr a minha lngua por meio de seu peito cabeludo para saborear o
seu gosto.
        - E agora? - Sussurra com os olhos brilhando.
        - Eu quero beijar voc aqui. - Eu levo meu dedo  sua barriga.
        Seus lbios partem quando ele respira fortemente.
        - Eu no vou impedir. - Ele respira.
        Tomo sua mo.
        -  melhor voc se deitar ento. - Eu murmuro e o levo ao lado da cama
de dossel. Ele parece desnorteado, e me ocorre que talvez ningum assumiu a
liderana com ele desde ento. . . Ela. No, no vou pensar nisto.
        Ele se senta na beirada da cama, olhando para mim, esperando... Sua
expresso est cautelosa e sria. Eu estou diante dele e tiro minha jaqueta jeans e
deixo cair no cho, ento eu tiro suas calas de moletom.
        Ele esfrega o polegar sobre as pontas de seus dedos. Ele est louco para me
tocar, eu posso dizer, mas ele suprime o desejo. Respiro profundamente e com
coragem, alcano a barra da minha camiseta e a levanto sobre minha cabea,

 

ficando nua diante dele. Seus olhos no deixam os meus, mas ele engole e abre
seus lbios.
        - Voc  Afrodite, Anastsia. - Ele murmura.
        Eu aperto seu rosto em minhas mos, inclino sua cabea para cima, e
dobro para beij-lo. Ele geme baixo em sua garganta.
        Enquanto eu coloco minha boca na sua, ele agarra meus quadris, e antes
que eu perceba, estou presa debaixo dele, suas pernas foram as minhas a se
separarem de modo que ele est embalado contra o meu corpo entre as minhas
pernas. Ele est me beijando, devastando minha boca, nossas lnguas
entrelaadas. Sua mo percorre minha coxa, por cima do meu quadril, ao longo da
minha barriga, em meu seio, apertando, amassando, e puxando tentadoramente
no meu mamilo.
        Eu gemo e inclino minha plvis involuntariamente contra ele, encontro um
atrito delicioso contra a emenda de sua braguilha e sua ereo crescente. Ele para
de me beijar e olha para baixo para mim confuso e sem flego. Ele flexiona os
quadris empurrando sua ereo para mim. . . . Sim. Bem ali.
        Eu fecho meus olhos e gemo, e ele faz isso de novo, mas desta vez eu
empurro de volta, saboreando seu gemido enquanto ele me beija outra vez. Ele
continua o movimento delicioso lentamente, esfregando e me torturando. E ele est
certo, perdo-me,  inebriante no pensar em mais nada. Todas as minhas
preocupaes so apagadas.
        Eu estou com ele neste momento, meu sangue bate em minhas veias,
vibrando alto em meus ouvidos, misturado com o som de nossas respiraes
ofegantes. Eu enterro as minhas mos em seu cabelo, segurando-o  minha boca,
consumindo-o, a minha lngua ansiando pela sua. Eu arrasto meus dedos para
baixo, at a parte inferior das costas para o cs da cala jeans e empurro minhas
mos gananciosas, pedindo-lhe uma outra vez, para que esqueamos de tudo,
exceto ns.
        - Voc vai me matar, Ana. - Ele sussurra de repente, se afastando e
ajoelhando-se. Ele rapidamente puxa para baixo a cala jeans e me entrega um
pacote de papel alumnio.
        - Voc me quer beb, e eu com certeza eu quero voc. Voc sabe o que
fazer.

 

        Com ansiedade, meus dedos hbeis rasgam o envelope e desenrolo o
preservativo sobre ele. Ele sorri para mim, a boca aberta, com olhos nebulosos e
cheia de promessas carnais. Debruando-se sobre mim, ele esfrega o nariz contra
o meu, de olhos fechados, e deliciosamente, pouco a pouco, ele entra em mim.
        Eu agarro seus braos e inclino o meu queixo para cima, desfrutando da
sensao esquisita e plena de sua posse. Ele corre os dentes ao longo do meu
queixo, se retrai, e ento desliza em mim de novo, to lento, to doce, to terno,
seu corpo pressionando-me, os cotovelos e as mos de cada lado do meu rosto.
        - Voc me faz esquecer tudo. Voc  a melhor terapia. - Ele respira,
movendo a um ritmo dolorosamente lento, saboreando cada centmetro de mim.
        - Por favor, Christian rpido. - Murmuro, querendo mais, agora.
        - Oh no, beb. Eu preciso disto lento. - Ele me beija docemente,
suavemente morde meu lbio inferior, absorvendo meus gemidos suaves.
        Eu passo as minhas mos em seu cabelo e me entrego ao seu ritmo lento, e
seguramente meu corpo sobe mais e mais alto, em seguida, cai forte e rpido.
        - Oh, Ana. - Ele respira enquanto solta meu nome numa bno, em
seus lbios enquanto ele encontra a sua libertao.
        Sua cabea repousa sobre minha barriga, os braos em volta de mim. Meus
dedos cobrem seus cabelos indisciplinados, e ns nos encontramos assim no sei
por quanto tempo.  to tarde e eu estou to cansada, mas eu s quero desfrutar
dessa calma serena aps o fulgor de fazer amor com Christian Grey, porque  isso
que fizemos: Amor, suave e doce.
        Ele percorreu um longo caminho, como eu, em to pouco tempo.  quase
demais para absorver. Com todas as coisas fodidas, eu estou perdendo de vista
sua jornada, simples e honesta comigo.
        - Eu nunca me canso de voc. No me deixe. - Ele murmura e beija a
minha barriga.
        - Eu no vou a lugar nenhum, Christian, e eu me lembro de que eu queria
beijar sua barriga. - Eu resmungo sonolenta.
        Ele sorri na minha pele.
        - Nada impede voc agora, beb.
        - Eu no acho que eu posso me mover. Eu estou to cansada.
        Christian suspira e se move com relutncia, chegando ao meu lado com a

 

cabea no cotovelo e arrastando as cobertas sobre ns. Ele olha para mim, seus
olhos brilhando, caloroso, amoroso.
        - Durma agora, beb. - Ele beija meu cabelo e mantm o brao em volta
de mim e eu fico  deriva.
        Quando eu abro meus olhos, a luz est enchendo a sala, fazendo-me
piscar. Minha cabea est confusa com a falta de sono. Onde eu estou? Oh no
hotel. . .
        - Oi. - Christian murmura, sorri carinhosamente para mim. Ele est ao
meu lado, completamente vestido, em cima da cama. H quanto tempo ele est
aqui? Ser que ele estava me estudando? De repente, eu me sinto incrivelmente
tmida e meu rosto aquece sob o seu olhar firme.
        - Oi. - Murmuro grata que eu estou deitada com a barriga para baixo. -
H quanto tempo voc est me olhando?
        - Eu podia ver voc dormir por horas, Anastsia. Mas eu s estive aqui
cerca de cinco minutos. - Ele se inclina e me beija suavemente. - Dra. Greene
estar aqui em breve.
        - Ah. - Eu tinha esquecido a interveno inadequada de Christian.
        - Voc dormiu bem? - Ele indaga levemente. - Certamente, pareceu para
mim, depois do tanto que voc roncou.
        Oh, provocaes do brincalho Cinquenta.
        - Eu no ronco! - Eu fao um beicinho petulante.
        - No. Voc no ronca. - Ele sorri para mim. A linha tnue do batom
vermelho ainda  visvel no pescoo.
        - Ser que voc j tomou banho?
        - No. Estou esperando por voc.
        - Oh. . . Tudo bem.
        - Que horas so?
        - Dez e quinze. Eu no tive coragem de acord-la cedo.
        - E voc me disse que no tinha um corao.
        Ele sorri, mas infelizmente no responde.
        - O caf da manha est aqui. Panquecas e bacon. Venha, levante-se, eu
estou me sentido solitrio na sala. - Ele bate e esmaga fortemente meu traseiro,
fazendo-me saltar, e levantar da cama.

 

        Hmm. . .Verso Christian de afeto.
        Enquanto eu me estico, fico ciente que estou toda dolorida . . . Sem dvida,
um resultado de todo o sexo, dana e caminhadas em caros sapatos de salto alto.
Eu cambaleio para fora da cama e caminho para o suntuoso banheiro, listando os
acontecimentos do dia anterior na minha mente. Quando eu saio, eu visto um dos
roupes de banho super-macios que estava pendurado num cabide de bronze no
banheiro.
        Leila, a menina que se parece comigo, essa  a imagem mais surpreendente
que meu crebro conjura, a sua presena estranha no quarto de Christian. O que
ela queria? Eu? Christian? Para fazer o qu? E por que diabos ela destruiu meu
carro?
        Christian disse que eu teria outro Audi, como todas as suas submissas. O
pensamento  indesejado. Como eu fui to generosa com o dinheiro que ele me
deu, no posso fazer nada.
        Ando pelo quarto principal da sute sem sinal de Christian. Finalmente o
localizo na sala de jantar. Eu pego um assento e fico grata pelo pequeno e
impressionante caf da manh colocado diante de mim. Christian est lendo os
jornais de domingo e bebendo caf, o caf da manh terminou. Ele sorriu para
mim.
        - Coma. Voc vai precisar de sua fora hoje. - Ele brinca.
        - Mas por qu? Voc vai me trancar no quarto? - Aos empurres minha
deusa interior acorda de repente, toda desgrenhada, com um olhar somente puto.
        - Apesar dessa ideia ser atraente, eu pensei em sair hoje. Pegar um pouco
de ar fresco.
        -  seguro? - Eu pergunto inocentemente, tentando e no conseguindo
manter a ironia da minha voz.
        O rosto de Christian cai e pressiona a boca em uma linha.
        - Para onde vamos, . E este assunto no  para se brincar. - Acrescenta
severamente, estreitando os olhos.
        Eu olho para o meu pequeno caf da manh. No acho que deva ser
repreendida aps todo o drama vivido na noite anterior. Eu como meu caf da
manh em silncio, me sentindo petulante.
        Meu subconsciente est balanando a cabea para mim. Cinquenta no

 

brincar sobre minha segurana, eu deveria saber disso agora. Eu quero virar meus
olhos para ele, mas me contenho.
        Ok, eu estou cansada e irritada. Tive um longo dia ontem e no dormi o
suficiente. Por que, oh por que ele comea a parecer to fresco como uma
margarida? A vida no  justa.
        Algum bate na porta.
        - Deve ser a doutora. - Christian resmunga, obviamente, ainda chateado
com a minha ironia. Ele sai da mesa.
        No podemos apenas ter uma manh calma e normal? Eu suspiro
pesadamente, deixando metade do meu caf da manh e levanto para
cumprimentar a Doutora Depo-Provera.
        Estamos no quarto, e a Dra. Greene est me olhando de boca aberta. Ela
est vestida mais casualmente do que a ltima vez, um conjunto duplo cashmere
rosa plido e calas pretas, e seu cabelo bem loiro est solto.
        - E voc apenas parou de tom-lo? Como assim?
        Eu me sinto uma tola.
        - Sim. - Poderia minha voz ser mais baixa?
        - Voc poderia estar grvida. - Ela diz com naturalidade.
        O qu! O mundo caiu aos meus ps. Meu subconsciente caiu no cho
vomitando, e eu acho que vou ficar doente tambm. No!
        - Aqui, v fazer xixi. - Ela  toda negcios hoje, sem levar nenhum
prisioneiro.
        Humildemente, eu aceito o pequeno recipiente de plstico que ela me
oferece e ando em direo ao banheiro. No. No. No. De jeito nenhum. De jeito
nenhum... Por favor, no. No.
        O que Cinquenta vai fazer? Eu estou plida. Ele vai enlouquecer.
        No, por favor! Eu sussurro numa orao silenciosa.
        Eu dou a Dra. Greene minha amostra, e ela coloca cuidadosamente um
pequeno basto branco nele.
        - Quando comeou seu perodo?
        Como  que eu vou pensar sobre essas peculiaridades, quando tudo o que
posso fazer  olhar ansiosamente para o basto branco?
        - Er. . . Quarta-feira? No a passada, a anterior. Primeiro de Junho.

 

        - E quando voc parou de tomar a plula?
        - Domingo. No domingo passado.
        Ela franze os lbios.
        - Voc deve estar bem. - Diz ela bruscamente. - Eu posso dizer pela sua
expresso que uma gravidez no planejada no seria uma boa notcia. Ento
medroxiprogesterona  uma boa ideia se voc no consegue se lembrar de tomar a
plula todos os dias. - Ela me d um olhar severo, e eu cedo sob seu brilho
autoritrio. Pegando o basto branco, ela olha para ele.
        - Voc est limpa. Voc no ovulou ainda, ento desde que voc tenha
tomado s devidas precaues, voc no deve estar grvida. Agora, deixe-me
aconselh-la sobre esse fato. Ns descartamos da ltima vez por causa dos efeitos
colaterais, mas, francamente, os efeitos colaterais de uma criana so de longo
alcance e dura anos. - Ela sorri satisfeita consigo mesma de sua piada, mas eu
no posso responder estou muito atordoada.
        Dra. Greene comea a falar sobre os efeitos colaterais, e eu fico paralisada
com o alvio, sem prestar a ateno ao que ela fala. Toleraria qualquer quantidade
de mulheres estranhas no p da minha cama, em vez de confessar a Christian que
eu possa estar grvida.
        - Ana! - Dra. Greene me chama. - Vamos fazer isso. - Ela me puxa
para fora de meu devaneio, e eu de bom grado arregao a manga.

        Christian fecha a porta atrs dela e olha para mim com cautela.
        - Tudo bem? - Ele pergunta.
        Aceno mudamente, e ele inclina a cabea para um lado, seu rosto tenso de
preocupao.
        - Anastsia, o que ? O que a Dra. Greene disse?
        Sacudo a cabea.
        - Voc est pronto para ir em sete dias. - Eu murmuro.
        - Sete dias?
        - Sim.

 

        - Ana, o que h de errado?
        Eu engulo.
        - No, nada para se preocupar. Por favor, Christian, apenas deixe para l.
        Christian aparece na minha frente. Ele agarra meu queixo, inclinando a
cabea para trs, e olha enfaticamente nos meus olhos, tentando decifrar o meu
pnico.
        - Diga-me. - Ele se encaixa com insistncia.
        - No h nada para contar. Eu gostaria de me vestir. - Eu puxo meu
queixo para fora de seu alcance.
        Ele suspira e passa a mo pelos cabelos, franzindo a testa para mim.
        - Vamos para o chuveiro. - Ele diz finalmente.
        - Claro. - Eu murmuro, distrada, e ele torce sua boca.
        - Venha. - Ele diz, amuado, apertando minha mo com firmeza. Ele vai
em direo ao banheiro enquanto eu me arrasto atrs dele. Eu no sou a nica de
mau humor, aparentemente. Aquecendo a ducha, Christian rapidamente sai antes
de ligar para mim.
        - Eu no sei o que est chateando voc, ou se voc est apenas mal-
humorada por falta de sono. - Ele diz, enquanto solta meu manto. - Mas eu
quero que voc me diga. Minha imaginao est fugindo de mim, e eu no gosto
disso.
        Reviro os olhos para ele, e ele me encara de volta, estreitando os olhos.
Merda! Ok. . . Aqui vai.
        - Dra. Greene me repreendeu sobre no ter tomado a plula. Ela disse que
eu poderia estar grvida.
        - O qu? - Ele empalidece, e congela as mos quando olha para mim, de
repente plido.
        - Mas eu no estou. Ela fez um teste. Foi um choque, isso  tudo. Eu no
posso acreditar que eu fui to estpida.
        Ele visivelmente relaxa.
        - Voc tem certeza que no est?
        - Sim.
        Ele toma uma respirao profunda.
        - timo. Sim, eu posso ver que notcias como essa poderia ser muito

 

perturbadora.
        Eu franzo a testa. . . . Perturbador?
        - Eu estava mais preocupada com sua reao.
        Ele enrugou a testa para mim, perplexo.
        - Minha reao? Bem, naturalmente eu estou aliviado. . . Seria um grande
descuido e falta de modos engravid-la.
        - Ento, talvez devssemos ficar em abstinncia. - Eu desabo.
        Ele olha para mim por um momento, perplexo, como se eu fosse algum tipo
de experimento cientfico.
        - Voc definitivamente, est de mau humor esta manh.
        - Foi apenas um choque, ok. - Repito petulante.
        Juntando as lapelas do meu manto, ele me puxa para um abrao, beija
meu cabelo e aperta minha cabea contra seu peito. Fico distrada com os cabelos
no seu peito que me faziam ccegas no rosto. Oh, se eu pudesse apenas lhe
acariciar!
        - Ana, eu no estou acostumado a isso. - Ele murmura. - Minha
inclinao natural  te dar umas batidinhas, mas eu duvido seriamente que voc
queira isso.
        Puta merda.
        - No, no gostaria. Isso ajuda. - O aperto em um abrao e  estranho
estar com Christian nu e eu envolta em uma manta. Fico mais uma vez afetada
pela sua honestidade. Ele no sabe nada sobre relacionamentos, e nem eu, exceto
o que eu aprendi com ele. Bem, ele pediu para eu ter f e pacincia, talvez eu
devesse fazer o mesmo.
        - Venha, vamos ao chuveiro. - Diz Christian, eventualmente, liberando-
me.
        Voltando atrs, ele tira minha manta, e eu o sigo at a gua que cai em
cascata, segurando meu rosto para a torrente. H espao para ns dois sob o
chuveiro gigantesco. Christian pega o xampu e comea a lavar o cabelo. Entrega
para mim e eu sigo o exemplo.
        Oh, isso parece bom. Fechando os olhos, eu sucumbo  limpeza e  gua
aquecida. Enquanto enxaguo o xampu, sinto as mos em mim, ensaboando meu
corpo, meus ombros, meus braos, meus seios, minhas costas. Delicadamente, ele

 

gira em torno de mim e me puxa contra ele, enquanto ele continua no meu corpo,
minha barriga, os dedos hbeis entre as minhas pernas hum meu traseiro. Oh, me
sinto to,  to intimo. Ele me vira para encar-lo novamente.
        - Aqui. - Ele diz calmamente, entregando-me a bucha. - Eu quero que
voc lave os restos do batom.
        Meus olhos se abrem espantados e olho rapidamente os seus. Ele est me
olhando atentamente, todo molhado e bonito, seus gloriosos e brilhantes olhos
cinzentos no dando nada de graa.
        - No se desvie muito da linha, por favor. - Ele resmunga firmemente.
        - Ok. - Eu sussurro, tentando absorver a enormidade do que ele me
pediu para fazer. Para toc-lo na borda da zona proibida.
        Eu espremo uma pequena quantidade de sabo na minha mo, esfrego
uma na outra para criar espuma, em seguida, coloco sobre seus ombros e lavo
cuidadosamente afastando da linha de batom em cada lado. Ele se acalma e fecha
os olhos, o rosto impassvel, mas ele est respirando rapidamente, e eu sei que no
 a luxria, mas medo.
        Com dedos trmulos, eu cuidadosamente sigo a linha para o lado do peito,
ensaboando e esfregando suavemente, e ele engole, sua mandbula tensa, com os
dentes esto cerrados. Oh! Meu corao se contrai e minha garganta se aperta. Oh
no, eu vou chorar.
        Eu paro para adicionar mais sabo na minha mo e sinto-o relaxar em
frente de mim. Eu no posso olhar para ele. Eu no posso suportar ver sua dor 
demais. Eu engulo.
        - Pronto? - Murmuro e a tenso  alta e clara na minha voz.
        - Sim. - Ele sussurra com sua voz rouca, misturada com medo.
        Gentilmente, eu coloco minhas mos em cada lado do peito, e ele congela
novamente.
 muito. Estou impressionada com a sua confiana em mim, dominada pelo
medo, pelo dano causado a este belo homem.
        Lgrimas piscam em meus olhos e derramam pelo meu rosto, perdendo-se
na gua do chuveiro. Oh, Christian! Quem fez isso com voc?
        Seu diafragma move-se rapidamente com cada respirao superficial, seu
corpo est todo tenso, rgido irradiando dele em ondas enquanto minhas mos se

 

movem ao longo da linha, apagando-a. Oh, se eu pudesse apagar sua dor, eu o
faria, faria qualquer coisa, eu apenas gostaria de beijar cada cicatriz de seu corpo,
para afastar aqueles anos terrveis de negligncia. Mas eu sei que no posso, e
minhas lgrimas caem espontaneamente pelo meu rosto.
        - No. Por favor, no chore. - Ele murmura, a voz angustiada enquanto
ele me envolve firmemente em seus braos. - Por favor, no chore por mim. - E
eu explodo em desabrochados soluos, enterrando meu rosto contra o pescoo,
pensando no menino perdido em um mar de medo e dor, negligenciado, abusado,
machucado alm de toda a pacincia.
        Afastando-se, ele aperta minha cabea com as duas mos inclinam para
trs, e se abaixa para me beijar.
        - No chore. Ana, por favor. - Ele murmura contra a minha boca. - Foi
h muito tempo. Estou dolorido por voc tocar em mim, mas eu simplesmente no
posso suportar isso.  muito. Por favor, por favor, no chore.
        - Eu quero tocar em voc tambm. Mais do que voc jamais saber. Para
v-lo assim. . . To machucado e com medo, Christian. . . Fere-me profundamente.
Eu te amo tanto.
        Ele corre o dedo no meu lbio inferior.
        - Eu sei. Eu sei. - Ele sussurra.
        - Voc  muito fcil de amar. Voc no v isso?
        - No, querida, eu no sou.
        - . E o amo assim como sua famlia. Assim como Elena e Leila, eles tm
uma maneira estranha de mostrar isso, mas elas o amam. Voc  digno.
        - Pare. - Ele coloca o dedo sobre meus lbios e balana a cabea, uma
expresso angustiada no rosto. - Eu no posso ouvir isso. Eu no sou nada,
Anastsia. Eu sou a sombra de um homem. Eu no tenho um corao.
        - Sim, voc tem. E eu quero tudo isso. Voc  um bom homem, Christian,
um homem muito bom. Nunca duvide disso. Olhe para o que voc fez. . . O que
voc conseguiu. - Eu soluo. - Olhe o que voc fez para mim. . . O que voc virou
as costas, para mim. - Eu sussurro. - Eu sei. Eu sei como voc se sente sobre
mim.
        Ele olha para mim, os olhos arregalados e em pnico, e tudo o que podemos
ouvir  o fluxo contnuo de gua que flui sobre ns no chuveiro.

 

- Voc me ama. - Eu sussurro.
Seus olhos aumentam ainda mais e sua boca se abre. Ele respira muito
profundamente, como se estivesse sem flego. Ele me olha torturado e vulnervel.
- Sim. - Ele sussurra. - Eu a amo.

 

Captulo 09
        Eu no posso conter a minha alegria. Meu subconsciente me trai com
minha boca aberta em um silncio atordoado, e eu apenas consigo sorrir,
enquanto observo o olhar atordoado de Christian.
        Sua confisso doce e suave me leva a algum nvel profundo elementar,
como se estivesse buscando algum perdo; suas trs pequenas palavras eram meu
presente do cu. Lgrimas enchem meus olhos mais uma vez. Sim, voc me ama.
Eu sei que sim.
 tal sensao  libertadora  como se uma pedra fosse tirada de mim. Este
belo e fodido homem, que eu pensava ser meu heri romntico-forte, solitrio,
misterioso, possui todas essas caractersticas, mas ele tambm  frgil, alienado e
cheio de auto-averso. Meu corao se regozija com alegria, mas tambm sinto a
dor de seu sofrimento. E eu sei que nesse momento meu corao  grande o
suficiente para ns dois.
        Eu aperto o seu rosto bonito e o beijo suavemente, derramando todo o amor
que eu sinto nesse gesto. Quero devor-lo sob a cascata de gua quente. Christian
geme e envolve-me em seus braos, segurando-me como se eu fosse o ar que ele
precisava para respirar.
        - Oh, Ana! - Ele sussurra, com voz rouca.
        - Eu quero voc, mas no aqui.
        - Sim. - Murmuro fervorosamente em sua boca.
        Ele desliga o chuveiro e pega a minha mo, me levando para fora e me

 

envolve com o roupo de banho. Pegando uma toalha, ele a envolve em torno de
sua cintura, e ento pega uma menor e comea a secar delicadamente meu cabelo.
Quando ele fica satisfeito, ele embrulha a toalha em volta da minha cabea e
quando olho no grande espelho sobre a pia, parece que eu visto um vu. Ele est
de p atrs de mim e nossos olhos se encontram no espelho, um cinza fumegante
para azul brilhante, e isso me d uma ideia.
        - Posso retribuir? - Eu pergunto.
        Ele balana a cabea, apesar de sua testa franzir. Eu procuro outra toalha
a partir da multiplicidade de toalhas felpudas empilhadas ao lado da cmoda, e
diante dele na ponta dos ps, eu comeo a secar seu cabelo. Ele se inclina para a
frente, tornando o processo mais fcil, e quando eu pego o vislumbre ocasional de
seu rosto sob a toalha, vejo que ele est sorrindo para mim como um menino
pequeno.
        - Faz tempo que ningum faz isso comigo. Um longo tempo. - Ele
murmura, mas depois franze a testa. - Na verdade eu no acho que ningum
nunca secou o meu cabelo.
        - Certamente Grace o fez? Secou seu cabelo quando voc era jovem?
        Ele balana a cabea, dificultando meu progresso.
        - No. Ela respeitava os meus limites desde o primeiro dia, apesar de ter
sido doloroso para ela. Eu era muito autossuficiente quando criana. - Ele diz
calmamente.
        Sinto um chute nas costelas quando penso numa criana pequena que se
cuida porque ningum mais se importa. O pensamento  doentiamente triste. Mas
eu no quero que esse pensamento atrapalhe essa intimidade florescente.
        - Bem, me sinto honrada. - Eu gentilmente o provoco.
        - E voc  Srta. Steele. Ou talvez seja eu que seja honrado.
        - Isso  voc quem diz, Sr. Grey. - Eu respondo com mordacidade.
        Termino com o seu cabelo, para pegar outra toalha pequena, e me movo 
sua volta para ficar atrs dele. Nossos olhos se encontram novamente no espelho,
e seu olhar, atento e questionador leva-me a falar.
        - Posso tentar algo?
        Depois de um momento, ele concorda. Cautelosamente, e muito
gentilmente, eu corro a toalha macia para baixo de seu brao esquerdo,

 

absorvendo a gua em sua pele. Olhando para cima, eu verifico a expresso dele
no espelho. Ele pisca para mim, seus olhos queimando os meus.
        Eu me inclino para a frente e beijo seu bceps, e seus lbios se abrem
minimamente. Eu seco o outro brao de forma semelhante, arrastando beijos em
torno de seu bceps, e um pequeno sorriso aparece em seus lbios.
Cuidadosamente, eu limpo suas costas abaixo da linha de batom fraco, que ainda
estava visvel.
        Eu no tinha comeado a secar a outra parte das suas costas.
        - Toda a costa. - Ele diz em voz baixa. - Com a toalha. - Ele respira
muito profundamente, enquanto eu rapidamente o seco, tomando cuidado para
toc-lo s com a toalha.
        Suas costas so muito atraentes: ombros esculturais e pequenos msculos
bem definidos. Ele realmente cuida de si. A bela vista  marcada apenas por suas
cicatrizes.
        Com dificuldade, eu ignoro e engulo minha vontade enorme de beijar cada
uma. Quando eu termino, ele expira, e eu me inclino para a frente e o recompenso
com um beijo no ombro. Coloco meus braos em torno dele, eu seco sua barriga.
Nossos olhos se encontram mais uma vez no espelho, sua expresso divertida, mas
cautelosa, tambm.
        - Segure isso. - Eu lhe entrego uma toalha de rosto, e ele me envia um
olhar confuso. - Lembra-se na Gergia? Voc me fez te tocar com as mos. -
Acrescento.
        Seu rosto escurece, mas eu ignoro a sua reao e coloco meus braos em
torno dele. Olhando para ns, vejo a beleza dele no espelho, sua nudez, e a minha
coberta por pelos, parece quase bblico, como se fosse uma pintura barroca do
Antigo Testamento.
        Eu procuro sua mo, que ele confia de bom grado para mim, e guio at o
peito para sec-lo, passando a toalha lentamente, desajeitadamente atravs de seu
corpo. Uma vez, duas vezes, em seguida, novamente. Ele est completamente
imobilizado, rgido com a tenso, exceto pelos olhos, que seguem a minha mo
apertada em torno dele.
        Meu subconsciente olha com aprovao, ela normalmente franze a boca
sorrindo, e eu sou a suprema mestre das marionetes. Sua ansiedade ondula por

 

suas costas, mas ele mantm contato com os olhos, embora eles estejam mais
escuros, mais mortais. Mostrando seus segredos, talvez.
 este um lugar onde eu quero ir? Quero confrontar seus demnios?
        - Eu acho que voc est seco agora. - Eu sussurro, enquanto solto a
minha mo, olhando para as profundezas de seus olhos no espelho. Sua
respirao se acelera, os lbios entreabertos.
        - Eu preciso de voc, Anastsia. - Ele sussurra.
        - Eu preciso de voc, tambm. - E quando eu digo as palavras, eu fico
impressionada com a verdade nelas. Eu no consigo me imaginar sem Christian,
nunca.
        - Deixe-me te amar. - Ele diz com a voz rouca.
        - Sim! - Eu respondo, e virando-se, ele me transporta em seus braos,
seus lbios buscando os meus, me rogando, me adorando, me acalentando. . . me
amando.

        Ele arrasta os dedos para cima e para baixo na minha espinha. Enquanto
nos olhamos desfrutando da felicidade ps-coito. Ficamos deitados juntos, eu na
minha frente abraando meu travesseiro, ele em seu lado, e eu entesourando o seu
toque macio. Eu sei que agora ele precisa me tocar. Eu sou um blsamo para ele,
uma fonte de consolo, e como eu poderia negar isso? Eu sinto exatamente o
mesmo sobre ele.
        - Assim, voc pode ser delicado. - Murmuro.
        - Hmm. . . pelo menos assim parece, Srta. Steele.
        Eu sorrio.
        - Voc no o foi particularmente na primeira vez que. . . hum, fizemos
isso.
        - No? - Ele sorriu. - Quando, eu roubei voc de sua virtude.
        - Eu no acho que voc me roubou. - Eu murmuro altivamente. - Poxa,
eu no sou uma donzela indefesa. Acho que minha virtude foi oferecida de forma
bastante livre e espontnea. Eu queria e voc tambm, e se bem me lembro, eu me
diverti bastante. - Sorrio timidamente para ele, mordendo meus lbios.

 

        - Assim como eu, se bem me lembro, Srta. Steele. Nosso objetivo 
agradar. - Ele fala pausadamente e seu rosto suaviza, srio. - E isso significa
que voc  minha, completamente. - Todo trao de humor desaparece quando ele
olhou para mim.
        - Sim, eu sou. - Murmuro de volta para ele. - Eu queria te perguntar
uma coisa.
        - V em frente.
        - O seu pai biolgico. . . voc sabe quem ele era? - Este pensamento me
incomoda.
        Ele franze o cenho, e, em seguida, balana a cabea.
        - Eu no tenho ideia. No era o selvagem do seu cafeto, o que  bom.
        - Como voc sabe?
        - Algo que meu pai. . . Carrick disse para mim.
        Eu olho para meu Cinquenta com expectativa, esperando. Ele sorriu para
mim.
        - Ento, sedenta de informao, Anastsia. - Ele suspira, balanando a
cabea. - O cafeto descobriu o corpo da prostituta drogada e telefonou para as
autoridades. Levou quatro dias para fazer a descoberta. Ele fechou a porta quando
saiu. . . deixou-me com ela. . . com seu corpo. - Seus olhos anuviam pela
memria.
        Eu inalo fortemente. Pobre beb, um horror muito triste para contemplar.
        - A polcia o entrevistou mais tarde. E ele negou que tinha alguma coisa a
ver comigo e, Carrick disse que no nos parecamos.
        - Voc se lembra de como ele se parecia?
        - Anastsia, no costumo relembrar essa parte da minha vida. Sim, eu me
lembro como ele era. Eu nunca vou esquec-lo. - O rosto de Christian escurece e
endurece, tornando-se mais angular, seu olhos gelados com raiva. - Podemos
falar sobre outra coisa?
        - Sinto muito. Eu no queria incomod-lo.
        Ele balana a cabea.
        - Isso  notcia velha, Ana. No  algo que eu quero pensar.
        - Ento, qual  essa surpresa, ento?- Eu preciso mudar de assunto
antes que ele se volte todo Cinquenta comigo. Sua expresso ilumina

 

imediatamente.
        - Voc pode sair e enfrentar um pouco de ar fresco? Eu quero lhe mostrar
uma coisa.
        - Claro.
        Admira-me a rapidez com que ele muda totalmente seu humor. Ele sorri
para mim como um menino despreocupado, sorriso de eu s tenho 27, e meu
corao quase sai da minha boca. Ento,  algo encerrado em seu corao, eu
posso dizer. Ele esmaga alegremente o meu traseiro.
        - Vista-se. Jeans vai ser bom. Espero que Taylor tenha embalado algum
para voc.
        Ele se levanta e puxa a cueca boxer. Oh. . . Eu poderia sentar aqui o dia
todo, observando-o passear pela sala. Minha deusa interior concorda, desmaiando
enquanto ela o olha amorosamente de sua espreguiadeira.
        - Levante-se. - Ele me repreende, mando como sempre. Eu olho para
ele, sorrindo.
        - S admirando a vista.
        Ele desvia seu olhar de mim. Quando nos vestimos, percebo que ns nos
movemos com a sincronizao de duas pessoas que conhecem bem um ao outro,
cada um atento e consciente do outro, trocando o sorriso ocasional tmido e um
doce toque. E percebo que isso  to novo para ele quanto  para mim.
        - Seque o cabelo. - Christian ordena, uma vez que est vestido.
        - Mais dominador que nunca. - Eu sorrio para ele, e ele se inclina para
beijar meu cabelo.
        - Isso nunca vai mudar, beb. Eu no quero que voc fique doente.
        Eu desvio o olhar dele, e sua boca se torce em diverso.
        - Minhas mos ainda se contorcem, voc sabe, Srta. Steele.
        - Estou feliz em ouvir isso, Sr. Grey. Eu estava comeando a pensar que
estava perdendo sua vantagem. - Eu replico.
        - Eu poderia facilmente demonstrar que no  o caso, se assim o desejar.
- Christian retira uma grande camisa de malha de cor creme de sua bolsa e joga
sobre seus ombros. Com sua camiseta branca e jeans, o cabelo artisticamente
amarrotado, e agora isso, eu o olho como se ele tivesse sado das pginas de uma
revista brilhante de alta qualidade.

 

        Ningum deve olhar isto. E eu no sei se  a distrao de sua absoluta
perfeio ou o conhecimento de que ele me ama, mas sua ameaa j no me enche
de pavor. Este  o meu Cinquenta Tons, esta  a maneira como ele .
        Quando eu alcano o secador de cabelo, sinto esperana. Ns vamos
encontrar um meio termo. Ns apenas temos que reconhecer as necessidades um
do outro e acomod-las. Eu posso fazer isso, certo?
        Eu olho para mim mesma no espelho da cmoda. Estou vestindo uma
camisa azul-clara que Taylor comprou. Meu cabelo est uma baguna, minha cara
lavada, meus lbios inchados, e eu os toco lembrando os beijos trridos de
Christian, no contenho o pequeno sorriso que surge em meus lbios enquanto
olho para ele. Sim, eu sei, ele disse.
        - Para onde estamos indo, exatamente? - Eu pergunto enquanto vamos
esperar no hall de entrada para o estacionamento com manobrista.
        Christian bate ao lado do nariz e pisca para mim de forma conspiratria,
parecendo que est tentando desesperadamente conter sua alegria. Francamente,
isso  to Cinquenta.
        Ele estava assim quando fomos deslizando, talvez isso  o que estamos
fazendo. Eu olhei de volta para ele. Ele olhou para baixo com aquele jeito superior
que tem com seu sorriso torto. Inclinando-se, me beijou suavemente.
        - Voc tem alguma ideia do quo feliz voc me faz sentir? - Ele
murmurou.
        - Sim. . . Eu sei exatamente. Porque voc faz o mesmo a mim.
        O manobrista foi rpido at o carro de Christian, com um sorriso no rosto.
Caramba, todo mundo est to feliz hoje.
        - Grande carro, senhor. - Ele murmura quando entrega as chaves.
Christian pisca e lhe d uma gorjeta obscenamente grande.
        Eu olhei carrancuda para ele. Honestamente.
 medida que dirige atravs do trfego, Christian est absorto
profundamente em seu pensamento. Uma voz de mulher jovem vem ao longo dos
alto-falantes, tem um belo timbre rico e maduro, e eu me perco em sua voz, triste
alma.
        - Eu preciso fazer um desvio. No deve demorar muito. - ele diz
distraidamente, distraindo-me da cano.

 

        Oh, por qu? Estou intrigada para saber a surpresa. Minha deusa interior
est saltando como uma criana de cinco anos de idade.
        - Claro. - Murmuro. Algo est errado. De repente, ele olha severamente
determinado.
        Ele para no estacionamento da grande concessionria de carros, e se vira
para mim, sua expresso desconfiada.
        - Ns precisamos de um carro novo para voc. - Ele diz. Eu fico de boca
aberta olhando para ele.
        Agora? Em um domingo? Que diabos? E esta  uma concessionria de
Saab.
        -No  um Audi? - , estupidamente, a nica coisa que posso pensar em
dizer, e abeno-lo, na verdade por no retrucar.
        Macacos me mordam! Christian, envergonhado. Esta  a primeira vez que o
vejo assim.
        - Eu pensei que voc poderia gostar de outra coisa. - Ele resmunga,
quase se contorcendo.
        Oh, por favor. . . Esta  uma oportunidade valiosa no vou provoc-lo. Eu
sorrio.
        - Um Saab?
        - Sim. Um 9-3. Venha.
        - O que h com voc e carros estrangeiros?
        - Os alemes e os suecos fazem os carros mais seguros do mundo,
Anastsia.
        Eles fazem?
        - Eu pensei que voc j tinha me mandado outro Audi A3?
        Ele me deu um olhar sombrio divertido.
        - Eu posso cancelar isso. Venha. - Desce suavemente do carro, passeia
graciosamente ao meu lado e abre a minha porta.
        - Devo-lhe um presente de formatura. - Diz em voz baixa e mantm a
mo para mim.
        - Christian, voc realmente no tem por que fazer isso.
        - Sim, eu tenho. Por favor. Venha. - Seu tom diz que no est para
brincadeiras.

 

        Resigno-me ao meu destino. Um Saab? Eu quero um Saab? Gosto muito do
especial Audi submisso. Era muito bacana.
        Claro, agora est sob uma tonelada de tinta branca. . . Tremo. E ela ainda
est l fora.
        Eu pego a mo de Christian, e vagamos no showroom.
        Troy Turniansky, o vendedor, est em cima de Cinquenta como um terno
barato. Ele pode sentir o cheiro de uma venda. Estranhamente seu sotaque soa
meio do Atlntico, talvez britnico?  difcil de dizer.
        - Um Saab, senhor? Usado? - Ele esfrega as mos de contentamento.
        - Novo. - Os lbios de Christian definem uma linha dura.
        Novo!
        - Voc tem um modelo em mente, senhor? - E ele  bajulador, tambm.
        - 9-3 Sport Sedan 2.0T.
        - Uma excelente escolha, senhor.
        - Qual a cor, Anastsia? - Christian inclina a cabea.
        - Er. . . preto? - Encolhi os ombros. - Voc realmente no precisa fazer
isso.
        Ele franze a testa.
        - Negro no  facilmente visto durante a noite.
        Oh, pelo amor de Deus. Eu resisto  tentao de revirar os olhos.
        - Voc tem um carro preto.
        Ele franze a testa para mim.
        - Amarelo canrio brilhante ento. - Eu dou de ombros.
        Christian faz uma careta mostrando que amarelo-canrio no ,
obviamente, sua cor.
        - Qual cor voc prefere que eu tenha? - Pergunto como se ele fosse uma
criana pequena, que  de muitas maneiras. O pensamento  indesejvel, triste e
preocupante ao mesmo tempo.
        - Prata ou branco.
        - Prata, ento. Voc sabe que eu vou levar o Audi. - Eu acrescento,
castigada pelos meus pensamentos.
        Troy empalidece, sentindo que est perdendo uma venda.
        - Talvez voc gostasse se fosse conversvel, senhora? - Pergunta ele,

 

batendo palmas com entusiasmo.
        Meu subconsciente est encolhido de desgosto, mortificado com a compra
de um carro novo para mim, mas a minha deusa interior o bloqueia avanando na
frente dele. Conversvel? Nossa!
        Carrancudo Christian olha para mim.
        - Conversvel? - Ele pergunta, levantando uma sobrancelha.
        Eu sorrio.  como se ele tivesse uma linha direta com minha Deusa
Interior, naturalmente que ele tem.  muito inconveniente s vezes. Olho para
minhas mos.
        Christian se vira para Troy.
        - Quais so as estatsticas de segurana do conversvel?
        Troy, sentindo a vulnerabilidade de Christian, se dispe a elimin-la,
desfiando todos os tipos de estatsticas.
        Claro, Christian quer minha segurana.  uma religio para ele, e como o
fantico que , ele ouve atentamente o tagarelar bem afiado de Troy. Cinquenta
realmente se importa.
        Sim. Eu a amo. Lembro-me de suas palavras sussurradas, sufocadas desde
esta manh, e um brilho de fuso se espalha como mel quente em minhas veias.
Este Deus Grego, me ama.
        Encontro-me sorrindo bobamente para ele, e quando ele olha para mim,
acha engraado ainda que fique intrigado com a minha expresso. Eu s quero
abraar-me, estou to feliz.
        - O que quer que seja que esteja pensando, eu gostaria de um pouco, Srta.
Steele. - Ele murmura quando Troy dirige-se ao seu computador.
        - Eu estou pensando em voc, Sr. Grey.
        - Srio? Bem, voc certamente tem um olhar embriagado. - Beija-me
brevemente. - E obrigado por aceitar o carro. Isso foi mais fcil do que da ltima
vez.
        - Bem, no  um Audi A3.
        Ele sorriu.
        - Esse no  o carro para voc.
        - Eu gostei.
        - Senhor, o 9-3? Eu localizei um, em nossa filial em Beverly Hills.

 

Podemos t-lo aqui para voc em um par de dias. - Troy brilha com o triunfo.
        - Top de linha?
        - Sim, senhor.
        - Excelente. - Christian retira seu carto de crdito, ou  o de Taylor? O
pensamento  enervante. Eu me pergunto como est Taylor, e se ele j localizou
Leila no apartamento. Esfrego minha testa. Sim, h toda uma bagagem com
Christian, tambm.
        - Se voc quiser desta maneira, Sr. - Troy olha o nome no carto -
Grey.
        Christian abre a minha porta, e eu subo de volta no banco do passageiro.
        - Obrigada. - Eu digo enquanto ele se senta ao meu lado.
        Ele sorri.
        -  um prazer, Anastsia.
        A msica comea novamente quando Christian d a partida no motor.
        - Quem  essa?- Eu pergunto.
        - Eva Cassidy.
        - Ela tem uma voz linda.
        - Ela tem, ela teve.
        - Oh!
        - Ela morreu jovem.
        - Oh!
        - Voc est com fome? Voc no terminou todo o seu caf da manh. -
Ele olha rapidamente para mim, a desaprovao esboada em seu rosto.
        Uh-oh.
        - Sim.
        - Primeiro almoo, ento.
        Christian vai em direo ao mar depois segue para norte ao longo do
Caminho do Alasca.  um belo dia, em Seattle. Tem estado estranhamente bom
nas ltimas semanas, eu reflito.
        Christian parece feliz e relaxado quando se senta ouvindo a voz de Eva
Cassidy, doce alma e de cruzeiro na estrada. Nunca me senti to confortvel em
sua companhia antes? Eu no sei.
        Eu estou menos nervosa com seus humores, confiante de que ele no vai

 

me castigar, e ele parece mais confortvel comigo, tambm. Ele vira  esquerda,
seguindo a estrada da costa, e, eventualmente, entra em um estacionamento em
frente a uma marina.
        - Vamos comer aqui. Eu vou abrir a sua porta. - Ele diz de tal maneira
que eu sei que no  sbio sair, e eu o vejo mover-se ao redor do carro. Ser que
isso nunca fica velho?
        Andamos de brao dado para a orla martima onde a marina se estende na
nossa frente.
        - Bem, muitos barcos. - Murmuro em admirao. H centenas deles em
todos os tamanhos e formas, subindo e descendo sobre a ainda calma gua da
marina. Fora do Sound, existem dezenas de velas ao vento, virando para l e para
c, desfrutando do bom tempo.  uma viso, saudvel ao ar livre. O vento acelerou
um pouco, e eu puxo meu casaco em volta de mim.
        - Frio? - Pergunta e me puxa com fora contra ele.
        - No, apenas admirando a vista.
        - Eu poderia olhar para ela durante todo o dia. Venha por aqui.
        Christian me leva a um bar  beira-mar grande e faz o seu caminho at o
balco. A decorao  mais da New England do que West Coast -cal branco nas
paredes, mobilirio azuis plidos, e uma parafernlia de barcos pendurados por
toda parte.  um lugar brilhante e alegre.
        - Sr. Grey! - O barman sada calorosamente Christian. - O que posso
fazer esta tarde?
        - Dante, boa tarde. - Christian sorri enquanto ns dois deslizamos em
bancos no bar. - Esta encantadora senhorita  a Anastsia Steele.
        - Bem-vinda ao SP's Place. - Dante me d um sorriso amigvel. Ele 
negro e belo, seus olhos escuros avaliam-me e no demonstra me querer, ao que
parece. Um brinco grande de diamante cintila para mim de sua orelha. Eu gosto
dele imediatamente.
        - O que voc gostaria de beber, Anastsia?
        Olho para Christian, que me aguarda com expectativa. Oh, ele vai permitir
que eu escolha.
        - Por favor, me chame de Ana, e eu vou querer o que Christian beber. -
Eu sorrio timidamente para Dante. Grey  muito melhor com o vinho do que eu.

 

        - Eu vou tomar uma cerveja. Este  o nico bar em Seattle, onde voc
pode obter "Adnam's Explorer".
        - Uma cerveja?
        - Sim. - Ele sorri para mim. - Dois exploradores, por favor, Dante.
        Dante concorda e serve as cervejas no bar.
        - Eles fazem um ensopado de frutos do mar delicioso aqui. - Christian
diz.
        Ele est me perguntando.
        - Ensopado e cerveja parece timo.- Eu sorrio para ele.
        - Dois ensopados? - Dante pergunta.
        - Por favor. - Christian sorri para ele.
        Estamos falando em nossa refeio, como nunca antes fizemos. Christian
est relaxado e calmo, parece jovem, feliz e animado apesar de tudo o que
aconteceu ontem. Ele narra a histria de Grey Enterprises Holdings, e quanto mais
ele revela, mais eu sinto a sua paixo para a recuperao de empresas
problemticas, suas esperanas para a tecnologia que est desenvolvendo, e os
seus sonhos de tornar a terra no terceiro mundo mais produtivo. Eu ouo
extasiada. Ele  engraado, inteligente, filantrpico, bonito, e me ama.
        Por sua vez, ele me atormenta com perguntas sobre Ray e minha me,
sobre crescer nas florestas luxuriantes de Montesano, e minhas passagens breves
no Texas e Las Vegas. Ele exige saber meus livros favoritos e filmes, e eu estou
surpresa com o quanto temos em comum.
        Quando falamos, parece-me que ele volta de Alec Hardy para Angel,
aviltamento do ideal elevado em to curto espao de tempo.
        Passa das duas quando terminamos nossa refeio. Christian paga a conta
com Dante, que nos deseja um adeus.
        - Este  um timo lugar. Obrigada pelo almoo. - Eu digo quando
Christian pega a minha mo e deixamos o bar.
        - Ns vamos voltar. - Ele diz, e vamos passear  beira-mar. - Eu queria
mostrar uma coisa.
        - Eu sei. . . e eu no posso esperar para v-lo, seja o que for.
        Ns passeamos de mos dadas ao longo da marina. Foi uma tarde
agradvel. As pessoas estavam curtindo o seu domingo, passeando com cachorros,

 

admirando os barcos, vendo seus filhos correndo ao longo da avenida.
 medida que descia a marina, os barcos estavam ficando cada vez maior.
Christian levou-me para o cais e para em frente de um catamar enorme.
        - Pensei em navegar esta tarde. Este  o meu barco.
        Macacos me mordam. Deve ter pelo menos 40, talvez 50 ps. Dois elegantes
cascos brancos, um convs, uma cabine espaosa, e elevando-se sobre eles um
mastro muito alto. No sei nada sobre barcos, mas posso dizer que este  especial.
        - Uau. . . - Murmuro em admirao.
        - Construdo por minha empresa. - Ele diz com orgulho e inchando meu
corao. - Ela foi projetado desde o incio pelos melhores arquitetos navais do
mundo e construdo aqui em Seattle no meu quintal. Ela tem acionamentos
eltricos hbridos, placas punhal assimtricas, um quadrado com tampo de vela
grande.
        - Ok. . . voc me deixou perdida, Christian.
        Ele sorri.
        - Ela  um grande barco.
        - Ela parece bem poderosa, Sr. Grey.
        - Ela  Senhorita Steele.
        - Qual  seu nome?
        Ele me puxa para o lado para que eu possa ver o seu nome: A Grace. Estou
surpresa.
        - Voc deu o nome de sua me?
        - Sim. - Ele virou sua cabea para o lado, zombeteiro. - Por que voc
acha isso estranho?
        Eu dou os ombros. Estou surpresa, ele sempre parece ambivalente em
minha presena.
        - Eu adoro a minha me, Anastsia. Por que eu no nomearia um barco
para ela?
        Eu espero.
        - No, no  isso. . .  s. . . - Porra, como eu posso colocar isso em
palavras?
        - Anastsia, Grace Trevelyan salvou minha vida. Devo-lhe tudo.
        Eu olho para ele, e deixo a reverncia em sua admisso me levar.  bvio

 

para mim, pela primeira vez, que ele ama sua me. Por que, ento sua
ambivalncia estranha e tensa em direo a ela?
        - Voc quer vir a bordo? - Ele pergunta, os olhos brilhantes, animado.
        - Sim, por favor. - Eu sorrio.
        Ele olha encantado. Segurando minha mo, ele anda at a prancha
pequena e leva-me a bordo de modo que estamos em p no convs sob uma
cobertura rgida.
        De um lado h uma mesa e uma banqueta em forma de U coberto de couro
azul-claro, que deve assentar pelo menos oito pessoas. Olho atravs das portas do
corredor para o interior da cabine e pulo, assustada quando eu espio algum l. O
homem alto e loiro abre as portas de correr e emerge, todo bronzeado, de cabelos
encaracolados e olhos castanhos, vestindo uma desbotada camisa rosa de manga
curta, estilo polo, shorts, e sapatos de plataforma. Deve estar na casa dos trinta.
        - Mac. - Diz Christian.
        - Sr. Grey! Seja bem-vindo. - Eles apertam as mos.
        - Anastsia, este  Liam McConnell. Liam, minha namorada, Anastsia
Steele.
        Namorada! Minha deusa interior realiza um arabesco rpido. Ela ainda est
sorrindo sobre o conversvel. Eu tenho que me acostumar com isso, no  a
primeira vez que ele disse isso, mas ouvi-lo dizer isso ainda  uma emoo.
        - Como vai? - Liam e eu apertamos as mos.
        - Chame-me de Mac. - Ele diz calorosamente, e eu no posso identificar o
seu sotaque. - Bem vindo a bordo, Srta. Steele.
        - Ana, por favor. -Murmuro, corando. Ele tem olhos castanhos
profundos.
        - Como  que ela est, Mac? - Christian interrompe rapidamente, e por
um momento, acho que est falando de mim.
        - Ela est pronta para o rock and roll, senhor. - Disse Mac. Oh, o barco,
a Grace. Parva, eu.
        - Vamos dar andamento, ento.
        - Voc vai sair com ela?
        - Sim. - Christian pisca para Mac com um sorriso rpido. - Tour rpido,
Anastsia?

 

        - Sim, por favor.
        Eu o sigo para dentro da cabine. Um sof de couro creme em forma de L
est diretamente a nossa frente, e acima dele, uma janela enorme oferece uma
vista panormica sobre a marina.  esquerda  a rea da cozinha, muito bem
equipada, toda de madeira clara.
        -Este  o salo principal. Galley15 ao lado. - Diz Christian, acenando com
a mo na direo da cozinha.
        Ele pega a minha mo e me conduz atravs da cabine principal. 
surpreendentemente espaosa. O cho  de madeira plida. Parece moderno e
elegante e tem uma sensao leve e arejada, mas  tudo muito funcional, como se
ele no passasse muito tempo aqui.
        - Banheiros em ambos os lados. - Christian aponta nas duas portas, em
seguida, abri uma outra porta, e ao entrar estamos em um quarto luxuoso em
formato estranho. Oh. . .
        A cabine tem uma cama king-size e  tudo de linho azul-claro e madeira
clara como o seu quarto em Escala. Christian, obviamente, elege um tema e gruda
nele.
        - Esta  a cabine principal. - Ele olha para mim, olhos cinzentos
brilhando. - Voc  a primeira menina aqui, alm da famlia. - Ele sorriu. - Eles
no contam.
        Eu o fito sob seu olhar aquecido, e meu pulso acelerou. Srio? Outra
novidade. Ele me puxa em seus braos, os dedos enrolados no meu cabelo e me
beija, longamente e duramente. Ns dois estamos sem flego quando ele se afasta.
        -Poderamos batizar esta cama. - Ele sussurra contra minha boca.
        Oh, no mar!
        - Mas no agora. Vamos, Mac vai estar zarpando. - Eu ignoro a pontada
de decepo quando ele pega a minha mo e me leva de volta atravs do salo. Ele
indica uma outra porta. - Escritrio de l, e na frente aqui, mais duas cabines.
        - Ento, muitos podem dormir a bordo?
        -  um catamar de seis cabines. Eu s tive a famlia a bordo, no entanto.
Eu gosto de velejar sozinho. Mas no quando voc est aqui. Eu preciso ficar de
olho em voc.
15        NT da tradutora: cozinha de navio

 

        Ele mergulha e tira um colete salva-vidas vermelho brilhante.
        - Aqui. - Coloca sobre a minha cabea, aperta todas as correias, e d um
leve sorriso brincando.
        - Voc adora me amarrar no ?
        - De qualquer forma. - Ele diz, um sorriso perverso jogado em seus
lbios.
        - Voc  um pervertido.
        - Eu sei. - Ele levanta as sobrancelhas e amplia o seu sorriso.
        - Meu pervertido. - Eu sussurro.
        - Sim, seu.
        Uma vez protegida, ele agarra os lados do casaco e me beija.
        - Sempre.
Respira, em seguida, libera-me antes de eu ter a chance de responder.
Sempre! Puta merda.
        - Vem. - Ele pegou minha mo e me levou para fora, para o convs
superior em uma cabine pequena que abriga um volante grande e um lugar
elevado. Na proa do barco, Mac est fazendo algo com cordas.
        -  aqui que voc aprendeu todos seus truques com corda?- Pergunto a
Christian, inocentemente.
        - Os engates de cravo16 vieram a calhar. - ele diz, olhando para mim de
forma avaliadora. - Srta. Steele, voc soa curiosa. Eu gosto de voc curiosa, beb.
Eu ficaria mais que feliz em demonstrar o que eu posso fazer com uma corda. -
Ele sorri para mim, e eu olho para trs, impassvel, como se estivesse chateado
com ele. Seu rosto cai.
        - Peguei voc. - Eu sorrio.
        Ele torce a boca e aperta os olhos.
        - Talvez eu tenha que lidar com voc mais tarde, mas agora, eu tenho que
dirigir meu barco. - Ele se senta em frente aos controles, pressiona um boto, e
os motores rugem para a vida.
        Mac vem passando ao lado do barco, sorrindo para mim, e pula para o
convs inferior, onde ele comea a desatar uma corda. Talvez ele saiba alguns
truques de corda, tambm. A ideia aparece indesejada na minha cabea e eu
16        Tipo de n particularmente til quando o comprimento da extremidade precisa ser ajustvel.

 

esqueo.
        Meu subconsciente olha pra mim. Mentalmente eu dou de ombros para ele
e olho para Christian. Eu culpo Cinquenta. Ele pega o telefone e rdio e chama a
guarda costeira quando Mac avisa que estamos prontos para ir.
        Mais uma vez, estou deslumbrada com a experincia de Christian. Ele  to
competente. No h nada que este homem no possa fazer? Ento eu me lembro
de sua tentativa sria em cortar uma pimenta no meu apartamento na sexta-feira.
O pensamento me faz sorrir.
        Lentamente, Christian leva Grace para fora de seu cais em direo 
entrada da marina. Atrs de ns, uma pequena multido se reuni no cais para
assistir a partida. As crianas pequenas esto acenando, e eu aceno de volta.
        Christian me olha por cima do ombro, em seguida, puxa-me entre as
pernas e aponta vrios mostradores e aparelhos na cabine.
        - Pegue a roda. - Ele ordena, mando como sempre, mas eu fao como
ele disse.
        - Sim, sim, capito! - Eu dou uma risadinha.
        Coloca as mos firmemente sobre a minha, continua a orientar o nosso
curso fora da marina, e em poucos minutos, estamos em mar aberto, batendo nas
guas frias azuis do Puget. Longe do abrigo de muro de proteo da marina, o
vento  mais forte, e as ondas do mar rolam abaixo de ns.
        Eu no posso deixar de sorrir, sentir a excitao de Christian  to
divertido. Ns fazemos uma grande curva at que estamos indo para o oeste em
direo  Pennsula Olmpica, o vento atrs de ns.
        - Sua vez. - Christian diz, animado. - Aqui, voc a leva. Mantenha no
curso.
        O qu? Ele sorri, reagindo ao horror na minha cara.
        - Beb,  realmente fcil. Segure o volante e mantenha seus olhos no
horizonte ao longo do arco. Voc vai fazer bem, voc sempre faz. Quando as velas
subirem, voc vai sentir o arrasto. Apenas segure constante. Eu vou indicar como.
- Ele faz um movimento de corte em sua garganta. - E voc poder desligar os
motores. Esse boto aqui. - Ele aponta para um grande boto preto. -
Compreende?
        - Sim. - Eu aceno freneticamente, sentindo-me em pnico. Puxa, eu no

 

esperava fazer nada!
        Ele beija-me depressa, ento sai da sua cadeira de capito e vai at a frente
do barco para se juntar a Mac onde ele comea a desenrolar velas e cordas,
desvinculando guinchos operacionais e polias. Eles trabalham bem juntos em uma
equipe, gritando vrios termos nuticos um ao outro, e  reconfortante ver
Cinquenta interagir com outra pessoa de forma despreocupada.
        Talvez Mac seja amigo de Cinquenta. Ele no parece ter muitos, tanto
quanto eu posso dizer, mas eu tambm no tenho muitos. Bem, no aqui em
Seattle. O nico amigo que eu tenho est de frias tomando sol em St. James, na
costa oeste de Barbados.
        Eu sinto uma sbita saudade de Kate. Sinto falta da minha companheira
de quarto mais do que eu pensei que iria sentir quando ela saiu. Esperei que ela
mudasse de ideia e voltasse para casa com seu irmo Ethan, ao invs de prolongar
a sua estadia com o irmo de Christian, Elliot.
        Christian e Mac iaram a vela grande. Ela se enche quando o vento se
apodera dela avidamente, e o barco mudou bruscamente de repente, fechando a
frente. Eu senti no timo. Whoa!
        Comearam a trabalhar na vela de proa, e eu vi fascinada quando ela voou
acima do mastro. O vento a apanhou, esticando-a tensa.
        - Segure beb, constante, e desligue os motores! - Christian grita para
mim sobre o vento, apontando-me para desligar os motores. Eu posso apenas
ouvir sua voz, mas eu aceno com entusiasmo, olhando para o homem que eu amo,
todo varrido pelo vento, alegre, e preparando-se contra a inclinao e direo do
barco.
        Eu pressiono o boto, o rugido dos motores finalizam e o Grace sobe em
direo  Pennsula Olmpica, deslizando sobre a gua como se ela estivesse
voando. Eu quero gritar e gritar e aplaudir, esta tem que ser uma das experincias
mais emocionantes da minha vida, exceto, talvez, o planador, e talvez o Quarto
Vermelho da Dor.
        Macacos me mordam, este barco pode mover-se! Eu estou firme, segurando
o volante, a luta contra o leme, e Christian est atrs de mim mais uma vez, as
mos sobre a minha.
        - O que voc acha? - Ele grita por cima do som do vento e do mar.

 

        - Christian! Isso  fantstico.
        Ele sorri, um sorriso de orelha a orelha.
        - Espere at o Spinney subir. - Ele aponta com o queixo para Mac, que
est desenrolando o Spinnaker, uma vela vermelha escuro, rico. Isso me lembra as
paredes na sala de jogos.
        - Cor interessante. - Eu grito.
        Ele me d um sorriso de lobo e pisca. Ah,  intencionado.
        Os bales do Spinney so grandes tem forma estranha e elptica, e colocam
o Grace em movimento. Encontrando sua cabeceira, ela acelera sobre o Sound.
        - Vela assimtrica. Para a velocidade. - Christian responde a minha
pergunta no formulada.
        -  incrvel. - No consigo pensar em nada melhor para dizer. Eu tenho o
sorriso mais ridculo da minha vida enquanto deslizamos pelas guas, indo para a
majestade das montanhas Olympic e a Ilha Bainbridge. Olhando para trs, vejo
Seattle encolhendo atrs de ns, Monte Rainier  distncia.
        Eu realmente no tinha percebido o quo bonita e robusta  a paisagem
circundante de Seattle.  verde viosa e temperada, verdes sempre altos
enfrentando penhascos salientes aqui e ali. Ela tem uma beleza selvagem, mas
serena, nessa tarde gloriosa de sol que me tira o flego. O silncio 
impressionante comparado com a nossa velocidade chicoteando atravs da gua.
        - Quo rpido estamos indo?
        - Ela est fazendo 15 ns.
        - Eu no tenho ideia do que isso significa.
        -  cerca de 17 quilmetros por hora.
        - S isso? Sente-se como se fosse muito mais rpido.
        Ele aperta as mos, sorrindo.
        - Voc est linda, Anastsia.  bom ver um pouco de cor em suas
bochechas... e no de corar. Voc parece como nas fotos de Jos.
        Eu me viro e o beijo.
        - Voc sabe como dar a uma menina um bom momento, Sr. Grey.
        - Estamos aqui para agradar, Srta. Steele. - Ele afasta o meu cabelo para
fora do caminho e beija a minha nuca, enviando arrepios deliciosos em minha
espinha. - Eu gosto de ver voc feliz. - Ele murmura e aperta os braos em volta

 

de mim.
        Eu olho sobre a gua azul larga, perguntando o que eu poderia ter feito no
passado para ter a sorte sorrindo para mim e ter me entregado esse homem lindo.
        Sim, voc  uma puta de sorte, meu subconsciente fala. Mas voc tem srias
dificuldade pela frente. Ele no vai querer essa porcaria de baunilha para sempre. . .
voc vai ter que ceder. Eu olho mentalmente seu rosto, sarcstico e insolente, e
descanso minha cabea contra o peito de Christian. Mas no fundo eu sei que meu
subconsciente est certo, mas eu quero banir meus pensamentos. No quero
estragar o meu dia.

        Uma hora depois, estamos ancorados em uma pequena e isolada gruta fora
de Bainbridge Island. Mac foi  praia no inflvel para fazer o que, eu no sei, mas
tenho minhas suspeitas, porque logo que ele liga o motor de popa, Christian
agarra a minha mo e praticamente me arrasta at sua cabine, um homem com
uma misso.
        Agora ele est diante de mim, exalando sua sensualidade inebriante, com
dedos hbeis fazendo o trabalho rpido de tirar meu colete salva-vidas. Ele joga
para um lado e olha fixamente para mim, olhos escuros, pupilas dilatadas.
        Eu j estou perdida e ele mal me tocou. Ele levanta a mo no meu rosto, e
seus dedos se movem para baixo do meu queixo, a coluna da minha garganta, meu
esterno, queimando-me com seu toque, para o primeiro boto da minha blusa
azul.
        - Eu quero ver voc. - Ele respira e com destreza desfaz o boto.
Dobrando, ele planta um beijo suave nos meus lbios entreabertos. Estou ofegante
e ansiosa, excitada pela combinao potente de sua beleza cativante, sua
sexualidade crua nos limites da cabine, e no balano suave do barco. Ele est de
volta.
        - Tira para mim. - Ele sussurra, os olhos ardentes.
        Oh meu Deus. Eu estou muito feliz por cumprir. No tiro os olhos dele, e
lentamente abro cada boto, saboreando seu olhar abrasador. Oh, isso 
inebriante. Eu posso ver o seu desejo,  evidente em seu rosto. . . e em outros

 

lugares.
        Eu deixo minha camisa cair no cho e alcano o boto do meu jeans.
        - Pare. - Ele ordena. - Sente-se.
        Sento-me na borda da cama, e em um movimento fluido ele est de joelhos
na minha frente, desfazendo os laos primeiro dos tnis, puxando para fora,
seguido por minhas meias. Ele pega meu p esquerdo e elevando-o, beija
suavemente meu dedo, em seguida, roa os dentes contra ele.
        - Ah! - Eu lamento sentir o efeito na minha virilha. Ele tem um
movimento suave, segurando sua mo em mim, me puxa para fora da cama.
        - Continua. - Diz ele e fica para trs para me ver.
        Eu deslizo o zper da minha cala para baixo e prendo meus polegares na
cintura quando ela escorrega em seguida, deslizando o Brim pelas minhas pernas.
Um sorriso mole aparece em seus lbios, mas seus olhos permanecem apagados.
        E eu no sei se  porque ele fez amor comigo esta manh, e eu quero dizer
realmente fez amor comigo, suavemente, docemente, ou se era a sua apaixonada
declarao, "sim. . . eu a amo", mas eu no me sinto constrangida com tudo. Eu
quero ser sexy para este homem. Ele merece por me fazer sentir sexy.
        Ok,  novo para mim, mas estou aprendendo sob sua tutela especialista. E,
novamente, mais  novo para ele tambm. A gangorra sobe e desce entre ns, um
pouco, eu acho.
        Eu estou usando minha nova calcinha fio dental, uma branca rendada e
suti combinando, de grife. Eu saio da minha cala e fico l por ele, na lingerie que
ele pagou, mas no me sinto mais barata. Sinto-me dele.
        Alcanando as costas, eu desengancho o suti, deslizando as correias para
baixo dos braos e solto em cima da minha blusa. Lentamente, eu deslizo minha
calcinha, deixando-as cair aos meus tornozelos, e saio delas, surpresa com a
minha graa.
        Em p, diante dele, estou nua e sem vergonha, e eu sei que  porque ele me
ama. Eu j no tenho nada a esconder. Ele no diz nada, apenas olha para mim.
Tudo que eu vejo  o seu desejo, sua adorao mesmo, e outra coisa, a
profundidade de sua necessidade, a profundidade do seu amor por mim.
        Ele se abaixa, levanta a barra da sua camisa de cor creme, e a puxa sobre a
cabea, seguido de sua camiseta, revelando seu peito, sem tirar os olhos cinzentos

 

do meu. Seus sapatos e meias seguem antes dele agarrar o boto da cala jeans.
        Alcanando-o, eu sussurro.
        - Deixe-me.
        Sua boca forma um ooh, e ele sorri.
        - Seja minha convidada.
        Eu vou na direo dele, deslizo meus dedos destemidos dentro do cs da
cala jeans, e puxo forando-o a dar um passo para mais perto de mim. Ele
suspira involuntariamente por minha audcia inesperada, em seguida, sorri para
mim. Eu desfao o boto, mas antes de abrir deixo meus dedos passearem,
traando sua ereo atravs do brim macio. Ele flexiona os quadris em minha mo
e fecha os olhos brevemente, saboreando o meu toque.
        - Voc est ficando to ousada, Ana, to valente. - Ele sussurra e segura
meu rosto com as duas mos, inclinando-se para beijar-me profundamente.
        Eu coloco minhas mos em seu quadril, metade em sua pele fresca e
metade sobre o cs rebaixado de seus jeans.
        - Voc tambm. - Eu murmuro contra seus lbios quando os meus
polegares esfregam crculos lentos em sua pele, e ele sorri.
        - Remova-os.
        Eu passo as minhas mos pela frente da cala jeans e puxo o zper para
baixo. Meus dedos intrpidos percorrem os pelos pbicos dele na sua ereo, e
agarro-o com fora.
        Ele faz um som baixo em sua garganta, seu hlito doce em cima de mim, e
me beija outra vez, amorosamente. Quando minha mo se move sobre ele, em
torno dele, acariciando-o, apertando-o com fora, ele coloca os braos em volta de
mim, a mo direita encostada no meio das minhas costas e os dedos abertos. Sua
mo esquerda est em meus cabelos, me segurando em sua boca.
        - Oh, quero-te tanto, querida. - Ele respira e se afasta de repente para
remover seus jeans e cuecas em um movimento rpido e gil. Ele  um espetculo,
tanto dentro como fora da roupa, cada centmetro dele.
        Ele  perfeito. Sua beleza s  profanada por suas cicatrizes, eu acho triste.
E elas correm muito mais profundas que a pele dele.
        - O que h de errado, Ana? - Ele murmura e gentilmente acaricia meu
rosto com os dedos.

 

        - Nada. Ame-me, agora.
        Ele me puxa em seus braos, beijando-me, torcendo as mos no meu
cabelo. Nossas lnguas entrelaadas, ele me leva para a cama e suavemente
abaixa-me, seguindo-me para baixo de modo que fica ao meu lado.
        Ele corre o nariz ao longo do meu queixo enquanto minhas mos se
deslocam para seu cabelo.
        - Voc tem alguma ideia de como o seu aroma  requintado, Ana? 
irresistvel.
        Suas palavras sempre fazem meu sangue acelerar em meu pulso e ele
arrasta o nariz na minha garganta, atravs de meus seios, beijando-me com
reverncia.
        - Voc  to bonita. - Ele murmura, levando um dos meus mamilos em
sua boca e sugando suavemente.
        Eu comeo a gemer formando arcos com meu corpo.
        - Deixe-me ouvir voc, beb.
        Sua mo est atrs da minha cintura, e eu, em glria, sinto seu toque, pele
com pele, sua boca com fome em meus seios e seus habilidosos dedos longos
acariciando e afagando-me. Movendo-se sobre meus quadris, sobre as minhas
costas, e pela minha perna para o meu joelho, e todo esse tempo ele est beijando
e chupando meus seios, oh meu Deus.
        Segurando meu joelho, ele de repente engata minha perna para cima,
enrolando-a sobre seus quadris, fazendo-me suspirar, e eu me sinto melhor ao ver
seu sorriso. Ele me passa por cima de modo que fico montada nele e me entrega
um pacote de papel alumnio.
        Eu movo-me de volta, levando-o em minhas mos, e eu simplesmente no
consigo resistir a ele em toda sua glria. Eu me curvo e comeo a beij-lo, levando-
o na minha boca, girando minha lngua em volta dele, e em seguida, sugando-o,
duro. Ele geme e flexiona os quadris de modo que entra mais fundo em minha
boca.
        Mmm. . . ele tem um gosto bom. Eu quero ele dentro de mim. Sento-me e
olho para ele, que est ofegante, com a boca aberta, me observando atentamente.
        Apressadamente eu rasgo o preservativo e desenrolo sobre ele. Ele estende
as mos para mim. Tomo uma e com minha outra mo, me posiciono sobre ele,

 

ento lentamente o reclamo como meu.
        Ele geme baixo em sua garganta, fechando os olhos.
        A sensao dele em mim. . . esticando-me. . . enchendo-me, me fazendo
gemer baixinho, ele  divino. Ele coloca suas mos em meus quadris e me move
para cima, para baixo, e empurra para dentro de mim. Oh. . .  to bom.
        - Oh, beb. - Ele sussurra, e de repente se senta e ficamos cara a cara, e
a sensao  extraordinria, to cheia. Eu suspiro, agarrando seus braos
enquanto ele aperta minha cabea com as mos e olha nos meus olhos,
intensamente, ardendo de desejo.
        - Oh, Ana. O que voc me faz sentir. - Murmura e me beija
apaixonadamente com ardor fervoroso. Eu o beijo de volta, tonta com a deliciosa
sensao dele enterrado dentro de mim.
        - Oh, eu te amo. - Murmuro. Ele geme como se ficasse triste ao ouvir as
minhas palavras sussurradas e rola, me levando com ele sem quebrar nosso
contato precioso, me colocando embaixo dele. Eu envolvo as minhas pernas em
volta de sua cintura.
        Ele olha para mim com adorada admirao, e estou certa de que espelho
sua expresso quando eu acaricio seu belo rosto. Muito lentamente, ele comea a
se mover, fechando os olhos quando ele faz gemidos baixinho.
        O balano suave do barco e a paz e tranquilidade calma da cabine so
quebradas apenas pelas nossas respiraes misturadas enquanto ele se move
lentamente para dentro e fora de mim, de modo controlado,  to bom,  celestial.
Ele coloca o brao sobre minha cabea, a mo no meu cabelo, e acaricia o meu
rosto com a outra se inclinando para me beijar.
        Estou encasulada por ele enquanto sou amada. Ele se move lentamente de
dentro e para fora, saboreando-me. Eu comeo a toc-lo, mantendo os limites de
seus braos, seu cabelo, sua parte inferior das costas, e minha respirao acelera
quando seu ritmo constante me empurra mais e mais. Ele beija minha boca, meu
queixo, em seguida, mordisca minha orelha. Eu posso ouvir suas respiraes em
destaque com cada impulso suave do seu corpo.
        Meu corpo comea a tremer. Oh. . . Este sentimento que agora eu conheo
to bem. . . Eu estou perto. . . Oh. . .
        -  isso mesmo, querida. . . libere-se para mim. . . Por favor. . . Ana. -

 

Murmura e suas palavras so a minha perdio.
- Christian. - Eu grito, e ele geme quando ns dois juntos chegamos ao
xtase.

 

Captulo 10
        - Mac estar de volta em breve. - Ele murmura.
        - Hmm. - Meus olhos piscam ao encontrar seu olhar suave. Senhor, seus
olhos so de uma cor incrvel, especialmente aqui, com o mar refletindo a luz que
salta fora da gua atravs das pequenas vigias da cabine.
        - Eu gostaria de ficar com voc, aqui durante toda a tarde, mas ele vai
precisar de uma mo com o bote. - Debruando-se sobre mim, Christian me beija
com ternura. - Ana, voc est to bonita agora, toda despenteada e sexy. Faz-me
te querer mais. - Ele sorri e se levanta da cama. Eu fico admirando a vista.
        - Voc no  to ruim mesmo, capito. - Eu beijo seus lbios com
admirao e ele sorri.
        Eu fico vendo ele se mover graciosamente na cabine enquanto se veste. Ele
 realmente divinamente belo, e o que  melhor, ele acabou de fazer amor de forma
to doce comigo, novamente. Mal posso acreditar na minha sorte. No posso
acreditar que esse homem  meu. Ele se senta ao meu lado para colocar seus
sapatos.
        - Capito, hein? - Ele diz secamente. - Bem, eu sou o mestre do navio.
        Eu viro minha cabea para um lado.
        - Voc  dono do meu corao, Sr. Grey. - E do meu corpo. . . e minha
alma.
        Ele balana a cabea, incrdulo e se inclina para me beijar.
        - Eu vou estar no convs. H um chuveiro no banheiro, se assim o
desejar. Precisa de alguma coisa? Uma bebida? - Ele me pergunta solcito, e tudo
o que posso fazer  sorrir para ele.  este o mesmo homem?  este o Cinquenta
mesmo?
        - O qu? - Ele diz, reagindo ao meu sorriso estpido.

 

        - Voc.
        - Eu?
        - Quem  voc? E o que voc fez com o Christian?
        Ele contorce os lbios em um sorriso triste.
        - Ele no est muito longe, beb. - Ele diz em voz baixa, e h um toque
de melancolia em sua voz que me faz lamentar instantaneamente a pergunta. Mas
ele balana. - Voc vai v-lo em breve. - Ele sorriu para mim. - Especialmente
se voc no se levantar. - Alcanando-me, ele me cheira e me pega por trs e eu
grito, sorrindo ao mesmo tempo.
        - Voc tinha me preocupado.
        - Ser que sou eu, agora?- Christian testa. - Voc emite alguns sinais
mistos, Anastsia. Como deve ser o homem para mant-la? - Ele se inclina e me
beija outra vez. - Mais tarde, beb. - Ele acrescenta, e com um sorriso
deslumbrante, se levanta e me deixa com meus pensamentos dispersos.
        Quando volto para o convs, Mac est de volta a bordo, mas ele desaparece
no convs superior quando eu abro as portas do salo. Christian est no celular.
Falando com quem? Eu me pergunto. Ele divaga e me puxa para perto, beijando o
meu cabelo.
        - Grande notcia. . . bom. Sim. . . Srio? O fogo escapou nas escadas? . . .
Eu vejo. . . Sim, esta noite.
        Ele aperta o boto final e o som dos motores ligados me assustam. Mac
deve estar na cabine de pilotagem acima.
        - Hora de voltar. - Christian diz, beijando-me mais uma vez enquanto
amarra meu colete salva-vidas.

        O sol est baixo no cu atrs de ns e enquanto fazemos nosso caminho de
volta para a marina, reflito sobre uma tarde maravilhosa. Sob a tutela de
Christian, cuidadosamente e pacientemente, eu arrumo uma vela de proa, e um
vela triangular e aprendo a amarrar um n recife, engate de cravo, e catau. Seus
lbios tremiam durante toda a lio.

 

        - Eu posso te amarrar um dia. - Eu murmuro mal humorada.
        Sua boca se torce com humor.
        - Voc vai ter que me pegar primeiro, Srta. Steele.
        Suas palavras me trazem  mente, ele me perseguindo em volta do
apartamento, a emoo, ento o resultado horrvel. Eu fico carrancuda e
estremeo. Depois disso, eu o deixei.
        Ser que vou deix-lo novamente, agora que ele admitiu que me ama? Eu
olho para cima em seus claros cinzentos. Como eu poderia deix-lo de novo, no
importa o que ele fez comigo? Eu poderia tra-lo assim? No. Eu no acho que
possa.
        Ele me deu um passeio mais completo neste belo barco, explicando todos
os projetos inovadores e tcnicas, e os materiais de alta qualidade usados para
constru-lo. Lembro-me da conversa, quando eu o conheci. Peguei ento sua
paixo por navios. Eu pensei que seu amor era s pelos cargueiros ocenicos, mas
sua empresa constri super-sexys e elegantes catamars, tambm.
        E, claro, ele fez amor doce e sem pressa comigo. Sacudi a cabea,
lembrando do meu corpo inclinando-se e querendo mais sob as mos do
especialista. Ele  um amante excepcional, tenho certeza, embora,  claro, eu no
tenho nenhuma comparao. Mas Kate teria elogiado mais se fosse sempre assim,
no  como se ela ocultasse os detalhes.
        Mas quanto tempo isso ser suficiente para ele? Eu simplesmente no sei,
e o pensamento  enervante.
        Agora, ele senta, e eu fico no crculo de segurana de seus braos por
horas, ao que parece, em silncio, confortvel enquanto o Grace desliza cada vez
mais perto de Seattle. Eu pego o timo e Christian me aconselha sobre os ajustes
de vez em quando.
        - H uma poesia em velejar to antiga quanto o mundo. - Ele murmura
um no meu ouvido.
        - Isso soa como uma citao.
        Sinto o seu sorriso.
        - . Antoine de Saint-Exupry.
        - Oh. . . Eu adoro O Pequeno Prncipe.
        - Eu tambm.

 

 incio da noite, quando Christian, as mos ainda nas minhas, nos conduz
para a marina. H luzes piscando dos barcos, refletindo-se na gua escura, mas
ainda  uma noite de luz, balsmica brilhante, uma abertura para um por do sol
espetacular.
        Uma multido se rene no cais quando Christian gira lentamente o barco
em torno de um espao relativamente pequeno. Ele faz isso com facilidade e
inverte suavemente no cais para sairmos. Mac salta para a doca e amarra o Grace
de forma segura a um poste de amarrao.
        - De volta novamente. - Christian murmura.
        - Obrigada. - Murmuro timidamente. - Foi uma tarde perfeita.
        Christian sorri.
        - Eu pensei assim tambm. Talvez possamos registr-la na escola de vela,
para que possamos sair por alguns dias, apenas ns dois.
        - Eu adoraria isso. Podemos batizar o quarto novamente e novamente.
        Ele se inclina e me beija debaixo da minha orelha.
        - Hmm. . . - Eu olho para frente. - Anastsia. - Ele sussurra, fazendo
com que cada pelinho do meu corpo tenha sua ateno. Como ele faz isso?
        - Venha, o apartamento est limpo. Ns podemos voltar.
        - E as nossas coisas no hotel?
        - Taylor j recolheu.
        Oh! Quando?
        - Hoje cedo, depois que ele fez uma varredura no Grace com sua equipe.
- Christian responde minha pergunta silenciosa.
        - Ser que aquele pobre homem nunca dorme?
        - Ele dorme. - Christian move desajeitadamente uma sobrancelha para
mim, perplexo. - Ele est apenas fazendo seu trabalho, Anastsia, e ele  muito
bom. Jason  um verdadeiro achado.
        - Jason?
        - Jason Taylor.
        Eu me lembro quando eu pensei que Taylor era o seu primeiro nome.
Jason. Serve a ele: slido, confivel. Por alguma razo me faz sorrir.
        - Voc  f de Taylor.- Christian diz, olhando-me com especulao.
        - Acho que eu sou. - Sua pergunta me desvia. Ele franze a testa. - Eu

 

no estou atrada por ele, se  por isso que voc est franzindo a testa. Pare.
Christian faz beicinho emburrado.
Caramba, ele  uma criana s vezes.
        - Eu acho que Taylor cuida de voc muito bem.  por isso que eu gosto
dele. Ele parece meio confivel e leal. Ele tem um atrativo como de tio para mim.
- Como um tio?
- Sim.
- Ok, Como um tio. - Christian est testando a palavra e significado. Eu
ri.
- Oh, Christian, cresa, pelo amor de Deus.
        Sua boca abri, surpresa com o meu desabafo, mas depois ele franze a testa
como se considerando a minha declarao.
- Estou tentando. - Ele diz finalmente.
        -Voc faz. Muito. - Eu respondo baixinho, mas depois reviro os olhos
para ele.
- O que voc pensa quando desvia o olhar do meu, Anastsia. - Ele sorri.
Eu sorrio para ele.
        - Bem, se voc se comportar, talvez possamos reviver algumas dessas
lembranas.
Sua boca torce com humor.
        - Comportar-me? - Ele levanta as sobrancelhas. - Realmente, Srta.
Steele, o que faz voc pensar que eu quero reviv-las?
        - Provavelmente, a forma como os seus olhos brilharam como no Natal,
quando eu disse isso.
- Voc j me conhece to bem. - Ele diz secamente.
- Eu gostaria de conhec-lo melhor.
Ele sorri suavemente.
- E eu a ti, Anastsia.
- Obrigado, Mac. - Christian aperta a mo de McConnell e anda nas
docas.
-  sempre um prazer, Sr. Grey, e adeus Ana, foi muito bom conhecer
voc.
Eu apertei sua mo timidamente. Ele deve saber o que Christian e eu

 

fizemos no barco quando ele desembarcou.
        - Bom dia, Mac, e muito obrigada.
        Ele sorri para mim e pisca, fazendo-me corar. Christian pega a minha mo,
e caminhamos at o cais para passear na marina.
        - De onde  o Mac?- Eu pergunto, curiosa sobre o seu sotaque.
        - Da Irlanda. . . Irlanda do Norte. - Christian se corrige.
        - Ele  seu amigo?
        - Mac? Ele  meu empregado. Ajudou a construir o Grace.
        - Voc tem muitos amigos?
        Ele franze a testa.
        - No de verdade. Fazendo o que eu fao. . . Eu no cultivo amizades. H
apenas... - Ele para, sua carranca aprofunda, e sei que ele ia mencionar a Sra.
Robinson.
        - Com fome? - Pergunto para ele, tentando mudar de assunto.
        Concorda com a cabea. Na verdade, estou morrendo de fome.
        - Vamos comer onde deixei o carro. Venha.
        Ao lado do SP's Place tem um pequeno bistr italiano chamado Bee's. Isso
me lembra do lugar em Portland: algumas mesas e estandes, a decorao muito
fresca e moderna, com uma grande fotografia preto e branca de uma virada de
sculo como um mural.
        Christian e eu estamos sentados em uma cabine, debruados sobre o menu
e bebendo um Frascati delicioso, quando eu olho para cima a partir do menu, aps
ter feito a minha escolha e Christian est olhando para mim especulativamente.
        - O qu?- Eu pergunto.
        - Voc est linda, Anastsia. O exterior concorda com voc.
        Eu coro.
        - Eu me sinto um pouco bronzeada para dizer a verdade. Mas eu tive uma
tarde linda. Uma tarde perfeita. Obrigado.
        Ele sorri, seus olhos quentes.
        - O prazer  meu. - Ele murmura.
        - Posso te perguntar uma coisa?- Eu decido em uma misso de
investigao.
        - Qualquer coisa, Anastsia. Voc sabe isso. - Ele vira a cabea para um

 

lado, olhando delicioso.
        - Voc no parece ter muitos amigos. Por que isso?
        Ele encolhe os ombros e franze a testa.
        - Eu te disse, eu realmente no tenho tempo. Tenho colegas de trabalho,
no entanto, o que  muito diferente de amizades, eu suponho. Eu tenho minha
famlia e  isso. Alm de Elena.
        Eu ignorei a meno da cadela.
        - Sem amigos do sexo masculino da sua idade que voc possa sair e
desabafar?
        - Voc sabe como eu gosto de desabafar, Anastsia. - Christian revirou a
boca. - E eu estive trabalhando, construindo um negcio. - Ele parece confuso.
- Isso  tudo que eu fao, exceto vela e voar ocasionalmente.
        - Nem mesmo na faculdade?
        - No de verdade.
        - S Elena, ento?
        Ele balana a cabea, sua expresso desconfiada.
        - Deve ser solitrio.
        Seus lbios enrolam em um pequeno sorriso melanclico.
        - O que voc gostaria de comer? - Ele pergunta, mudando de assunto
novamente.
        - Eu estou pensando em risoto.
        - Boa escolha. - Christian chama o garom, colocando um fim a essa
conversa.
        Depois que fizemos nosso pedido, eu me movo desconfortavelmente na
cadeira, olhando para os meus dedos atados. Se ele est em modo de falar, eu
preciso aproveitar.
        Eu tenho que conversar com ele sobre suas expectativas, sobre as suas,
hum... necessidades.
        - Anastsia, o que h de errado? Diga-me.
        Olho em seu rosto preocupada.
        -Diga-me. - Ele diz com mais fora, e sua preocupao se transforma em
qu? Medo? Raiva?
        Eu respiro fundo.

 

        - Estou preocupada que isto no seja suficiente para voc. Voc sabe, para
desabafar.
        Sua mandbula e seus olhos endurecem.
        - Tenho lhe dado qualquer indicao de que no  o suficiente?
        - No.
        - Ento por que voc acha disso?
        - Eu sei que voc gosta. O que voc. . . humm. . . precisa. - Gaguejo.
        Ele fecha os olhos e esfrega a testa com os dedos longos.
        - O que eu tenho que fazer? - Sua voz  to suave quanto preocupante
quando ele est com raiva, e meu corao afunda.
        - No, voc no entendeu, voc foi incrvel, e eu sei que tem sido apenas
alguns dias, mas eu espero que eu no esteja forando voc a ser algum que no
.
        - Eu ainda estou aqui, Anastsia em todos os meus Cinquenta Tons
fodidos. Sim, eu tenho que lutar contra o desejo de estar controlando. . . mas essa
 a minha natureza, como eu lidei com minha vida. Sim, eu espero que voc se
comporte de certa maneira, e quando voc no o faz,  ao mesmo tempo desafiador
e refrescante. Ns ainda fazemos o que eu gosto de fazer. Voc me deixou espanc-
la aps o lance escandaloso de ontem. - Ele sorri com carinho na memria. - Eu
gosto de puni-la. Eu no acho que a vontade nunca vai embora. . . mas eu estou
tentando, e no  to duro quanto eu pensei que seria.
        Eu contorci e corei, lembrando o nosso encontro ilcito em seu quarto de
infncia.
        - Eu no me importei com isso. - Eu sussurro, sorrindo timidamente.
        - Eu sei. - Seus lbios enrolaram em um sorriso relutante. - Nem eu.
Mas deixe-me dizer-lhe, Anastsia, isto  tudo novo para mim e estes ltimos dias
tem sido os melhores na minha vida. Eu no quero mudar nada.
        Oh!
        - Eles foram os melhores da minha vida, tambm, sem exceo. -
Murmuro e amplio o meu sorriso. Minha deusa interior acena freneticamente em
acordo e me cutuca rgida. Ok, ok.
        - Ento voc no quer me levar em sua sala de jogos?
        Ele engole e empalidece, todos os traos de humor se foram.

 

        - No, eu no.
        - Por que no? - Eu sussurro. Esta no  a resposta que eu esperava.
        E sim, l est ele, com uma pitada de decepo. Minha deusa interior virou
um furaco fazendo beicinho, de braos cruzados como uma criana com raiva.
        - A ltima vez que estivemos l voc me deixou. - Ele diz calmamente. -
Eu vou fugir de tudo que possa fazer voc me deixar de novo. Fiquei arrasado
quando voc saiu. Expliquei isso. Nunca mais quero sentir isso de novo. Eu j lhe
disse como me sinto sobre voc. - Seus olhos cinzentos esto largos e intensos
com sua sinceridade.
        - Mas isso no parece justo. No pode ser muito relaxante para voc estar
constantemente preocupado com o que sinto. Voc fez todas essas mudanas para
mim, e eu. . . Eu acho que deveria retribuir de alguma forma. Eu no sei, talvez. . .
tentar. . . alguns jogos. - Gaguejo, meu rosto esta carmesim, como as paredes da
sala de jogos. Por isso  to difcil falar sobre isso? Eu fiz todos os tipos de jogos
fornicadores com este homem, coisas que eu no tinha sequer ouvido falar
algumas semanas atrs, coisas que eu nunca teria pensado possvel, ainda mais
difcil de tudo  estar falando com ele sobre isso.
        - Ana, voc retribui, mais do que sabe. Por favor, por favor, no me sinto
assim.
        Foi-se o Christian despreocupado. Seus olhos esto maiores agora, com
alarme, e isso  angustiante.
        - Beb, s se passou um fim de semana. - ele Continua. - D-nos algum
tempo. Pensei muito sobre ns na semana passada, quando voc saiu. Precisamos
de tempo. Voc precisa confiar em mim, e eu em ti. Talvez com o tempo podemos
entrar, mas eu gosto de como voc est agora. Eu gosto de ver voc to feliz, to
relaxada e despreocupada, sabendo que eu tenho algo a ver com isso. Eu nunca
tenho. - Ele para e passa a mo pelos cabelos. - Temos que andar antes de
correr. - De repente, ele sorriu.
        - O que h de to engraado?
        - Flynn. Ele diz isso o tempo todo. Eu nunca pensei que estaria citando
ele.
        - Um Flynnismo.
        Christian ri.

 

        - Exatamente.
        O garom chega com as nossas entradas e bruschetta, e nossa conversa
muda quando Christian relaxa.
        Mas quando os pratos impraticveis grande so colocadas diante de ns,
no posso deixar de pensar em Christian hoje, relaxado, feliz e despreocupado.
Pelo menos ele est rindo agora,  vontade novamente.
        Eu respiro, um suspiro de alvio para dentro quando ele comea a
interrogar-me sobre os lugares em que eu estive. Esta  uma breve discusso, uma
vez que nunca estive em qualquer lugar exceto nos EUA continental. Christian, por
outro lado, viajou o mundo. Deslocamo-nos para uma conversa mais fcil, mais
feliz, falando sobre todos os lugares que ele visitou.
        Aps a saborosa refeio, Christian me leva de volta  Escala, a voz suave
Eva Cassidy cantou sobre os alto-falantes. Permitindo-me um interldio pacfico
em que pensar. Eu tive um dia alucinante. Dra. Greene, nosso chuveiro, a
admisso de Christian, fazer amor no hotel e no barco, comprar o carro. Mesmo
Christian foi to diferente.  como se ele me deixasse saber algo ou redescobrir
algo que eu no sei.
        Quem sabia que ele podia ser to doce? Ele o fazia?
        Quando eu olho para ele, ele tambm parece perdido em pensamentos.
Parece-me, ento, que ele nunca teve uma adolescncia normal de qualquer
maneira. Sacudo a cabea.
        Minha mente voa de volta para Dr. Flynn e o medo de Christian de que ele
tenha me dito tudo sobre ele. Christian ainda est escondendo algo de mim. Como
podemos seguir em frente, se ele se sente assim?
        Ele acha que eu poderia ir embora se eu o conhecer. Acha que eu poderia ir
embora se ele for ele mesmo. Oh, este homem  to complicado.
 medida que nos aproximamos de sua casa, ele comea a irradiar tenso
at que se torna palpvel. Enquanto dirige, ele observa as caladas e vielas
laterais, os olhos correndo por toda parte, e sei que ele est procurando por Leila.
Eu comeo a procurar, tambm. Cada jovem morena  uma suspeita, mas no a
vejo.
        Quando ele vai para a garagem, sua boca se converte em uma linha tensa e
triste. Eu me pergunto por que ns viemos para c, se ele est to desconfiado e

 

nervoso. Sawyer est na garagem, patrulhando. O Audi sujo se foi. Ele chega a
abrir a minha porta quando Christian pula ao lado do SUV.
        - Ol, Sawyer. - Murmuro minha saudao.
        - Srta. Steele. - Ele acena com a cabea. - Sr. Grey.
        - Nenhum sinal? - Christian pergunta.
        - No, senhor.
        Christian agarra a minha mo, e acena para o elevador. Eu sei que seu
crebro est trabalhando, ele est distrado. Uma vez que estamos l dentro, se
vira para mim.
        - Voc no tem permisso para sair daqui sozinha. Voc entende? - Ele
diz.
        - Ok. - Puxa! Continuo a manter a calma. Mas sua atitude me faz sorrir.
Eu quero abra-lo agora. Este homem, todo dominador e curto comigo. Admira-
me que eu tenha achado to ameaador apenas uma semana atrs, quando ele me
falou dessa maneira. Mas agora, eu o entendo muito melhor. Este  o seu
mecanismo de defesa. Ele est estressado com Leila, ele me ama, e ele quer me
proteger.
        - O que h de to engraado? - Ele murmura, uma pitada de diverso em
sua expresso.
        - Voc.
        - Eu? Senhorita Steele? Por que eu sou engraado? - Ele faz beicinho.
        Christian fazendo beicinho . . . quente.
        - No faz isso.
        - Por qu? - Ele est ainda mais divertido.
        - Porque ele tem o mesmo efeito em mim que eu tenho em voc quando eu
fao isso. - Eu mordo meu lbio deliberadamente.
        Ele levanta as sobrancelhas, surpreso e contente ao mesmo tempo. -
Srio? Ele faz careta novamente e se inclina para me dar um beijo rpido e
casto.
        Eu levanto os meus lbios ao encontro do seu, e no nanosegundo que
nossos lbios se tocam, a natureza do beijo muda, fogo se espalha pelas minhas
veias a partir deste ponto de contato ntimo, dirigindo-me a ele.
        De repente, meus dedos esto enrolados em seu cabelo enquanto ele me

 

agarra e empurra-me contra a parede do elevador, com as mos emoldurando meu
rosto, segurando-me os lbios, com as nossas lnguas batendo uma na outra. E eu
no sei se  o confinamento do elevador fazendo tudo muito mais real, mas eu
sinto a sua necessidade, sua ansiedade, sua paixo.
        Puta merda. Eu quero ele, aqui, agora.
        Os zunidos do elevador indicam uma parada, as portas deslizam e abrem, e
Christian arrasta o rosto do meu, seus quadris ainda prendendo-me  parede, sua
ereo cavando em mim.
        - Uau. - Ele murmura ofegante.
        - Uau. - Eu me espelho nele, arrastando uma lufada de boas-vindas em
meus pulmes.
        Ele olha para mim, os olhos brilhando.
        - O que voc me faz, Ana. - Ele traa o meu lbio inferior com o polegar.
        Pelo canto do olho, Taylor passa para trs para que ele no fique mais na
minha linha de viso. Eu chego e beijo Christian no canto da boca bem esculpida.
        - O que voc me faz, Christian.
        Ele recua e leva minha mo, seus olhos escuros agora, com capuz. -
Venha! -Ele ordena.
        Taylor ainda est no hall de entrada, esperando discretamente por ns.
        - Boa noite, Taylor. - Diz Christian cordialmente.
        - Sr. Grey, Srta. Steele.
        - Eu fui a Sra. Taylor ontem. - Eu sorrio para Taylor, que cora.
        - Isso soa bem, Srta. Steele. - Taylor diz abordando o assunto sem
demonstrar emoes.
        - Eu pensei assim tambm.
        Christian aperta sua mo na minha, carrancudo.
        - Se vocs dois j terminaram, eu gostaria de uma reunio de balano. -
Ele olha para Taylor, que agora parece desconfortvel, e eu me encolho
interiormente. Eu ultrapassei a marca.
        - Desculpe. - Eu disse para Taylor, que encolhe os ombros e sorri
gentilmente antes de eu virar para seguir Christian.
        - Eu estarei com voc em breve. Eu s quero uma palavra com a Srta.
Steele. - Christian diz a Taylor, e eu sei que estou em apuros.

 

        Christian me leva para seu quarto e fecha a porta.
        - No flerte com o pessoal, Anastsia. - Ele repreende.
        Eu abro minha boca para me defender, ento fecho-a novamente, em
seguida, abro-a.
        - Eu no estava flertando. Estava sendo amigvel, h uma diferena.
        - No seja simptica com a equipe ou flerte com eles. Eu no gosto disso.
        Oh. Tchau, Christian despreocupado.
        - Sinto muito. - Eu murmuro e olho para os meus dedos. Ele no me fez
sentir como uma criana o dia todo. Alcanando meu queixo ele o levanta,
puxando minha cabea ao encontro de seus olhos.
        - Voc sabe como eu sou ciumento. - Ele sussurra.
        - Voc no tem nenhuma razo para ter cimes, Christian. Voc me tem
de corpo e alma.
        Ele pisca como se este fato fosse difcil de processar. Ele se inclina e me
beija depressa, mas com nenhuma das paixes que vivemos um momento atrs,
no elevador.
        - Eu no vou demorar muito. Sinta-se em casa. - Ele disse, amuado e
virando de costas me deixa em p em seu quarto, tonta e confusa.
        Por que diabos ele estaria com cimes de Taylor? Sacudo a cabea em
descrena.
        Olhando para o despertador, eu vejo que  s depois das oito. Decido deixar
minhas roupas prontas para o trabalho amanh. Dirijo-me ao meu quarto no
andar de cima e abro o armrio. Est vazio. Todas as roupas se foram. Oh no!
Christian levou minha palavra e eliminou minhas roupas. Merda.
        Meu subconsciente olha pra mim. Bem, isso ser por voc e sua boca
grande.
        Por que ele me tomou pela palavra? Os conselhos de minha me voltam
para assombrar-me:
        - Os homens so to literais, querida.
        Eu fao beicinho, olhando para o espao vazio. Havia algumas roupas
lindas, tambm, como o vestido de prata que eu usava.
        Eu vagueio desconsolada para o quarto. Espere um momento, o que est
acontecendo? O IPAD est desaparecido. Onde est o meu Mac? Ah, no. Meu

 

primeiro inclemente pensamento  que Leila pode ter roubado.
        Eu voo de volta para baixo para o quarto de Christian. Na mesa de
cabeceira est meu Mac, meu iPad, e minha mochila. Est tudo aqui.
        Abro a porta do armrio. Minhas roupas esto aqui, todas elas partilhando
espao com as roupas de Christian. Quando isso aconteceu? Por que ele nunca me
avisa antes de fazer coisas como esta?
        Dirijo-me, e ele est parado na porta.
        - Oh, eles fizeram a mudana. - Ele resmunga, distrado.
        - O que h de errado? - Eu pergunto. Seu rosto est desagradvel.
        - Taylor acredita que Leila estava no meio da escada de emergncia. Ela
deve ter tido uma chave. Todas as fechaduras foram mudadas agora. A equipe de
Taylor fez uma varredura em todos os cmodos do apartamento. Ela no est aqui.
- Ele para e passa a mo pelos cabelos. - Eu gostaria de saber onde ela estava.
Ela est fugindo de todas as nossas tentativas para encontr-la quando ela precisa
de ajuda. - Ele franze a testa, e meu pique anterior desaparece. Coloco meus
braos ao redor dele. Dobrei-me em seus braos, e ele beijou meu cabelo.
        - O que voc vai fazer quando voc encontr-la?- Eu pergunto.
        - Dr. Flynn tem um lugar.
        - E seu marido?
        - Ele lavou as mos para ela. - Tom Christian  amargo. - A famlia dela
est em Connecticut. Acho que est muito sozinha l fora.
        - Isso  triste.
        - Voc est bem com o fato de todas suas coisas estarem aqui? Eu quero
que voc compartilhe o meu quarto. - Ele murmura.
        Uau, mudana rpida de direo.
        - Sim.
        - Eu quero que voc durma comigo. Eu no tenho pesadelos quando voc
est comigo.
        - Voc tem pesadelos?
        - Sim.
        Eu me aperto em torno dele. Macacos me mordam. Mais bagagem. Meu
corao se contrai para este homem.
        - Eu estava apenas deixando minha roupa pronta para trabalhar amanh.

 

- Eu murmurei.
        - Trabalho! - Christian exclama como se fosse um palavro, e ele me
libera, gritante.
        - Sim, funciona. - Eu respondo, confusa por sua reao.
        Ele olha para mim com total incompreenso.
        - Mas Leila, ela est l fora. - Ele faz uma pausa. - Eu no quero que
voc v trabalhar.
        O qu?
        - Isso  ridculo, Christian. Eu tenho que ir trabalhar.
        - No, voc no tem.
        - Eu tenho um novo emprego que eu gosto. Claro que eu tenho que ir
trabalhar. - O que ele quer dizer?
        - No, voc no. - Ele repete, enfaticamente.
        - Voc acha que eu vou ficar aqui girando os polegares, enquanto voc  o
Mestre do Universo?
        - Francamente. . . sim.
        Oh, cinquenta, cinquenta, cinquenta. . . dai-me fora.
        - Christian, eu preciso ir trabalhar.
        - No, voc no precisa.
        - Sim. Eu. Preciso. - Eu digo lentamente como se ele fosse uma criana.
        Ele franze a testa para mim.
        - No  seguro.
        - Christian. . . Eu preciso trabalhar para viver, e eu vou ficar bem.
        - No, voc no precisa trabalhar para viver e como voc sabe que voc vai
ficar bem? - Ele est quase gritando.
        O que ele quer dizer? Ele vai me bancar? Oh, isso  mais do que ridculo.
Eu o conheo h cinco semanas.
        Ele est com raiva agora, seus olhos cinzentos tempestuosos e
intermitentes, mas eu no dou a mnima.
        - Pelo amor de Deus, Christian, Leila estava de p no final da sua cama, e
ela no me prejudicou, e sim, eu preciso trabalhar. Eu no quero ser dependente
de voc. Eu tenho meus emprstimos de estudante para pagar.
        Sua boca prensou em uma linha sombria, quando eu coloquei minhas

 

mos em meus quadris. No estou cedendo nisto. Quem diabos ele pensa que ?
        - Eu no quero que voc v trabalhar.
        - No  como voc quer, Christian. Esta no  a sua deciso.
        Ele passa a mo pelo seu cabelo quando olha para mim. Segundos,
minutos vo passando  medida que um olha para o outro.
        - Sawyer ir com voc.
        - Christian, no  necessrio. Voc est sendo irracional.
        - Irracional? - Ele rosna. - Ou ele vai com voc, ou eu vou ser muito
irracional e mant-la aqui.
        Ele no o faria, no ?
        - Como, exatamente?
        - Oh, eu gostareu de encontrar um caminho, Anastsia. No me empurre.
        - Ok! - Admito, segurando minhas mos, aplacando. Puta merda,
Cinquenta est de volta com uma vingana.
        Estamos, carrancudos um para o outro.
        - Ok, Sawyer pode vir comigo se isso te faz sentir melhor. - Admito
revirando os olhos. Christian estreita os dele e d um passo ameaador em minha
direo. Eu imediatamente dou um passo para trs. Ele para e respira fundo,
fecha os olhos, e corre as duas mos pelos cabelos. Ah, no. Cinquenta est bem e
verdadeiramente encerrado.
        - Devo lhe oferecer um passeio?
        Uma turn? Voc est brincando comigo?
        - Ok. - Eu resmungo com cautela. Outra mudana de rumo - Sr. Volvel
est de volta na cidade. Ele estende a mo e quando eu tiro, ele aperta dizendo
baixinho.
        - Eu no queria assust-la.
- Voc no fez. Eu estava me preparando para correr. - Eu ironizo.
        - Correr?- Os olhos de Christian ampliam.
        - Eu estou brincando! - Oh, caramba.
        Ele me leva para fora do closet, e eu demoro um pouco para me acalmar. A
adrenalina ainda est correndo pelo meu corpo. Uma luta com Cinquenta no 
para ser encarado levianamente.
        Ele me d um passeio pelo apartamento, mostrando-me as vrias salas.

 

Junto com a sala de jogos e trs quartos sobressalentes no andar de cima, estou
intrigada ao descobrir que Taylor e Sra. Jones tem uma ala para si, uma cozinha,
sala espaosa e um quarto cada. Sra. Jones ainda no retornou de visitar sua irm
que vive em Portland.
        No trreo, a sala que me chama a ateno  o oposto da de seu estudo, uma
sala de televiso com uma tela de plasma e tambm de grandes e variados
consoles de jogos.  aconchegante.
        - Ento voc tem um Xbox? - Eu dou sorriso.
        - Sim, mas eu sou uma porcaria no jogo. Elliot sempre me bate. Aquilo foi
engraado, quando voc pensou que eu quis dizer que aquele ambiente era meu
quarto de brinquedos. - Ele sorriu para mim. Graas a Deus ele est recuperando
seu bom humor.
        - Estou feliz que voc me acha divertida, Sr. Grey. - Respondo com
arrogncia.
        - Voc , Srta. Steele, quando voc no est sendo irritante,  claro.
        - Eu geralmente sou irritante quando voc est sendo irracional.
        - Eu? Irracional?
        - Sim, Sr. Grey. Irracional poderia ser o seu nome do meio.
        - Eu no tenho um nome do meio.
        - Irracional serviria ento.
        -Eu acho que isso  uma questo de opinio, Srta. Steele.
        - Eu estaria interessada na opinio profissional do Dr. Flynn. - Christian
sorriu. - Eu pensei que Trevelyan era o seu nome do meio.
        - No. Sobrenome.
        - Mas voc no usa.
        - H muito tempo. Venha. - Ele comanda. Eu o sigo para fora da sala de
televiso atravs da grande sala para o corredor principal aps a despensa e uma
impressionante adega e do prprio grande escritrio bem equipado. Taylor est l
quando entramos. H espao aqui para uma mesa de reunies que acomoda at
seis pessoas. Acima de uma mesa tem um banco de monitores. Eu no tinha ideia
que o apartamento tinha CCTV. Parece acompanhar a varanda, escada, elevador
de servio e hall de entrada.
        - Oi, Taylor. Eu estou apenas dando um passeio com Anastsia.

 

        Taylor acena, mas no sorri. Eu me pergunto se ele foi mandado para fora
tambm, e porque  que ele ainda est trabalhando? Quando eu sorriu para ele,
ele acena com a cabea educadamente. Christian agarra a minha mo mais uma
vez e leva-me  biblioteca.
        - E, claro, voc esteve aqui. - Christian abre a porta. Eu espio o feltro
verde da mesa de bilhar.
        - Vamos jogar? - Eu pergunto. Christian sorri, surpreso.
        - Ok. Voc j jogou antes?
        - Algumas vezes. - Eu minto, e ele aperta os olhos, inclinando a cabea
para um lado.
        - Voc  uma mentirosa sem esperana, Anastsia. Ou voc nunca jogou
antes ou...
        Eu lambi meus lbios.
        - Com medo de um pouco de competio?
        - Com medo de uma menina como voc? - Christian zomba bem-
humorado.
        -  aposta, Sr. Grey.
        - Voc est confiante, Srta. Steele? - Ele sorriu, divertido e incrdulo ao
mesmo tempo. - O que voc gostaria de apostar?
        - Se eu ganhar, voc vai me levar de volta para a sala de jogos.
        Ele olha para mim como se ele no conseguisse compreender o que eu
disse.
        - E se eu ganhar? - Ele Pergunta depois de vrias batidas em estado de
choque.
        - Ento a escolha  sua.
        Sua boca torce quando ele contempla sua resposta.
        - Ok, negcio fechado. - Ele sorriu. - Voc quer jogar bilhar, snooker
Ingls ou bilhar carambola?
        - Bilhar, por favor. No sei os outros.
        De um armrio debaixo de uma das estantes, Christian pega um estojo de
couro grande. Dentro, as bolas esto aninhadas em veludo. Rpida e eficiente, ele
arruma as bolas no feltro. Eu no acho que eu j joguei numa mesa de bilhar to
grande quanto essa antes. Christian me d um taco e giz.

 

        - Gostaria de quebrar? - Ele finge polidez. Ele est se divertindo, acha
que vai ganhar.
        - Ok. - Eu pego o giz, utilizo e sopro o excesso olhando para fora, para
Christian atravs de meus clios. Seus olhos escureceram com o que fiz.
        Eu jogo em cima da bola branca e com um rpido golpe limpo, a bola bate
no centro da mesa no tringulo com tal fora que gira as bolas listradas e uma
mergulha no bolso superior direito. Eu espalhei o resto das bolas.
        - Eu escolho listras. - Digo inocentemente, sorrindo timidamente a
Christian. Sua boca torce em diverses.
        - Esteja  vontade. - Ele diz educadamente.
        Eu prossigo para embolsar as prximas trs bolas em sucesso rpida. Por
dentro, estou danando. Neste momento, eu sou muito grata a Jos por me
ensinar a jogar sinuca e jogar bem. Christian assiste impassvel, no achando
graa, mas sua diverso parece desaparecer. Sinto falta da listra verde por um
milmetro.
        - Voc sabe, Anastsia, eu poderia ficar aqui e assistir voc inclinar-se e
se estender ao longo desta mesa de bilhar durante todo o dia. - Ele diz
agradecido.
        Eu coro. Graas a Deus eu estou vestindo meu jeans. Ele sorriu. Est
tentando tirar minha ateno do jogo, o bastardo. Ele puxa seu suter creme sobre
a cabea, atira para as costas de uma cadeira, e sorri para mim, quando passeia
para dar sua primeira tacada.
        Ele se inclina sobre a mesa. Minha boca fica seca. Oh, eu vejo o que ele
significa. Christian em jeans apertados e camiseta branca, flexo, assim. . .  algo
de se ver. Eu perco minha linha de pensamento. Ele afunda quatro bolas
rapidamente, ento afunda a branca.
        - Um erro muito elementar, Sr. Grey. - Eu o provoco.
        Ele sorriu.
        - Ah, Srta. Steele, eu sou apenas um tolo mortal. Sua vez, eu acredito. -
Ele acena  mesa.
        - Voc no est tentando perder, no ?
        - Oh, no. Por que eu tenho em mente o prmio, eu quero ganhar,
Anastsia. - Ele d de ombros casualmente. - Mas ento, eu sempre quero

 

ganhar.
        Eu estreito os meus olhos para ele. Certo, ento. . . Estou to feliz que
estou vestindo minha blusa azul, que  agradavelmente decotada. Eu me debruo
em torno da mesa, inclinando-me em cada oportunidade disponvel dando a
Christian, uma viso de meu decote sempre que posso. Dois podem jogar esse
jogo. Olho para ele.
        - Eu sei o que voc est fazendo. - Ele sussurra, os olhos escuros.
        Eu inclino minha cabea coquete para um lado, suavemente acariciando
meu taco, correndo a minha mo para cima e para baixo lentamente.
        - Oh. Estou apenas decidindo para onde levar minha prxima tacada. -
Murmuro distraidamente.
        Debruada, eu bati a tarja laranja em uma posio melhor. Eu, ento, bato
diretamente na frente de Christian e levo o resto da parte de baixo da mesa. Eu
olho minha linha de tiro seguinte, inclinando-me para a direita sobre a mesa. Eu
ouo a ingesto aguda de Christian de ar, e, claro, eu sinto falta. Merda.
        Ele se posiciona atrs de mim enquanto eu ainda estou debruada sobre a
mesa e coloca a mo no meu traseiro. Hmm. . .
        - Voc est acenando com esse traseiro para insultar-me, Srta. Steele? -
E ele me cheira, rgido.
        Eu suspiro.
        - Sim. - Eu murmuro, porque  verdade.
        - Cuidado com o que voc deseja, beb.
        Eu esfrego meu traseiro enquanto vagueio para o outro extremo da mesa,
me inclinando, e levo o seu remate. Puxa, eu poderia olhar para ele durante todo o
dia. Ele bate a bola vermelha, e atira para a caapa do lado esquerdo. Ele aponta
para a direita, superior amarela, mas perde. Eu sorrio.
        - Quarto Vermelho, aqui vamos ns. - Eu o ameao.
        Ele apenas levanta uma sobrancelha e orienta-me a continuar. Eu fao o
trabalho rpido na faixa verde e por algum acaso, consigo bater na final da tarja
laranja.
        - Nome do seu bolso. - Christian soprou, e  como se ele estivesse
falando de outra coisa, algo escuro e rude.
        - Parte superior da mo esquerda. - Eu mirei sobre o preto, o atingi, mas

 

perdi. Porra.
        Christian sorriu um sorriso perverso quando se inclinou sobre a mesa e
facilitou o trabalho dos dois slidos restantes. Estou praticamente ofegante,
observando-o, seu corpo flexvel que se estende sobre a mesa. Ele se levanta e
passa giz no taco, com os olhos queimando dentro de mim.
        - Se eu ganhar. . .
        Ah, sim?
        - Eu vou bater em voc, e fode-la sobre essa mesa de bilhar.
        Puta merda. Todo msculo ao sul do meu umbigo ficou rgido.
        - Canto superior direito. - Ele murmura, apontando para o preto, e se
curva para fazer sua jogada.

 

Captulo 11
              Com graa e habilidade Christian bate a bola branca, de forma que ela
desliza sobre a mesa, bate de leve na preta e, oh, vagarosamente a bola negra rola,
oscila sobre a borda e, finalmente, cai na caapa superior direita da mesa de
bilhar.
        Porra!
        Ele se levanta, e torce a boca em um sorriso triunfante de, eu j possuo
voc Steele. Deixando de lado seu taco, ele caminha despreocupadamente em
minha direo, seus cabelos despenteados, jeans e camiseta branca. Ele no se
parece com um CEO, ele se parece com um bad boy do lado errado da cidade.
Caramba, ele  to fodidamente sexy.
        - Voc no vai ser uma m perdedora, no ? - Ele murmura, mal
contendo o sorriso.
        - Depende o quo duro voc me bata, - eu sussurro, segurando eu meu
taco de bilhar como apoio. Ele toma o taco e o coloca de lado, engancha seu dedo
no topo da minha camisa e me puxa em sua direo.
        - Bem, vamos contar os seus delitos, Srta. Steele. - Ele conta com seus
longos dedos. - Um, me deixar ciumento de minha prpria equipe. Dois,
discutindo comigo sobre o trabalho. E trs, acenando com o seu traseiro delicioso
para mim durante os ltimos vinte minutos.
        Seus olhos brilham de um cinza suave, com emoo, e inclinando-se para
baixo, ele esfrega o nariz contra o meu.
        - Eu quero que voc tire o seu jeans e esta camisa muito atraente. Agora.
- Ele planta um beijo suave como uma pena nos meus lbios, passeia
tranquilamente at a porta, e a tranca.
        Oh meu Deus.

 

        Quando ele se vira e olha para mim, seus olhos esto ardendo. Eu fico
paralisada como um zumbi completo, o meu corao batendo forte, meu sangue
bombeado, sem ser realmente capaz de mover um msculo. Na minha mente, tudo
que eu posso pensar : isso  para ele. O pensamento repetindo como um mantra
uma e outra vez.
        - As roupas, Anastsia. Voc parece estar as usando ainda. Tire-as, ou eu
vou fazer isso por voc.
        - Voc faria isso. - Eu finalmente encontro a minha voz, e soa baixa e
aquecida. Christian sorri.
        - Oh, Srta. Steele.  um trabalho sujo, mas eu acho que posso enfrentar o
desafio.
        - Voc normalmente enfrenta a maioria dos desafios, Sr. Grey. - Eu
levanto uma sobrancelha para ele, e ele sorri.
        - Por que, Srta. Steele, o que voc quer dizer? - Em seu caminho at
mim, ele faz uma pausa na mesa pequena construda em uma das estantes. Se
esticando, ele pega uma rgua Perspex17 de 12 polegadas18. Ele pega cada
extremidade e flexiona, seus olhos no deixando os meus.
        Puta merda, aquela era a arma de sua escolha. Minha boca fica seca.
        De repente, estou quente e incomodada e mida em todos os lugares.
Somente Christian poderia me excitar com apenas um olhar e uma rgua. Ele a
desliza no bolso traseiro da cala jeans e chega at mim, olhos escuros e cheios de
promessas. Sem dizer uma palavra, ele cai de joelhos na minha frente e comea a
desfazer meus cadaros, com rapidez e eficincia, tirando o meu tnis All Star
Converse e meias. Eu me inclino ao lado da mesa de bilhar para no cair. Olhando
para ele enquanto desfaz meus cadaros, fico maravilhada com a profundidade do
sentimento que tenho por esse homem falho e lindo. Eu o amo.
        Ele pega meus quadris, desliza os dedos no cs da cala jeans, e desfaz o
boto e zper. Ele olha para cima atravs de seus clios longos, sorrindo seu sorriso
mais picante enquanto lentamente retira meus jeans. Eu saio deles, contente que
estou usando essas calcinhas lindas, ele agarra a parte de trs das minhas pernas
17        Perspex  a designao comercial de um plstico resistente, leve e transparente, produzido, pela primeira vez, em
1930.
18        Polegada - unidade de medida equivalente a 2,54 cm (12 x 2,54 = 30,48 cm).

 

e corre o nariz ao longo do pice das minhas coxas. Eu praticamente derreto.
        - Eu quero ser muito spero com voc, Ana. Voc vai ter que me dizer para
parar, se for demais, - suspira.
        Oh meu Deus! Ele me beija. . . l. Eu gemo baixinho.
        - Palavra de segurana? - Murmuro.
        - No, nenhuma palavra segura, apenas me diga para parar, e eu vou
parar. Entende? -Beija-me outra vez, me aninhando. Oh, isso parece bom. Ele se
levanta, seu olhar intenso. - Responde-me, - ele ordena a sua voz de veludo
macio.
        - Sim, sim, eu entendo. - Estou intrigada com sua insistncia.
        - Voc esteve dando dicas e sinais mistos durante todo o dia, Anastsia, -
Ele diz. - Voc disse que estava preocupada que eu tinha perdido meu limite. Eu
no sei o que voc quis dizer com isso, e eu no sei o quo sria voc estava, mas
vamos descobrir. Eu no quero voltar para a sala de jogos ainda, antes de tentar
isso agora, mas se voc no gostar, voc deve prometer que vai me dizer. - A
intensidade ardente nascida de sua ansiedade substitui a arrogncia anterior.
        Ei, por favor, no fique ansioso, Christian.
        - Eu te direi. Nenhuma palavra segura, - reitero para tranquiliz-lo.
        - Ns somos amantes, Anastsia. Os amantes no precisam de palavras
seguras. - Ele franze a testa. - Precisam?
        - Eu acho que no, - murmuro. Cristo, como eu saberia? - Prometo que
te direi.
        Ele procura em meu rosto qualquer indcio de hesitao e eu estou nervosa,
mas animada, tambm. Estou muito feliz de fazer isso, sabendo que ele me ama. 
muito simples para mim, e agora, eu no quero pensar de mais sobre isso.
        Um sorriso lento se estende por todo o rosto, e ele comea a desabotoar
minha camisa, os dedos hbeis fazem brevemente o trabalho, embora ele no a
tira. Ele se inclina e pega a rgua.
        Oh merda, o que ele vai fazer com isso? Um calafrio de medo corre por mim.
        - Voc joga bem, Srta. Steele. Devo dizer que estou surpreso. Por que voc
no derruba a bola preta?
        Meu medo esquecido, eu fao um beicinho, me perguntando por que diabos
ele deveria estar surpreso, bastardo sexy e arrogante. Minha deusa interior est

 

relaxando em segundo plano, fazendo seus exerccios de cho, um grande sorriso
gordo em seu rosto.
        Eu posiciono a bola branca. Christian passeia ao redor da mesa e fica bem
atrs de mim enquanto me inclino mais para ter minha chance. Ele coloca a mo
na minha coxa direita e passa os dedos para cima e para baixo da minha perna,
para trs e de volta, levemente me acariciando.
        - Eu vou errar, se voc continuar fazendo isso, - eu sussurro, fechando
meus olhos e saboreando a sensao de suas mos em mim.
        - Eu no me importo se voc acertar ou errar, beb. Eu s queria te ver
assim, parcialmente vestida, estendida sobre a minha mesa de bilhar. Voc tem
alguma ideia de quo quente voc parece no momento?
        Eu coro, e minha deusa interior agarra uma rosa entre os dentes e comea
a danar tango. Tomando uma respirao profunda, tento ignor-lo e alinhar meu
tiro.  impossvel. Ele me acaricia atrs, uma e outra vez.
        - Acima e a esquerda, - murmuro, em seguida, bato a bola branca. Ele
me da um tapa duro, diretamente em meu traseiro.
 to inesperado que eu grito. A branca bate na preta, que rebate na
almofada ampla da caapa. Christian acaricia meu traseiro novamente.
        - Ah, eu acho que voc precisa tentar novamente, - ele sussurra. - Voc
deve se concentrar, Anastsia.
        Estou ofegante agora, animada com este jogo. Ele caminha at o fim da
mesa, coloca a bola preta de novo, em seguida, pega a bola branca de volta para
mim. Ele parece to sensual, olhar escuro com um sorriso lascivo. Como eu
poderia resistir a esse homem? Eu pego a bola e a alinho, pronta para atacar
novamente.
        - Ei, ei, - ele adverte. - Espere. - Ah, ele adora prolongar a minha
agonia. Ele caminha de volta e fica atrs de mim novamente. Eu fecho meus olhos
mais uma vez enquanto ele acaricia minha coxa esquerda desta vez, em seguida,
acaricia minhas costas novamente.
        - Mira, - ele assopra.
        Eu no posso evitar meu gemido com tores de desejo e dando voltas
dentro de mim. E eu tento, realmente tento, pensar onde eu deveria bater a preta
com a branca. Eu mudo um pouco  minha direita, e ele me segue. Me curvo sobre

 

a mesa mais uma vez. Usando qualquer vestgio de fora interior, que diminuiu
consideravelmente desde que eu sei o que vai acontecer quando eu bater na bola
branca, miro e acerto a branca novamente. Christian me da uma tapa mais uma
vez, duro.
        Ai! Erro de novo.
        - Oh no! - eu solto um gemido.
        - Uma vez mais, beb. E se voc perder dessa vez, eu realmente vou deixar
que voc consiga o que quer.
        O qu? Ter o que?
        Ele coloca a bola preta mais uma vez e caminha, dolorosamente lento, de
volta para mim at que ele est de p atrs de mim, acariciando minhas costas
mais uma vez.
        - Voc pode fazer isso, - lisonjeia.
        Oh, no quando voc est me distraindo assim. Eu empurro meu traseiro
para trs contra a mo dele, e ele me da uma tapa levemente.
        - Ansiosa, Srta. Steele? - Ele murmura.
        Sim. Eu quero voc.
        - Bem, vamos nos livrar delas. - Ele desliza suavemente minha calcinha
para baixo pelas minhas coxas e as tira. Eu no posso ver o que ele faz com elas,
mas ele me deixa exposta e planta um beijo suave em cada lado do meu traseiro.
        - D a tacada, beb.
        Eu quero choramingar, eu no vou conseguir. Eu sei que vou perder. Eu
alinho a branca e a atinjo, na minha impacincia, erro a bola preta
completamente. Eu espero o golpe, mas ele no vem. Ao contrrio, ele se inclina
para a direita sobre mim, me achatando contra a mesa, pega o taco da minha mo
e rola para a almofada de lado. Eu posso senti-lo, duro, contra meu traseiro.
        - Voc perdeu, - ele disse baixinho no meu ouvido. Minha bochecha est
pressionada contra o tecido da mesa. - Ponha as mos espalmadas sobre a mesa.
        Eu fao como ele diz.
        - timo. Eu vou bater em voc agora e na prxima vez, talvez voc ganhe.
- Ele se move ento e est em p ao meu lado esquerdo, sua ereo contra meu
quadril.
        Eu solto um gemido e meu corao pula dentro da minha boca. Minha

 

respirao vem em suspiros curtos e uma excitao quente e pesada faz um
percurso atravs das minhas veias. Gentilmente, ele acaricia o meu traseiro e
enrola a outra mo ao redor da minha nuca, seus dedos enroscaram em meu
cabelo, com o cotovelo nas minhas costas, me segurando para baixo. Estou
completamente indefesa.
        - Abra as pernas, - ele murmura e por um momento, hesito. Ele me bate
duramente, com a rgua! O barulho  mais duro do que um tapa, e ele me pega de
surpresa. Eu suspiro, e ele me bate de novo.
        - Pernas, - ele ordena. Abro minhas pernas, ofegante. A rgua ataca
novamente. Ai, isso pica, mas o barulho pela minha pele parece pior do que se
sente.
        Eu fecho meus olhos para absorver a dor. No  muito ruim, e a respirao
de Christian se torna mais dura. Ele me bate uma e outra vez, e eu comeo a
lanar pequenos murmrios. No tenho certeza de quantos golpes posso suportar,
mas ouvi-lo e saber como ele est excitado, alimenta a minha excitao e minha
vontade de continuar. Estou de passagem para o lado negro, um lugar na minha
psique que eu no conheo bem, mas j visitei antes na sala de jogos, com Tallis. A
rgua ataca mais uma vez, e eu solto um gemido alto, e Christian geme em
resposta. Ele me bate de novo e de novo. . . e uma vez mais. . . mais duro desta
vez, e eu estremeo.
        - Para. - A palavra est fora da minha boca antes mesmo de eu estar
ciente. Christian solta a rgua imediatamente e me libera.
        - O suficiente? - Ele sussurra.
        - Sim.
        - Quero transar com voc agora, - ele disse, a voz tensa.
        - Sim, - murmuro com saudade. Ele desfaz a braguilha, enquanto estou
deitada ofegante em cima da mesa, sabendo que ele vai ser duro.
        Admira-me mais uma vez como eu consegui, e sim, gostei. O que ele fez
para mim at este ponto  to escuro, mas to ele.
        Ele insere dois dedos dentro de mim e os move em um movimento circular.
A sensao  excelente. Fechando os olhos, me deleito na sensao. Ouo o rasgar
da embalagem da camisinha, ento ele est de p atrs de mim, entre minhas
pernas, empurrando-as mais abertas.

 

        Lentamente, ele afunda em mim, me enchendo. Eu ouo seu gemido de
puro prazer, e desperta a minha alma. Ele agarra firmemente meus quadris, tira e
bate de volta em mim, me fazendo chorar. Ele me tranquiliza por um momento.
        - De novo? - Ele pergunta em voz baixa.
        - Sim. . . Eu estou bem. Perca-se. . . e me leve com voc, - sussurro sem
flego.
        Ele deixa sair um gemido rouco de sua garganta, tira mais uma vez, ento
bate em mim, repete isso mais e mais lentamente, deliberadamente, uma punio,
um ritmo brutal celestial.
        Oh merda minhas. . . Minhas entranhas comeam a acelerar. Ele sente,
tambm, e aumenta o ritmo, empurrando-me, mais alto, mais forte, mais rpido e
eu me rendo, explodindo ao redor dele. Um orgasmo da alma, que me drenou, me
deixa usada e exausta.
        Estou vagamente consciente de que Christian, tambm, se deixa ir,
chamando meu nome, os dedos cavando em meus quadris, em seguida, ele acalma
e cai em mim. Afunda-nos no cho, e ele me embala em seus braos.
        - Obrigado, querida, - ele sussurra, cobrindo meu rosto com beijos
suaves como uma pena. Abro os olhos e olho para ele, ele enrola os braos mais
apertados ao meu redor.
        - Seu rosto est rosado devido  mesa, - ele murmura, esfregando meu
rosto com ternura. - Como foi? - Seus olhos esto arregalados e cautelosos.
        - Bom, - eu murmuro, com os dentes cerrados. - Eu gosto que seja
spero, Christian, e gosto suave, tambm. Eu gosto que seja com voc.
        Ele fecha os olhos e me abraa ainda mais apertado.
        Caramba, estou cansada.
        - Voc nunca falha, Ana. Voc  bonita, brilhante, estimulante, divertida,
sexy, e eu agradeo a providncia divina a cada dia que voc veio me entrevistar e
no Katherine Kavanagh. - Ele beija o meu cabelo. Eu sorrio e bocejo contra seu
peito. - Desgastei-a - ele continuou. - Venha. Banho, ento, cama.


 

              Estamos ambos no banheiro de Christian, nos encarando o queixo
cheio de espuma, o cheiro doce de jasmim nos envolve. Christian est
massageando meus ps, um de cada vez.  to bom que deveria ser ilegal.
        - Posso te perguntar uma coisa? - Murmuro.
        - Claro. Qualquer coisa, Ana, voc sabe disso.
        Eu respiro fundo e decido, hesitando apenas ligeiramente.
        - Amanh, quando eu for trabalhar, Sawyer pode simplesmente me deixar
na porta do escritrio, ento me pegar no final do dia? Por favor, Christian. Por
favor, - eu imploro.
        Suas mos param enquanto ele franze a testa.
        - Eu pensei que ns concordamos, - resmunga.
        - Por favor, - eu imploro.
        - E quanto  hora do almoo?
- Vou fazer algo para levar daqui, ento eu no tenho que sair, por favor.
Ele beija o peito do meu p.
        - Acho muito difcil dizer no para voc, - ele resmunga como se sentisse
que esta  uma falha da sua parte. - Voc no vai sair?
        - No.
        - Ok.
        Eu sorrio para ele.
        - Obrigada. - Inclino-me, derramando gua por toda parte, e o beijo.
        - De nada, Srta. Steele. Como est seu traseiro?
        - Dolorido. Mas no  to ruim. A gua  calmante.
        - Estou feliz que voc me disse para parar, - ele falou, olhando para mim.
        - Assim como meu traseiro.
        Ele sorri.


 

        Estico-me na cama, to cansada.  s dez e meia, mas parece que so trs
da manh. Isso tem de ser um dos fins de semana mais cansativos da minha vida.
        - A Sra. Acton no forneceu nenhuma roupa de dormir? - Christian
pergunta, sua voz misturada com desaprovao enquanto olha para mim.
        - Eu no tenho ideia. Eu gosto de usar as suas camisetas, - murmuro
sonolenta.
        Seu rosto suaviza, e ele se inclina e beija minha testa.
        - Eu preciso trabalhar. Mas eu no quero deix-la sozinha. Posso usar seu
laptop para fazer login no escritrio? Vou incomodar se eu trabalhar aqui?
        - Ele no  meu laptop. - E adormeo.

        O alarme desperta, surpreendendo-me ao acordar com a notcia de trfego.
Christian ainda est dormindo ao meu lado. Esfregando os olhos, olho para o
relgio. Seis e trinta, cedo demais.
        Est chovendo l fora pela primeira vez em sculos, e a luz  silenciosa e
suave. Estou aconchegada e confortvel nesta cama vasta e moderna com
Christian ao meu lado. Estico-me e viro para o homem delicioso ao meu lado. Seus
olhos abrem e ele pisca sonolento.
        - Bom dia. - Eu sorrio e acaricio seu rosto, inclinando-me para beij-lo.
        - Bom dia, querida. Eu geralmente acordo antes do alarme disparar, - ele
murmura, maravilhado.
        -  muito cedo.
        -  sim, Srta. Steele. - Christian sorri. - Eu tenho que levantar. - Ele
me beija, e ento est em p e fora da cama. Eu me enterro contra os travesseiros.
Nossa, acordar em um dia de trabalho ao lado de Christian Grey. Como tudo isso
aconteceu? Fecho meus olhos e cochilo.
        - Vamos, dorminhoca, levante-se. - Christian se inclina sobre mim. Ele
est barbeado, limpo, fresco. Hum cheira to bem, em uma camisa branca e terno

 

preto, sem gravata. O CEO est de volta. Santo Moiss, ele parece bom assim,
tambm.
        - O qu? - Ele pergunta.
        - Eu gostaria que voc voltasse para a cama.
        Seus lbios se abrem, surpreso com a minha provocao, e ele sorri quase
com timidez.
        - Voc  insacivel, Srta. Steele. Tanto quanto a ideia apela, eu tenho uma
reunio s oito e meia, ento eu tenho que ir logo.
        Oh, eu dormi por uma hora ou assim. Merda. Pulo da cama, para grande
diverso de Christian.

        Tomo banho e me visto rapidamente, colocando as roupas que eu escolhi
ontem: uma saia justa cinza lpis; camisa de seda cinza clara e escarpin de salto
alto preto, todos os cuidados do meu guarda-roupa novo. Escovo meu cabelo e
cuidadosamente o coloco para cima, ento vagueio para a sala grande, sem saber o
que esperar. Como  que eu vou comear a trabalhar?
        Christian est tomando caf no bar. Sra. Jones est na cozinha fazendo
panquecas e bacon.
        - Voc est linda, - Christian murmura. Envolvendo um brao a minha
volta, e beija debaixo da minha orelha. Com o canto do meu olho, eu pego o sorriso
Sra. Jones. Eu coro.
        - Bom dia, Srta. Steele, - ela diz, enquanto coloca panquecas e bacon na
minha frente.
        - Oh, obrigada. Bom dia, - murmuro. Puxa, eu poderia me acostumar
com isso.
        - O Sr. Grey disse que voc gostaria de levar o almoo para o trabalho. O
que voc gostaria de comer?
        Olho para Christian, que est tentando muito duro no sorrir

 

maliciosamente. Eu estreito meus olhos para ele.
        - Um sanduche. . . salada. Eu realmente no me importo. - Eu sorrio
para Sra. Jones.
        - Vou apanhar e embalar um almoo para voc, senhora.
        - Por favor, Sra. Jones, me chame de Ana.
        - Ana. Ela sorri e se vira para me fazer ch.
        Uau. . . isso  to legal.
        Viro-me e inclino a cabea para Christian, desafiando-o, v em frente, me
acuse de flertar com a Sra. Jones.
        - Eu tenho que ir, beb. Taylor vai voltar e deix-la no trabalho com
Sawyer.
        - S na porta.
        - Sim. S na porta. - Christian revira os olhos. - Tenha cuidado, porm.
        Olho ao redor e espio Taylor de p na entrada. Christian fica em p e me
beija, segurando meu queixo.
        - Mais tarde, beb.
        - Tenha um bom dia no escritrio, querido, - eu chamo atrs dele. Ele se
vira e pisca o seu belo sorriso, em seguida, ele se foi. Sra. Jones me d uma xcara
de ch, e de repente eu me sinto desconfortvel com apenas ns duas aqui.
        - H quanto tempo voc trabalha para Christian? - Eu pergunto,
pensando que deveria fazer algum tipo de conversa.
        - Quatro anos mais ou menos, - ela diz agradavelmente, enquanto se pe
a fazer o meu almoo.
        - Voc sabe, eu posso fazer isso, - eu resmungo, envergonhada que ela
estivesse fazendo isso por mim.
        - Voc come seu caf da manh, Ana. Isto  o que eu fao. Eu gosto disso.
 bom cuidar de algum que no seja o Sr. Taylor e Sr. Grey. - Ela sorri
docemente para mim.
        Minhas bochechas ficam rosadas com prazer, e eu quero bombardear essa
mulher com perguntas. Ela deve saber muito sobre Cinquenta e,  sua maneira, 
acolhedora e simptica,  tambm muito profissional. Eu sei que s vou
envergonhar ns duas se comear a interrog-la, assim termino meu caf da
manh em um silncio razoavelmente confortvel, pontuado apenas por suas

 

perguntas sobre minhas preferncias de alimentos para o almoo.
        Vinte e cinco minutos depois, Sawyer aparece na entrada da grande sala.
Eu escovei os dentes, e estou esperando para ir. Segurando meu almoo em um
saco de papel marrom. Eu nem me lembro da minha me fazendo isso por mim.
Sawyer e eu vamos para o primeiro andar atravs do elevador. Ele  muito calado,
tambm no dando nada de graa. Taylor est esperando no Audi, e eu subo no
banco do passageiro traseiro quando Sawyer abre a porta.
        - Bom dia, Taylor, - eu digo brilhantemente.
        - Srta. Steele. - Ele sorri.
        - Taylor, eu sinto muito sobre ontem e meus comentrios inapropriados.
Espero que eu no o tenha deixado em apuros.
        Taylor franze a testa em surpresa no espelho retrovisor enquanto arranca
pelo trfego de Seattle.
        - Srta. Steele, eu estou raramente em apuros, - ele diz tranquilizador.
        Ah bom. Talvez Christian no o repreenda. Apenas eu, ento, penso
amargamente.
        - Estou feliz em ouvir isso, Taylor. - Eu sorrio.

             Jack olha para mim, avaliando a minha aparncia, enquanto fao meu
caminho para a minha mesa.
        - Bom dia, Ana. Bom final de semana?
        - Sim, obrigada. E o seu?
        - Foi bom. Se instale. Eu tenho trabalho para voc fazer.
        Concordo com a cabea e sento no computador. Parece anos desde que eu
estive no trabalho. Eu ligo meu computador e inicio o programa de correio
eletrnico e  claro que h um e-mail de Christian.

 

De: Christian Grey
Assunto: Chefe
Data: 13 de junho de 2011 08:24
Para: Anastsia Steele
        Bom dia, Srta. Steele eu s queria dizer obrigado por um fim de semana
maravilhoso, apesar de todo o drama. Espero que voc nunca me deixe, nunca. E
apenas para lembr-la que a notcia da SIP  embargada por quatro semanas.
Delete este e-mail assim que voc l-lo.
Seu Christian Grey
        CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc. e Chefe do seu Chefe.
              Espera nunca me deixar? Ser que ele quer que eu me mude? Santo
Deus... Eu mal conheo o homem. Eu pressiono delete.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Mando
        Data: 13 de junho de 2011: 09:03
        Para: Christian Grey
        Caro Sr. Grey voc est me pedindo para morar com voc? E claro, eu me
lembro a evidencia de sua pica capacidade de perseguio esto embargadas por
mais quatro semanas. Devo fazer um cheque para Coping Together e enviar ao seu
pai? Por favor, no apague este e-mail. Por favor, o responda.
Te amo, xxx
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

 

        - Ana! - Jack me faz pular.
        - Sim, - eu coro e Jack faz uma carranca para mim.
        - Tudo bem?
        - Claro. - Eu me atrapalho e levo meu notebook para seu escritrio.
        - timo. Como voc provavelmente se lembra, eu vou para Coordenao
do Simpsio em Fico, em Nova York na quinta-feira. Eu tenho bilhetes e
reservas, mas eu gostaria que voc viesse comigo.
        - Para Nova York?
        - Sim. Vamos precisar ir quarta-feira e passar a noite. Eu acho que voc
vai achar uma experincia muito educativa. - Seus olhos escurecem enquanto ele
diz isso, mas seu sorriso  educado. - Voc faria os arranjos de viagem
necessrios? E reservar um quarto adicional no hotel onde estou hospedado? Acho
que Sabrina, minha assistente anterior, deixou todos os detalhes teis em algum
lugar.
        - Ok. - Eu sorrio languidamente para Jack.
        Droga. Ando de volta  minha mesa. Isso no vai ficar bem com o
Cinquenta. Mas o fato  que eu quero ir. Parece uma oportunidade real, e eu tenho
certeza que posso manter Jack afastado, se esse  o seu motivo. De volta  minha
mesa h uma resposta de Christian.
De: Christian Grey
Assunto: Eu, Mando?
Data: 13 de junho de 2011 09:07
Para: Anastsia Steele
        Sim. Por favor.
Christian Grey,
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.

 

        Caramba. . . ele quer que eu me mude. Oh, Christian  muito cedo. Coloco
minha cabea em minhas mos para tentar recuperar meu juzo. Isso  tudo que
eu preciso depois do meu fim de semana extraordinrio. No tive um momento
para eu mesma pensar e entender tudo o que experimentei e descobri estes dois
ltimos dias.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Absurdo
        Data: 13 de junho de 2011: 09:20
        Para: Christian Grey
        Christian
        O que aconteceu com o caminhar antes de correr?
        Podemos falar sobre isso esta noite, por favor? Fui convidada para ir a uma
conferncia em Nova York na quinta-feira. Isso significa um pernoite na quarta-
feira. Somente achei que voc deveria saber.
Ax
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: O QUE?
Data: 13 de junho de 2011 09:21
Para: Anastsia Steele
        Sim. Vamos conversar a noite. Voc vai por conta prpria?

 

Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Sem Letras Capitais Gritantes em Negrito Em Uma Manh de
Segunda-feira!
Data: 13 de junho de 2011: 09:30
Para: Christian Grey
Podemos falar sobre isso hoje  noite?
Ax
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        De: Christian Grey
        Assunto: Voc Ainda No Viu O Gritante.
Data: 13 de junho de 2011 09:35
Para: Anastsia Steele
        Diga-me.
        Se for com o odioso e desprezvel com quem voc trabalha, ento a resposta
 no, nem sobre o meu cadver.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Meu corao afunda. Merda.  como se ele fosse meu pai.

 

        De: Anastsia Steele
        Assunto: No VOC no viu o gritante ainda.
Data: 13 de junho de 2011 09:46
Para: Christian Grey
        Sim.  com Jack.
        Eu quero ir.  uma excelente oportunidade para mim.
        E eu nunca fui para Nova York.
        No deixe que suas calas se revirem.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        De: Christian Grey
        Assunto: No VOC no viu o gritante ainda.
Data: 13 de junho de 2011 09:50
Para: Anastsia Steele
        Anastsia
        No  com a porra das minhas calas que estou preocupado.
        A resposta  NO.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        - No! - Eu grito com meu computador, fazendo com que o escritrio
inteiro chegue a um impasse e olhe para mim. Jack olha para fora de seu
escritrio.

 

        - Tudo bem, Ana?
        - Sim. Desculpe, - Eu murmuro. - Er eu. . . simplesmente no salvei um
documento. - Estou escarlate de vergonha. Ele sorri para mim, mas com uma
expresso perplexa. Respiro profundamente vrias vezes e rapidamente digito uma
resposta. Estou to brava.
De: Anastsia Steele
Assunto: Cinquenta Tons
Data: 13 de junho de 2011 09:55
Para: Christian Grey
        Christian
        Voc precisa se segurar.
        Eu no vou dormir com Jack, nem por todo o ch da China.
        Eu AMO voc. Isso  o que acontece quando as pessoas se amam.
        Elas CONFIAM umas nas outras.
        Eu no acho que voc vai DORMIR, ESPANCAR, FODER, ou AOITAR
ningum mais. Eu tenho F e CONFIANA em voc.
        Por favor, estenda a mesma CORTESIA para mim.
Ana
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        Eu me sento  espera de sua resposta. Nada chega. Eu ligo para
companhia area e reservo uma passagem para mim mesma, garantindo que estou
no mesmo voo que Jack. Ouo o som do novo e-mail.

 

De: Lincoln, Elena
Assunto: Data Almoo
Data: 13 de junho de 2011 10:15
Para: Anastsia Steele
        Querida Anastsia
        Eu realmente gostaria de almoar com voc. Acho que comeamos com o p
errado, e eu gostaria de fazer isso direito. Voc tem um tempo livre ainda esta
semana?
Elena Lincoln
        Puta merda, no Sra. Robinson! Como diabos ela descobriu o meu endereo
de e-mail? Coloco minha cabea em minhas mos. Esse dia pode ficar pior?
        Meu telefone toca e cansada levanto a minha cabea em minhas mos e
atendo, olhando para o relgio.  apenas dez e vinte, e eu j desejo que eu no
tivesse deixado a cama de Christian.
        - Escritrio de Jack Hyde, Ana Steele falando.
        Um emaranhado de voz dolorosamente familiar para mim.
        - Por favor, exclua o ltimo e-mail que me enviou, e tente ser um pouco
mais cautelosa na linguagem que voc usa em seu e-mail de trabalho? Eu te disse,
o sistema  monitorado. Vou tentar fazer alguma limitao de danos a partir daqui.
- Ele desliga.
        Puta que pariu. . . Eu sento olhando para o telefone. Christian desligou na
minha cara. Aquele homem est pisoteando em toda a minha nova carreira, e
desliga na minha cara? Eu olho para o receptor, e se no fosse completamente
inanimado, eu sei que iria encolher de horror sob o meu olhar fulminante.
        Eu abro meus e-mails e excluo o que eu lhe enviei. No  to ruim assim.
Acabei de mencionar espancamento e bem, chicotadas. Caramba, se ele est to
envergonhado disso, ele certo como o inferno no deveria faz-lo. Eu pego meu
Blackberry e o chamo pelo celular.

 

        - O qu? - Ele vocifera.
        - Eu estou indo para Nova York quer voc queira ou no, - resmungo.
        - No conte...
        Desligo, interrompendo-o no meio da frase. A adrenalina est correndo pelo
meu corpo. A, que eu lhe disse. Estou to brava.
        Respiro fundo, tentando me recompor. Fechando os olhos, imagino que
estou em meu lugar feliz. Hum... uma cabine de barco com Christian. Eu agito a
imagem para fora, estou muito brava com o Cinquenta para ele estar agora em
qualquer lugar do meu lugar feliz.
        Abrindo os olhos, eu calmamente pego o meu notebook e cuidadosamente
corro atravs da minha lista para fazer. Dou uma longa e profunda respirao,
meu equilbrio restaurado.
        - Ana! - Jack grita, assustando-me. - No reserve o voo!
        - Oh, muito tarde. Eu j fiz isso, - respondo enquanto ele sai de seu
escritrio para mim. Ele parece bravo.
        - Olhe, h algo acontecendo. Por alguma razo, de repente, todas as
despesas de viagem e hotel para o pessoal tem que ser aprovada pela direo. Isto
veio direito do topo. Vou at o velho Roach para verificar. Aparentemente, uma
moratria sobre todos os gastos acaba de ser implementada. Eu no entendo isso.
- Jack aperta a ponte de seu nariz e fecha os olhos.
        A maioria do sangue escorre de meu rosto e alguns ns formam em meu
estmago. Cinquenta!
        - Pegue minhas ligaes. Eu vou ver o que Roach tem a dizer. - Ele pisca
para mim e caminha para ver o seu chefe. No o chefe do chefe.
        Droga. Christian Grey. . . Meu sangue comea a ferver novamente.
De: Anastsia Steele
Assunto: O que voc fez?
Data: 13 de junho de 2011 10:43
Para: Christian Grey

 

Por favor, me diga que voc no ir interferir com o meu trabalho.
Eu realmente quero ir a esta conferencia.
Eu no deveria ter que pedir a voc.
Exclu o e-mail ofensivo.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: O que voc fez?
Data: 13 de junho de 2011 10:46
Para: Anastsia Steele
Estou apenas protegendo o que  meu.
        O e-mail que voc to imprudentemente enviou est limpo a partir do
servidor SIP agora, assim como so os meus e-mails para voc.
A propsito, eu confio em voc cegamente.  nele que eu no confio.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
              Eu verifico para ver se ainda tenho seus e-mails, e eles
desapareceram. A influncia desse homem no conhece limites. Como ele faz isso?
Quem sabe ele pode furtivamente mergulhar nas profundezas dos servidores SIP e
remover e-mails? Estou to fora do meu alcance aqui.
De: Anastsia Steele
Assunto: Crescida
Data: 13 de junho de 2011 10:43
Para: Christian Grey

 

Christian
        Eu no preciso de proteo do meu prprio chefe.
        Ele pode passar uma cantada em mim, mas eu vou dizer NO.
        Voc no pode interferir.  errado e controlador em tantos nveis.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        De: Christian Grey
        Assunto: A resposta  NO
        Data: 13 de junho de 2011 10,50
        Para: Anastsia Steele
        Ana
        Eu vi como, eficaz, voc  lutando contra uma ateno indesejada. Lembro-
me como eu tive o prazer de passar minha primeira noite com voc. Pelo menos o
fotgrafo tem sentimentos por voc. O odioso e desprezvel, por outro lado, no o
tem. Ele  um conquistador em srie, e ele vai tentar seduzi-la. Pergunte a ele o
que aconteceu com sua assistente anterior e a outra antes dela.
        Eu no quero brigar por isso.
        Se voc quer ir para Nova York, eu vou lev-la. Ns podemos ir neste fim de
semana. Eu tenho um apartamento l.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Oh, Christian! Esse no  o ponto. Ele  to frustrante. E  claro que ele
tem um apartamento l. Onde mais ser que ele tem propriedade? Eu confio em
Jos. Ser que eu vou reviver essa cena? Eu estava bbada, pelo amor de Deus. Eu

 

no vou me embriagar com Jack.
        Balano a cabea para a tela, mas acho que eu no posso continuar
discutindo com ele por e-mail. Terei de esperar meu tempo, at esta noite. Checo o
relgio. Jack ainda no voltou de seu encontro com Jerry, e eu preciso lidar com
Elena. Leio seu e-mail de novo e decido que a melhor maneira de lidar com isso 
envi-lo para Christian. Deixe-o se concentrar nela em vez de mim.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: FW data Almoo ou bagagem Irritante
        Data: 13 de junho de 2011 11:15
        Para: Christian Grey
        Christian
        Enquanto voc tem ficado ocupado interferindo na minha carreira e
salvando seu rabo de meus e-mails descuidados, recebi o seguinte e-mail da Sra.
Lincoln. Eu realmente no quero encontrar com ela, mesmo se fizesse, eu no
estou autorizada a deixar o edifcio. Como ela entrou em contato com o meu
endereo de e-mail, eu no sei. O que voc sugere que eu faa? Seu e-mail est
abaixo:
Querida Anastsia, Eu realmente gostaria de almoar com voc. Acho que
comeamos com o p errado, e eu gostaria de fazer isso direito. Voc tem um
tempo livre ainda esta semana?
Elena Lincoln
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Bagagem Irritante

 

Data: 13 de junho de 2011 11:23
Para: Anastsia Steele
        No fique brava comigo. Eu tenho seus melhores interesses no corao.
        Se qualquer coisa acontecesse com voc, eu nunca iria me perdoar.
        Vou lidar com a Sra. Lincoln.
Christian Grey,
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Mais tarde
        Data: 13 de junho de 2011: 11:32
        Para: Christian Grey
        Podemos por favor, discutir isso esta noite?
        Estou tentando trabalhar, e sua interferncia contnua  muito
perturbadora.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        Jack retorna aps o meio-dia e me diz que Nova York est fora para mim e
que ele ainda est indo e no h nada que ele possa fazer para mudar a poltica de
gesto snior. Ele avana para seu escritrio, batendo a porta, obviamente,
furioso. Por que ele est to bravo?
        No fundo, eu sei que suas intenes no so honrosas, mas tenho certeza
de que posso lidar com ele, me pergunto o que Christian sabe sobre as assistentes
anteriores de Jack. Eu deixo de lado esses pensamentos e continuo com algum
trabalho, mas resolvo tentar fazer Christian mudar de ideia, embora as

 

perspectivas sejam desoladoras.
 uma hora, Jack pe a cabea para fora da porta do escritrio.
        - Ana, por favor, voc poderia ir buscar um almoo para mim?
        - Claro. O que voc gostaria?
        - Pastrami com po de centeio, cheio de mostarda. Vou te dar o dinheiro
quando voc voltar.
        - Alguma coisa para beber?
        - Coca-Cola, por favor. Obrigado, Ana. - Ele volta em seu escritrio
enquanto eu pego a minha bolsa.
        Droga. Prometi ao Christian que no iria sair. Eu suspiro. Ele nunca vai
saber, e eu vou ser rpida.
        Claire da recepo me oferece seu guarda-chuva, uma vez que ainda est
derramando chuva. Quando coloco a cabea para fora das portas da frente, puxo a
minha jaqueta em volta de mim e dou um olhar furtivo em ambas s direes a
partir de debaixo do grande guarda-chuva de golfe. Nada parece errado. No h
nenhum sinal da menina Fantasma.
        Caminho rapidamente e desejo chegar imperceptivelmente, abaixo no bloco
da lanchonete. No entanto, quanto mais perto chego da lanchonete, mais eu tenho
um pressentimento assustador de que estou sendo vigiada, e eu no sei se  o meu
sentimento elevado de paranoia ou uma realidade. Merda. Eu espero que no seja
Leila com uma arma.
 apenas sua imaginao, o meu subconsciente estala. Quem diabos iria
querer atirar em voc?
        Dentro de quinze minutos, estou de volta, a salvo, mas aliviada. Eu acho
que a paranoia extrema de Christian e sua vigilncia super protetora esto
comeando a me afetar.
        Quando levo o almoo para Jack, ele olha acima do telefone.
        - Ana, obrigado. Desde que voc no vem comigo, vou precisar que voc
trabalhe at tarde. Precisamos ter esses resumos prontos. Espero que voc no
tenha planos. - Ele sorri para mim calorosamente, e eu coro.
        - No, tudo bem, - eu digo com um sorriso brilhante e um corao
apertado. Isso no vai ficar bem. Christian vai pirar, tenho certeza.
        Enquanto volto para minha mesa decido no lhe dizer imediatamente, caso

 

contrrio ele pode ter tempo para interferir de alguma forma. Eu sento e como o
sanduche de frango e salada que a Sra. Jones fez para mim. Esta uma delcia. Ela
faz um belo sanduche.
        Claro, se eu morar com Christian, ela faria o almoo para mim todos os
dias teis. A ideia  inquietante. Eu nunca tive sonhos de riqueza obscena e todas
as armadilhas, somente amor. Para encontrar algum que me ame e no tente
controlar cada movimento meu. O telefone toca.
        - Escritrio Jack Hyde.
        - Voc me garantiu que no sairia, - Christian interrompe, sua voz fria e
dura.
        Meu corao afunda pela milionsima vez este dia. Merda. Como diabos ele
sabe?
        - Jack me mandou para fora para buscar o almoo. Eu no podia dizer
no. Voc est me observando? - Meu couro cabeludo se arrepia com a ideia. No
admira que eu me sentisse to paranoica, algum estava me observando. O
pensamento me d raiva.
        -  por isso que eu no queria que voc voltasse a trabalhar, - Christian
estala.
        - Christian, por favor. Voc est sendo... - to Cinquenta -... to
sufocante.
        - Sufocante? - Ele sussurra, surpreso.
        - Sim. Voc tem que parar com isso. Eu vou falar com voc esta noite.
Infelizmente, eu tenho que trabalhar at mais tarde porque eu no posso ir  Nova
York.
        -Anastsia, eu no quero sufocar voc, - ele diz em voz baixa, assustado.
        - Bem, voc est. Eu tenho trabalho a fazer. Eu vou falar com voc depois.
- Desligo, me sentindo drenada e vagamente deprimida.
        Aps nosso fim de semana maravilhoso, percebi a realidade. Eu nunca
mais havia querido correr. Correr para um refgio tranquilo para poder pensar
sobre esse homem, sobre como ele  e sobre como lidar com ele. Em um nvel, eu
sei que ele est quebrado. Eu posso ver claramente agora, que  tanto doloroso e
desgastante. Desde os pequenos pedaos de informaes preciosas que ele me deu
sobre sua vida, eu entendo o porqu. Uma criana amada; um ambiente

 

terrivelmente abusivo, uma me que no podia proteg-lo, que ele no poderia
proteger, e que morreu na frente dele.
        Tremo. Meu pobre Cinquenta. Eu sou dele, mas no para ser guardada em
alguma gaiola dourada. Como  que eu vou faz-lo ver isso?
        Com o corao pesado, eu arrasto um dos manuscritos que Jack quer me
resuma em meu colo e continuo a ler. No posso pensar em nenhuma soluo
fcil para os problemas de Christian com seu fodido controle. Eu s tenho que
falar com ele depois, veremos cara a cara.
        Meia hora depois, Jack me envia um e-mail com um documento que eu
preciso arrumar e deixar elegante, pronto para a impresso de amanh em tempo
para sua conferncia. Isso tomar no apenas o resto da tarde, mas at a noite,
tambm. Eu comecei a trabalhar.
        Quando olho para cima,  depois das sete e o escritrio est deserto,
embora a luz no escritrio de Jack ainda esteja ligada. Eu no tinha notado todos
saindo, mas eu estou quase terminando. Eu envio por e-mail o documento de volta
para Jack para sua aprovao e verifico minha caixa de entrada. No h nada de
novo de Christian, ento olho rapidamente para meu Blackberry, e isso me
assusta pelo zumbido,  Christian.
        - Oi, - murmuro.
        - Oi, quando voc vai terminar?
        - Por sete e meia, eu acho.
        - Te encontro l fora.
        - Ok.
        Ele parece quieto, nervoso at. Por qu? Desconfiado da minha reao?
        - Eu ainda estou brava com voc, mas isso  tudo, - eu sussurro. -
Temos muito que falar.
        - Eu sei. Vejo voc s sete e meia.
        Jack sai de seu escritrio.
        - Eu tenho que ir. Vejo-te mais tarde. - Eu desligo.
        Olho para Jack enquanto ele caminha despreocupadamente em minha
direo.
        - Eu s preciso de um par de ajustes. Eu enviei o e-mail com o resumo de
volta para voc.

 

        Ele inclina-se sobre mim enquanto recupero o documento, bastante perto,
desconfortavelmente perto. Seu brao toca o meu. Acidentalmente? Eu recuo, mas
ele finge no perceber. Seu outro brao repousa sobre as costas da minha cadeira,
tocando minhas costas. Sento-me ento no estou encostada no encosto.
        - Pginas dezesseis e vinte e trs, e deve ser isso, - ele murmura, sua
boca a centmetros do meu ouvido.
        Minha pele se arrasta com sua proximidade, mas eu escolho ignor-la.
Abrindo o documento, eu tremulamente comeo as mudanas. Ele ainda est
debruado sobre mim, e todos os meus sentidos esto hiper conscientes. 
perturbador e difcil, e por dentro eu estou gritando, Cai fora!
        - Quando isso estiver feito, estar pronto para imprimir. Voc pode
organizar isso amanh. Obrigado por ficar at mais tarde e fazer isso, Ana. - Sua
voz est suave e gentil, como se ele estivesse falando com um animal ferido. Meu
estmago torce.
        - Eu acho que o mnimo que eu poderia fazer  recompens-la com uma
bebida rpida. Voc merece uma. - Ele enfia uma mecha do meu cabelo que est
se soltando do meu rabo de cavalo atrs da minha orelha e a acaricia suavemente.
        Eu tremo rangendo os dentes e balano a minha cabea. Merda! Christian
estava certo. No me toque!
        - Na verdade, eu no posso esta noite. - Ou qualquer outra noite, Jack.
        - S uma bebida rpida? - Ele persuade.
        - No, eu no posso. Mas obrigada.
        Jack senta-se no final da minha mesa e franze a testa. Um alarme soa alto
na minha cabea. Estou no meu prprio escritrio. Eu no posso sair. Olho
nervosamente para o relgio. Mais cinco minutos antes de Christian estar pronto.
        - Ana, eu acho que fazemos uma grande equipe. Lamento que eu no
possa conseguir essa viagem para Nova York. No ser a mesma sem voc.
        Tenho certeza que no. Eu sorrio fracamente para ele, porque eu no
consigo pensar no que dizer. E pela primeira vez durante todo o dia, sinto o menor
indcio de alvio que eu no vou.
        - Ento, voc teve um bom fim de semana? - Ele pergunta sem
problemas.
        - Sim, obrigada. - Onde ele est indo com isso?

 

        - Viu seu namorado?
        - Sim.
        - O que ele faz?
        Possui o seu rabo. . .
        - Ele est nos negcios.
        - Isso  interessante. Que tipo de negcio?
        - Ah, ele tem seus dedos em todos os tipos de coisas.
        Jack empertiga a cabea para um lado enquanto se inclina em minha
direo, invadindo meu espao pessoal, de novo.
        - Voc est sendo muito modesta, Ana.
        - Bem, ele est em telecomunicaes, manufatura e agricultura.
        Jack levanta as sobrancelhas.
        - Tantas coisas. Para quem ele trabalha?
        - Ele trabalha para si mesmo. Se voc est feliz com o documento, eu
gostaria de ir, se estiver tudo bem?
        Ele se inclina para trs. Meu espao pessoal est seguro novamente.
        - Claro. Desculpe, eu no tive a inteno de mant-la, - ele diz sem
ingenuidade.
        - Que horas o prdio fecha?
        - A segurana est aqui at as onze.
        - Bom. - Eu sorrio, e meu subconsciente cai pesadamente em sua
poltrona, aliviada ao saber que no estamos sozinhos no prdio. Desligo meu
computador, pego minha bolsa e fico de p, pronta para sair.
        - Voc gosta dele, ento? Seu namorado?
        - Eu o amo, - eu respondo, olhando Jack diretamente nos olhos.
        - Eu vejo. - Jack franze a testa e se levanta da minha mesa. - Qual 
seu sobrenome?
        Eu coro.
        - Grey. Christian Grey, - murmuro.
        A boca de Jack cai aberta.
        - O solteiro mais rico de Seattle? Aquele Christian Grey?
        - Sim. O mesmo. - Sim, aquele Christian Grey, seu futuro chefe que ter
voc para o caf da manh se voc invadir meu espao pessoal novamente.

 

        - Eu pensei que ele parecia familiar, - Jack diz sombriamente e a testa
aumenta novamente. - Bem, ele  um homem de sorte.
        Eu pisco para ele. O que posso dizer sobre isso?
        - Tenha uma boa noite, Ana. - Jack sorri, mas o sorriso no toca os
olhos, e ele anda com dificuldade de volta para seu escritrio sem olhar para trs.
        Deixo escapar um longo suspiro de alvio. Bem, esse problema pode ser
resolvido. Cinquenta funciona sua magia novamente. Apenas seu nome  o meu
talism, e tem este homem recuando com o rabo entre as pernas. Permito-me um
pequeno sorriso vitorioso. Voc v, Christian? Mesmo o seu nome me protege. Voc
no tem que ir para todos os problemas de reprimir as despesas. Eu arrumo minha
mesa e verifico meu relgio. Christian deve estar l fora.
        A Audi est estacionada contra a calada e Taylor salta para abrir a porta
do passageiro traseiro. Eu nunca estive to feliz em v-lo, e eu me atrapalho para
entrar no carro e sair da chuva.
        Christian est no banco de trs, olhando para mim, os olhos arregalados e
cautelosos. Ele est preparando-se para a minha raiva, o maxilar apertado e tenso.
        - Oi, - murmuro.
        - Oi, - ele responde com cautela. Ele estende o brao e agarra a minha
mo, apertando-a firmemente, e meu corao est derretendo um pouco. Eu estou
to confusa. Eu nem sequer planejei o que preciso dizer a ele.
        - Voc ainda est furiosa? - Ele pergunta.
        - Eu no sei, - murmuro. Ele levanta a mo e roa levemente meus dedos
com beijos suaves como borboletas.
        - Tem sido um dia ruim, - Ele diz.
        - Sim, foi. - Mas pela primeira vez desde que ele saiu para trabalhar esta
manh, eu comeo a relaxar. S de estar em sua companhia  um blsamo
reconfortante, e toda a merda de Jack, e os e-mails irritados para l e para c, e o
incmodo que  Elena desaparece no fundo. Sou s eu e meu excesso de controle
na parte de trs do carro.
        - Est melhor agora que voc est aqui, - ele murmura. Ns sentamos em
silncio, enquanto Taylor tece com o trfego  noite, ns dois aninhados e
contemplativos, mas sinto Christian lentamente descontrair ao meu lado como ele,
tambm, relaxa, gentilmente correndo seu polegar em meus dedos em um ritmo

 

suave e calmante.
        Taylor nos deixa do lado de fora do prdio, e ns dois entramos nos
esquivando da chuva. Christian aperta minha mo e ns esperamos o elevador,
seus olhos escaneando a frente do edifcio.
        - Acho que voc no encontrou Leila ainda.
        - No. Welch ainda est procurando por ela, - ele resmunga desanimado.
        O elevador chega e ns entramos. Christian olha para mim, seus olhos
cinzentos ilegveis. Ah, ele parece glorioso, cabelo desgrenhado, camisa branca,
terno escuro. E de repente ele est l, do nada, esse sentimento. Oh meu Deus. O
desejo, a luxria, a eletricidade. Se fosse visvel, seria uma aura azul intensa ao
redor e entre ns  to forte. Seus lbios separam-se enquanto ele olha para mim.
        - Voc sente isso? - Ele toma flego.
        - Sim.
        - Oh, Ana. - Ele geme e me agarra, serpenteando os braos em volta de
mim, uma mo na minha nuca, inclinando a cabea para trs enquanto seus
lbios encontram o meu. Meus dedos esto em seu cabelo e acariciando seu rosto
enquanto ele me empurra contra a parede do elevador.
        - Eu odeio discutir com voc, - ele respira contra minha boca, e h uma
natureza, desesperada de paixo em seu beijo, que espelha o meu. Desejo explode
em meu corpo, toda a tenso do dia procurando uma sada, apertando contra ele,
pedindo mais. Somos lnguas e respirao, mos e toque, sensao doce, doce.
Sua mo est sobre meu quadril, e de repente ele est puxando a minha saia, seus
dedos acariciando minhas coxas.
        - Doce Jesus, voc est vestindo meias. - Ele geme em reverncia
apreciativa quando seu polegar acaricia a carne acima da linha da meia. - Eu
quero ver isso, - ele respira, e ele puxa minha saia bem para cima, expondo o alto
das minhas coxas.
        Andando para trs, ele se estica para pressionar o boto de parada, e o
elevador para sem problemas a um impasse entre os andares vigsimo segundo e
vigsimo terceiro. Seus olhos esto escuros, lbios entreabertos, ele est
respirando to duro quanto eu. Ns olhamos um para o outro, sem se tocar.
Agradeo a parede contra as minhas costas, me segurando enquanto eu aqueo
apreciando este homem lindo, sensual e carnal.

 

        - Solte o seu cabelo, - ele ordena, sua voz rouca. Eu levanto os braos e o
desamarro, liberando meu cabelo para que ele caia em uma nuvem espessa sobre
os meus ombros para os meus seios. - Solte os dois botes de cima da sua
camisa, - ele sussurra, os olhos selvagens agora.
        Ele me faz sentir to devassa. Minha deusa interior est se contorcendo em
sua espreguiadeira, esperando, querendo e ofegante. Eu alcano e desfao cada
boto, dolorosamente, lentamente, de modo que os topos dos meus seios esto
tentadoramente revelados.
        Ele engole.
        - Voc tem alguma ideia de como voc parece sedutora agora?
        Muito deliberadamente, eu mordo meu lbio e balano a cabea. Ele fecha
os olhos brevemente, e quando ele abre novamente, eles esto em chamas. Ele
avana e coloca as mos sobre as paredes do elevador em cada lado do meu rosto.
Ele est to perto quanto ele pode estar sem me tocar.
        Eu inclino meu rosto at encontrar o olhar dele, e ele se inclina para baixo
e corre o nariz contra o meu ento esse  o nico contato entre ns. Eu estou to
quente nos limites deste elevador com ele. Eu o quero, agora.
        - Eu acho que sim, Srta. Steele. Eu acho que voc gosta de me deixar
selvagem.
        - Eu te deixo selvagem? - Eu sussurro.
        - Em todas as coisas, Anastsia. Voc  uma mulher tentadora, uma
deusa. - E ele chega at mim, segurando minha perna acima do meu joelho e
puxando-a em torno de sua cintura, de modo que eu estou em p sobre uma
perna, apoiando-me nele. Eu o sinto contra mim, o sinto duro e querendo acima
do topo das minhas coxas, ele corre os seus lbios na minha garganta. Eu solto
um gemido e enrolo meus braos em volta do seu pescoo.
        - Eu vou tomar voc agora, Anastsia, - ele respira e eu arqueio as
costas, em resposta, pressionando-me contra ele, ansiosa pelo atrito. Ele geme
profundo e baixo na parte de trs de sua garganta e impulsiona-me mais enquanto
desfaz a braguilha.
        - Segure firme, querida, - ele murmura, e magicamente produz um
pacote de camisinha que ele segura na frente da minha boca. Eu o coloco entre os
dentes, e ele puxa com fora, de modo que entre ns, o rasgamos para abri-lo.

 

        - Boa menina. - Ele d um passo para trs uma frao quando ele desliza
sobre o preservativo. - Deus, eu no posso esperar para os prximos seis dias, -
ele rosna e olha para baixo para mim atravs de olhos semicerrados. - Eu espero
que voc no se importe com essa calcinha. - Ele a rasga com dedos hbeis, e se
desintegram em suas mos. Meu sangue est batendo nas minhas veias. Eu estou
ofegante com a necessidade.
        Suas palavras so inebriantes, toda a angstia do meu dia esquecida. 
somente ele e eu, fazendo o que fazemos melhor. Sem tirar os olhos dos meus, ele
afunda lentamente em mim. Arqueio meu corpo e inclino a cabea para trs, fecho
os olhos, saboreando a sensao dele dentro de mim. Ele puxa de volta e, em
seguida, move-se para mim de novo, to lento, to doce. Eu solto um gemido.
        - Voc  minha, Anastsia, - ele murmura contra a minha garganta.
        - Sim. Sua. Quando voc vai aceitar isso? - Eu arquejo. Ele geme e
comea a se mover, realmente se mover. E eu me entrego ao seu ritmo implacvel,
saboreando cada empurrar e puxar, sua respirao irregular, sua necessidade por
mim, que reflete a minha.
        Faz-me sentir poderosa, forte, desejada e amada. Amada por este homem
cativante, complicado, a quem eu amo de volta com todo o meu corao. Ele
empurra cada vez mais duro, a sua respirao irregular, perdendo-se em mim
como eu me perco nele.
        - Oh, beb, - Christian geme, seus dentes mordendo meu queixo, e eu
gozo forte ao redor dele. Ele tranquiliza, me agarra, e segue terno, sussurrando
meu nome.

        Agora que Christian est exausto, calmo e beijando-me suavemente, sua
respirao normaliza. Ele me mantm de p contra a parede do elevador, nossas
testas pressionadas juntas, meu corpo est como geleia, fraco, mas gratificante
saciado do meu clmax.

 

        - Oh, Ana, - ele murmura. - Eu preciso tanto de voc. - Ele beija minha
testa.
        - E eu de voc, Christian.
        Liberando-me, ele endireita minha saia e abotoa os dois botes da minha
camisa, depois digita a combinao no teclado que reinicia o elevador. Ele sobe
com uma sacudida de modo que eu chego e aperto seus braos.
        - Taylor vai estar se perguntando onde estamos, - ele sorri lascivamente
para mim.
        Oh droga. Eu arrasto os dedos pelo meu cabelo em uma v tentativa de
combater a aparncia de acabei de transar, ento desisto e o amarro em um rabo
de cavalo.
        - Voc est bem. - Christian sorri enquanto fecha a braguilha e coloca o
preservativo no bolso da cala.
        Mais uma vez ele parece a personificao de um empresrio americano, e
desde que seu cabelo parece apenas fodido na maioria das vezes, h muito pouca
diferena. S que agora ele est sorrindo, relaxado, seus olhos enrugando com
charme de menino. Todos os homens so assim facilmente aplacados?
        Taylor est esperando quando as portas se abrem.
        - Problema com o elevador, - Christian murmura enquanto samos, eu
no posso encarar nenhum deles. Eu me apresso para as portas duplas para o
quarto de Christian em busca de uma calcinha limpa.

        Quando eu volto, Christian retirou o casaco e est sentado no bar
conversando com a Sra. Jones. Ela sorri gentilmente para mim enquanto pe dois
pratos de comida quente para ns. Mmm, cheira delicioso - coq au vin19, se no me
engano. Estou faminta.
19        Coq au vien - frango ao vinho

 

        - Aproveite, Sr. Grey, Ana, - ela diz e nos deixa.
        Christian busca uma garrafa de vinho branco na geladeira e, enquanto
sentamos e comemos, ele me diz sobre o quanto mais prximo ele est se
aperfeioando para um telefone mvel movido a energia solar. Ele est animado e
empolgado com o projeto como um todo, e eu sei, ento, que ele no teve um dia
totalmente de merda.
        Pergunto-lhe sobre suas propriedades. Ele sorri, e acontece que ele s tem
o apartamento em Nova York e Aspen, e Escala. Nada mais. Quando terminamos,
eu pego seu prato e o meu e os levo at a pia.
        - Deixe isso. Gail vai lav-los, - ele diz. Viro-me e olho para ele, e ele est
me observando atentamente. Ser que eu vou me acostumar a ter algum para
limpar minhas coisas?
        - Bem, agora que voc est mais dcil, Srta. Steele, vamos falar sobre
hoje?
        - Eu acho que voc  o nico que est mais dcil. Eu acho que estou
fazendo um bom trabalho em dom-lo.
        - Domar a mim? - Ele bufa, divertido. Quando eu aceno, ele franze a
testa como se reflete em minhas palavras. - Sim. Talvez voc esteja, Anastsia.
        - Voc estava certo sobre Jack, - Eu sopro, sria agora, e eu inclino-me
do outro lado da mesa da cozinha medindo sua reao. O rosto de Christian cai e
seus olhos endurecem.
        - Ele j tentou alguma coisa? - Ele sussurra sua voz mortalmente fria.
        Sacudo a cabea para tranquiliz-lo.
        - No, e ele no vai, Christian. Eu disse a ele hoje que eu sou sua
namorada, e ele retrocedeu em seguida.
        - Voc tem certeza? Eu poderia demitir o filho da puta. - Christian franze
a testa.
        Eu suspiro, encorajada pelo meu copo de vinho.
        - Voc realmente tem que me deixar lutar minhas prprias batalhas. Voc
no pode constantemente adivinhar e tentar me proteger.  sufocante, Christian.
Eu nunca vou florescer com sua interferncia incessante. Eu preciso de alguma
liberdade. Eu no sonharia em me intrometer em seus assuntos.
        Ele pisca para mim.

 

        - Eu s quero que voc fique segura, Anastsia. Se alguma coisa acontecer
com voc, Eu... - Ele para.
        - Eu sei, e eu entendo porque voc se sente to impulsionado a me
proteger. E parte de mim ama. Eu sei que se eu preciso de voc, voc vai estar l,
como eu estou para voc. Mas, se quisermos ter alguma esperana de um futuro
juntos, voc tem que confiar em mim e confiar no meu julgamento. Sim, eu vou
errar algumas vezes. Vou cometer erros, mas eu tenho que aprender.
        Ele olha para mim, sua expresso ansiosa, estimulando-me a caminhar em
sua direo ento estou de p entre suas pernas, enquanto ele se senta no banco
do bar. Agarrando as mos, eu as coloco ao meu redor e coloco minhas mos em
seus braos.
        - Voc no pode interferir no meu trabalho.  errado. Eu no preciso de
voc liderando como um cavaleiro branco para salvar o dia. Eu sei que voc quer
controlar tudo, e eu entendo o porqu, mas voc no pode.  uma meta
impossvel... voc tem que aprender a deixar ir. - Eu me estico e acaricio seu
rosto, quando ele olha para mim, os olhos arregalados. - E se voc pode fazer
isso, me dar isso, vou morar com voc, - eu adicionar suavemente.
        Ele inala bruscamente, surpreendido.
        - Voc faria isso? - Ele sussurra.
        - Sim.
        - Mas voc no me conhece. - Ele franze a testa e soa chocado e em
pnico tudo de repente, muito no Cinquenta.
        - Eu o conheo bem o suficiente, Christian. Nada que voc me disser sobre
voc ir me assustar. - Eu corro gentilmente meus dedos em sua bochecha. Sua
expresso muda de ansioso para duvidoso. - Mas se voc pudesse facilitar as
coisas para mim, - eu imploro.
        - Eu estou tentando, Anastsia. Eu no poderia ficar de braos cruzados e
deixar voc ir para Nova York com aquele... idiota. Ele tem uma reputao
alarmante. Nenhuma de suas assistentes durou mais de trs meses, e elas nunca
so retidas pela empresa. Eu no quero isso para voc, beb. - Ele suspira. - Eu
no quero que nada acontea com voc. Voc sendo ferida... o pensamento me
enche de pavor. Eu no posso prometer que no vou interferir, no se eu achar
que voc vai se prejudicar. - Ele faz uma pausa e respira fundo. - Eu te amo,

 

Anastsia. Eu farei tudo ao meu alcance para proteg-la. Eu no posso imaginar
minha vida sem voc.
        Caraca! Minha deusa interior, meu subconsciente, e eu, nos trs ficamos
pasmo e em estado de choque.
        Caramba, trs pequenas palavras. Meu mundo para, inclina-se, ento, gira
em torno de um novo eixo, e eu saboreio o momento, olhando em seus sinceros,
lindos olhos cinzentos.
        - Eu tambm te amo, Christian. - Eu me inclino e o beijo, e o beijo se
aprofunda.
        Entrando invisvel, Taylor pigarreia. Christian se afasta, olhando fixamente
para mim. Ele levanta o brao em volta da minha cintura.
        - Sim? - Ele estala para Taylor.
        - Sra. Lincoln est subindo, senhor.
        - O qu?
        Taylor d de ombros se desculpando. Christian suspira pesadamente e
balana a cabea.
        - Bem, isso deve ser interessante, - ele resmunga e me d um sorriso
torto de resignao.
        Porra! Por que essa maldita mulher no pode nos deixar em paz?

 

Captulo 12
        - Voc falou com ela hoje? - Pergunto a Christian enquanto esperamos a
chegada de Sra. Robinson.
        - Sim.
        - O que voc disse?
        -Eu disse que voc no queria v-la, e que eu entendia suas razes. Eu
tambm disse a ela que eu no a apreciava que agisse por trs das minhas costas.
- Seu olhar  impassvel, sem nenhum humor.
        Ah, bom,.
        - O que ela disse?
        - Ela se afastou de uma forma que s Elena pode. - Sua boca se apertada
em uma linha torta.
        - Por que voc acha que ela est aqui?
        - Eu no tenho ideia. - Christian d de ombros.
        Taylor entra no quarto grande de novo.
        - Sra. Lincoln, - anuncia.
        E aqui est ela. . . Por que ela  to malditamente atraente? Ela est vestida
inteiramente de preto: cala jeans apertada, uma camisa que enfatiza a figura
perfeita, e uma aurola de cabelo brilhante, lustrosa.
        Christian me puxa para perto.
        - Elena, - ele diz, seu tom confuso.
        Ela olha para mim e fica de boca aberta em estado de choque, congelada no
local. Ela pisca antes de encontrar sua voz suave.
        - Sinto muito. Eu no sabia que voc tinha companhia, Christian. 
segunda-feira, - ela diz, como se isso explicasse o porqu dela estar aqui.

 

        - Namorada, - ele diz usando o ttulo como explicao e inclina a cabea
para um lado e sorri.
        Ela sorri, um sorriso lento e radiante direcionado totalmente para ele. 
enervante.
        - Claro. Ol, Anastsia. Eu no sabia que voc estaria aqui. Eu sei que
voc no quer falar comigo. Eu aceito isso.
        - Sim? - Eu afirmo silenciosamente, olhando para ela e tomando todos
ns de surpresa. Com uma ligeira careta, ela move-se mais para dentro da sala.
        - Sim, eu recebi a mensagem. Eu no estou aqui para te ver. Como eu
disse, Christian raramente tem companhia durante a semana. - Ela faz uma
pausa. -Eu tenho um problema, e eu preciso falar com Christian sobre isso.
        - Ah? - Christian se endireita. - Voc quer uma bebida?
        - Sim, por favor, - murmura em gratido.
        Christian busca um copo enquanto Elena e eu ficamos sem jeito olhando
uma para a outra. Ela agita um anel de prata grande em seu dedo do meio,
enquanto eu no sei para onde olhar. Finalmente, ela me d um pequeno sorriso
apertado e se aproxima do console da cozinha e se senta no banquinho de bar no
final. Ela, obviamente, conhece bem o local e se sente confortvel se
movimentando por aqui.
        No posso ficar? Eu vou? Oh, isso  to difcil. Meu subconsciente faz
carrancas para a mulher com o rosto de harpia mais hostil.
        H tanta coisa que eu quero dizer a esta mulher, e nenhuma delas de
cortesia. Mas ela  amiga de Christian. Sua nica amiga. Apesar de toda a minha
averso a essa mulher, eu sou naturalmente educada. Decidido ficar, me sento to
graciosamente quanto possvel no banquinho de Christian, desocupado. Christian
derrama vinho em cada um de nossos copos e senta-se entre ns no bar. Ele no
pode sentir quo estranho  isso?
        - O que h? - Ele pede a ela.
        Elena olha nervosamente para mim, e Christian chega mais perto e aperta
minha mo.
        - Anastsia est comigo agora, - ele diz para a sua consulta silenciosa e
aperta minha mo. Eu relaxo, e as vigas do meu subconsciente caem contra ele, e
a harpia me encara esquecida.

 

        O rosto de Elena amolece como se ela estivesse feliz por ele. Realmente
contente por ele. Oh, eu no entendo essa mulher em nada, e eu estou
desconfortvel e nervosa na presena dela.
        Ela respira fundo e se move, e se empoleira na borda de seu banquinho de
bar e olha agitada. Ela olha nervosamente para as mos e comea a torcer
freneticamente o anel de prata grande em torno de seu dedo mdio.
        Caramba, o que h de errado com ela?  a minha presena? Eu tenho esse
efeito sobre ela? Porque eu sinto o mesmo, eu no a quero aqui. Ela levanta a
cabea e olha Christian diretamente nos olhos.
        - Estou sendo chantageada.
        Puta merda. No  o que eu esperava sair da sua boca. Christian endurece.
Algum descobriu sua inclinao para bater e foder meninos menores de idade?
Suprimo minha repulsa, e um pensamento fugaz sobre galinhas voltando para
casa, para o poleiro passa pela minha cabea. Meu subconsciente esfrega as mos
com mal disfarada alegria. Boa.
        - Como? - Christian pergunta, o horror claro em sua voz.
        Ela pega sua enorme bolsa de designer, obviamente de couro, tira uma
nota, e entrega a ele.
        - Largue isso, deixe ai. - Christian aponta para o balco do bar do caf da
manh com o queixo.
        - Voc no quer toc-lo?
        - No. As impresses digitais.
        - Christian, voc sabe que eu no posso ir  polcia com isso.
        Por que estou ouvindo isso? Ser que ela est fodendo algum outro menino
pobre?
        Ela segura a nota para ele, e ele se inclina para l-lo.
        - Eles s esto pedindo cinco mil dlares, - ele diz quase distraidamente.
-Qualquer ideia de quem poderia ser? Algum na comunidade?
        - No, - ela diz com sua voz suave e doce.
        - Linc?
        Linc? Quem  esse?
        - O que... Aps todo esse tempo? Eu no penso assim, - ela resmunga.
        - Ser que Isaac sabe?

 

        - Eu no lhe disse.
        Quem  Isaac?
        - Acho que ele precisa saber, - Christian disse. Ela balana a cabea, e
agora eu sinto que estou intrometendo. Eu no quero nada disso. Eu tento tirar
minha mo do aperto de Christian, mas ele simplesmente aperta o seu domnio e
se vira para olhar para mim.
        - O qu? - Ele pergunta.
        - Eu estou cansada. Acho que vou ir para a cama.
        Seus olhos me pesquisam, procurando o que? Censura? Aceitao?
Hostilidade? Eu mantenho a minha expresso to agradvel quanto possvel.
        - Tudo bem, - ele diz. - Eu no vou demorar muito.
        Ele me liberta e eu fico. Elena me observa com cautela. Eu fico com os
lbios apertados e devolvo seu olhar, no dando nada de graa.
        - Boa noite, Anastsia. - Ela me d um pequeno sorriso.
        - Boa noite, - eu murmuro, minha voz soa fria. Viro-me para sair. A
tenso  demais para eu suportar. Quando eu saio do quarto, eles continuam sua
conversa.
        - Eu no acho que haja algo que possa fazer, Elena - Christian diz a ela.
- Se  uma questo de dinheiro. - Sua voz se apaga. - Eu poderia pedir para
Welch investigar.
        - No, Christian, eu s queria compartilhar, - ela diz.
        Quando estou fora da sala, eu a ouo dizer:
        - Voc parece muito feliz.
        - Eu estou, - responde Christian.
        - Voc merece ser.
        - Eu gostaria que fosse verdade.
        - Christian, - ela repreende.
        Eu congelo, ouvindo atentamente. Eu no posso ajud-lo.
        - Ela sabe como voc  negativo sobre si mesmo? Sobre todos os seus
problemas.
        - Ela me conhece melhor que ningum.
        - Ai! Isso di.
        -  a verdade, Elena. Eu no tenho de jogar com ela. E eu quero dizer

 

isso, deixe-a em paz.
        - Qual  o seu problema?
        - Voc. . . O que ns ramos. O que ns fizemos. Ela no entende.
        - A faa entender.
        - Est no passado, Elena, e por que eu iria querer manch-la com o nosso
relacionamento fodido? Ela  boa, doce e inocente, e por algum milagre, ela me
ama.
        - No  nenhum milagre, Christian, - Elena zomba bem-humorada. -
Tenha um pouco de f em si mesmo. Voc realmente  um timo partido. Eu j lhe
disse muitas vezes. E ela parece bonita, tambm. Forte. Algum para ficar com
voc.
        Eu no posso ouvir a resposta de Christian. Ento, eu sou forte, eu sou?
Eu certamente no me sinto desse jeito.
        - Voc no a perdeu? - Elena continua.
        - O qu?
        - Sua sala de jogos.
        Eu paro de respirar.
        - Isso realmente no  da sua maldita incumbncia - Christian fala.
        Oh.
        - Sinto muito. - Elena bufa sinceridade.
        - Eu acho que  melhor voc ir. E por favor, ligue antes de vir novamente.
        - Christian, eu sinto muito, - ela diz, e de seu tom d pra ver que ela est
sendo sincera. - Desde quando voc est to sensvel? - Ela o repreende
novamente.
        - Elena, temos uma relao profissional que tem beneficiado imensamente
ns dois. Vamos manter as coisas dessa maneira. O que tinha entre ns faz parte
do passado. Anastsia  o meu futuro, e no vou por em perigo de forma
nenhuma, assim cortamos essa merda.
        Seu futuro!
        - Eu vejo.
        - Olha, eu sinto por seu problema. Talvez voc deva montar algo e cham-
lo para um blefe.
        Seu tom  mais suave.

 

        - Eu no quero perder voc, Christian.
        - Eu no sou seu para voc me perder, Elena, - ele atira novamente.
        - No  isso que eu quis dizer.
        - O que quis dizer? - Ele  rude, com raiva.
        - Olha, eu no quero discutir com voc. Sua amizade significa muito para
mim. Eu vou sair de perto de Anastsia. Mas eu estou aqui se precisar de mim. Eu
sempre estarei.
        - Anastsia acha que voc me viu no ltimo sbado. Voc me ligou, e isso
 tudo. Por que voc disse a ela de outra maneira?
        - Eu queria que ela soubesse como voc ficou chateado quando ela partiu.
Eu no quero que ela te machuque.
        - Ela sabe. Eu disse a ela. Pare de interferir. Honestamente, voc  como
uma me galinha. - Christian parece mais resignado, e Elena ri, mas h um tom
triste na risada.
        - Eu sei. Sinto muito. Voc sabe que eu me importo com voc. Nunca
pensei que voc ia acabar se apaixonando, Christian.  muito gratificante ver isso.
Mas eu no poderia suportar se ela te machucar.
        - Eu vou me arriscar, - ele diz secamente. - Agora voc tem certeza que
no quer Welch para investigar?
        Ela suspira pesadamente.
        - Acho que no faria nenhum mal.
        - Ok. Vou cham-lo de manh.
        Eu os ouvi brigando, tentando descobrir isso. Eles soam como velhos
amigos, como diz Christian. Apenas amigos. E ela se preocupa com ele... talvez
demais. Bem, quem no iria, se o conhecesse?
        - Obrigado, Christian. E eu sinto muito. Eu no queria me intrometer. Eu
vou indo. Da prxima vez eu vou telefonar.
        - Bom.
        Ela est indo! Merda! Eu corro pelo corredor para o quarto de Christian e
me sento na cama. Christian entra poucos momentos depois.
        - Ela se foi, - ele diz com cautela, avaliando minha reao.
        Eu olhava para ele, tentando formular a minha pergunta.
        - Voc vai me dizer tudo sobre ela? Eu estou tentando entender por que

 

voc acha que ela te ajudou. - Fao uma pausa, pensando cuidadosamente sobre
a minha prxima frase. - Eu a detesto, Christian. Acho que ela fez a voc danos
incalculveis. Voc no tem amigos. Ela os mantm longe de voc?
        Ele suspira e passa a mo pelos cabelos.
        - Por que diabos voc quer saber sobre ela? Tivemos um caso muito longo,
ela bateu para caralho em mim, muitas vezes, e eu a fodi de todas as formas que
voc nem sequer pode imaginar, fim da histria.
        Eu fico plida. Merda, ele est irritado comigo. Eu pisco para ele.
        - Por que voc est to zangado?
        - Porque toda essa merda acabou! - Ele grita, me encarando. Ele suspira,
exasperado e balana a cabea.
        Eu fico branca. Merda. Eu olho para as minhas mos, apertadas no meu
colo. Eu s quero entender.
        Ele se senta ao meu lado.
        - O que voc quer saber? - Ele pergunta em um tom cansado.
        - Voc no tem que me dizer. Eu no quero me intrometer.
        - Anastsia, no  isso. Eu no gosto de falar sobre essa merda. Eu vivi
numa bolha durante anos sem nada me afetando e no tinha que me justificar a
ningum. Ela sempre esteve l como uma confidente. E agora meu passado e meu
futuro esto colidindo em uma maneira que nunca imaginei ser possvel.
        Olho para ele e ele est olhando para mim, os olhos arregalados.
        - Eu nunca pensei que eu tinha um futuro com algum, Anastsia. Voc
me d esperana e me faz pensar em todos os tipos de possibilidades. - Ele
vagueia.
        - Eu estava ouvindo, - eu sussurro e volto a olhar para as minhas mos.
        - O qu? A nossa conversa?
        - Sim.
        - E ento? - Ele soa resignado.
        - Ela cuida de voc.
        - Sim, ela cuida. E eu cuido dela do meu prprio jeito, mas no chega nem
perto de como eu me sinto por voc. Se for isso disso que se trata.
        - Eu no estou ciumenta. - Estou ferida que ele poderia pensar que eu
estivesse ou eu estou? Merda. Talvez seja isso. - Voc no a ama, - murmuro.

 

        Ele suspira de novo. Ele est realmente chateado.
        - H muito tempo atrs, eu achava que a amava, - ele diz com os dentes
cerrados.
        Oh.
        - Quando estvamos na Gergia... voc disse que no a amava.
        -  verdade.
        Eu franzo a testa.
        - Eu amei voc, em seguida, Anastsia, - ele sussurra. - Voc  a nica
pessoa que eu voaria cinco mil quilmetros para ver.
        Oh meu Deus. No estou entendendo. Ele ainda me queria como uma
segunda opo depois de tudo. Minha carranca se aprofunda.
        - Os sentimentos que tenho por voc so muito diferentes de qualquer
outro que eu j tive por Elena, - ele diz como uma explicao.
        - Quando voc soube?
        Ele encolhe os ombros.
        - Ironicamente, foi Elena que apontou para mim. Ela me encorajou a ir
para a Gergia.
        Eu sabia! Eu sabia disso em Savannah. Eu olho para ele, sem expresso.
        O que posso fazer sobre isso? Talvez ela esteja do meu lado e apenas
preocupada que eu v machuc-lo. O pensamento  doloroso. Eu nunca iria querer
machuc-lo. Ela est certa, ele se machucou bastante.
        Talvez ela no seja to ruim. Sacudo a cabea. Eu no quero aceitar o seu
relacionamento com ela. Eu desaprovo. Sim, isso  o que . Ela  um personagem
desagradvel que caava um adolescente vulnervel, roubando-lhe a sua
adolescncia, no importa o que ele diga.
        - Ento voc a desejou? Quando voc era mais jovem.
        - Sim.
        Oh.
        - Ela me ensinou muita coisa. Ela me ensinou a acreditar em mim.
        Oh.
        - Mas ela tambm trouxe essa merda para fora de voc.
        Ele sorri com carinho.
        - Sim, ela fez.

 

        - E voc gostou disso?
        - Na poca eu gostei.
        - Tanto que voc quis fazer isso para os outros?
        Seus olhos se arregalam e ficam srios.
        - Sim.
        - Ser que ela te ajudou a fazer isso?
        - Sim.
        - Ela foi submissa para voc?
        - Sim.
        Puta merda.
        - Voc espera que eu goste dela? - Minha voz soa frgil e amarga.
        - No. Embora isso fosse facilitar demais minha vida, - ele disse,
cansado. -Eu entendo a sua reserva.
- Reserva! Puxa, Christian e se fosse um filho seu, como voc se sentiria?
Ele pisca para mim como se ele no compreendesse a questo. Ele franze a
testa.
        - Eu no tinha que ficar com ela. Foi a minha escolha, tambm,
Anastsia, - ele murmura.
        Isso est comeando a me levar a lugar nenhum.
        - Quem  Linc?
        - O ex-marido.
        - Lincoln Timber?
        - O mesmo, - ele sorriu.
        - E Isaac?
        - Seu submisso atual.
        Ah, no.
        - Ele tem uns vinte e poucos anos, Anastsia. Voc sabe, um adulto que
concordou, - acrescenta rapidamente, assim que decifra o meu olhar de nojo.
        Eu libero.
        - Sua idade - Eu murmuro.
        - Olha, Anastsia, como eu disse a ela, ela  parte do meu passado. Voc 
o meu futuro. No deixe que ela fique entre ns, por favor. E, francamente, eu
estou realmente cansado deste assunto. Eu vou fazer algum trabalho. - Ele se

 

levanta e olha para baixo, para mim. - Deixe isso pra l. Por favor.
        Olho teimosamente para ele.
        - Oh, eu quase esqueci, - acrescenta. - O carro chegou um dia mais
cedo. Est na garagem. Taylor tem a chave.
        Uau... o Saab?
        - Posso dirigi-lo amanh?
        - No.
        - Por que no?
        - Voc sabe por que no. E isso me lembra. Se voc vai sair de seu
escritrio, me avise. Sawyer estava l, vendo voc. Parece que eu no posso confiar
em voc para cuidar de si mesma em tudo. - Ele faz carrancas para mim,
fazendo-me sentir como uma criana que apronta, de novo. E eu gostaria de
discutir com ele, mas ele est bastante preocupado por Elena, e eu no quero
pression-lo, mas eu no posso resistir a um comentrio.
        - Parece que eu no posso confiar em voc tambm, - eu murmuro. -
Voc poderia ter me dito que Sawyer estava me observando.
        - Voc quer brigar por isso tambm? - Ele se ajeita.
        - Eu no sabia que estvamos brigando. Pensei que ns estvamos nos
comunicando, - eu murmuro com petulncia.
        Ele fecha os olhos brevemente enquanto ele luta para conter seu
temperamento. Eu engulo e assisto ansiosamente. Puxa, isso poderia tomar
qualquer direo.
        - Eu tenho que trabalhar, - ele diz calmamente, e com isso, ele sai da
sala.
        Suspiro. Eu no tinha percebido que eu estava segurando a minha
respirao. Eu caio de costas na cama, olhando para o teto.
        Ser que podemos ter uma conversa normal sem que ele se desintegre em
um argumento?  cansativo.
        Ns simplesmente no nos conhecemos muito bem. Eu realmente quero ir
morar com ele? Eu no sei nem se eu deveria fazer-lhe uma xcara de ch ou de
caf enquanto ele est trabalhando. Devo incomod-lo em tudo? Eu no tenho
ideia de seus gostos e desgostos.
        Evidentemente, ele est entediado com toda a coisa sobre Elena. Ele est

 

certo, eu preciso seguir em frente. Deixar ir. Bem, pelo menos ele no est
esperando que eu seja amiga dela, e espero que ela v agora parar de querer fazer
uma reunio comigo.
        Eu saio da cama e ando at a janela. Desbloqueio a porta da varanda, eu a
abro e caminho at a grade de vidro. Sua transparncia  enervante. O ar  frio e
fresco, j que estou to no alto.
        Eu olho para fora sobre as luzes cintilantes de Seattle. Ele est to distante
de tudo at aqui em sua fortaleza. No responde a ningum. Ele tinha acabado de
dizer que me amava, ento toda essa porcaria vem por causa daquela mulher
terrvel. Reviro os olhos. Sua vida  to complicada. Ele  to complicado.
        Com um suspiro pesado e um ltimo olhar para as luzes de Seattle que se
espalharam como panos de ouro aos meus ps, eu decido ligar para Ray. Eu no
falei com ele por um tempo.  uma conversa breve, como de costume, mas eu sei
que ele est bem e que eu estou interrompendo uma partida de futebol importante.
        - Espero que tudo esteja bem com Christian, - ele diz casualmente, e eu
sei que ele est tentando pescar alguma informao, mas realmente no quer
saber.
        - Sim. Ns estamos bem. - Mais ou menos, e estou indo morar com ele.
Embora no tenhamos discutido uma data.
        - Te amo, papai.
        - Te amo, muito, Annie.
        Eu desligo e verifico meu relgio.  apenas dez. Por causa de nossa
discusso, eu estou me sentindo estranhamente inervada e inquieta.
        Tomo banho rapidamente, e de volta no quarto, decido usar uma das
camisas de noite de Caroline Acton adquiridas por mim a partir de Neiman
Marcus. Christian est sempre gemendo sobre as minhas camisetas. Existem trs.
Eu escolho a rosa plido e a coloco em cima da minha cabea. O tecido desliza em
toda a minha pele, acariciando e agarrando-me  medida que cai em torno do meu
corpo.  uma sensao de luxo, o melhor cetim, o mais fino. Caramba. No espelho,
me vejo como uma estrela de cinema de 1930.  longa, elegante e muito eu.
        Eu pego o roupo combinando e decido caar um livro na biblioteca. Eu
podia ler no meu iPad, mas agora, eu quero o conforto e a segurana de um livro
fsico. Vou deixar Christian sozinho. Talvez ele v recuperar o seu bom humor,

 

uma vez que ele termine de trabalhar.
        Existem tantos livros na biblioteca de Christian. Olhar cada ttulo vai
demorar uma eternidade. Olho ocasionalmente na mesa de bilhar e coro ao me
lembrar da nossa noite anterior. Eu sorrio quando vejo que a rgua ainda est no
cho. Pego-a e golpeio a minha palma. Ai! Machuca.
        Por que no posso aguentar um pouco mais de dor pelo meu homem?
Desconsolada, eu a coloco sobre a mesa e continuo minha busca por uma boa
leitura.
        A maioria dos livros so as primeiras edies. Como ele pode ter acumulado
uma coleo como essa em to pouco tempo? Talvez a descrio de trabalho de
Taylor inclua a compra de livros. Eu escolho Rebecca de Daphne Du Maurier. Faz
tempo que eu no o leio. Sorrio quando me enrolo em uma das poltronas estofadas
e leio a primeira linha:
        Na noite passada eu sonhei que fui a Manderley novamente...

        Acordo quando Christian me empurra para me levantar em seus braos.
        - Hey, - ele murmura, - voc caiu no sono. Eu no conseguia encontr-
la. - Ele cheira meu cabelo. Sonolenta, coloco meus braos em volta do seu
pescoo e respiro o seu perfume, oh, ele cheira to bem enquanto ele me leva de
volta para o quarto. Ele me coloca na cama e me cobre.
        - Durma, Beb, - ele sussurra e pressiona os lbios contra a minha testa.


 

              Eu acordo de repente de um sonho perturbador e estou
momentaneamente desorientada. Encontro-me ansiosamente verificando o final da
cama, mas no h ningum l. Vem da grande sala um som fraco de uma
complexa melodia de piano.
        Que horas so? Eu verifico o despertador duas da manh. Christian ainda
no veio dormir? Eu desembarao as pernas do meu roupo, que eu ainda estou
usando, e saiu da cama.
        Na sala grande, eu estou nas sombras, escutando. Christian est perdido
na msica. Ele parece seguro e protegido em sua bolha de luz. E a cano que ele
interpreta tem uma melodia cadenciada, partes da qual o som  familiar, mas to
elaborado. Caramba, ele  bom. Por que isso sempre me pega de surpresa?
        A cena inteira  diferente de alguma forma, e eu percebo que a tampa do
piano est abaixada, me dando uma viso sem obstculos. Ele olha para cima e
nossos olhos se encontram, na cinza e suave luz luminosa da lmpada. Ele
continua a tocar, no hesitando em nada, enquanto eu caminho at ele. Seus
olhos me seguem, me bebem, queimando mais brilhante. Quando eu o alcano, ele
para.
        - Por que voc parou? Estava maravilhoso.
        - Voc tem alguma ideia de como esta desejvel no momento? - ele diz,
sua voz suave.
        Oh.
        - Venha para a cama, - eu sussurro e seus olhos se aquecem enquanto
ele estende a mo. Quando eu o levo, ele me puxa inesperadamente para que eu
caia em seu colo. Ele coloca os braos em volta de mim e cheira meu pescoo,
atrs da minha orelha, provocando arrepios na espinha.
        - Por que ns brigamos? - Ele sussurra, com os seus dentes passando
pela minha orelha.
        Macacos me mordam. Meu corao salta uma batida, em seguida, comea a
bater, correndo um calor em todo o meu corpo.
        - Porque ns estamos nos conhecendo, voc  teimoso, rabugento, mal-
humorado e difcil, - sussurro sem flego, mudando minha cabea para dar-lhe
um melhor acesso  minha garganta. Ele corre o nariz pelo meu pescoo, e eu
sinto o seu sorriso.

 

        - Eu sou todas essas coisas, Srta. Steele.  um milagre que voc me ature.
- Ele belisca minha orelha e eu lamento. -  sempre assim? - Ele suspira.
        - Eu no tenho ideia.
        - Eu tambm no. - Ele puxa o cinto do meu roupo para que fique
aberto, e sua mo desliza pelo meu corpo, por cima do meu peito. Meus mamilos
endurecem sob seu toque suave e a tenso contra o cetim. Ele continua at a
minha cintura, at meu quadril.
        - Voc fica to maravilhosa nesse tecido, e eu posso ver tudo... inclusive
isso. - Ele tira suavemente meu pelo pbico do tecido, fazendo-me suspirar,
enquanto a outra mo est no cabelo em minha nuca. Puxando minha cabea para
trs, ele me beija, sua lngua urgente, implacvel, necessitada. Eu gemo em
resposta e acaricio seu querido e amado rosto. Sua mo levanta delicadamente
minha camisola, lentamente, de forma tentadora, at que acaricia meu bumbum
nu, e logo passa a unha de seu polegar pelo interior de meus msculos.
        De repente ele se levanta, assustando-me, e me levanta do seu corpo para o
piano. Meus ps se apoiam sobre as teclas, soando notas discordantes, e suas
mos sobem sobre minhas pernas e separam meus joelhos. Ele agarra minhas
mos.
        - Deite-se, - ele ordena, segurando minhas mos enquanto eu afundo de
volta em cima do piano. A tampa  dura e inflexvel contra minhas costas. Ele me
solta e empurra minhas pernas para abri-las mais, os meus ps danam sobre as
teclas, nas notas inferiores e superiores.
        Oh cara. Eu sei o que ele vai fazer, e pela antecipao. . . Eu gemo alto
enquanto ele beija o interior do meu joelho, ento ele beija e suga e morde em seu
caminho que se eleva pela minha perna para a minha coxa. O cetim macio da
minha camisola sobe mais alto deslizando, sobre a minha pele sensvel, enquanto
ele empurra o tecido. Eu flexiono os meus ps e os acordes soam novamente.
Fechando os olhos, eu me entrego a ele enquanto a sua boca alcana o pice de
minhas coxas.
        Ele me beija... ali... Oh cara... ento assopra suavemente antes que sua
lngua rodei meu clitris. Ele abre ainda mais minhas pernas. Eu me sinto to
aberta ... to exposta. Ele me mantm no lugar, com as mos um pouco acima dos
joelhos enquanto sua lngua me tortura, no dando pausa, sem trgua... sem

 

poder respirar. Inclinando meus quadris para cima, reunido e combinando ao seu
ritmo, estou consumida.
        - Oh, Christian, por favor. - Lamento.
        - Oh no, beb, ainda no, - ele brinca, mas eu me sinto mais e mais
excitada  medida que ele o faz, ento ele para.
        - No, - choramingo.
        - Esta  a minha vingana, Ana, - ele rosna baixinho. - Discuta comigo,
e eu vou me vingar em seu corpo de alguma forma. - Ele arrasta beijos ao longo
da minha barriga, as mos subindo pelas minhas coxas, acariciando, amassando,
provando. Sua lngua circunda meu umbigo enquanto suas mos e seu polegar...
oh seu polegar, alcana o topo das minhas coxas.
        - Ah! - Grito enquanto ele empurra um dentro de mim. O outro me
persegue, lentamente, dolorosamente, circulando voltas e voltas. Minhas costas se
arcam fora do piano enquanto me toro sob seu toque.  quase insuportvel.
        - Christian! - Eu choro, fora de controle com a necessidade.
        Ele tem pena de mim e para. Levanta os meus ps para fora das teclas, ele
me empurra, e de repente, eu estou deslizando sem esforo sobre o piano,
deslizando em cetim, e ele est me seguindo l em cima, brevemente ajoelhado
entre as minhas pernas para rolar em um preservativo. Ele paira sobre mim e eu
estou ofegante, olhando para ele com uma fria de necessidade, e eu percebo que
ele est nu. Quando ele tirou a roupa?
        Ele olha para mim, e h surpresa em seus olhos, maravilha e amor e
paixo, e  de tirar o flego.
        - Eu quero tanto voc, - ele diz, e muito lentamente, primorosamente, ele
se afunda em mim.

Estou deitada sobre ele, minhas pernas pesadas e lnguidas, enquanto nos
encontramos em cima do seu piano. Oh meu Deus. Ele  muito mais confortvel

 

para se deitar do que o piano. Com cuidado para no tocar seu peito, eu descanso
meu rosto contra ele e me mantenho perfeitamente imvel. Ele no se ope, e eu
ouo a sua respirao enquanto ela diminui como a minha. Delicadamente, ele
acaricia o meu cabelo.
        - Voc bebe ch ou caf  noite? - Pergunto sonolenta.
        - Que pergunta estranha, - ele diz com ar sonhador.
        - Eu pensei que poderia trazer-lhe ch enquanto voc trabalhava, e ento
eu percebi que eu no sei o que voc gostaria.
        - Oh, eu entendo. gua ou vinho  noite, Ana. Embora talvez eu devesse
tentar ch.
        Sua mo se move ritmicamente pelas minhas costas, acariciando-me com
ternura.
        - Ns realmente sabemos muito pouco sobre o outro, - murmuro.
        - Eu sei, - ele diz, e sua voz  triste. Sento-me para olhar para ele.
        - O que  isso? - Eu pergunto. Ele balana a cabea como se quisesse se
livrar de algum pensamento desagradvel, e levantando a mo, ele acaricia meu
rosto, os olhos brilhantes e srios.
        - Eu te amo, Ana Steele, - ele diz.

        O alarme dispara com noticias sobre o trafego s seis da manh, e eu
acordo abruptamente do meu sonho, onde h mais mulheres loiras do que de
cabelos escuros. Eu no consigo entender do que se trata, e imediatamente sou
distrada, porque Christian Grey est enrolado em torno de mim como seda, com a
cabea de cabelos rebeldes em meu peito, a mo no meu peito, a perna em cima de
mim, me segurando para baixo. Ele ainda est dormindo, e eu estou com muito
calor. Mas eu ignoro o meu desconforto, timidamente chegando a passar os dedos
suavemente pelos cabelos, e ele se mexe. Levanta os olhos cinzentos brilhantes, e
sorri sonolento. Caramba... ele  adorvel.
        - Bom dia, linda, - ele diz.
        - Bom dia, lindo. - Eu sorrio de volta. Ele me beija, desembrulhando a si
mesmo, e inclina-se sobre o cotovelo, olhando para mim.

 

        - Dormiu bem? - ele pergunta.
        - Sim, apesar da interrupo de meu sono na noite passada.
        Seu sorriso se amplia.
        - Hmm. Voc pode me interromper a qualquer momento. - Beija-me outra
vez.
        - E voc? Voc dormiu bem?
        - Eu sempre durmo bem com voc, Anastsia.
        - Sem mais pesadelos?
        - No.
        Eu fao cara feia e acho uma chance para uma pergunta.
        - Quais so seus pesadelos?
        Sua testa aumenta e seu sorriso diminui. Merda, minha curiosidade
estpida.
        - Eles so flashbacks da minha infncia, ou assim diz o Dr. Flynn.
Algumas vividas, outras nem tanto. - Sua voz diminui e um olhar distante,
sofrido cruza seu rosto. Distraidamente, ele comea a traar minha clavcula com o
dedo, me distraindo.
        - Voc acorda chorando e gritando? - Eu tento, em vo, fazer uma piada.
        Ele olha para mim, perplexo.
        - No, Anastsia. Eu nunca chorei. At onde eu possa recordar. - Ele
franze a testa, como se para chegar s profundezas de suas memrias. Oh no, o
que  um lugar muito escuro para ir a esta hora, certamente.
        - Voc tem boas lembranas da sua infncia? - Pergunto rapidamente,
principalmente para distra-lo. Ele olha pensativo por um momento, ainda
correndo o dedo ao longo da minha pele.
        - Lembro-me da produo de crack de uma prostituta. Lembro-me do
cheiro. Talvez um bolo de aniversrio. Para mim. E depois h a chegada de Mia
com a minha me e meu pai. Minha me estava preocupada com a minha reao,
mas eu adorei Mia imediatamente. Minha primeira palavra foi Mia. Lembro-me de
minha primeira lio de piano. Senhorita Kathie, minha tutora, era incrvel. Ela
tinha cavalos, tambm. - Ele sorri melancolicamente.
        - Voc disse que sua me te salvou. Como?
        Sua meditao  quebrada, e ele olha para mim como se eu no entendesse

 

a matemtica elementar de dois mais dois.
        - Ela me adotou, - ele diz simplesmente. - Eu pensei que ela era um
anjo quando eu a conheci. Ela estava vestida de branco e to suave e calma,
enquanto ela me examinava. Eu nunca vou esquecer isso. Se ela tivesse dito no
ou se Carrick tivesse dito que no... - Ele d de ombros e olha sobre o ombro para
o despertador. -Isso tudo  muito profundo para to cedo da manh, - ele
resmunga.
        - Eu fiz uma promessa para chegar a conhec-lo melhor.
        - Voc fez, Srta. Steele? Eu pensei que voc queria saber se eu preferia
caf ou ch. - Ele sorri. - De qualquer forma, eu posso pensar em uma maneira
que voc pode me conhecer. - Ele empurra seus quadris sugestivamente contra
mim.
        - Eu acho que te conheo bem o suficiente nesse ponto. - Minha voz 
arrogante e repreensiva, e o faz sorrir de forma mais ampla.
        - Eu no acho que conheo voc to bem assim, - ele murmura. - H
vantagens concretas para acordar ao seu lado. - Sua voz  suave e to sedutora
que faz os ossos derreterem.
        - Voc no tem que se levantar? - Minha voz  baixa e rouca. Caramba, o
que ele faz comigo...
        - No essa manh. H apenas um lugar que eu quero estar agora, Srta.
Steele. - E seus olhos brilham provocantes.
        - Christian! - eu suspiro, chocada. Ele se move de repente, de modo que
ele est em cima de mim, pressionando-me na cama. Agarrando as minhas mos,
ele puxa para cima a minha cabea e comea a beijar minha garganta.
        - Oh, Srta. Steele. - Ele sorri contra a minha pele, enviando arrepios
deliciosos atravs de mim, enquanto sua mo percorre meu corpo e lentamente
comea a tirar a minha camisola de cetim. - Oh, o que eu gostaria de fazer com
voc, - ele murmura.
        E eu estou perdida, ao longo do interrogatrio.


 

        Sra. Jones faz o meu caf da manh com panquecas e bacon, e para o
Christian uma omelete e bacon. Sentamos lado a lado no bar, em um silncio
confortvel.
        - Quando que eu irei conhecer o seu treinador, Claude, e coloc-lo a
prova? - Eu pergunto. Christian olha para mim, sorrindo.
        - Depende se voc quer ir para Nova York neste fim de semana ou no. A
menos que voc queira v-lo de manh cedo esta semana. Vou pedir a Andrea para
verificar a sua programao e retornar para voc.
        - Andrea?
        - Minha assistente.
        Ah, sim.
        - Uma de suas muitas loiras - Eu o provoco.
        - Ela no  minha. Ela trabalha para mim. Voc  minha.
        - Eu trabalho para voc, - eu murmuro amargamente.
        Ele sorri como se tivesse esquecido.
        - Ento voc faz. - Seu sorriso radiante  contagiante.
        - Talvez Claude possa me ensinar kickboxing20 - Eu alerto.
        - Ah, ? Gosta de ter chances contra mim? - Christian levanta uma
sobrancelha, divertido. - Provoque-me, Srta. Steele. - Ele est to malditamente
feliz em relao ao mau humor de ontem, depois de Elena. Totalmente desarmado.
Talvez seja todo o sexo... talvez seja isso que o est fazendo to alegre.
        Olho para trs, ao piano, saboreando a memria da noite passada.
        - Voc colocou a tampa do piano de volta.
        - Fechei ontem  noite, para no perturbar voc. Acho que no deu certo,
mas estou feliz por no ter dado. - Os lbios de Christian se contorcem num
sorriso lascivo enquanto ele leva um pedao de omelete a boca. Eu fico vermelha e
sorrio maliciosamente para ele.
        Ah, sim. . . Momentos de diverso no piano.
20        Kickboxing - refere-se a um grupo de artes marciais e esportes de combate em p, baseado em chutes e socos, como
tambm  um estilo de arte marcial e desporto de combate.  frequentemente praticado como defesa pessoal,
condicionamento fsico geral ou como esporte de contato.

 

        Sra. Jones se inclina e coloca um saco de papel contendo o meu almoo na
minha frente, fazendo-me ficar enrubescida de culpada.
        - Para mais tarde, Ana. Tuna21 est bem?
        - Oh sim. Obrigada, Sra. Jones. - Dou-lhe um sorriso tmido, que ela
retribui calorosamente antes de deixar a grande habitao. Eu suspeito que seja
para nos dar alguma privacidade.
        - Posso te perguntar uma coisa? - Eu volto para Christian.
        Sua expresso  divertida.
        - Claro.
        - E voc no vai ficar com raiva?
        -  sobre Elena?
        - No.
        - Ento eu no vou ficar com raiva.
        - Mas agora tenho uma pergunta complementar.
        - Ah?
        - Que  a respeito dela.
        Ele revira os olhos.
        - O qu? - Ele diz, e agora est exasperado.
        - Por que voc fica to louco quando eu te pergunto sobre ela?
        - Honestamente?
        Eu fao uma carranca para ele.
        - Eu pensei que voc fosse sempre honesto comigo.
        - Eu procuro ser.
        Eu estreito os meus olhos para ele.
        - Isso soa como uma resposta muito evasiva.
        - Eu sou sempre honesto com voc, Ana. Eu no quero jogar. Bem, no
esses tipos de jogos, - ele qualifica, com calor nos olhos.
        - Que tipo de jogos voc quer jogar?
        Ele inclina a cabea para um lado e sorri para mim.
        - Srta. Steele, te distrais to facilmente.
        Eu rio. Ele est certo.
        - Sr. Grey, voc est me distraindo em muitos nveis. - Eu olho para os
21        Peixe de gua salgada.

 

seus olhos cinzentos danando acesos com humor.
        - Meu som favorito no mundo inteiro  o seu riso, Anastsia. Agora, o que
era a sua pergunta original? - Ele pergunta sem problemas, e eu acho que ele
est rindo de mim. Eu tento torcer minha boca para mostrar o meu desagrado,
mas eu gosto do brincalho Cinquenta, ele  divertido. Eu amo algumas
brincadeiras de manh cedo. Eu franzo a testa, tentando lembrar a minha
pergunta.
        - Oh sim. Voc s via suas submissas nos fins de semana?
        - Sim, isso  correto, - ele diz para mim, nervoso.
        Sorrio para ele.
        - Ento, nada de sexo durante a semana.
        Ele ri.
        - Oh, aonde queremos chegar com isso. - Ele parece vagamente aliviado.
-Porque voc acha que eu malho todos os dias teis? - Agora ele realmente est
rindo de mim, mas eu no me importo. Quero me abraar com alegria. Outra
novidade, bem, vrias novidades.
        - Voc parece muito satisfeita consigo mesma, Srta. Steele.
        - Eu estou, Sr. Grey.
        - Voc deveria estar. - Ele sorri. - Agora, coma o seu caf.
        Oh, mando Cinquenta... ele nunca fica longe.

              Estamos na parte de trs do Audi. Taylor est dirigindo com a inteno
de me deixar no trabalho, e ento Christian. Sawyer est montando a arma.
        - No disse que o irmo de sua companheira de quarto estava chegando
hoje? - Christian pergunta, quase que casualmente, sua voz e expresso no
revelando nada.
        - Oh, Ethan, - me engasgo. - Eu esqueci. Oh Christian, obrigada por me
lembrar. Vou ter que voltar para o apartamento.
        Ele olha demoradamente.

 

        - Que horas ele chega?
        - Eu no tenho certeza do horrio que ele est chegando.
        - Eu no quero que voc v a qualquer lugar por conta prpria, - ele diz
bruscamente.
        - Eu sei, - murmuro e resisto desviar o olhar para o Sr. Reao
Exagerada. -Ser que Sawyer vai estar me espionando, hum... patrulhando hoje?
- Olho maliciosamente na direo de Sawyer para ver as costas de suas orelhas
ficarem vermelhas.
        - Sim, - Christian cuspe, seus olhos esto frios.
        - Se eu estivesse dirigindo o Saab seria mais fcil, - eu murmuro com
petulncia.
        - Sawyer ter um carro, e ele pode conduzir voc ao seu apartamento,
dependendo do horrio.
        - Ok. Acho que Ethan vai provavelmente entrar em contato comigo
durante o dia. Vou deixar voc saber quais so os planos ento.
        Ele olha para mim, sem dizer nada. Oh, o que ele est pensando?
        - Tudo bem, - ele concorda. - Em nenhum lugar por conta prpria. Voc
entende? - Ele acena um dedo longo para mim.
        - Sim, querido, - eu murmuro.
        H um trao de um sorriso em seu rosto.
        - E talvez voc deva apenas usar seu Blackberry, eu te mandei um e-mail
por ele. Isso ir prevenir que meu homem de informao e tecnologia tenha uma
manh bem interessante, ok? - Sua voz  sarcstica.
        - Sim, Christian. - Eu no posso resistir. Desvio os olhos dele, e ele sorri
para mim.
        - Por que Sta. Steele, eu acredito que voc est fazendo minha palma se
contrair.
        - Ah, Sr. Grey, a sua palma da mo perpetuamente tem espasmos. O que
vamos fazer com isso?
        Ele ri e ento se distrai com seu Blackberry, que deve estar para vibrar,
porque no toca. Ele franze a testa quando ele v o identificador de chamadas.
        - O que  isso? - Ele olha o telefone, em seguida, ouve atentamente. Eu
aproveito a oportunidade para estudar suas caractersticas adorveis, o nariz reto,

 

o cabelo pendurado sobre a testa. Estou distrada em minha observao, quando
percebo que sua expresso se transforma de descrena para diverso. Eu presto
ateno.
        - Voc est brincando... Para uma cena... Quando ele te disse isso? -
Christian ri, quase relutantemente. - No, no se preocupe. Voc no tem que
pedir desculpas. Fico feliz que h uma explicao lgica. Parecia uma quantidade
ridiculamente baixa de dinheiro... Eu no tenho nenhuma dvida que voc tenha
algo mal e criativo planejado para sua vingana. Pobre Isaac. - Ele sorri. -
timo... Tchau. - Ele desliga o telefone e olha para mim. Seus olhos esto
subitamente cautelosos, mas estranhamente, ele parece aliviado, tambm.
        - Quem era? - Eu pergunto.
        - Voc realmente quer saber? - Pergunta ele calmamente.
, eu sei. Sacudo a cabea e olho para fora da minha janela, para o dia
cinzento de Seattle, me sentindo desamparada. Por que ela no pode deix-lo
sozinho?
        - Hey. - Ele pega minha mo e beija cada um dos meus dedos, por sua
vez, e de repente ele est chupando meu dedo mnimo, difcil. Em seguida,
mordendo suavemente.
              Uau! Ele tem uma conexo direta com a minha virilha, me engasgo e
olho nervosamente para Taylor e Sawyer, ento para Christian, e seus olhos esto
mais escuros. Ele me d um sorriso lento e carnal.
        - No se preocupe, Anastsia, - ele murmura. - Ela est no passado. -
E ele planta um beijo no centro da palma da minha mo, enviando arrepios em
todos os lugares, e meu piti  momentaneamente esquecido.

        - Bom dia, Ana, - murmura Jack enquanto fao meu caminho para
minha mesa. - Vestido legal.
        Eu enrubeso. O vestido  parte do meu guarda-roupa novo, cortesia do

 

meu namorado incrivelmente rico.  um vestido sem mangas de linho, azul plido,
bastante pegado ao corpo, e eu estou usando sandlias creme de salto alto.
Christian gosta de salto, eu acho. Eu sorrio secretamente no meu pensamento,
mas rapidamente recupero o meu sorriso sem graa profissional para o meu
patro.
        - Bom dia, Jack.
        Comeo a pedir a um mensageiro para que levasse os folhetos para as
impressoras. Ele aparece com a cabea para fora da sua porta do escritrio.
        - Ser que eu poderia tomar um caf, por favor, Ana?
        - Claro. - Ando at a cozinha e choco-me com Claire da recepo, que
est tambm precisando de um caf.
        - Ei, Ana, - ela diz, alegremente.
        - Oi, Claire.
        Conversamos brevemente sobre seu encontro estendido com a famlia no
fim de semana, que ela gosta imensamente, e eu digo a ela sobre velejar com
Christian.
        - Teu namorado  um sonho, Ana, - ela diz, seus olhos brilhando.
        Estou tentada a desviar meus olhos para ela.
        - No parece to ruim, - Sorrio e ns duas comeamos a rir.

        - Voc demorou! - Jack fala quando eu trouxe o seu caf.
        Oh!
        - Sinto muito. - Eu enrubeso e em seguida franzo a testa. Levei a
mesma quantidade de tempo. Qual  o problema? Talvez ele esteja nervoso com
alguma coisa.
        Ele balana a cabea.
        - Desculpe, Ana. Eu no quis esbravejar para voc, querida.
        Querida?

 

        - H algo acontecendo a nvel da direo, e eu no sei o que . Fique
atenta, ok? Se voc ouvir alguma coisa, eu sei como vocs meninas falam. - Ele
sorri para mim, e eu me sinto um pouco doente. Ele no tem ideia de como ns,
meninas, falamos. Alm disso, eu sei o que est acontecendo.
        - Voc vai me deixar saber, certo?
        - Claro, - eu murmuro. - Mandei o folheto para as impressoras. Ele
estar de volta por volta de duas horas.
        - timo. Aqui. - Ele me entregou uma pilha de manuscritos. - Todas
essas sinopses necessitam do primeiro captulo, em seguida, a apresentao.
        - Eu vou cuidar disso.
        Estou aliviada de sair de seu escritrio e sentar na minha mesa. Oh, 
difcil saber o que acontecendo. O que ele far quando descobrir? Meu sangue
corre frio. Algo me diz que Jack vai ficar irritado. Olho para o meu Blackberry e
dou um sorriso. H um e-mail de Christian.
De: Christian Grey
Assunto: Nascer do sol
Data: 14 de junho de 2011 09:23
Para: Anastsia Steele
        Adoro acordar com voc na parte da manh.
Christian Grey
Completamente & Totalmente Apaixonado CEO, Grey Participaes e
Empreendimentos Inc.
        Acho que meu rosto se divide em dois com o meu sorriso e minha deusa
interior dando saltos mortais sobre a sua espreguiadeira.

 

        De: Anastsia Steele
        Assunto: Pr do sol
        Data: 14 de junho de 2011 09:35
        Para: Christian Grey
        Caro Completamente & Totalmente Apaixonado:
        Eu amo acordar com voc tambm. Mas eu adoro estar na cama com voc e
em elevadores, e em pianos, e mesas de bilhar, e barcos, e escrivaninhas, e
chuveiros, e banheiras, e estranhas cruzes de madeira com algemas, e camas de
dossel com lenis de cetim vermelho, e casas para barcos e quartos infantis.
        Sua
        Louca por Sexo e Insacivel, xx
De: Christian Grey
Assunto: Equipamento molhado
Data: 14 de junho de 2011 09:37
Para: Anastsia Steele
        Cara Louca por Sexo e Insacivel
        Eu acabei de cuspi caf por todo o meu teclado. Eu no acho que isso j
tenha acontecido comigo antes. Eu admiro uma mulher que se concentra em
geografia. Terei que deduzir que voc s me quer pelo meu corpo?
Christian Grey
Completamente & Totalmente Chocado CEO, Grey Participaes e
Empreendimentos Inc.

 

De: Anastsia Steele
Assunto: Rindo e molhada tambm
Data: 14 de junho de 2011: 09:42
Para: Christian Grey
Caro Completamente & Totalmente Chocado
Sempre.
        Eu tenho trabalho a fazer.
        Pare de me incomodar.
        LS & I, xx
De: Christian Grey
Assunto: Eu tenho que?
Data: 14 de junho de 2011 09:50
Para: Anastsia Steele
        Cara SM & I
        Como sempre, seu desejo  meu comando. Eu amo que voc esteja rindo e
molhada. At mais tarde, beb.
X
Christian Grey,
        Completamente & Totalmente Arrebatado, Chocado e Encantado CEO,
Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Eu coloco o Blackberry para baixo e continuo com meu trabalho.

 


              Na hora do almoo, Jack me pede para ir at a lanchonete pegar o seu
almoo. Eu ligo para Christian, logo que saio do escritrio de Jack.
        - Anastsia. - Ele responde imediatamente, a sua voz clida e amorosa.
Como  que este homem pode fazer-me derreter por telefone?
        - Christian, Jack me pediu para pegar o almoo.
        - Bastardo preguioso, - Christian se queixa.
        Eu o ignoro e continuo.
        - Ento, eu estou indo busc-lo. Pode ser til se voc me der o nmero de
Sawyer, ento eu no tenho que te incomodar.
        - No  nenhum incomodo, beb.
        - Voc est sozinho?
        - No. H seis pessoas olhando para mim neste momento se perguntando
com que diabos eu estou falando.
        Merda...
        - Srio? - Eu suspiro, em pnico.
- Sim. Realmente. Minha namorada, - ele anuncia longe do telefone.
        Caramba!
        - Eles provavelmente pensavam que voc fosse gay, voc sabe.
        Ele ri.
        - Sim, provavelmente. - Eu ouo seu sorriso.
        - Er,  melhor eu ir. - Tenho certeza que ele pode dizer como estou
envergonhada de t-lo interrompido.
        - Eu vou deixar Sawyer saber. - Ele ri novamente. - Voc j teve noticias
do seu amigo?
        - Ainda no. Voc ser o primeiro a saber, Sr. Grey.
        - timo. At mais tarde, beb.
        - Tchau, Christian. - Eu sorrio. Toda vez que ele diz isso, me faz sorrir...
to Cinquenta, mas de alguma forma to ele tambm.

 

        Quando eu saio momentos depois, Sawyer est esperando na porta do
edifcio.
        - Srta. Steele, - ele me cumprimenta formalmente.
        - Sawyer. - Eu aceno em resposta e vamos juntos para a lanchonete.
        Eu no me sinto to confortvel com Sawyer como eu fico com Taylor. Ele
verifica constantemente a rua enquanto ns fazemos o nosso caminho ao longo do
bloco. Ele realmente me deixa mais nervosa, e eu me vejo refletindo suas aes.
        Leila est l fora? Ou estamos todos infectados pela paranoia de Christian?
 esta a parte de seus Cinquenta Tons? O que eu daria por meia hora de
discusses francas com o Dr. Flynn, para descobrir.
        No h nada de errado, apenas a hora do almoo em Seattle, as pessoas
correndo para o almoo, compras com amigos, reunies. Eu vejo duas mulheres se
abraando quando elas se encontram.
        Eu sinto falta de Kate. Faz apenas duas semanas desde que ela me deixou
para suas frias, mas parecem as duas semanas mais longas da minha vida. Tanta
coisa aconteceu. Ela nunca vai acreditar em mim quando eu contar a ela. Bem,
dizer a ela a verso editada, obedecendo ao NDA22. Eu franzo a testa. Vou ter que
conversar com Christian sobre isso. O que a Kate faria com ele? Eu embranqueo
com o pensamento. Talvez ela esteja de volta com Ethan. Sinto uma onda de
excitao com a ideia, mas eu acho que  improvvel. Ela ficaria com o Elliot
certamente.
        - Onde voc fica quando voc est esperando e observando de fora? -
Pergunto a Sawyer enquanto entramos na fila para o almoo. Sawyer est na
minha frente, de frente para a porta, monitorando continuamente a rua e qualquer
pessoa que entra.  enervante.
        - Sento-me no caf do outro lado da rua, Srta. Steele.
        - No fica muito chato?
        - No para mim, minha senhora.  o que eu fao, - ele diz secamente.
        Eu enrubeso.
        - Desculpe, eu no quis insinuar... - Minha voz sai do rumo, entendendo
sua expresso.
        - Por favor, senhorita Steele. Meu trabalho  proteger voc. E  isso que
22        NDA - acordo de confidencialidade/contrato de sigilo.

 

vou fazer.
        - Assim, nenhum sinal de Leila?
        - No, senhora.
        Eu franzo a testa.
        - Como voc sabe como ela se parece?
        - Eu vi a sua fotografia.
        - Oh, voc tem isso com voc?
        - No, senhora. - Ele aponta sua cabea. - Gravado na memria.
        Claro. Eu realmente gostaria de analisar uma fotografia de Leila para ver
como ela era antes de se tornar uma menina fantasma. Gostaria de saber se
Christian iria me deixar ter uma cpia? Sim, ele provavelmente iria, para minha
segurana. Eu crio um plano, e meu subconsciente se alegra e acena com a cabea
em aprovao.

             As brochuras chegam ao escritrio, e eu tenho que dizer, elas parecem
timas. Eu levo uma ao escritrio de Jack. Seus olhos brilham, e eu no sei se 
por mim ou pelo folheto. Eu escolho acreditar que  o ltimo.
        - Este est timo, Ana. - O revisa animadamente - Sim, bom trabalho.
Voc ir ver o seu namorado esta noite? - Seu lbio se enrola quando ele diz
namorado.
        - Sim. Ns vivemos juntos. -  uma espcie de verdade. Bem,  o que
fazemos no momento. E concordei oficialmente em me mudar, por isso no  muito
mais do que uma mentira branca. Espero que isso seja o suficiente para recha-
lo.
        - Ser que ele iria se opor de voc sair uma noite para uma bebida rpida?
Para celebrar todo seu trabalho duro?
        - Eu tenho um amigo que vem de fora da cidade hoje  noite, e todos ns
vamos sair para jantar. - E eu vou estar ocupada todas as noites, Jack.

 

        - Eu vejo. - Ele suspira, irritado. - Talvez quando eu voltar de Nova
York, hein? - Ele levanta as sobrancelhas, na expectativa, e seu olhar escurece
sugestivamente.
        Ah, no. Eu sorrio, evasiva, sufocando um tremor.
        - Voc gostaria de um caf ou ch? - Eu pergunto.
        - Caf, por favor. - Sua voz  baixa e rouca, como se ele estivesse pedindo
outra coisa. Foda-se. Ele no vai recuar. Eu posso ver isso agora. Oh. . . O que
fazer?
        Eu respiro um longo suspiro de alvio quando eu estou fora de seu
escritrio. Ele me faz ficar tensa. Christian est certo sobre ele, e uma parte de
mim est chateada que Christian esteja certo sobre ele.
        Sento-me na minha mesa e meu Blackberry toca um nmero que no
reconheo.
        - Ana Steele.
        - Oi, Steele! - O sotaque de Ethan me pega momentaneamente
desprevenida.
        - Ethan! Como voc est? - Eu quase engasgo de prazer.
        - Fico feliz em estar de volta. Eu estou seriamente cansado de sol e
ponches de rum, e minha irmzinha est totalmente apaixonada por um
grandalho. Tem sido um inferno, Ana.
        - Sim! Mar, areia, sol, ponche de rum soa como o Inferno de Dante. - Eu
dou risadinha. - Onde voc est?
        - Estou no Sea-Tac, aguardando pela minha bagagem. O que voc est
fazendo?
        - Eu estou no trabalho. Sim, eu sou uma empregada remunerada, - eu
respondo ao seu suspiro. - Voc quer vir aqui e pegar as chaves? Eu posso te
encontrar mais tarde no apartamento.
        - Parece timo. Vejo voc em cerca de 45 minutos, uma hora talvez? Qual
 o endereo?
        Dou-lhe o endereo do SIP.
        - Vejo voc em breve, Ethan.
        - At mais tarde, - ele diz e desliga. O qu? No, Ethan tambm? E isso
que ele passou apenas uma semana com Elliot. Eu rapidamente digito um e-mail

 

para Christian.
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Visitantes de climas ensolarados.
Data: 14 de junho de 2011: 14:55
Para: Christian Grey
        Querido Completamente & Totalmente AC & E
        Ethan est de volta, e ele est vindo aqui para recolher as chaves para o
apartamento.
        Eu realmente gostaria de saber se est tudo resolvido bem.
        Por que voc no me pega depois do trabalho? Ns podemos ir para o
apartamento em seguida, todos ns podemos sair para uma refeio, talvez?
        Por minha conta?
Sua
Ana, x
Ainda LS & I
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
        De: Christian Grey
        Assunto: Jantar fora
        Data: 14 de junho de 2011 15:05
        Para: Anastsia Steele
        Estou de acordo com seu plano. Exceto a parte de voc pagar!
Por minha conta. Eu vou busc-la s 6:00.
X

 

PS: Por que voc no est usando o seu Blackberry!
Christian Grey
Completamente e Totalmente Irritado, CEO, Grey Participaes e
Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Prepotncia
Data: 14 de junho de 2011: 15:11
Para: Christian Grey
Oh, no seja to mal-humorado e zangado.
E est tudo em cdigo.
Eu te vejo s 6:00.
Ana, x
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Mulher enlouquecedora
Data: 14 de junho de 2011 15:18
Para: Anastsia Steele
Mal-humorado e zangado! Vou te dar o mal-humorado e zangado.
E ansioso para isso.
Christian Grey,
Completamente e Absolutamente Mais Irritado, mas sorrindo por alguma
razo desconhecida, CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.

 

De: Anastsia Steele
Assunto: Promessas. Promessas.
Data: 14 de junho de 2011: 15:23
Para: Christian Grey
Faa ento, Sr. Grey
Estarei ansiosa tambm. ;D
Ana, x
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde Editor, Comissionamento, SIP
              Ele no respondeu, mas eu no esperava que ele respondesse.
Imagino-o gemer sobre sinais misturados, e o pensamento me faz sorrir. Eu sonho
um pouco sobre o que ele poderia fazer para mim, mas me vejo me deslocando
sobre a minha cadeira. Meu subconsciente olha para mim com desaprovao sobre
seus culos de meia lua para o trabalho.
              Um pouco mais tarde, meu telefone vibra.  Claire da recepo.
        - H um cara bonito na recepo para v-la. Temos de sair para bebidas
em algum momento, Ana. Tenho certeza que voc conhece alguns caras gostosos,
- ela sussurra conspirando atravs do telefone.
        Ethan! Agarrando as minhas chaves da minha bolsa, corro at a recepo.
        Caramba, cabelo loiro branqueado pelo sol, bronzeado de morrer, e
brilhantes olhos castanhos olham para mim a partir do sof de couro verde. Assim
que ele me v, com a boca cada aberta, e ele est em p vindo  minha direo.
        - Uau, Ana. - Ele franze a testa para mim enquanto ele se inclina para
me dar abrao.
        - Voc parece bem. - Eu sorrio para ele.
        - Voc parece... nossa, diferente. Mundana, mais sofisticada. O que
aconteceu? Voc mudou o cabelo? Roupa? Eu no sei, Steele, mas voc est

 

quente!
        Eu coro furiosamente.
        - Oh, Ethan.  apenas minhas roupa de trabalho, - eu ralho enquanto
Claire olha com uma sobrancelha arqueada e um sorriso irnico.
        - Como foi Barbados?
        - Divertido, - ele diz.
        - Quando Kate est de volta?
        - Ela e Elliot esto voando de volta na sexta-feira. Eles esto bastantes
srios um com o outro. - Ethan revira os olhos.
        - Eu sinto saudades dela.
        - Sim? Como voc tem feito com o Sr. Magnata?
        - Sr. Magnata? - Eu rio em silencio. - Bem, tem sido interessante. Ele
est nos levando para jantar esta noite.
        - Legal. - Ethan parece genuinamente satisfeito. Ufa!
        - Aqui. - Eu lhe entrego as chaves. - Voc tem o endereo?
        - Sim. At mais tarde. - Ele se inclina e beija minha bochecha.
        - Expresso de Elliot?
        - Sim, do tipo que fica em voc.
        - Ele faz. At mais tarde. - Eu sorrio para ele enquanto ele recolhe a sua
grande bolsa de ombro, ao lado do sof verde e sai do prdio.
        Quando me viro, Jack est me olhando do outro lado do hall de entrada,
sua expresso ilegvel. Eu sorrio intensamente para ele e volto para minha mesa,
sentindo os seus olhos em mim o tempo todo. Isso est comeando a me dar nos
nervos. O que fazer? Eu no tenho ideia. Vou ter que esperar at que Kate esteja
de volta. Ela saber o que fazer. O pensamento dissipa o meu humor sombrio, e eu
pego o prximo manuscrito.
        Cinco para as seis, meu telefone vibra.  Christian.

 

        - Mal-humorado e zangado aqui, - ele diz e eu sorrio. Ele ainda  o
Cinquenta brincalho. Minha deusa interior est batendo palmas com alegria
como uma criana pequena.
        - Bem, est  a Louca por sexo e Insacivel. Imagino que voc esteja aqui
fora? - Pergunto secamente.
        - Eu estou de fato, Srta. Steele. Ansioso para ver voc. - Sua voz  quente
e sedutora, e meu corao palpita loucamente.
        - Idem, Sr. Grey. J saio. - Eu desligo.
        Eu desligo meu computador e reno a minha bolsa e o casaco de l creme.
        - Eu estou indo agora, Jack, - eu chamo ao passar.
        - Ok, Ana. Obrigado por hoje, querida! Tenha uma tima noite.
        - Voc tambm.
        Porque ele no pode ser assim o tempo todo? Eu no o entendo.

              O Audi est estacionado na calada, e Christian sai quando me
aproximo. Ele pegou o palet, e ele est usando as calas cinzentas, as minhas
favoritas que pendem de seus quadris dessa forma. Como esse deus grego pode
significar algo para mim? Encontro-me sorrindo em resposta ao seu prprio sorriso
idiota.
        Ele passou o dia inteiro agindo como um namorado apaixonado,
apaixonado por mim. Este adorvel, homem complexo, imperfeito,  apaixonado
por mim, e eu por ele. Uma alegria explode inesperadamente dentro de mim, e eu
saboreio o momento, sentindo que, brevemente, eu poderia conquistar o mundo.
        - Srta. Steele, voc parece to cativante como estava esta manh. -
Christian me puxa em seus braos e me beija profundamente.
        - Sr. Grey, assim como voc.
        - Vamos pegar o seu amigo. - Ele sorri para mim e abre a porta do carro.

 

        Enquanto Taylor vai para o apartamento, Christian me conta seu dia,
muito melhor do que ontem, ao que parece. Eu olho para ele com adorao
enquanto ele tenta explicar algum avano que o departamento de cincia
ambiental fez na WSU em Vancouver. Suas palavras significam muito pouco para
mim, mas estou encantado com sua paixo e interesse por este assunto. Talvez
seja isso que ele vai ser, dias bons e dias maus, e se os bons dias so assim, no
vou ter muito do que reclamar. Ele me entrega uma folha de papel.
        - Estes so os horrios que Claude est livre esta semana, - ele diz.
        Oh! O treinador.
        Ao chegarmos ao meu prdio, ele pega o seu Blackberry do bolso.
        - Grey, - ele responde. - Ros, o que ? - Ele escuta atentamente, e
posso dizer que  uma conversa empolgada.
        - Eu vou ir buscar Ethan. Eu estarei de volta daqui dois minutos, -
encosto na boca de Christian e mostro dois dedos.
        Ele balana a cabea, obviamente distrado com a chamada. Taylor abre a
minha porta, sorrindo para mim calorosamente. Sorrio para ele, e Taylor acena.
Pressiono o interfone e grito com alegria para ele.
        - Oi, Ethan, sou eu. Deixe-me entrar.
        H zumbidos na porta, e eu vou l para cima, no apartamento. Ocorre-me
que eu no venho aqui desde a manh de sbado. Isso parece muito tempo atrs.
Ethan gentilmente deixou a porta da frente aberta. Eu entro no apartamento, e eu
no sei porque, mas eu congelo instintivamente, logo que eu entro. Eu levo um
momento para perceber que  porque a figura plida de p no console da cozinha,
segurando um revlver pequeno  Leila, e ela est olhando impassvel para mim.

 

Captulo 13
        Puta merda.
        Ela est aqui, me olhando com uma expresso vazia, segurando uma arma.
Meu subconsciente sucumbe a um desmaio, e eu acho que nem mesmo os sais de
cheiro a trar de volta.
        Eu pisco repetidamente para Leila, enquanto minha mente devaneia. Como
ela entrou? Onde est o Ethan? Puta merda! Onde est o Ethan?
        Um medo rastejante e frio aperta meu corao, e meu couro cabeludo se
arrepia enquanto cada fio da minha cabea se aperta em terror. E se ela o feriu?
Eu comeo a respirar rapidamente enquanto a adrenalina e meus ossos
entorpecem com o medo que corre pelo meu corpo. Mantenha a calma, mantenha
a calma, repito o mantra, mais e mais na minha cabea.
        Ela inclina a cabea para um lado, me olhando como se eu estivesse em
exposio em um show de horrores. Jesus, eu no sou a anormal aqui.
 como se uma eternidade se passasse, enquanto eu processo tudo isto,
embora, na realidade, foi apenas uma frao de segundos. A expresso de Leila
permanece vazia e sua aparncia  to desleixada e despenteada, como sempre.
Ela ainda est usando aquele casaco sujo, e ela parece precisar desesperadamente
de um banho. Seu cabelo est oleoso e liso, colado contra sua cabea, e seus olhos
so de um castanho sem graa, nublado e vagamente confuso.
        Apesar do fato da minha boca estar seca, eu tento falar.

 

        - Oi. Leila, no ? - Eu falo rouca. Ela sorri, mas  uma curva
perturbadora em seus lbios, ao invs de um sorriso verdadeiro.
        - Ela fala, - ela sussurra, sua voz  suave e rouca ao mesmo tempo, um
som estranho.
        - Sim, eu falo, - digo suavemente, como se ela fosse uma criana. - Voc
est aqui sozinha? - Onde est Ethan? Meu corao se aperta com o pensamento
de que ele poderia estar machucado.
        Seu rosto se contrai tanto que eu acho que ela est prestes a explodir em
lgrimas, ela parece to infeliz.
        - Sozinha, - ela sussurra. - Sozinha. - E a profundidade de tristeza
nesta nica palavra,  de arrancar o corao. O que ela quis dizer? Eu estou
sozinha? Ela est sozinha? Ela est sozinha porque machucou Ethan? Oh... no...
Eu tenho que lutar contra o medo asfixiante que arranha minha garganta,
enquanto as lgrimas ameaam cair.
        - O que voc est fazendo aqui? Posso ajudar? - Minhas palavras so um
calmo e suave questionamento, apesar do medo sufocante em minha garganta.
Sua testa se enruga como se ela estivesse completamente confusa com minhas
perguntas. Mas ela no faz nenhum movimento violento contra mim. Sua mo
ainda est relaxada em torno de sua arma. Eu tomo um rumo diferente, tentando
ignorar o arrepio no meu couro cabeludo.
        - Voc gostaria de um pouco de ch? - Por que estou perguntando se ela
quer ch?  a resposta de Ray, para qualquer situao emocional que surja de
forma inadequada. Jesus, ele teria um ataque se me visse neste exato minuto. Seu
treinamento no exrcito emergiria e agora ele j a teria desarmado. Ela no est
realmente apontando a arma para mim. Talvez eu possa me mover. Ela balana a
cabea e inclina-a de um lado para outro como se estivesse esticando o pescoo.
        Eu tomo uma profunda e preciosa inspirao de ar, tentando acalmar
minha respirao em pnico e avano em direo a ilha da cozinha. Ela franze a
testa, como se no conseguisse entender o que estou fazendo, e se desloca um

 

pouco para que ainda fique de frente para mim. Eu alcano a chaleira e com a mo
trmula encho-a na torneira. Quando eu me movo, minha respirao alivia. Sim,
se ela me quisesse morta, certamente j teria atirado em mim. Ela me olha com
um olhar ausente e curiosidade confusa. Quando eu ligo a chaleira, estou
atormentada, meu pensamento se dirige para Ethan. Ele est machucado?
Amarrado?
        - Existe mais algum no apartamento? - Pergunto hesitante.
        Ela inclina a cabea para o outro lado e com sua mo direita, a mo que
no segura o revlver, pega uma mecha de seu longo cabelo gorduroso e comea a
enrolar e brincar com ele, puxando e torcendo.  obviamente um hbito nervoso, e
enquanto estou distrada com isso, fico impressionada mais uma vez, no quanto
ela se parece comigo. Eu prendo a respirao,  espera de sua resposta, a
ansiedade se eleva a uma altura quase insuportvel.
        - Sozinha. Completamente sozinha, - ela murmura. Acho isso
reconfortante. Talvez Ethan no esteja aqui. O alvio  reconfortante.
        - Tem certeza de que no quer ch ou caf?
        - No estou com sede, - ela responde baixinho, e d um passo cauteloso
em minha direo. Meu sentimento de fortalecimento evapora. Porra! Eu comeo a
ofegar, novamente com medo, sentindo-o aumentar e engrossar em minhas veias.
Apesar disto e me sentindo alm de valente, me viro e pego um par de xcaras no
armrio.
        - O que voc tem que eu no tenho? - Ela pergunta, sua voz assumindo a
entonao melodiosa de uma criana.
        - O que quer dizer, Leila? - Pergunto o mais delicadamente que eu posso.
        - O Mestre, o Sr. Grey, ele permite que voc o chame pelo seu nome.
        - Eu no sou sua submissa, Leila. O... Mestre entende que eu sou
incapaz, inadequada para cumprir este papel.

 

        Ela inclina a cabea para o outro lado.  um gesto totalmente irritante e
antinatural.
        - I-na-de-quada. - Ela testa a palavra, sondando-a, vendo como sente isto
em sua lngua.
        - Mas o Mestre esta feliz. Eu o tenho visto. Ele ri e sorri. Essas reaes so
raras... muito raras para ele.
        Oh.
        - Voc se parece comigo. - Leila muda de rumo, surpreendendo-me, seus
olhos parecendo concentrar-se em mim adequadamente, pela primeira vez. - O
Mestre gosta de obedientes, que se parea com voc e eu. As outras, sempre as
mesmas... sempre as mesmas... e voc ainda dorme em sua cama. Eu vi voc.
        Merda! Ela estava dentro do quarto. Eu no imaginava isso.
        - Voc me viu em sua cama? - Eu sussurro.
        - Eu nunca dormi na cama do Mestre, - ela murmura. Ela  como um
fantasma etreo. Metade de uma pessoa. Ela parece to franzina, e apesar do fato
de que est segurando uma arma, de repente, me sinto cheia de simpatia por ela.
Suas mos flexionam em torno da arma, e meus olhos se arregalam, ameaando
sair da minha cabea.
        - Por que o Mestre gosta de ns assim? Isso me faz pensar uma coisa...
algo... O Mestre  escuro... o Mestre  um homem escuro, mas eu o amo.
        No, no, ele no . Eu discordo internamente. Ele no  escuro. Ele  um
homem bom, e no est na escurido. Ele se juntou a mim na luz. E agora ela est
aqui, tentando arrast-lo de volta, com uma ideia distorcida de que o ama.
        - Leila, voc quer me dar  arma? - Pergunto baixinho. Sua mo agarra a
arma com fora e a abraa contra o peito.

 

        - Isso  meu.  tudo que me resta. - Ela acaricia suavemente a arma. -
Ento, ela pode se juntar ao seu amor.
        Puta merda! Que amor... Christian?  como se ela me desse um soco no
estmago. Eu sei que ele estar aqui em um momento para descobrir o que est
me retendo. Ser que ela vai mat-lo? O pensamento  to horrvel, sinto minha
garganta inchar e doer como se formasse um enorme n, quase me sufocando,
combinando com o medo que est enrolado firmemente em meu estmago.
        Logo em seguida, a porta  aberta com uma pancada, e Christian est de p
na porta com Taylor atrs dele.
        Olhando-me brevemente, os olhos de Christian me varrem da cabea aos
ps, e observo aquela pequena centelha de alvio em seu olhar. Mas seu alvio 
passageiro, quando seus olhos se voltam para Leila e ainda concentrando-se sobre
ela, no hesitando nem um pouco. Ele olha para ela com uma intensidade que eu
nunca tinha visto antes, seus olhos esto selvagens, arregalados, irritados e com
medo.
        Ah, no... oh no.
        Os olhos de Leila se arregalam, e por um momento, parece que retorna sua
razo. Ela pisca rapidamente, enquanto aperta sua mo mais uma vez em volta da
arma.
        Minha respirao trava em minha garganta, e meu corao comea a bater
to alto que eu ouo o sangue pulsando em meus ouvidos. No, no, no!
        Meu mundo oscila precariamente nas mos desta pobre e fodida mulher.
Ser que ela vai atirar? Em ns dois? Em Christian? O pensamento  paralisante.
        Mas, depois de uma eternidade, pois o tempo est suspenso ao nosso redor,
sua cabea afunda levemente e ela olha para ele, atravs de seus longos clios, sua
expresso  contrita.

 

        Christian levanta sua mo, sinalizando para Taylor ficar onde est. O rosto
plido de Taylor trai a sua fria. Eu nunca o vi assim, mas ele permanece parado,
enquanto Christian e Leila se encaram.
        Eu percebo que estou prendendo a respirao. O que ela vai fazer? O que
ele vai fazer? Mas eles simplesmente continuam a olhar um para o outro. A
expresso de Christian  primitiva, cheia de alguma emoo sem nome. Poderia ser
piedade, medo, afeto... ou  amor? No, por favor, amor no!
        Seus olhos perfuram-na, e dolorosamente lenta, a atmosfera no
apartamento muda. A tenso est se elevando de um modo que eu posso sentir a
conexo, a carga entre eles.
        No! De repente, eu sinto que eu sou uma intrusa, intrometendo-me entre
eles, enquanto eles permanecem encarando um ao outro. Eu sou algum de fora,
uma voyeur, espiando uma cena proibida e ntima por trs das cortinas fechadas.
        O olhar intenso de Christian queima incandescente, e ele muda de rumo
sutilmente. Ele olha mais alto, mais angular de alguma forma, mais frio e mais
distante. Eu reconheo essa postura. Eu j o vi assim antes, em sua sala de jogos.
        Meu couro cabeludo se arrepia de novo. Este  o Christian dominante, e
com que facilidade ele aparece. Se ele nasceu ou no para este papel, eu no sei,
mas com o corao apertado e o estmago nauseado, eu vejo como Leila responde,
seus lbios se abrindo, sua respirao se acelerando, enquanto o primeiro rubor
mancha suas bochechas. No! Isto  um indesejvel vislumbre, do seu passado
angustiante, para se testemunhar.
        Finalmente, ele fala uma palavra para ela. Eu no posso entender o que ,
mas o efeito sobre Leila  imediato. Ela cai no cho de joelhos, a cabea inclinada,
e a arma cai e escorrega inutilmente pelo cho de madeira. Puta merda.
        Christian caminha calmamente at onde a arma caiu, e se curva
graciosamente para peg-la. Ele a pega mal disfarado desprezo, depois a desliza
dentro do bolso de sua jaqueta. Ele olha mais uma vez para Leila, enquanto ela se
ajoelha complacente ao lado da ilha da cozinha.

 

        - Anastsia, v com Taylor, - ele ordena. Taylor cruza o limiar e olha para
mim.
        - Ethan, - eu sussurro.
        - No andar de baixo. - Ele responde com naturalidade, seus olhos nunca
deixam Leila.
        No andar de baixo. No aqui. Ethan est bem. Uma inundao de alvio,
forte e rpida, atravessa meu sangue e por um momento acho que vou desmaiar.
        - Anastsia, - o tom de Christian  cortante em alerta.
        Eu pisco para ele, e de repente, sou incapaz de me mover. Eu no quero
deix-lo, deix-lo com ela. Ele se move para ficar ao lado de Leila, enquanto ela se
ajoelha aos seus ps. Ele est pairando sobre ela, protetor. Ela est to quieta, 
antinatural. Eu no posso tirar meus olhos dos dois, juntos...
        - Pelo amor de Deus, Anastsia, faa como lhe peo, pela primeira vez na
sua vida e v! - Os olhos de Christian travam com os meus, enquanto ele olha
furioso para mim, sua voz tem um aborrecido e frio fragmento de gelo. A raiva sob
o silencio, expelida intencionalmente em suas palavras,  palpvel.
        Com raiva de mim? Certamente que no. Por favor, no! Eu sinto como se
ele me estapeasse forte. Por que ele quer ficar com ela?
        - Taylor. Leve a senhorita Steele para baixo. Agora.
        Taylor acena para ele, enquanto olho para Christian.
        - Por qu? - Eu sussurro.
        - V. Volte para o apartamento. - Seus olhos brilham friamente para
mim. - Eu preciso ficar sozinho com Leila. - Ele diz com urgncia.
        Acho que ele est tentando transmitir algum tipo de mensagem, mas estou
to abalada por tudo o que aconteceu, que no tenho certeza. Eu olho para Leila e

 

percebo um pequeno sorriso atravessar seus lbios, mas por outro lado, ela
permanece verdadeiramente impassvel. Uma submissa completa. Porra! Meu
corao treme.
        Isto  o que ele precisa. Isto  o que ele gosta. No! Eu quero chorar.
        - Srta. Steele. Ana. - Taylor estende sua mo para mim, implorando-me
para vir. Estou imobilizada pelo espetculo horrvel diante de mim. Isto confirma
os meus piores medos e brinca com todas as minhas inseguranas: Christian e
Leila juntos - o Dominante e sua Submissa.
        - Taylor, - Christian pede, e Taylor se inclina e segura os meus braos. A
ltima coisa que vejo quando ns estamos saindo , Christian delicadamente
acariciando a cabea de Leila, enquanto murmura algo baixinho para ela.
        No!
        Quando Taylor me leva escada abaixo, eu permaneo inerte em seus braos
tentando entender o que aconteceu nos ltimos dez minutos, foi h mais tempo?
Ou menos? O conceito de tempo me abandonou.
        Christian e Leila, Leila e Christian... juntos? O que ele est fazendo com ela
agora?
        - Jesus, Ana! Que diabo est acontecendo?
        Estou aliviada ao ver Ethan, quando ele entra no pequeno trio, ainda
carregando sua grande mochila. Oh, graas a Deus ele est bem! Quando Taylor
me leva para baixo, eu praticamente me jogo sobre Ethan, passando os braos em
volta de seu pescoo.
        - Ethan. Oh, graas a Deus! - Eu o abrao, mantendo-o perto. Eu estava
to preocupada, e por um breve momento, aproveito uma pausa em meu pnico
crescente, sobre o que se desenrola l em cima, no meu apartamento.
        - Que diabos esta acontecendo, Ana? Quem  esse cara?

 

        - Oh, desculpe, Ethan, este  Taylor. Ele trabalha com Christian. Taylor,
este  Ethan, irmo de minha colega de quarto.
        Eles acenam um para o outro.
        - Ana, l em cima, o que est acontecendo? Eu estava pegando as chaves
do apartamento, quando estes caras saltaram do nada e me agarraram. Um deles
era Christian... - A voz de Ethan se arrastou.
        - Voc estava atrasado... Graas a Deus.
        - Sim. Eu encontrei um amigo de Pullman, nos tomamos uma bebida
rpida. L em cima, o que est acontecendo?
        - H uma garota, uma ex de Christian. Em nosso apartamento. Ela est
irritada e Christian est... - Minha voz quebra e as lgrimas inudam em meus
olhos.
        - Ei, - Ethan sussurra e me puxa para perto mais uma vez. - Algum
chamou a polcia?
        - No, no  preciso. - Eu soluo em seu peito e agora que comecei, eu
no consigo parar de chorar, a tenso deste ltimo episdio  liberada atravs das
minhas lgrimas. Ethan aperta os braos a minha volta, mas sinto a sua
estupefao.
        - Ei, Ana, vamos tomar uma bebida. - Ele acaricia minhas costas, sem
jeito. De repente, sinto-me estranha, extremamente envergonhada, e com toda a
honestidade, eu quero ficar sozinha. Mas eu aceno, aceitando sua oferta. Eu quero
estar longe daqui, longe de tudo que est acontecendo l em cima.
        Viro-me para Taylor.
        - O apartamento foi verificado? - Pergunto-lhe em lgrimas, limpando o
nariz com as costas da minha mo.

 

        - Hoje  tarde. - Taylor d de ombros como se desculpando, me dando
um leno. Ele parece arrasado. - Sinto muito, Ana, - ele murmura.
        Eu franzo a testa. Puxa, ele parece to culpado. Eu no quero faz-lo se
sentir pior.
        - Ela parece ter uma incrvel capacidade de nos iludir, - acrescenta
carrancudo novamente.
        - Ethan e eu vamos beber alguma coisa, depois volto para o Escala. - Eu
enxugo meus olhos.
        Taylor equilibra de um p para outro, desconfortvel.
        - O Sr. Grey quer que voc volte para o apartamento, - ele diz
calmamente.
        - Bem, ns sabemos onde Leila est agora. - Eu no posso manter a
amargura fora de minha voz. - Ento, no h necessidade de toda essa
segurana. Diga a Christian que o vejo mais tarde.
        Taylor abre a boca para falar e, em seguida, sabiamente, fecha-a
novamente.
        - Voc quer deixar a sua sacola com Taylor? - Ethan pergunta.
        - No, eu vou mant-la comigo, obrigada.
        Ethan acena com a cabea para Taylor, em seguida, conduz-me para fora,
pela porta da frente. Tarde demais, me lembro de que deixei minha bolsa na parte
de trs do Audi. Eu estou sem nada.
        - Minha bolsa...
        - No se preocupe, - Ethan murmura, o rosto cheio de preocupao. -
Fica fria,  por minha conta.

 


        Escolhemos um bar do outro lado da rua, sentamos em bancos de madeira,
perto da janela. Eu quero ver o que est acontecendo, quem est vindo, e mais
importante, o que est acontecendo. Ethan me d uma garrafa de cerveja.
        - Problemas com uma ex? - Diz ele suavemente.
        -  um pouco mais complicado do que isso, - eu murmuro,
abruptamente, cautelosa. Eu no posso falar sobre isso, eu assinei um acordo de
no divulgao. E pela primeira vez, realmente me ressinto do fato, e que Christian
no tenha dito nada sobre rescindi-lo.
        - Eu tenho tempo, - diz Ethan gentilmente e toma um longo gole de sua
cerveja.
        - Ela  uma ex, de anos atrs. Ela deixou seu marido por algum cara. Em
seguida, umas duas semanas ou mais atrs, ele morreu em um acidente de carro,
e agora ela veio at Christian. - Eu dou de ombros.
        Pronto, isto no d muitas pistas.
        - Veio atrs dele?
        - Ela tinha uma arma.
        - Que porra  essa!
        - Ela no chegou a ameaar algum com isto. Eu acho que ela queria
prejudicar a si mesma. Era, por isso que eu estava to preocupada com voc. Eu
no sabia se voc estava no apartamento.
        - Eu entendo. Ela parece instvel.
        - Sim, ela .
        - E o que Christian est fazendo com ela agora?

 

        O sangue drena de meu rosto e a blis sobe em minha garganta.
        - Eu no sei, - eu sussurro.
        Os olhos de Ethan se arregalam, - ele entende, finalmente.
        Este  o cerne do meu problema. Que diabos eles esto fazendo?
Conversando, eu espero. Somente conversando. No entanto, tudo que posso ver no
olho da minha mente  a sua mo, acariciando carinhosamente seus cabelos.
        Ela est perturbada e Christian est preocupado com ela, isto  tudo, eu
racionalizo. Mas, no fundo da minha mente, meu subconsciente est balanando a
cabea tristemente.
 mais do que isso. Leila foi capaz de satisfazer as suas necessidades de
uma maneira que eu no pude. O pensamento  deprimente.
        Eu tento me concentrar em tudo o que fizemos nos ltimos dias, de sua
declarao de amor, o seu humor sedutor, seu jeito brincalho. Mas as palavras de
Elena voltam para me provocar.  verdade o que dizem sobre os bisbilhoteiros.
        Voc no sente falta,... da sua sala de jogos?
        Termino minha cerveja em tempo recorde, e Ethan oferece outra. Eu no
sou muito boa companhia, mas para seu crdito, ele fica comigo, conversando,
tentando levantar meu nimo, falando sobre Barbados, Kate e as palhaadas de
Elliot, o que  uma maravilhosa distrao. Mas  apenas isso: uma distrao.
        Minha mente, meu corao, minha alma, ainda esto naquele apartamento
com meu Cinqenta Tons e uma mulher que costumava ser sua submissa. Uma
mulher que pensa que ainda o ama. Uma mulher que se parece comigo.
        Durante a nossa terceira cerveja, um grande Cruiser com janelas
fortemente escurecidas, encosta ao lado do Audi na frente do apartamento.
Reconheo o Dr. Flynn quando ele sai, acompanhado por uma mulher vestida com
o que parece ser um plido jaleco azul. Vislumbro Taylor enquanto ele os deixa
entrar pela porta da frente.

 

        - Quem  esse? - Ethan pergunta.
        - O nome dele  Dr. Flynn. Christian o conhece.
        - Que tipo de mdico?
        - Um psiquiatra.
        - Oh.
        Ns observamos, e alguns minutos depois eles esto de volta. Christian
est carregando Leila, que est enrolada em um cobertor. O qu? Eu assisto
horrorizada quando eles sobem todos no Cruiser, e ele dispara.
        Ethan olha para mim com simpatia, e me sinto desolada, completamente
desolada.
        - Posso tomar algo um pouco mais forte? - Peo a Ethan, com voz baixa.
        - Claro. O que voc gostaria?
        - Um conhaque. Por favor.
        Ethan acena e se retira para o bar. Eu olho pela janela, para a porta da
frente. Momentos depois, Taylor surge, sobe no Audi, e dirige-se para o Escala...
depois de Christian? Eu no sei.
        Ethan coloca um grande conhaque na minha frente.
        - Vamos, Steele. Vamos ficar bbados.
        Soa como a melhor oferta que eu tive h um bom tempo. Ns brindamos, e
tomo um gole do ardente lquido mbar, o calor queima em uma distrao bem-
vinda, a horrvel dor florescendo em meu corao.
 tarde, e eu me sinto confusa. Ethan e eu estamos trancados para fora do
apartamento. Ele insiste em caminhar comigo de volta para o Escala, mas no vai

 

ficar. Ele  chamado pelo amigo que conheceu mais cedo, para tomar uma bebida
e em um encontro com ele.
        - Ento, esse  o lugar onde o Mogul1 vive. - Ethan assobia atravs de
seus dentes, impressionado.
        Concordo com a cabea.
        - Claro que voc no quer que eu v com voc? - Ele pergunta.
        - No, preciso enfrentar isto, ou apenas ir para a cama.
        - Vejo voc amanh?
        - Sim. Obrigado, Ethan. - Eu o abrao.
        - Voc vai resolver isso, Steele, - ele murmura em meu ouvido. Ele me
libera e observa enquanto eu dirijo-me para o edifcio.
        - At mais, - ele fala. Eu ofereo-lhe um sorriso fraco e me volto em
seguida, pressionando o boto para chamar o elevador.
        As portas do elevador abrem, e eu passo para o apartamento de Christian.
Taylor no est esperando, o que  incomum. Abrindo as portas duplas, eu vou em
direo a grande sala. Christian est no telefone, andando pela sala perto do
piano.
        - Ela est aqui, - ele estala. Ele se vira para me encarar, enquanto ele
desliga o telefone.
        - Onde diabos voc estava? - ele rosna, mas no faz nenhum movimento
em minha direo.
        Que merda, ele est com raiva de mim? Ele  o nico que passou sabe
Deus quanto tempo com a maluca de sua ex-namorada, e ele est com raiva de
mim?
        - Voc andou bebendo? - Ele pergunta, assustado.

 

        - Um pouco. - Eu no acho que est to bvio.
        Ele suspira e passa a mo pelos cabelos.
        - Eu disse para voc voltar para c. - Sua voz  ameaadoramente suave.
- So dez e quinze agora. Eu fiquei preocupado com voc.
        - Eu fui tomar uma bebida ou trs com Ethan, enquanto voc atendia sua
ex, - eu silvo para ele. - Eu no sabia quanto tempo voc ficaria com... com ela.
        Ele aperta os olhos e d alguns passos em minha direo, mas, para.
        - Por que voc diz isto deste jeito?
        Eu dou de ombros e olho para os meus dedos.
        - Ana, o que h de errado? - E pela primeira vez, eu ouo algo diferente
do que raiva em sua voz. O qu? Medo?
        Eu engulo, tentando descobrir o que eu quero dizer.
        - Onde est Leila? - Eu pergunto, olhando para ele.
        - Em um hospital psiquitrico em Fremont, - ele diz, e seu rosto est
analisando o meu. - Ana, o que ? - Ele se move em minha direo, at que est
em p bem na minha frente. - O que h de errado? - Ele inspira.
        Sacudo a cabea.
        - Eu no sou boa para voc.
        - O qu? - Ele respira, arregalando os olhos em alarme. -Por que acha
isso? Como pode pensar isto?
        - Eu no posso ser tudo o que voc precisa.
        - Voc  tudo que eu preciso.
        - Bastou ver voc com ela... - Minha voz se extingue.

 

        - Por que voc faz isso comigo? Isto no  sobre voc, Ana.  sobre ela. -
Ele inspira fortemente, passando a mo pelos cabelos novamente. - Neste
momento ela  uma garota muito doente.
        - Mas eu senti isto... o que temos juntos.
        - O qu? No. - Ele me alcana, e eu dou um passo para trs
instintivamente. Ele abaixa a mo, piscando para mim. Ele me olha como se
estivesse tomado de pnico.
        - Voc est fugindo? - Ele sussurra com seus olhos arregalados de medo.
        Eu no digo nada, enquanto eu tento recolher meus pensamentos
dispersos.
        - Voc no pode, - ele pede.
        - Christian... Eu... - Eu me esforo para organizar meus pensamentos. O
que estou tentando dizer? - Eu preciso de tempo, tempo para processar isto. D-
me um tempo.
        - No. No! - Ele diz.
        - Eu...
        Ele olha freneticamente ao redor da sala. Por inspirao? Por interveno
divina? Eu no sei.
        - Voc no pode ir. Ana, eu a amo!
        - Eu tambm te amo, Christian,  apenas...
        - No... no! - ele diz em desespero e coloca as duas mos na cabea.
        - Christian.

 

        - No, - ele inspira, os olhos arregalados de pnico, e de repente, ele cai
de joelhos na minha frente, a cabea baixa, mos de dedos longos espalhados em
suas coxas. Ele respira fundo e no se move.
        O qu?
        - Christian, o que voc est fazendo?
        Ele continua a olhar para baixo, sem olhar para mim.
        - Christian! O que voc est fazendo? - Minha voz  aguda. Ele no se
move. - Christian, olhe para mim! - Eu comando em pnico.
        Sua cabea levanta sem hesitao, e ele me fita passivamente com o calmo
olhar cinzento, ele est quase sereno... expectante.
        Puta Merda... Christian. O submisso.

 

Captulo 14
        Christian est prostrado de joelhos aos meus ps, segurando-me com seu firme
olhar cinza,  a viso mais assustadora e preocupante que eu j vi, mais do que Leila e
sua arma. A vaga impreciso alcolica que estou sofrendo evapora num instante, e 
substituda por um formigamento no meu couro cabeludo, e uma sensao arrepiante
de condenao quando o sangue drena do meu rosto.
        Eu inalo fortemente com o choque. No. No, isso est errado, to errado e to
perturbador.
        - Christian, por favor, no faa isso. Eu no quero isso.
        Ele continua a encarar-me passivamente, sem se mover, sem dizer nada.
        Oh porra. Meu pobre Cinquenta. Meu corao aperta e torce. Que diabos eu fiz
com ele? Lgrimas picam meus olhos.
        - Por que voc est fazendo isso? Fale comigo, - eu sussurro.
        Ele pisca uma vez.
        - O que voc quer que eu diga? - ele diz suavemente, brandamente, e por um
momento fico aliviada por ele estar falando, mas no desse jeito, no. No.
        Lgrimas comeam a escorrer pelo meu rosto, e de repente, era demais v-lo na
mesma posio prostrada que a criatura pattica de Leila. A imagem de um homem
realmente poderoso, que ainda menino foi horrivelmente maltratado e negligenciado,
que se sentia indigno do amor de sua famlia perfeita, e da sua muito menos perfeita
namorada... meu menino perdido... isto rompe meu corao.

 

        Perda, compaixo e desespero, tudo ondula em meu corao, e eu sinto uma
asfixiante sensao de desespero. Vou ter que lutar para traz-lo de volta, para trazer de
volta o meu Cinquenta.
        O pensamento de dominar algum  terrvel. O pensamento de dominar
Christian  nauseante. Isso poderia me fazer como ela, a mulher que fez isso com ele.
        Tremo com este pensamento, luto contra a bile em minha garganta. De jeito
nenhum eu posso fazer isso. De jeito nenhum eu quero isso.
        Como meus pensamentos claros, posso ver apenas um caminho. No tirando os
meus olhos dos dele, eu mergulho de joelhos na frente dele.
        O piso de madeira  duro contra minhas canelas, e eu limpo minhas lgrimas
rudemente com as costas da minha mo.
        Assim, ficamos iguais. Ns estamos no mesmo nvel. Esta  a nica maneira de
recuper-lo. Seus olhos se arregalaram fracionados, quando olho para ele, mas, alm
disso, a sua expresso e postura no mudam.
        - Christian, voc no tem que fazer isso, - eu imploro. - Eu no vou fugir. Eu
j lhe disse, disse e disse, eu no vou fugir. - Tudo o que aconteceu... foi esmagador.
S preciso de algum tempo para pensar... algum tempo para mim. Por que voc sempre
imagina o pior? - Meu corao aperta de novo porque sei,  porque ele  to hesitante,
to cheio de auto-averso.
        As palavras de Elena voltam para me assombrar.
        - Ela sabe como voc  negativo sobre si mesmo? Sobre todos os seus problemas?
        Oh, Christian. O medo agarra meu corao mais uma vez e comeo a balbuciar,
-Eu ia sugerir voltar para o meu apartamento esta noite. Voc nunca me deu um
tempo... tempo apenas para pensar sobre as coisas, - eu choro, e a sombra de uma
carranca cruza seu rosto. - S o tempo para pensar. Ns mal conhecemos um ao outro,
e toda esta bagagem que veio com voc... Eu preciso... Preciso de tempo para pensar
sobre isso. E agora que Leila... bem, seja l onde ela est... est fora das ruas e no 
mais uma ameaa... pensei... pensei... - Minha voz some e olho para ele. Ele me encara
atentamente e acho que est ouvindo.

 

        - Ver voc com Leila... - Fecho meus olhos, quando a memria dolorosa de sua
interao com sua ex-submissa, abala-me de novo. - Foi um choque. Eu tive um
vislumbre de como sua vida tem sido... e... - Eu olho para os meus dedos nodosos,
com lgrimas ainda escorrendo pelo meu rosto. - Trata-se de mim, no sou boa o
suficiente para voc. Foi uma compreenso sobre sua vida, e estou com tanto medo de
voc se cansar de mim, e de voc me deixar... e eu acabarei como Leila... uma sombra.
Porque eu o amo, Christian, e se me deixar vai ser como um mundo sem luz. Estarei na
escurido. No quero fugir. Estou to assustada que voc me deixe...
        Eu percebo que digo essas palavras para ele, na esperana de que esteja
ouvindo, o meu verdadeiro problema. Eu s no entendo por que ele gosta de mim.
Nunca entendi por que gosta de mim.
        - Eu no entendo por que voc me acha atraente, - murmuro. - Voc , bem,
voc  voc... e eu sou... Dou de ombros e olho para ele. - Apenas no entendo. Voc 
lindo, sexy e bem-sucedido, bom e gentil, e humanitrio.... todas essas coisas.... e eu
no sou. E no posso fazer as coisas que gosta de fazer. No posso dar-lhe o que
precisa. Como pode ser feliz comigo? Como posso te manter? - Minha voz  um
sussurro, quando expresso meus medos mais obscuros. - Nunca entendi o que v em
mim. E v-lo com ela, trouxe tudo isto de volta. - Eu fungo e limpo o nariz com as
costas da minha mo, olhando para sua expresso impassvel.
        Oh, ele  to irritante. Fale comigo, porra!
        - Voc vai ficar ajoelhado a  noite toda? Porque vou fazer isso tambm, - eu
estalo para ele.
        Acho que sua expresso suaviza, talvez parea vagamente divertida. Mas  to
difcil dizer.
        Eu poderia alcan-lo e toc-lo, mas isso seria um abuso grosseiro da posio
em que me colocou. No quero isso, mas no sei o que ele quer, ou o que est tentando
dizer-me. Eu apenas no entendo.
        - Christian, por favor, por favor... fale comigo, - Rogo-lhe, torcendo as mos
em meu colo. Estou desconfortvel de joelhos, mas continuo ajoelhada, olhando para os
seus graves, bonitos, olhos cinzentos e espero.

 

        E espero.
        E espero.
        - Por favor, - peo mais uma vez.
        Seu olhar intenso escurece de repente e ele pisca.
        - Estava to assustado, - ele sussurra.
        Oh, graas a Deus! Meu subconsciente cambaleia de volta para sua poltrona,
enfraquecido de alvio, e toma um grande gole de gin.
        Ele est falando! A gratido me inunda, e engulo, tentando conter a emoo e a
nova luta com as lgrimas que ameaam cair.
        Sua voz  suave e baixa.
        - Quando vi Ethan chegar, eu sabia que algum tinha entrado em seu
apartamento. Tanto Taylor quanto eu, pulamos para fora do carro. Ns sabamos, e v-
la l com voc... e armada. Eu acho que morri mil mortes, Ana. Algum a ameaando...
todos os meus piores medos realizados. Eu estava com tanta raiva, dela, de voc, de
Taylor, de mim mesmo.
        Ele balana a cabea revelando sua agonia. - Eu no sabia o quanto ela seria
voltil. No sabia o que fazer. No sabia como ela iria reagir. - Ele para e franze a testa.
- E ento ela me deu uma dica, parecia to arrependida. E apenas soube o que tinha
que fazer. - Ele faz uma pausa, olhando-me, tentando avaliar a minha reao.
        - V em frente, - eu sussurro.
        Ele engole.
        - V-la nesse estado, sabendo que posso ter algo a ver com o seu colapso
mental... - Ele fecha os olhos mais uma vez. - Ela sempre foi to maliciosa e vivaz. -
Ele estremece e respira spero, quase como um soluo. Isto  uma tortura de se ouvir,
mas ajoelho-me, atenciosa, sobrepondo esta viso.
        - Ela poderia ter machucado voc. E teria sido minha culpa. - Seus olhos
divagam, cheios de incompreendido horror, e ele fica em silncio mais uma vez.

 

        - Mas ela no o fez, - sussurro. - E voc no foi responsvel por ela estar
neste estado, Christian. - Pisco para ele, incentivando-o a continuar.
        Ento eu desperto para tudo que ele fez para me manter segura e, talvez, Leila
tambm, porque tambm se preocupa com ela. Mas quanto se preocupa com ela? A
pergunta permanece na minha cabea, indesejvel. Ele diz que me ama, mas foi to
duro, me jogando para fora do meu prprio apartamento.
        - Eu s queria que se fosse, - murmura, com sua estranha habilidade de ler
meus pensamentos. - Queria voc longe do perigo, e... Voc... Apenas... No ... Ia, -
ele sibila com os dentes cerrados e balana a cabea. Sua irritao  palpvel.
        Ele olha para mim atentamente. - Anastsia Steele, voc  a mulher mais
teimosa que conheo. - Ele fecha os olhos e balana a cabea mais uma vez em
descrena.
        Oh, ele est de volta. Eu dou um suspiro longo, claro de alvio.
        Ele abre os olhos novamente, e sua expresso  perdida, sincera.
        - Voc no vai fugir? - Ele pergunta.
        -No!
        Ele fecha os olhos novamente e todo o seu corpo relaxa. Quando abre os olhos,
posso ver sua dor e angstia.
        - Eu pensei... - Ele para. - Este sou eu, Ana. Todo eu... e sou todo seu. O que
devo fazer para que perceba isto? Para fazer com que veja que a quero de qualquer
maneira que possa te ter. Que eu te amo.
        - Eu tambm te amo, Christian, e v-lo assim ... - Eu engasgo e minhas
lgrimas comeam de novo. - Pensei que tinha magoado voc.
        - Magoado? Eu? Ah, no, Ana. Exatamente o oposto. - Ele estende a mo e
pega a minha. - Voc  minha tbua de salvao, - sussurra, e beija meus dedos
antes de pressionar a palma da mo contra a dele.
        Com seus olhos arregalados e cheios de medo, gentilmente puxa minha mo e a
coloca em seu peito sobre o corao, na zona proibida. Sua respirao se acelera. Seu

 

corao est batendo frentico, debaixo da cicatrizes em meus dedos. Ele no tira os
olhos dos meus; sua mandbula est tensa, os dentes cerrados.
        Eu suspiro. Oh meu Cinquenta! Ele est me deixando toc-lo. E  como se todo o
ar em meus pulmes tenha evaporado, sumido. O sangue est batendo em meus
ouvidos, quando o ritmo do meu corao eleva-se para combinar com o seu.
        Ele solta minha mo, deixando-a no lugar sobre seu corao. Eu flexiono
levemente os dedos, sentindo o calor de sua pele sob o tecido fino de sua camisa. Ele
est segurando a respirao. Eu no posso suportar isto. Movo minha mo.
        - No, - ele diz de forma rpida e coloca a mo mais uma vez sobre a minha,
pressionando os dedos contra ele. - No faa.
        Incentivada por essas duas palavras, chego mais perto para que os nossos
joelhos se toquem, e tento levantar minha mo para que saiba exatamente o que
pretendo fazer. Seus olhos arregalam, mas no me impede.
        Gentilmente comeo a desfazer os botes de sua camisa.  complicado com uma
mo. Eu flexiono os dedos debaixo da sua mo e ele solta, permitindo-me usar as duas
mos para abrir sua camisa. Meus olhos no deixam os seus, quando puxo sua camisa,
revelando seu peito.
        Ele engole, e seus lbios se separam  medida que sua respirao acelera, e
sinto o pnico crescer, mas no se afasta. Ele ainda est no modo de submisso? Eu no
tenho ideia.
        Devo fazer isso? Eu no quero mago-lo, fisicamente ou mentalmente. A viso
dele assim, oferecendo-se para mim, foi uma chamada para despertar.
        Aproximo-me, e pairo minha mo sobre seu peito, e olho para ele... pedindo sua
permisso. Muito sutilmente ele inclina a cabea para um lado, armando-se em
antecipao ao meu toque, e a tenso irradia dele, mas desta vez no  de raiva,  de
medo.
        Hesito. Posso realmente fazer isso com ele?
        - Sim, - ele exala, de novo com a estranha habilidade para responder s
minhas perguntas no ditas.

 

        Estendo meus dedos em seus pelos do peito e suavemente os acaricio abaixo do
seu esterno. Ele fecha os olhos, e seu rosto vinca como se estivesse experimentando
uma dor intolervel.  insuportvel de se testemunhar, ento retiro meus dedos
imediatamente, mas rapidamente, ele agarra minha mo e a recoloca firmemente
achatada sobre seu peito nu, de modo que seus pelos fazem ccegas em minha mo.
        - No, - ele diz a voz tensa. - Eu preciso.
        Seus olhos esto apertados fortemente. Isto deve ser uma agonia. 
verdadeiramente torturante de se assistir. Cuidadosamente, deixei meus dedos
correrem por seu peito at seu corao, fico maravilhada em senti-lo, com medo de que
isto seja um passo muito longo.
        Ele abre os olhos, e esto cinza ardentes, encarando-me.
        Puta merda. Seu olhar est empolado, selvagem, alm de intenso, sua respirao
est ofegante. Ele mexe com meu sangue. Eu encolho sob seu olhar.
        Ele no me detm, ento corro meus dedos por seu peito novamente, e sua boca
fica preguiosa. Ele est ofegante, e eu no sei se  por medo, ou qualquer outra coisa.
        Quero beij-lo por tanto tempo, que me inclino sobre meus joelhos e seguro seu
olhar por um momento, fazendo minha inteno perfeitamente clara. Ento me dobro, e
suavemente beijo acima de seu corao, sentindo o calor, a pele cheirosa debaixo de
meus lbios.
        Seu gemido estrangulado me comove tanto, que me sento em meus calcanhares,
com medo do que vou ver em seu rosto. Seus olhos esto fechados bem apertados, mas
ele no se move.
        - Mais uma vez, - sussurra, e eu me inclino em seu peito mais uma vez, desta
vez para beijar uma de suas cicatrizes. Ele suspira, e beijo de novo e de novo. Ele geme
alto, e de repente seus braos esto a minha volta, e sua mo est em meus cabelos,
puxando minha cabea dolorosamente para que meus lbios se encontrem com a boca
insistente. E ns estamos nos beijando, meus dedos agarrados em seus cabelos.

 

        - Oh, Ana, - ele exala, se retorce e me puxa para baixo no cho de modo que
eu estou debaixo dele. Eu trago minhas mos para rosto bonito, e nesse momento, sinto
as lgrimas.
        Ele est chorando... no. No!
        - Christian, por favor, no chore. Eu falei srio, quando disse que nunca iria
deix-lo. Eu falei. Se lhe dei qualquer outra impresso, sinto muito... por favor, me
perdoe. Eu te amo. Eu sempre te amarei.
        Ele paira sobre mim, olhando para baixo em meu rosto, e sua expresso  to
dolorosa.
        - O que ?
        Seus olhos arregalam.
        - Qual  o segredo que faz voc pensar que eu vou fugir para as montanhas?
Isso que faz voc to determinado a acreditar que eu irei? - Eu imploro, a minha voz
trmula. - Diga-me, Christian, por favor...
        Ele se senta, embora desta vez cruze as pernas e eu sigo seu exemplo, as pernas
estendidas.
        Vagamente me pergunto, se ns podemos sair do cho? Mas no quero
interromper sua linha de pensamento. Ele finalmente confia em mim.
        Ele me olha, e parece completamente desolado. Oh merda, isto  ruim.
        - Ana... - Ele faz uma pausa, procurando as palavras, sua expresso de dor...
Oh? Onde diabos isso vai dar?
        Ele respira fundo e engole.
        - Eu sou um sdico, Ana. Eu gosto de chicotear pequenas garotas de cabelos
castanhos como voc, porque todas vocs parecem com a prostituta viciada em crack,
minha me biolgica. Tenho certeza que voc pode adivinhar o por qu. - Ele diz
apressado, como se estivesse com a sentena em sua cabea por dias e dias e est
desesperado para se livrar dela.

 

        Meu mundo para. Ah, no.
        Isto no  o que eu esperava. Isso  ruim. Muito ruim. Olho para ele, tentando
entender as implicaes do que acaba de dizer. Isso explica por que todas temos a
mesma aparncia.
        Meu pensamento imediato  de que Leila estava certa: - O Mestre  escuro.
        Lembro-me da primeira conversa que tive com ele sobre suas tendncias,
quando estvamos no Salo Vermelho da Dor.
        - Voc disse que no era um sdico, - eu sussurro, tentando
desesperadamente entender... Achar alguma desculpa para ele.
        - No, eu disse que era Dominante. Se eu menti para voc, foi uma mentira por
omisso. Sinto muito. - Ele olha rapidamente para baixo em suas unhas bem
cuidadas.
        Acho que est mortificado. Mortificado sobre mentir para mim? Ou sobre o que
ele ?
        - Quando voc me fez essa pergunta, eu tinha imaginado uma relao muito
diferente entre ns, - ele murmura. Eu posso dizer pelo seu olhar que est apavorado.
        Em seguida, isto me atinge como uma bola de demolio. Se ele  um sdico, ele
realmente precisa de toda aquela merda de chicotadas e aoitamento. Oh porra. Eu
coloco minha cabea em minhas mos.
        - Ento  verdade, - sussurro, olhando para ele. - Eu no posso dar o que
voc precisa. - Ento  isto, e isto quer dizer que realmente somos incompatveis.
        O mundo comea a despencar aos meus ps, desmoronando em torno de mim,
enquanto minha garganta aperta em pnico.  isso. Ns no podemos fazer isso.
        Ele franze a testa.
        - No, No, No. Ana. No. Voc pode. Voc me d o que preciso. - Ele cerra os
punhos. - Por favor, acredite em mim, - murmura suas palavras num apelo
apaixonado.

 

        - Eu no sei em que acreditar, Christian. Isto  to fodido, - sussurro, minha
garganta est rouca e dolorida, como se fechasse, sufocando-me com lgrimas no
derramadas.
        Seus olhos esto arregalados e luminosos, quando olha para mim de novo.
        - Ana, acredite em mim. Depois que puni voc e voc me deixou, meu mundo
mudou. Eu no estava brincando quando disse que iria evitar de me sentir assim de
novo. - Ele olha para mim com splica de dor. - Quando disse que me amava, foi uma
revelao. Ningum nunca disse isto para mim antes, e era como se tivesse colocado
algo para descansar, ou talvez voc o tenha deixado descansar, eu no sei. Dr. Flynn e
eu ainda estamos em uma discusso profunda sobre isso.
        Oh. Chamas de esperana rapidamente crescem em meu corao. Talvez ns
fiquemos bem. Eu quero que fiquemos bem. No quero?
        - O que isso tudo significa? - Eu sussurro.
        - Significa que no preciso disso. No agora.
        O qu?
        - Como voc sabe? Como voc pode ter tanta certeza?
        - Apenas sei. O pensamento de feri-la... de qualquer forma real...  repugnante
para mim.
        - Eu no entendo. E sobre as amarras e os espancamentos e toda a foda
pervertida?
        Ele passa a mo pelo cabelo e quase sorri, mas suspira tristemente.
        - Estou falando sobre a merda pesada, Anastsia. Voc precisa ver o que posso
fazer com uma vara ou um chicote.
        Minha boca despenca, chocada.
        - Eu prefiro no.
        - Eu sei. Se quiser fazer isso, ento tudo bem... mas se no quiser eu entendo.
No posso fazer toda aquela merda com voc, se no quiser. Disse uma vez antes, voc

 

tem todo o poder. E agora, desde que voltou, no sinto esta compulso, de qualquer
jeito.
        Eu fico embasbacada com ele por um momento, tentando entender tudo isso.
        - Quando nos conhecemos, era isto o que voc queria, entretanto?
        - Sim, sem dvida.
        - Como pode a compulso apenas ir, Christian? Eu sou como alguma espcie
de panacia1, e voc est, por falta de uma palavra melhor, curado? Eu no entendo.
        Ele suspira mais uma vez.
        - Eu no diria curado... Voc no acredita em mim?
        - Acabei de achar isto, inacreditvel. O que  diferente.
        - Se voc no tivesse me deixado, ento, provavelmente, no iria me sentir
assim. Voc ir embora foi  melhor coisa que j fez... por ns. Isso me fez perceber o
quanto a quero, apenas voc, e quero dizer isto quando digo que vou aceit-la de
qualquer forma que possa ter voc.
        Eu olho para ele. Posso acreditar nisso? Minha cabea di s de tentar pensar
nisto tudo, e no fundo me sinto... entorpecida.
        - Voc ainda est aqui. Eu pensei que voc sairia porta afora agora mesmo, -
ele sussurra.
        - Por qu? Porque posso pensar que  um maluco, por bater e foder mulheres
que se parecem com sua me? O que lhe deu esta impresso? - Eu silvo para ele,
atacando.
        Ele fica plido com minhas palavras duras.
        - Bem, no teria dito isto bem assim, mas sim, - ele diz os olhos arregalados e
magoados.
        Sua expresso  sria e lamento a minha exploso. Eu franzo a testa, sentindo
uma pontada de culpa.

 

        Oh, o que vou fazer? Olho para ele e ele me olha contrito, sincero... parecendo
com meu Cinquenta.
        E espontaneamente lembro-me da fotografia em seu quarto de infncia, e
naquele momento percebo porque razo a mulher parecia to familiar. Ela se parecia
com ele. Ela deve ter sido sua me biolgica.
        Sua rpida rejeio a ela vem  minha mente: Nada de consequncia... Ela  a
responsvel por tudo isso... e eu pareo com ela... Porra!
        Ele olha para mim, os olhos cortantes, e sei que est esperando meu prximo
movimento. Ele parece genuno. Ele disse que me ama, mas estou realmente confusa.
        Isso tudo  to fodido. Ele me tranquilizou sobre Leila, mas agora sei com mais
certeza do que nunca, como ela ele foi capaz de lhe dar seus chutes. O pensamento 
cansativo e desagradvel. Estou to cansada de tudo isso.
        - Christian, eu estou exausta. Podemos discutir isso amanh? Quero ir para a
cama.
        Ele pisca para mim surpreso.
        - Voc no vai embora?
        - Voc quer que eu v?
        - No! Pensei que me deixaria uma vez que voc soubesse.
        Todas as vezes que ele aludiu sobre deix-lo, uma vez que eu conhecesse seus
segredos mais sombrios piscam em minha mente... e agora eu sei. Merda. O Mestre 
escuro.
        Devo ir? Olho para ele, esse louco homem que eu amo, sim amo.
        Posso deix-lo? Deixei-o uma vez antes, e isso quase me quebrou... e a ele. Eu o
amo. Eu sei disso, apesar desta revelao.
        - No me abandone, - sussurra.
        - Oh, pelo amor de Deus, no! Eu no irei! - Grito, e isto  libertador. Pronto,
est dito. Eu no estou indo.

 

        - Srio? - Seus olhos se arregalaram.
        - O que posso fazer para que voc entenda. Eu no vou fugir? O que posso
dizer?
        Ele olha para mim, revelando seu medo e angstia novamente. Ele engole.
        - H uma coisa que voc pode fazer.
        - O qu? - Eu disparo.
        - Case comigo, - ele sussurra.
        O qu? Ser que ele realmente...
        Pela segunda vez em menos de meia hora meu mundo para.
        Puta merda. Eu fico olhando para o homem profundamente fodido que eu amo.
Eu no posso acreditar no que ele disse.
        Casamento? Ele est me propondo casamento? Ele est brincando? Eu no
posso controlar, e um pequeno riso nervoso sai de mim. Eu mordo meu lbio para
impedi-lo de se transformar numa gargalhada, em um riso histrico e falho
miseravelmente. Deito no cho e me entrego ao riso, rio como nunca ri antes, berros
enormes de purificantes risos cicatrizantes.
        E por um momento dou por mim, olhando para esta situao absurda, uma
garota oprimida, dando risadinhas, ao lado deste fodido garoto bonito. Eu coloco meu
brao sobre meus olhos, enquanto meu riso se transforma em lgrimas escaldantes.
No, no... isso  demais.
        Com o desaparecimento da histeria, Christian suavemente levanta o brao do
meu rosto. Viro-me e olho para ele.
        Ele est debruado sobre mim. Sua boca torcida com diverso irnica, mas seus
olhos esto em um tom de cinza ardente, talvez magoado. Ah, no.
        Ele gentilmente enxuga uma lgrima perdida com as costas de seus dedos.
        - Voc achou minha proposta divertida, Srta. Steele?

 

        Oh, Cinquenta! Aproximo-me, acaricio seu rosto com ternura, desfrutando a
sensao da barba sob meus dedos. Deus, eu amo este homem.
        - Sr. Grey... Christian. Seu senso de oportunidade , sem dvida... - Eu o olho
enquanto as palavras me faltando.
        Ele sorri para mim, mas seus olhos me mostra que est magoado. 
decepcionante.
        - Voc est me rechaando, Ana. Quer se casar comigo?
        Sento e me inclino sobre ele, colocando as mos sobre os joelhos. Olho para seu
rosto adorvel.
        - Christian, eu conheci a sua ex-submissa com uma arma, fui jogada para fora
do meu apartamento, tenho voc vindo Cinquenta termonuclear sobre mim...
        Ele abre a boca para falar, mas levanto minha mo. Ele obedientemente se cala.
        - Voc acaba de revelar algumas informaes, realmente chocantes sobre si
mesmo, e agora me pede para casar com voc.
        Ele move a cabea de um lado para o outro, como se considerando os fatos. Ele
est se divertindo. Graas a Deus.
        - Sim, acho que  um resumo fiel e exato da situao, - diz secamente.
        Sacudo a cabea para ele.
        - O que aconteceu com a gratificao atrasada?
        - Eu superei isto, e agora sou um firme defensor da gratificao instantnea.
Carpe diem1, Ana , - ele sussurra.
        - Olhe Christian, eu o conheo por cerca de trs minutos, e no h muito mais
que preciso saber. Eu bebi demais, estou com fome, estou cansada e quero ir para a
cama. Preciso considerar a sua proposta, assim como pensei sobre o contrato que voc
me deu. E... - pressiono meus lbios para mostrar o meu desagrado, mas tambm para
aliviar o clima entre ns - esta no foi uma proposta muito romntica.
        Ele inclina a cabea para um lado, e em seus lbios est um sorriso sarcstico.

 

        - Sensata como sempre, Srta. Steele, - suspira, sua voz misturada com alvio.
-Ento isto no  um no?
        Eu suspiro.
        - No, Sr. Grey, isto no  um no, mas no  um sim tambm. Voc s est
fazendo isso porque est com medo, e no confia em mim.
        - No, estou fazendo isto porque, finalmente encontrei algum com quem quero
passar o resto da minha vida.
        Oh. Meu corao para de bater e eu derreto por dentro. Como  que no meio das
piores situaes ele pode dizer as coisas mais romnticas? Minha boca se abre em
estado de choque.
        - Eu nunca pensei que isto fosse acontecer comigo, ele continua, sua expresso
claramente radiante e atenuada pela sinceridade.
        Eu fico embasbacada, procurando as palavras certas.
        - Posso pensar nisso... por favor? E pensar sobre tudo o que aconteceu hoje?
No que voc acabou de me pedir? Pediu-me pacincia e f. Bem, devolvo para voc,
Grey. Eu preciso disto agora.
        Seus olhos buscam os meus e depois de um momento, ele se inclina e enfia meu
cabelo atrs da minha orelha.
        - Posso viver com isso. - Beija-me depressa nos lbios. - No  muito
romntico, hein? - Ele levanta as sobrancelhas, e eu dou-lhe um balanar de minha
cabea, admoestando. - Coraes e flores? - Pergunta em voz baixa.
        Concordo com a cabea e ele me d um leve sorriso.
        -Voc est com fome?
        - Sim.
        - Voc no comeu. - Seus olhos esto gelados e sua mandbula endurecida.
        - No, eu no comi. - Sento-me sobre os calcanhares e o encaro passivamente.
- Ser jogada para fora do meu apartamento, depois de testemunhar o meu namorado

 

interagindo intimamente com sua ex-submissa, suprimiu consideravelmente meu
apetite. - Olho para ele e coloco minhas mos fechadas em meus quadris.
        Christian sacode a cabea e levanta-se graciosamente. Ah, finalmente podemos
sair do cho. Ele oferece sua mo para mim.
        - Deixe-me conseguir-lhe algo para voc comer, - ele diz.
        - Eu no posso simplesmente ir para a cama? - murmuro cansada, enquanto
coloco minha mo na dele.
        Ele me puxa para cima. Eu fico rgida. Olhando para mim, sua expresso
suaviza.
        - No, voc precisa comer. Venha. - O Christian mando est de volta, e  um
alvio.
        Ele me leva para a rea da cozinha, me levando em direo a um banquinho de
bar, enquanto se dirige para a geladeira. Olho para meu relgio. Caramba, quase onze e
meia, tenho que me levantar para o trabalho pela manh.
        - Christian, eu realmente no estou com fome.
        Ele ignora-me diligente, enquanto investiga a geladeira enorme. - Queijo? - Ele
pergunta.
        - No a esta hora.
        - Pretzels?
        - Na geladeira? No, - eu disparo.
        Ele se vira e sorri para mim.
        - Voc no gosta de pretzels?
        - No s onze e meia. Christian, eu vou para a cama. Voc pode vasculhar
dentro de sua geladeira pelo o resto da noite, se quiser. Estou cansada, e tive um dia
muito interessante. Um dia que gostaria de esquecer. - Escorrego do banco e ele franze
a testa para mim, mas agora no me importo. Eu quero ir para a cama, estou exausta.

 

        - Macarro com queijo? - Ele segura uma tigela branca tampada com papel
alumnio. Parecendo to promissor e cativante.
        - Voc gosta de macarro com queijo? - Eu pergunto.
        Ele acena com entusiasmo, e meu corao se derrete. Parecendo to jovem de
repente. Quem teria pensado? Christian Grey gosta de comida de criana.
        - Voc quer? - Ele pergunta, parecendo esperanoso. Eu no posso resistir-lhe
e estou com fome.
        Concordo com a cabea e dou-lhe um sorriso fraco. Seu sorriso de atendimento 
de tirar o flego. Ele tira a folha da tigela e a instala no microondas. Eu sento de volta
no banco, e vejo a beleza que  o Sr. Christian Grey, o homem que quer se casar comigo,
movendo-se graciosamente e com facilidade em torno de sua cozinha.
        - Ento voc sabe como usar o microondas, afinal? - Eu provoco suavemente.
        - Se vier empacotado, eu normalmente posso fazer algo com isto.  com comida
de verdade que eu tenho problemas.
        No posso acreditar que este  o mesmo homem, que estava de joelhos na minha
frente nem meia hora antes. Ele  usualmente to volvel. Ele coloca os pratos, talheres
e os jogos americanos sobre a bancada do caf da manh.
        -  muito tarde, - eu murmuro.
        - No vai trabalhar amanh.
        - Eu tenho que ir trabalhar amanh. Meu chefe est indo para Nova York.
        Christian olha feio.
        - Voc quer ir para l neste fim de semana?
        - Chequei a previso do tempo, e parece que vai chover, - eu digo, balanando
a cabea.
        - Ah, ento o que quer fazer?
        O microondas apita anunciando que o jantar est aquecido.

 

        - S quero superar um dia de cada vez no momento. Toda esta excitao ...
cansativa. - Eu levanto uma sobrancelha para ele, que judiciosamente ignora.
        Christian coloca a tigela branca entre as guarnies de nossos lugares e se senta
ao meu lado. Fixando-se profundamente em seus pensamentos, distrado. Eu sirvo o
macarro em nossos pratos. Cheira divinamente, e fico com gua na boca em
antecipao. Estou com fome.
        - Desculpe-me por Leila, - ele murmura.
        - Por que voc est se desculpando? - Mmm, o macarro tem um gosto to
bom quanto o cheiro. Meu estmago resmunga agradecido.
        - Deve ter sido um choque terrvel para voc, encontr-la em seu apartamento.
Taylor o checou mais sedo. Ele est muito chateado.
        - Eu no culpo Taylor.
        - Nem eu. Ele est  sua procura.
        - Verdade? Por qu?
        - Eu no sabia onde estava. Voc deixou sua bolsa, seu telefone. No podia
sequer encontr-la. Aonde voc foi? - Ele pergunta. Sua voz  suave, mas h uma
tendncia ameaadora em suas palavras.
        - Ethan e eu, fomos apenas a um bar do outro lado da rua. Assim eu podia ver
o que estava acontecendo.
        - Entendo. - A atmosfera entre ns muda sutilmente. No  mais leve.
        Ok, bem... dois podem jogar esse jogo. Vamos apenas jogar isso de volta para
voc, Cinqenta. Tentando soar indiferente, querendo acalmar minha curiosidade
ardente, mas temendo a resposta, pergunto, - Ento o que voc fez com Leila no
apartamento?
        Eu lhe observo, e ele congela com sua garfada de macarro suspensa no ar. Oh
no, isso no  bom.
        - Quer realmente saber?

 

        Um n aperta no meu estomago e meu apetite desaparece.
        - Sim, - eu sussurro. Voc quer? Voc realmente quer? Meu subconsciente
lana sua garrafa vazia de gin no cho, sentando em sua poltrona, olhando para mim
com horror.
        A boca de Christian aperta em uma linha, e ele hesita.
        - Ns conversamos, e dei-lhe um banho. - Sua voz  rouca, e ele continua
rapidamente, quando no dou nenhuma resposta. - E a vesti com algumas de suas
roupas. Espero que no se importe. Mas ela estava imunda.
        Puta merda. Ele a banhou?
        O que  uma coisa inadequada de se fazer. Titubeio, olhando para meu macarro
no consumido. A viso disto agora me d nuseas.
        Tente racionalizar isto, meu subconsciente se prepara. Essa parte legal,
intelectual de meu crebro sabe que ele s fez isso porque ela estava suja, mas isto 
muito difcil. Minha ciumenta e frgil auto-estima no pode suportar isto.
        De repente, quero chorar, no sucumbir s lgrimas elegantes, que gotejam com
decoro pelo meu rosto, mas uivam para a lua chorando. Respiro fundo para suprimir o
impulso, mas minha garganta est seca e desconfortvel pelas lgrimas no derramadas
e soluos.
        - Era tudo o que eu podia fazer, Ana, - ele diz em voz baixa.
        - Voc ainda tem sentimentos por ela?
        - No! - ele diz, apavorado, fecha os olhos, sua expresso angustiada. Eu me
afasto, olhando mais uma vez a minha comida repugnante. No suporto olhar para ele.
        - V-la assim, to diferente, to quebrada. Eu me preocupo com ela,  um ser
humano como qualquer outra. - Ele encolhe os ombros como se quisesse livrar-se de
uma lembrana desagradvel. Caramba, ele est esperando a minha simpatia?
        - Ana, olhe para mim.

 

        No posso. Eu sei que se fizer, vou explodir em lgrimas. Isso  muito para
absorver. Estou como um transbordante tanque de gasolina, cheio, alm de sua
capacidade. No h espao para mais nada. Simplesmente no posso lidar com
qualquer porcaria mais. Vou queimar e explodir, e vai ser feio se tentar. Caramba!
        Christian cuidando de sua ex-submissa de tal forma to ntima, a imagem pisca
atravs de meu crebro. Banh-la, pelo amor de Deus, nua. Um duro, doloroso tremor
dilacera meu corpo.
        - Ana.
        - O qu?
        - No faa isso. Isto no significa nada. Era como cuidar de uma criana, uma
criana quebrada, destruda, - ele resmunga.
        Que diabos ele sabe sobre como cuidar de uma criana? Esta foi  mulher com
que teve uma desenfreada e depravada relao sexual.
        Ah, isso machuca. Eu respiro fundo e firme. Ou talvez ele esteja se referindo a si
mesmo. Ele  a criana danificada. Isso faz mais sentido... ou talvez no faa sentido
nenhum. Oh, isso  to fodido, e de repente, estou com os ossos esmagadoramente
cansados. Eu preciso dormir.
        - Ana?
        Eu me levanto, levo meu prato para a pia, e raspo o contedo no lixo.
        - Ana, por favor.
        Viro-me e o enfrento.
        - Apenas pare, Christian! Apenas pare com o "Ana, por favor!" - Grito com ele,
e minhas lgrimas comeam a escorrer por meu rosto. - J tive o suficiente de toda
essa merda hoje. Estou indo para a cama. Estou cansada e abalada emocionalmente.
Agora me deixe em paz.
        Viro em meus calcanhares e praticamente corro para o quarto, levando comigo a
memria de seu olhar estarrecido, chocado. Bom saber que posso choc-lo, tambm.

 

Retiro minhas roupas rapidamente, e depois de vasculhar sua cmoda, arrasto-me em
uma de suas camisetas e encabeo para o banheiro.
        Olho para mim mesma no espelho, mal reconhecendo a magra megera, de olhos
vermelhos, com bochechas manchadas, olhando para mim,  demais. Eu afundo no
cho e me rendo  emoo avassaladora, que no posso mais conter, soluos enormes
saltando de meu peito, finalmente deixo minhas lgrimas flurem irrestritamente.

 

Captulo 15
        - Hey, - Christian diz suavemente enquanto puxa-me para seus braos,
-por favor, no chore, Ana, por favor. - implora.
        Ele est no cho do banheiro, e eu estou em seu colo. Coloquei meus
braos ao redor dele e chorei em seu pescoo. Arrulhando suavemente no meu
cabelo, ele gentilmente acariciava minhas costas, minha cabea.
        - Desculpe, beb, - ele sussurra e isso me faz chorar mais e abra-lo
apertado.
        Sentamos assim para sempre. Eventualmente, enquanto eu choro
Christian, cambaleando, pegou-me no colo e me carregou para o seu quarto e me
colocou na cama. Momentos depois, ele j estava, depois de apagar as luzes. Ele
me puxou para seus braos, me abraou com fora e eu finalmente cai num sono
escuro e conturbado.
        Eu acordei com um solavanco. Minha cabea estava confusa e eu estou
com muito calor. Christian est enrolado em torno de mim como uma videira. Ele
resmunga em seu sono e eu tento escapar de seus braos, mas ele no acorda.
Sento-me olhando para o despertador. So trs da manh. Eu preciso de um
Advil23 e uma bebida. Eu balano minhas pernas para fora da cama e fao o meu
caminho para a cozinha na grande sala.
        Na geladeira, acho que uma caixa de suco de laranja e sirvo-me de um
copo. Hmm. . .  delicioso, e minha cabea confusa alivia imediatamente. Eu vou
at os armrios  procura de alguns analgsicos e, eventualmente, me deparo com
uma caixa de plstico cheia deles. Eu pego dois Advil e me servo de outro copo de
suco de laranja.
        Parando junto  parede grande de vidro, eu olho uma Seattle que est
dormindo. O brilho e luzes piscam abaixo do castelo de Christian no cu, ou devo
23        Analgsico

 

dizer fortaleza? Eu aperto minha testa contra a janela fria e  um alvio. Eu tenho
tanta coisa para pensar depois de todas as revelaes de ontem. Eu coloco minhas
costas contra o vidro e deslizo para o cho. A sala  grande cavernosa no escuro, a
nica luz vinda dos trs lmpadas acima da ilha de cozinha.
        Eu poderia viver aqui, casada com Christian? Depois de tudo que ele fez
aqui? Toda a histria que este lugar tem para ele?
        Casamento.  quase inacreditvel e totalmente inesperado. Mas, tudo sobre
Christian  inesperado. Meus lbios se apertam com ironia. Christian Grey, espere
o inesperado, Cinquenta Tons de uma mente fodida.
        Meu sorriso desaparece. Eu pareo com a me dele. Isso me fere,
profundamente, o ar deixa meus pulmes rapidamente. Ns todas parecemos com
a me.
        Com que diabos eu posso lidar com esses pensamento em segredo? No
admira que ele no quisesse me dizer. Mas certamente ele no se lembra muito da
me. Eu me pergunto mais uma vez, se eu deveria falar com o Dr. Flynn. Ser que
Christian iria deixar? Talvez ele pudesse preencher as lacunas.
        Sacudo a cabea. Sinto-me imensamente cansada, mas estou gostando da
calma serenidade da sala grande e suas belas obras de arte-fria e austera, mas em
sua prpria maneira, ainda bonita nas sombras e, que certamente, valem uma
fortuna. Eu poderia viver aqui? Para o melhor ou para o pior? Na doena e na
sade? Eu fecho meus olhos, inclino a cabea para trs contra o vidro, e tomando
flego, tento limpar minha cabea.
        A tranquilidade pacfica  abalada por um grito visceral que faz cada fio de
cabelo no meu corpo se arrepiar. Christian! Puta merda, o que aconteceu? Eu
estou de p, correndo de volta para o quarto antes que os ecos desse som horrvel
terem sumido, meu corao batendo de medo.
        Eu acendo as luzes, incluindo a da cabeceira e Christian acorda. Ele est
tossindo e se revirando, se contorcendo em agonia. No! Ele grita de novo, um som
visceral, lanando seu medo atravs de mim, novamente. Merda, um pesadelo!
        - Christian, - eu inclino-me sobre ele, agarro seus ombros e o sacudo
para acord-lo. Ele abre os olhos e eles so selvagens e vagos, olhando
rapidamente em volta da sala vazia antes de voltar a descans-los em mim.
        - Voc me deixou, voc me deixou, voc deve ter ido, - ele murmura -

 

seus olhos arregalados tornando-se acusadores e ele parecia to perdido, que fere
meu corao. Meu pobre Cinquenta.
        - Eu estou aqui. - Sento-me na cama ao lado dele. -Estou aqui, -
murmuro suavemente em um esforo para tranquiliz-lo. Eu estendo minha mo
para colocar ao lado de seu rosto, tentando acalm-lo.
        - Voc foi embora, - ele sussurra rapidamente. Seus olhos esto ainda
selvagens e assustados, mas ele parecia estar calmo.
        - Eu fui pegar uma bebida. Eu estava com sede.
        Ele fecha os olhos e esfrega o rosto. Quando ele os abre novamente, ele
parece to desolado.
        - Voc est aqui. Oh, graas a Deus. - Ele chega perto de mim e me
agarrando com fora, ele me puxa para baixo, na cama, ao lado dele.
        - Eu s fui pegar uma bebida,- murmuro.
        Oh, a intensidade do seu medo. . . Eu posso senti-lo. Sua camiseta est
encharcado de suor, e seu batimento cardaco est rpido enquanto ele me abraa
apertado. Ele est olhando para mim como se para se tranquilizar de que eu estou
realmente aqui. Eu suavemente aliso seu cabelo e depois sua bochecha.
        - Christian, por favor. Eu estou aqui. Eu no vou a lugar nenhum, - eu
digo suavemente.
        - Oh, Ana, - ele respira. Ele agarra meu queixo para me segurar no lugar
e depois sua boca est sobre a minha. O desejo o assoma e espontaneamente meu
corpo responde. To unido em sintonia com o dele. Seus lbios esto no meu
ouvido, minha garganta, depois de volta para minha boca, os dentes suavemente
puxando meu lbio inferior, sua mo viaja do meu quadril para o meu peito,
arrastando minha camiseta para cima. Acaricia-me eu sinto seu toque em cada
lugar da minha pele, ele provoca a mesma reao familiar, seu toque enviando
calafrio por meu corpo. Eu gemo quando suas mos alcanam meus seios e ele
aperta meus mamilos.
        - Quero voc, - ele murmura.
        - Estou aqui para voc. S para voc, Christian.
        Ele geme e me beija mais uma vez, apaixonadamente, com um fervor e um
desespero que eu nunca senti antes nele. Agarrando a bainha de sua camiseta, eu
a puxo e ele me ajuda a tir-la, passando-a por sua cabea. Ajoelhando-se entre

 

minhas pernas, ele se apressa em me parar e termina de tirar a minha camiseta.
        Seus olhos esto srios, me querendo e to cheios dos seus segredos
sombrios, finalmente expostos. Ele cruza as mos em volta do meu rosto e me
beija e eu afundo na cama mais uma vez, sua coxa entre as minhas, deitando-se
parcialmente em cima de mim. Sua ereo rgida contra meu quadril atravs de
suas cuecas boxer. Ele me quer, mas o que ele me disse mais cedo, volta
subitamente para me assombrar: o que ele disse sobre sua me. E  como um
balde de gua fria na minha libido. Porra. Eu no posso fazer isso. Agora no.
        - Christian. . . Para. Eu no posso fazer isso, - eu sussurro de forma
urgente contra sua boca, minhas mos empurrando seus braos.
        - O qu? O que h de errado? - Ele murmura e comea a beijar meu
pescoo, correndo a ponta da lngua levemente na minha garganta. Oh. . .
        - No, por favor. Eu no posso fazer isso, no agora. Preciso de algum
tempo, por favor.
        - Oh, Ana, no pense demais nisso, - ele sussurra enquanto ele morde
minha orelha.
        - Ah! - Eu suspiro, sentindo isso na minha virilha e meu corpo se curva,
me traindo. Isto  to confuso.
        - Eu sou o mesmo, Ana. Eu te amo e eu preciso de voc. Toque-me. Por
favor. - Ele esfrega o nariz contra o meu e seu apelo silencioso faz meu corao
bater mais rpido e emocionado.
        Toc-lo. Toc-lo enquanto fazemos amor. Oh meu Deus!
        Ele se ergue em cima de mim, olhando para baixo e a meia-luz da cabeceira
vai se esmaecendo, eu posso dizer que ele est esperando, esperando por minha
deciso e ele est preso em meu feitio.
        Eu coloco delicadamente minha mo nos pelos de seu peito. Ele suspira e
aperta os olhos, fechado-os como se estivesse com dor, mas eu no tiro minha
mo. Eu a movo at seus ombros, sentindo o tremor que o atravessa. Ele geme e
eu o puxo e minha direo, colocando minhas mos em suas costas, onde nunca
tinha colocado antes, em seus ombros, segurando-o contra mim. Seu gemido
estrangulado me excita ainda mais.
        Ele enterra a cabea no meu pescoo, beijando e chupando e me mordendo,
antes arrastando seu nariz at o queixo e me beijando, sua lngua possuindo

 

minha boca, as mos movendo-se sobre meu corpo mais uma vez. Seus lbios se
movem para baixo. . . para baixo. . . at os meus seios os adorando, e minhas
mos permanecem em seus ombros e em suas costas, aproveitando da
flexibilidade e curvatura de seus msculos firmemente trabalhados, sua pele ainda
mida de seu pesadelo. Seus lbios se fecham em meu mamilo, os puxando...
puxando de modo que se elevam para saudar sua gloriosa e talentosa boca.
        Eu gemo e passo minhas unhas em suas costas. E ele suspira, um gemido
abafado.
        - Oh! Meu Deus, Ana - ele engasga, meio gritando, meio gemendo. Isso
aperta meu corao, mas tambm aperta todos os msculos abaixo da minha
cintura. Oh, o que eu no fao por ele! Minha deusa interior se contorce com
desejo e eu estou ofegante agora, igualando sua respirao torturada com a
minha.
        Sua mo viaja para o sul, sobre a minha barriga, at meu sexo e colocando
dedos em mim, depois dentro de mim. Eu gemo enquanto ele move seus dedos
dentro de mim e eu empurro minha plvis para acolher o seu toque.
        - Ana - ele suspira. De repente, ele me liberta e se senta, removendo suas
cuecas boxer e se inclinando para a mesa de cabeceira para pegar um pacote de
camisinhas. Seus olhos so de um cinza ardente enquanto ele me passa o
preservativo.
        - Voc quer fazer isso? Voc ainda pode dizer no. Voc sempre pode dizer
no - ele murmura.
        - No me d a chance de pensar Christian. Eu quero voc, tambm. - Eu
rasgo o pacote com os meus dentes, ele se ajoelha entre minhas pernas e com os
dedos trmulos eu deslizo o preservativo para ele.
        - Calma - ele diz. - Voc vai me matar, Ana .
        Fico maravilhada com o que posso fazer a este homem, simplesmente com
o meu toque. Ele se estende por cima de mim, e agora minhas dvidas so
empurradas para baixo e trancadas no escuro, o terror no fundo da minha mente.
Estou intoxicada com este homem, meu homem, meu Cinquenta. Ele me vira,
colocando-me por cima. Uau!
        - Voc me toma - ele murmura, seus olhos brilhando com uma
intensidade feroz.

 

        Oh meu Deus! Lentamente, oh to lentamente, eu o coloco dentro de mim.
Ele inclina a cabea para trs e fecha os olhos enquanto geme. Pego suas mos e
comeo a me mover desfrutando da plenitude da minha posse, deleitando-me com
sua reao, observando-o se desvendar embaixo de mim. Eu me sinto como uma
deusa. Eu me inclino para baixo e beijo seu queixo, correndo meus dentes por sua
mandbula com sua barba mal feita. Ele tem um gosto delicioso. Ele aperta meus
quadris e estabiliza o meu ritmo, lento e fcil.
        - Ana, me toque. . . por favor.
        Oh. Eu me inclino para a frente e me equilibro com as mos no seu peito. E
ele grita, seu grito quase um soluo e ele se empurra ainda mais dentro de mim.
        - Ahh, - Eu choramingo e passo minhas unhas suavemente sobre seu
peito, por seus pelos e ele geme alto e me vira abruptamente, me colocando mais
uma vez embaixo dele.
        - Basta. - Ele geme. - No mais, por favor. - E  um apelo sincero.
        Alcanado seu rosto, eu o envolvo com minhas mos, sentindo a umidade
em suas bochechas e o puxe em direo aos meus lbios para que eu possa beij-
lo. Eu enrolo as minhas mos em torno de sua cabea.
        Ele geme profundamente e baixo em sua garganta enquanto ele se move
dentro de mim, me empurrando para frente e para cima, mas no consigo
encontrar minha libertao. Minha cabea est muito nublada, nublada com
problemas. Estou muito envolvida neles.
        - Vamos l, Ana, - ele convida-me.
        - No.
        - Sim, - ele rosna. Ele se move ligeiramente e gira seus quadris, de novo
e de novo.
        Deus . . argh!
        - Vamos l, beb, eu preciso disso. Goza para mim.
        E eu explodo, meu corpo um escravo do seu, e me enrolo ao seu redor,
agarrando-me a ele como uma videira enquanto ele grita meu nome, chegando ao
clmax comigo. Ento ele desmorona e seu peso me pressiona no colcho.


 

        Eu envolvo Christian em meus braos, apoiando sua cabea em meu peito,
enquanto esperamos o dispersar do nosso amor. Corro os dedos por seus cabelos,
enquanto ouo nossas respiraes voltarem ao normal.
        - Nunca me abandone - ele sussurra, e eu desvio o olhar sabendo que ele
no pode me ver.
        - Eu sei que voc est desviando o olhar de mim, - ele murmura e ouo
um trao de humor em sua voz.
        - Voc me conhece bem - murmuro.
        - Eu gostaria de conhec-la melhor.
        - De volta a voc, Grey. Sobre o que era o seu pesadelo?
        - O de sempre.
        - Diga-me.
        Ele respira, tomando flego e coragem.
        - Eu devo ter de cerca de trs e o cafeto da prostituta drogada est louco
e promovendo um inferno. Ele fuma e fuma, um cigarro atrs do outro e ele no
consegue encontrar um cinzeiro. - Ele para e eu congelo com um frio insidioso
invadindo meu corao.
        - Doeu - ele diz, -  a dor que me lembro. Isso  o que me d pesadelos.
Isso e o fato de que ela no fez nada para det-lo.
        Ah, no. Isso  insuportvel. Eu o aperto forte, as minhas pernas e braos o
segurando contra mim, e eu tento no deixar que meu desespero me sufoque.
Como poderia algum tratar uma criana assim? Ele levanta a cabea e os me fita
intensamente com seus olhos cinza.
        - Voc no gosta dela. No pense nunca sobre isso. Por favor...
        Eu pisco para ele.  reconfortante ouvir isso. Ele coloca a cabea no meu
peito de novo, e quando eu acho que acabou, ele me surpreende por continuar.
        - s vezes, nos sonhos, ela est apenas deitada no cho. E acho que ela
est dormindo. Mas ela no se move. Ela nunca se move. E eu estou com fome.
Realmente com fome.
        Oh! foda.
        - H um rudo alto e ele est de volta e ele me bate com tanta fora,
maldizendo a prostituta drogada. Sua primeira reao foi sempre de usar seus
punhos ou o seu cinto.

 

        -  por isso que voc no gosta de ser tocado?
        Ele fecha os olhos e me abraa mais apertado.
        -  complicado, - ele murmura. Ele coloca seu nariz entre os meus seios,
inalando profundamente, tentando me distrair.
        - Diga-me, - eu peo.
        Ele suspira.
        - Ela no me amava. Eu no me amava. O nico toque que eu conhecia
era. . . duro. Ele surgiu a partir da. Flynn explica isso melhor do que eu posso.
        - Posso ver Flynn?
        Ele levanta a cabea para olhar para mim.
        - Meus Cinquenta Tons incomodam voc?
        - Alguns, mas eu gosto quando eles se mostram, como agora. - Eu me
remexo provocantemente debaixo dele e ele sorri.
        - Sim, Srta. Steele, eu gosto disso tambm. - Ele se inclina para cima e
me beija. Ele olha para mim por um momento.
        - Voc  to preciosa para mim, Ana. Eu estava falando srio sobre me
casar com voc. Podemos nos conhecer melhor depois disso. Eu posso cuidar de
voc. Voc pode cuidar de mim. Podemos ter filhos, se quiser. Eu vou colocar o
meu mundo a seus ps, Anastsia. Eu quero voc, de corpo e alma, para sempre.
Por favor, pense sobre isso.
        - Vou pensar sobre isso, Christian. Eu vou, - eu o tranquilizo,
recuperando-me mais uma vez. Crianas? Eita! - Eu realmente gostaria de falar
com o Dr. Flynn, se voc no se importa.
        - Qualquer coisa para voc, beb. Qualquer coisa. Quando voc gostaria
de v-lo?
        - O quanto antes.
        - Ok. Vou fazer os arranjos amanh. - Ele olha para o relgio. -  tarde.
Devemos dormir. - Ele se desloca para desligar a sua luz de cabeceira e me puxa
contra ele.
        Olho para o despertador. Merda, so 3:45.
        Ele enrola seus braos em volta de mim, seu peito em minhas costas e fua
meu pescoo.
        - Eu te amo, Ana Steele e quero voc ao meu lado, sempre, - ele

 

murmura como ele beija meu pescoo. - Agora vamos dormir.
        Eu fecho meus olhos.
        Relutantemente, eu abro as minhas plpebras pesadas e a luz enche o
quarto. Eu solto um gemido. Sinto-me atordoada, desconectada, meus membros
pesam como chumbo e Christian est enrolado em torno de mim como hera. Estou
com muito calor, como de costume. Certamente  apenas cinco da manh. O
alarme no soou ainda. Eu me estico para me libertar de seu calor, girando em
seus braos e ele murmura algo ininteligvel em seu sono. Olho para o relgio.
8:45.
        Merda, eu vou chegar atrasada. Porra. Eu saio da cama e corro para o
banheiro. Saio do banho em quatro minutos.
        Christian se senta na cama me olhando com uma mal disfarada diverso
junto com um que de cautela. Eu continuo a me secar enquanto escolho a roupa.
Talvez ele esteja esperando minhas reaes s revelaes de ontem. Agora, eu
simplesmente no tenho tempo.
        Eu verifico minhas roupas - calas pretas, blusa preta um pouco Sra. R,
mas eu no tenho um segundo para mudar de ideia. Eu apressadamente visto
meu suti e calcinha preta, consciente de que ele est assistindo a cada
movimento meu. . . . enervante. Esta calcinha e suti vo ter de servir.
        - Maravilhosa - Christian ronrona da cama. - Voc sempre pode dizer
que est doente. - Ele me d seu devastador, desequilibrador, 150% de alta
vontagem, sorriso de arrancar as calcinhas. Oh, ele  to tentador. Minha deusa
interior faz um beicinho provocante para mim.
        - No, Christian, no posso. Eu no sou um CEO megalomanaco com um
belo sorriso que pode ir e vir como lhe agrada.
        - Gosto de vir como me der prazer. - Ele sorri e seu sorriso brilha e
provoca ainda mais.
        - Christian - eu ralho. Eu jogo a toalha nele e ele ri.
        - Sorriso bonito, hein?
        - Sim. Voc sabe o efeito que voc tem em mim. - Eu coloco meu relgio.
        - Eu? - Ele pisca inocentemente.
        - Sim, voc mesmo. O mesmo efeito que voc tem em todas as mulheres.
Fica muito cansativo v-las se jogarem em voc.

 

        -  mesmo? - Ele levanta sua sobrancelha para mim, com diverso..
        - No banque o inocente, o Sr. Grey, realmente no combina com voc -
eu murmuro distrada prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo e colocando
meus sapatos negros de salto alto. Sim, tem de servir.
        Quando eu me curvo para lhe dar um beijo de adeus, ele me agarra e me
puxa para cima da cama, inclinando-se sobre mim e sorrindo de orelha a orelha.
Oh meu Deus. Ele  to bonito com seus olhos brilhantes de malcia, seu cabelo de
quem acabou de sair da cama, aquele sorriso deslumbrante. Agora ele 
brincalho.
        Estou cansada, ainda me recuperando de todas as revelaes de ontem,
enquanto ele esta brilhante como um boto, e sexy pra caralho. Oh, Cinquenta
exasperante.
        - O que posso fazer para tent-la a ficar? - Diz ele em voz baixa, e meu
corao para e comear a bater bem rpido. Ele  a tentao personificada.
        - Voc no pode - eu resmungo, esforando-me para me sentar. - Deixe-
me ir.
        Ele faz um beicinho e eu desisto. Sorrindo, eu trao meus dedos sobre os
lbios esculpidos do meu Cinquenta. Eu o amo com todos os seus problemas
monumentais. Eu nem sequer comecei a processar os acontecimentos de ontem e
como me sinto sobre eles.
        Eu me inclino at beij-lo, grata por ter escovado os dentes. Ele me beija
longa e duramente e em seguida, rapidamente me deixa de p, deixando-me
atordoada, sem flego e um pouco vacilante.
        - Taylor ir lev-la.  muito mais rpido do que encontrar um lugar para
estacionar. Ele est esperando fora do prdio - Christian diz gentilmente e ele
parece aliviado. Ele est preocupado com a minha reao esta manh? Certamente
a ltima noite - bem, esta manh - provou lhe que eu no vou correr.
        - Ok. Obrigada, - eu resmungo, decepcionada por que eu estou de p
novamente, confusa por sua hesitao, e vagamente irritada porque mais uma vez
eu no vou dirigir meu Saab. Mas ele est certo,  claro, vai ser mais rpido com
Taylor.
        - Aproveite o seu dia preguioso, Sr. Grey. Eu gostaria de poder ficar, mas
o homem que possui a empresa em que trabalho no aprovaria sua equipe

 

faltando apenas para ter sexo quente. - Pego minha bolsa.
        - Pessoalmente, Srta. Steele, eu no tenho nenhuma dvida de que ele
aprovaria. Na verdade, ele pode insistir sobre isso...
        - Por que voc vai ficar na cama? Isso no se parece com voc.
        Ele cruzou as mos atrs da cabea e sorriu para mim.
        - Porque eu posso, Srta. Steele, apenas por isso.
        Sacudo a cabea para ele.
        - Mais tarde, beb. - Eu lhe sopro um beijo, e saio do quarto.

        Taylor est esperando por mim e ele parece entender que eu estou
atrasada, porque ele dirige como um louco para me levar e eu consigo chegar s
9:15. Fico agradecida quando ele para na calada, agradeo estar viva,
principalmente, j que seu modo de dirigir  assustador. E grata porque eu no
estou terrivelmente atrasada, apenas quinze minutos.
        - Obrigada, Taylor - eu murmuro, com o rosto plido. Lembro-me de
Christian dizendo que ele dirigia tanques, talvez ele dirija para a NASCAR,
tambm.
        - Ana, - Ele acena um adeus e eu rumo para meu escritrio, percebendo
quando eu abro a porta para a recepo, que Taylor parece ter superado a
formalidade da Senhorita Steele. Ele me faz sorrir.
        Claire sorri para mim enquanto eu corro atravs da recepo e vou para a
minha mesa.
        - Ana! - Jack me chama. - Entre aqui.
        Oh merda!.
        - Que horas voc chama isso? - Ele me pressiona.
        - Sinto muito. Dormi demais. - Eu fico levemente corada.
        - No deixe isso acontecer novamente. Traga-me um pouco de caf e ento
eu preciso que voc faa algumas revises. Ande logo - ele grita, me fazendo
recuar.
        Porque ele estava to bravo? Qual  o problema? O que eu fiz? Corro para a
cozinha para fazer seu caf. Talvez eu devesse ter faltado. Eu poderia estar. . .

 

bem, fazendo algo quente com Christian, ou tomando caf da manh com ele, ou
apenas falando, o que iria ser uma novidade.
        Jack mal reconhece a minha presena quando eu me aventuro de volta ao
seu escritrio para entregar o caf. Ele empurra uma folha de papel para mim, esta
escrita a mo com uma letra quase ilegvel.
        - Digite isto, traga-me para assinar e em seguida, copie e envie para todos
os nossos autores.
        - Sim, Jack.
        Ele no olha para cima enquanto eu saio. Rapaz, ele  louco.
 com algum alvio que eu finalmente sento na minha mesa. Tomo um gole
de ch enquanto eu espero meu computador ligar. Eu verifico meus e-mails.
De: Christian Grey
Assunto: Sentindo sua falta
Data: 15 de junho de 2011 09:05
Para: Anastsia Steele
        Por favor, use seu Blackberry.
X
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Tudo certo para algumas
Data: 15 de junho de 2011 09:27
Para: Christian Grey
        Meu chefe  louco. Eu o culpo por me manter acordada at tarde com as
suas. . . travessuras. Voc deveria ter vergonha de si mesmo.
Anastsia Steele

 

Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Travessuras?
Data: 15 de junho de 2011 09:32
Para: Anastsia Steele
Voc no tem que trabalhar, Anastsia.
Voc no tm ideia de como eu estou chocado com minhas... travessuras.
Mas eu gosto de fazer voc se atrasar ;)
Por favor, use seu Blackberry.
Oh, e case comigo, por favor.
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Trabalhar para viver
Data: 15 de junho de 2011 09:35
Para: Christian Grey
Eu sei que sua tendncia natural  ser insistente, mas apenas pare.
Eu preciso falar com o seu psiquiatra.
S depois te darei minha resposta.
No me oponho em viver no pecado.
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP

 

De: Christian Grey
Assunto: BLACKBERRY
Data: 15 de junho de 2011 09:40
Para: Anastsia Steele
        Anastsia, se voc comear a discutir sobre Dr. Flynn ento use seu
BLACKBERRY. Isto no  um pedido.
Christian Grey,
Agora Enfadado CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Oh merda. Agora ele est com raiva de mim, tambm. Bem, ele pode se
danar, se eu me importo. Tiro o meu Blackberry da minha bolsa e o olho com
ceticismo. Tal como eu, ele comea a tocar. Ele no pode me deixar sozinho?
- Sim, - eu atiro.
- Ana, oi...
- Jos! Como voc est? - Ah,  bom ouvir sua voz.
        - Eu estou bem, Ana. Olha, voc ainda est vendo aquele cara o Grey?
        - Er, sim. . . Por qu? - Onde ele pretende ir com isso?
        - Bem, ele comprou todas as suas fotos e eu pensei que poderia entreg-
los em Seattle. A exposio fecha quinta-feira, ento eu posso lev-los na sexta 
noite e deix-los, voc sabe. E talvez a gente pudesse beber algo. Na verdade, eu
estava esperando por um lugar para dormir, tambm.
        - Jos, isso  legal. Sim, eu tenho certeza que podemos arrumar alguma
coisa. Deixe-me falar com Christian e eu ligo de volta, ok?
        - Legal, vou esperar sua ligao. Tchau, Ana.
        - Tchau - E ele desliga.
        Puta merda! Eu no vejo ou falo com Jos desde a sua exposio. Eu nem
sequer lhe perguntei como foi ou se ele vendeu mais alguma foto. Que espcie de
amiga eu sou?
        Assim, eu poderia passar a noite com Jos na sexta-feira. Como Christian
iria reagir? Eu me toco que estou mordendo os lbios at doer. Oh, um homem que

 

tem dois pesos e duas medidas. Ele pode - tremo s de pensar - dar banho em sua
ex-amante, mas provavelmente vir cheio de reclamaes porque eu desejo sair
para beber com Jos. Como vou lidar com isso?
        - Ana! - Jack me puxa abruptamente para fora do meu devaneio. Ele 
louco? - Onde est a carta?
        - Quase pronta. - Merda. O que deu nele?
        Eu digito a sua carta o mais rpido que pude, imprimo e nervosamente vou
at seu escritrio.
        - Aqui est. - Coloco a carta em sua mesa e rumo para fora de seu
escritrio. Jack rapidamente lana seus olhos penetrantes na carta e dispara suas
crticas.
        - Eu no sei o que voc est fazendo l fora, mas eu te pago para trabalhar
- ele late.
        - Eu estou ciente disso, Jack, - eu murmuro, me desculpando. Eu sinto
um mal estar lento rastejar sob minha pele.
        - Est cheio de erros - ele diz. - Faa novamente.
        Porra. Ele est comeando a soar como algum que eu conheo, mas a
grosseria de Christian eu posso tolerar. Jack est comeando a me irritar.
        - E me traga outro caf, enquanto voc est nisso.
        - Desculpe - eu sussurro e corro para fora de seu escritrio o mais rpido
possvel.
        Puta merda. Ele est insuportvel. Sento-me de volta  minha mesa, e
refao s pressas sua carta, que tinha dois erros mesmo, e verifico tudo antes de
imprimir. Agora est perfeito. Eu vou lhe buscar um outro caf, deixando Claire
saber, com um revirar de meus olhos que eu estou com problemas. Respiro
profundamente e me aproximo do escritrio dele novamente.
        - Melhor, - ele murmura relutantemente enquanto assina a carta. - Tire
cpias, guarde o original, e mande e-mails a todos os autores. Entendeu?
        - Sim. - Eu no sou um idiota. - Jack, h algo de errado?
        Ele olha para cima, seus olhos azuis escuros sobem e descem pelo meu
corpo. Isso me d arrepios.
        - No. - Sua resposta  concisa, rude e sem considerao. Eu estou l
como uma idiota que eu professo no ser e ento me embaralho toda para fora de

 

seu escritrio. Talvez ele tambm sofra de um transtorno de personalidade.
Deuses, estou cercado por eles. Eu vou para a mquina de xerox, que
naturalmente est sofrendo de uma esmagadora crise de ineficincia e quando eu
ver o que , percebo que no tem papel. Este no  o meu dia.
        Quando eu finalmente volto  minha mesa ouo zumbidos do meu
BlackBerry. Eu posso ver atravs da parede de vidro que Jack est no telefone. Eu
respondo,  Ethan.
        - Oi, Ana. Como foi ontem  noite?
        A noite passada. Vrias imagens atravessam minha mente, Christian
ajoelhado, sua revelao, a sua proposta, macarro com queijo, meu pranto, seu
pesadelo, o sexo, toc-lo. . .
        - Eh. . . bem - eu murmuro convincente.
        Ethan faz uma pausa e decide conspirar na minha negao.
        - Legal. Posso recolher as chaves?
        - Claro.
        - Eu vou demorar cerca de meia hora. Voc vai ter tempo para tomar um
caf?
        - No hoje. Eu cheguei tarde e meu chefe est parecendo um urso irritado
com uma dor de cabea e hera venenosa no rabo.
        - Parece desagradvel.
        - Desagradvel e feio. - Eu rio.
        Ethan ri e meu humor melhora um pouco.
        - Ok. Nos vemos em meia hora. - Ele desliga.
        Olho para cima e Jack est olhando para mim. Oh merda. Eu
cuidadosamente o ignoro e continuo a colocar as cartas nos envelopes.
        Meia hora depois, meu telefone vibra.  Claire.
        - Ele est aqui de novo, na recepo. O deus loiro.
        Ver Ethan  uma alegria depois de toda a angstia de ontem e do mau
humor do meu patro infligido a mim hoje, mas muito em breve, ele est se
despedindo.
        - Ser que vou v-la esta noite?
        - Eu provavelmente vou ficar com Christian. - Eu digo.
        - Voc est caidinha mesmo. - Ethan observa com bom humor.

 

        Eu dou de ombros. Isso no  nem a metade, eu percebo nesse momento
que eu no acho isso ruim. Eu vejo essa situao como algo para a vida inteira. E,
surpreendentemente, Christian parece sentir o mesmo. Ethan me d um abrao
rpido.
        - Mais tarde, Ana.
        Volto  minha mesa, lutando contra minha descoberta. Oh, o que eu no
faria para ter um dia inteiro para mim, para poder pensar, sozinha, sobretudo o
que estava acontecendo!
        - Onde voc esteve? - Jack aparece de repente perto de mim.
        - Eu tinha alguns negcios para atender na recepo. - Ele realmente
est me dando nos nervos.
        - Eu quero o meu almoo. O de sempre - ele diz abruptamente e volta
para seu escritrio pisando duro.
        Por que eu no fiquei em casa com Christian? Minha deusa interior cruza os
braos e aperta os lbios, ela quer saber a resposta para essa pergunta tambm.
Pegando minha bolsa e meu Blackberry, eu me dirijo para a porta. Verifico minhas
mensagens.
De: Christian Grey
Assunto: Sentindo sua falta
Data: 15 de junho de 2011 09:06
Para: Anastsia Steele
        Minha cama  muito grande sem voc. Bem, eu vou ter que ir trabalhar,
mesmo os CEOs megalomanacos precisam de alguma para fazer, s vezes.
X
Christian Grey
Brincando com seus polegares CEO, Grey Participaes e Empreendimentos
Inc.

 

E h uma outra dele, desta mesma manh.
De: Christian Grey
Assunto: Discrio
Data: 15 de junho de 2011 09:50
Para: Anastsia Steele
 a melhor parte da coragem.
        Por favor, seja discreta. . . os e-mails do seu trabalho so monitorados.
QUANTAS VEZES TENHO DE LHE DIZER ISTO?
Sim. Em Letras Gritantes, como voc diz.
USE SEU BLACKBERRY.
Dr. Flynn pode nos ver amanh  noite.
Christian Grey,
Ainda Puto CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
E ainda tem mais um . . Ah, no.
De: Christian Grey
Assunto: Grilos
Data: 15 de junho de 2011 12:15
Para: Anastsia Steele
Eu no ouvi nada de voc.
Por favor me diga que voc est bem.
Voc sabe como eu me preocupo.
Eu irei enviar Taylor para verificar!

 

X
Christian Grey,
Super Ansioso CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Reviro os olhos e ligo para ele. Eu no quero que ele se preocupe.
        - Telefone de Christian Grey, Andrea Parker falando.
        Oh. Eu fico sem graa por no ser Christian, que paro subitamente no meio
da rua e o jovem que vem logo atrs de mim murmura irritadamente ao se desviar
para no colidir comigo. Eu paro embaixo da cobertura verde da lanchonete.
        - Ol? Em que posso ajudar? - Andrea preenche o vazio do silncio
constrangedor.
        - Desculpe. . . Er. . . Eu estava esperando falar com Christian ...
        - O Sr. Grey est em uma reunio no momento. - Ela corta com
eficincia. - Voc gostaria de deixar um recado?
        - Pode dizer-lhe que Ana ligou?
        - Ana?  a Anastsia Steele?
        - Er. . . Sim. - Sua pergunta me confunde.
        - Espere um segundo, por favor, senhorita Steele.
        Eu ouo com ateno enquanto ela me coloca para esperar, mas no posso
dizer o que est acontecendo. Poucos segundos depois, Christian est na linha.
        - Voc est bem?
        - Sim, eu estou bem.
        Eu ouo a liberao rpida de sua respirao presa. Ele est aliviado.
        - Christian, por que no estaria bem? - Eu sussurro de forma
tranquilizadora.
        - Voc normalmente  to rpida em responder aos meus e-mails. Depois
do que eu te disse ontem, eu estava preocupado - ele diz calmamente e ento ele
est falando com algum em seu escritrio.
        - No, Andrea. Diga-lhes para esperar - ele diz com firmeza. Oh, eu
conheo esse tom de voz.
        Eu no posso ouvir a resposta de Andrea.

 

        - No. Eu disse para esperar - ele refora.
        - Christian, voc est obviamente ocupado. Eu s liguei para que voc
saiba que eu estou bem e muito ocupada hoje. Jack passou a manh estalando o
chicote. Er. . . Eu quero dizer. . . - Eu fico vermelha e me calo.
        Christian no diz nada por um momento.
        - Estalando o chicote, hein? Bem, houve um tempo em que eu o teria
chamado de um homem de sorte. - Sua voz  cheia de humor seco. - No o deixe
ele te massacrar, beb.
        - Christian, - eu ralho com ele e sei que ele est sorrindo.
        - Tome cuidado com ele, isso  tudo. Olha, eu estou feliz por voc estar
bem. A que horas devo busc-la?
        - Eu vou mandar um e-mail para voc.
        - Pelo seu Blackberry - ele diz com firmeza.
        - Sim, senhor, - eu respondo.
        - Mais tarde, beb.
        - Tchau. ..
        Ele ainda no tinha desligado.
        - Desligue - Eu brigo, sorrindo.
        Ele suspira fortemente no telefone.
        - Eu gostaria muitssimo que voc nunca tivesse ido trabalhar esta
manh.
        - Eu tambm. Mas eu estou ocupada. Desligue.
        - Voc desliga. - Eu ouo seu sorriso. Oh, brincalho Christian. Eu amo
Christian brincalho. Hmm. . . Eu amo Christian. Ponto.
        - Ns j passamos por isso antes.
        - Voc est mordendo o lbio.
        Merda, ele est certo. Como ele sabe?
        - Voc v, voc acha que eu no a conheo, Anastsia. Mas eu conheo
voc melhor do que voc pensa - ele murmura sedutoramente, daquela maneira
que faz meus joelhos tremerem e me deixa fraca e molhada.
        - Christian, eu vou falar com voc mais tarde. Agora, eu realmente desejo
no ter te deixado hoje de manh.
        - Vou esperar pelo seu e-mail, Srta. Steele.

 

        - Bom dia, Sr. Grey.
        Desligando, eu me inclino contra o vidro duro e frio da loja. Oh meu Deus!
mesmo ao telefone ele me possui. Balanando a cabea para limp-la de todos os
pensamentos sobre Grey, eu me dirijo para a lanchonete, chateada com o
comportamento de Jack.

        Ele ainda est carrancudo quando eu volto.
        - Est tudo bem se eu sair para almoar hoje? - Peo, delicadamente. Ele
olha para mim e sua carranca se aprofunda.
        - Se voc quer - ele se endireita. - Quarenta e cinco minutos. Desconte o
tempo que voc perdeu esta manh.
        - Jack, eu posso perguntar uma coisa?
        - O qu?
        - Voc parece chateado hoje. Ser que fiz algo para ofend-lo?
        Ele pisca para mim momentaneamente.
        - Eu no acho que eu estou no clima para listar as suas contravenes
agora. Eu estou ocupado. - Ele continua a olhar para sua tela de computador,
efetivamente me ignorando.
        Uau . . O que eu fiz?
        Viro-me e deixo seu escritrio e por um momento eu acho que vou chorar.
Por que ele tomou tal averso sbita e intensa para mim? Uma ideia muito
desagradvel surge na minha cabea, mas eu prefiro ignor-la. Eu no preciso
desta merda, eu j tenho o suficiente com o que lidar.
        Dirijo-me para fora do prdio para a Starbucks ali perto, para beber um
caf e sentar na janela. Pego o meu iPod na minha bolsa e conecto meu fone de
ouvido. Escolho uma msica ao acaso e pressione para repetir, ento posso jog-lo
na minha bolsa outra vez. Eu preciso de msica para pensar mais claramente.
        Minha mente voa. Christian, o sdico. Christian, o submisso. Christian, o
intocvel. Christian cheio de impulsos edipianos. Christian dando banho em Leila.
Eu gemo e fecho meus olhos enquanto a ltima imagem me assombra.
        Posso realmente casar com esse homem? Ele  demais para se absorver.

 

Ele  complexo e difcil, mas no fundo eu sei que eu no quero deix-lo apesar de
todos os seus problemas. Eu nunca poderia deix-lo. Eu o amo. Seria como cortar
meu brao direito.
        Agora, eu nunca me senti to viva, to vital. Eu enfrentei todo tipo de
perplexidades, de sentimentos profundos e novas experincias, desde que eu
conheci. Nunca h um momento de tdio com Cinquenta.
        Olhando minha vida antes de Christian  como se tudo estivesse em preto e
branco como as fotografias de Jos. Agora o meu mundo inteiro est em rico,
brilhante, cheio de cor. Eu posso voar em um feixe de luz deslumbrante, a
deslumbrante luz de Christian. Eu ainda sou caro, voando muito perto do sol. Eu
cheiro a mim mesma. Voar com Christian...Quem pode resistir a um homem que
pode voar?
        Posso entreg-lo? Posso desistir dele? Parece que ele virou um interruptor e
acendeu-me por dentro. Tem sido educativo conviver com ele e conhec-lo. Eu
descobri mais sobre mim nas ltimas semanas do que nunca em minha vida. Eu
aprendi sobre o meu corpo, meus limites rgidos, os meus limites suaves, minha
tolerncia, a minha pacincia, minha compaixo e minha capacidade de amar.
        E ento me atingi como um raio, isto  o que ele precisa de mim, o que ele
tem direito, um amor incondicional. Ele nunca o recebeu da prostituta drogada.
Isto  o que ele precisa.
        Posso am-lo incondicionalmente? Posso aceit-lo por quem ele ,
independentemente de suas revelaes na noite passada?
        Eu sei que ele est danificado, mas eu no acho que ele  irrecupervel. Eu
suspiro, recordando as palavras de Taylor. Ele  um bom homem, Srta. Steele.
        Eu vi a prova de peso de sua bondade, seu trabalho de caridade, sua tica
nos negcios, a sua generosidade e mesmo assim ele no v em si mesmo. Ele no
se sente merecedor de qualquer amor. Dada a sua histria e suas predilees, eu
tenho um pressentimento de sua auto-averso, e  por isso que ele nunca deixou
qualquer um se aproximar. Ser que eu posso passar por tudo isso?
        Ele disse uma vez que eu no poderia comear a entender as profundezas
de sua depravao. Bem, ele me disse agora e dado os primeiros anos de sua vida,
no me surpreendo. Embora ainda seja um choque ouvi-lo em voz alta. Pelo menos
ele me disse, e ele parece mais feliz agora do que antes. Eu sei tudo.

 

        Ser que isso ir desvalorizar o seu amor por mim? No, eu no penso
assim. Ele nunca se sentiu assim antes e nem eu. Na verdade, ns dois chegamos
to longe...
        Sinto as lgrimas se formando em meus olhos ao me lembrar de suas
barreiras finais rurem na noite passada quando ele me deixou toc-lo. Nossa! Foi
preciso Leila e toda a sua loucura para podermos chegar a este ponto.
        Talvez eu devesse ser grata. O fato de que ele a havia banhado tem um
gosto amargo na minha lngua agora. Gostaria de saber qual a roupa que ele lhe
deu. Espero que no tenha sido o vestido ameixa. Eu gostei dele.
        Assim eu posso amar esse homem com todas as suas questes,
incondicionalmente? Porque ele no merece nada menos. Ele ainda precisa
aprender os limites e as coisas pequenas como a empatia, e ser menos controlador.
Ele diz que j no sente a compulso de me machucar, talvez o Dr. Flynn seja
capaz de lanar alguma luz sobre isso.
        Fundamentalmente,  o que mais me preocupa  do que ele precisa e que
sempre encontrou em mulheres que tinham a mesma preferncia. Eu franzo a
testa. Sim, esta  a confiana que eu preciso. Eu quero ser todas as coisas para
este homem, seu Alfa e seu Omega e todas as coisas no meio, porque ele  tudo
para mim.
        Espero que Flynn tenha as respostas e, talvez, ento eu possa dizer sim
para que Christian e eu possamos encontrar a nossa prpria fatia do cu prxima
ao sol.
        Eu olho para fora, apressando-me, na hora do almoo em Seattle. Sra.
Christian Grey - quem teria pensado? Olho para meu relgio. Merda! Eu salto do
meu assento e corro para a porta. Como o tempo passou to rpido? Jack vai ficar
irritadssimo!

        Eu volto para a minha mesa, rapidamente. Felizmente, ele no est em seu
escritrio. Parece que eu tenho vacilado com ele. Eu olho fixamente para a tela do
computador, sem ver, tentando remontar meus pensamentos para o mdulo de
trabalho.
        - Onde voc estava?

 

        Eu pulo. Jack est de p, braos cruzados, atrs de mim.
        - Eu estava no poro, fazendo cpias, - eu minto. Os lbios de Jack se
apertam em uma linha fina e intransigente.
        - Eu vou sair s seis e meia para pegar meu vo. Eu preciso que voc fique
at ento.
        - Ok. - Eu sorrio to docemente quanto eu posso.
        - Eu quero meu itinerrio para New York impresso e xerocado dez vezes. E
os folhetos empacotados. E um caf! - Ele rosna e entra em seu escritrio batendo
a porta.
        Eu dou um suspiro de alvio e coloco minha lngua para fora quando ele
fecha a porta. Bastardo.

        s quatro horas, Claire me chama da recepo.
        - Mia Grey est aqui para ver voc.
        Mia? Espero que ela no queira me levar ao shopping.
        - Oi, Mia!
        - Ana, oi. Como voc est? - Seu entusiasmo  sufocante.
        - tima. Ocupada hoje. Voc?
        - Estou to aborrecida! Eu preciso encontrar algo para fazer, ento eu
estou organizando uma festa de aniversrio para Christian.
        Aniversrio de Christian? Puxa, eu no tinha ideia.
        - Quando ?
        - Eu sabia. Eu sabia que ele no iria dizer-lhe.  no sbado. Mame e
papai querem todos em casa para um jantar de comemorao. Estou oficialmente
te convidando.
        - Oh, isso  adorvel. Obrigada, Mia.
        - Eu j chamei Christian e lhe disse, e ele me deu seu nmero aqui.
        - Legal. - Minha mente est em um parafuso. Que diabos eu vou dar a
Christian de presente de aniversrio? O que voc compra para um homem que tem
tudo?

 

- E talvez na prxima semana possamos sair para almoar?
- Claro. Que tal amanh? Meu chefe estar longe, em Nova York.
- Ah, isso seria legal, Ana. Que horas?
- Digamos... 12: 45?
- Eu estarei l. Tchau, Ana.
- Tchau, - Eu desligo.
Christian. Aniversrio. Que diabos eu deveria dar a ele?
De: Anastsia Steele
Assunto: Antediluviano
Data: 15 de junho de 2011 16:11
Para: Christian Grey
Caro Sr. Grey quando, exatamente, voc ia me dizer?
O que eu dou ao meu homem velho em seu aniversrio?
Talvez algumas novas pilhas para seu aparelho auditivo?
A x
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Pr-histrico
Data:15 de junho de 2011 16:20
Para: Anastsia Steele
No zombe de gente idosa. Fico feliz por voc estar viva e bem.
E que Mia entrou em contato. Baterias so sempre teis.
Eu no gosto de comemorar meu aniversrio.

 

X
Christian Grey,
Surdo como uma porta, CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Hmmm.
Data: 15 de junho de 2011 16:24
Para: Christian Grey
        Caro Sr. Grey eu posso imaginar voc fazendo beicinho enquanto voc
escreveu a ltima sentena.
Isso me faz sentir coisas...
A xox
Anastsia Steele
Assistente de Jack Hyde, Coordenador Editorial, SIP
De: Christian Grey
Assunto: Rolando os olhos
Data:15 de junho de 2011 16:29
Para: Anastsia Steele
Senhorita Steele
QUER FAZER O FAVOR DE USAR SEU BLACKBERRY!
X
Christian Grey,
Com as palmas coando, CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.

 

Desvio o olhar. Por que ele est to sensvel por causa dos e-mails?
De: Anastsia Steele
Assunto: Inspirao
Data:15 de junho de 2011 16:33
Para: Christian Grey
        Caro Sr. Grey
        Ah. . . as palmas das suas mos esto coando?
        Elas no podem ficar paradas por muito tempo, podem?
        Eu me pergunto o que Dr. Flynn diria sobre isso?
        Mas agora eu sei o que te dar no seu aniversrio e espero que me deixe
dolorida. . . ;)
        A x
        De: Christian Grey
        Assunto: Angina
        Data: 15 de junho de 2011 16:38
        Para: Anastsia Steele
        Senhorita Steele.
        Eu no acho que meu corao poderia suportar a presso de um outro e-
mail assim, ou as minhas calas, no caso.
        Comporte-se.
X
Christian Grey

 

CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
De: Anastsia Steele
Assunto: Tentando
Data: 15 de junho de 2011 16:42
Para: Christian Grey
        Christian estou tentando trabalhar.
Por favor, para de me distrair e tente fazer o mesmo.
Seu ltimo email quase me fez entrar em combusto.
PS: Pode me pegar s 18:30?
De: Christian Grey
Assunto: Eu estarei l
Data:15 de junho de 2011 16:38
Para: Anastsia Steele
        Nada me daria maior prazer.
        Na realidade, eu posso pensar em vrias coisas que me do maior prazer, e
todos elas envolvem voc.
X
Christian Grey,
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Eu fico vermelha ao ler sua resposta e sacudo a cabea. E-mails
brincalhes so timos, mas ns realmente precisamos conversar. Talvez depois
que virmos Flynn. Eu coloco meu Blackberry na mesa e termino a minha
prestao de contas.

 


s 18:15, o escritrio est deserto. Tenho tudo pronto para Jack. Seu txi
para o aeroporto est reservado e eu s tenho que lhe entregar os documentos.
Olho ansiosamente atravs do vidro, mas ele ainda est no telefone e eu no quero
interromp-lo, no no humor que ele est hoje.
        Enquanto eu o espero terminar, percebo que no comi nada hoje. Oh
merda, Cinquenta no vai gostar disso. Eu rapidamente vou at a cozinha para ver
se encontro alguns biscoitos esquecidos por l.
        Quando eu estou prestes a abrir o pacote de biscoitos Jack aparece
inesperadamente na porta da cozinha, assustando-me.
        Oh. O que ele est fazendo aqui?
        Ele olha para mim.
        - Bem, Ana, eu acho que esse pode ser um bom momento para discutir os
seus erros. - Ele entra na cozinha, fechando a porta atrs dele e minha boca fica
seca instantaneamente e um alarme soa alto e penetrantemente na minha cabea.
        Oh, merda.
        Seus lbios se contorcem em um sorriso grotesco e seus olhos brilham azul
cobalto, profundos.
        - Finalmente eu encontro voc sozinha. - ele diz, e lentamente lambe seu
lbio inferior.
        O qu?
        - Agora. . . voc vai ser uma boa menina e ouvir atentamente o que eu
digo?

 

Captulo 16
        Os olhos de Jack piscam com um azul mais escuro, e ele sorri
sarcasticamente enquanto lana um olhar malicioso pelo meu corpo.
        O medo me sufoca. O que  isso? O que ele quer? De algum lugar bem no
fundo, e apesar da minha boca seca, encontro determinao e coragem para exprimir
algumas palavras, o mantra de "continue falando" das minhas aulas de autodefesa,
circulando no meu crebro, como uma sentinela etrea.
        - Jack, agora pode no ser um bom momento para isso. Seu taxi est
previsto para dentro de dez minutos, e eu preciso dar-lhe todos os seus documentos.
- Minha voz  calma, mas rouca, me traindo.
        Ele sorri, e  um tirano sorriso de "fode-la" finalmente toca seus olhos. Eles
brilham sob a claridade spera da luz fluorescente que est acima de ns, na sem
graa sala sem janelas. Ele d um passo em minha direo, me encarando, seus
olhos nunca deixando os meus. Suas pupilas dilatadas, o negro superando o azul,
enquanto o observo. Ah, no. Meu medo aumenta.
        - Voc sabe que tive que lutar com Elizabeth para lhe dar este trabalho. . . -
Sua voz se extingue, enquanto d outro passo em minha direo, e eu dou um passo
para atrs contra os armrios sujos. Mantenha-o falando, mantenha-o falando,
mantenha-o falando.
        - Jack, qual  exatamente o seu problema? Se voc quiser expor suas
queixas, ento talvez devssemos solicitar ao RH para resolver. Ns podemos fazer
isso com Elizabeth em um ambiente mais formal. - Onde est a segurana? Esto
no prdio ainda?

 

        - Ns no precisamos do RH para gerenciar esta situao Ana, - ele zomba.
- Quando contratei voc, pensei que voc ia ser uma funcionaria esforada. Pensei
que voc tinha potencial. Mas agora, eu no sei.
        - Voc se tornou distrada e desleixada. E eu me pergunto. . . Se  seu
namorado que est pondo voc a perder-se? - Ele diz namorado com um desprezo
assustador.
        - Eu decidi verificar atravs da sua conta de seu e-mail, para ver se podia
encontrar alguma pista. E voc sabe o que encontrei Ana? O que estava fora do
lugar? Os nicos e-mails pessoais em sua conta eram para o seu namorado. - Ele
faz uma pausa, avaliando minha reao. - E comecei a pensar. . . onde esto os e-
mails dele? No h nenhum. Nada. Ento, o que est acontecendo, Ana? Como  que
os e-mails dele para voc no esto em nosso sistema? Voc  alguma espi na
empresa, plantada aqui pela organizao Grey?  disto que se trata?
        Puta merda, os e-mails E. Ah, no. O que eu devo dizer?
        - Jack, do que voc est falando? - Tento parecer confusa, e sou bem
convincente. Essa conversa no est indo como eu esperava, mas no confio nele
nem um pouco. Alguns feromnios subliminares que Jack est exalando, me deixam
em estado de alerta. Este homem est com raiva, voltil e totalmente imprevisvel. Eu
tento raciocinar com ele.
        - Voc disse que teve que convencer Elizabeth a me contratar. Ento como
eu posso ter sido plantada como uma espi? Pense sobre isto, Jack.
        - Mas Grey fodeu com a viagem  Nova York, no foi?
        Oh merda.
        - Como ele conseguiu isso, Ana? O que o seu rico namorado da Ivy League24
fez?
        O pouco de sangue que permanecia em meu rosto  drenado, e acho que vou
desmaiar.
24        A Ivy League (Liga da hera)  um grupo de oito universidades privadas do Nordeste dos Estados Unidos da Amrica.

 

        - Eu no sei do que voc est falando, Jack, - sussurro. - O txi vai estar
aqui em breve. Devo buscar as suas coisas? - Oh, por favor, me deixe ir. Pare com
isso.
        Jack continua, divertindo-se com meu desconforto.
        - Ele achou que eu ia lhe passar uma cantada? - Ele sorri e seus olhos
queimam. - Bem, quero que voc pense em algo, enquanto estou em Nova York. Dei-
lhe este trabalho, e espero que mostre alguma gratido. Na verdade, tenho direito a
isto. Tive que lutar para contratar voc. Elizabeth queria algum mais bem
qualificada, mas eu ... eu vi alguma coisa em voc. Ento, precisamos fazer um
acordo. Um negcio onde me mantenha feliz. Voc entende o que estou dizendo,
Ana?
        Porra!
        - Veja isto como um aperfeioamento de suas funes, se quiser. E se voc
me mantiver feliz, no vou fuarei mais fundo em como o seu namorado est
mexendo os pauzinhos, ordenhando seus contatos, ou cobrando alguns favores de
um de seus amiguinhos bajuladores da fraternidade da Ivy League.
        Minha boca despenca. Ele est me chanta,geand.o. Por sexo! E o que posso
dizer? A notcia da aquisio de Christian est embargada por mais de trs semanas.
Eu mal posso acreditar nisso. Sexo...Comigo!
        Jack se aproxima at que est de p bem na minha frente, olhando nos meus
olhos. Seu perfume doce e enjoativo invade minhas narinas,  nauseante - e se no
estou enganada, o cheiro amargo de lcool est em sua respirao. Porra, ele esteve
bebendo. . . quando?
        - Voc  como um c apertado, provocante para caralho, voc sabe Ana, -
ele sussurra por entre os dentes cerrados.
        O qu? Provocante. . . Eu?
        - Jack, eu no tenho ideia do que est falando, - eu sussurro, enquanto
sinto a onda de adrenalina pelo meu corpo. Ele est mais perto agora. Estou
esperando para fazer a minha jogada. Ray vai se orgulhar. Ray me ensinou o que

 

fazer. Ray conhece sobre autodefesa. Se Jack me tocar ou at mesmo respirar muito
prximo a mim, vou nocaute-lo. Minha respirao  superficial. No devo desmaiar,
no devo desmaiar.
        - Olhe para voc. - Ele me d um olhar malicioso. - Voc est to excitada,
eu percebo. Voc realmente me seduziu. No fundo, voc quer isto. Eu sei.
        Puta merda. O homem est completamente delirante. Meu medo dispara em
ALERTA MAXIMO, ameaando me oprimir.
        - No, Jack. Eu nunca quis seduzi-lo.
        - Voc sabe que sim, sua cadela provocante. Sou capaz de ler os sinais. -
Aproximando-se, ele gentilmente acaricia meu rosto com as costas de seus dedos, at
meu queixo. Seu dedo indicador acariciando minha garganta, meu corao salta at
minha boca, enquanto luto contra meu reflexo de vomitar. Ele chega  base do meu
pescoo, onde o primeiro boto da minha camisa preta est aberto, e pressiona a
mo contra meu peito.
        - Voc quer o mesmo que eu. Admitia Ana.
        Mantenha os olhos fixos nos dele e me concentro no que tem que fazer - ao
invs de exprimir minha repulsa e pavor - ponho minha mo suavemente sobre a
sua em uma carcia. Ele sorri em triunfo. Eu agarro seu dedo mindinho, e o toro
para trs, puxando-o fortemente para baixo e para trs, para o seu quadril.
        - Arrgh! - Ele grita de dor e surpresa, enquanto se inclina desequilibrado,
eu trago meu joelho, rpido e duro, at sua virilha, e fao um contato perfeito com o
meu objetivo. Eu me esquivo habilmente para minha esquerda, enquanto seus
joelhos se dobram e ele cai com um gemido no cho da cozinha, segurando entre
suas pernas.
        - Nunca mais me toque de novo, - eu rosno para ele. - O seu itinerrio e os
folhetos esto embalados em minha mesa. Vou para casa agora. Faa uma boa
viagem. E, no futuro, pegue seu prprio maldito caf.
        - V se foder, sua puta! - Ele meio que grita, meio geme para mim, mas eu
j estou fora da porta.

 

        Eu corro me arremessando em cheio para a minha mesa, pego meu casaco e
minha bolsa, e corro para frente da recepo, ignorando os gemidos e maldies que
emanam do bastardo ainda prostrado no cho da cozinha.
        Estouro para fora do prdio e paro por um momento, quando o ar frio bate no
meu rosto, respiro fundo, e me recomponho. Mas no comi o dia todo, e quando o
aumento indesejvel de adrenalina diminui, minhas pernas fraquejam debaixo de
mim e eu afundo no cho.
        Eu vejo com distanciamento leve o filme em cmara lenta que se desenrola
diante de mim: Christian e Taylor em ternos escuros e camisas brancas, pulando
para fora do carro  espera e correndo em minha direo. Christian afunda de
joelhos ao meu lado, e em algum nvel inconsciente, tudo que eu consigo pensar :
Ele est aqui. Meu amor est aqui.
        - Ana, Ana! O que h de errado? - Ele me pe em seu colo, passando as
mos para cima e para baixo em meus braos, verificando se h quaisquer sinais de
ferimentos. Agarrando minha cabea entre as mos, ele me encara com
aterrorizados, olhos cinza arregalados para mim. Eu cedo contra ele de repente,
sobrecarregada com alvio e cansao. Oh, os braos de Christian. No h outro lugar
que eu goste mais de estar.
        - Ana. - Ele sacode-me gentilmente. - O que h de errado? Voc est
doente?
        Sacudo a cabea, quando percebo que preciso comear a me comunicar.
        - Jack, - eu sussurro, e sinto em vez de ver, o olhar rpido de Christian
para Taylor, que abruptamente desaparece dentro do prdio.
        - Porra! - Christian envolve-me em seus braos. - O que foi que o
miservel fez para voc?
        E de algum lugar, simplesmente do lado da loucura, algumas bolhas de riso
explodem em minha garganta. Eu me lembro do enorme choque de Jack quando
peguei seu dedo.
        - Isto foi o que fiz para ele. - Eu comeo a rir e no consigo parar.

 

        - Ana! - Christian me sacode de novo, e meu ataque de riso cessa. - Ele
tocou em voc?
        - Apenas uma vez.
        Sinto os msculos de Christian se tencionar, enquanto a raiva varre por ele,
ele se lenta rapidamente, poderosamente, rigidamente estvel, comigo em seus
braos. Ele est furioso. No!
        - Onde est o filho da puta?
        De dentro do edifcio ouvimos gritos abafados. Christian me cococa de p.
        - Voc pode ficar de p?
        Concordo com a cabea.
        - No v para dentro. No, Christian. - De repente, o meu medo est de
volta, o medo do que Christian ir fazer com Jack.
        - Entre no carro, - ele grunhe para mim.
        - Christian, no. - Eu agarro o brao dele.
        - Entre no maldito carro, Ana. - Ele me sacode.
        - No! Por favor! - Peo-lhe. - Fique. No me deixe sozinha. - Eu uso
minha melhor arma.
        Fervendo, Christian passa a mo pelos cabelos e olha para mim, claramente
destroado com a indeciso. Os gritos de dentro da construo agravam, e depois
param de repente.
        Oh, no. O que Taylor fez?
        Christian pesca seu BlackBerry.
        - Christian, ele tem os meus e-mails.
        - O qu?

 

        - Meus e-mails para voc. Ele queria saber onde estava o seu endereo de e-
mails para mim. Ele estava tentando me chantagear.
        O olhar de Christian  assassino. Oh merda.
        - Porra! - Ele resmunga e aperta os olhos para mim. Ele soca um nmero
em seu BlackBerry.
        Ah, no. Estou em apuros. Quem  que ele est chamando?
        - Barney. Grey. Preciso de voc para acessar a pagina do servidor SIP e
limpar todos os e-mails de Anastsia Steele para mim. Em seguida, acessar os
arquivos de dados pessoais de Jack Hyde e verificar se eles esto armazenados l. Se
estiverem, limpe-os. . . Sim, todos eles. Agora. Avise-me quando estiver feito.
        Ele apunhala o boto de desligar, em seguida, disca outro nmero.
        - Roach. Grey. Hyde, eu o quero fora. Agora. Neste minuto. Chame a
segurana. Leve-o para limpar sua mesa imediatamente, ou liquidar essa empresa
vai ser a primeira coisa que farei no perodo da manh. Voc j tem todas as
justificativas que precisa para dar-lhe a demisso. Voc entende? - Ele escuta por
um momento e desliga aparentemente satisfeito.
        - BlackBerry, - ele sussurra para mim com os dentes cerrados.
        - Por favor, no fique bravo comigo. - Eu pisco para ele.
        - Estou to bravo com voc agora, - ele rosna e mais uma vez varre a mo
pelo cabelo. - Entre no carro.
        - Christian, por favor...
        - Entre na merda do carro, Anastsia, ou Deus me ajude, eu vou coloc-la l
eu mesmo, - ele ameaa seus olhos brilhando de fria.
        Oh merda.
        - No faa nada estpido, por favor, - eu imploro.
        - ESTPIDO, - ele explode. - Eu disse para voc usar seu BlackBerry
porra. No fale comigo sobre estpido. Entre na porra do carro, Anastsia, AGORA!

 

- Ele rosna e um frisson de medo me percorre. Este  um Christian muito zangado.
Eu nunca o vi to bravo assim antes. Ele est apenas se segurando em seu
autocontrole.
        -Ok, - eu murmuro, aplacando-o. - Mas, por favor, tenha cuidado.
        Apertando os lbios em uma linha dura, ele aponta com raiva para o carro,
olhando para mim.
        Caramba, tudo bem, eu entendi a mensagem.
        - Por favor, tenha cuidado. Eu no quero que nada acontea com voc. Isto
iria me matar, - murmuro.
        Ele pisca rapidamente e se acalma, abaixa seu brao enquanto respira
profundamente.
        - Serei cuidadoso, - ele diz, os olhos amolecendo. Oh, graas a Deus. Seus
olhos me queimam, enquanto vou para o carro, abro a porta do passageiro, e entro.
Uma vez que estou em segurana, no conforto do Audi, ele desaparece dentro do
prdio, e meu corao salta de novo em minha garganta. O que ele est planejando
fazer?
        Eu sento e espero. E espero. E espero. Cinco eternos minutos. O txi de Jack
estaciona na frente do Audi. Dez minutos. Quinze. Caramba, o que eles esto fazendo
l, e como est Taylor? A espera  angustiante.
        Vinte e cinco minutos depois, Jack sai do prdio, segurando uma caixa de
papelo. Atrs dele est o guarda de segurana. Onde ele estava antes? E depois
dele, Christian e Taylor. Jack parece doente. Ele vai direto para o taxi, e sou grata
pelas janelas fortemente escurecidas do Audi, assim ele no pode me ver. O taxi sai,
possivelmente no para o Sea-Tac,25 quando Christian e Taylor alcanam o carro.
        Abrindo a porta do motorista, Christian desliza suavemente no banco,
provavelmente porque estou na frente, e Taylor fica atrs de mim. Nenhum deles diz
uma palavra, quando Christian dirige o carro e entra no trfego. Eu arrisco uma
25        Seattle-Tacoma International Airport-  um aeroporto americano localizado em SeaTac , Washington

 

rpida olhada em Cinquenta. Sua boca est definida em uma linha firme, mas ele
parece distrado. Quando o telefone do carro toca.
        - Grey, - Christian dispara.
        - Sr. Grey, aqui  Barney.
        - Barney, estou no viva-voz, e h outros no carro, - alerta Christian.
        - Senhor, tudo est feito. Mas preciso falar com voc sobre o que mais achei
no computador do Sr. Hyde.
        - Eu ligo quando chegar ao meu destino. E obrigado, Barney.
        - Sem problemas, Sr. Grey.
        Barney desliga. Ele soa muito mais jovem do que eu esperava.
        O que mais est no computador de Jack?
        - Voc vai falar comigo? -Pergunto silenciosamente.
        Christian olha para mim, antes de fixar seus olhos de volta  estrada em
frente, e posso dizer que ele ainda est bravo.
        - No, - ele resmunga, emburrado.
        Oh, l vamos ns. . . to infantil. Envolvo meus braos  minha volta e olho
cega para fora da janela. Talvez devesse lhe pedir para me deixar no meu
apartamento, ento ele pode "no falar" comigo na segurana do Escala e salvar-nos
de uma inevitvel discusso. Mas, mesmo enquanto eu penso nisto, sei que no
quero deix-lo preocupado, no depois de ontem.
        Eventualmente, ns paramos em frente de seu prdio, e Christian sai do
carro. Movendo-se rapidamente com graa para meu lado, abre minha porta.
        - Venha, - ele ordena enquanto Taylor se instala no banco do motorista. Eu
pego sua mo estendida e segui-o atravs do grande hall para o elevador. Ele no me
solta.

 

        - Christian, por que est to bravo comigo? - Eu sussurro, enquanto
esperamos.
        - Voc sabe porque, - ele resmunga enquanto entramos no elevador, e d
um soco no cdigo para seu andar. - Deus, se algo tivesse acontecido com voc, ele
estaria morto agora. - O tom de Christian me d calafrios at os ossos. As portas se
fecham.
        - Eu vou arruinar sua carreira, para que ele no possa tirar vantagem de
jovens mulheres mais, justificativa miservel para o homem que ele . - Ele balana
a cabea. - Jesus, Ana! - Ele me agarra de repente, aprisionando-me no canto do
elevador.
        Suas mos apunhalam em meus cabelos, enquanto ele puxa meu rosto para o
dele, e sua boca sobre a minha, um desespero apaixonado em seu beijo. Eu no sei
por que isso me pega de surpresa, mas isto acontece.
        Eu provo o seu alvio, o seu desejo, e sua raiva residual, enquanto sua lngua
possui minha boca.
        Ele para, olha para mim, descansando seu peso contra mim, assim no posso
me mexer. Ele me deixa sem flego, agarrando-o como apoio, olhando para aquele
rosto lindo, gravado com determinao e sem qualquer trao de humor.
        - Se alguma coisa tivesse acontecido com voc. . . Se ele tivesse machucado
voc. . . - Eu sinto o arrepio que o percorre. - Black Berry, - ele comanda
tranquilamente. - De agora em diante. Entendeu?
        Concordo com a cabea, engolindo, incapaz de romper o contato visual de seu
olhar sombrio e hipnotizante.
        Ele se endireita, liberando-me quando o elevador para.
        - Ele disse que voc o chutou nas bolas dele. - O tom de Christian  mais
leve, com um trao de admirao, e acho que estou perdoada.
        - Sim, - sussurro, ainda me recuperando da intensidade de seu beijo e seu
comando apaixonado.

 

        - Bom.
        - Ray  um ex-soldado. Ele me ensinou bem.
        - Estou muito feliz que ele o fez, - ele respira e acrescenta, arqueando uma
das sobrancelhas, - vou ter de me lembrar disso. - Tomando minha mo, ele me
leva para fora do elevador e o sigo, aliviada. Eu acho que isto e o pior que seu humor
pode ficar.
        - Eu preciso chamar Barney. No vai demorar muito. - Ele desaparece em
seu escritrio, deixando-me presa na grande sala de estar. A Sra. Jones est
adicionando os retoques finais em nossa refeio. Eu percebo que estou morrendo de
fome, mas preciso de algo para fazer.
        - Posso ajudar? - Eu pergunto.
        Ela ri.
        - No, Ana. Posso lhe preparar uma bebida ou algo assim? Voc parece
abatida.
        - Eu adoraria uma taa de vinho.
        - Branco?
        - Sim, por favor.
        Eu me sento em um dos bancos do balco, e ela me d um copo de vinho
gelado. Eu no sei o que , mas  delicioso e desliza facilmente, suavizando os meus
nervos abalados. O que eu estava pensando hoje cedo? Quo viva me senti desde que
conheci Christian. Quo excitante minha vida se tornou. Caramba, eu poderia
apenas ter alguns dias chatos?
        E se eu nunca tivesse conhecido Christian? Eu estaria escondida em meu
apartamento, conversando com Ethan, completamente assustada com meu encontro
com Jack, sabendo que teria que enfrentar o miservel novamente na sexta-feira. E
bem, no h qualquer chance que eu ponha os olhos nele novamente.
        Mas para quem vou trabalhar agora? Eu franzo a testa. Eu no tinha pensado
nisso. Merda, eu ainda vou ter um emprego?

 

        - Boa noite, Gail, - Christian diz quando volta para o salo, arrastando-me
dos meus pensamentos. Indo direto para a geladeira, despeja vinho em um copo.
        - Boa noite, Sr. Grey. Jantar em dez minutos, senhor?
        - Parece bom.
        Christian levanta seu copo.
        - Para ex-militares que treinam bem suas filhas, - ele diz e seus olhos
amolecem.
        - Sade, - resmungo, levantando o copo.
        - O que h de errado? - Christian pergunta.
        - Eu no sei se ainda tenho um emprego.
        Ele dobra sua cabea para o lado.
        - Voc ainda quer um?
        - Claro.
        - Ento voc ainda tem um.
        Simples. Assim? Ele  o mestre do meu universo. Reviro os olhos para ele e
ele sorri.

        A Sra. Jones fez um empado de frango. Ela nos deixa para apreciar os frutos
de seu trabalho, e me sinto muito melhor agora que tenho algo para comer. Estamos
sentados no balco, e apesar da minha melhor bajulao, Christian no vai me dizer
o que Barney tinha encontrado no computador de Jack. Eu mudo de assunto, e
decido combater de vez a espinhosa questo da iminente visita de Jos.

 

- Jos ligou, - digo calmamente.
        - Ah? - Christian se vira para mim.
        - Ele quer entregar as suas fotos na sexta-feira.
        - Uma entrega particular. Quanta gentileza dele, - Christian murmura.
        - Ele quer sair. Para uma bebida. Comigo.
        - Eu entendo.
        - E Kate e Elliot devem estar de volta, - acrescento rapidamente.
        Christian pousa o garfo, franzindo a testa para mim.
        - O que exatamente voc est pedindo?
        Eu me erio.
        - No estou pedindo nada. Estou informando sobre meus planos para sexta-
feira. Olhe, eu quero ver Jos, e ele quer passar a noite. Ou ele fica aqui, ou pode
ficar no meu apartamento, mas se ele for eu devo ir para l tambm.
        Os olhos de Christian se arregalam. Ele olha estarrecido.
        - Ele deu em cima de voc.
        - Christian, foi  semanas atrs. Ele estava bbado, eu estava bbada, voc
salvou o dia, isso no vai acontecer novamente. Ele no  Jack, pelo amor de Deus.
        - Ethan est l. Ele pode lhe fazer companhia.
        - Ele quer me ver, no o Ethan.
        Christian olha feio para mim.
        - Ele  apenas um amigo. - Minha voz  enftica.
        - Eu no gosto disso.
        E da? Caramba, ele  irritante s vezes. Eu respiro fundo.

 

        - Ele  meu amigo, Christian. Eu no o vejo desde sua exposio. E isso foi
muito breve. Eu sei que voc no tem amigos, alm daquela horrvel mulher, mas eu
no reclamo sobre voc v-la, - disparo.
        Christian pisca, chocado.
        - Eu quero v-lo. Eu tenho sido uma pssima amiga para ele. - Meu
subconsciente est alarmado. Voc est batendo o p pequeno? Firme agora!
        Olhos cinza brilham para mim.
        -  isso que voc pensa? - ele suspira.
        - Penso sobre isto?
        - Elena. Voc prefere que eu no a veja?
        Puta merda.
        - Exatamente. Eu prefiro que voc no a veja.
        - Por que voc no disse?
        - Porque no tenho direito de dizer. Voc acha que ela  sua nica amiga. -
Eu dou de ombros, exasperada. Ele realmente no entende. Quando isto se
transformou em uma conversa sobre ela? Eu no quero nem pensar sobre ela. Eu
tento orientar-nos de volta a Jos. - Assim como no  seu direito dizer se posso ou
no posso ver Jos. Voc no v isso?
        Christian me olha firme, perplexo, eu acho. Oh, o que ele est pensando?
        - Ele pode ficar aqui, eu suponho, - ele resmunga. - Eu posso ficar de olho
nele. - Ele soa petulante.
        Aleluia!
        - Obrigada! Voc sabe, eu vou ficar aqui, tambm. . . - Eu sugiro. Christian
concorda.
        Ele sabe o que estou tentando dizer.
        - No que voc no tenha espao. - Eu sorrio.

 

Seus lbios movem-se lentamente.
        - Voc est rindo de mim, Srta. Steele?
        - Definitivamente, Sr. Grey. - Eu levanto no caso suas mos comearem a
se contorcer, limpando nossos pratos, e ento os colocando na mquina de lavar.
        - Gail faz isso.
        - Tenho feito isso agora. - Eu levanto e olho para ele. Ele est me
observando atentamente.
        - Tenho que trabalhar por um tempo, - ele diz se desculpando.
        - Legal. Eu vou encontrar algo para fazer.
        - Venha aqui, - ele ordena, mas sua voz  suave e sedutora, seus olhos
aquecidos. Eu no hesito em entrar em seus braos, apertando em volta de seu
pescoo, quando ele empoleira-se no banquinho do balco.
        Ele coloca os braos  minha volta, esmagando-me contra ele, e apenas me
abraa.
        - Voc est bem? - Ele sussurra em meu cabelo.
        - Estou bem?
        - Depois do que aconteceu com aquele filho da puta? Depois do que
aconteceu ontem? - Ele acrescenta, sua voz calma e seria.
        Eu olho dentro dos escuros, srios, olhos cinza. Estou bem?
        - Sim, - sussurro.
        Seus braos apertam a minha volta, e me sinto segura, querida e amada ao
mesmo tempo.  bem-aventurada. Fechando os olhos, gosto da sensao de estar em
seus braos. Eu amo esse homem. Adoro seu cheiro inebriante, sua fora, seu jeito
voltil, meu Cinquenta.
        - No vamos brigar, - ele murmura. Beijando meu cabelo e inalando
profundamente. - Voc est com um cheiro delicioso, como de costume, Ana.

 

- Voc tambm, - sussurro e beijo seu pescoo.
Ele me libera rpido demais.
- Vou levar apenas umas duas horas.

        Ando sem vontade por todo o apartamento. Christian ainda est trabalhando.
Eu tomo um banho e vestida em um suter e minha camiseta, estou entediada. Eu
no quero ler. Se ficar quieta, vou lembrar-me de Jack e seus dedos em mim.
        Eu verifico meu antigo quarto, o quarto das submissas. Jos pode dormir
aqui, ele vai gostar da vista.
        So oito e quinze, e o sol est comeando a afundar-se no oeste. As luzes da
cidade brilham abaixo de mim.  glorioso. Sim, Jos vai gostar daqui. Pergunto-me 
toa onde Christian ir pendurar as minhas fotos que Jos tirou. Eu prefiro que ele
no o faa. Eu no estou interessada em olhar para mim mesmo.
        Voltando para o corredor, me encontro fora da sala de jogos, e sem pensar, eu
tento a maaneta da porta. Christian normalmente  mantm trancada, mas para
minha surpresa, a porta se abre.
        Que estranho. Sentindo-me como uma criana bolando aula e vagueando
para a floresta proibida, eu entro. Est escuro. Eu aperto o interruptor e as luzes sob
a luz da cornija, ascende com um brilho suave.  como eu me lembro. Uma sala
parecida com um tero.
        Memrias da ltima vez que estive aqui cruzam atravs de minha mente. A
correia. . . Eu estremeo com a recordao. Agora ela pende inocentemente, alinhada
com as outras, na prateleira ao lado da porta. Timidamente corro meus dedos sobre
os cintos, os flagelos, as ps, e os chicotes.

 

        Puxa. Isto  o que preciso conciliar com o Dr. Flynn. Pode algum com este
estilo de vida parar? Parece to improvvel. Passeando at a cama, me sento nos
suaves lenis de cetim vermelho, olhando ao redor por todos os aparatos.
        Ao meu lado est o banco, e acima est  variedade de bastes. Tantos!
Certamente so suficiente? Bem, quanto menos se falar sobre isto melhor. E a grande
mesa. Nunca tentei isso, tudo o que ele faz sobre ela. Meus olhos caem no div, e
movo-me para me sentar nele.  apenas um sof, nada de extraordinrio nisso, nada
para prender qualquer coisa tambm, nada que eu possa ver. Olhando para trs,
espio a antiga cmoda. A minha curiosidade  aguada. Por que ela continua aqui?
        Quando abro a gaveta de cima, sinto que meu sangue est martelando em
minhas veias. Por que estou to nervosa? Isso  to ilcito, como se eu estivesse
invadindo, o que  claro estou. Mas se ele quer casar comigo, ento. . .
        Puta merda, o que  tudo isso? Um conjunto de instrumentos e implementos
bizarros, no tenho a menor ideia do que eles so, ou porque eles esto
cuidadosamente dispostos em exibio no compartimento.
        Eu pego um.  em forma de bala com uma espcie de ala. Humm. . . o que
diabos se faz com isto? Minha mente fica confusa, embora eu ache que tenho uma
ideia. Caramba, h quatro tamanhos diferentes!
        Meu couro cabeludo pinica e olho para cima.
        Christian est de p na porta, olhando para mim, seu rosto ilegvel. H
quanto tempo ele est l? Sinto-me como se tivesse sido pega com a mo no pote de
biscoitos.
        - Oi. - Sorrio nervosamente para ele, e sei que meus olhos esto arregalados
e que eu estou plida.
        - O que voc est fazendo? - ele pergunta em voz baixa, mas h uma
tendncia oculta em seu tom.
        Oh merda. Ele est bravo? Eu ruborizo.
        - Eu. . . Eu estava entediada e curiosa, - resmungo, com vergonha por ser
descoberta. Ele disse que seriam duas horas.

 

        -  uma combinao muito perigosa. - Ele corre o longo dedo indicador
atravs de seu lbio inferior em contemplao silenciosa, sem tirar os olhos de mim.
Eu engulo e minha boca fica seca.
        Lentamente, ele entra na sala e fecha a porta, silenciosamente atrs dele,
seus olhos de um ardente cinza liquido. Oh meu Deus. Ele inclina-se casualmente em
cima da cmoda, mas acho que sua posio  enganosa.
        Minha deusa interior no sabe se trata-se de uma briga ou uma estratgia.
        - Ento, sobre o que exatamente voc est curiosa, Srta. Steele? Talvez eu
possa esclarec-la.
        - A porta estava aberta. . . Eu - Olho para Christian enquanto prendo a
respirao e pisco, incerta como nunca de sua reao ou o que devo dizer. Seus olhos
esto escuros. Eu acho que ele acha engraado, mas  difcil dizer. Ele coloca os
cotovelos sobre a antiga cmoda e apia o queixo sobre as mos entrelaadas.
        - Eu estava aqui hoje cedo pensando no que fazer com tudo isso. Devo ter
me esquecido de tranc-la. - Ele franze a testa momentaneamente, como se deixar a
porta aberta fosse um lapso terrvel de julgamento. Eu olho feio, isto no parece
como se ele tivesse esquecido.
        - Anh?
        - Mas agora aqui est voc, curiosa como sempre. - Sua voz  suave,
intrigada.
        - Voc no est bravo? - Eu sussurro, usando o resto do meu flego.
        Ele dobra a cabea para um lado, e contrai seus lbios em diverso.
        - Por que eu estaria bravo?
        - Sinto como se estivesse invadindo. . . e voc est sempre com raiva de mim.
- Minha voz  calma, mas estou aliviada. A testa de Christian vinca mais uma vez.
        - Sim, voc est invadindo, mas eu no estou bravo. Espero que um dia voc
venha morar comigo aqui, e tudo isto, - ele aponta vagamente em volta da sala com
uma mo - vai ser seu, tambm.

 

        Minha sala de jogos. . . oh? Eu olho embasbacada para ele, isto  muito para
a se entender.
        -  por isso que eu estava aqui hoje. Tentando decidir o que fazer. - Ele
bate na boca com o dedo indicador. - Estou com raiva de voc o tempo todo? Eu no
estava esta manh.
        Oh, isso  verdade. Sorrio com a memria de Christian quando acordou, e
distraio-me do pensamento do que acontecer com a sala de jogos. Ele estava um
Cinquenta to divertido esta manh.
        - Voc esta brincando. Eu gosto do Christian brincalho.
        - Voc gosta, agora? - Ele arqueia a sobrancelha, e sua linda boca curva-se
em um sorriso, um sorriso tmido. Uou!
        - O que  isso? - Eu seguro a coisa de bala de prata.
        - Sempre faminta por informao, Srta. Steele. Isso  um plug anal, - ele diz
suavemente.
        - Oh. . .
        - Comprei para voc.
        O qu?
        - Para mim?
        Ele balana a cabea lentamente, o rosto agora srio e cauteloso.
        Eu franzo a testa.
        - Voc compra novos. . . brinquedos. . . para cada submissa?
        - Algumas coisas. Sim.
        - Plugs de bundas?
        - Sim.

 

        Ok. . . Eu engulo. Plug anal.  de metal slido, com certeza  desconfortvel?
Lembro-me de nossa discusso sobre brinquedos sexuais e limites rgidos depois que
me formei. Eu acho que na poca eu disse que iria tentar. Agora, realmente vendo
um, eu no sei se  algo que eu quero fazer. Eu o examino mais uma vez e coloco-o
de volta na gaveta.
        - E este? - Eu tiro um longo, objeto preto de borracha, feito de bolhas
esfricas unidas, diminuindo gradualmente, a primeira mais larga e a ltima muito
pequena. Oito bolhas no total.
        - Contas Anais, - Christian diz, me observando atentamente.
        Oh! Eu examino-as com horror fascinado. Todas estas, dentro de mim. . . l!
Eu no tinha ideia.
        - Elas tm um grande efeito se voc retir-las no meio do orgasmo, -
acrescenta o assunto com naturalidade.
        - Isto  para mim? - Eu sussurro.
        - Para voc. - Ele acena com a cabea lentamente.
        - Esta  a gaveta da bunda?
        Ele sorri.
        - Se voc gostar.
        Eu a fecho rapidamente, ruborizando como um semforo.
        - Voc no gosta da gaveta da bunda? - ele pergunta inocentemente,
divertido. Olho para ele e dou de ombros, tentando disfarar meu choque.
        - No est no topo da minha lista de cartes de Natal, - murmuro
indiferente. Timidamente, eu abro a segunda gaveta. Ele sorri.
        - A prxima gaveta tem uma seleo de vibradores.
        Eu fecho a gaveta rapidamente.

 

        - E a prxima? - Eu sussurro, queimando ainda mais, mas desta vez com
vergonha.
        - Esta  mais interessante.
        Oh! Hesitante, eu abro a gaveta, no tirando os olhos de seu rosto bonito, e
tambm convencido. Dentro, h uma variedade de artigos de metal e alguns
prendedores de roupa. Pregadores! Pego um grande dispositivo de metal parecido
com um clipe.
        - Grampo genital, - Christian diz. Ele se levanta e chega casualmente ao
meu lado. Eu coloco isto de volta imediatamente e opto por algo mais delicado-dois
pequenos clipes preso em uma corrente.
        - Alguns destes so para dor, mas a maioria  para o prazer, - ele
murmura.
        - O que  isso?
        - Grampos de mamilos, este  para os dois.
        - Os dois? Mamilos?
        Christian sorri para mim.
        - Bem, h dois grampos, beb. Sim, ambos os mamilos, mas isso no foi o
que eu quis dizer. Estes so para o prazer e a dor.
        Oh. Ele o pega de mim.
        - Segure o seu dedo mindinho.
        Eu fao como ele pede, e ele grampeia um clipe na ponta do meu dedo. No 
muito desagradvel.
        - A sensao  muito intensa, mas quando os tira  onde est o seu maior
prazer e dor. - Eu removo o clipe. Humm, isto poderia ser bom. Contoro-me s de
pensar.
        - Eu gosto como estes se parecem, - murmuro e Christian sorri.

 

- Voc gosta disto, Srta. Steele? Acho que posso contar.
        Concordo com a cabea timidamente, mordendo meu lbio. Ele me alcana e
puxa meu queixo para que eu solte meu lbio inferior.
        - Voc sabe o que isto faz comigo, - murmura.
        Eu coloco os clipes de volta na gaveta, e Christian se inclina e tira mais dois.
        - Estes so ajustveis. - Ele segura para que eu os inspecione.
        - Ajustveis?
        - Voc pode us-los bem apertado. . . ou no. Dependendo do seu humor.
        Como ele faz este som to ertico? Eu engulo, e para desviar sua ateno,
puxo um dispositivo que se parece com um cortador de massa espetado.
        - E isto? - Eu franzo a testa. No  para cozinhar em uma sala de jogos,
com certeza.
        - Isso  um cata-vento Wartenberg.26
        - Para que serve?
        Ele estende o brao e o tira de mim.
        - D-me sua mo. A palma para cima.
        Ofereo-lhe minha mo esquerda e ele pega-a suavemente, patinando seu
polegar sobre meus dedos. Um arrepio percorre-me. Sua pele contra a minha, isto
nunca deixa de me excitar. Ele corre a roda sobre a minha palma.
        - Ah! - Os dentes mordem minha pele,  mais do que apenas dor. Na
verdade, faz ligeiras ccegas.
        - Imagine isto sobre os seus seios, - Christian murmura lascivamente.
26        A roda Wartenberg , tambm chamada de cata-vento Wartenberg ,  um dispositivo mdico de uso neurolgico. Ele
foi originalmente desenhado para testar reaes nervosas.

 

        Oh! Eu ruborizo e puxo minha mo de volta. Minha respirao e meu corao
aumentam a frequncia. Puta merda.
        - H uma linha tnue entre o prazer e a dor, Anastsia, - ele diz baixinho,
enquanto se inclina e coloca o dispositivo de volta na gaveta.
        - Pregadores de roupa? - Eu sussurro.
        - Voc pode fazer muita coisa com um pregador de roupas. - Seus olhos
cinza queimando.
        Eu me inclino contra a gaveta de modo que ela se fecha.
        -  s isso? - Christian parece divertido.
        - No. . . - Eu abro a quarta gaveta para ser surpreendida por jogos de
couro e correias. Puxo com fora uma das correias. . . parece ser ligada a uma bola.
        - Bola mordaa. Para mant-la quieta, - diz Christian, divertindo-se mais
uma vez.
        - Limite flexvel, - eu murmuro.
        - Eu me lembro, - ele diz. - Mas voc ainda pode respirar. Seus dentes
prendem sobre a bola. - Tirando isto de mim, ele reproduz uma boca exercendo
presso na bola com os dedos.
        - Voc j usou um destes? - Eu pergunto.
        Ele olha para mim tranquilamente.
        - Sim.
        - Para mascarar seus gritos?
        Ele fecha os olhos, e acho que  em exasperao.
        - No, isso no  o que somos.
        Oh?

 

        -  sobre controle, Anastsia. Quo indefesa voc estaria, se estivesse
amarrada e no pudesse falar? Quo confiante voc tem que ser, sabendo que eu
tenho tanto poder sobre voc? Que tenho que ler o seu corpo e sua reao, ao invs
de ouvir suas palavras? Isso a torna mais dependente, me pe no controle final.
        Eu engulo.
        - Voc soa como se o perdesse.
        - Isto  o que eu sei, - ele murmura, olhando para mim. Seus olhos cinza
esto arregalados e graves, e o ambiente entre ns muda como se ele estivesse em
um confessionrio.
        - Voc tem poder sobre mim. Voc sabe que tem, - eu sussurro.
        - Eu? Voc me faz sentir. . . impotente.
        - No! - Oh Cinquenta. . . - Por qu?
        - Porque voc  a nica pessoa que conheo que realmente poderia me
machucar. - Ele se aproxima e enfia meu cabelo atrs da minha orelha.
        - Oh, Christian. . . isto funciona nos dois sentidos. Se voc no me quiser...
- tremo, olhando para os meus retorcidos dedos. Nisto reside minha outra obscura
reserva sobre ns. Se ele no estivesse to. . . machucado, ele iria me querer? Sacudo
a cabea. Tenho que tentar no pensar assim.
        - A ltima coisa que quero fazer  te machucar. Eu te amo, - murmuro,
aproximando-me correndo meus dedos por sua costeleta e suavemente aliso as suas
bochechas. Ele inclina o rosto para o meu toque, derrubando de volta a mordaa na
gaveta, e aconchegando-se em mim, com as mos na minha cintura. Ele puxa-me
contra ele.
        - J terminamos a demonstrao e a explicao? - ele pergunta, sua voz
suave e sedutora. Sua mo se move para cima de minhas costas at minha nuca.
        - Por qu? O que voc quer fazer?
        Ele se inclina e beija-me suavemente, e eu derreto contra ele, segurando seus
braos.

 

        - Ana, voc quase foi atacada hoje. - Sua voz  suave, mas gelada e
cautelosa.
        - E da? - Pergunto, desfrutando a sensao de sua mo em minhas costas
e sua proximidade. Ele puxa a cabea para trs e olha feio para mim.
        - O que quer dizer com e "da"? - ele repreende.
        Eu olho em seu adorvel rosto, mal-humorado, e fico deslumbrada.
        - Christian, eu estou bem.
        Ele me envolve em seus braos, segurando-me perto.
        - Quando penso o que poderia ter acontecido, - ele suspira, enterrando o
rosto no meu cabelo.
        - Quando vai aprender que sou mais forte do que pareo? - Eu sussurro
tranquilizadora em seu pescoo, inalando seu cheiro delicioso. No h nada melhor
no planeta do que estar nos braos de Christian.
        - Eu sei que voc  forte, - Christian resmunga baixinho. Beijando meu
cabelo, ento, para minha grande decepo, me libera. Oh?
        Abaixando-me pesco outro item da gaveta aberta. Vrias algemas anexadas a
uma barra. Eu as seguro.
        - Isto, - Christian diz, seus olhos escurecendo, -  uma barra de extenso,
com apoio no tornozelo e no pulso.
        - Como isto funciona? - Pergunto, genuinamente intrigada. Minha deusa
interior pe a cabea para fora de sua fortificao.
        - Voc quer que lhe mostre? - Ele inspira com surpresa, fechando os olhos
por alguns instantes.
        Eu pisco para ele. Quando ele abre os olhos, eles esto em chamas.
        Oh meu Deus.

 

        - Sim, eu quero uma demonstrao. Gosto de ser amarrada, - sussurro
quando minha deusa interior salta com vara da fortificao em direo a sua
espreguiadeira.
        - Oh, Ana, - ele murmura. Olhando aflito de repente.
        - O qu?
        - No aqui.
        - O que voc quer dizer?
        - Eu a quero na minha cama, no aqui. Venha.
        - Ele pega a barra e minha mo, em seguida, leva-me imediatamente para
fora da sala.
        Por que estamos saindo? Olho para trs conforme saimos.
        - Por que no aqui?
        Christian para na escada e me olha, sua expresso sria.
        - Ana, voc pode estar pronta para voltar para l, mas eu no estou. A
ltima vez que estivemos l, voc me deixou. Eu continuo dizendo a voc, quando
voc vai entender? - Ele franze a testa, me liberando para que possa gesticular com
as mos livre.
        - Toda minha atitude mudou com as consequncias. Minha viso de vida
mudou radicalmente. Eu j lhe disse isso. O que eu no disse a voc  - Ele para e
passa a mo pelos cabelos, buscando as palavras corretas. - Eu sou como um
alcolatra em recuperao, ok? Essa  a nica comparao que posso pensar. A
compulso se foi, mas eu no quero colocar a tentao no meu caminho. Eu no
quero te machucar.
        Ele parece to arrependido, e naquele momento, uma forte dor lancinante se
lana atravs de mim.
        O que eu fiz a este homem? Tenho melhorado a sua vida? Ele estava feliz
antes de me conhecer, no estava?

 

        - Eu no posso suportar feri-la porque eu te amo, - ele acrescenta, olhando-
me, sua expresso de uma sinceridade absoluta, como um garotinho dizendo uma
verdade muito simples.
        Ele  completamente franco, e me tira o flego. Eu o adoro mais do que
qualquer coisa ou qualquer um. Eu amo este homem incondicionalmente.
        Eu me lano para ele com tanta fora, que ele tem que largar o que est
levando para me pegar quando o empurro contra a parede. Agarrando o seu rosto
entre minhas mos, puxo seus lbios contra os meus. Eu posso provar sua surpresa,
quando empurro minha lngua em sua boca. Estou de p no degrau acima dele,
estamos no mesmo nvel, e sinto a poderosa euforia. Beijando-o apaixonadamente,
meus dedos retorcendo em seus cabelos, quero toc-lo, em todos os lugares, mas me
contenho, sabendo de seu medo. Independente disso, meu desejo se desenrola,
quente e pesado, florescendo dentro de mim. Ele geme e agarra meus ombros,
afastando-me.
        - Voc quer que eu te foda na escada? - Ele murmura, sua respirao
irregular. - Porque, neste momento eu faria.
        - Sim, - eu murmuro e tenho certeza de que meu olhar escuro combina com
o dele.
        Ele me olha, seus olhos entrecerrados e pesados.
        - No. Eu quero voc na minha cama. - De repente me levanta sobre seu
ombro, fazendo-me gritar, bem alto, e d uma tapa forte em minha bunda, para que
eu grite novamente. Quando desce as escadas, ele inclina-se para pegar a barra
cada.
        A Sra. Jones est saindo da despensa, quando passamos pelo corredor. Ela
sorri para ns, e dou-lhe um aceno pedindo desculpas. Eu no acho que Christian a
notou.
        No quarto, ele me coloca de p e deixa cair  barra sobre a cama.
        - Eu no acho que voc v me machucar, - eu inspiro.

 

        - Eu no acho que eu vou machuc-la, tambm, - ele diz. Pega minha
cabea nas mos e me beija, longa e fortemente, inflamando o meu sangue j
aquecido.
        - Eu te quero tanto, - ele sussurra contra minha boca, ofegante. - Voc
tem certeza a respeito disso, depois de hoje?
        - Sim. Eu o quero, tambm. Quero que voc me dispa. - No posso esperar
para por minhas mos sobre ele, meus dedos esto coando para toc-lo.
        Seus olhos se arregalam e por um momento, ele hesita, talvez para considerar
meu pedido.
        - Tudo bem, - ele diz com cautela.
        Eu alcano o segundo boto de sua camisa e o ouo recuperar o flego.
        - Eu no vou tocar em voc se voc no quiser, - eu sussurro.
        - No, - ele responde rapidamente. - Faa. Est tudo bem. Eu estou bem,
-resmunga.
        Eu gentilmente desfao o boto e meus dedos deslizam para baixo de sua
camisa para o prximo. Seus olhos esto largos e luminosos, seus lbios se
separaram, quando sua respirao enfraquece. Ele  to bonito, mesmo com medo. .
. apesar de seu medo. Eu desfao o terceiro boto e sinto o pelo macio pinicar atravs
do grande V da camisa.
        - Quero beijar voc aqui, - murmuro.
        Ele inala drasticamente.
        - Beijar-me?
        - Sim, - murmuro.
        Ele suspira quando desfao o prximo boto e muito lentamente inclino-me,
tornando a minha inteno clara. Ele est segurando a respirao, mas est
completamente imvel, quando planto um beijo suave entre os cachos macios

 

expostos. Eu desfao o ltimo boto e levanto o meu rosto para ele. Ele est me
encarando, e h um olhar de satisfao, calma e. . . maravilhado sobre seu rosto.
        - Est ficando mais fcil, no ? - Eu sussurro.
        Ele balana a cabea, quando empurro lentamente a camisa de seus ombros e
a deixo cair no cho.
        - O que esta fazendo comigo, Ana? - ele murmura. - Seja o que for, no
pare. - E me acolhe em seus braos, prendendo ambas as mos em meu cabelo e
puxando minha cabea para trs, para que possa ter acesso fcil a minha garganta.
        Ele corre seus lbios at meu queixo, beliscando suavemente. Gemo. Oh, eu
quero esse homem. Meus dedos se atrapalham em seu cs, desfazendo o boto e
puxando para baixo o zper.
        - Oh, beb, - ele suspira enquanto beija atrs de minha orelha. Eu sinto
sua ereo firme e dura, lutando contra mim. Eu o quero em minha boca. Eu recuo
abruptamente e caio de joelhos.
        - Uou? - ele suspira.
        Brigo com suas calas e a boxer bruscamente, e ele surge livre. Antes que
possa me parar, eu o levo para minha boca, sugando duro, desfrutando de sua
chocada perplexidade, enquanto sua boca cai aberta. Olhando-me, observando cada
movimento meu, os olhos to escuro e cheio de felicidade carnal. Oh meu Deus.
Recolho meus dentes e chupo mais duro. Ele fecha os olhos e se entrega a esse
abenoado prazer carnal, que  to excitante. Eu sei o que fazer com ele, isto 
hedonstico, libertador e sexy como o inferno. O sentimento  inebriante, no sou
apenas poderosa, sou onisciente.
        - Porra, - ele sussurra e gentilmente embala minha cabea, flexionando os
quadris para que se mova mais profundo dentro de minha boca. Oh sim, quero isso e
rodopio minha lngua ao redor dele, puxando forte. . . mais e mais.
        -Ana. - Ele tenta dar um passo para atrs.
        Oh voc no vai fazer isso, Grey. Eu quero voc. Agarro seus quadris
firmemente, redobrando meus esforos, e posso dizer que ele est perto.

 

        - Por favor, - ele arqueja. - Estou chegando, Ana, - ele geme.
        Bom. Minha deusa interior joga sua cabea para trs em xtase, e ele vem,
ruidosamente e molhado, em minha boca.
        Ele abre seus brilhantes olhos cinza, encarando-me, e sorrio para ele,
lambendo meus lbios. Ele sorri de volta para mim, um sorriso perverso e lascivo.
        - Oh, ento este  o jogo que estamos jogando, Srta. Steele? - Inclinando-se,
engancha suas mos debaixo dos meus braos e me puxa de p. De repente, sua
boca est na minha. Ele geme.
        - Eu posso sentir o meu gosto. Voc tem gosto melhor, - ele murmura
contra meus lbios. Puxa minha camiseta fora e joga-a descuidadamente no cho,
ento me pega e me joga na cama.
        Agarrando a barra do meu suter, ele puxa abruptamente de modo que se
solta em um movimento rpido. Eu estou nua por baixo, deitada em sua cama.
Esperando. Querendo. Seus olhos me bebem, e lentamente ele remove o resto de
suas roupas, sem tirar os olhos de mim.
        - Voc  uma linda mulher, Anastsia, - ele murmura apreciativo.
        Humm. . . Eu inclino minha cabea coquete para um lado e sorrio para ele.
        - Voc  um homem bonito, Christian, e tem um gosto muito bom.
        Ele me d um sorriso perverso e agarra a barra de extenso. Agarrando meu
tornozelo esquerdo, ele rapidamente algema-o, travando a fivela firmemente, mas no
muito apertado. Ele testa quanto espao tenho, deslizando seu dedo mindinho entre
a algema e meu tornozelo. Ele no tira os olhos dos meus, ele no precisar ver o que
est fazendo. Humm. . . ele j fez isso antes.
        - Ns teremos que ver qual o seu gosto. Se bem me lembro, voc  uma
iguaria rara e requintada, Srta. Steele.
        Oh.
        Segurando meu outro tornozelo, ele rapidamente e eficientemente algema-o
muito bem, de modo que meus ps fiquem a cerca de meio metro de distncia.

 

        - A coisa boa sobre este difusor  que ele se expande, - murmura. Ele
seleciona alguma coisa na barra, ento empurra minhas pernas espalhadas ainda
mais. Uou, um metro para os lados. Minha boca despenca, e respiro fundo. Porra,
isso  excitante. Estou em chamas, inquieta e necessitada.
        Christian lambe o lbio inferior.
        - Oh, vamos nos divertir com isso, Ana. - Descendo, ele agarra a barra e
torce-a para que eu vire de frente. Isto me pega de surpresa.
        - Veja o que eu posso fazer com voc? - ele diz sombriamente e torce
novamente de forma abrupta, ento estou mais uma vez de costas, abismada com
ele, sem flego.
        - Essas outras algemas so para os pulsos. Vou pensar sobre isso. Depende
de como se comportar ou no.
        - Quando foi que no me comportei?
        - Eu posso pensar em algumas infraes, - ele diz suavemente, correndo os
dedos pelas solas dos meus ps. Isto faz ccegas, mas a barra me segura no lugar,
embora eu tente me contorcer para longe de seus dedos.
        - O BlackBerry, por exemplo.
        Eu suspiro.
        - O que voc vai fazer?
        - Oh, eu nunca revelo meus planos. - Ele sorri, seus olhos brilhando com
coisas claramente diablicas.
        Puta merda. Ele  to assustadoramente sexy, que me tira o flego.
        Ele rasteja at a cama de modo que fica ajoelhado entre minhas pernas,
gloriosamente nuas, e fico impotente.
        - Humm. Voc est to exposta, Srta. Steele. - Ele corre os dedos de ambas
s mos para cima no interior de cada uma de minhas pernas, devagar,

 

seguramente, fazendo pequenas formas circulares. Nunca quebrando o contato
visual comigo.
        -  tudo questo de antecipao, Ana. O que vou fazer com voc? - Suas
palavras sussurradas penetrando diretamente na minha mais profunda, e escura
parte. Remexo-me na cama e gemo. Seus dedos continuam seu ataque lento at as
minhas pernas, passando para trs de meus joelhos. Instintivamente, eu quero
fechar minhas pernas, mas no posso.
        - Lembre-se, de que se voc no gostar de algo,  s me dizer para parar, -
ele murmura. Curvando-se, beija minha barriga suavemente, beijos sugados,
enquanto suas mos continuam a tortuosa jornada lenta para diante no interior de
minhas coxas, tocando e brincando.
        - Oh, por favor, Christian, - eu imploro.
        - Oh, Srta. Steele. Eu descobri que voc pode ser implacvel, em seus
ataques amorosos para cima de mim. Acho que eu deveria devolver o favor.
        Meus dedos agarram o edredom quando me entrego a ele, sua boca
suavemente indo para baixo, seus dedos indo para cima, at o pice vulnervel e
exposto de minhas coxas. Eu gemo, enquanto ele enfia os dedos dentro de mim e
segura minha plvis para receb-los. Christian geme em resposta.
        - Voc nunca deixa de me surpreender, Ana. Voc est to molhada, - ele
murmura contra a linha onde meu pelo pbico se junta a minha barriga. Arqueio
meu corpo quando a boca me encontra.
        Oh meu Deus.
        Ele comea um ataque lento e sensual, sua lngua girando em torno e ao
redor, enquanto seus dedos se movem dentro de mim. Porque no posso fechar as
pernas, ou mover-me, isto  intenso, muito intenso. Minhas costas arqueiam, quando
tento absorver as sensaes.
        - Oh, Christian, - eu choro.
        - Eu sei beb, - ele sussurra, e para me aliviar, ele sopra suavemente sobre
a parte mais sensvel do meu corpo.

 

        - Arrgh! Por favor! -Eu imploro.
        - Diga meu nome, - ele ordena.
        - Christian, - eu chamo, dificilmente reconhecendo minha prpria voz, que
est to estridente e necessitada.
        - Mais uma vez, - ele inspira.
        - Christian, Christian, Christian Grey, - Eu chamo em voz alta.
        - Voc  minha. - Sua voz  suave e mortal, e com um ltimo movimento de
sua lngua, eu despenco, espetacularmente, recebendo meu orgasmo, e porque
minhas pernas esto to afastadas, isto continua indefinidamente e estou perdida.
        Vagamente, fico ciente de que Christian virou-me de frente.
        - Ns vamos tentar isso, beb. Se voc no gostar, ou for muito
desconfortvel, me diga, e ns paramos.
        O qu? Estou to perdida no crepsculo, para formar qualquer pensamento
consciente ou coerente. Estou sentada no colo de Christian. Como isso aconteceu?
        - Incline-se para baixo, beb, - ele murmura em meu ouvido. - A cabea e
o peito na cama.
        Em um torpor eu fao o que ele me pede. Ele puxa as minhas mos e punhos
para trs e algema na barra, ao lado de meus tornozelos. Oh. . . Meus joelhos ficam
levantados, a minha bunda no ar, totalmente vulnervel, completamente dele.
        - Ana, voc parece to bonita. - Sua voz  cheia de admirao, e ouo o
rasgo da folha. Ele passa os dedos pela base da minha coluna abaixo, em direo ao
meu sexo, e da uma batidinha em minha bunda.
        - Quando voc estiver pronta, quero isto tambm. - Seus dedos esto
pairando sobre mim. Eu suspiro alto quando me sinto tensa sob a sua suave
sondagem. - No hoje, doce Ana, mas um dia. . .quero voc em todos os sentidos.
Eu quero possuir cada centmetro de voc. Voc  minha.

 

        Eu penso sobre o plug de bunda, e tudo contrai profundamente dentro de
mim. Suas palavras me fazem gemer, e seus dedos se movem para baixo e em torno
de um territrio mais familiar.
        Momentos depois, ele est me preenchendo.
        - Aagh! Delicadamente, - eu choramingo, e ele acalma.
        - Voc est bem?
        - Gentilmente. . . deixe-me acostumar com isso.
        Ele sai lentamente de mim, ento entra suavemente de volta, enchendo-me,
esticando-me, duas, trs vezes, e eu estou impotente.
        - Sim, bem, eu consegui agora, - murmuro, saboreando a sensao.
        Ele geme, e pega seu ritmo. Movendo-se, movendo-se. . . implacvel. . . para
frente, para dentro, enchendo-me. . .e isto  extraordinrio. Existe alegria na minha
impotncia, alegria em minha entrega para ele, e sabendo que ele pode perder-se em
mim do jeito que ele quer. Eu posso fazer isso. Ele me leva para esses lugares
escuros, lugares que eu nem sabia que existiam, e juntos ns os preenchemos com
luz ofuscante. Ah, sim. . .ardente, luz ofuscante.
        E eu me liberto, glorificando o que ele faz comigo, encontrando minha doce,
doce liberao, quando eu gozo de novo, alto, gritando seu nome. E ele acalma,
derramando seu corao e alma dentro de mim.
        - Ana, querida, - ele grita e desaba ao meu lado.
        Seus dedos habilmente desfazendo as tiras, e esfregando meus tornozelos, em
seguida, os pulsos. Quando ele termina e estou finalmente livre, ele puxa-me em
seus braos e eu derivo, exausta.
        Quando eu venho  tona novamente, estou enrolada ao lado dele e ele est
olhando para mim. Eu no tenho ideia de que horas so.
        - Eu poderia assistir voc dormir para sempre, Ana, - ele murmura e beija
minha testa.

 

        Eu sorrio e movo-me languidamente para o lado dele.
        - Eu nunca mais quero deix-la partir, - ele diz baixinho e envolve seus
braos a minha volta.
        Humm.
        - Eu nunca vou querer ir. Nunca me deixe ir, - eu murmuro sonolenta,
minhas plpebras se recusam a abrir.
        - Eu preciso de voc, - ele sussurra, mas sua voz  uma distante, etrea
parte de meus sonhos. Ele precisa de mim. . . precisa de mim. . .e quando finalmente
caio na escurido, meus ltimos pensamentos so de um menininho, com olhos
cinza, sujo e confuso, com cabelos cor de cobre, sorrindo timidamente para mim.

 

Captulo 17
        Hum.
        Christian est cheirando meu pescoo, enquanto eu lentamente acordo.
        - Bom dia, beb, - ele sussurra e da uma mordidinha em minha orelha.
Meus olhos abrem agitados e fecham de novo rapidamente. A luz brilhante do
incio da manh inunda o quarto, e sua mo macia est acariciando meu peito,
suavemente me provocando. Descendo, agarra meu quadril deitando por trs de
mim, segurando-me prximo.
        Estico-me ao lado dele, saboreando seu toque, e sentindo sua ereo
contra meu traseiro.
        Oh Deus. Um convite para despertar de Christian Grey.
        - Voc est feliz em me ver, - eu murmuro sonolenta, contorcendo-me
sugestivamente contra ele. Sinto o seu sorriso contra meu queixo.
        - Estou muito contente de ver voc, - ele diz, enquanto patina sua mo
sobre minha barriga e para baixo para por as mos em concha em meu sexo e
explor-lo com os dedos. - H vantagens concretas em acordar ao seu lado, Srta.
Steele, - brinca e gentilmente me vira, de modo que fico deitada de costas.
        - Dormiu bem? - Pergunta enquanto seus dedos continuam a sua tortura
sensual. Ele est sorrindo para mim, seu deslumbrante sorriso perfeito, de modelo
masculino americano  de matar. Ele me tira o flego.
        Meus quadris comeam a balanar ao ritmo da dana de seus dedos. Ele
me beija castamente nos lbios, e ento se move para baixo para meu pescoo,
beliscando lentamente, beijando, e chupando enquanto ele continua. Eu gemo. Ele
 gentil e seu toque  leve e celestial. Seus dedos intrpidos se movem para baixo,
colocando um lentamente dentro de mim, gemo baixinho admirada.

 

        - Oh, Ana, - murmura reverenciando contra minha garganta. - Voc
est sempre to pronta. - Ele move o dedo ao mesmo tempo em que me beija,
enquanto seus lbios viajam agradveis por toda a minha clavcula e em seguida,
at meu seio. Ele atormenta primeiro um, depois o outro mamilo com os dentes e
os lbios, mas oh, to gentilmente, e eles apertam e alongam em uma doce
resposta.
        Eu gemo.
        - Hum, - ele rosna baixinho, e levanta a cabea para dar-me um olhar
com olhos cinza ardentes. - Eu quero voc agora. - Ele alcana a mesa de
cabeceira. Desloca-se para cima de mim, pondo seu peso nos cotovelos, e
esfregando seu nariz junto a mim, enquanto abro minhas pernas para ele. Ele
ajoelha-se e rasga desfolhando a embalagem.
        - Eu no posso esperar at sbado, - ele diz, com os olhos brilhando de
alegria devassa.
        - Sua festa? - Eu arquejo.
        - No. Para parar de usar essas porras.
        - Acertadamente chamado. - Eu dou uma risadinha.
        Ele sorri para mim, enquanto ele desenrola o preservativo.
        - Voc est rindo, Srta. Steele?
        - No. - Eu tento e falho em endireitar meu rosto.
        - Agora no  hora para rir. - Ele balana a cabea em advertncia, e sua
voz est baixa, severa, mas sua expresso, puta merda,  glacial e vulcnica de
uma s vez.
        Fico com a respirao presa na minha garganta.
        - Eu pensei que gostasse quando dou risada, - sussurro rouca, olhando
para as profundezas escuras de seus olhos tempestuosos.
        - Agora no. H um tempo e um lugar para rir. Este no . Preciso parar
voc, e acho que sei como, - diz ameaadoramente, e seu corpo cobre o meu.

 


        - O que voc gostaria para o caf, Ana?
        - S quero um pouco de granola. Obrigado, Sra. Jones.
        Eu ruborizo, enquanto tomo meu lugar no balco ao lado de Christian. A
ltima vez que pus os olhos sobre a to afetada e apropriada Sra. Jones, estava
sendo arrastada sem a menor cerimnia para o quarto, por cima do ombro de
Christian.
        - Voc est linda, - Christian diz baixinho. Estou usando minha saia
lpis cinza e minha blusa cinza de seda novamente.
        - Voc tambm. - Eu sorrio timidamente para ele. Ele est vestindo uma
camisa azul plida e jeans, e parece bem, refrescado e perfeito, como sempre.
        - Devemos comprar-lhe mais algumas saias, - fala o assunto com
naturalidade. - Na verdade, eu adoro lev-la s compras.
        Hum, compras. Eu odeio fazer compras. Mas, com Christian, talvez isto no
v ser to ruim. Eu decido que a distrao  a melhor forma de defesa.
        - Eu me pergunto o que vai acontecer no trabalho hoje?
        - Eles vo ter que substituir o miservel. - Christian desaprova franzindo
a testa, como se estivesse acabado de pisar em algo extraordinariamente
desagradvel.
        - Espero que eles aceitem uma mulher como minha nova chefe.
        - Por qu?
        - Bem,  menos provvel que voc se oponha que eu v embora com ela, -
eu o provoco.
        Seus lbios se contorcem e ele comea a comer sua omelete.
        - O que h de to engraado? - Eu pergunto.

 

- Voc. Coma sua granola, toda ela, se isso  tudo o que voc vai comer.
Mando como sempre. Eu retoro meus lbios para ele, mas comeo a
comer.

        - Ento, a chave fica aqui. - Christian aponta para a ignio abaixo da
alavanca de marchas.
        - Lugar estranho, - eu murmuro. Mas estou muito satisfeita com cada
pequeno detalhe, praticamente pulando como uma criana pequena no banco de
couro confortvel. Christian finalmente me deixa conduzir o meu carro. Ele me
considera friamente, embora seus olhos estejam iluminados com humor.
        - Voc est muito entusiasmada com isso, no ? - ele murmura,
divertido.
        Concordo com a cabea, sorrindo como uma idiota.
        - S de sentir o cheiro de carro novo. Isto  ainda melhor do que o
Especial Submisso. . . hum, o A3, - eu adiciono rapidamente, corando.
        Christian torce a boca.
        - Especial Submisso, hein? Voc tem um jeito com as palavras, Srta.
Steele. - Ele se inclina para trs com um olhar falso de reprovao, mas no pode
me enganar. Eu sei que est se divertindo.
        - Bem, vamos l. - Ele acena com a mo de dedos longos em direo 
entrada da garagem.
        Eu bato palmas, ligo o carro, e o motor ronrona com vida. Colocando a
alavanca de cmbio na unidade, eu alivio o p do freio e o Saab move-se
suavemente para  frente. Taylor d partida com o Audi atrs de ns e assim que
os portes da garagem se erguem, segue-nos para fora do Escala para a rua.

 

        - Podemos ligar o rdio? - Eu pergunto enquanto esperamos o primeiro
sinal de parada.
        - Eu quero que voc se concentre, - ele diz bruscamente.
        - Christian, por favor, posso dirigir com a msica tocando. - Reviro os
olhos. Ele franze a testa por um momento e ento liga o rdio.
        - Voc pode tocar o seu iPod e MP3, como tambm os CDs nisto, - ele
murmura.
        Os tons muito alto e suaves do The Police, de repente enchem o carro.
Christian abaixa a msica. Hum. . .
        - King of Pain.
        - O seu hino, - brinco com ele, ento, instantaneamente me arrepender
quando sua boca aperta em uma linha fina. Ah, no.
        - Eu tenho esse lbum, em algum lugar. - Continuo s pressas para
distra-lo. Hum. . . em algum lugar do apartamento que eu passei muito pouco
tempo dentro.
        Pergunto-me como Ethan est. Eu deveria tentar ligar para ele hoje. No
vou ter muito que fazer no trabalho.
        Ansiedade floresce em meu estmago. O que vai acontecer quando eu
chegar ao escritrio? Ser que todo mundo sabe sobre Jack? Ser que todos
sabem do envolvimento de Christian? Ser que ainda tenho um emprego? Puxa se
no tenho um emprego, o que vou fazer?
        Casar com o Gazilionaire,27 Ana! Meu subconsciente tem sarcasmo em seu
rosto. Eu ignoro a voraz cadela.
        - Ei, Senhorita boca esperta. Volte. - Christian me arrasta para o aqui e
agora, quando eu entro em movimento para o semforo seguinte.
        - Voc est muito distrada. Concentre-se, Ana, - ele repreende. -
Acidentes acontecem quando voc no se concentra.
27        Gazillionaire, jogo de vdeo game onde seu objetivo  se tornar um magnata do comrcio, iniciando uma pequena
empresa e a construo de um imprio de negcios.

 

        Oh, pelo amor de Deus, e de repente estou catapultado de volta no tempo
para quando Ray estava me ensinando a dirigir. Eu no preciso de outro pai. Um
marido talvez, um marido bizarro.
        Hum.
        - Estou apenas pensando no trabalho.
        - Beb, voc vai ficar bem. Confie em mim. - Christian sorri.
        - Por favor, no interfira, eu quero fazer isso sozinha. Christian, por favor.
 importante para mim, - digo to suavemente quanto possvel. No quero
discutir. Sua boca apresenta mais uma vez uma teimosa linha severa, e acho que
ele vai me repreender novamente.
        Ah, no.
        - No vamos discutir Christian. Tivemos uma manh maravilhosa. E a
noite passada foi... -As palavras me faltam, ontem  noite foi...- um paraso.
        Ele no diz nada. Olho para ele e seus olhos esto fechados.
        - Sim. Um Paraso, - ele diz baixinho. - Eu quis dizer o que disse.
        - O qu?
        - No pretendo deixar voc ir.
        - Eu no quero ir.
        Ele sorri, e  esse sorriso novo e tmido que dissolve tudo em seu caminho.
Cara, ele  poderoso.
        - timo, - ele diz simplesmente, e visivelmente relaxa.
        Eu dirijo para o estacionamento a meio quarteiro da SIP.
        - Vou lev-la para trabalhar. Taylor vai me buscar l, - Christian oferece.
Eu escalo para fora do carro, limitada pela minha saia lpis, enquanto Christian
sai graciosamente,  vontade com seu corpo ou dando a impresso de algum 
vontade com seu corpo. Hum. . . algum que no pode suportar ser tocado no
pode estar to  vontade. Eu olho carrancuda para meu pensamento errante.

 

        - No se esquea de que veremos Flynn as sete esta noite, - ele diz,
enquanto segura minha mo para que eu saia. Eu pressiono a tranca da porta e
tomo sua mo.
        - Eu no vou esquecer. Eu vou compilar uma lista de perguntas para ele.
        - Perguntas? Sobre mim?
        Concordo com a cabea.
        - Eu posso responder a quaisquer perguntas que voc tenha sobre mim. -
Christian olha afrontado.
        Eu dou um sorriso para ele.
        - Sim, mas eu quero a opinio imparcial do charlato dispendioso.
        Ele franze o cenho e, de repente me puxa para o seu abrao, segurando
minhas mos firmemente em minhas costas.
        - Isto  uma boa ideia? - ele diz, em voz baixa e rouca. Eu me inclino
para trs para ver a grande e profunda ansiedade iminente em seus olhos. Isto
rasga minha alma.
        - Se voc no quiser, eu no vou. - Fico olhando para ele, piscando,
querendo acariciar a preocupao de seu rosto. Puxo uma de minhas mos e ele a
solta. Toco seu rosto ternamente, esta suave com a barba feita esta manh.
        - O que est preocupando voc? - Eu pergunto minha voz suave e calma.
        - Que voc v embora.
        - Christian, quantas vezes tenho que dizer: no vou a lugar algum. Voc j
me contou o pior. Eu no vou te deixar.
        - Ento por que voc no me respondeu?
        - Respondeu-lhe? - Murmuro sem ingenuidade.
        - Voc sabe do que eu estou falando, Ana.
        Suspiro.
        - Eu quero saber se sou suficiente para voc, Christian. Isso  tudo.

 

        - E voc no vai aceitar minha palavra? - ele diz exasperado, liberando-
me.
        - Christian, tudo isto foi muito rpido. E voc mesmo admitiu que voc
tem Cinquenta Tons Fodidos. Eu no posso dar o que voc precisa, - murmuro.
-No  s por mim. Mas isso me faz sentir inadequada, especialmente ao v-lo
com Leila. Quem pode dizer que um dia voc no v encontrar algum que gosta
de fazer o que voc faz? E quem pode dizer que no vai, voc sabe. . . se apaixonar
por ela? Algum muito mais adequado s suas necessidades. - O pensamento de
Christian com mais algum me deixa doente. Olho para os meus dedos atados.
        - Eu conheo muitas mulheres que gostam de fazer o que eu gosto.
Nenhuma delas me chamou a ateno da maneira como voc fez. Eu nunca tive
uma conexo emocional com nenhuma delas. Sempre foi voc, Ana.
        -Porque voc nunca lhes deu uma chance. Voc passou muito tempo
trancado em sua fortaleza, Christian. Olha, vamos discutir isso mais tarde. Eu
tenho que ir trabalhar. Talvez o Dr. Flynn possa oferecer-nos a sua percepo. -
Isto tudo  muito pesado para uma discusso em um estacionamento s oito e
cinquenta da manh, e Christian, por sua vez, parece concordar. Ele acena com a
cabea, mas seus olhos esto cautelosos.
        - Venha, - ele ordena, estendendo a mo.
        Quando chego a minha mesa, encontro um bilhete pedindo para que eu v
direto para o escritrio de Elizabeth. Meu corao salta em minha boca. Oh,  isso.
Vou ser demitida.
        - Anastsia. - Elizabeth sorri gentilmente, acenando para uma cadeira
diante de sua mesa. Sento-me e a olho com expectativa, esperando que ela no
possa ouvir meu corao batendo. Ela alisa o grosso cabelo preto, e observa-me,
com sombrios olhos azuis claros.
        - Tenho uma notcia um pouco triste.
        Triste! Ah, no.
        - Eu a chamei para inform-la que Jack deixou a empresa de repente.
        Eu ruborizo. Isto no  triste para mim. Devo dizer-lhe que sei?

 

        - Sua partida bastante apressada deixou uma vaga, e ns gostaramos que
voc preenchesse-a neste momento, at encontrarmos um substituto.
        O qu? Eu sinto o sangue subir para minha cabea. Eu?
        - Mas, s estou aqui h uma semana mais ou menos.
        - Sim, Anastsia, eu entendo, mas Jack sempre foi um defensor de suas
habilidades. Ele tinha grandes esperanas para voc.
        Eu paro de respirar. Ele tinha grandes esperanas de me conseguir deitada
de costas, com certeza.
        - Aqui est uma descrio detalhada do trabalho. De uma boa olhada
nisto, e ns podemos discutir isso hoje  tarde.
        - Mas...
        - Por favor, sei que isso  repentino, mas voc j fez contato com os
autores principais de Jack. Suas anotaes nos captulos no passaram
despercebidas pela comisso dos outros editores. Voc tem uma mente perspicaz,
Anastsia. Todos ns pensamos que pode faz-lo.
        - Ok. - Isto  surreal.
        - Olhe, pense nisso. Neste meio tempo, voc pode assumir o cargo de
Jack.
        Ela est efetivamente dispensando-me, e estende a mo. Eu sacudo-a em
completo torpor.
        - Estou feliz que ele se foi, - ela sussurra e um olhar assombrado cruza
seu rosto. Puta merda. O que ele fez com ela?
        De volta  minha mesa, eu pego meu Blackberry e chamo Christian.
        Ele responde no segundo toque.
        - Anastsia. Voc est bem? - Pergunta preocupado.
        - Eles simplesmente deram o trabalho de Jack para mim,
temporariamente - eu deixo escapar.
        - Voc est brincando, - ele sussurra, chocado.

 

        - Voc tem alguma coisa a ver com isso? - Minha voz soa mais acentuada
do que quero que seja.
        - No... no, absolutamente. Quero dizer, com todo o respeito, Anastsia,
voc s est a h uma semana ou menos, no quero dizer isto de maneira rude.
        - Eu sei. - Eu franzo a testa. - Aparentemente, Jack realmente me
avaliou.
        - Ele o fez? - O tom de Christian  gelado e depois ele suspira. - Bem,
beb, se eles acham que voc pode faz-lo, tenho certeza que voc pode. Parabns.
Talvez devssemos comemorar depois que vermos Flynn.
        - Hum. Tem certeza de que no tem nada a ver com isso?
        Ele fica em silncio por um momento, e ento diz em voz baixa ameaadora.
        - Voc duvida de mim? Irrita-me que voc o tenha.
        Eu engulo. Cara, ele fica bravo com tanta facilidade.
        - Sinto muito, - suspiro, repreendida.
        - Se voc precisar de alguma coisa, me avise. Eu vou estar aqui. E
Anastsia?
        - O qu?
        - Use o seu Blackberry, - acrescenta laconicamente.
        - Sim, Christian.
        Ele no desliga como eu espero que o faa, mas respira profundamente.
        - Falo srio. Se voc precisar de mim, estou aqui. - Suas palavras so
muito mais suaves, conciliadora. Oh, ele  to voltil. . . suas mudanas de humor
so como um metrnomo fixado em urgente.
        - Ok, murmuro. -  melhor eu ir. Tenho que mudar de escritrio.
        - Se voc precisar de mim. E falo srio sobre isto, - ele murmura.
        - Eu sei, obrigado, Christian. Eu te amo.
        Sinto o seu sorriso do outro lado do telefone. Ganhei-o de volta.

 

        - Eu tambm te amo, beb. - Oh, nunca vou cansar de que ele diga essas
palavras para mim?
        - Eu falo com voc depois.
        - At mais, beb.
        Desligo e olho para o escritrio de Jack. Meu escritrio. Puta merda
        Anastsia Steele, Coordenadora Editorial Interina. Quem teria pensado? Eu
deveria pedir mais dinheiro.
        O que Jack pensaria se soubesse? Tremo s de pensar e me pergunto
tolamente, como ele passou a manh, no em Nova York como esperava. Eu
passeio por seu... meu escritrio, sentando-me  mesa, e comeo a ler a descrio
do trabalho.
        Ao meio dia e meia, Elizabeth me chama.
        - Ana, precisamos de voc em uma reunio  uma hora na diretria. Jerry
Roach e Kay Bestie vo estar l, voc sabe, o presidente da empresa e o vice-
presidente? Todos os Coordenadores Editoriais sero atendidos.
        Merda!
        - Preciso preparar alguma coisa?
        - No, este  apenas um encontro informal que fazemos uma vez por ms.
O almoo ser fornecido.
        - Estarei l. - Eu desligo.
        Puta merda! Eu verifico a lista atual de autores de Jack. Sim, eu tenho
praticamente tudo fixado. Tenho os cinco manuscritos que ele estava defendendo,
alm de mais dois, realmente espero que sejam considerados para publicao.
Respiro profundamente, no posso acreditar que  hora do almoo j. O dia voou,
e estou amando isso. Houve tanta coisa para absorver esta manh. O som da
minha agenda anuncia um compromisso.
        Oh no... Mia! Com toda a empolgao eu esqueci sobre o nosso almoo.
Eu pesco meu Blackberry e tento desesperadamente encontrar o nmero do
telefone dela.

 

        Meu telefone vibra.
        -  ele, na recepo. -A voz de Claire  silenciosa.
        - Quem? - Por um momento, eu acho que pode ser Christian.
        - O deus loiro.
        - Ethan?
        Oh, o que ele quer? Imediatamente sinto-me culpada por no t-lo
chamado.
        Ethan, vestido com uma camisa xadrez azul, camiseta branca e jeans,
encara-me quando apareo.
        - Uou! - Voc est sexy, Steele, - ele diz, balanando a cabea em
aprovao. Ele me d um abrao rpido.
        - Est tudo bem? - Eu pergunto.
        Ele franze a testa.
        - Tudo bem, Ana. Eu s queria te ver. Eu no ouo falar de voc h algum
tempo, e queria ver como o Sr. Mogul est tratando voc.
        Eu ruborizo e no posso evitar meu sorriso.
        - Ok! - Ethan exclama, erguendo suas mos. - Eu posso dizer pelo
sorriso secreto. No quero saber mais nada. Vim apenas na possibilidade que voc
possa almoar. Estou me matriculando na Seattle no curso de psicologia em
setembro. Para o meu mestrado.
        - Oh Ethan. Tanta coisa aconteceu. Eu tenho uma tonelada de coisas para
lhe contar, mas agora, no posso. Tenho uma reunio. - Uma ideia me bate
rpido. - Gostaria de saber se pode me fazer um grande, grande, grande favor? -
Eu fecho minhas mos em splica.
        - Claro, - ele diz, confuso pela minha splica.
        - Eu tenho que almoar com a irm de Christian e Elliot, mas no posso
peg-la, e esta reunio acaba de ser lanada para mim. Por favor, voc pode lev-la
para almoar? Por favor?
        - Ah, Ana! Eu no quero bancar a baba de nenhuma pirralha.

 

        - Por favor, Ethan. - Eu lhe aoito com o mais longo, grande olhar azul
que eu posso gerir. Ele revira os olhos e eu sei que consegui.
        - Voc vai cozinhar alguma coisa para mim? - Resmunga.
        - Claro, qualquer coisa, sempre.
        - Ento, onde ela est?
        - Ela  esperada aqui a qualquer momento. E, como se fosse uma deixa,
eu ouo sua voz.
        - Ana, - ela chama da porta da frente.
        Ambos viramos, e l est ela, toda curvilnea e alta com seu lustroso cabelo
chanel preto, vestindo um curto vestido verde-menta, e combinando com escarpim
de salto alto com tiras em torno de seus tornozelos finos. Ela parece estonteante.
        - A pirralha? - ele sussurra, escancarado-a.
        - Sim. A pirralha que precisa de bab, - eu sussurro de volta. - Oi, Mia.
- Dou-lhe um abrao rpido, enquanto ela olha descaradamente para Ethan.
        - Mia este  Ethan, irmo de Kate.
        Ele balana a cabea, as sobrancelhas erguidas de surpresa. Mia pisca
vrias vezes, quando lhe d a mo.
        - Encantado em conhec-la, - Ethan murmura suavemente e Mia pisca
novamente - silenciosa pela primeira vez. Ela cora.
        Puta Merda. Eu no acho que j a tenha visto corar.
        - Eu no posso ir almoar, - digo sem muita convico. -Ethan
concordou em lev-la, se estiver tudo bem? Podemos remarcar?
        - Claro, - ela diz calmamente. Mia quieta, isto  novidade.
        - Sim, vou lev-la. At mais tarde, Ana, - Ethan diz, oferecendo seu brao
 Mia. Ela aceita com um sorriso tmido.
        -Tchau, Ana. - Mia se vira para mim e move a boca, - Oh... Meu... Deus!
-Me dando uma piscadela exagerada. Caramba. . . ela gostou dele! Aceno quando
eles deixam o prdio. Quero saber qual a atitude de Christian sobre o encontro de

 

sua irm? O pensamento me deixa inquieta. Ela tem a minha idade, ento ele no
pode se opor, no ?
 com Christian que estamos lidando. Meu subconsciente sarcstico est de
volta, calando minha boca, casaquinho e bolsa na dobra do seu brao. Eu sacudo
a imagem. Mia  uma mulher adulta e Christian pode ser razovel, no pode? Eu
descarto o pensamento e volto para o escritrio de Jack. . .a. . . meu escritrio
para preparar a reunio.

        So trs e meia quando volto. A reunio correu bem. Eu ainda consegui a
aprovao para o progresso de dois manuscritos que estava defendendo.  uma
sensao inebriante.
        Sobre a minha mesa est uma enorme cesta de vime, cheia de
deslumbrantes rosas brancas e frescas. Uou, a fragrncia  simplesmente celestial.
Eu sorrio quando pego o carto. Eu sei quem os enviou.
Parabns, Srta. Steele
E tudo por conta prpria,!
        Sem a ajuda de seu super amigvel, vizinho, megalomanaco CEO,
        Amor
        Christia,n
        Eu pego meu Blackberry e mando um e-mail para ele.

 

De: Anastsia Steele
Assunto: Megalomanaco. . .
Data: 16 de junho de 2011 15h43min
Para: Christian Grey
        . . .  o meu tipo favorito de manaco. Obrigado pelas belas flores. Elas
chegaram em uma cesta de vime enorme, que me faz pensar em piqueniques e
cobertores.
        X
        De: Christian Grey
        Assunto: Ar Fresco
        Data: 16 de junho de 2011 15h55min
        Para: Anastsia Steele
        Manaco, hein? O Dr. Flynn pode ter algo a dizer sobre isto. Voc quer ir a
um piquenique?
        Poderamos nos divertir ao ar livre, Anastsia. . . Como seu dia est indo,
beb?
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Oh meu Deus. Eu ruborizo ao ler sua resposta.

 

De: Anastsia Steele
Assunto: Agitado
Data: 16 de junho de 2011 16h00min
Para: Christian Grey
        O dia voou. Eu quase no tive um momento para pensar em nada alm do
trabalho.
        Acho que posso fazer isso! Conversamos mais, quando chegar em casa.
        Ao ar livre soa. . . interessante.
        Amo voc.
        A x
        PS: No se preocupe com o Dr. Flynn.
        Meu telefone vibra.  Claire da recepo, desesperada para saber quem
enviou as flores e o que aconteceu com Jack. Trancada no escritrio o dia todo, eu
perdi a fofoca. Digo-lhe rapidamente que as flores so do meu namorado, e que sei
muito pouco sobre a sada de Jack. Meu Blackberry vibra e recebo outro e-mail de
Christian.
De: Christian Grey
Assunto: Vou tentar.

 

Data: 16 de junho de 2011 16h09min
Para: Anastsia Steele
. . . no me preocupar.
at mais tarde, beb.
        X
Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
s cinco e meia, arrumo minha mesa. No posso acreditar o quo rpido o
dia passou. Eu tenho que voltar ao Escala, e me preparar para receber o Dr.
Flynn. Nem sequer tive tempo de pensar nas perguntas. Talvez hoje ns possamos
ter um primeiro encontro, e talvez Christian deixe-me v-lo novamente. Livro-me
do pensamento saio do escritrio, acenando um rpido adeus a Claire.
        Tambm tenho o aniversrio de Christian para pensar. Eu sei o que vou lhe
dar.
        Eu gostaria que ele recebesse hoje  noite, antes de nosso encontro com
Flynn, mas como? Ao lado do estacionamento lotado, tem uma pequena loja
vendendo bugigangas tursticas. A inspirao me bate e eu entro.
        Christian est de p com seu Blackberry, olhando para a parede de vidro,
quando entro na grande sala, meia hora depois. Virando-se, ele sorri para mim e
finaliza sua chamada.
        - Ros, isso  timo. Diga a Barney e vamos a partir da. . . Tchau.
        Avanando para mim, enquanto estou parada timidamente na entrada. Ele
trocou-se agora para uma camiseta branca e jeans, todo garoto malvado e ardente.
Uau.

 

        - Boa noite, Srta. Steele, - murmura e se inclina para me beijar. -
Parabns pela sua promoo. - Envolvendo seus braos a minha volta. Ele cheira
delicioso.
        - Voc tomou banho.
        - Acabei de me exercitar com Claude.
        - Oh.
        - Consegui derrub-lo de bunda duas vezes. - Christian irradia, como um
menino, satisfeito consigo mesmo. Seu sorriso  contagiante.
        - Isso no acontece muitas vezes?
        - No.  muito gratificante quando isso acontece. Com fome?
        Sacudo a cabea.
        - O qu? - Ele franze a testa para mim.
        - Estou nervosa. Sobre o Dr. Flynn.
        - Eu tambm. Como foi seu dia? - Libera-me, e lhe dou um breve
resumo. Ele escuta com ateno.
        - Oh, h mais uma coisa que devia te dizer, - eu adiciono. - Era para eu
almoar com Mia.
        Ele levanta as sobrancelhas, surpreso.
        - Voc no mencionou isso.
        - Eu sei, esqueci. No pude faz-lo por causa da reunio, e Ethan a levou
para almoar em meu lugar.
        Seu rosto escurece.
        - Entendo. Pare de morder o lbio.
        - Vou me refrescar, - eu digo, mudando de assunto e voltando-me para
sair antes que ele possa reagir mais.


 

        O consultrio do Dr. Flynn  a curta distancia do apartamento de
Christian. Penso que  muito til, para sesses de emergncia.
        - Eu costumo correr daqui at em casa, - Christian diz quando estaciona
meu Saab. - Este  um grande carro. - Ele sorri para mim.
        - Penso assim tambm. - Sorrio de volta. - Christian. . . Eu... - olho
para ele ansiosamente.
        - O que , Ana?
        - Aqui. - Eu puxo uma pequena caixa de presente preta de minha bolsa.
- Isto  para voc pelo seu aniversrio. Eu queria dar a voc agora, mas s se voc
prometer que no vai abri-la at sbado, ok?
        Ele pisca para mim surpreso e engole em seco.
        - Tudo bem, - murmura com cautela.
        Tomando uma profunda respirao, entrego-lhe, ignorando a expresso
confusa. Ele sacode a caixa, e isto produz um barulho muito satisfatrio. Ele
franze a testa. Eu sei que est desesperado para ver o que contm. Em seguida, ele
sorri, seus olhos brilhando com juvenil emoo despreocupada. Oh cara. . . ele
aparenta sua idade... e to bonito.
        - Voc no pode abri-lo at sbado, - eu advirto-o.
        - Entendi, - ele diz. - Por que est me dando isso agora? - Ele coloca a
caixa no bolso interno do palet azul listrado, perto de seu corao.
        Quo apropriado, penso. Eu sorrio para ele.
        - Porque posso, Sr. Grey.
        Sua boca se contorce com diverso irnica.
        - Vejo, Srta. Steele, voc roubou minha frase.
        Somos introduzidos no escritrio palaciano do Dr. Flynn, por uma
recepcionista rpida e amigvel. Ela cumprimenta calorosamente Christian, um
pouco caloroso demais para meu gosto, caramba, ela tem idade suficiente para ser
sua me, e ele sabe o nome dela.

 

        A sala  modesta: verde plido com dois sofs verde escuro, diante de duas
cadeiras de couro com braos, e isto tem uma atmosfera de um clube de
cavalheiros. O Dr. Flynn est sentado em uma mesa no final da sala.
 medida que entramos, ele se levanta e caminha para se juntar a ns na
sala de estar. Vestindo uma cala preta e uma camisa azul clara aberta no
pescoo, sem gravata. Seus olhos azuis brilhantes parecem no perder nada.
        - Christian. - Ele sorri amigavelmente.
        - John. - Christian aperta a mo de John. - Voc se lembra de
Anastsia?
        - Como eu poderia esquecer? Anastsia, bem-vinda.
        - Ana, por favor, - eu murmuro, quando ele aperta minha mo com
firmeza. Adoro seu sotaque Ingls.
        - Ana, - ele diz gentilmente, introduzindo-nos para os sofs.
        Christian aponta um deles para mim. Sento-me, tentando parecer
descontrada, descansando minha mo sobre o encosto do sof, e ele se espalha no
outro sof ao meu lado, de modo que estamos em ngulos retos entre si. Uma
pequena mesa com uma lmpada simples est entre ns. Vejo com interesse uma
caixa de lenos ao lado da lmpada.
        Isto no  o que eu esperava. Tinha em minha mente uma sala totalmente
branca, com uma espreguiadeira de couro preto, minha deusa interior poderia
sentir-se mais em casa, deste modo.
        Olhando relaxado e no controle, o Dr. Flynn senta-se em uma das cadeiras
com braos, e pega um bloco de notas de couro. Christian cruza as pernas, seu
tornozelo apoiado no joelho, e estende um brao ao longo das costas do sof.
Alcanando com a outra mo, encontra minha mo sobre o encosto do sof e me
d um aperto tranquilizador.
        - Christian pediu que o acompanhasse a uma de nossas sesses, - o Dr.
Flynn comea suavemente. - S para voc saber, ns tratamos essas sesses com
absoluta confidencialidade...

 

        Eu levanto minha sobrancelha para Flynn, suspendendo-o no meio de sua
fala.
        - Ah-hum. . . Eu assinei um contrato, - murmuro, envergonhada por t-
lo parado. Ambos, Flynn e Christian olham pra mim, e Christian solta minha mo.
        - Um acordo de no divulgao? - A testa do Dr. Flynn sulca, e ele olha
intrigado para Christian.
        Christian d de ombros.
        - Voc comea todos os seus relacionamentos com as mulheres com um
contrato? - o Dr. Flynn pergunta a ele.
        - Os contratuais, eu comeo.
        O Dr. Flynn retorce o lbio.
        - Voc j teve outros tipos de relacionamentos com as mulheres? - ele
pergunta, e parece divertido.
        - No, - Christian responde aps um momento, e parece divertido,
tambm.
        - Como eu pensei. - O Dr. Flynn volta sua ateno para mim. - Bem,
acho que no precisamos nos preocupar com confidencialidade, mas posso sugerir
que os dois, discutam isto em algum momento? Pelo que entendi, voc no est
mais entrando neste tipo de relacionamento contratual.
        - Diferente tipo de contrato, espero, - Christian diz baixinho, olhando
para mim. Eu ruborizo e o Dr. Flynn aperta os olhos.
        - Ana. Voc vai ter que me perdoar, mas provavelmente sei muito mais
sobre voc do que pensa. Christian tem sido muito cooperativo.
        Olho nervosamente para Christian. O que ele disse?
        - Um contrato? - ele continua. - Isso deve ter chocado voc.
        Eu pisco para ele.
        - Oh, acho que o choque empalideceu na insignificncia, dada as
revelaes mais recentes de Christian, - respondo, minha voz suave e hesitante.
Eu pareo to nervosa.

 

        -Eu tenho certeza. - O Dr. Flynn sorri gentilmente para mim. - Ento,
Christian, o que gostaria de discutir?
        Christian d de ombros, como um adolescente mal-humorado.
        - Anastsia queria v-lo. Talvez voc devesse perguntar a ela.
        O rosto do Dr. Flynn registra sua surpresa mais uma vez, e ele olha para
mim com astcia.
        Puta merda. Isso  humilhante. Eu olho para os meus dedos.
        - Voc ficaria mais confortvel se Christian nos deixasse por um tempo?
        Meus olhos dardejam para Christian, e olha para mim com expectativa.
        - Sim, - eu sussurro.
        Christian olha feio e abre a boca, mas fecha-a novamente de forma rpida,
e levanta-se em um rpido movimento gracioso.
        - Eu vou estar na sala de espera, - ele diz, sua boca uma linha plana e
mal-humorada.
        Ah, no.
        - Obrigado, Christian, - o Dr. Flynn diz impassvel.
        Christian me d um longo e penetrante olhar e ento espreita para fora da
sala, mas no bate a porta. Ufa. Eu imediatamente relaxo.
        - Ele intimida voc?
        - Sim. Mas no tanto quanto costumava fazer. - Eu me sinto desleal, mas
esta  a verdade.
        - Isso no me surpreende, Ana. Em que posso ajud-la?
        Olho para meus dedos atados. O que posso perguntar?
        - Dr. Flynn, eu nunca estive em um relacionamento antes, e Christian . .
. bem, ele  Christian. E na ltima semana aproximadamente, muita coisa
aconteceu. Eu no tive chance de pensar sobre as coisas.
        - Sobre o que voc precisa pensar?

 

        Olho para ele, e sua cabea est inclinada para um lado, enquanto olha
para mim com compaixo, eu acho.
        - Bem. . . Christian me diz que ele est feliz em desistir. . . do... - eu
tropeo e fao uma pausa. Isto  muito mais difcil de discutir do que eu
imaginava.
        O Dr. Flynn suspira.
        - Ana, no tempo muito limitado que voc o conhece, voc fez mais
progresso com meu paciente do que eu nos ltimos dois anos. Voc teve um efeito
profundo sobre ele. Voc deve entender isso.
        - Ele teve um efeito profundo em mim, tambm. Eu s no sei se sou
suficiente. Para cumprir as suas necessidades, - eu sussurro.
        -  isso o que voc precisa de mim? Certeza?
        Concordo com a cabea.
        - As necessidades mudam, - ele diz simplesmente. - Christian encontra-
se em uma situao onde seus mtodos de lidar no so mais eficazes. Muito
simples, voc o forou a enfrentar alguns de seus demnios e repensar.
        Eu pisco para ele. Isso ecoa o que Christian me contou.
        - Sim, seus demnios, - murmuro.
        - Ns no nos estendemos sobre eles, eles esto no passado. Christian
conhece quem so seus demnios, como eu tambm- e agora tenho certeza que
voc tambm. Estou muito mais preocupado com o futuro e levar Christian para
um lugar onde ele queira estar.
        Eu franzo a testa e ele levanta uma sobrancelha.
        - O termo tcnico  TFSS, desculpe. - Ele sorri. - Isso significa Terapia
Focada em Solues Sumrias. Essencialmente, isto  orientada para um objetivo.
Ns nos concentramos em o que Christian quer ser e como chegar l.  uma
abordagem dialtica. No h nenhum ponto no passado sobre o espancamento
materno, tudo o que foi colhido por todos os mdicos, psiclogos, psiquiatras que
Christian j viu. Ns sabemos por que ele  do jeito como , mas  o futuro que
importa. Onde Christian contempla a si mesmo, onde ele quer estar. Foi preciso

 

voc deix-lo para faz-lo levar est forma de terapia a srio. Ele percebeu que seu
objetivo  um relacionamento amoroso com voc.  muito simples, e  nisso que
estamos trabalhando agora. Claro que existem obstculos, para sua afefobia por
exemplo.
        Oh caramba. . .sua o qu? Eu suspiro.
        - Sinto muito. Quero dizer o seu medo de ser tocado, - Dr. Flynn diz o,
balanando a cabea como se xingasse a si mesmo. - O que eu tenho certeza de
que voc est ciente disto.
        Eu coro e aceno com a cabea. Oh isso!
        - Ele tem uma auto-averso mrbida. Tenho certeza de que no 
nenhuma surpresa para voc. E, claro, h a parassonia. . . terrores noturnos,
desculpe, para os leigos.
        Eu pisco para ele, tentando absorver todas estas longas palavras. Eu sei de
tudo isso. Mas Flynn no mencionou a minha principal preocupao.
        - Mas ele  um sdico. Certamente, como tal, ele tem necessidades que
no posso cumprir.
        O Dr. Flynn realmente revira os olhos, e aperta sua boca em uma linha
dura.
        - Isso no  mais reconhecido como um termo psiquitrico. No sei
quantas vezes eu j lhe disse isso. No  nem mesmo classificado como uma
parafilia mais, no desde os anos noventa.
        O Dr. Flynn perde-se de novo. Eu pisco para ele. Ele sorri gentilmente para
mim.
        - Esta  uma implicncia minha. - Ele balana a cabea. - Christian s
pensa o pior de qualquer situao apresentada.  parte de sua auto-averso.
Claro, que existe tal coisa como o sadismo sexual, mas no  uma doena,  uma
opo de vida. E se ele  praticado em um relacionamento seguro e sadio entre
adultos, ento isto no  um problema. Meu entendimento  que Christian
conduziu todos os seus relacionamentos BDSM desta maneira. Voc  a primeira
amante que no consentiu, ento ele no est disposto a faz-lo.

 

        Amante!
-Mas certamente no  to simples.
        - Por que no? - Dr. Flynn d de ombros bem-humorado.
        - Bem. . . as razes porque ele faz isto.
        - Ana, este  o ponto. Em termos de soluo de terapia focada, isto 
simples. Christian quer ficar com voc. Para fazer isso, ele precisa renunciar aos
aspectos mais extremos deste tipo de relacionamento. Afinal, o que voc est
pedindo no  absurdo ...?
        Eu coro. No, isto no  absurdo, ?
        - Eu acho que no. Mas eu me preocupo que ele pense que sim.
        - Christian reconhece que agiu adequadamente. Ele no  louco. - Dr.
Flynn suspira.
        - Em poucas palavras, ele no  um sdico, Ana. Ele  um brilhante
jovem, irritado, assustado, que recebeu uma mo de cartas de merda quando
nasceu. Todos ns podemos superar nossos anseios, e analisar o que, como e o
porqu da morte, Christian pode seguir em frente e decidir como quer viver. Ele
encontrou algo que funcionou por alguns anos, mais ou menos, mas desde que
conheceu voc, isto no funciona mais. E, como consequncia, ele est mudando
seu modus operandi. Voc e eu temos que respeitar sua escolha e apoi-lo nisso.
        Eu fico embasbacada com ele.
        - Essa  minha tranquilizao?
        - Melhor impossvel, Ana. No existem garantias nesta vida. - Ele sorri.
- E essa  minha opinio profissional.
        Eu sorrio tambm, fracamente. Piadas de mdico. . . puxa.
        - Mas ele pensa em si mesmo como um alcolatra em recuperao.
        - Christian pensa sempre o pior de si mesmo. Como eu disse,  parte de
sua auto-averso. Est em sua maneira de ser, no importa o qu. Naturalmente,
ele est ansioso sobre como fazer essa mudana em sua vida. Ele est expondo-se
a todo um mundo de dor emocional, que alis, teve um gostinho quando voc o

 

deixou. Naturalmente ele est apreensivo. - O Dr. Flynn pausa. - No quero
salientar o quo importante o papel que voc tem em sua converso, seu
Damasceno em sua estrada para Damasco. Mas voc tem. Christian no estaria
neste lugar se no tivesse a conhecido. Pessoalmente no acho que um alcolatra 
uma analogia muito boa, mas se isto funciona para ele por enquanto, ento acho
que devemos dar-lhe o benefcio da dvida.
        D a Christian o benefcio da dvida. Eu fico emburrada com o pensamento.
        - Emocionalmente, Christian  um adolescente, Ana. Ele contornou essa
fase em sua vida totalmente. Ele canalizou todas suas energias para ter sucesso
no mundo dos negcios, e teve, alm de todas as expectativas. Seu mundo
emocional tem que jogar esconde-esconde.
        - Ento, como posso ajudar?
        Dr. Flynn ri.
        - Basta continuar fazendo o que voc est fazendo, - ele sorri para mim.
-Christian est de pernas para o ar.  uma delcia de se ver.
        Eu coro, e minha deusa interior est se abraando com alegria, mas algo
me incomoda.
        - Posso perguntar mais uma coisa?
        - Claro.
        Eu respiro fundo.
        - Parte de mim acha que se ele no estivesse despedaado no iria. . .
querer-me.
        As sobrancelhas do Dr. Flynn eleva-se com surpresa.
        - Isso  uma coisa muito negativa de se dizer sobre si mesmo, Ana. E,
francamente, isto diz respeito mais sobre voc do que sobre Christian. Isto no 
absolutamente nada com sua auto-averso, mas eu estou surpreso por isto.
        - Bem, olhe para ele. . . e depois olhe para mim.
        O Dr. Flynn franze o cenho.

 

        - Eu olho. Vejo um jovem atraente, e vejo uma mulher jovem e atraente.
Ana, por que voc no se considera atraente?
        Ah, no. . . Eu no quero que isso seja sobre mim. Olho para meus dedos.
H uma batida forte na porta que me faz pular. Christian volta para a sala,
olhando para ns dois. Eu ruborizo e olho rapidamente para Flynn, que est
sorrindo com benevolncia para Christian.
        - Bem-vindo, Christian, - ele diz.
        - Eu acho que o tempo acabou, John.
        - Quase, Christian. Junte-se a ns.
        Christian senta-se ao meu lado neste momento, e coloca a mo
possessivamente no meu joelho. Sua ao no passa despercebido para o Dr.
Flynn.
        - Ser que voc tem alguma outra pergunta, Ana? - O Dr. Flynn pergunta
e sua preocupao  bvia.
        Merda. . . Eu no deveria ter feito essa pergunta. Sacudo a cabea.
        - Christian?
        - No hoje, John.
        Flynn concorda.
        - Talvez seja proveitoso se voc voltar. Tenho certeza de que Ana ter mais
perguntas.
        Christian concorda, com relutncia.
        Eu coro. Merda. . . ele quer se aprofundar. Christian aperta minha mo e
me olha atentamente.
        - Tudo bem? - Ele pergunta em voz baixa.
        Eu sorrio para ele, balanando a cabea. Sim, ns vamos para benefcio da
dvida, cortesia do bom doutor da Inglaterra.
        Christian aperta minha mo e volta-se para Flynn.
        - Como ela est? - Ele pergunta em voz baixa.

 

        Eu?
        - Ela vai chegar l, - ele diz tranquilizador.
        - timo. Mantenha-me informado de seu progresso.
        - Irei.
        Puta merda. Eles esto falando de Leila.
        - Vamos sair e comemorar sua promoo? - Christian pergunta-me
incisivamente.
        Eu aceno timidamente quando Christian se levanta.
        Ns nos despedimos rapidamente do Dr. Flynn, e Christian me conduz com
pressa indecorosa.
        Na rua, ele se vira para mim.
        - Como foi? - Sua voz  ansiosa.
        - Foi bom.
        Ele me olha desconfiado. Eu dobro minha cabea para um lado.
        - Sr. Grey, por favor, no me olhe assim. Sob as ordens do mdico, vou lhe
dar o benefcio da dvida.
        - O que significa isso?
        - Voc vai ver.
        Sua boca retorce e seus olhos se estreitam.
- Entre no carro, - ordena ao abrir a porta do passageiro do Saab.
        Ah, mudando de direo. Meu Blackberry vibra. Eu transporto-o para fora
de minha bolsa.
        Merda, Jos!
        - Oi!
        - Ana, oi. . .
        Eu fico olhando para Cinquenta, que est de olho em mim, desconfiado.

 

        - Jos, - murmuro. Ele me olha, impassvel, mas seus olhos endurecem.
Ser que acha que no percebo? Eu volto minha ateno para Jos.
        - Desculpe no ter ligado.  sobre amanh? - Pergunto a Jos, mas
encarando Christian.
        - Sim, oua, eu falei com um cara do escritrio de Grey, ento eu sei onde
entregar as fotos, e devo chegar l entre cinco e seis. . . depois disso, estou livre.
        Oh.
        - Bem, na verdade estou ficando com Christian no momento, e se quiser,
ele disse que voc pode ficar em sua casa.
        Christian pressiona a boca em uma linha dura. Hum, que anfitrio ele .
        Jos fica em silncio por um momento, absorvendo esta notcia. Eu
encolho. No tive a oportunidade de conversar com ele sobre Christian.
- Tudo bem, - ele diz eventualmente. - Essa coisa com Grey,  sria?
        Eu me afasto do carro e ando para o outro lado da calada.
        - Sim.
        - Srio quanto?
        Reviro os olhos e faa uma pausa. Por que Christian tem que estar
escutando?
        - Srio.
        - Ele est com voc agora?  por isso que voc est falando em
monosslabos?
        - Sim.
        - Ok. Ento voc pode sair amanh?
- Claro que posso. -Eu espero. Automaticamente cruzando os dedos.
        - Ento, onde devo encontr-la?
        - Voc pode me buscar no trabalho, - eu ofereo.
        - Ok.
        - Vou mandar uma mensagem com o endereo.

 

        - A que horas?
        - Digamos as seis?
        - Claro. Vejo voc depois, Ana. Procure ir adiante com isto. Estou com
saudades.
        Sorrio.
        - Legal. Vejo voc depois. - Eu desligo o telefone e viro.
        Christian est encostado no carro me observando atentamente, sua
expresso impossvel de se ler.
        - Como est seu amigo? - Pergunta friamente.
        - Ele est bem. Ele vai me pegar no trabalho, e acho que ns vamos tomar
uma bebida. Gostaria de se juntar a ns?
        Christian hesita, seus olhos cinza frios.
        - Voc acha que ele vai tentar alguma coisa?
- No! - Meu tom  exasperado, mas abstenho-me de revirar os olhos.
        - Tudo bem, - Christian joga as mos para cima em derrota. - Voc sai
com seu amigo, e eu a vejo no final da tarde.
Eu estava esperando uma luta, e sua aquiescncia fcil me desequilibra.
        - V? Eu posso ser razovel. - Ele sorri.
        Minha boca retorce. Vamos ver sobre isso.
        - Posso dirigir?
        Christian pisca para mim, surpreso com meu pedido.
        - Prefiro que voc no o faa.
        - Por que, exatamente?
        - Porque eu no gosto de ser conduzido.
- Voc conseguiu esta manh, e voc parece tolerar Taylor dirigindo voc.
        - Eu confio em Taylor conduzir-me implicitamente.

 

        - E em mim no? - Eu coloco minhas mos em meus quadris. -
Honestamente, sua mania por controle no conhece limites. Eu dirijo desde que eu
tinha quinze anos.
        Ele encolhe os ombros em resposta, como se isso no tivesse importncia
alguma. Oh, ele  to irritante! Benefcio da dvida? Bem, dane-se isso.
        - Este carro  meu? - Eu exijo.
        Ele franze a testa para mim.
        -  claro que o carro  seu.
        - Ento me d s chaves, por favor. Eu o dirigi apenas duas vezes, e s do
trabalho e para o trabalho. Agora voc est tendo toda a diverso. - Estou em
completo apuros. Os lbios de Christian contorcem com um sorriso reprimido.
        - Mas voc no sabe para onde estamos indo.
        - Tenho certeza que voc pode esclarecer-me, Sr. Grey. Voc fez um timo
trabalho com isto at agora.
        Ele olha para mim espantado ento sorri, seu sorriso tmido totalmente
novo desarma-me e tira meu flego.
        - Excelente trabalho, ? - Ele murmura.
        Eu coro. - Na maior parte, sim.
        - Bem, nesse caso. - Ele me entrega as chaves, retorna para a porta do
motorista, e abre-a para mim.
        - Esquerda aqui, - Christian ordena, e nos dirigimos para o norte em
direo  I-5. - Inferno...calma, Ana. - Ele agarra no painel.
        Oh, pelo amor de Deus. Reviro os olhos, mas no me volto para olh-lo.
Van Morrison canta no fundo sobre o sistema de som do carro.
        - Devagar!
        - Estou devagar!
        Christian suspira.
        - O que Flynn disse? - Eu ouo a ansiosa lixiviao em sua voz.

 

        - Eu lhe disse. Ele disse-me que deveria lhe dar o benefcio da dvida. -
Droga, talvez devesse ter deixado Christian dirigir. Assim eu poderia observ-lo. De
fato. . . Fao sinal para encostar.
        - O que voc est fazendo? - Ele dispara, alarmado.
        - Deixando voc dirigir.
        - Por qu?
        - Assim, eu posso olhar para voc.
        Ele ri.
        - No, no, voc queria dirigir. Ento, voc dirige, e eu vou olhando para
voc.
        Eu olho feio para ele. - Mantenha seus olhos na estrada! - Ele grita.
        Meu sangue ferve. Certo! Eu encosto freando, pouco antes de um semforo
e saio intempestiva do carro, batendo a porta, e fico na calada, de braos
cruzados, fulminando-o. Ele sai do carro.
        - O que voc est fazendo? - Ele pergunta com raiva, olhando para mim.
        - No. O que voc est fazendo?
        - Voc no pode estacionar aqui.
        - Eu sei disso.
        - Ento, por que voc parou?
        - Porque estou com voc latindo ordens. Ou voc conduz ou se cala
enquanto dirijo!
        - Anastsia, volte para o carro antes de receber uma multa.
        - No.
        Pisca para mim, totalmente perdido, em seguida, passa as mos pelos
cabelos, e sua raiva se transforma em perplexidade. Ele parece to cmico, de
repente, e no posso deixar de sorrir para ele. Ele franze a testa.
        - O qu? - Ele estala mais uma vez.
        - Voc.

 

        - Ah, Anastsia! Voc  a mulher mais frustrante do planeta. - Ele joga as
mos no ar.
        - Certo... dirija voc. - Eu pego as bordas de seu casaco e puxo-o para
mim.
        - No, voc  o homem mais frustrante do planeta, Sr. Grey.
        Ele olha para mim, seus olhos escuros e intensos, serpenteia os braos em
volta da minha cintura e me abraa, me segurando perto.
        - Talvez ns tenhamos sidos feitos um para o outro, ento, - ele diz
baixinho e inala profundamente, seu nariz no meu cabelo. Eu envolvo meus braos
ao redor dele e fecho os olhos. Pela primeira vez desde esta manh, sinto-me
relaxar.
        - Oh. . . Ana, Ana, Ana, - ele suspira, os lbios contra meu cabelo. Eu
aperto meus braos em torno dele, e ns ficamos imveis, aproveitando um
momento de tranquilidade inesperada, na rua. Libertando-me, ele abre a porta do
passageiro. Subo e sento-me calmamente, observando-o caminhar ao redor do
carro.
        Reiniciando o carro, Christian entra no trfego, cantarolando
distraidamente com Van Morrison.
        Uau. Eu nunca o ouvi cantar, nem mesmo no chuveiro, nunca. Eu franzo a
testa. Ele tem um tom de voz encantador. Hum. . . ele j me ouviu cantar?
        Ele no teria lhe pedido para casar com ele se tivesse! Meu subconsciente
tem os braos cruzados e est usando xadrez Burberry. . . Oh. A cano acaba e
Christian sorri tolamente.
        - Voc sabe, se tivssemos sido multados, o documento deste carro est
em seu nome.
        - Bem, que bom que fui promovida, posso pagar a multa, - eu digo
presunosamente, olhando para seu perfil encantador. Seus lbios contraem.
Outra cano de Van Morrison comea a tocar, quando ele pega a rampa de acesso
para I-5, em direo ao norte.
        - Aonde vamos?

 

        -  uma surpresa. O que mais Flynn disse?
        Eu suspiro.
        - Ele falou sobre FFFSTB ou algo assim.
        - SFBT. A opo mais recente de terapia, - resmunga.
        - Voc j tentou outras?
        Christian bufa.
        - Beb, tenho sido submetido a todas elas. Cognitivismo, Freud, o
funcionalismo, Gestalt, o behaviorismo. . . o nome que voc der a isto, ao longo dos
anos j o fiz, - ele diz e seu tom revela sua amargura. O rancor em sua voz 
angustiante.
        - Voc acha que esta ltima abordagem vai ajudar?
        - O que Flynn disse?
        - Ele disse para no me debruar sobre o seu passado. Concentrar-me no
futuro, aonde voc quer estar.
        Christian acena com a cabea, mas d de ombros ao mesmo tempo, sua
expresso cautelosa.
        - O que mais? - Ele persiste.
        - Ele falou sobre seu medo de ser tocado, embora chamasse de outra
coisa. E sobre os seus pesadelos e sua auto-averso. - Eu o olho, e na luz da
noite, ele est pensativo, mastigando o polegar enquanto dirige. Olha rapidamente
para mim.
        - Olhos na estrada, Sr. Grey, - Eu aconselho, minha sobrancelha erguida
para ele.
        Ele parece divertido, e um pouco irritado.
        - Voc falando demais, Anastsia. O que mais disse?
        Eu engulo.
        - Ele no acha que voc seja um sdico, - sussurro.

 

        - Srio? - Christian diz em voz baixa e franze a testa. A atmosfera no
carro despenca.
        - Ele disse que esse termo no  reconhecido em psiquiatria. Desde a
dcada de noventa, - murmuro, rapidamente tentando resgatar o clima entre ns.
        O rosto de Christian escurece, e ele exala lentamente.
        - Flynn e eu temos opinies diferentes sobre isso, - diz calmamente.
        - Ele disse que voc pensa sempre o pior de si mesmo. Eu sei que 
verdade, - murmuro. - Tambm mencionou o sadismo sexual, mas disse que era
uma opo de vida, no uma condio psiquitrica. Talvez seja por isso que esteja
pensando sobre isto.
        Seus olhos cinza piscam para mim novamente, e sua boca define em uma
linha sombria.
        - Ento, com uma conversa com o bom mdico a torna uma especialista,
- ele diz acidamente e vira seus olhos para frente.
        Oh Deus. . . Eu suspiro.
        - Olha, se voc no quer ouvir o que ele disse, no me pergunte: -
resmungo baixinho.
        No quero discutir. De qualquer forma ele est certo, o que diabos sei sobre
toda a merda dele?
        Eu quero mesmo saber? Posso listar seus pontos marcantes, manaco por
controle, sua possessividade, seu cime, sua superproteo, e entendo
perfeitamente aonde ele quer chegar. Posso at entender porque ele no gosta de
ser tocado, eu vi as cicatrizes fsicas. S posso imaginar as mentais, e s
vislumbrei seus pesadelos uma vez. E o Dr. Flynn disse...
        - Quero saber o que foi discutido. - Christian interrompe meus
pensamentos enquanto dirige-se na I-5 para a sada 172, seguindo para oeste em
direo ao sol, afundando lentamente.
        - Ele me chamou de sua amante.
        - Ele fez isto? - Seu tom  conciliador. - Bem, ele  bem exigente a
respeito de seus termos. Acho que  uma descrio precisa. Voc no?

 

        - Voc pensa em suas submissas, como amantes?
        A testa de Christian aprofunda mais uma vez, mas desta vez ele est
pensando. Virando o Saab suavemente para o norte mais uma vez. Para onde
vamos?
        - No. Elas eram parceiras sexuais, - ele murmura, sua voz cautelosa
novamente. - Voc  minha nica amante. E quero que seja mais.
        Oh. . . Essa palavra mgica novamente, cheia de possibilidades. Ele me faz
sorrir, e por dentro abrao-me, minha deusa interior irradia alegria.
        - Eu sei, - sussurro, esforando-me para esconder minha emoo. - S
preciso de um tempo, Christian. Para colocar minha cabea em torno destes
ltimos dias. - Ele olha para mim estranhamente, perplexo, a cabea inclinada
para o lado.
        Aps um instante, o semforo que estava parado fica verde. Ele balana a
cabea e aumenta a msica, e nossa discusso acaba.
        Van Morrison ainda est cantando, mais otimista agora, sobre est ser uma
noite maravilhosa para a dana da lua. Olho para fora da janela, nos pinheiros e
abetos vermelhos, polvilhados de dourado pela claridade do sol, suas longas
sombras se estendem ao longo da estrada. Christian virou em uma rua mais
residencial, e estamos indo para o oeste em direo ao Sound.
        - Aonde vamos? - Pergunto novamente como viramos em uma estrada.
Eu pego um sina de estrada -9th Aven. W. Fico perplexa.
        - Surpresa, - ele diz e sorri misteriosamente.

 

Captulo 18
        Christian continua a dirigir passando por casas trreas, bem conservadas,
de madeira, onde crianas jogam ou esto agrupadas em torno de seus aros de
basquete, em seus quintais, ou andando de bicicleta e correndo na rua. Tudo
parece rico e saudvel com a casa aninhada entre as rvores. Ser que vamos
visitar algum? Quem?
        Poucos minutos depois, Christian vira bruscamente para a esquerda, e
estamos diante de duas portas ornamentadas, de metal branco, fixadas em uma
parede de arenito de seis metros de altura. Christian pressiona um boto e a
fechadura da porta e janelas eltricas cantarolam baixinho para dentro do batente
da porta. Ele aperta um nmero no teclado e as portas se abrem nos dando boas
vindas.
        Ele olha para mim, e sua expresso mudou. Ele parece incerto, nervoso
mesmo.
        - O que  isso? - Eu pergunto, e eu no posso esconder a preocupao
em minha voz.
        - Uma ideia. - Ele diz calmamente e passa com o Saab atravs dos
portes.
        Ns dirigimos at uma faixa arborizada, larga o suficiente para dois carros.
De um lado, uma rea densamente arborizada, e do outro, h uma vasta rea de
pastagens, onde um campo outrora cultivado foi deixado para descanso.
Gramneas e flores silvestres cresceram, criando um idlio rural, um prado, onde
no fim da tarde, quase noite, a brisa suavemente ondula atravs da grama e o sol
da tarde doura as flores silvestres.  lindo, absolutamente tranquilo, e de repente,
eu me imagino deitada na grama e olhando para um cu de vero azul claro. A
ideia tentadora ainda me faz sentir saudades de casa por algum motivo estranho.
Que estranho.
        A pista faz uma curva e se abre em uma calada abrangendo a frente de

 

uma casa de estilo mediterrneo, impressionante, de arenito rosa suave. 
palaciana. Todas as luzes esto acesas, cada janela iluminada no crepsculo. H
um elegante BMW preto estacionado na frente da garagem para quatro carros, mas
Christian vai mais adiante, fora do vestbulo principal.
        Hmm... Eu me pergunto quem vive aqui? Por que estamos visitando?
        Christian olha ansiosamente para mim, enquanto desliga o motor do carro.
        - Ser que voc pode manter a mente aberta? - Ele pergunta.
        Eu franzo a testa.
        - Christian, eu precisei de uma mente aberta desde o dia que conheci
voc.
        Ele sorri ironicamente e balana a cabea.
        - Fez um bom ponto, Srta. Steele. Vamos.
        As portas de madeira escura se abrem e uma mulher com o cabelo
castanho escuro, um sorriso sincero e um terno lils forte, est esperando. Estou
grata por ter mudado o meu vestido novo, azul marinho, para impressionar Dr.
Flynn. Ok, eu no estou usando saltos assassinos como ela, mas ainda assim, eu
no estou de jeans.
        - Sr. Grey. - Ela sorri calorosamente e eles apertam as mos.
        - Srta. Kelly, - diz ele educadamente.
        Ela sorri para mim e estende a mo. O rubror do tipo "Ele  lindo, gostaria
que fosse meu", no passa despercebido.
        - Olga Kelly, - ela anuncia despreocupadamente.
        - Ana Steele, - Eu murmuro para ela. Quem  essa mulher? Ela fica de
lado, acolhendo-nos na casa.  um choque quando eu entro. O lugar est vazio,
completamente vazio. Encontramo-nos num grande salo de entrada. As paredes
so de prmula amarela desbotada, com marcas nas paredes, onde os quadros
devem ter estado pendurados uma vez. Tudo o que resta so os antigos lustres de
cristal. Os pisos so de madeira sem brilho. H portas fechadas para ambos os
lados, mas Christian no me d tempo para assimilar o que est acontecendo.
        - Venha. - ele diz. E pegando a minha mo, ele me leva atravs da arcada
em frente a ns, para um grande vestbulo interior.  dominado por uma escada
curva, com uma balaustrada de ferro intrincada, mas ele ainda no para. Ele me
leva at a sala principal, que est vazia, exceto por um grande e desbotado tapete

 

dourado, o maior tapete que eu j vi. Ah, e h quatro lustres de cristal.
        Agora a inteno de Christian est clara, quando nos dirigimos atravs do
quarto e vamos para um terrao exterior de pedra, atravs das portas francesas.
Abaixo de ns h meio campo de futebol de gramado bem cuidado, mas, alm
disso, a viso ... Uau.
        A vista panormica constante  de tirar o flego, impressionante mesmo: o
crepsculo sobre o som. Oh meu Deus.
        No horizonte se encontra a ilha de Bainbridge, bem visvel nesta noite
cristalina, o sol afunda lentamente no horizonte, resplandecente e brilhante, alm
do Parque Olympic National. Os tons vermelhos sangram no cu, os de opalas,
guas-marinhas e azul celeste, fundindo com os roxos mais escuros das nuvens
escassas e delgadas, alm do som.  da natureza no seu melhor, uma sinfonia
visual orquestrada, onde o cu se reflete nas guas profundas do som. Estou
perdida com a vista, olhando e tentando absorver tanta beleza.
        Eu percebo que estou segurando minha respirao com reverncia, e
Christian ainda est segurando a minha mo. Quando eu relutantemente desvio
os olhos da paisagem, ele est olhando ansiosamente para mim.
        - Voc me trouxe aqui para admirar a vista? - Eu sussurro. Ele balana a
cabea, sua expresso sria.
        -  impressionante, Christian. Obrigada. - Eu murmuro, olhando para
ele, mais uma vez. Ele solta a minha mo.
        - Voc gostaria de olhar para ela pelo o resto da sua vida? - Ele respira.
        O qu? Volto meu olhar para ele, pensativo, seus olhos esto da cor cinza
azulado. Creio que minha boca se abre, e balbucio algo inexpressivamente.
        - Eu sempre quis viver no litoral. Eu navego para cima e para baixo em
The Sound, cobiando estas casas. Este lugar no esteve no mercado h tempo.
Quero compr-lo, demoli-lo e construir uma casa nova para ns. - Ele sussurra e
seus olhos brilham translcidos, com suas esperanas e sonhos.
        Santa Me. De alguma forma eu permaneo erguida. Estou sonhando. Eu
viver, aqui! Neste paraso lindo! Para o resto da minha vida...
        -  apenas uma ideia, - ele acrescenta, cautelosamente.
        Olho em volta para avaliar o interior da casa. Quanto isto vale? Deve ser
que, cinco, dez milhes de dlares? Eu no tenho ideia. Puta merda.

 

        - Por que voc quer demoli-la? - Eu pergunto, olhando para ele. Seu
rosto cai um pouco. Ah, no.
        - Eu gostaria de fazer uma casa mais sustentvel, utilizando as mais
recentes tcnicas ecolgicas. Elliot poderia constru-la.
        Eu olho para trs, para a sala, novamente. A Senhorita Olga Kelly est do
outro lado, pairando na entrada. Ela  a corretora de imveis,  claro. Eu observo
que habitao  enorme, com segundo andar, um pouco como o quarto grande do
Escala. H uma varanda, que deve ser o desembarque do segundo andar. H uma
enorme lareira e uma linha completa de portas francesas que se abrem para o
terrao. Isso tem um charme do velho mundo.
        - Podemos olhar em volta da casa?
        Ele pisca para mim.
        - Claro. - Ele encolhe os ombros, intrigado.
        O rosto da senhorita Kelly se ilumina como na noite de Natal, quando
voltamos. Ela est ansiosa para nos levar para um passeio e fazer-nos o discurso
lengalenga de corretora.
        A casa  enorme: doze mil metros quadrados em seis hectares de terra.
Assim como esta sala principal, h a copa, sala de jantar, cozinha para a famlia,
em anexo... Famlia! Uma sala de msica, biblioteca, estdio e, para meu espanto,
uma piscina interior e sala de ginstica com sauna seca e a vapor. L embaixo, no
poro, h uma sala de cinema, caramba, e uma sala de jogos. Hmm... Que tipo de
jogos que podemos jogar aqui?
        A Srta. Kelly aponta todos os tipos de recursos, mas, basicamente, a casa 
bonita e foi, obviamente, a casa de uma famlia feliz. Est um pouco gasta agora,
mas nada que algumas reformas no possam curar.
 medida que seguimos a Senhorita Kelly, subindo as magnficas escadas
principais, para o segundo andar, mal posso conter a minha excitao... Esta casa
tem tudo que eu poderia desejar em uma casa.
        - Voc no poderia fazer a casa ser mais ecolgica e autossustentvel?
        Christian pisca para mim, perplexo.
        - Eu teria que perguntar ao Elliot. Ele  o especialista em tudo isso.
        A Senhorita Kelly nos leva a sute principal, onde as janelas enormes e
altas se abrem para uma varanda, a vista  mais espetacular ainda. Eu poderia

 

sentar na cama e olhar para fora o dia todo, observando os barcos a vela e a
mudana do clima.
        H cinco quartos adicionais sobre este andar. Puxa crianas. Eu empurro o
pensamento s pressas para o lado. Eu tenho muito tempo para processar isso. A
Senhorita Kelly est ocupada, sugerindo a Christian como o terreno poderia
acomodar um estbulo e um cercado. Cavalos! Imagens terrveis de minhas
poucas aulas de equitao piscam em minha mente, mas Christian no parece
estar escutando.
        - O cercado seria onde o prado  no momento? - Eu pergunto.
        - Sim, - A Senhorita Kelly diz alegremente.
        Para mim, o prado se parece com um lugar para deitar na grama alta e
fazer piqueniques, no para algum demnio de quatro patas de Satans passear.
        De volta  sala principal, a Senhorita Kelly discretamente desaparece, e
Christian leva-me mais uma vez para o terrao. O sol se pe e as luzes das cidades
na pennsula Olmpica esto brilhando do outro lado do som.
        Christian puxa-me em seus braos e puxa meu queixo para cima com o
dedo indicador, olhando fixamente para mim.
        - Devo comprar? - Ele pergunta, sua expresso  ilegvel.
        Concordo com a cabea.
        - Eu queria ver se voc iria gostar antes de comprar.
        - A vista?
        Ele acena com a cabea.
        - Eu amo esta vista, e eu gosto da casa como est.
        - Voc gosta?
        Eu sorrir timidamente para ele.
        - Christian, me ganhaste no prado.
        Seus lbios se abrem, enquanto ele inala acentuadamente, em seguida, seu
rosto se transforma com um sorriso, e suas mos esto, de repente, mergulhadas
no meu cabelo e sua boca na minha.


 

        De volta ao carro como ns dirigimos para Seattle, o estado de esprito de
Christian melhorou consideravelmente.
        - Ento, voc vai compr-la? - Eu pergunto.
        - Sim.
        - Voc vai vender Escala?
        Ele franze a testa.
        - Por que eu faria isso?
        - Para pagar... - Minha voz falha,  claro. Eu coro.
        Ele sorri para mim.
        - Confie em mim, eu posso pagar.
        - Voc gosta de ser rico?
        - Sim. Mostre-me algum que no goste. - ele diz sombriamente.
        Ok, saia desse assunto rapidamente.
        - Anastsia, voc vai ter que aprender a ser rica, tambm, se voc disser
que sim. - ele diz em voz baixa.
- A riqueza no  algo que eu aspirava Christian. - Eu franzo a testa.
        - Eu sei. Eu amo isso em voc. Mas ento voc no est com fome. - ele
simplesmente diz. Suas palavras so preocupadas.
- Aonde vamos? - Pergunto brilhantemente, mudando de assunto.
        - Vamos celebrar. - Christian relaxa.
        Oh!
        - Comemorar o qu, a casa?
        - Esqueceu-se? Sua funo de editora.
        - Oh sim. - Eu sorrir. Inacreditavelmente, eu tinha esquecido.
        - Onde?
        - No meu clube.
        - O seu clube?
        - Sim. Um deles.


 

        O Mile High Club est no septuagsimo sexto andar da Columbia Tower,
mais alto at do que o apartamento de Christian.  muito novo e tem a mais
estonteante vista de Seattle.
        - Cristal, senhora? - Christian me entrega um copo de champanhe
gelada, enquanto eu sento em uma banqueta do bar.
        - Por favor, obrigada, senhor. - Enfatizo a ltima palavra provocante,
golpeando meus clios para ele, deliberadamente.
        Ele olha para mim e escurece seu rosto. - Voc est flertando comigo,
Srta. Steele?
        - Sim, Sr. Grey, eu estou. O que voc vai fazer sobre isso?
        - Eu tenho certeza que posso pensar em alguma coisa. - ele diz, em voz
baixa. - Venha, nossa mesa est pronta.
 medida que nos aproximamos da mesa, Christian me para, com a mo no
meu cotovelo.
        - V e tire suas calcinhas. - ele sussurra.
        Oh? Um delicioso arrepio percorre minha espinha.
        - V. - ele comanda tranquilamente.
        Para, o qu? Eu pisco para ele. Ele no est sorrindo, ele est srio. Cada
msculo abaixo da minha cintura aperta. Eu lhe entrego minha taa de
champanhe, viro bruscamente nos meus calcanhares, e vou para o banheiro.
        Merda. O que ele vai fazer? Talvez este clube seja apropriadamente
chamado.
        Os banheiros so altos, de moderna concepo em madeira, tudo escuro,
de granito preto, e luzes de halognio estrategicamente colocadas. Na privacidade
da privada, eu sorrio enquanto desfao-me da minha calcinha. Mais uma vez estou
grata por que mudei para o vestido azul-marinho. Eu pensei que era a roupa
adequada para conversar com o bom Dr. Flynn, eu no esperava que a noite fosse
tomar este curso inesperado.
        Eu j estou animada. Por que ele me afeta tanto? Eu me ressinto um pouco
com a facilidade que tenho em cair sob o seu feitio. Agora eu sei que no vamos

 

passar a noite falando sobre todas as nossas questes e eventos recentes... Mas
como posso resistir-lhe?
        Verificando minha aparncia no espelho, estou com os olhos brilhantes e
corada com o entusiasmo. Questes pendentes.
        Eu respiro fundo e volto para o clube. Quero dizer, no  como se eu no
tivesse estado sem calcinha antes. Minha deusa interior est coberta por um bo
de plumas rosa e diamantes, suportando seu material em sapatos fodidos.
        Christian levanta-se educadamente quando eu volto para a mesa, sua
expresso  ilegvel. Ele parece estar no seu habitual, perfeito, frio, calmo e auto
controlado. Claro, agora eu sei que  diferente.
        - Sente-se ao meu lado. - ele diz. Eu deslizo para o assento e me sento. -
Pedi para voc. Espero que no me importe. - Ele me d o meu copo pela metade
de champanhe, me olhando atentamente e sob seu escrutnio, meu sangue
esquenta de novo. Ele repousa suas mos sobre as coxas. Eu estou tensa e aperto
as pernas ligeiramente.
        O garom chega com um prato de ostras em gelo picado. Ostras. A memria
de ns dois na sala de jantar privada no Heathman enche minha mente. Ns
estvamos discutindo seu contrato. Oh cara. Percorremos um longo caminho desde
ento.
        - Eu acho que voc gostou das ostras na ltima vez que voc tentou. -
Sua voz  baixa, sedutora.
        - Apenas provei uma vez e faz tempo. - Eu estou ofegante, a minha voz
me exps. Seus lbios se contorceram com um sorriso.
        - Oh, Srta. Steele, quando voc vai aprender? - Ele diz.
        Ele toma uma ostra do prato e levanta a outra mo de sua coxa. Eu recuo
na expectativa, mas ele pega uma fatia de limo.
        - Aprender o qu? - Eu pergunto. Caramba, meu pulso est disparado.
Seus dedos longos e hbeis delicadamente espremem o limo sobre a ostra.
        - Coma. - ele diz, segurando a concha prxima de minha boca. Eu separo
meus lbios, e ele gentilmente coloca a concha no meu lbio inferior. - Incline a
cabea para trs lentamente. - ele murmura. Eu fao o que ele pede e a ostra
desliza na minha garganta. Ele no me toca s a casca.
        Christian toma outra para ele, em seguida, alimenta-me com outra.

 

Continuamos esta rotina tortuosa at que todas as 12 se foram. Sua pele nunca se
conecta com o minha. Ele est me deixando louca.
        - Ainda gosta de ostras? - Ele pergunta quando eu engulo a ltima.
        Concordo com a cabea, corando, eu desejo o seu toque.
        - Bom.
        Eu me contoro na cadeira. Por isso  to quente?
        Ele pe a mo casualmente em sua prpria coxa de novo, e eu derreto.
Agora. Por favor. Toque-me. Minha deusa interior est de joelhos, nua, exceto por
sua calcinha, mendigando. Ele passa a mo para cima e para baixo em sua coxa,
levanta-a, em seguida, coloca-a de volta onde estava.
        O garom complementa nossos copos de champanhe e retira nossos pratos.
Momentos depois ele est de volta com o nosso prato principal, robalo, eu no
acredito nisso, servido com aspargos, batata saut e molho holands.
        - Seu prato favorito, Sr. Grey?
        - Definitivamente, Srta. Steele. Apesar de acreditar que era bacalhau no
Heathman. - Sua mo se move para cima e para baixo em sua coxa. Minha
respirao pula, mas ele ainda no me toca.  to frustrante. Eu tento me
concentrar em nossa conversa.
        - Eu me lembro de que estvamos em uma sala de jantar privada, em
seguida, discutindo um contrato.
        - Dias felizes, - ele diz, sorrindo. - Desta vez espero conseguir transar
com voc. - Ele move a mo para pegar a faca.
        Aah!
        Ele pega uma poro de seu robalo. Ele est fazendo isso de propsito.
        - No conte com isso. - Eu resmunguei com um muxoxo e ele olha para
mim, divertido.
        - Falando de contratos - Ele acrescenta. - O NDA. Rasgue-o. - Ele
simplesmente diz.
        Que!
        - O qu? Srio?
        - Sim.
        - Voc tem certeza que eu no vou correr para o Seattle Times, com uma
exposio? - Eu provoco.

 

        Ele ri e  um som maravilhoso. Ele parece to jovem.
        - No. Eu confio em voc. Eu vou lhe dar o benefcio da dvida.
        Oh. Eu sorriu timidamente para ele.
        - Idem. - Eu respiro.
        Seus olhos se iluminam.
        - Estou muito feliz por voc estar usando um vestido. - Ele murmura. E o
desejo se choca atravs de meu sangue j superaquecido.
        - Por que voc no me tocou, ento? - Eu chio.
        - Sentindo falta do meu toque? - Ele pergunta sorrindo. Ele est se
divertindo... Bastardo.
        - Sim. - Eu fervo.
        - Coma. - ele ordena.
        - Voc no vai me tocar, no ?
        - No. - Ele balana a cabea.
        O qu? Eu suspiro em voz alta.
        - Apenas imagine como voc se sentir em casa quando chegarmos. - Ele
sussurra. -Eu no posso esperar para chegar em casa.
        - Ser culpa sua se eu entrar em combusto no cho do septuagsimo
sexto andar. - Eu resmungo entre os dentes.
        - Oh, Anastsia. Ns encontraremos uma maneira de apagar o fogo. - Ele
diz, sorrindo e provocante, para mim.
        Irritada, eu cavo o meu robalo, e minha deusa interior estreita os olhos na
contemplao tranquila e desonesta. Ns podemos jogar este jogo tambm. Eu
aprendi o bsico durante a nossa refeio no Heathman. Eu dou uma mordida no
meu robalo. Derrete na boca, delicioso. Eu fecho meus olhos, saboreando o gosto.
Quando eu abro-os, eu comeo a minha seduo de Christian Grey, muito
lentamente puxando minha saia para cima, expondo mais as minhas coxas.
        Christian faz uma pausa momentnea, uma garfada de peixe fica suspensa
no ar.
        Toque-me.
        Depois de um momento, ele retorna a comer. Eu levo uma mordida de
robalo, ignorando-o. Ento, coloco a minha faca de lado e corro meus dedos at o
interior das minhas coxas, tocando levemente minha pele com a ponta dos dedos.

 

 uma distrao at mesmo para mim, especialmente porque eu estou desejando o
seu toque. Christian faz uma pausa mais uma vez.
        - Eu sei que voc est fazendo. - Sua voz  baixa e rouca.
        - Eu sei que voc sabe Sr. Grey, - Eu respondo suavemente. - Esse  o
ponto. - Eu pego um talo de aspargo, olho de soslaio para ele por baixo dos meus
clios, em seguida, mergulho os aspargos no molho holands, girando a ponta mais
e mais.
        - Voc no est me pagando com a mesma moeda, Srta. Steele. -
Sorrindo ele estende o brao e se distancia de mim, surpreendente e irritantemente
decidido a no tocar em mim novamente. No, isso no est certo, isso no vai de
acordo com o plano. Aah!
        - Abra a boca - Ele ordena.
        Eu estou perdendo essa batalha de vontades. Olho para ele novamente, e
seus olhos cinza brilham. Separando meus lbios uma frao, eu corro minha
lngua em meu lbio inferior. Christian sorri e os seus olhos escurecem ainda
mais.
        - Abre mais. - Ele respira, com os lbios separando para que eu possa
ver a sua lngua. Eu gemo e mordo meu lbio inferior, em seguida, eu fao o que
ele pede.
        Eu ouo sua ingesto aguda de ar, ele no est to imune. Bom, finalmente
estou atingindo-o. Minha deusa interior, de espreguiadeira, sacode o punho no
ar.
        Mantendo os olhos fixos nos seus, eu tomo outro aspargo em minha boca, e
chupo, suavemente... Delicadamente... At o final. O molho holands  de dar gua
na boca. Eu mordo, gemendo baixinho, em apreciao.
        Christian fecha os olhos. Sim! Quando ele abre novamente, suas pupilas
esto dilatadas. O efeito sobre mim  imediato. Eu gemo e estendo a mo para
tocar a sua coxa. Para minha surpresa, ele usa a outra mo para agarrar o meu
pulso.
        - Oh, no, voc no vai fazer isso, Srta. Steele. - Ele murmura baixinho.
Levantando a minha mo para a sua boca, ele gentilmente escova meus dedos com
os lbios, e eu me contoro. Finalmente! Mais, por favor.
        - No toque - Ele me censura suavemente, e coloca a minha mo de volta

 

no meu joelho.  to frustrante, este breve contato  insatisfatrio.
        - Voc no joga limpo. - Eu amuo.
        - Eu sei. - Ele pega sua taa de champanhe para um brinde, e eu espelho
as suas aes.
        - Parabns pela sua promoo, Srta. Steele. - Ns batemos os copos e eu
coro.
        - Sim, foi um pouco inesperado. - Eu murmuro. Ele franze a testa, como
se um pensamento desagradvel passasse pela sua mente.
        - Coma. - Ele ordena. - Eu no vou levar voc para casa at que tenha
terminado sua refeio, e ento podemos realmente comemorar. - Sua expresso
 to aquecida, to crua, to imponente. Estou derretendo.
        - Eu no estou com fome. No de comida.
        Ele balana a cabea, se divertindo, mas aperta os olhos para mim do
mesmo jeito.
        - Coma, ou eu vou coloc-la em meus joelhos, bem aqui, e ns vamos
entreter os outros clientes.
        Suas palavras me fazem contorcer. Ele no ousaria! Ele contorce a sua
palma. Eu pressiono a minha boca em uma linha dura e olho para ele. Pegando
um talo de aspargo, ele mergulha a cabea no molho holands.
        - Coma isso. - Ele murmura, sua voz  baixa e sedutora.
        Obedeo de bom grado.
        - Voc realmente no comeu o suficiente. Voc perdeu peso desde que eu
te conheci. - Seu tom  suave.
        Eu no quero pensar sobre o meu peso, a verdade  que eu gosto de ser
magra. Eu engulo os espargos.
        - Eu s quero ir para casa e fazer amor. - Eu murmuro
desconsoladamente. Christian sorri.
        - Eu tambm, e ns o faremos. Coma.
        Relutantemente, eu volto para a minha comida e comeo a comer.
Honestamente, eu tirei a minha calcinha fora e tudo. Eu me sinto como uma
criana que lhe foi negado os doces. Ele  uma provocao, uma deliciosa, quente,
travessa provocao, e todo meu.
        Ele me questiona sobre Ethan. Como se v, Christian faz negcios com o

 

pai de Kate e Ethan. Hmm...  um mundo pequeno. Estou aliviada por ele no
mencionar o Dr. Flynn ou a casa, por que eu estou achando difcil me concentrar
em nossa conversa. Eu quero ir para casa.
        A antecipao carnal est desenrolando entre ns. Ele  to bom nisso.
Fazendo-me esperar. Definindo o cenrio. Entre mordidas, ele coloca a mo sobre
sua coxa, to perto da minha, mas ele ainda no me toca s para me provocar
ainda mais.
        Bastardo! Finalmente eu termino a minha comida, e coloco a faca e o garfo
no prato.
        - Boa menina, - ele murmura, e essas duas palavras prometem muito.
        Eu fao uma carranca para ele.
        - E agora? - Eu pergunto com o desejo agarrando minha barriga. Oh, eu
quero esse homem.
        - Agora? Vamos embora. Eu acredito que voc tem certas expectativas,
Srta. Steele. Que eu pretendo cumprir com o melhor de minha capacidade.
        Uau!
        - O melhor... De sua ha... bili... dade? - gaguejo eu. Puta merda.
        Ele sorri e levanta.
        - No temos que pagar? - Eu pergunto sem flego.
        Ele derruba sua cabea para um lado.
        - Eu sou um membro daqui. Eles vo me cobrar. Vem, Anastsia, depois
de voc. - Ele fica de lado, e eu estou para sair, consciente de que eu no estou
usando calcinha.
        Ele olha para mim, como se ele estivesse me despindo, e me glorifico com
sua avaliao carnal. Ela s me faz sentir to sexy, este homem lindo me deseja.
Ser que sempre vou me divertir com isso? Deliberadamente paro na frente dele,
aliso o meu vestido sobre meus quadris.
        Christian sussurra no meu ouvido:
        - Eu no posso esperar para te levar para casa. - Mas ele ainda no me
tocou.
        Na sada, ele murmura algo sobre o carro para o matre, mas eu no estou
ouvindo, minha deusa interior est incandescente com antecipao. Puxa, ela
poderia iluminar Seattle.

 

        Esperando pelos elevadores, estamos em companhia de dois casais de meia
idade. Quando as portas se abrem, Christian me leva pelo cotovelo e orienta-me
para trs. Olho em volta, e estamos cercados por escuros espelhos de vidro fum.
Quando os outros casais entram, um homem de terno marrom que no faz jus
entra e cumprimenta Christian.
        - Grey, - ele acena com a cabea educadamente. Christian concorda em
troca, mas est em silncio.
        Os casais esto na nossa frente, de frente para as portas do elevador. Eles
so obviamente amigos e as mulheres conversam em voz alta, excitadas e
animadas aps a sua refeio. Eu acho que eles esto todos um pouco
embriagados.
        Quando as portas se fecham, Christian brevemente se abaixa ao meu lado
para amarrar o cadaro. Estranho, os cadaros no esto desfeitos. Discretamente,
ele coloca a mo no meu tornozelo, assustando-me, e ele se levanta com a mo
percorrendo rapidamente a minha perna, patinando deliciosamente sobre a minha
pele, Ah, certo. Eu tenho que sufocar a minha exclamao de surpresa, quando
sua mo atinge meu traseiro. Christian se move atrs de mim.
        Oh meu Deus. Eu engasgo com as pessoas  nossa frente, olhando para as
costas das suas cabeas. Eles no tm ideia do que estamos fazendo. Passando o
brao livre em volta da minha cintura, Christian puxa-me para ele, segurando-me
no lugar enquanto seus dedos exploram. Cus... Aqui? O elevador viaja
suavemente para baixo, parando no quinquagsimo terceiro andar, para deixar as
pessoas, mas eu no estou prestando ateno. Estou focada em cada pequeno
movimento que os seus dedos fazem. Circulando ao redor... Agora avanando,
buscando, embaralhando de volta.
        Novamente eu sufoco um gemido, quando seus dedos encontram o seu
objetivo.
        - Sempre est pronta, Srta. Steele. - Ele sussurra, enquanto ele
escorrega um dedo longo dentro de mim. Eu me contoro e ofego. Como ele pode
fazer isso com todas estas pessoas aqui?
        - Fique quieta e tranquila, - ele adverte, murmurando em meu ouvido.
        Estou corada, quente, querendo, presa em um elevador com sete pessoas,
seis delas alheias ao que est ocorrendo no canto. Seu dedo desliza para dentro e

 

fora de mim, novamente e novamente. Minha respirao acelera. Caramba, 
constrangedor. Quero dizer-lhe para parar... E para continuar... E parar. Eu caio
contra ele, e ele aperta o brao em volta de mim, sua ereo est contra meu
quadril.
        Ns paramos novamente no quadragsimo quarto andar. Oh... Quanto
tempo essa tortura iria continuar? Dentro... Fora... Dentro... Fora... Sutilmente eu
esfrego-me contra o seu dedo persistente. Depois de todo esse tempo sem me
tocar, ele escolhe agora! Aqui! E isso me faz sentir to... Devassa.
        - Silencio. - Ele respira aparentemente no afetado ainda pela presena
de mais duas pessoas a bordo. O elevador est ficando lotado. Christian nos move
mais para trs, de modo que ns agora estamos pressionados no canto,
segurando-me no lugar e me torturando mais. Ele fua meu cabelo. Tenho certeza
de que parecemos um jovem casal apaixonado, acariciando no canto, se algum
pudesse ficar incomodado para virar e ver o que estvamos fazendo... E ele facilita
um segundo dedo dentro de mim.
        Porra! Eu gemo, e eu estou grata que o bando de pessoas em nossa frente,
ainda est conversando, totalmente alheias.
        Oh, Christian, o que voc est fazendo comigo. Eu inclino a minha cabea
contra o seu peito, fechando os olhos e me entregando aos seus dedos implacveis.
        - No goze. - Ele sussurra. - Eu quero isso mais tarde. - Ele afunilou a
mo na minha barriga, pressionando ligeiramente para baixo, enquanto ele
continua a sua doce perseguio. O sentimento  excelente.
        Finalmente o elevador chega ao primeiro andar. Com um barulho alto as
portas so abertas, e quase que instantaneamente os passageiros comeam a sair.
Christian lentamente desliza os dedos para fora de mim e beija as costas da minha
cabea. Viro-me e olho para ele, ele sorri, acena com a cabea, em seguida,
novamente o Sr. Terno Marrom Mal Confeccionado, retorna o seu aceno de
reconhecimento, enquanto ele sai do elevador com sua mulher. Eu mal percebo,
concentrando-me em ficar de p e tentando controlar minha respirao ofegante.
Puxa, me sinto dolorida e desprovida. Christian libera-me, deixando-me ficar em
meus prprios ps, sem inclinar-me sobre ele.
        Girando, eu olho para ele. Ele parece fresco e sereno, em sua habitual
compostura. Hmm... Isto no  to justo.

 

        - Pronta? - Ele pergunta. Seus olhos brilham perversamente, enquanto
ele escorrega primeiro o seu indicador, em seguida, seu dedo mdio em sua boca e
chupa-os. - Extremamente refinado, senhorita Steele. - Ele sussurra. Eu quase
convulsiono no local.
        - Eu no posso acreditar que voc fez isso. - Murmuro, e eu estou
praticamente chegando a rebentar pelas costuras.
        - Voc ficaria surpresa com o que posso fazer, Srta. Steele. - ele diz.
Estendendo a mo, ele enfia uma mecha de cabelo atrs da minha orelha, um leve
sorriso trai a sua diverso.
        - Eu quero te levar para casa, mas talvez a gente s v to longe quanto 
distncia para chegar ao carro. - Ele sorri para mim, enquanto ele pega a minha
mo e me leva para fora do elevador.
        O qu! Sexo no carro? No podemos simplesmente faz-lo aqui no mrmore
frio do piso do trio... Por favor?
        - Venha.
        - Sim, eu quero.
        - Srta. Steele, - Ele adverte-me com falso horror divertido.
        - Eu nunca fiz sexo num carro. - Eu murmuro. Christian para e coloca
esses mesmos dedos sob o meu queixo, inclinando a cabea para trs e olhando
para mim.
        - Estou muito contente por ouvir isso. Eu tenho que dizer que eu ficaria
muito surpreso, para no dizer zangado, se voc tivesse.
        Eu coro, piscando para ele. Claro, eu s tive relaes sexuais com ele. Eu
fao uma careta para ele.
        - No  isso que eu quis dizer.
        - O que voc quer dizer? - Seu tom  inesperadamente duro.
        - Christian, era apenas uma expresso.
        - A famosa expresso. Eu nunca fiz sexo em um carro. Sim, isso
simplesmente comum.
        Eita... Qual  o seu problema?
        - Christian, eu no estava pensando. Pelo amor de Deus, voc apenas...
Hum, fez isso comigo em um elevador cheio de gente. Meu juzo est disperso.
        Ele levanta as sobrancelhas.

 

        - O que eu fiz para voc? - Ele desafia.
        Eu fao uma carranca para ele. Ele quer me fazer dizer.
        - Voc me excitou, foi um grande momento. Agora me leve pra casa e me
foda.
        Sua boca se abre, ele ri surpreso. Agora ele parece jovem e despreocupado.
Oh,  bom ouvi-lo rir. Eu amo isso, porque  to raro.
        - Voc  uma romntica nata, Srta. Steele. - Ele pega a minha mo, e
dirigimo-nos para fora do prdio para onde o manobrista est com o meu Saab.
        - Ento voc quer sexo em um carro. - Christian murmura, enquanto liga
a ignio.
        - Francamente, eu teria ficado feliz com o piso do trio.
        - Confie em mim, Ana, eu faria isso. Mas eu no gostaria de ser preso esta
hora da noite, e eu no quero foder voc em um banheiro. Bem, hoje no.
        O qu!
        - Voc quer dizer que havia esta possibilidade?
        - Oh sim.
        - Vamos voltar.
        Ele se vira para olhar para mim e ri. Seu riso  contagiante, logo ns dois
estamos rindo, de maneira maravilhosa, catrtica, com a cabea jogada para trs.
Estendendo a mo, ele coloca a no meu joelho, acariciando-o suavemente com
dedos longos e hbeis. Eu paro de rir.
        - Pacincia, Anastsia. - Ele murmura e puxa para o trfego de Seattle.

        Ele estaciona o Saab na garagem do Escala e desliga o motor. De repente,
nos limites do carro, a atmosfera entre ns muda. Com a antecipao devassa, eu
olho para ele, tentando conter meu corao palpitante. Ele se vira para mim,
encostado na porta, com o cotovelo apoiado no volante.
        Ele puxa o lbio inferior com o polegar e o dedo indicador. Sua boca  to

 

perturbadora. Eu quero isso para mim. Ele est me observando atentamente, com
seus olhos cinza escuro. Minha boca fica seca. Ele sorri um sorriso lento e sexy.
        - Se vamos transar no carro, em alguma ocasio, o lugar  da minha
escolha. Agora, eu quero tom-la em qualquer superfcie possvel do meu
apartamento.
 como se ele estivesse dirigindo-me para abaixo da minha cintura... Minha
deusa interior executa quatro arabescos e uma dana basca.
        - Sim. - Caramba, eu soo to ofegante, desesperada.
        Ele se inclina para frente uma frao. Eu fecho meus olhos, esperando o
seu beijo, pensando... Finalmente. Mas nada acontece. Depois de um momento, eu
abro meus olhos para encontr-lo olhando para mim. Eu no consigo descobrir o
que ele est pensando, mas antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele me distrai
mais uma vez.
        - Se eu te beijar agora, no vamos faz-lo no apartamento. Venha.
        Aah! Esse homem poderia ser mais frustrante? Ele sai do carro.

        Mais uma vez, esperamos o elevador, meu corpo vibra com antecipao.
Christian segura minha mo, correndo o dedo ritmicamente em meus dedos, cada
toque ecoando atravs de mim. Oh, eu quero as suas mos sobre mim. Ele me
torturou por muito tempo.
        - Ento, o que aconteceu com a gratificao instantnea? - Murmuro
enquanto esperamos.
        Christian sorri para mim.
        - No  apropriada para todas as situaes, Anastsia.
        - Desde quando?
        - Desde esta noite.
        - Por que voc est me torturando assim?
        - Olho por olho, Srta. Steele.

 

        - Como estou torturando voc?
        - Acho que voc sabe.
        Eu olhei para ele e sua expresso era difcil de ler. Ele quer a minha
resposta...  isso.
        - Estou com a gratificao adiada, tambm. - Eu sussurro, sorrindo
timidamente.
        Ele puxa minha mo inesperadamente, e de repente eu estou em seus
braos. Ele pega o cabelo na minha nuca, puxando-o com cuidado para inclinar a
minha cabea para trs.
        - O que posso fazer para voc dizer sim? - Ele pergunta com fervor, me
jogando fora do equilbrio mais uma vez. Eu pisco para ele, para sua adorvel,
sria e desesperada expresso.
        - D-me algum tempo? Por favor. - Eu murmuro. Ele geme e, finalmente,
ele me beija, longa e duramente. Ento estamos no elevador, e ns somos as mos
e bocas, lnguas e lbios, dedos e cabelos. Desejo espesso e forte, corre atravs do
meu sangue, obscurecendo toda a minha razo. Ele me empurra contra a parede,
prendendo-me com os seus quadris, uma mo no meu cabelo, a outra no meu
queixo, segurando-me no lugar.
        - Voc  minha. - Ele sussurra. - Meu destino est em suas mos, Ana.
        Suas palavras so inebriantes, e no meu estado superaquecido, quero
arrancar suas roupas. Eu empurro o palet, quando o elevador chega ao
apartamento, ele cai no cho da entrada.
        Christian me prende a parede do elevador, o casaco cai no cho e sua mo
percorre a minha perna, seus lbios nunca deixam os meus. Ele ergue o meu
vestido.
        - A primeira superfcie  aqui, - ele respira e de repente, me levanta. -
Enrole suas pernas em volta de mim.
        Eu fao como ele disse, e ele se vira e me coloca em cima da mesa da
entrada, ento ele est de p entre as minhas pernas. Eu percebo que o vaso de
flores de sempre, est faltando. Huh? Colocando a mo no bolso do jeans, ele pega
um envelope de preservativo e entrega para mim, abrindo a braguilha.
        - Voc tem noo do quanto voc me incendeia?
        - O qu? - Eu coloco. - No... Eu...

 

        - Bem, voc sabe. - ele resmunga. - O tempo todo. - Ele pega o
preservativo de minhas mos. Oh, isso  to rpido, mas depois de tudo sua
provocao  tentadora, eu o quero muito, agora. Ele olha para mim, enquanto
rola o preservativo, em seguida, coloca as mos sob as minhas coxas, espalhando
mais as minhas pernas.
        Posicionando-se, ele faz uma pausa.
        - Mantenha os olhos abertos. Eu quero ver voc. - Ele sussurra e
apertando minhas duas mos com a sua, ele afunda lentamente em mim.
        Eu tento, realmente, mas o sentimento  to requintado. O que eu estive
esperando, depois das suas provocaes. Oh, a plenitude, este sentimento... Eu
gemo e arqueio minhas costas fora da mesa.
        - Abra. - Ele resmunga, apertando a mo sobre as minhas e empurrando
fortemente em mim para que eu grite.
        Eu pisco os olhos abertos, e ele olha para mim de olhos arregalados.
Lentamente ele se retira, em seguida, afunda-me mais uma vez, sua boca
afrouxando e, em seguida, formando um Ah..., mas ele no diz nada. Vendo sua
excitao, sua reao a mim, eu acendo por dentro, meu sangue arde em minhas
veias. Seus olhos cinzentos queimam os meus. Ele pega o ritmo, e eu me divirto,
glorifico, observo-o, vendo a sua paixo, seu amor, quando ns chegamos, junto.
        Eu chamo o seu nome ao explodir em torno dele, e Christian me segue.
        - Sim, Ana! - Ele clama. Ele cai em mim, liberando as minhas mos e
descansando a cabea no meu peito. Minhas pernas ainda esto presas  sua
volta, e sob o olhar paciente e maternal do quadro da Madonna, eu acalento a
cabea dele contra mim, lutando para recuperar o flego.
        Ele levanta a cabea para olhar para mim.
        - Eu no terminei com voc ainda. - Ele murmura e inclinando-se, beija-
me.
        Eu me deito nua na cama de Christian, sobre o peito, com a respirao

 

ofegante. Santa me, sua energia no acaba? Christian passeia seus dedos para
cima e para baixo em minhas costas.
        - Satisfeita, Srta. Steele?
        Murmuro o meu parecer favorvel. Eu no tenho mais energia para falar.
Levantando minha cabea, eu viro os olhos desfocados para ele e gozo com o seu
olhar quente e apaixonado. Muito deliberadamente, eu inclino a minha cabea
para baixo, ento ele sabe que eu vou beijar seu peito.
        Ele fica tenso momentaneamente, e eu lhe dou um beijo suave em seus
cabelos do peito, respirando em seu extico cheiro de Christian, misturado com
suor e sexo.  inebriante. Ele rola para o lado assim que eu estou deitada ao lado
dele e olha para mim.
        - O sexo  assim para todos? Surpreende-me que algum paga. -
Sussurro, me sentindo, de repente, tmida.
        Ele sorri.
        - Eu no posso falar pelos outros, mas  muito fodidamente especial com
voc, Anastsia. - Ele se inclina e me beija.
        - Isso  porque voc  fodidamente especial, o Sr. Grey. - Eu concordo,
sorrindo para ele e acariciando seu rosto. Ele pisca para mim meio sem graa.
        -  tarde. V dormir, - ele diz. Ele me beija e, em seguida deita-se e
puxa-me para ele, ento ficamos em conchinha na cama.
        - Voc no gosta de elogios.
        - V dormir, Anastsia.
        Hmm... Mas ele  muito fodidamente especial. Eita... E por que ele no
percebe isso?
        - Eu adorei a casa. - Murmuro.
        Ele no diz nada por um momento, mas eu sinto o seu sorriso.
        - Eu te amo. V dormir. - Ele fua meu cabelo, e eu derivo para o sono,
segura em seus braos, sonhando com sol, portas francesas e escadas largas... E
um pequeno menino de cabelos de cobre correndo atravs de um prado, rindo e
rindo enquanto eu o persigo.

 


        - Tenho que ir querida. - Christian me beija abaixo da minha orelha.
        Abro os olhos e  de manh. Viro-me para encar-lo, e ele est em p,
vestido, fresco e delicioso, inclinando-se sobre mim.
        - Que horas so? - Oh, no... Eu no quero chegar atrasada.
        - No entre em pnico. Tenho uma reunio com caf da manh. - Ele
esfrega o nariz contra mim.
        - Voc cheira bem. - Sussurro, estendendo-me abaixo dele, meus
membros agradavelmente apertados e chiando por todos os nossos feitos ontem.
Eu envolvo meus braos ao redor de seu pescoo.
        - No v.
        Ele derruba sua cabea para um lado e levanta a sobrancelha. - Srta.
Steele voc est tentando fazer um homem perder um dia de trabalho honesto?
        Concordo com ele, sacudindo a cabea, sonolenta, e ele sorri seu novo
sorriso tmido.
        - Por mais tentador que voc seja, eu tenho que ir. - Ele me beija e se
levanta. Ele est vestindo um terno azul-marinho, camisa branca e gravata azul-
marinho, e ele parece em cada polegada com um CEO... Um CEO quente.
        - At mais tarde, querida. - Ele murmura e ele est fora.
        Olhando para o relgio, eu noto que j  sete, devo ter dormido mesmo com
o alarme. Bem, hora de levantar.

No chuveiro, a inspirao me bate. Eu pensei em outro presente de

 

aniversrio para Christian.  to difcil comprar algo para um homem que tem
tudo. Eu j lhe dei o meu presente principal, e ainda tenho o outro item que eu
comprei na loja para turista, mas este  um presente que realmente vai ser para
mim. Abrao-me com antecipao, enquanto desligo o chuveiro. Eu s tenho que
prepar-lo.
        No closet, eu coloci um vestido vermelho escuro, com um decote quadrado
e corte muito baixo. Sim, isso vai fazer o trabalho.
        Agora para o presente Christian. Eu comeo a vasculhar suas gavetas, 
procura de gravatas. Na gaveta de baixo, eu encontro aquele jeans desbotado e
rasgado, aquele que ele usa na sala de jogos, que o faz parecer to quente. Eu o
pego com cuidado, usando a mo inteira. Oh meu Deus, o material  to macio.
        Embaixo dela eu acho uma grande e preta caixa de papelo plana. Ela
desperta o meu interesse imediatamente. O que haver aqui? Eu fico olhando para
ela, sentindo como se eu estivesse invadindo. Retiro-a e sacudo.  pesada, como se
tivesse documentos ou manuscritos. Eu no posso resistir, eu abro a tampa e
rapidamente fechou-a novamente. Caraca, fotografias da Sala Vermelha. O choque
me faz sentar-me em meus calcanhares, como eu tentasse limpar a imagem de
meu crebro. Por que eu abri a caixa? Por que ele guardou?
        Eu tremo. Meu subconsciente faz uma carranca para mim, isso foi antes de
voc. Esquea-as.
        Ela est certa. Levantando-me, noto que suas gravatas esto penduradas
no fim de sua barra para roupas. Acho a minha favorita e saio rapidamente.
        Eu tento dizer para mim mesma que essas fotos so de an... antes de Ana.
Meu subconsciente concorda com aprovao, mas  com o corao pesado que eu
vou para a sala principal, para o caf da manh. A Sra. Jones me sorri
calorosamente e depois franze a testa.
        - Tudo bem, Ana? - Ela pergunta gentilmente.
        - Sim. - Murmuro. Distrada. - Voc tem uma chave da... hum, sala de
jogos?
        Ela faz uma pausa momentnea, surpresa.
        - Sim, claro. - Ela pega um pequeno molho de chaves do seu cinto. - O
que voc gostaria para o caf da manh, querida? - Ela pergunta, enquanto me
d as chaves.

 

        - S granola. No vou demorar muito.
        Eu me sinto muito ambivalente sobre este presente agora, depois da
descoberta dessas fotografias. Nada mudou, meu subconsciente late para mim,
novamente, me olhando por cima de seus culos de meia-lua. Essas fotos so
quentes, minha deusa interior murmura, e mentalmente, eu fao uma carranca
para ela. Sim, isso era... Muito quente para mim.
        O que mais ele tem escondido? Rapidamente, este museu fura o peito, pego
o que preciso, tranco a porta da sala de jogos atrs de mim. O que no faria Jos
para descobrir isso!
        Eu entrego as chaves de volta para a Sra. Jones e sento-me para devorar
meu caf da manh, sentindo-me estranha por Christian estar ausente. As
imagens das fotografias danam indesejveis em torno de minha mente. Gostaria
de saber quem eram? Leila, talvez?

        Enquanto me dirijo para o trabalho, eu debato se devo ou no dizer para
Christian que eu encontrei suas fotografias. No, grita meu subconsciente, com
seu rosto de Edvard Munch. Eu decidi que ela provavelmente est certa.
        Quando vou sentar na minha mesa, meu Blackberry vibra.
De: Christian Grey
Assunto: Superfcies
Data: 17 junho de 2011 08:59
Para: Anastsia Steele
        Eu calculo que h pelo menos 30 superfcies para explorar.
        Estou ansioso por todas e cada uma delas.
        Depois, h os pisos, as paredes, e no vamos esquecer da varanda. Depois,

 

ainda h o meu escritrio.
Sinto sua falta.
        X
Christian Grey
Flico CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
        Seu e-mail me faz sorrir, e todas as minhas reservas anteriores evaporam.
 a mim que ele quer agora, e a memria da sex-escapada da noite passada
inunda minha mente... O elevador, o hall de entrada, a cama. Flico  certo.
Pergunto-me,  toa, que equivalente feminino eu posso ser?
De: Anastsia Steele
Assunto: Romance?
Data: 17 junho de 2011 09:03
Para: Christian Grey
        Sr. Grey, voc tem ideia fixa.
Eu senti a sua falta no caf da manh.
Mas a Sra. Jones foi muito agradvel.
        Ax
De: Christian Grey
Assunto: Intrigado
Data: 17 junho de 2011 09:07
Para: Anastsia Steele
Como a Sra. Jones foi agradvel?
O que est fazendo Srta. Steele?

 

Christian Grey
CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.
Como ele sabe?
De: Anastsia Steele
Assunto: Tocar Nariz
Data: 17 junho de 2011 09:10
Para: Christian Grey
Espere e ver,  uma surpresa.
Eu preciso trabalhar... Deixe-me faz-lo.
Amo voc.
A x
De: Christian Grey
Assunto: Frustrado
Data: 17 junho de 2011 09:12
Para: Anastsia Steele
Eu odeio quando voc esconde as coisas de mim.
Christian Grey
Flico CEO, Grey Participaes e Empreendimentos Inc.

 

        Eu fico olhando para a pequena tela do meu Blackberry. A veemncia
implcita em seu e-mail me pega de surpresa. Por que ele se sente assim? No 
como se eu estivesse escondendo fotografias erticas dos meus ex-namorados.
De: Anastsia Steele
Assunto: Desejar voc
Data: 17 junho de 2011 09:14
Para: Christian Grey
 para o seu aniversrio.
Outra surpresa.
        No seja to petulante.
        A x
        Ele no responde de imediato, e eu sou chamada para uma reunio, ento
no posso demorar com ele por muito tempo.
        Quando eu olho novamente para o meu Blackberry, para meu horror,
percebo que j  quatro da tarde. Onde o meu dia foi? Ainda nenhuma mensagem
de Christian. Eu mando um e-mail para ele, novamente.
De: Anastsia Steele
Assunto: Ol
Data: 17 junho de 2011 16:03
Para: Christian Grey
        Voc no est falando comigo?
        No se esquea que eu estou saindo para tomar uma bebida com Jos, e
que ele vai ficar conosco esta noite.

 

Por favor, se junte a ns.
        A x
        Ele no responde, e eu sinto um frisson de desconforto. Espero que ele
esteja bem. Ligando para o seu celular, recebo seu correio de voz. O anncio diz
simplesmente Grey, deixe uma mensagem em seu tom mais recortado.
        - Oi... Um... Sou eu. Ana. Voc est bem? Ligue-me, - eu gaguejo atravs
da minha mensagem. Eu nunca tive que deixar uma para ele antes. Eu coro,
enquanto desligo. Claro que ele vai saber que  voc, idiota! Meu subconsciente
revira os olhos para mim. Estou tentada a ligar para a sua assistente Andrea, mas
decido que  um passo longo demais. Relutantemente eu continuo o meu trabalho.
        Meu telefone toca inesperadamente e meu corao salta. Christian! Mas
no,  Kate, minha melhor amiga, finalmente!
        - Ana, - ela grita de onde ela est.
        - Kate! Voc est de volta? Eu senti a sua falta.
        - Eu tambm. Eu tenho tanto para conversar. Estamos no Sea-Tac, eu e
meu homem. - Ela ri em uma maneira mais como Kate.
        - Legal. Eu tenho tanta coisa para dizer-lhe, tambm.
        - Vejo voc de volta no apartamento?
        - Eu vou sair para beber com o Jos. Se junte a ns.
        - Jos est na cidade? Claro! Mande uma mensagem de texto para dizer
onde.
        - Ok. - Eu falo. Minha melhor amiga est em casa. Depois de todo esse
tempo!
        - Voc est bem, Ana?
        - Sim, eu estou bem.
        - Ainda com o Christian?
        - Sim.
        - timo. At mais tarde!
        Oh no, ela tambm. A influncia de Elliot no conhece limites.
        - Sim, at mais tarde, querida. - Eu sorrio e ela desliga.

 

        Uau. Kate est em casa. Como  que vou dizer a ela tudo o que aconteceu?
Eu deveria escrever e ento eu no se esqueceria de nada.

        Uma hora depois, meu telefone do escritrio toca, ser Christian? No, 
Claire.
        - Voc deve ver o cara que quer ver voc, que est na recepo. Como voc
conhece todos esses caras quentes, Ana?
        Jos deve estar aqui. Eu olho para o relgio, so 5:55, e uma pequena
excitao pulsa atravs de mim. Eu no o vejo h tanto tempo.
- Ana, wow! Voc est tima. Voc cresceu. - Ele sorri para mim.
        S porque eu estou usando um vestido elegante... Caramba!
        Ele abraa-me com fora.
        - Est alta. - Ele resmunga com espanto.
        -  apenas o sapato, Jos. Voc no parece to ruim, mesmo.
        Ele est vestindo jeans, uma camiseta preta e uma camisa de flanela preta
e branca.
        - Eu vou pegar minhas coisas e podemos ir.
        - Legal. Vou esperar aqui.

        Eu pego duas Rolling Rocks no bar lotado e vou at a mesa onde Jos est
sentado.
        - Voc encontrou a casa de Christian, certo?

 

        - Sim. Eu no estive l. Eu s entreguei as fotos no elevador de servio.
Para um cara chamado Taylor, que as levou para cima. Parecia um belo lugar.
        - . Voc pode ver por dentro.
        - Fico esperando. Sade, Ana. Seattle combina com voc.
        Eu coro, enquanto batemos as garrafas.  Christian que concorda comigo.
        - Sade. Fale-me sobre a sua amostra e como foi.
        Ele sorri e conta a histria. Ele vendeu quase todas, menos trs fotos, isso
deu para pagar o seu emprstimo de estudante e deixou-lhe algum dinheiro de
sobra.
        - E eu fui contratado para fazer algumas paisagens para a Secretaria de
Turismo de Portland. Muito legal, hein? - Ele termina com orgulho.
        - Oh Jos, isso  maravilhoso. No interfere com seus estudos, no ? -
Eu franzo a testa para ele.
        - No. Agora que vocs se foram e trs dos caras que eu costumava sair,
tenho mais tempo.
        - Nenhuma garota quente para mant-lo ocupado? A ltima vez que te vi,
voc tinha uma meia dzia de mulheres penduradas em cada palavra sua. - Eu
levanto uma sobrancelha para ele.
        - No, Ana. Nenhuma delas  mulher suficiente para mim. - Elas s
fazem encenao.
        - Ah, claro. Jos Rodriguez, o terror das mulheres. - Eu ri.
        - Ei, eu tenho meus momentos, Steele. - Ele parece vagamente magoado,
e eu fico mortificada.
        - Claro que voc tem. - Eu o acalmo.
        - Ento, como est o Grey? - Ele pergunta, com seu tom de voz
mudando, tornando-se mais frio.
        - Ele est bem. Ns estamos bem. - Eu murmuro.
        - Srio? Se voc diz...
        - Sim. Srio.
        - Ele no  velho demais para voc?
        - Oh Jos. Voc sabe o que minha me diz, eu nasci velha.
        A boca de Jos se torce ironicamente.
        - Como est sua me? - E assim, estamos fora da zona de perigo.

 

        - Ana!
        Eu me viro e vejo Kate com Ethan. Ela parece linda, bronzeada pelo sol, seu
cabelo loiro est descolorido, bronzeada e com um radiante sorriso branco, est
bem torneada e vestindo uma camisa branca e jeans branco apertado. Todos os
olhos esto voltados para Kate. Eu salto do meu assento para dar-lhe um abrao.
Oh como eu senti falta dessa mulher!
        Ela me empurra para longe dela e me mantm no comprimento do brao,
examinando-me atentamente. Eu coro sob seu olhar intenso.
        - Voc perdeu peso. Um monte de peso. E voc parece diferente. Cresceu.
O que est acontecendo? - Ela diz, toda mame coruja, preocupada e mandona.
-Eu gosto do seu vestido. Cai-lhe bem.
        - Muita coisa aconteceu desde que voc partiu. Eu vou lhe contar mais
tarde, quando estivermos sozinhas. - Eu no estou pronta para a Inquisio de
Katherine Kavanagh, ainda. Ela me olha desconfiada.
        - Voc est bem? - Ela pede gentilmente.
        - Sim, - eu sorrio, mas eu estaria mais feliz sabendo de Christian.
        - Legal.
        - Oi, Ethan. - Eu sorrio para ele, e ele me d um abrao rpido.
        - Oi, Ana, - ele sussurra em meu ouvido.
        Jos franze a testa para ele.
        - Como foi o almoo com Mia? - Pergunto a Ethan.
        - Interessante, - ele diz misteriosamente.
        Oh?
        - Ethan, voc conhece Jos?
        - Ns nos encontramos uma vez. - Resmunga Jos, avaliando Ethan
enquanto eles apertam as mos.
        - Sim, na casa de Kate em Vancouver, - Ethan diz, sorrindo
agradavelmente para Jos. - Certo o que vamos beber?


 

        Eu fao meu caminho para os banheiros, enquanto passo uma mensagem
de texto para Christian, dando a nossa localizao, talvez ele se junte a ns. No
existem chamadas no atendidas dele e nenhum e-mail. Isto no parece certo, no
parece ele.
        - E ai, Ana? - Jos pergunta quando eu volto para a mesa.
        - Eu no consigo falar com Christian. Espero que ele esteja bem.
        - Ele vai ficar bem. Mais uma cerveja?
        - Claro.
        Kate se inclina toda.
        - Ethan me disse que alguma ex-namorada perseguidora e louca, estava
no apartamento com uma arma?
        - Bem... Sim. - Eu encolho os ombros, desculpando-se. Oh caramba, o
que temos que fazer isso agora?
        - Ana, que diabos est acontecendo? - Kate para abruptamente e verifica
seu telefone.
        - Oi, amor. - Ela diz, quando ela atende. Querido! Ela franze a testa e
olha para mim. - Claro. - Ela diz e volta para mim. -  Elliot... Ele quer falar
com voc.
        - Ana. - A voz de Elliot  controlada e suave, meu couro cabeludo arrepia
ameaadoramente.
        - O que h de errado?
        -  Christian. Ele no voltou de Portland.
        - O qu? O que voc quer dizer?
        - O helicptero desapareceu.
        - O Charlie Tango? - Eu sussurro, enquanto toda a respirao deixa o
meu corpo. - No!

 

Captulo 19
        Eu fico olhando para as chamas, hipnotizada. Elas danam e tecem
brilhantes chamas alaranjadas com pontas de azul cobalto, na lareira do
apartamento de Christian. E apesar do calor escapulir para fora do fogo e do
cobertor envolto em torno de meus ombros, eu estou com frio. Assustadoramente
fria, at os ossos.
        Eu estou ciente de vozes abafadas, muitas vozes abafadas. Mas elas esto
no fundo, como um zumbido distante. Eu no ouo as palavras. Tudo que eu
posso ouvir, tudo o que posso focar,  no silvo suave do gs que alimenta o fogo.
        Meus pensamentos se voltam para a casa que vimos ontem e as enormes
lareiras, lareiras reais, para queima de madeira. Eu gostaria de fazer amor com
Christian na frente de um fogo real. Eu gostaria de fazer amor com Christian na
frente deste fogo. Sim, isso seria divertido. Sem dvida, ele poderia pensar em
alguma maneira de torn-lo memorvel, como todas as vezes que fizemos amor. Eu
bufo ironicamente para mim, at mesmo os momentos em que estvamos fodendo.
Sim, aqueles foram bastante memorveis tambm. Onde est ele?
        As chamas crepitavam e piscavam, segurando-me cativa, mantendo-me
entorpecida. Eu me concentro apenas na sua queima, beleza escaldante. Elas so
sedutoras.
        Anastsia, voc me enfeitiou.
        Ele disse isso na primeira vez que ele dormiu comigo, em minha cama. Ah,
no...
        Eu envolvo meus braos em torno de mim, e o mundo cai longe de mim e a
realidade sangra em minha conscincia. O vazio rasteja para dentro de mim e se
expande um pouco mais. O Charlie Tango est desaparecido.
        - Ana. Aqui, - A Sra. Jones gentilmente me persuade, sua voz me traz de

 

volta para a sala, para o agora, para a angstia. Ela me d uma xcara de ch.
Tomo a xcara e o pires com gratido, o chocalho revelando as minhas mos
trmulas.
        - Obrigada, - eu sussurro, minha voz est rouca de lgrimas no
derramadas e o caroo grande na minha garganta.
        Mia sentou-se em frente a mim, na parte maior do grande sof em forma de
U, de mos dadas com Grace. Elas olham para mim, a dor e a ansiedade estavam
gravadas em seus rostos bonitos. Grace parece mais velha, uma me preocupada
com seu filho. Eu pisco desapaixonadamente para elas. Eu no posso oferecer um
sorriso tranquilizador, uma lgrima sequer, no h nada, s o vazio e o vazio
crescente. Eu olho para Elliot, Jos e Ethan, que esto ao redor do bar de caf da
manh, todos os rostos esto srios, falando baixinho. Discutindo algo em suaves
vozes. Atrs deles, a Sra. Jones se ocupa na cozinha.
        Kate est na sala de TV, monitorando o noticirio local. Eu ouo o
murmrio fraco da grande TV de plasma. Eu no posso suportar ver a notcia,
CHRISTIAN GREY DESAPARECIDO, com seu rosto bonito na TV.
        Ociosamente, ocorre-me que eu nunca vi tantas pessoas nesta sala, mas
eles ainda so insignificantes em comparao com o seu tamanho. Pequenas ilhas
perdidas, pessoas ansiosas na casa do meu Cinquenta. O que ele pensaria sobre
eles estarem aqui?
        Em algum lugar, Taylor e Carrick esto falando com as autoridades que
esto nos alimentando com gotas de informao, mas  tudo sem sentido. O fato 
que ele est desaparecido. Ele est desaparecido h oito horas. Nenhum sinal,
nenhuma palavra dele. A busca foi cancelada, isto  tudo que sei. Ainda est to
escuro. E ns no sabemos onde ele est. Ele pode estar ferido, com fome, ou pior.
No!
        Eu fao outra orao silenciosa para Deus. Por favor, deixe Christian estar
bem. Por favor, deixe Christian estar bem. Eu repito, mais e mais, na minha
cabea,  o meu mantra, a minha tbua de salvao, algo concreto para me
agarrar no meu desespero. Recuso-me a pensar no pior. No, no vou l. H
esperana.
        - Voc  minha salvao.
        As palavras de Christian voltam para me assombrar. Sim, h sempre

 

esperana. Eu no devo me desesperar. Suas palavras ecoam em minha mente.
        - Agora eu sou um firme defensor de gratificao imediata. Carpe diem28,
Ana.
        Por que eu no aproveitei o dia?
        - Eu estou fazendo isso porque eu, finalmente, encontrei algum com quem
quero passar o resto da minha vida.
        Eu fecho meus olhos em orao silenciosa, balanando suavemente. Por
favor, deixe o resto de sua vida no ser to curto. Por favor, por favor. Ns no
tivemos tempo suficiente... precisamos de mais tempo. Ns fizemos tanto nas
ltimas semanas, chegamos to longe. Isso no pode acabar. Todos os momentos
suaves: o batom, quando ele fez amor comigo pela primeira vez no hotel Olympic,
de joelhos na minha frente oferecendo-se para mim, eu, finalmente, tocando-o.
        - Eu sou o mesmo, Ana. Eu te amo e eu preciso de voc. Toque-me. Por
favor.
        Oh, eu o amo tanto. Eu no seria ningum sem ele, nada mais do que uma
sombra, toda a luz se eclipsou. No, no, no... meu pobre Christian.
        - Este sou eu, Ana. Tudo de mim... e eu sou todo seu. O que devo fazer para
voc perceber isso? Para fazer voc ver que eu quero voc de qualquer maneira que
eu a possa ter. Que eu te amo.
        E eu tambm, meu Cinquenta Tons.
        Abro os olhos e olho cegamente para o fogo, mais uma vez, as memrias do
nosso tempo juntos, voando em minha mente: a sua alegria infantil quando
estvamos navegando e planando, seu suave e sofisticado olhar quente como o
inferno, no baile de mscaras; a dana, ah, sim, danando aqui no apartamento,
com Sinatra, girando ao redor da sala; sua calma, a ansiosa esperana ontem com
a casa e sua deslumbrante vista.
        - Vou colocar o meu mundo aos seus ps, Anastsia. Eu quero voc, corpo e
alma, para sempre.
        Oh, por favor, deixe-o ficar bem. Ele no pode ter partido. Ele  o centro do
meu universo.
28        Carpe Diem -  uma frase em latim de um poema de Horcio, e  popularmente traduzido para "colha o dia" ou
"aproveite o momento".  tambm utilizado como uma expresso para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas
inteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.

 

        Um soluo involuntrio escapa da minha garganta, e eu ponho a minha
mo na boca. No. Eu devo ser forte.
        Jos, de repente, est ao meu lado, ou ele tem estado h algum tempo? Eu
no tenho ideia.
        - Voc quer chamar a sua me ou seu pai? - Ele pergunta gentilmente.
        No! Eu sacudo a cabea e Jos segura a minha mo. Eu no posso falar,
eu sei que vou desmoronar se eu o fizer, mas o calor e o aperto gentil da sua mo,
no me oferece nenhum consolo.
        Oh, mame. Meu lbio treme ao pensar em minha me. Devo cham-la?
No. Eu no poderia lidar com a reao dela. Talvez Ray, ele no iria se emocionar,
ele nunca se emociona, nem mesmo quando os Mariners perdem.
        Grace sobe para se juntar aos meninos, distraindo-me. Este deve ser o
mais longo tempo que ela ficou sentada. Mia chega para sentar ao meu lado e
agarra a outra mo.
        - Ele vai voltar, - ela diz, sua voz inicialmente determinada, mas
rachando na ltima palavra. Seus olhos esto arregalados e avermelhados, o seu
rosto est plido e deprimido pela falta de sono.
        Eu olho para Ethan, que est assistindo Mia e Elliot e tem seus braos em
volta de Grace. Olho para o relgio. Bem depois das onze horas, quase meia-noite.
Maldito tempo! A cada hora que passa, o vazio se expande, consumindo-me,
sufocando-me. Eu sei que l no fundo, eu estou me preparando, me preparando
para o pior. Eu fecho meus olhos e ofereo outra orao silenciosa, apertando
tanto a mo de Mia, quanto a mo de Jos.
        Abrindo-os novamente, eu olho para as chamas mais uma vez. Eu posso
ver seu sorriso tmido, a minha favorita de todas as suas expresses, um
vislumbre do verdadeiro Christian, o meu verdadeiro Christian. Para muitas
pessoas ele : manaco controlador, CEO, espreitador, deus do sexo, dominador, e
ao mesmo tempo, um menino com seus brinquedos. Eu sorrio. Seu carro, seu
barco, seu avio... Charlie Tango... no... no... o meu menino perdido,
verdadeiramente perdido agora. Meu sorriso desaparece e a dor me atravessa.
Lembro-me dele no chuveiro, limpando as marcas de batom.
        - Eu no sou nada, Anastsia. Eu sou uma casca de um homem. Eu no
tenho um corao.

 

        O n na garganta se expande. Oh, Christian, voc tem, voc tem um
corao e  meu. Eu quero am-lo para sempre. Mesmo que ele seja to complexo
e difcil, eu o amo. Eu sempre o amarei. Nunca haver mais ningum. Nunca.
        Lembro-me de estar sentada na Starbucks, pesando os meus prs e
contras com Christian. Todos os contras, mesmo aquelas fotografias que eu
encontrei hoje de manh, derretem na insignificncia, agora. O importante 
somente ele e se ele vai voltar. Oh, por favor, Senhor, traga-o de volta, por favor,
deixe-o ficar bem. Eu vou  igreja... Eu farei qualquer coisa. Oh, se eu o tiver de
volta, vou aproveitar o dia. Sua voz ecoa em volta da minha cabea mais uma vez:
- Carpe diem, Ana.
        Eu olho mais uma vez para o fogo, as chamas ainda esto lambendo e
ondulando em torno de si, brilhando intensamente. Ento ouo os gritos de Grace,
e tudo fica em cmera lenta.
        - Christian!
        Eu viro a minha cabea a tempo de ver Grace movimentar-se velozmente
para o outro lado da sala grande, de onde ela havia estado andando, em algum
lugar atrs de mim, e na entrada est um Christian desanimado. Ele est vestido
apenas com a camisa e a cala do terno, e ele est segurando o palet azul-
marinho, sapatos e meias. Ele parece cansado, sujo e absolutamente lindo.
        Puta merda... Christian. Ele est vivo. Eu olho entorpecida para ele,
tentando descobrir se eu estou alucinando ou se ele est realmente aqui.
        Sua expresso  um de absoluto espanto. Ele deposita o palet e os sapatos
no cho a tempo de pegar Grace, que joga seus braos ao redor de seu pescoo e o
beija duro na bochecha.
        - Me?
        Christian olha para ela, completamente perdido.
        - Eu pensei que nunca iria v-lo novamente, - Grace sussurra,
expressando o medo coletivo.
        - Me, eu estou aqui. - Eu ouo a consternao em sua voz.
        - Eu morri mil mortes hoje, - ela sussurra, sua voz quase inaudvel,
ecoando os meus pensamentos. Ela suspira e solua, no consegue mais segurar
as lgrimas. Christian faz uma careta, horrorizado ou mortificado, no sei qual,
depois de um momento, envolve-a em um abrao enorme, segurando-a perto.

 

        - Oh, Christian, - ela engasga, envolvendo os braos em volta dele,
chorando em seu pescoo, sem autoconteno e esquecendo que Christian no
gosta de ser tocado. Ele s a abraa, balanando para l e para c, confortando-a.
Uma piscina de lgrimas quentes se forma em meus olhos. Carrick grita do
corredor.
        - Ele est vivo! Merda voc est, aqui! - Ele aparece da sala de Taylor,
segurando o celular, e abraa os dois, de olhos fechados em um doce alvio.
        - Pai?
        Mia grita algo ininteligvel do meu lado, ento ela corre, juntando-se a seus
pais, abraando todos eles, tambm.
        Finalmente, as lgrimas comeam cair em cascata pelas minhas
bochechas. Ele est aqui, ele est bem. Mas no posso me mover.
        Carrick  o primeiro a afastar-se, enxugando os olhos e dando palmadinhas
no ombro de Christian. Mia libera-os e Grace d uns passos para trs.
        - Desculpe, - ela murmura.
        - Ei, mame, est tudo bem, - Christian diz, com uma consternao
evidente em seu rosto.
        - Onde voc estava? O que aconteceu? - Grace chora e pega a sua cabea
nas mos dela.
        - Me, - Christian murmura. Ele puxa-a em seus braos novamente e
beija o topo de sua cabea. - Eu estou aqui. Eu estou bem.  s que levei muito
tempo para voltar de Portland. Por que o comit de recepo? - Ele olha para
cima e faz a varredura do ambiente, at que seus olhos travam com os meus.
        Ele pisca e olha brevemente para Jos, que solta a minha mo. A boca de
Christian aperta. Eu bebo na viso dele e um alvio me atravessa, me deixando
gasta, exausta, e completamente eufrica. No entanto, as minhas lgrimas no
param. Christian volta a sua ateno para a sua me, novamente.
        - Me, eu estou bem. O que h de errado? - Christian diz tranquilizador.
Ela coloca as mos em cada lado do seu rosto.
        - Christian, voc estava desaparecido. Seu plano de vo, voc nunca
chegou em Seattle. Por que voc no entrou em contato conosco?
        As sobrancelhas de Christian sobem com a surpresa.
        - Eu no achei que levaria tanto tempo.

 

        - Por que voc no ligou?
        - No tinha sinal no meu celular.
        - Voc no parou... ligasse a cobrar?
        - Me,  uma longa histria.
        - Oh, Christian! No faa isso comigo de novo! Voc entende? - Ela meio
que grita com ele.
        - Sim, mame. - Ele enxuga suas lgrimas com o polegar e a abraa mais
uma vez. Quando ela se compe, ele entrega o seu abrao para Mia, que lhe d um
tapa forte no peito.
        - Voc nos deixou to preocupados, - ela deixa escapar e tambm est
em lgrimas.
        - Estou aqui agora, pelo amor de Deus, - Christian murmura.
        Como Elliot vem  frente, Christian abandona Mia, que vai para Carrick,
que j tem um brao em volta de sua esposa. Ele enrola o outro em torno de sua
filha. Elliot abraa brevemente Christian, para grande surpresa de Christian e lhe
bate com fora nas costas.
        - timo ver voc. - Elliot diz em voz alta, um pouco bruscamente,
tentando esconder sua emoo.
        Enquanto o fluxo de lgrimas cai pelo meu rosto, eu posso ver tudo. A
grande sala  banhada por um amor incondicional por ele. Ele tem amor de sobra,
ele apenas nunca aceitou isso antes, e mesmo agora, ele est totalmente perdido.
        Olhe, Christian, todas essas pessoas te amam! Talvez agora voc v comear
a acreditar nisso.
        Kate est de p atrs de mim, ela deve ter deixado a sala de TV e ela
gentilmente acaricia o meu cabelo.
        - Ele est realmente aqui, Ana, - murmura confortadoramente.
        - Eu vou dizer oi para a minha menina agora, - Christian diz para seus
pais. Ambos concordam, sorriem e o deixam passar.
        Ele se move em minha direo, com os olhos cinza, brilhantes, embora
cansado e ainda confuso. De algum lugar profundo, acho foras para cambalear
para os meus ps e correr para os seus braos abertos.
        - Christian, - eu soluo.
        - Calma, - ele diz e me abraa, enterrando o rosto no meu cabelo e

 

inalando profundamente. Eu levanto o meu rosto molhado de lgrimas para ele,
que me beija muito brevemente.
        - Oi, - ele murmura.
        - Oi, - eu sussurro de volta, o n na parte de trs da minha garganta
queima.
        - Sentiu minha falta?
        - Um pouco.
        Ele sorri.
        - Eu vejo. - E com um toque suave de sua mo, ele enxuga as lgrimas
que se recusam a parar de correr pelo meu rosto.
        - Eu pensei... Eu pensei... - eu engasgo.
        - Eu posso ver. Calma... Eu estou aqui. Sinto muito. Mais tarde... - ele
murmura e me beija novamente castamente.
        - Voc est bem? - Pergunto, liberando-o e tocando-lhe no peito, braos,
cintura, oh, eu o sinto quente, vital, o homem sensual sob os meus dedos, me
assegura que ele est aqui, em p na minha frente. Ele est de volta. Ele no
recua. Ele s me olha atentamente.
        - Eu estou bem. Eu no vou a lugar nenhum.
        - Oh, graas a Deus, - eu o abrao em volta de sua cintura novamente, e
ele me abraa mais uma vez. - Voc est com fome? Voc precisa de algo para
beber?
        - Sim.
        Eu recuo para buscar-lhe algo, mas ele no me deixar ir. Ele enfia-me
debaixo do brao e estende a mo para Jos.
        - Sr. Grey, - Jos diz uniformemente.
        Christian bufa.
        - Christian, por favor, - ele diz.
        - Christian, bem-vindo de volta. Que bom que voc est bem... e um...
obrigado por me deixar ficar.
        - No tem problema. - Christian aperta os olhos, mas ele  distrado pela
Sra. Jones, que de repente, est ao seu lado. S agora me ocorre que ela no est
com seu uniforme habitual. Eu no tinha notado isso antes. Seu cabelo est solto,
e ela est com cala legging, cinza suave e uma camiseta cinza, com a estampa dos

 

WSU Cougars na frente. Ela parece anos mais jovem.
        - Posso lhe pegar algo, Sr. Grey? - Ela enxuga os olhos com um leno.
        Christian sorri carinhosamente para ela.
        - Uma cerveja, por favor, Gail, Budvar e algo para comer.
        - Eu vou buscar, - eu murmuro, querendo fazer algo pelo meu homem.
        - No. No v, - ele diz em voz baixa, apertando o brao em volta de mim.
        O resto de sua famlia est perto, Ethan e Kate se juntam a ns. Christian
aperta a mo de Ethan e d um beijo rpido na bochecha de Kate. A Sra. Jones
retorna com uma garrafa de cerveja e um copo. Ele pega a garrafa, mas balana a
cabea para o copo. Ela sorri e retorna para a cozinha.
        - Estou surpreso por no querer algo mais forte,- Elliot murmura. -
Ento que inferno aconteceu com voc? Eu soube pelo papai, que me ligou, para
dizer que o triturador estava desaparecido.
        - Elliot! - Grace repreende.
        - Helicptero, - Christian rosna, corrigindo Elliot, que sorri, e eu suspeito
que isso seja uma piada familiar.
        - Vamos sentar e eu vou contar. - Christian puxa-me para o sof, e todo
mundo se senta, todos com os olhos em Christian. Ele toma um longo gole de sua
cerveja. Ele espia Taylor pairando na entrada e acena. Taylor acena de volta.
        - Sua filha?
        - Ela est bem agora. Falso alarme, senhor.
        - Bom. - Christian sorri.
        Filha? O que aconteceu com a filha de Taylor?
        - Que bom que voc est de volta, senhor. Isso  tudo?
        - Ns temos um helicptero para recolher.
        Taylor acena com a cabea.
        - Agora? Ou pode ser feito pela manh?
        - De manh, eu acho, Taylor.
        - Muito bem, Sr. Grey. Qualquer outra coisa, senhor?
        Christian balana a cabea e eleva a garrafa a ele. Taylor lhe d um raro
sorriso, acho que mais raro do que Christian, e dirige-se, presumivelmente, para o
seu escritrio ou para o seu quarto.
        - Christian, o que aconteceu? - Carrick Pergunta.

 

        Christian conta a sua histria. Ele estava voando com Ros, a sua assistente
nmero dois no Charlie Tango para lidar com uma questo de financiamento na
WSU em Vancouver. Eu mal posso entender, estou to confusa. Eu s seguro a
mo de Christian e olho para as unhas bem cuidadas, seus dedos longos, os
vincos em seus dedos, seu relgio de pulso, um Omega com trs mostradores
pequenos. Eu olho para seu perfil bonito, enquanto ele continua seu conto.
        - Ros nunca tinha visto o Mount St. Helens, ento no caminho de volta
como uma celebrao, fizemos um pequeno desvio. Eu ouvi que o TFR29 foi
retirado h algum tempo e eu queria dar uma olhada. Bem, foi a nossa sorte.
Estvamos voando baixo, cerca de 200 ps30 AGL31, quando o painel de
instrumentos iluminou. Ns tivemos um incndio na cauda, eu no tinha escolha
a no ser cortar todos os eletrnicos e posar. - Ele balana a cabea. - Eu desci
em Silver Lake, Ros saiu, e conseguiu apagar o fogo.
        - Um incndio? Em ambos os motores? - Carrick ficou horrorizado.
        - Sim.
        - Merda! Mas eu pensei...
        - Eu sei, - interrompe Christian. - Foi pura sorte que eu estivesse
voando to baixo, - ele murmura.
        Eu tremo. Ele solta a minha mo e coloca o brao em volta de mim.
        - Est com frio? - Ele pergunta. Eu sacudo a cabea.
        - Como voc apagou o fogo? - Kate pergunta, com seus instintos de Carla
Bernstein chutando dentro. Nossa, ela parece concisa s vezes.
        - Extintores. Temos que lev-los, por lei. - Christian responde
calmamente.
        Suas palavras esto a um longo tempo, circundando a minha mente. - Eu
agradeo a divina providncia, a cada dia, por ter sido voc que veio me entrevistar
e no Katherine Kavanagh.
29        TRF - Temporary Flight Restrictions - (Restries de fuga temporria) - restries de voos temporrios, em uma rea
limitada, por curto prazo, do espao areo. Ocorre frequentemente nos Estados Unidos, principalmente em ocasies de
eventos desportivos, reas de desastres naturais, shows areos, lanamentos espaciais e movimentos do presidente (em
reas em torno dele), etc.
30        P (ps) - medida de comprimento, equivalente a 33 cm.
31        AGL - Above Ground Level - espao acima do solo.

 

        - Por que voc no ligou ou utilizou o rdio? - Grace pergunta.
        Christian balana a cabea.
        - Quando desliguei os eletrnicos, ficamos sem rdio. E eu no ia lig-los e
correr o risco de incndio. O GPS ainda estava funcionando no Blackberry, ento
eu fui capaz de navegar at a estrada mais prxima. Mas isso nos custou quatro
horas de caminhada. Ros estava de saltos. - A boca de Christian ficou em uma
linha plana, de desaprovao.
        - No tnhamos sinal de celular. No havia cobertura em Gifford. A bateria
de Ros foi a primeira a morreu. A minha acabou no caminho.
        Santo inferno. Eu estou tensa e Christian puxa-me para o seu colo.
        - Ento, como vocs voltaram para Seattle? - Grace pergunta, piscando
um pouco, com a viso de ns dois, sem dvida. Eu fico ruborizada.
        - Ns reunimos os nossos recursos. Entre ns, Ros e eu, tnhamos
seiscentos dlares, pensamos que teramos que pagar algum para nos trazer de
volta, mas um motorista de caminho parou e concordou em nos trazer para casa.
Ele recusou o dinheiro e compartilhou seu almoo conosco. - Christian balanou
a cabea em consternao com a memria. - Levou uma eternidade. Ele no tinha
um celular, estranho, mas  verdade. Eu no sabia... - Ele pra, olhando para
sua famlia.
        - Que me preocuparia? - Grace zomba. - Oh, Christian! - Ela o
repreende. - Quase ficamos doidos!
        - Voc virou notcia, mano.
        Christian revira os olhos.
        - Sim. Percebi, quando cheguei e encontrei est recepo e um punhado
de fotgrafos l fora. Desculpe-me, mame, eu deveria ter pedido para o motorista
parar para que eu pudesse telefonar. Mas eu estava ansioso para voltar. - Ele
olha para Jos.
        Oh, por isso, porque Jos vai ficar aqui. Eu fao uma careta s com o
pensamento. Caramba,  tudo o que lhe preocupa.
        Grace balana a cabea.
        - Estou feliz por voc estar de volta e inteiro, querido.
        Eu comeo a relaxar, descanso a minha cabea contra seu peito. Ele cheira
a ar livre, um pouco suado, a corpo lavado, e Christian, o cheiro muito bem-vindo

 

no mundo. Lgrimas comeam a escorrer por meu rosto, lgrimas de gratido.
        - Ambos os motores? - Carrick diz novamente, franzindo o cenho,
incrdulo.
        - Vai entender. - Christian encolhe os ombros e passa a mo nas minhas
costas.
        - Ei, - ele sussurra. Ele coloca os seus dedos embaixo do meu queixo e
inclina a cabea para trs. - Pare de chorar.
        Eu limpo meu nariz com as costas da minha mo, do modo mais grosseiro.
        - Pare de desparecer. - Eu suspiro e seus lbios se levantam
caprichosamente.
        - Falha eltrica... muito estranho, certo? - Carrick diz novamente.
        - Sim, passou pela minha mente, tambm, pai. Mas agora, eu s gostaria
de ir para a cama e pensar sobre toda essa merda amanh.
        - Ento, a mdia sabe que Christian Grey foi encontrado so e salvo? -
Kate pergunta.
        - Sim. Andrea e meu pessoal do PR, vo lidar com a mdia. Ros ligou
depois que chegou em casa.
        - Sim, Andrea me ligou para avisar que ainda estavam vivos. - Sorriu
Carrick.
        - Eu tenho que dar um aumento para aquela mulher. Claro, j  tarde, -
disse Christian.
        - Acho que isso  uma dica, Senhoras e Senhores, meu querido irmo
precisa seu sono de beleza, - Elliot zomba sugestivamente. Christian faz caretas
para ele.
        - Cary, meu filho est certo. Voc pode me levar para casa agora.
        Cary? Grace olha com adorao para o marido.
        - Sim. Eu acho que ns poderamos dormir um pouco, - Carrick
responde, sorrindo para ela.
        - Fique, - Christian oferece.
        - No, meu querido, eu quero chegar em casa. Agora que eu sei que voc
est seguro.
        Christian, relutantemente, coloca-me no sof e levanta. Abraa Grace mais
uma vez, pressiona a cabea contra o seu peito e fecha os olhos, aliviada. Ele

 

envolve seus braos em torno dela.
        - Eu estava to preocupada, querido, - ela sussurra.
        - Eu sei me, est tudo bem.
        Ela se inclina para trs e estuda-o atentamente, enquanto ele a segura.
        - Sim. Acho que voc est, - ela diz lentamente, olha para mim e sorri.
Eu coro.
        Seguimos Carrick e Grace, enquanto eles fazem seu caminho para o hall de
entrada. Atrs de mim, eu estou ciente, que Mia e Ethan esto tendo uma
conversa sussurrada, aquecida, mas no posso ouvi-los.
        Mia est sorrindo timidamente para Ethan, e ele est boquiaberto para ela
e balanando a cabea. De repente, ela cruza os braos e gira sobre os
calcanhares. Ele esfrega a testa com uma mo, obviamente frustrado.
        - Mame, Papai, esperem por mim, - Mia chama de mau humor. Talvez
ela seja to volvel como seu irmo.
        Kate abraa-me com fora.
        - Eu poderia dizer que alguma coisa sria esteve acontecendo, enquanto
eu estive alegremente ignorante em Barbados.  meio bvio que vocs dois so
loucos um pelo outro. Fico feliz que ele est seguro. No s por ele, Ana, por voc
tambm.
        - Obrigado, Kate, - eu sussurro.
        - Sim. Quem poderia dizer que iramos encontrar o amor, ao mesmo
tempo? - Ela sorri. Uau. Ela admitiu.
        - Com os irmos! - Eu dei uma risadinha.
        - Poderemos acabar cunhadas, - ela brinca.
        Eu estou tensa, ento mentalmente me chuto, quando Kate se volta e me
olha com o seu olhar 'o que voc no est me contando, Steele'. Eu ruborizo. Droga,
devo dizer a ela que ele me pediu?
        - Vamos l, querida, - Elliot chama por ela, do elevador.
        - Vamos conversar amanh, Ana. Voc deve estar exausta.
        Eu estou aliviada.
        - Claro. Voc, tambm, Kate, vocs viajaram uma longa distncia hoje.
        Abraamos-nos mais uma vez, ento ela e Elliot seguem os Greys para
dentro do elevador. Ethan aperta a mo de Christian e d-me um abrao rpido.

 

Ele parece distrado, mas ele segue-os para o elevador e as portas se fechem.
        Jos est parado no corredor quando ns voltamos para dentro.
        - Olhe. Vou me virar... deixar vocs - ele diz.
        Eu coro. Caramba, por que isso  estranho?
        - Voc sabe para onde ir? - Christian pergunta.
        Jos concorda.
        - Sim, a funcionria da casa...
        - A Sra. Jones, - eu digo.
        - Sim, a Sra. Jones, ela me mostrou anteriormente. Voc tem muito
espao por aqui, Christian.
        - Obrigado, - diz Christian educadamente, enquanto ele vem para ficar ao
meu lado, colocando o brao em volta dos meus ombros. Debruando-se, ele beija
o meu cabelo.
        - Eu vou comer o que a Sra. Jones colocou para mim. Boa noite, Jos. -
Christian caminha de volta para a sala grande, deixando Jos e eu na entrada.
        Opa! A ss com Jos.
        - Bem, boa noite. - Jos parece desconfortvel, de repente.
        - Boa noite, Jos, e agradeo-lhe por ficar.
        - Claro, Ana. Toda vez que o seu namorado rico, figuro lhe faltar... Vou
estar l.
        - Jos!- Eu o adverti.
        - Somente brincando. No fique com raiva. Eu vou sair de manh cedo,
ser que vou ver voc em algum momento? Eu sinto falta de voc.
        - Claro, Jos. Em breve, espero. Desculpe esta noite foi assim... de merda.
- Eu sorrio me desculpando.
        - Sim. - Ele sorri. - Merda. - Ele me abraa. - Srio, Ana, eu estou
feliz por voc estar feliz, mas eu estou aqui se precisar de mim.
        Eu olho para ele.
        - Obrigada.
        Ele d-me um sorriso triste, amargo, e, em seguida, ele sobe as escadas.
        Eu volto para o quarto grande. Christian est ao lado do sof, me olhando
com uma expresso indecifrvel no rosto. Ns estamos finalmente sozinhos e
olhamos um para o outro.

 

        - Ele ainda quer voc, voc sabe, - ele murmura.
        - E como voc sabe disso, Sr. Grey?
        - Eu reconheo os sintomas, Srta. Steele. Eu acredito que tenho a mesma
aflio.
        - Eu pensei que nunca iria ver voc de novo, - eu sussurro. Pronto, as
palavras saram. Todos os meus piores medos, embalados ordenadamente, em
uma frase curta, agora exorcizada.
        - No foi to ruim quanto parece.
        Eu pego o palet e os sapatos de onde esto no cho e se movo em direo
a ele.
        - Vou levar isso, - ele sussurra, pegando seu casaco.
        Christian olha para mim como se eu fosse a sua razo de viver e espelha o
meu olhar, eu tenho certeza. Ele est aqui, realmente aqui. Ele puxa-me em seus
braos e envolve-se em torno de mim.
        - Christian, - me engasgo, e minhas lgrimas comear de novo.
        - Calma, - ele me acalma, beijando o meu cabelo. - Voc sabe... nos
poucos segundos de puro terror, antes de desembarcar, todos os meus
pensamentos foram para voc. Voc  o meu talism, Ana.
        - Eu pensei que tivesse perdido voc, - eu respiro. Estamos, abraados,
reconectados e tranquilizando um ao outro. Eu aperto os meus braos em torno
dele, percebo que ainda estou segurando seus sapatos. Eu os deixo cair
ruidosamente ao cho.
        - Venha tomar banho comigo, - ele murmura.
        - Ok. - Eu olho para ele. Eu no quero ir. Ele inclina meu queixo para
cima com os dedos.
        - Voc sabe, mesmo molhada de lgrimas, voc  linda, Ana Steele. - Ele
se inclina e beija-me suavemente. - E os teus lbios so to macios. - Beija-me
outra vez, profundamente.
        Oh meu Deus... e pensar que eu poderia t-lo perdido.. no... Eu paro de
pensar e me entrego.
        - Eu preciso tirar o meu casaco, - ele murmura.
        - Deixe-o, - eu murmuro contra seus lbios.
        - Eu no posso.

 

        Eu me inclino para trs para olhar para ele intrigada.
        Ele sorri para mim.
        -  por isso. - Do bolso de dentro, no peito, ele tira a caixa pequena que
eu lhe dei, que contm o meu presente. Ele atirou o casaco sob o encosto do sof e
colocou a caixa em cima.
        Aproveite o dia, Ana, meu subconsciente me estimula. Bem, j  mais de
meia noite, ento tecnicamente j  seu aniversrio.
        - Abra-o, - eu sussurro, e meu corao comea a disparar.
        - Eu estava esperando que voc dissesse isso, - ele murmura. - Isso
estava me deixando louco.
        Eu sorrio endiabrada para ele. Caramba, eu me sinto tonta. Ele me d um
sorriso tmido, e eu derreto, apesar do meu corao disparado, deleitando-me com
a sua expresso divertida ainda intrigado. Com seus hbeis dedos longos, ele
desembrulha e abre a caixa. Sua testa enruga quando ele tira um pequeno
chaveiro, retangular de plstico, tendo uma imagem composta por pixels
minsculos que acendem e apagam em uma tela de LED. Ela retrata a linha do
horizonte de Seattle, focando o Space Needle, com a palavra SEATTLE escrita
atravs de toda a paisagem, piscando.
        Ele olha para o chaveiro por um momento e ento olha para mim confuso, e
uma carreta estraga a sua testa adorvel.
        - Vire-o, - eu sussurro, prendendo a respirao.
        Ele o faz, e seus olhos disparam para os meus, arregalados e cinza, com
viva admirao e alegria. Seus lbios se abrem, ele est incrdulo.
        A palavra sim pisca, ligando e desligando no chaveiro.
        - Feliz aniversrio, - eu sussurro.

 

Captulo 20
        - Voc vai se casar comigo? - Ele sussurra, incrdulo.
        Eu concordo com a cabea nervosamente, corada e ansiosa, sem acreditar
muito na sua reao, este homem que eu pensei que tinha perdido. Como ele no
poderia entender o quanto eu o amo?
        - Diga, - ele ordena suavemente, seu olhar  intenso e quente.
        - Sim, eu vou me casar com voc.
        Ele inala bruscamente e se move de repente, me agarrando e me
balanando e rodando, bem a maneira Cinquenta. Ele est rindo, jovem e
despreocupado, irradiando alegria jubilosa. Eu pego em seus braos para me
apoiar, sentindo a ondulao de seus msculos sob meus dedos, e sua risada
contagiante deixa-me tonta, confusa, uma garota total e completamente
apaixonada por seu homem bonito. Ele me coloca para baixo e me beija. Duro.
Suas mos esto em ambos os lados do meu rosto, sua lngua  insistente e
persuasiva... excitante.
        - Oh, Ana, - ele respira contra os meus lbios, e  uma alegria que me
deixa tonta. Ele me ama, disso eu no tenho nenhuma dvida, e eu saboreio o
gosto deste homem delicioso, esse homem que eu pensei que nunca poderia ver
novamente. Sua alegria  evidente, os olhos brilhando, seu sorriso jovial e o seu
alvio  quase palpvel.
        - Eu pensei que tinha perdido voc, - eu sussurro, ainda deslumbrada e
sem flego pelo seu beijo.
        - Querida, vai precisar mais do que um 135 com defeito para me manter
longe de voc.
        - 135?
        - Tango Charlie. Ele  o helicptero 135 da Eurocopter, o mais seguro na

 

sua classe. - Alguma emoo sem nome, mas escura, cruza brevemente o seu
rosto, me distraindo. O que ele no est me dizendo? Antes que eu possa
perguntar, ele me acalma e olha para mim, franzindo a testa, e por um momento
eu acho que ele vai me dizer. Eu at pisco diante de seus olhos cinzentos
especulativos.
        - Espere um minuto. Voc me deu isso antes de vermos Flynn, - ele diz,
segurando o chaveiro. Ele parece quase horrorizado.
        Oh querido, onde ele est indo com isso? Concordo com a cabea,
mantendo uma cara sria.
        Sua boca se abre.
        Eu dou de ombros me desculpando.
        - Eu queria que voc soubesse que tudo o que Flynn dissesse no faria
diferena para mim.
        Christian pisca para mim, incrdulo.
        - Ento tudo ontem  noite, quando eu estava implorando por uma
resposta, eu j a tinha? - Ele est consternado. Concordo com a cabea
novamente, tentando desesperadamente avaliar sua reao. Ele olha para mim
com admirao estupefata, mas, em seguida, aperta os olhos e torce a boca com
ironia divertida.
        - Toda essa preocupao, - ele sussurra ameaadoramente. Sorrio para
ele e dou de ombros mais uma vez. - Ah, no tente ficar toda terna comigo, Srta.
Steele. Agora, eu quero... - Ele passa a mo pelos cabelos, ento balana a cabea
e muda de rumo.
        - Eu no posso acreditar que voc me deixou na mo. - Seu sussurro 
atado com descrena. Sua expresso muda sutilmente, os olhos brilhando
perversamente, a boca torcendo em um sorriso carnal.
        Cus. A emoo corre atravs de mim. O que ele est pensando?
        - Eu creio que alguma retribuio esta a caminho, Srta. Steele, - ele diz
em voz baixa.
        Retribuio? Oh merda! Eu sei que ele est jogando, mas eu dou um passo
cauteloso de volta para ele, de qualquer maneira.
        Ele sorri.
        -  esse o jogo? - Ele sussurra. - Porque eu vou pegar voc. - E seus

 

olhos ardem com uma intensidade luminosa e brincalhona. - E voc est
mordendo seu lbio, - ele diz ameaadoramente.
        Todas as minhas entranhas se apertam ao mesmo tempo. Oh meu Deus.
Meu futuro marido quer jogar. Eu dou mais um passo para trs, em seguida, me
viro e corro, mas em vo. Christian me agarra, e em um s golpe fcil, enquanto eu
guincho de prazer, surpresa e choque. Ele ergue-me por cima do ombro e vai para
o fundo do corredor.
        - Christian! - Eu sibilo, ciente de que Jos est l em cima, embora eu
tenha dvida se ele pode nos ouvir. Eu me equilibro segurando na sua parte
inferior das costas, em seguida, em um impulso corajoso, eu o golpeio por atrs.
Ele golpeia-me de volta.
        - Ai! - Eu gemo.
        - Ora do chuveiro, - ele declara, triunfante.
        - Ponha-me para baixo! - Eu tento no parecer desaprovadora. A minha
luta  intil, seu brao est firmemente fixado sobre minhas coxas e por algum
motivo eu no consigo parar de rir.
        - Cmoda nestes sapatos? - ele pergunta divertido, quando abre a porta
de seu banheiro.
        - Eu prefiro que eles toquem o cho. - Tento rosnar para ele, mas no 
muito eficaz, quando no posso manter o riso em minha voz.
        - Seu desejo  meu comando, Srta. Steele. - Sem me colocar para baixo,
ele tira os meus sapatos e deixa-os cair com um barulho no cho de azulejos.
Parado pela vaidade, ele tira o seu Blackberry descarregado do bolso, as chaves, a
carteira, o chaveiro. Eu s posso imaginar como me pareo no espelho, por este
ngulo. Quando ele termina, caminha diretamente para o seu chuveiro enorme.
        - Christian, - eu xingo alto, sua inteno agora  clara.
        Ele bota a gua no mximo. Caramba! gua gelada jorra sobre a minha
bunda, e eu grito, em seguida, paro, pensando mais uma vez que Jos est acima
de ns. Est frio e eu estou completamente vestida. A gua fria molha o meu
vestido, minha calcinha e meu suti. Estou encharcada e eu no consigo parar de
rir.
        - No! - Eu guincho. - Ponha-me no cho! - Eu golpeio-o novamente,
desta vez mais duro, e Christian coloca-me para baixo, fazendo-me deslizar pelo

 

seu corpo, agora encharcado. Sua camisa branca est colada ao seu peito e a cala
de seu terno est encharcada. Estou encharcada tambm, lavada, tonta e sem
flego, e ele est sorrindo para mim, olhando assim... to incrivelmente quente.
        Ele fica sbrio, com os olhos brilhando, segura meu rosto de novo, colando
seus lbios nos meus. Seu beijo  suave, acalentado e totalmente perturbador. Eu
me importo, no por que estou totalmente vestida e toda molhada no chuveiro com
Christian. Mas s por que ns dois estamos debaixo da gua. Ele est de volta, ele
est seguro, e ele  meu.
        Minhas mos se movem instintivamente para sua camisa, que se agarra a
cada linha e tendo do peito, revelando o pelo amassado por baixo da umidade
branca. Eu arranco a beira da camisa para fora da cala, e ele geme contra a
minha boca, mas seus lbios no deixam os meus. Enquanto eu desabotoo sua
camisa, ele puxa o meu zper, deslizando lentamente o fecho para baixo, no meu
vestido. Seus lbios se tornam mais insistentes, mais provocativos, sua lngua
invadindo minha boca e meu corpo explode de desejo. Brigo duramente com a
camisa, abrindo-a. Os botes voam por toda parte, ricocheteando nos azulejos e
desaparecendo no cho do chuveiro. Enquanto eu retiro a camisa molhada de seus
ombros e para baixo em seus braos, eu o pressiono contra a parede, prejudicando
suas tentativas de me despir.
        - Abotoaduras, - ele murmura, segurando seus pulsos, onde a camisa
encharcada est pendurada e flcida.
        Lutando com os dedos, eu libero primeiro uma e depois a outra manga,
deixando suas abotoaduras de ouro cair descuidadamente ao cho em mosaico e
sua camisa segue junto. Seus olhos procuram os meus atravs da cascata de
gua, o seu olhar ardente, carnal, como a gua aquecida. Eu alcano o cs da
cala, mas ele sacode a cabea e agarra meus ombros, me girando completamente,
por isso estou de costas para ele. Ele termina a longa viagem para o sul com o meu
zper, afasta meu cabelo molhado para longe do meu pescoo, e passa a sua lngua
pelo meu pescoo at a raiz do cabelo e de volta, beijando e chupando.
        Eu gemo e, lentamente, ele retira o vestido dos meus ombros e para baixo
pelos meus seios, beijando meu pescoo embaixo da minha orelha. Ele desabotoa o
meu suti e empurra-o dos meus ombros, libertando meus seios. Suas mos
agarram em concha cada um deles, enquanto murmura sua apreciao no meu

 

ouvido.
        - To linda, - ele sussurra.
        Meus braos ficam presos pelo meu suti e vestido, que esto desprendidos
abaixo dos meus seios, meus braos ainda esto nas mangas, mas minhas mos
esto livres. Eu rolo minha cabea, dando um melhor acesso a Christian para o
meu pescoo e empurro meus seios em suas mos mgicas. Ponho as minhas
mos atrs de mim e acolho a sua ingesto aguda de ar, quando meus dedos
curiosos fazem contato com sua ereo. Ele empurra sua virilha em minhas mos
acolhedoras. Droga, por que ele no me deixou tirar suas calas?
        Ele faz movimentos circulares sobre meus mamilos, e quando eles
endurecem e alongam sob seu toque especialista, todos os meus pensamentos
sobre as suas calas desaparecem, com os picos afiados e libidinosos de prazer
que atravessam a minha barriga. Eu inclino a cabea para trs contra ele e gemo.
        - Sim, - ele respira e vira-me uma vez mais, capturando a minha boca
com a sua. Ele retira meu suti, vestido e calcinha, que assim, se juntam com a
sua camisa, em uma pilha no cho encharcado do chuveiro.
        Eu pego o sabonete liquido ao nosso lado. Christian no percebe o que
estou prestes a fazer. Olhando-o diretamente nos olhos, eu esguicho algumas
gotas do gel cheiroso em minha mo e a coloco na frente do seu peito, a espera de
uma resposta para minha pergunta silenciosa. Seus olhos se arregalaram, ento
ele me d um aceno quase imperceptvel.
        Gentilmente coloco a minha mo sobre o seu esterno e comeo a esfregar o
sabo em sua pele. Seu peito sobe quando ele inspira fortemente, mas ele
permanece imvel. Mas s um momento, com as mos apertando os meus quadris,
ele no me afasta. Ele me observa com cautela, seu olhar est mais intenso por
causa do medo, mas seus lbios se abrem a medida que aumenta a sua
respirao.
        - Isso est bom? - Eu sussurro.
        - Sim. - Sua resposta,  curta, ofegante, quase um suspiro. Lembro-me
das muitas vezes que estivemos no chuveiro juntos, mas primeiro no Olympic, 
uma memria agridoce. Bem, agora eu posso toc-lo. Eu o lavo, fazendo
movimentos circulares e suaves, limpando o meu homem, movendo-me para as
axilas, sobre suas costelas, no baixo ventre firme e plano, em direo ao seu

 

caminho feliz, e ao cs da cala.
        - Minha vez, - ele sussurra e pega o xampu, deslocando-nos para fora do
alcance do jato de gua e esguicha um pouco para o topo da minha cabea.
        Eu acho que isso  minha sugesto para parar de lavar-lhe, ento eu
desloco meus dedos em sua cintura. Ele trabalha o xampu no meu cabelo, com
seus longos dedos massageando meu couro cabeludo. Gemendo em apreo, eu
fecho meus olhos e entrego-me  sensao celestial. Depois de todo o estresse da
noite, isto  o que eu preciso.
        Ele ri e eu abro um olho para encontr-lo sorrindo para mim.
        - Voc gosta?
        - Hmm...
        Ele sorri.
        - Eu tambm, - ele diz e se inclina para beijar minha testa, com seus
dedos continuando a massagear o meu couro cabeludo.
        - Vire-se, - diz ele com autoridade. Eu fao o que ele pede, e seus dedos
lentamente trabalham sobre minha cabea, limpando, relaxando, amando-me
enquanto o faz. Ah, isso  felicidade. Ele pega mais xampu e lava suavemente os
cabelos longos nas minhas costas. Quando ele termina, me puxa de volta para
baixo do chuveiro.
        - Incline a cabea para trs, - ele ordena suavemente.
        De bom grado obedeo, e ele cuidadosamente retira toda a espuma.
Quando ele acaba, eu me volto mais uma vez para ele e vou direto para o cs de
sua cala.
        -Eu quero lavar voc todo, - eu sussurro. Ele sorri aquele sorriso torto e
levanta as mos em um gesto que diz: "Eu sou todo seu, querida." Eu sorrio, isso
parece Natal. Eu tenho algum trabalho com seu zper, e logo a cala e cueca se
juntam ao resto de nossa roupa. Eu comeo a lavar o seu corpo com uma esponja
e gua fresca.
        - Parece que voc est feliz em me ver, - murmuro secamente.
        - Eu estou sempre contente de ver voc, Srta. Steele. - Ele sorri para
mim.
        Eu ponho sabonete na esponja, em seguida, refao a minha jornada sobre o
seu peito. Ele est mais relaxado, talvez porque eu no estou realmente tocando-o.

 

Vou para o sul com a esponja, atravs de sua barriga, ao longo da trilha feliz,
atravs de seus pelos pubianos e mais, para a sua ereo.
        Eu olho para ele, que me espreita com olhos semicerrados e anseio sensual.
Hmm... Eu gosto desse visual. Eu largo a esponja e uso as minhas mos,
agarrando-o firmemente. Ele fecha os olhos, inclina a cabea para trs, geme e
empurra seus quadris em minhas mos.
        Ah, sim!  to excitante. Minha deusa interior ressurgiu aps sua noite de
balanar e chorar no canto, e ela est usando batom vermelho prostituta.
        Seus olhos ardentes, subitamente, travam com os meus. Ele se lembrou de
algo.
        - Hoje  sbado, - ele exclama, olhos brilhantes de admirao impudica,
e ele agarra minha cintura, me puxando para ele e me beijando selvagemente.
        Opa, mudana de ritmo!
        Suas mos descem pelo meu liso e molhado corpo, ao redor do meu sexo,
seus dedos exploram, provocando e sua boca  implacvel, deixando-me sem
flego. A outra mo dele est no meu cabelo molhado, segurando-me no lugar
enquanto eu suporto toda a fora de sua paixo desencadeada. Seus dedos se
movem dentro de mim.
        - Ahh, - Eu lamento em sua boca.
        - Sim, - ele sibila e levanta-me, com as mos debaixo do meu traseiro. -
Enrole suas pernas em torno de mim, querida. - Minhas pernas dobram em torno
dele, e eu me agarro como um molusco ao seu pescoo. Ele me abraa contra a
parede do chuveiro e para, olhando para mim.
        - Olhos abertos, - ele murmura. - Eu quero ver voc.
        Eu pisco para ele, meu corao martelando, meu sangue pulsando quente e
pesado pelo meu corpo, o desejo, real e desenfreado surgindo atravs de mim.
Ento, ele entra em mim, oh, to lentamente, enchendo-me, reivindicando-me,
pele contra pele. Eu empurro para baixo contra ele, que geme alto. Uma vez
totalmente dentro de mim, ele faz uma pausa mais uma vez, o rosto tenso, intenso.
        - Voc  minha, Anastsia, - ele sussurra.
        - Sempre.
        Ele sorri vitoriosamente e se move, fazendo-me suspirar.
        - E agora podemos deixar todo mundo saber, porque voc disse que sim.

 

- Sua voz  reverente, e ele se inclina para baixo, capturando a minha boca com a
dele, e comea a se mover... lenta e docemente. Eu fecho meus olhos e inclino a
cabea para trs, enquanto arqueio meu corpo, minha vontade submeter-me a ele,
escrava de seu ritmo inebriante e lento.
        Seus dentes passam pelo meu maxilar, meu queixo e pelo meu pescoo,
quando ele pega o ritmo, me empurrando para frente e para cima, longe deste
plano terrestre, enchendo o chuveiro, no frio da noite. Apenas eu e meu homem,
nos movimentando em unssono, como um s, um completando o outro,
absorvidos no outro... suspiros e grunhidos se misturam. Eu me deleito no
sentimento requintado de sua posse sobre o meu corpo, como flores ao seu redor.
        Eu poderia t-lo perdido... e eu o amo... Eu o amo muito, e estou de repente,
vencida pela enormidade do meu amor e da profundidade do meu compromisso
com ele. Vou passar o resto da minha vida amando esse homem, e com esse
pensamento inspirador, eu explodo em torno dele, como uma cura, um orgasmo
catrtico, me faz gritar o seu nome, enquanto lgrimas correm pelo meu rosto.
        Ele atinge o seu clmax e derrama-se em mim. Com o rosto enterrado no
meu pescoo, ele desce at o fundo, me segurando com fora, beijando meu rosto,
e beijando minhas lgrimas, enquanto a gua quente cai sobre ns, lavando-nos,
limpando-nos.
        - Meus dedos esto enrugados, - eu sopro, ps-coito e saciada, enquanto
me encosto-me a seu peito. Ele leva meus dedos aos lbios e beija cada um deles.
        - Devemos realmente sair desse chuveiro.
        - Estou confortvel aqui. - Eu estou sentada entre as suas pernas e ele
est me segurando perto. Eu no quero me mover.
        Christian murmura a sua concordncia. Mas, de repente, eu estou cansada
at os ossos, cansada do mundo. Tanta coisa aconteceu nesta ltima semana, o
suficiente para um enredo de um drama de teatro e agora vou me casar. Um riso
incrdulo escapa meus lbios.
        - Algo divertido, Srta. Steele? - Ele pergunta com carinho.
        - Tem sido uma semana agitada.
        Ele sorri.
        - Sim, ela foi.
        - Agradeo a Deus voc est de volta, e inteiro, Sr. Grey, - eu sussurro,

 

sbria com o pensamento do que poderia ter acontecido. Ele fica tenso e eu,
imediatamente, me arrependo por lembrar-lhe.
        - Eu estava com medo, - confessa, para minha surpresa.
        - Mais cedo?
        Ele balana a cabea, sua expresso  sria.
        Puta merda.
        - Ento voc fez pouco caso s para tranquilizar sua famlia?
        - Sim. Eu estava demasiado baixo para aterrissar bem. Mas de alguma
forma eu consegui.
        Droga. Meus olhos varrem os seus, e reluz mortalmente enquanto a cascata
de gua sobre ns.
        - Quo perto esteve de cair?
        Ele olha para mim.
        - Perto, - ele faz uma pausa. - Por alguns segundos terrveis, eu pensei
que nunca iria v-la novamente.
        Eu abrao-o firmemente.
        - Eu no posso imaginar minha vida sem voc, Christian. Eu te amo tanto
que me assusta.
        - Eu tambm, - ele respira. - Minha vida seria vazia sem voc. Eu te
amo tanto. - Seus braos me apertam e ele fua meu cabelo. - Eu no vou
nunca deixar voc ir.
        - Eu no quero ir, nunca. - Eu beijo seu pescoo, e ele se inclina e beija-
me suavemente.
        Depois de um momento, ele se mexe.
        - Venha, vamos nos secar e ir para a cama. Estou exausto e voc parece
abatida.
        Eu me inclino para trs e arqueio uma sobrancelha para a sua escolha de
palavras. Ele deixa a cabea cair para um lado e sorri para mim.
        - Voc tem algo a dizer, Srta. Steele?
        Sacudo a cabea e me levanto, instvel sobre os meus ps.


 

        Eu estou sentada na cama. Christian insistiu em secar meu cabelo, ele 
bastante habilidoso no que faz. Como isso aconteceu  um pensamento
desagradvel, ento eu dispenso-o imediatamente. J passou das duas da manh,
e eu estou pronta para dormir. Christian olha para mim e reexamina o chaveiro
antes de subir na cama. Ele balana a cabea, incrdulo, mais uma vez.
        - Isso  to puro. O melhor presente de aniversrio que j tive. - Ele olha
para mim, seus olhos esto suaves e quentes. - Melhor do que o meu pster
assinado por Guiseppe DeNatale.
        - Eu teria dito a voc anteriormente, mas como era seu aniversrio... O
que voc pode dar a um homem que tem tudo? Ento, pensei em dar-lhe... a mim.
        Ele coloca o chaveiro em cima da mesa de cabeceira e se aconchega ao meu
lado, puxando-me em seus braos, contra o seu peito, de modo que estamos
deitados em conchinha.
        -  perfeito. Como voc.
        Eu sorrio, embora ele no possa ver minha expresso.
        - Estou longe de ser perfeita, Christian.
        - Voc est rindo de mim, Srta. Steele?
        Como ele sabe?
        - Talvez. - Eu rio. - Posso te perguntar uma coisa?
        - Claro, - ele fua em meu pescoo.
        - Voc no ligou na volta de sua viagem a Portland. Foi realmente por
causa de Jos? Voc estava preocupado comigo, por estar aqui sozinha com ele?
        Christian no diz nada. Viro-me para encar-lo, e seus olhos esto
arregalados, como posso censur-lo.
        - Voc sabe o quo ridculo isso ? Quanto estresse voc fez a sua famlia
e eu passarmos? Ns todos te amamos muito.
        Ele pisca algumas vezes e depois me d um sorriso tmido.
        - Eu no tinha ideia de que todos estariam to preocupados.
        Eu aperto os meus lbios.
        - Quando voc vai entender, nessa sua cabea dura, que voc  muito

 

amado?
        - Cabea dura? - Suas sobrancelhas se apertam em surpresa.
        Concordo com a cabea.
        - Sim. Cabea dura.
        - Eu no acho que a densidade do osso da minha cabea 
significativamente maior do que qualquer outro lugar do meu corpo.
        - Eu estou falando srio! Pare de tentar me fazer rir. Eu ainda estou um
pouco brava com voc, no entanto, isso foi parcialmente eclipsado pelo fato de que
voc est em casa so e salvo, quando eu pensei... - Minha voz desapareceu,
quando eu me lembro daquelas horas de ansiedade. - Bem, voc sabe o que eu
pensei.
        Seus olhos suavizam e ele acaricia o meu rosto.
        - Sinto muito. Ok.
        - Sua pobre me, tambm. Foi muito emocionante v-lo com ela, - eu
sussurro.
        Ele sorri timidamente.
        - Eu nunca a vi dessa maneira. - Ele pisca com a memria. - Sim, foi
realmente alguma coisa. Ela, normalmente,  to senhora de si. Foi um choque.
        - Viu? Todo mundo ama voc. - Eu sorrio. - Talvez agora voc v
comear a acreditar nisso. - Eu me inclino para baixo e beijo-o suavemente.
        - Feliz aniversrio, Christian. Estou feliz por voc estar aqui para
compartilhar seu dia comigo. E voc ainda no viu o que eu tenho para voc
amanh um... hoje. - Eu sorriso.
        - H mais? - Ele diz, espantado, e seu rosto irrompe em um sorriso
deslumbrante.
        - Oh sim, Sr. Grey, mas voc vai ter que esperar at l.
        Eu acordei de repente, de um sonho ou pesadelo, e meu pulso est

 

disparado. Viro-me em pnico e para meu alvio, Christian est dormindo ao meu
lado. Porque eu me movi, ele se agita e se mexe em seu sono, estendendo seu
brao sobre mim e descansa a cabea no meu ombro, suspirando baixinho.
        O quarto est inundado de luz. So oito horas. Christian nunca dorme at
to tarde. Eu deito para trs e deixo o meu corao desacelerar. Por que a
ansiedade? Deve ser o rescaldo da noite passada?
        Viro-me e olho para ele. Ele est aqui. Ele est seguro. Eu respiro fundo e
firmo o olhar em seu rosto adorvel. Um rosto que  agora to familiar, todas as
suas depresses e sombras, eternamente gravadas na minha mente.
        Ele parece muito mais jovem quando est dormindo, e eu sorrio porque
hoje ele est um ano mais velho. Abrao a mim mesmo, pensando no meu
presente. Oooh... o que ele far? Talvez eu devesse comear lhe trazendo o caf da
manh na cama. Alm disso, Jos ainda pode estar aqui.
        Encontro Jos no balco, comendo uma tigela de cereais. Eu no posso
ajudar, mas ruborizo quando o vejo. Ele sabe que eu passei a noite com Christian.
Por que, de repente, eu me sinto to tmida? No  como se eu estivesse nua ou
algo assim. Estou usando meu roupo de seda comprido.
        - Bom dia, Jos, - Eu sorrio, insolentemente.
        - Ei, Ana! - Seu rosto se ilumina, genuinamente contente por me ver. No
h nenhum indcio de desprezo ou provocao obscena em sua expresso.
        - Dormiu bem? - Eu pergunto.
        - Claro. Tem uma bela vista aqui em cima.
        - Sim.  muito especial. - Como o proprietrio deste apartamento. -
Quer um verdadeiro caf da manh de homem? - Eu provoco.
        - Adoraria ter algum.
        - Hoje  o aniversrio de Christian, estou fazendo um caf da manh para
levar-lhe na cama.
        - Ele est acordado?
        - No, eu acho que ele ficou acabado ontem. - Eu olho rapidamente para
longe dele e enfio a cabea na geladeira para que ele no possa ver o meu rubor.
Caramba,  s Jos. Quando eu tiro os ovos e o bacon para fora da geladeira, Jos
est sorrindo para mim.
        - Voc realmente gosta dele, no ?

 

        Eu aperto os meus lbios.
        - Eu o amo, Jos.
        Seus olhos se arregalaram momentaneamente, em seguida, ele sorri.
        - O que no h para amar? - Ele pergunta gesticulando em volta da
grande sala.
        Eu fao uma carranca para ele.
        - Puxa, obrigado!
        - Ei, Ana, s estou brincando.
        Hmm... eu vou sempre ter este estigma sobre mim? Que eu vou casar com
Christian pelo seu dinheiro?
        - Srio, eu estou brincando. Voc nunca foi esse tipo de garota.
        - Omelete est bom para voc? - Eu pergunto, mudando de assunto. Eu
no quero discutir.
        - Claro.
        - E eu, - Christian diz, enquanto passeia na grande sala. Puta merda, ele
est vestindo apenas o pijama, que pende dessa forma totalmente quente em seus
quadris. Caramba!
        - Jos. - Ele acena com a cabea.
        - Christian. - Jos retorna seu aceno solene.
        Christian se vira para mim e sorri, quando o encaro. Ele fez isso de
propsito. Eu estreitei os meus olhos para ele, tentando desesperadamente
recuperar o meu equilbrio, e a expresso de Christian se altera sutilmente. Ele
sabe que eu sei o que ele est fazendo, e ele no se importa.
        - Eu ia levar o seu caf da manh na cama.
        A arrogncia acabou, ele envolve seu brao em volta de mim, inclina meu
queixo para cima, e planta um beijo molhado em meus lbios. Muito Cinquenta!
        - Bom dia, Anastsia, - ele diz. Eu quero fazer uma carranca para ele e
dizer-lhe para se comportar, mas  seu aniversrio. Eu coro. Por que ele  to
territorial?
        - Bom dia, Christian. Feliz aniversrio. - Dou-lhe um sorriso, e ele sorri
para mim.
        - Estou ansioso pelo meu outro presente, - ele diz e  isso. Eu coro, at a
cor do Quarto Vermelho da Dor e olho nervosamente para Jos, que parece ter

 

engolido algo desagradvel. Eu me afasto e comeo a preparar a comida.
        - Ento, quais so os seus planos para hoje, Jos? - Christian pergunta,
aparentemente casual, enquanto ele se senta em uma banqueta do bar.
        - Estou indo ver meu pai e Ray, o pai de Ana.
        Christian franze o cenho.
        - Eles se conhecem?
        - Sim, eles estiveram no exrcito juntos. Eles perderam o contato, at que
Ana e eu nos encontramos na faculdade. Isso  engraado. Eles so os melhores
amigos agora. Estamos saindo em uma viagem de pesca.
        - Pesca? - Christian est genuinamente interessado.
        - Sim, as melhores pescas esto nestas guas costeiras. O Salmo pode
crescer bastante.
        - Verdade. Meu irmo Elliot e eu conseguimos um Salmo de 34 libras32,
uma vez.
        Eles esto falando de pesca? O que h sobre a pesca? Nunca entendi isso.
        - Trinta e quatro libras? Nada mal. O pai de Ana, porm, detm o recorde.
Pescou um de 43 libras33.
        - Voc est brincando! Ele nunca falou sobre isso.
        - Feliz aniversrio, a propsito.
        - Obrigado. Ento, onde voc gosta de pescar os seus peixes?
        Eu estou de fora. Isso eu no preciso saber. Mas, ao mesmo tempo, estou
aliviada. Veja, Christian? Jos no  to ruim.

No momento em que Jos est para sair, ambos esto muito mais relaxados
um com o outro. Christian rapidamente se veste com camiseta e cala jeans, est
32 Libra - unidade de peso, equivalente a 459,50 g. Ento equivalente a 15,4221 kgs
33 equivalente a 19,5045 kgs

 

descalo quando acompanha Jos e eu para o hall de entrada.
        - Obrigado por me deixar ficar aqui, - Jos diz para Christian, quando
eles apertam as mos.
        - Sempre, - sorri Christian.
        Jos me abraa rapidamente.
        - Fique bem, Ana.
        - Claro. Foi to bom ver voc. Da prxima vez, vamos ter uma noite
melhor.
        - Eu vou me assegurar disso. - Ele acena para ns de dentro do elevador,
e ento ele se vai.
        - Veja, ele no  to ruim.
        - Ele ainda quer sua calcinha, Ana. Mas no posso culp-lo.
        - Christian, no  verdade!
        - Voc no tem ideia, no ? - Ele sorri para mim. - Ele quer voc. H
muito tempo.
        Eu franzo a testa.
        - Christian, ele  apenas um amigo, um bom amigo. - E eu estou ciente
de que, de repente, eu so como Christian, quando est falando da Sra. Robinson.
O pensamento  inquietante.
        Christian ergue as mos em um gesto apaziguador.
        - Eu no quero brigar, - ele diz em voz baixa.
        Oh! Ns no estamos brigando... estamos?
        - Eu tambm no.
        - Voc no disse a ele que vamos nos casar.
        - No. Achei que devia dizer a mame e Ray em primeiro lugar. -Merda. 
a primeira vez que eu penso sobre isso, desde que eu disse que sim. Caramba, o
que meus pais vo dizer?
        Christian concorda.
        - Sim, voc est certa. E eu... hum, eu deveria perguntar ao seu pai.
        Eu rio.
        - Oh, Christian, no estamos no sculo dezoito.
        Puta merda. O que Ray vai dizer? S o pensamento sobre essa conversa me
enche de horror.

 

        -  tradicional. - Christian d de ombros.
        - Vamos falar sobre isso mais tarde. Eu quero dar-lhe o seu outro
presente. - Meu objetivo  distra-lo. O pensamento sobre o meu presente est
queimando um buraco em minha conscincia. Eu preciso dar a ele e ver como ele
reage.
        Ele me d um sorriso tmido, e meu corao salta uma batida. Enquanto eu
viver, eu nunca vou cansar de olhar para esse sorriso.
        - Voc est mordendo o lbio, - ele diz e puxa o meu queixo.
        A emoo percorre meu corpo quando seus dedos me tocam. Sem uma
palavra, e enquanto eu ainda tenho um pouco de coragem, eu tomo a sua mo e
conduzo-o de volta para o quarto. Eu largo a sua mo, deixando-o em p ao lado
da cama, e debaixo do meu lado da cama, pego as duas caixas de presente
restantes.
        - Dois? - Ele diz, surpreso.
        Eu respiro fundo.
        - Comprei isso antes de, hum... do incidente de ontem. Eu no tenho
certeza sobre isso agora. - Eu rapidamente entrego-o, antes que eu possa mudar
de idia. Ele olha para mim, perplexo, sentindo a minha incerteza.
        - Est certa de que voc quer que eu o abra?
        Concordo com a cabea, ansiosa.
        Christian tem lgrimas nos olhos e olha com surpresa para a caixa.
        - Charlie Tango, - eu sussurro.
        Ele sorri. A caixa contm um pequeno helicptero de madeira com uma
grande lmina de rotor, movida a energia solar. Ele abre a caixa.
        - Alimentao solar, - ele murmura. - Demais. - E antes que eu
perceba, ele est sentado na cama montando-o. Ele se encaixa de forma rpida,
Christian segura-o na palma da sua mo. Um helicptero de madeira azul. Ele
olha para mim e me d o seu glorioso sorriso de 'Garoto Americano', ento vai para
a janela, onde o helicptero  banhado pela luz solar e o rotor comea a girar.
        - Olhe para isso, - ele respira, examinando de perto. - O que j podemos
fazer com esta tecnologia. - Ele o mantm ao nvel dos olhos, observando as
lminas girarem. Ele est fascinado, e  fascinante ver como ele se perde em
pensamentos, olhando para o helicptero. O que ele est pensando?

 

        - Voc gostou?
        - Ana, eu adoro isso. Obrigado. - Ele me agarra e beija-me rapidamente,
em seguida, volta-se para assistir a rotao do rotor. - Eu vou adicion-lo ao
planador em meu escritrio, - ele diz, distraidamente, observando a lmina girar.
Ele move a mo para fora da luz do sol, e a lmina desacelera e acaba parando.
        Eu no posso evitar, o sorriso em meu rosto  de rachar, e eu quero
abraar-me. Ele adorou. Claro, ele gosta de tudo sobre tecnologias alternativas. Eu
tinha esquecido isso, na minha pressa de compr-lo. Colocando-o sobre a cmoda,
ele se vira para mim.
        - Isso vai me fazer companhia enquanto ns tentamos concertar o Charlie
Tango.
        -  recupervel?
        - Eu no sei. Espero que sim. Vou sentir falta dela, de qualquer jeito.
        Ela? Estou chocada comigo mesma por esta pequena pontada de cimes
que sinto por um objeto inanimado. Meu subconsciente bufa e ri. Eu o ignoro.
        - O que h na outra caixa? - Ele pergunta, com os olhos arregalados,
pela excitao quase infantil.
        Puta merda.
        - Eu no tenho certeza se este presente  para voc ou para mim.
        - Srio? - Ele pergunta, e eu sei que despertei o seu interesse. Nervosa,
eu entrego-lhe a segunda caixa. Ele balana suavemente e ns dois ouvimos um
barulho pesado. Ele olha para mim.
        - Por que est to nervosa? - Ele pergunta, confuso. Eu dou de ombros,
embaraada e animada, eu ruborizo. Ele levanta uma sobrancelha para mim.
        - Voc est me intrigando, Srta. Steele, - ele sussurra, e sua voz me
atravessa, desejo e antecipao apertam a minha barriga. - Eu tenho que dizer
que estou gostando de sua reao. O que voc fez? - Ele aperta os olhos
especulativamente.
        Eu fico de boca fechada, enquanto eu prendo a respirao.
        Ele remove a tampa da caixa e tira um pequeno carto. O resto do contedo
est embrulhado em tecido. Ele abre o carto, e seus olhos dardejam rapidamente
para mim, ampliando com choque ou surpresa. Eu simplesmente no sei.
        - Fazer as coisas rudes com voc? - Ele murmura. Eu concordo com a

 

cabea e engulo. Ele deixa sua cabea cair para um lado com cautela, avaliando
minha reao, e franze a testa. Em seguida, volta sua ateno para a caixa. Ele
procura atravs do papel de seda azul-claro e pesca uma mscara para os olhos,
alguns grampos de mamilo, um plugue anal, seu iPod, a gravata cinza-prata, por
ltimo, mas no significando menos, a chave da sua sala de jogos.
        Ele olha para mim, sua expresso  escura, ilegvel. Oh merda. Ser esta
uma m jogada?
        - Voc quer jogar? - Ele pergunta em voz baixa.
        - Sim, - eu respiro.
        - Para o meu aniversrio?
        - Sim. - A minha voz poderia soar mais baixa?
        H uma mirade de emoes em seu rosto, nenhuma das quais eu possa
interpretar, mas ele se contenta com ansiedade. Hmm... No  bem a reao do
que eu esperava.
        - Voc tem certeza? - Ele pergunta.
        - Sim, chicotes e coisas.
        - Eu entendo isso.
        - Sim, ento. Eu tenho certeza.
        Ele balana a cabea e olha para baixo, para o contedo da caixa.
        - Sexo louco e insacivel. Bem, eu penso que ns podemos fazer alguma
coisa com este lote, - ele murmura quase para si mesmo, e ento coloca o
contedo de volta na caixa. Quando ele olha para mim de novo, a sua expresso
mudou completamente. Caramba, seus olhos cinzentos queimam e sua boca
levanta em um lento sorriso ertico. Ele estende a mo.
        - Agora, - ele diz, e no  um pedido. Minha barriga aperta, apertado e
duro, fundo, l no fundo.
        Eu ponho minha mo na sua.
        - Venha, - ele ordena, e eu o sigo para fora do quarto, o meu corao est
na boca. O desejo corre liso e quente atravs de meu sangue, com minhas
entranhas apertando com antecipao e fome. Minha deusa interior d saltos
mortais em volta da sua espreguiadeira. Finalmente!

 

Captulo 21
        Christian para do lado de fora da sala de jogos.
        - Voc tem certeza disso? - Ele pergunta, seu olhar est aquecido e
ansioso.
        - Sim, - eu sussurro, sorrindo timidamente para ele.
        Seus olhos suavizam.
        - Qualquer coisa que voc no quer fazer?
        Estou sem rumo com a sua pergunta inesperada, e minha mente fica
sobrecarregada. Um pensamento me ocorre.
        - Eu no quero que voc tire fotos de mim.
        Ele acalma, e sua expresso, assim como ele, endurece. Ele deixa a sua
cabea cair para um lado e me olha especulativamente.
        Oh merda. Eu acho que ele vai me perguntar o porqu, mas felizmente ele
no faz.
        - Ok, - ele murmura. Na sua testa h sulcos, quando ele abre a porta,
ento fica de lado para conduzir-me para o interior do quarto. Eu sinto seus olhos
em mim, enquanto ele segue-me para dentro e fecha a porta.
        Colocando a caixa de presente na cmoda, ele pegou o iPod, abriu as
portas de vidro fum do suporte, colocou-o no lugar e ligou-o, as ondas de msica
comearam a sair das caixas de som nas paredes. Ele aperta alguns botes, e
depois de um momento, o som de um trem do metr ecoa dentro do quarto. Ele
digita mais, at que a lenta batida eletrnica e hipntica enche o ambiente. Uma
mulher comea a cantar, eu no sei quem ela , mas sua voz  suave e rouca e o
ritmo  medido, deliberadamente... ertico. Oh meu Deus.  msica para fazer
amor.
        Christian se vira para mim quando estou no meio da sala, meu corao
dispara, meu sangue canta em minhas veias, pulsando, ou assim eu sinto, no

 

compasso sedutor da msica. Ele caminha casualmente at mim e pega no meu
queixo para que eu no morda o meu lbio.
        - O que voc quer fazer, Anastsia? - Ele murmura, plantando um beijo
suave e casto no canto da minha boca, os dedos ainda segurando meu queixo.
        -  o seu aniversrio. O que voc quiser, - eu sussurro. Ele traa o
polegar ao longo do meu lbio inferior, com a testa enrugada, mais uma vez.
        - Estamos aqui porque voc acha que eu quero estar aqui? - Suas
palavras so mansas, mas ele me observa atentamente.
        - No, - eu sussurro. - Eu quero estar aqui tambm.
        Seu olhar escurece, crescendo mais ousado, enquanto ele avalia a minha
resposta. Depois do que parece uma eternidade, ele fala.
        - Oh, h tantas possibilidades, Srta. Steele. - Sua voz  baixa, animada.
-Mas vamos comear com voc ficando nua. - Ele puxa o cinto do meu roupo
para que ele caia, revelando a minha camisola de seda e, em seguida recua e
senta-se calmamente no brao do sof Chesterfield.
        - Tire a roupa. Lentamente. - Ele me d um olhar sensual, desafiador.
        Eu engulo compulsivamente, pressionando minhas coxas juntas. Eu j
estou mida entre minhas pernas. Minha deusa interior est despida e em p na
fila, pronta e esperando, me implorando para jogar. Eu puxo o manto longe de
meus ombros, com meus olhos nunca deixando os dele, dou de ombros, deixando-
o cair ao cho. Com fascinao quente nos olhos cinza, ele corre o dedo indicador
sobre os lbios, enquanto olha para mim.
        Deslizando as alas finas da minha camisola pelos meus ombros, eu olho
para ele por um momento, em seguida, libero-a. Minha camisola ondula
suavemente pelo meu corpo e cai aos meus ps. Estou nua, e praticamente
ofegante e oh, to pronta.
        Christian faz uma pausa por um momento, e fico maravilhada com a
apreciao francamente carnal em sua expresso. Ele levanta, faz o seu caminho
para a caixa e pega a sua gravata cinza prata, a minha favorita. Ele puxa-a por
entre os dedos, enquanto se vira e caminha casualmente para mim, com um
sorriso brincando em seus lbios. Quando ele est na minha frente, eu espero que
ele pea as minhas mos, mas ele no faz.
        - Eu acho que voc est mal vestida, Srta. Steele, - ele murmura. Ele

 

        coloca a gravata em volta do meu pescoo, e, lentamente, mas habilmente amarra-
a, no que eu suponho,  um n Windsor. Quando ele aperta o n, escova os dedos
na base da minha garganta e dispara eletricidade atravs de mim, me fazendo
suspirar. Ele deixa a parte mais larga da gravata longa, longa o suficiente para que
a ponta encosta em meus pelos pubianos.
        - Voc parece bem poderosa agora, Srta. Steele, - ele diz e se inclina para
me beijar suavemente nos lbios.  um beijo rpido, e eu quero mais, o desejo
enrosca desenfreadamente pelo meu corpo.
        - O que faremos com voc agora? - ele diz, e depois pega a gravata, puxa
bruscamente, assim eu sou forada para frente em seus braos. Suas mos
mergulham no meu cabelo e puxam minha cabea para trs, e realmente me beija,
duro, sua lngua  implacvel e impiedosa. Uma de suas mos anda solta pelas
minhas costas e para o meu traseiro. Quando ele se afasta, ele est ofegante e
olhando para mim, com seus olhos cinzentos fundidos, e eu sou deixada querendo,
ofegante, meu juzo completamente disperso. Tenho certeza que meus lbios
estaro inchados aps o seu ataque sensual.
        - Vire-se, - ele ordena suavemente e eu obedeo. Puxando meu cabelo
livre da gravata, ele rapidamente o trana e amarra. Ele puxa a trana, por isso a
minha cabea se inclina para cima.
        - Voc tem o cabelo bonito, Anastsia, - ele sussurra e beija minha
garganta, provocando arrepios, subindo e descendo pela minha espinha. - Voc
apenas tem que dizer pare. Voc sabe disso, no ? - Ele sussurra contra minha
garganta.
        Concordo com a cabea, com os olhos fechados e saboreio seus lbios em
mim. Ele me vira mais uma vez e pega o final da gravata.
        - Venha, - ele diz, puxando delicadamente, levando-me at a caixa, onde
o resto do contedo estava em exibio.
        - Anastsia, esses objetos. - Ele levanta o plugue anal. - Este  um
tamanho muito grande. Com um nus virgem, voc no quer comear com isso.
Queremos comear com isso. - Ele levanta o dedo mindinho, e me engasgo,
chocada. Dedos... l? Ele sorri para mim, e o pensamento desagradvel do punho
anal, mencionado no contrato, me veio  mente.
        - S o dedo, um s, - ele diz baixinho com aquela estranha habilidade

 

que ele tem de ler a minha mente. Meus olhos dardejam os seus. Como ele faz
isso?
        - Esses grampos so viciosos. - Ele pega os grampos de mamilos. -
Vamos utiliz-los. - Ele coloca um diferente par de pinas no peito. Eles se
parecem com gigantescos grampos pretos, com pequenas jias penduradas. - Eles
so ajustveis, - Christian sopra, sua voz misturada com preocupao gentil.
        Eu pisco para ele, com olhos arregalados. Christian, meu mentor sexual.
Ele sabe muito mais sobre tudo isso do que eu. Eu nunca vou alcan-lo. Eu
franzo a testa. Ele sabe mais do que eu sobre muitas coisas... Exceto cozinhar.
        - Certo? - ele pergunta.
        - Sim, - eu sussurro e minha boca seca. -Voc vai me dizer o que voc
pretende fazer?
        - No. Vou fazer isso conforme vamos indo. Esta no  uma cena, Ana.
        - Como devo me comportar?
        Sua testa aperta.
        - Do jeito que voc quiser.
        Oh!
        - Voc estava esperando o meu alter ego, Anastsia? - Ele pergunta, com
seu tom de zombaria e vagamente confuso, ao mesmo tempo. Eu pisco para ele.
        - Bem, sim. Eu gosto dele, - eu murmuro. Ele sorri, seu sorriso privado e
corre o dedo na minha bochecha.
        - Sabe, - ele respira e corre o dedo no meu lbio inferior. - Eu sou o seu
amante, Anastsia, no o seu Dominador. Gosto de ouvir o seu riso, seu riso de
menina. Eu gosto de voc relaxada e feliz, como voc estava nas fotos de Jos.
Essa  a menina que caiu no meu escritrio. Essa  a garota por quem me
apaixonei.
        Santo Deus. Minha boca cai,  uma recepo de flores que aquece o meu
corao.  alegria, pura alegria.
        - Mas tendo dito tudo isso, eu tambm gosto de fazer coisas rudes com
voc, Srta. Steele, e o meu alter ego conhece um truque ou dois. Ento, faa como
eu disse e se vire. - Seus olhos brilham perversamente, e a alegria se move
bruscamente para o sul, agarrando-me com fora e apertando cada tendo abaixo
da minha cintura. Fao o que me disse. Atrs de mim, ele abre uma das gavetas e

 

um momento depois, ele est diante de mim novamente.
        - Venha, - ele ordena e me puxa pela gravata, levando-me para a mesa. 
medida que caminhamos, passando pelo sof, vejo pela primeira vez que todos os
bastes haviam desaparecido. Isso me confunde. Estavam l ontem, quando eu
entrei? Eu no me lembro. Ser que Christian tirou-os? A Sra. Jones? Christian
interrompe minha linha de pensamento.
        - Eu quero que voc se ajoelhe em cima disso, - ele diz, quando estamos
em cima da mesa.
        Ah, ok. O que ele tem em mente? Minha deusa interior no pode esperar
para descobrir, ela j pulou em cima da mesa e est olhando para ele com
adorao.
        Ele gentilmente me ergue sobre a mesa, e eu dobro as pernas debaixo de
mim e me ajoelho na frente dele, surpresa com a minha prpria graa. Agora
estamos olhos nos olhos. Ele passa as mos pelas minhas coxas, agarra meus
joelhos, puxa minhas pernas e ergue-se diante de mim. Ele parece muito srio,
com os olhos escuros, semiabertos... lascivos.
        - Braos atrs das costas. Vou algemar voc.
        Ele pega um par de algemas de couro do bolso de trs e se aproxima de
mim.  isso. Aonde ele vai me levar desta vez?
        Sua proximidade  inebriante. Este homem vai ser meu marido. Algum
pode cobiar um marido assim? Eu no me lembro de ter lido sobre isso em
qualquer lugar. Eu no posso resistir a ele, e eu corro os meus lbios entreabertos
ao longo de sua mandbula, sentindo a barba por fazer, uma combinao
estonteante, espinhosa e macia, sob a minha lngua. Ele acalma e fecha os olhos.
Sua respirao vacila e ele puxa para trs.
        - Pare. Ou isso vai ser muito mais rpido do que qualquer um de ns
quer, - ele adverte. Por um momento, acho que ele pode estar com raiva, mas
depois ele sorri, e seus olhos esto aquecidos com a diverso.
        - Voc  irresistvel, - Eu amuo.
        - Eu sou agora? - ele diz secamente.
        Concordo com a cabea.
        - Bem, no me distraia, ou eu vou amorda-la.
        - Eu gosto de distra-lo, - eu sussurro, olhando teimosamente para ele, e

 

ele levanta a sua sobrancelha para mim.
        - Ou espanc-la.
        Oh! Eu tento esconder meu sorriso. Houve um tempo, no muito tempo
atrs, em que eu teria sido subjugada por esta ameaa. Eu nunca teria tido a
coragem de beij-lo, espontaneamente, enquanto ele estivesse nessa sala. Percebo
agora, eu j no sou intimidada por ele.  uma revelao. Sorrio maliciosamente, e
ele sorri para mim.
        - Comporte-se, - ele rosna e vai para atrs, olhando para mim e coloca as
algemas de couro em meus pulsos. E a advertncia est l, implcita em suas
aes. Eu tento ficar contrita e acho que fui bem sucedida. Ele se aproxima de
mim novamente.
        - Assim est melhor, - ele respira e inclina-se para atrs de mim, mais
uma vez com as algemas. Eu resisto em toc-lo, mas inalo o glorioso perfume de
Christian, ainda fresco do chuveiro da noite passada. Hmm... Eu deveria
engarrafar isso.
        Eu espero que ele algeme os meus pulsos, mas ele coloca cada algema
acima dos meus cotovelos. Isso me faz arquear as costas, empurrando meus seios
para frente, apesar de meus cotovelos no estarem de maneira nenhuma juntos.
Quando termina, ele faz a volta para me admirar.
        - Sente-se bem? - Ele pergunta. No  a mais confortvel das posies,
mas eu estou to ligada na antecipao, para ver aonde ele vai com isso que aceno
brevemente, enfraquecida pela necessidade.
        - Bem. - Ele puxa a mscara do bolso de trs.
        - Eu acho que voc j viu o suficiente agora, - ele murmura. Ele desliza a
mscara sobre a minha cabea, cobrindo meus olhos. Minha respirao para. Uau.
Por que eu no ser capaz de ver  to ertico? Eu estou aqui, amarrada e
ajoelhada sobre uma mesa, esperando, a doce e quente antecipao que pesa no
fundo da minha barriga. Eu ainda posso ouvir, porm, o ritmo meldico e
constante da musica continua. Ela ressoa atravs do meu corpo. Eu no tinha
notado antes. Ele deve t-la repetido.
        Christian caminhou para longe. O que ele est fazendo? Ele se move
novamente e abre uma gaveta, em seguida, fecha-a novamente. Um momento
depois, ele est de volta, e eu o sinto na minha frente. H um pungente e rico

 

cheiro almiscarado no ar.  delicioso, quase de dar gua na boca.
        - Eu no quero estragar a minha gravata favorita, - ele murmura. Ele
lentamente a desamarra e a retira.
        Eu inalo drasticamente  medida que a ponta da gravata viaja pelo meu
corpo, me fazendo ccegas em seu rastro. Arruinar sua gravata? Eu escuto
intensamente, para determinar o que ele vai fazer. Ele est esfregando as mos. Os
dedos, de repente, escovam sobre meu rosto, at a minha mandbula e depois para
o meu queixo.
        Meu corpo salta a ateno para o seu toque e um arrepio delicioso passa
por mim. Sua mo flexiona sobre o meu pescoo, derrama um leo com cheiro
doce na mo e desliza suavemente pela minha garganta, atravs da minha
clavcula, e at meu ombro, com os dedos massageando suavemente. Oh, eu estou
recebendo uma massagem. No  o que eu esperava.
        Ele coloca uma mo no meu ombro e a outra comea uma viagem de
provocao lenta em toda a minha clavcula. Eu gemo baixinho enquanto ele faz o
seu caminho em direo aos meus seios, cada vez mais doloridos, ansiando pelo
seu toque.  tentador. Eu arqueio o meu corpo ainda mais para o seu toque hbil,
mas suas mos deslizam para os meus lados, lentas, medidas, no tempo da batida
da msica, e cuidadosamente evitam os meus seios. Eu gemo, mas eu no sei se 
de prazer ou frustrao.
        - Voc  to linda, Ana, - ele murmura, sua voz  baixa e rouca, sua boca
est junto ao meu ouvido. Seu nariz segue ao longo da minha mandbula,
enquanto ele continua a me massagear, embaixo dos meus seios, em toda a minha
barriga, para baixo... Ele beija fugazmente em meus lbios, ento ele corre o nariz
no meu pescoo, minha garganta. Caramba, eu estou em chamas... sua
proximidade, suas mos, suas palavras.
        - E logo voc vai ser minha mulher, para ter e manter, - ele sussurra.
        Oh meu Deus.
        - Para amar e cuidar.
        Caramba.
        - Com meu corpo, vou te adorar.
        Eu jogo a minha cabea para trs e gemo. Seus dedos atravessam os meus
plos pubianos, por cima do meu sexo, e ele esfrega a palma de sua mo contra o

 

meu clitris.
        - Sra. Grey, - ele sussurra, enquanto a palma da mo esfrega contra
mim.
        Eu gemo.
        - Sim, - ele respira, e a palma da mo continua a me provocar. - Abra
sua boca.
        Minha boca j est aberta, estou ofegante. Abro mais, e ele escorrega um
objeto grande de metal frio entre meus lbios. Com a forma de chupeta de beb
gigante, ele tem pequenos riscos ou esculturas, e posso sentir uma corrente no
final.  grande.
        - Chupe, - ele comanda suavemente. -Eu vou colocar isso dentro de
voc.
        Dentro de mim? Dentro de mim onde? Meu corao cambaleia em minha
boca.
        - Chupe, - ele repete e detm a palma de sua mo.
        No. No pare, quero gritar, mas minha boca est cheia. Suas mos
untadas deslizam para trs, no meu corpo e, finalmente, pelos meus seios
negligenciados.
        - No pare de chupar.
        Delicadamente, ele rola meus mamilos entre os polegares e indicadores, e
eles endurecem e alongam sob o seu toque especialista, enviando ondas sinpticas
de prazer por todo o caminho para a minha virilha.
        - Voc tem belos seios, Ana, - ele murmura e meus mamilos endurecem
ainda mais, como resposta. Ele murmura a sua aprovao e eu gemo. Seus lbios
se movem para baixo do meu pescoo, para o seio, dando mordidas suaves,
sugando mais e mais para baixo, em direo ao meu mamilo, e de repente eu sinto
o aperto do grampo.
        - Ah! - Eu deturpo meu gemido atravs do dispositivo na minha boca.
Santa Me, o sentimento  requintado, cru, doloroso, prazeroso... oh, o aperto.
Gentilmente, ele lava o mamilo com a lngua e enquanto faz isso, ele aplica o outro
grampo. A mordida do segundo grampo  igualmente dura... mas to bom. Eu
gemo alto.
        - Sinta-o, - ele sussurra.

 

        Oh, eu sinto. Eu sinto. Eu sinto.
        - D-me isso. - Ele puxa suavemente a chupeta de metal da minha boca,
eu o libero. Suas mos trilham mais uma vez pelo meu corpo, em direo ao meu
sexo. Ele lubrificada novamente as suas mos. Elas deslizam em torno de meu
traseiro.
        Eu suspiro. O que ele vai fazer? Eu estou tensa, de joelhos, enquanto ele
passa os dedos entre minhas ndegas.
        - Calma, devagar, - ele respira perto da minha orelha e beija meu
pescoo, enquanto seus dedos atacam-me e provocam-me.
        O que ele vai fazer? Sua outra mo desliza para baixo da minha barriga
para o meu sexo, manipula-me mais uma vez. Ele facilita os dedos dentro de mim,
e eu gemo alto, agradecida.
        - Eu vou colocar isso dentro de voc, - ele murmura. - No aqui. - Seus
dedos trilham entre minhas ndegas, o leo se espalha. - Mas aqui. - Ele move
os dedos de volta, dentro e fora, acertando a parede da frente da minha vagina. Eu
lamento e meus mamilos retidos incham.
        - Ah.
        - Calma agora. - Christian remove os dedos e desliza o objeto para dentro
de mim. Ele acaricia o meu rosto e me beija, sua boca invadindo a minha, eu ouo
um clique muito fraco. Instantaneamente, o objeto dentro de mim comea a vibrar,
l embaixo! Eu suspiro. A sensao  extraordinria, alm de qualquer coisa que
eu j senti antes.
        - Ah!
        - Calma, - Christian me acalma, sufocando meus suspiros com sua boca.
Suas mos se movem para baixo e puxam delicadamente sobre os grampos. Eu
grito bem alto.
        - Christian, por favor!
        - Calma, querida. Aproveite.
        Isso  demais,  uma super estimulao, em todos os lugares. Meu corpo
comea a subir, e de joelhos, eu sou incapaz de controlar o acmulo. Oh meu
Deus... Serei capaz de lidar com isso?
        - Boa menina, - ele acalma.
        - Christian, - eu clamo, soando desesperada, mesmo para os meus

 

prprios ouvidos.
        - Calma, sinta isso, Ana. No tenha medo. - Suas mos esto agora em
minha cintura, me segurando, mas no consigo me concentrar em suas mos, no
que est dentro de mim e nas pinas, tambm. Meu corpo est construindo,
construindo para uma exploso, com as vibraes incessantes e a doce tortura em
meus mamilos. Inferno. Vai ser muito intenso. Suas mos se deslocam de meus
quadris, abaixo e ao redor, lisas e oleadas, tocam, sentem, amassam minha pele,
amassando o meu traseiro.
        - To bela, - ele murmura e de repente, ele gentilmente empurra um dedo
oleado dentro de mim... l! Em meu traseiro. Porra. Parece estranho, cheio,
proibido... mas oh... to... bom. E ele se move lentamente, facilitando a entrada e
sada, enquanto seus dentes passam pelo meu queixo erguido.
        - To bonita, Ana.
        Eu estou suspensa no alto, no alto de uma ravina, ampla e larga, eu estou
subindo e depois caindo vertiginosamente, ao mesmo tempo, mergulhando para a
Terra. Eu no posso esperar mais, eu grito enquanto as convulses sacodem o
meu corpo e o clmax tem uma plenitude avassaladora. Quando o meu corpo
explode, eu no sou nada, apenas sensao, em todos os lugares. Christian tira
uma e depois a outra pina, fazendo com que meus mamilos cantem como uma
onda doce, um doce sentimento doloroso, mas , oh, to bom e me fez gozar. Seu
dedo fica onde est, suavemente indo para dentro e para fora.
        - Argh! - Eu gemo, Christian envolve-se em torno de mim, me segurando,
enquanto meu corpo continua a pulsar sem d.
        - No! - Eu grito novamente, implorando, e desta vez ele puxa o vibrador
de dentro de mim, e seu dedo tambm, enquanto meu corpo continua a
convulsionar.
        Ele desamarra uma das algemas, para que meus braos caiam para frente.
Minha cabea cai em seu ombro, e eu estou perdida, perdida em todas essas
sensaes esmagadoras. Minha respirao est aos arrancos, exausta, desejo o
doce e bem-vindo esquecimento.
        Vagamente, fico ciente de que Christian me levanta, me leva para a cama e
me coloca sobre os frescos lenis de cetim. Depois de um momento, suas mos,
ainda lubrificadas, esfregam suavemente as costas das minhas coxas, meus

 

joelhos, minhas panturrilhas e os meus ombros. Eu sinto movimento na cama,
quando ele se estende ao meu lado.
        Ele puxa a mscara, mas no tenho a energia para abrir os olhos.
Encontrando a minha trana, ele desfaz o lao do cabelo e se inclina para frente,
beijando-me suavemente nos lbios. S a minha respirao irregular perturba o
silncio na sala, estabilizando conforme eu flutuava suavemente de volta a Terra. A
msica parou.
        - To bela, - ele murmura.
        Quando consigo abrir os olhos, ele est olhando para mim, sorrindo
suavemente.
        - Oi, - ele diz. Eu consigo um grunhido em resposta, e seu sorriso se
amplia. - Suficientemente rude para voc?
        Concordo com a cabea e dou-lhe um sorriso relutante. Caramba, mais
rude que isso, eu no aguentaria.
        - Eu acho que voc est tentando me matar, - eu murmuro.
        - Morte por orgasmo. - Ele sorriu. - H maneiras piores de morrer, - ele
diz, mas depois faz uma careta, como se um pensamento desagradvel tivesse
atravessado a sua mente. Aborrece-me. Eu me aproximo e acaricio o seu rosto.
        - Voc pode me matar dessa forma a qualquer momento, - eu sussurro.
Percebo que ele est gloriosamente nu e pronto para a ao. Quando ele pega a
minha mo e beija os meus dedos, eu me inclino e capturo o seu rosto entre as
mos e puxo a sua boca para a minha. Ele beija-me brevemente, depois para.
        - Isto  o que eu quero fazer, - ele murmura e pega o controle remoto que
estava embaixo do travesseiro. Ele aperta um boto e uma msica suave de
guitarra ecoa nas paredes.
        - Eu quero fazer amor com voc, - ele diz olhando para mim, seus olhos
cinzentos ardendo com sinceridade, brilhando de amor. Suavemente, no fundo,
uma voz familiar comea a cantar "A primeira vez que vi seu rosto". E os seus
lbios encontraram os meus.


 

        Enquanto eu aperto em torno dele, encontro a minha liberao, mais uma
vez, Christian se desenrola em meus braos, com a cabea jogada para trs,
enquanto ele chama pelo meu nome. Aperta-me fortemente contra o peito
enquanto nos sentamos cara a cara no meio da cama enorme, eu montada nele. E
neste momento, este momento de alegria, com este homem, esta msica, a
intensidade da minha experincia nesta manh aqui com ele e tudo o que ocorreu
durante a semana passada, me inunda de novo, no apenas fisicamente, mas
emocionalmente. Estou completamente subjugada com todos esses sentimentos.
Estou to profundamente, profundamente apaixonada por ele. Pela primeira vez eu
tenho um vislumbre de entendimento sobre a forma como ele se sente sobre a
minha segurana.
        Recordando a sua estreita ligao com o Charlie Tango ontem, eu
estremeo s de pensar e encho os meus olhos de lgrimas. Se alguma coisa
acontecesse com ele, eu o amo tanto. Minhas lgrimas caem pelo meu rosto. So
tantos lados de Christian, sua doce, spera e gentil personalidade, seu lado rude e
dominante de "eu posso foder voc como quiser e voc vai chegar como um trem",
suas cinquentas sombras, todo ele. Todo espetacular. Todos meus. E estou ciente
de que no o conheo bem, e temos uma montanha de problemas para superar,
mas sei, que nos dois, o superaremos, ns teremos uma vida inteira para faz-lo.
        - Ei, - ele respira, apertando minha cabea entre as mos, olhando para
mim. Ele ainda est dentro de mim. - Por que voc est chorando? - Sua voz
est cheia de preocupao.
        - Porque eu te amo tanto, - eu sussurro. Ele meio que fecha os olhos
como se drogado, absorvendo minhas palavras. Quando ele abre novamente, eles
brilham com o seu amor.
        - E eu a voc, Ana. Voc me faz... inteiro. - Ele me beija suavemente
enquanto Roberta Flack termina a sua cano.


 

        Ns falamos, falamos e falamos, sentados juntos na cama no quarto de
jogo, eu estou em seu colo, nossas pernas entrelaada uma nas outras. O lenol de
cetim vermelho est enrolado em torno de ns como um casulo, eu no tenho ideia
de quanto tempo se passou. Christian est rindo de minha imitao de Katherine
durante a sesso de fotos no Heathman.
        - E pensar que poderia ter sido ela quem viria me entrevistar. Agradeo ao
Senhor por um resfriado comum, - ele murmura e beija o meu nariz.
        - Eu acredito que ela teve gripe, Christian, - Eu repreendo-o, arrastando
os dedos ociosamente pelos cabelos no seu peito e maravilhada por ele tolerar isso
muito bem. - Todos os bastes se foram, - eu murmuro, recordando minha
distrao de mais cedo. Ele enfia o meu cabelo atrs da minha orelha, pela
ensima vez.
        - Eu no acho que voc jamais v passar por esse limite rgido.
        - No, eu no acho que vou, - eu sussurro com os olhos arregalados,
ento me encontro olhando por cima dele, para os chicotes, ps e flagelos que
revestem a parede oposta. Ele segue o meu olhar.
        - Voc quer que eu me livre deles, tambm? - Ele se diverte, mas 
sincero.
        - No o chicote com cabo... o marrom. Ou aquele aoite de camura, voc
sabe. - Eu coro.
        Ele sorri para mim.
        - Ok, o chicote e o aoite. Srta. Steele, voc est cheia de surpresas.
        - Assim como voc, Sr. Grey.  uma das coisas que eu amo sobre voc. -
Eu beijo-o suavemente no canto da boca.
        - O que mais voc gosta de mim? - Ele pergunta e seus olhos se
arregalaram.
        Eu sei que  um grande negcio, para ele fazer esta pergunta. Isso me
humilha e eu pisco para ele. Eu amo tudo sobre ele, mesmo os seus Cinquenta
Tons. Eu sei que a vida com Christian nunca vai ser chata.
        - Isso. - Meu dedo indicador passa pelos seus lbios. - Eu a amo, e o
que sai da tambm, o que voc faz comigo com ela. E o que est aqui. - Eu

 

acaricio a sua tmpora. - Voc  to esperto, inteligente e experiente, competente
em tantas coisas. Mas acima de tudo, eu amo o que est aqui. - Eu pressiono
minha mo suavemente contra o seu peito, sentindo o seu corao, batendo firme.
- Voc  o homem mais compassivo que eu conheo. O que voc faz. Como voc
trabalha.  inspirador, - eu sussurro.
        - Inspirador? - Ele est confuso, mas h um trao de humor no seu
rosto. Ento seu rosto se transforma, e seu sorriso tmido aparece quando ele est
envergonhado, e quero me lanar sobre ele. Ento eu fao.

        Eu estou cochilando, embrulhada em cetim e Grey. Christian aconchega-se
me deixando acordada.
        - Fome? - Ele sussurra
        - Hmm, faminta.
        - Eu tambm.
        Eu me inclino para olhar para ele deitado na cama.
        -  seu aniversrio, Sr. Grey. Vou cozinhar alguma coisa. O que voc
gostaria?
        - Surpreenda-me. - Ele passa a mo nas minhas costas, acariciando-me
suavemente. - Eu deveria verificar meu Blackberry para ver todas as mensagens
que eu perdi ontem. - Ele suspira e comea a sentar, e eu sei que este momento
especial  mais... por agora.
        - Vamos para o chuveiro, - ele diz.
        Quem sou eu para recusar algo no aniversrio do menino?


 

        Christian est em seu estdio, no telefone. Taylor est com ele, olhando
srio, mas descontrado, de jeans e uma camiseta preta apertada. Eu me ocupo na
cozinha, fazendo o almoo. Eu encontrei postas de salmo na geladeira, e eu estou
caando algum limo, fazendo uma salada, e fervendo algumas batatinhas. Sinto-
me extraordinariamente relaxada e feliz, no topo do mundo, literalmente.
Voltando-me para a grande janela, eu olho para o cu azul glorioso. Tudo que
fala... tudo  sexy... hmm. Uma garota poderia se acostumar com isso.
        Taylor emerge do estdio, interrompendo o meu devaneio. Eu desligo o meu
iPod e tiro os fones do ouvido.
        - Oi, Taylor.
        - Ana. - Ele acena com a cabea.
        - Sua filha est bem?
        - Sim, obrigado. Minha ex-esposa disse que ela tinha apendicite, mas ela
estava exagerando, como de costume. - Taylor revira os olhos, surpreendendo-
me. - Sophie est bem, mas ela tem um problema estomacal desagradvel.
        - Sinto muito.
        Ele sorri.
        - Ser que Charlie Tango foi localizado?
        - Sim. A equipe de recuperao est a caminho. Ela deve estar de volta a
Boeing Field mais tarde, essa noite.
        - Ah, bom.
        Ele me d um sorriso apertado.
        - Ser que  tudo, senhora?
        - Sim, sim, claro. - Eu coro... eu nunca irei me acostumar com Taylor
chamando-me de senhora? Faz-me sentir to velha, pelo menos 30.
        Ele acena com a cabea e vai para fora da sala grande. Christian ainda est
no telefone. Estou esperando as batatas cozinharem. Isso me d uma ideia.
Buscando minha bolsa, eu pego o meu Blackberry. H uma mensagem de Kate.
*Te vejo esta noite. Ansiosa para um loooooongo bate papo*

 

Eu escrevo de volta.
*Digo o mesmo*
Vai ser bom conversar com Kate.
Ligo o programa de e-mail, eu digito uma mensagem rpida para Christian.
De: Anastsia Steele
Assunto: Almoo
Data: 18 de junho de 2011 13:12
Para: Christian Grey
Caro Sr. Grey
Estou mandando este e-mail para informar que o almoo est quase
pronto.
E que tive um sexo pervertido alucinante essa manh.
Sexo pervertido de aniversrio deveria ser recomendado.
E outra coisa, eu amo voc.
A x
(Sua noiva)
        Eu ouo com ateno para uma reao, mas ele ainda est no telefone. Eu
dou de ombros. Talvez ele esteja muito ocupado. Meu Blackberry vibra.
De: Christian Grey
Assunto: Trepador Excntrico
Data: 1B de junho de 2Q11 13:15
Para: Anastsia Steele

 

        Que aspecto foi mais alucinante?
        Estou tomando notas.
Christian Grey ,
Faminto e Exausto, Depois dos Esforos Matutinos CEO, Grey Participaes e
Empreendimentos Inc.
        PS: Eu amo sua assinatura
        PPS: O que aconteceu com a arte da conversao?
        De: Anastsia Steele
        Assunto: Faminto?
        Data: 18 de junho de 2011 13:18
        Para: Christian Grey
        Caro Sr. Grey
        Posso chamar a sua ateno para a primeira linha do meu e-mail anterior,
informando que o almoo est, de verdade, quase pronto... de modo nenhum vai
ficar faminto e exausto. Com relao aos aspectos alucinantes do seu sexo
excntrico... francamente: foi Tudo. Eu estaria interessada em ler as suas notas. E
eu gosto da minha assinatura entre parnteses, tambm.
        A x
        (sua noiva)
        PS: Desde quando voc foi to loquaz? E voc est no telefone!
Eu pressiono enviar e olho para cima, ele est em p na minha frente,
sorrindo. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele circunda em torno da ilha

 

da cozinha, varre-me em seus braos e me beija profundamente.
        - Isso  tudo, Srta. Steele, - ele diz, liberando-me, e ele caminha, de
jeans, ps descalos e camisa branca para fora da cala, de volta para seu
escritrio, deixando-me sem flego.

        Eu fiz uma salada de agrio e coentro, temperada com creme de leite, para
acompanhar o salmo, e eu sirvo no balco de caf da manh. Eu odeio
interromp-lo quando ele est trabalhando, mas agora eu estou na porta de seu
escritrio. Ele ainda est no telefone, com os cabelos completamente fodidos e
brilhantes olhos cinzentos, um banquete visual nutritivo. Ele olha para cima,
ento ele me v e no tira os olhos de mim. Ele franze um pouco, e eu no sei se 
comigo ou por causa de sua conversa.
        - Apenas os deixe em paz, e os deixem sozinho. Voc entende, Mia? - Ele
sussurra e revira os olhos. - Bom.
        Eu fao mmica de comer, e ele sorri para mim e acena.
        - Eu te vejo mais tarde. - Ele desliga. - Mais uma chamada? - Ele
pergunta.
        - Claro.
        - Esse vestido  muito curto, - ele acrescenta.
        - Voc gostou? - Eu lhe dou um giro rpido.  uma das compras de
Caroline Acton. Um macio vestido de vero azul-turquesa, provavelmente mais
adequado para a praia, mas  um dia to bonito em tantos nveis. Ele franze a
testa e meu rosto cai.
        - Voc parece fantstica nele, Ana. Eu s no quero que ningum mais a
veja assim.
        - Oh! - Eu fao uma careta para ele. - Estamos em casa, Christian. No
tem ningum, s o pessoal.
        Sua boca torce, e tanto, que ele deve estar tentando esconder a sua

 

diverso ou ele realmente no acha que isso  engraado. Mas, eventualmente, ele
balana a cabea, tranquilizado. Sacudo a cabea, ele realmente est falando
srio? Eu volto para a cozinha.
        Cinco minutos depois, ele est de volta na minha frente, segurando o
telefone.
        - Ray quer falar com voc, - ele murmura, seus olhos esto desconfiados.
        Todo o ar sai do meu corpo ao mesmo tempo. Tomo o telefone e cubro o
bocal.
        - Voc disse a ele! - Eu murmuro. Christian acena com a cabea, e seus
olhos esto arregalados, com uma aparncia evidente de angstia.
        Merda! Eu respiro fundo.
        - Oi, pai.
        - Christian acaba de me perguntar se ele pode se casar com voc, - Ray
diz.
        Oh Merda. O silncio se estende entre ns, enquanto eu desesperadamente
penso no que dizer. Ray, como de costume permanece em silncio, no me dando
nenhuma pista sobre a sua reao a esta notcia.
        - O que voc disse? - Eu digo primeiro.
        - Eu disse que queria falar com voc.  meio de repente, voc no acha,
Annie? Voc no o conhece muito. Quero dizer, ele  um cara legal, sabe tudo de
pesca... mas to cedo? - Sua voz  calma e comedida.
        - Sim.  repentino... um minuto. - Apressadamente, eu deixo a rea da
cozinha, longe do olhar ansioso de Christian e sigo em direo a janela grande. As
portas da varanda esto abertas, eu saio para a luz do sol. Eu no consigo
caminhar at a borda.  muito alto.
        - Eu sei que  repentino e tudo, mas... bem, eu o amo. Ele me ama. Ele
quer casar comigo e no vai haver ningum mais para mim. - Eu coro pensando
que esta  provavelmente a conversa mais ntima que j tive com o meu padrasto.
        Ray est silencioso na outra extremidade do telefone.
        - Voc disse a sua me?
        - No.
        - Annie... Eu sei que ele  um tipo rico e elegvel, mas casamento?  um
passo to grande. Voc tem certeza?

 

        - Ele  o meu 'felizes para sempre', - eu sussurro.
        - Uau. - Ray diz depois de um momento, seu tom mais suave.
        - Ele  tudo.
        - Annie, Annie, Annie. Voc  uma jovem mulher to obstinada. Peo a
Deus, que voc saiba o que voc est fazendo. Passa-me de volta para ele, t?
        - Claro, pai, voc vai entrar comigo no casamento? - Peo suavemente.
        - Oh, querida. - Sua voz est rachando, e ele est quieto por alguns
momentos, a emoo em sua voz traz lgrimas aos meus olhos. - Nada me daria
mais prazer, - ele diz finalmente.
        Oh, Ray. Eu te amo tanto... Eu engulo, para no chorar.
        - Obrigada, papai. Vou entregar de volta para o Christian. Seja gentil com
ele. Eu te amo, - eu sussurro.
        Acho que Ray est sorrindo do outro lado da linha, mas  difcil dizer. 
sempre difcil dizer quando se trata de Ray.
        - Com certeza, Annie. E venha visitar esse velho e traga esse Christian
com voc.
        Eu marcho de volta para a sala, chateada com Christian por no me avisar
e entrego-lhe o telefone, minha expresso deixa-o saber o quo chateada eu estou.
Ele est alegre quando pega o telefone e volta para o seu estudo.
        Dois minutos depois, ele reaparece.
        - Eu tenho a bno um pouco relutante de seu padrasto, - ele diz com
orgulho, de fato, to orgulhosamente, que me faz rir e ele sorri para mim. Ele est
agindo como se ele estivesse apenas negociando uma grande fuso ou aquisio
nova, que, eu suponho, que em um nvel, ele tem.
        - Porra, voc  uma boa cozinheira, mulher. - Christian engole seu ltimo
bocado e levanta seu copo de vinho branco para mim. Eu floreso com o seu
elogio, e me ocorre que vou comear a cozinhar para ele nos fins de semana. Eu
franzo a testa. Gosto de cozinhar. Talvez eu devesse ter feito um bolo para o
aniversrio dele. Eu verifico o meu relgio. Eu ainda tenho tempo.
        - Ana? - Ele interrompe meus pensamentos. - Por que voc me pediu
para no tirar sua foto? - Sua pergunta me surpreende ainda mais, porque sua
voz  incrivelmente suave.
        Oh... merda. As fotos. Olho para o meu prato vazio, torcendo os dedos no

 

meu colo. O que posso dizer? Eu prometi a mim mesma no mencionar que eu
tinha encontrado a sua verso de 'Esposas dos Leitores'.
        - Ana, - ele pressionou. - O que foi? - Ele me faz saltar, sua voz
comanda-me a olhar para ele. Quando eu acho que ele no me intimida?
        - Eu achei as suas fotos, - eu sussurro.
        Seus olhos se arregalaram em choque.
        - Voc j esteve no cofre? - ele pergunta, incrdulo.
        - Cofre? No. Eu nem sabia que voc tinha um cofre.
        Ele franze a testa.
        - Eu no entendo.
        - Em seu armrio. A caixa. Eu estava procurando coisas para o meu
presente, e a caixa estava sob seu jeans... aquele que voc normalmente usa na
sala de jogos. Exceto hoje. - Eu ruborizo.
        Ele olha para mim, horrorizado, e nervosamente passa a mo pelo seu
cabelo, enquanto processa essas informaes. Ele esfrega o queixo, perdido em
pensamentos, mas ele no pode ocultar o incmodo perplexo em seu rosto.
Bruscamente, ele balana a cabea, exasperado, mas divertido tambm e um
tnue sorriso de simpatia aparece no canto da sua boca. Ele junta as mos na
frente dele e se concentra em mim mais uma vez.
        - No  o que voc pensa. Eu tinha esquecido tudo sobre elas. Essa caixa
foi movida do seu lugar. Essas fotografias estavam no meu cofre.
        - Quem a moveu? - Eu sussurro.
        Ele engole.
        - S h uma pessoa que poderia ter feito isso.
        - Oh. Quem? E o que voc quer dizer com, 'no  o que eu penso'?
        Ele suspira e inclina a cabea para um lado, e eu acho que ele est
envergonhado. Ento, ele deve estar! Meu subconsciente rosna.
        - Isso vai soar frio, mas elas so uma aplice de seguro, - ele sussurra,
protegendo a si mesmo para a minha resposta.
        - Aplice de seguro?
        - Contra uma eventual exposio.
        A moeda cai e agita desconfortavelmente, voltas e voltas, na minha cabea
vazia.

 

        - Oh, - eu murmuro, porque eu no consigo pensar em mais o que dizer.
Eu fecho meus olhos.  isso. Este  o fodido Cinquenta Tons, aqui, agora. - Sim.
Voc est certo, - eu murmuro. - Isso soa muito frio. - Eu comeo a limpar os
nossos pratos. Eu no quero saber de mais nada.
        - Ana.
        - Ser que elas sabem? As garotas... as subs?
        Ele franze a testa.
        - Claro que sabem.
        Oh, bem, isso  alguma coisa. Ele estende a mo, me agarrando e puxando-
me para ele.
        - Essas fotos deveriam estar no cofre. Elas no so para uso recreativo. -
Ele para. -Talvez elas fossem, inicialmente, quando elas foram tiradas. Mas, -
Ele para, me implorando. - Elas no significam nada.
        - Quem as colocou em seu armrio?
        - S pode ter sido Leila.
        - Ela sabe a combinao de seu cofre?
        Ele encolhe os ombros.
        - No me surpreenderia.  uma combinao muito longa, e eu uso muito
raramente.  um nmero que eu tinha escrito e no mudei. - Ele balana a
cabea. - Eu me pergunto o que mais ela conhece e se ela levou alguma coisa de
l. - Ele franze a testa, em seguida, volta sua ateno para mim. - Olha, eu vou
destruir as fotos. Agora, se voc quiser.
        - Elas so as suas fotos, Christian. Faa com elas o que quiser, - eu
murmuro.
        - No  para ser assim, - ele diz, pegando a minha cabea entre as suas
mos e segurando o meu olhar no seu. - Eu no quero essa vida. Eu quero a
nossa vida, juntos.
        Caraca. Como ele sabe que, sob o meu horror sobre essas fotos est o fato
de que eu sou paranoica?
        - Ana, eu pensei ter exorcizado todos os fantasmas, esta manh. Eu me
sinto assim. Voc no?
        Eu pisco para ele, recordando a nossa manh muito, muito agradvel,
romntica e totalmente suja em sua sala de jogos.

 

        - Sim, - eu sorrio. - Sim, eu sinto isso tambm.
        - Bom. - Ele se inclina e beija-me, dobrando-me em seus braos. - Eu
vou rasg-las, - ele murmura. - E ento eu tenho que ir trabalhar. Desculpe,
querida, mas eu tenho uma montanha de atividades para fazer esta tarde.
        - Legal. Eu tenho que ligar para a minha me. - Eu fao uma careta. -
Ento eu vou fazer algumas compras e assar um bolo.
        Ele sorri e seus olhos brilham como um menino pequeno.
        - Um bolo?
        Concordo com a cabea.
        - Um bolo de chocolate?
        - Voc quer um bolo de chocolate? - Seu sorriso  contagiante.
        Ele acena com a cabea.
        - Vou ver o que posso fazer, Sr. Grey.
        Ele me beija mais uma vez.

        Carla fica atordoada, em silncio.
        - Me, diga alguma coisa.
        - Voc no est grvida, est, Ana? -Ela sussurra com horror.
        - No, no, no  nada disso. - Meu corao parte com a decepo, e eu
fico triste por ela pensar isso de mim. Mas ento eu me lembro com um
sentimento de naufrgio, que ela estava grvida de mim quando ela casou com
meu pai.
        - Sinto muito, querida. Isso  to sbito. Quero dizer, Christian  um
grande partido, mas voc  to jovem, e voc deve ver um pouco do mundo.
        - Me, voc no pode simplesmente ficar feliz por mim? Eu o amo.
        - Querida, eu s preciso me acostumar com a ideia.  um choque. Eu
poderia dizer na Gergia que havia algo muito especial entre vocs dois, mas o
casamento... ?

 

        Na Gergia, ele queria que eu fosse sua submissa, mas no vou dizer isso a
ela.
        - Voc definiu uma data?
        - No.
        - Eu gostaria que seu pai estivesse vivo, - ela sussurra. Ah, no... no
isso. No isso, agora.
        - Eu sei, me. Eu teria gostado de conhec-lo, tambm.
        - Ele s segurou voc uma vez, e ele estava to orgulhoso. Ele achava que
voc era a garota mais bonita do mundo. - Sua voz  de uma calma mortal, como
um conto familiar muitas vezes recontado... novamente. Ela, em breve, estar em
lgrimas.
        - Eu sei, me.
        - E ento ele morreu. - Ela funga, e eu sei como isso acaba, faz tempo.
        - Me, - eu sussurro, querendo alcanar o telefone e abra-la.
        - Sou uma mulher velha e boba, - ela murmura e ela funga novamente.
-Claro que estou feliz por voc, querida. O Ray sabe? - Ela acrescenta, e parece
ter recuperado seu equilbrio.
        - Christian pediu minha mo para ele.
        - Oh, que doce. Bom. - Ela soa melanclica, mas ela est fazendo um
esforo.
        - Sim, foi, - eu murmuro.
        - Ana, querida, eu te amo tanto. Estou feliz por voc. E voc deve nos
visitar, ambos.
        - Sim, mame. Eu tambm te amo.
        - Bob est me chamando, eu tenho que ir. Deixe-me saber a data. Ns
precisamos planejar... voc quer um grande casamento?
        Grande casamento, droga. Eu nem sequer pensei nisso. Grande
casamento? No. Eu no quero um grande casamento.
        - Eu no sei ainda. Assim que decidir, vou avisar.
        - timo. Voc tome cuidado agora e fique segura. Vocs dois precisam ter
algum divertimento... h tempo de sobra para as crianas, mais tarde.
        Crianas! Hmm... e l est isso de novo, uma referncia no to velada, ao
fato de que ela me teve to cedo.

 

        - Me, eu realmente no arruinei a sua vida, no foi?
        Ela arqueja.
        - Ah, no, Ana, nunca pense isso. Voc foi a melhor coisa que j
aconteceu para o seu pai e para mim. Eu s queria que ele estivesse aqui para v-
la, to crescida e se casando. - Ela est melanclica e sentimental novamente.
        - Eu gostaria disso tambm. - Sacudo a cabea pensando sobre o meu
pai mtico. - Me, eu vou deixar voc ir. Vou ligar em breve.
        - Amo voc, querida.
        - Eu tambm, me. Tchau.

        A cozinha de Christian  um sonho para trabalhar. Para um homem que
no sabe nada sobre culinria, ele parece ter tudo. Eu suspeito que a Sra. Jones
adora cozinhar tambm. A nica coisa que eu preciso  um pouco de chocolate de
alta qualidade para a cobertura. Deixo as duas metades do bolo em um prato para
esfriar, pego a minha bolsa, e boto a minha cabea em torno da porta do estdio
de Christian. Ele est se concentrando em sua tela de computador. Ele olha para
cima e sorri para mim.
        - Eu s estou indo at a loja para pegar alguns ingredientes.
        - Ok. - Ele franze a testa para mim.
        - O qu?
        - Voc vai colocar um jeans ou algo assim?
        Oh, vamos l.
        - Christian, so apenas pernas.
        Ele olha para mim, sem alegria. Esta vai ser uma luta. E  seu aniversrio.
Desvio o olhar para ele, me sentindo como uma adolescente errante.
        - E se estivssemos na praia? - Eu tomo um rumo diferente.
        - Ns no estamos na praia.
        - Ser que voc se oporia se estivssemos na praia?

 

        Ele considera isto por um momento.
        - No, - ele diz simplesmente.
        Reviro os olhos novamente e sorrio maliciosamente para ele.
        - Bem, ento imagine que estamos. - Eu me viro e ando para a entrada.
Aperto o boto do elevador antes que ele bregue comigo. Quando as portas se
fecham, eu aceno para ele, sorrindo docemente enquanto ele assiste, impotente,
mas felizmente com diverso em seus olhos apertados. Ele balana a cabea em
desespero, ento eu j no posso v-lo.
        Oh, isso foi emocionante. A adrenalina est batendo nas minhas veias, e
meu corao parece que quer sair do meu peito. Mas enquanto o elevador desce,
meu esprito tambm. Merda, o que eu fiz?
        Eu tenho um tigre na minha cola. Ele vai ficar com raiva quando eu voltar.
Meu subconsciente est olhando para mim sobre seus culos de meia-lua, uma
vara de salgueiro na mo. Merda. Eu penso sobre a pouca experincia que tenho
com os homens. Eu nunca vivi com um homem antes, bem, exceto Ray e por
alguma razo ele no conta. Ele  meu pai... bem, o homem que eu considero o
meu pai.
        E agora eu tenho Christian. Ele nunca realmente viveu com ningum, eu
acho. Vou ter que perguntar a ele, se ele ainda estiver falando comigo.
        Mas eu penso que realmente devo usar o que gosto. Lembro-me de suas
regras. Sim, isso deve ser difcil para ele, mas ele com certeza pagou por este
vestido. Ele deveria ter especificado melhor para a vendedora da Neimans. Nada
muito curto!
        Esta saia no  curta, ? Eu verifico no grande espelho do hall de entrada.
Porra. Sim,  bastante curta, mas eu fiz uma escolha agora. E sem dvida eu vou
ter que enfrentar as consequncias. Pergunto-me o que ele vai fazer, mas primeiro
eu preciso de dinheiro.


 

        Olho para o meu recibo da ATM34: $ 51,689.16. Isso so cinquenta mil
dlares a mais! Anastsia, voc vai ter que aprender a ser rica, tambm, voc disse
sim. E assim comea. Eu pego meus mseros cinquenta dlares e fao o meu
caminho para a loja.

        Quando volto, vou direto para a cozinha, e eu no posso deixar de sentir
um frisson de alarme. Christian ainda est em seu estdio. Caramba, agora j 
metade da tarde. Eu decido que minha melhor opo  enfrent-lo, ver o quanto de
dano eu causei. Eu olho com cautela em torno da sua porta do escritrio. Ele est
no telefone, olhando pela janela.
        - E o especialista da Eurocopter vir na tarde de segunda-feira?... Bom.
Basta manter-me informado. Diga a eles que eu vou precisar de suas concluses
iniciais, na segunda-feira  noite ou na manh de tera-feira. - Ele desliga e gira
a cadeira de volta, mas acalma quando ele me v, sua expresso  impassvel.
        - Oi, - eu sussurro. Ele no diz nada, e meu corao cai livre em meu
estmago. Cautelosamente eu entro em seu estdio e ao redor da mesa onde ele
est sentado. Ele ainda no disse nada, seus olhos nunca deixando os meus. Eu
fico na frente dele, sentindo-me em Cinquenta Tons de tola.
        - Estou de volta. Voc est bravo comigo?
        Ele suspira, estende a mo para mim e me puxa para seu colo, cruzando os
braos em volta de mim. Ele enterra seu nariz no meu cabelo.
        - Sim, - ele diz.
        - Sinto muito. Eu no sei o que deu em mim. - Eu enrolo em seu colo e
inalo o seu cheiro celestial, de Christian, sentindo-me segura, independentemente
do fato de que ele est zangado.
        - Nem eu. Use o que voc gosta, - ele murmura. Ele passa a mo at
34        ATM - caixa eletrnico/caixa automtico.

 

minha perna nua, pela minha coxa. -Alm disso, este vestido tem suas
vantagens. - Ele se inclina para me beijar, e quando nossos lbios se tocam a
paixo, ou a luxria ou uma necessidade profunda se lana atravs de mim,
inflamando o desejo no meu sangue. Seguro a sua cabea em minhas mos,
prendo meus dedos em seu cabelo. Ele geme quando o seu corpo responde, e ele
avidamente mordisca o meu lbio inferior, minha garganta, minha orelha, sua
lngua invadindo minha boca, e antes que eu esteja mesmo ciente, ele abre as
calas, puxando-me montada em seu colo e entra em mim. Eu pego o encosto da
cadeira, meus ps mal tocam o cho... e comeamos a mover-nos.

- Eu gosto da sua verso de desculpas, - ele respira no meu cabelo.
        - E eu gosto da sua, - eu rio, aninhando-me contra o seu peito. - J
acabou?
        - Cristo, Ana, voc quer mais?
        - No! Seu trabalho.
        - Vou acabar em cerca de meia hora. Eu ouvi sua mensagem em meu
correio de voz.
        - Foi de ontem.
        - Voc parecia preocupada.
        Eu o abrao firmemente.
        - Eu estava. Quando voc no respondeu.
        Ele beija o meu cabelo.
        - Seu bolo deve ficar pronto em meia hora. - Eu sorrio para ele e deso de
seu colo.
        - Anseio por ele. Cheira delicioso, evocativo mesmo, enquanto ele estava
assando.
        Eu sorrio timidamente para ele, sentindo um pouco de autoconscincia, e
ele reflete a minha expresso. Caramba, ns somos realmente to diferentes?

 

Talvez sejam suas primeiras memrias de cozinha. Inclinando-me, lhe dou um
beijo rpido no canto da boca e fao meu caminho de volta para a cozinha.

        Eu estou toda preparada quando o ouo sair de seu estdio, e eu acendo a
vela dourada solitria em seu bolo. Ele me d um sorriso de orelha a orelha e
observo como ele caminha em direo a mim, e eu suavemente canto Feliz
Aniversrio para ele. Ento, ele se inclina e sopra, fechando os olhos.
        - Eu fiz o meu desejo, - ele diz, enquanto os abre novamente, e por algum
motivo o seu olhar me faz corar.
        - A cobertura ainda est mole. Eu espero que voc goste.
        - Eu no posso esperar para prov-lo, Anastsia, - ele murmura, e ele faz
aquele som que parece to insolente. Eu corto uma fatia para cada um, e ns
comemos com garfos pequenos.
        - Mmm, - ele geme em agradecimento. -  por isso que eu quero casar
com voc.
        E eu rio com alvio... ele gostou.

        - Pronta para encarar a minha famlia? - Christian desliga a ignio do
R8. Estamos estacionados na garagem de seus pais.
        - Sim. Voc vai dizer a eles?
        - Claro. Estou ansioso para ver suas reaes. - Ele sorri maliciosamente
para mim e sai do carro.
        So sete e meia, e apesar de ter sido um dia quente, h uma brisa fresca na

 

noite soprando para fora da baa. Eu puxo meu envoltrio em torno de mim e saio
do carro. Eu estou vestindo um vestido de cocktail verde esmeralda que encontrei
esta manh enquanto eu estava vasculhando o armrio. Ele tem um cinto largo
combinando. Christian pega a minha mo, vamos para a porta da frente. Carrick
abre antes mesmo que ele possa bater.
        - Christian, ol. Feliz aniversrio, meu filho. - Ele pega a mo oferecida
por Christian, mas o puxa para um abrao breve, surpreendendo-o.
        - Er... obrigado, pai.
        - Ana, que adorvel v-la de novo. - Ele me abraa, tambm, e ns o
seguimos para dentro da casa.
        Antes de pr o p na sala, Kate vem correndo pelo corredor em direo a
ns dois. Ela olha furiosa.
        Oh no!
        - Vocs dois! Eu quero falar com vocs. - Ela rosna em seu tom de voz '
melhor voc no criar uma porra de confuso comigo'. Olho nervosamente para
Christian, que encolhe os ombros e decide ser condescendente, enquanto a
seguimos para a sala de jantar, deixando Carrick confuso no limiar da sala. Ela
fecha a porta e se vira para mim.
        - Que porra  essa? - Ela sussurra e sacode um pedao de papel para
mim. Completamente perdida, eu o pego e olho rapidamente. Minha boca seca.
Puta merda.  a minha resposta por e-mail para Christian, discutindo o contrato.

 

Captulo 22
        Toda a cor foi drenada do meu rosto, quando o meu sangue se transforma
em lanas de gelo e o medo dispara pelo meu corpo. Instintivamente eu fico entre
ela e Christian.
        - O que foi? - Christian murmura, seu tom  cauteloso.
        Eu o ignoro. Eu no posso acreditar que Kate est fazendo isso.
        - Kate! Isso no tem nada a ver com voc. - Eu brilho venenosamente
para ela, a raiva substituindo o meu medo. Como ela ousa fazer isso? No agora,
no hoje. No no dia do aniversrio de Christian. Surpreendida pela minha
resposta, ela pisca para mim, seus olhos verdes arregalam.
        - Ana, o que foi? - Christian diz mais uma vez, seu tom agora  mais
ameaador.
        - Christian, voc pode s ir, por favor? - Pedi a Deus.
        -No. Mostre-me. - Ele estende a mo, e sei que ele no vai aceitar a
discusso, quando sua voz  fria e dura. Relutantemente eu dou-lhe o e-mail.
        - O que ele fez para voc? - Kate pergunta, ignorando Christian. Ela
parece to apreensiva. Eu coro, quando uma mirade de imagens erticas voa
rapidamente pela minha mente.
        - Isso no  da sua conta, Kate. - Eu no posso manter a exasperao da
minha voz.
        - Onde voc conseguiu isso? - Christian pergunta, com a cabea
inclinada para um lado, com o rosto inexpressivo, mas sua voz... to
ameaadoramente suave. Kate ruboriza.
        - Isso  irrelevante. - Com seu olhar de pedra, ela continua
apressadamente. - Ele estava no bolso de um casaco, que eu suponho seja seu,
que eu encontrei na parte de trs da porta do quarto de Ana. - Confrontado o
olhar ardente de Christian Grey, o olhar de ao de Kate escorrega um pouco, mas

 

ela parece recuperar e faz uma carranca para ele.
        Ela  um farol de hostilidade em seu colante e brilhante vestido vermelho.
Ela parece magnfica. Mas o que diabos ela estava fazendo com as minhas roupas?
Geralmente  o contrrio.
        - Voc contou para algum? - A voz de Christian  como uma luva de
seda.
        - No! Claro que no, - Kate dispara, afrontada. Christian acena com a
cabea e parece relaxar. Ele se vira e vai em direo  lareira. Sem dizer nada,
Kate e eu assistimos a ele pegar um isqueiro da lareira, atear fogo ao e-mail e
liber-lo, deixando-o flutuar lentamente em chamas na lareira, at consumir-se
totalmente. O silncio na sala  opressivo.
        - Nem mesmo Elliot? - Eu pergunto, voltando minha ateno para Kate.
        - Ningum, - Kate diz enfaticamente, e pela primeira vez ela olha perplexa
e machucada. - Eu s quero saber se voc est bem, Ana, - ela sussurra.
        - Eu estou bem, Kate. Mais do que bem. Por favor, Christian e eu estamos
bem, realmente bem e isso  notcia velha. Por favor, ignore isso.
        - Ignor-lo? - Diz ela. - Como posso ignorar isso? O que ele fez para
voc? - E seus olhos verdes esto cheios de preocupao sincera.
        - Ele no fez nada para mim, Kate. Honestamente, eu estou bem.
        Ela pisca para mim.
        - Srio? - Ele pergunta.
        Christian envolve um brao em volta de mim e puxa-me para perto, sem
tirar os olhos de Kate.
        - Ana consentiu em ser minha esposa, Katherine, - ele diz calmamente.
        - Esposa! - Kate guincha, com os olhos arregalados, incrdula.
        - Ns vamos nos casar. Ns vamos anunciar nosso noivado esta noite, -
Ele diz.
        - Oh! - Kate olha para mim. Ela est atordoada. - Eu deixo voc sozinha
por dezesseis dias e isso que acontece?  muito repentino. Ento ontem, como eu
disse... - ela olha para mim, perdida. - Onde que o e-mail se encaixa em tudo
isto?
        - No encaixa, Kate. Esquea, por favor. Eu o amo e ele me ama. No faa
isso. No estrague a sua festa e a nossa noite, - eu sussurro. Ela pisca e,

 

inesperadamente, seus olhos esto brilhando com as lgrimas.
        - No. Claro que no. Voc est bem? - Ela pergunta suavemente.
        - Eu nunca estive to feliz, - eu sussurro. Ela chega para frente e agarra
a minha mo, sem levar em conta o brao de Christian ao meu redor.
        - Voc realmente est bem? - Ela pergunta, esperanosa.
        - Sim. - Eu sorrio para ela, a minha alegria retorna. Ela est de volta em
jogo. Ela sorri para mim, a minha felicidade refletindo sobre ela. Eu saio do abrao
de Christian e ela abraa-me, de repente.
        - Oh, Ana, eu estava to preocupada quando li isso. Eu no sabia o que
pensar. Voc vai me explicar? - Ela sussurra.
        - Um dia, no agora.
        - timo. Eu no vou contar a ningum. Eu te amo tanto, Ana, como
minha prpria irm. Eu apenas pensei... Eu no sabia o que pensar. Sinto muito.
Se voc est feliz, ento eu estou feliz. - Ela olha diretamente para Christian e
repete seu pedido de desculpas. Ele acena para ela, seus olhos esto glaciais e sua
expresso no muda. Oh merda, ele ainda est zangado.
        - Eu realmente sinto muito. Voc est certa, no  da minha conta, - ela
sussurra para mim.
        Uma batida na porta assusta Kate e eu. Grace abre a porta e enfia a
cabea.
        - Tudo bem, querido? - Ela pergunta a Christian.
        - Tudo bem, senhora Grey, - Kate disse imediatamente.
        - Est tudo bem, me, - diz Christian.
        - timo. - Grace entra. - Ento voc no vai se importar se eu der em
meu filho um abrao de aniversrio - Ela sorri para ns duas. Ele abraa-a com
fora e degela imediatamente.
        - Feliz aniversrio, querido, - ela diz baixinho, fechando os olhos em seu
abrao. - Estou to feliz que voc ainda est conosco.
        - Me, eu estou bem. - Christian sorri para ela. Ela puxa para trs, olha
para ele de perto e sorri.
        - Estou to feliz por voc, - ela diz e acaricia seu rosto.
        Ele sorri para ela, o seu sorriso de mil megawatts.
        Ela sabe! Quando ele contou a ela?

 

        - Bem, crianas, se vocs j terminaram o seu tte--tte, h uma
multido de pessoas aqui para verificar se voc est realmente inteiro, Christian e
para lhe desejar um feliz aniversrio.
        - Eu estarei l.
        Grace olha ansiosamente para Kate e para mim, parecendo tranquilizada
por nossos sorrisos. Ela pisca para mim, enquanto mantm a porta aberta para
ns. Christian estende a mo para mim e eu a aceito.
        - Christian, eu realmente peo desculpas, - Kate diz humildemente.
Humilde em Kate  algo para se ver. Christian acena para ela e ns seguimos para
fora.
        No corredor, eu olho ansiosamente para Christian.
        - Sua me sabe sobre ns?
        - Sim.
        - Oh. - E pensar que a nossa noite poderia ter sido derrubada pela tenaz
senhorita Kavanagh. Tremo s de pensar nas ramificaes que o estilo de vida de
Christian revelaria para todos. Caralho.
        - Bem, esse foi um comeo interessante para a noite. - Eu sorrio
docemente para ele. Ele olha para mim e est de volta seu olhar divertido. Graas
a Deus.
        - Como sempre, Srta. Steele, voc tem um dom para eufemismo. - Ele
leva a minha mo aos lbios e beija os meus dedos  medida que caminhamos
para a sala, para uma rodada sbita, espontnea e ensurdecedora de aplausos.
        Droga. Quantas pessoas esto aqui?
        Eu examino a sala rapidamente: todos os Greys, Ethan com Mia, Dr. Flynn
e sua esposa, eu assumo. Mac que veio do barco, um homem alto, bonito, Afro-
americano, eu me lembro de t-lo visto no escritrio de Christian, na primeira vez
que encontrei com ele, Lily, a amiga cadela de Mia, duas mulheres que eu no
reconheo, e... Ah, no. Meu corao afunda. Aquela mulher... Sra. Robinson.
        Gretchen se materializa com uma bandeja de champanhe. Ela est em um
vestido decotado preto, sem tranas, ruborizada e vibrando suas pestanas para
Christian. O aplauso morre e Christian aperta minha mo, enquanto todos os
olhos se voltam para ele com expectativa.
        - Obrigado a todos. Parece que eu vou precisar de uma dessas. - Ele pega

 

dois copos da bandeja de Gretchen e d-lhe um breve sorriso. Eu acho que
Gretchen vai expirar ou desmaiar. Ele entrega um copo para mim.
        Christian levanta seu copo para o resto da sala, e imediatamente todos
fazem o mesmo. Liderando o cumprimento est a mulher do mal, em preto. Ser
que ela nunca usa qualquer outra cor?
        - Christian, eu estava to preocupada. - Elena lhe d um abrao breve e
beija ambas as faces. Ele no me deixa ir, apesar de eu tentar libertar a minha
mo.
        - Eu estou bem, Elena, - murmura Christian friamente.
        - Por que voc no me ligou? - Seu apelo  desesperado, com os olhos em
busca dos dele.
        - Eu estive ocupado.
        - Voc no checou as minhas mensagens?
        Christian se mexe desconfortavelmente e me puxa para mais perto,
colocando o brao em volta de mim. Seu rosto permanece impassvel, enquanto ele
considera Elena. Ela no pode mais ignorar-me, ento ela acena com a cabea
polidamente em minha direo.
        - Ana, - ela ronrona. - Voc est linda, querida.
        - Elena, - eu ronrono de volta. -Obrigada.
        Eu chamo a ateno de Grace. Ela franze a testa, olhando para ns trs.
        - Elena, eu preciso fazer um anncio, - Christian diz, olhando para ela
desapaixonadamente.
        Seus claros olhos azuis ficam nublados.
        - Claro. - Ela finge um sorriso e d um passo para trs.
        - Todo mundo, - Christian chama. Ele espera por um momento, at que o
burburinho na sala morra e todos os olhos esto mais uma vez sobre ele.
        - Obrigado por terem vindo hoje. Eu tenho que dizer que eu estava
esperando um jantar de famlia tranquilo, por isso, esta  uma agradvel surpresa.
- Ele olha incisivamente para Mia, que sorri e lhe d um pequeno aceno.
Christian balana a cabea em exasperao e continua.
        - Ros e eu, - ele refere-se  mulher de cabelos vermelhos que estava por
perto, com uma pequena loira borbulhante, - estivemos prximos do fim ontem.
        Oh, essa  a Ros que trabalha com ele. Ela sorri e levanta seu copo para

 

ele. Ele acena para ela.
        - Ento, eu estou especialmente feliz por estar aqui, hoje, para
compartilhar com todos vocs, uma notcia muito boa. Esta linda mulher, - ele
olha para mim, - a Senhorita Anastsia Rose Steele, consentiu em ser minha
esposa e eu gostaria que vocs fossem os primeiros, a saber.
        H arquejos de assombro geral, torcida estranha, e, em seguida, uma salva
de palmas! Puxa, isso est realmente acontecendo. Eu acho que estou da cor do
vestido de Kate. Christian agarra meu queixo, levanta e beija-me rapidamente.
        - Em breve, voc ser minha.
        - Eu j sou, - eu sussurro.
        - Legalmente, - ele murmura para mim e me d um sorriso perverso.
        Lily, que est em p ao lado de Mia, olha cabisbaixa; Gretchen parece que
comeu algo desagradvel e amargo. Quando eu olho ansiosamente em volta, para a
multido reunida, eu avisto Elena. Sua boca est aberta. Ela est surpreendida e
horrorizada, e eu no posso evitar nem um pouco, com o pequeno, mas intenso
sentimento de satisfao por v-la muda. Que diabos ela est fazendo aqui, afinal?
        Carrick e Grace interrompem os meus pensamentos no caridosos, e logo
estou sendo abraada e beijada, passando ao redor de todos os Greys.
        - Oh, Ana, eu estou to feliz que voc vai ser da famlia, - Grace
transborda. - A mudana em Christian... Ele est... feliz. Sou muito grata a voc.
- Eu coro, envergonhada por sua exuberncia, mas secretamente feliz, tambm.
        - Onde est o anel? - Mia exclama, enquanto me abraa.
        - Um... - Um anel! Caramba. Eu no tinha pensado sobre um anel. Olho
ansiosamente para Christian.
        - Ns vamos escolher um, juntos - Christian olha furioso para ela.
        - Oh, no me olhe assim, Grey! - Ela o repreende, ento envolve seus
braos em volta dele. - Estou to feliz por voc, Christian, - ela diz. Ela  a nica
pessoa que conheo que no se intimida com o olhar ameaador de Grey. Esse
olhar me mantm acovardada... Bem, certamente est acostumada.
        - Quando voc vai casar? Voc definiu uma data? - Ela irradia para
Christian.
        Ele balana a cabea, sua exasperao palpvel.
        - No fao ideia, e no, ns no temos. Ana e eu precisamos discutir tudo

 

isso, - ele diz, irritado.
        - Eu espero que voc tenha um grande casamento, aqui, - ela irradia
entusiasmo, ignorando seu tom custico.
        - Ns provavelmente vamos voar para Las Vegas amanh, - ele rosna
para ela, e ele  recompensado com uma careta de Mia Grey. Revirando os olhos,
ele se vira para Elliot, que lhe d o seu abrao de urso, o segundo em poucos dias.
        -  isso a, mano - Ele bate nas costas de Christian.
        A reao da sala  esmagadora, e em alguns minutos eu me encontro de
volta ao lado de Christian com o Dr. Flynn. Elena parece ter desaparecido e uma
Gretchen mal-humorada recarrega as taas de champanhe.
        Ao lado do Dr. Flynn est uma mulher notvel. Jovem, com longos cabelos
escuros, quase pretos, repartidos e encantadores olhos castanhos.
        - Christian, - Flynn diz, estendendo a mo. Christian sacode
alegremente.
        - John. Rhian. - Ele beija a mulher de cabelos escuros em sua bochecha.
Ela  pequena e bonita.
        - Fico feliz que voc ainda est com a gente, Christian. Minha vida seria
mais montona e pobre sem voc.
        Christian sorri.
        - John! - Rhian Repreende, para grande diverso de Christian.
        - Rhian, esta  Anastsia, minha noiva. Ana, esta  a esposa de John.
        -  um prazer conhecer a mulher que, finalmente, conquistou o corao
de Christian. - Rhian sorri gentilmente para mim.
        - Obrigada, - eu murmuro, envergonhada de novo.
        - Essa foi uma mentira que rolou por l, Christian, - Dr. Flynn balana a
cabea em descrena divertida. Christian faz uma careta para ele.
        - John, voc e suas metforas de crquete. - Rhian revira os olhos. -
Parabns para vocs dois e feliz aniversrio, Christian. Que presente de aniversrio
maravilhoso. - Ela sorri para mim.
        Eu no tinha ideia que o Dr. Flynn estaria aqui, ou Elena.  um choque, e
eu vasculho o meu crebro para ver se tenho algo para lhe perguntar, mas uma
festa de aniversrio no parece ser o local apropriado para uma consulta
psiquitrica.

 

        Por alguns minutos, ns temos uma conversa fiada. Rhian  uma dona-de-
casa com dois meninos. Deduzo que ela  a razo por que o Dr. Flynn esteja nos
EUA.
        - Ela est bem, Christian, respondendo bem ao tratamento. Outro par de
semanas e podemos considerar um programa ambulatorial. - As vozes, do Dr.
Flynn e Christian, esto baixas, mas eu no posso ajudar ouvindo, rudemente me
viro para Rhian.
        - Ento, est preparada para as datas e fraldas...
        - Isso deve levar um tempo. - Eu coro, voltando minha ateno para
Rhian, que ri docemente. Eu sei que Christian e Flynn esto discutindo sobre
Leila.
        - Cumprimente ela por mim, - Christian murmura.
        - Ento o que voc faz, Anastsia?
        - Ana, por favor. Eu trabalho na indstria editorial.
        Christian e Dr. Flynn reduzem suas vozes ainda mais,  to frustrante. Mas
eles param, quando estamos reunidos com as duas mulheres que eu no conhecia
antes, Ros, e a ruiva cheia de vida que Christian apresenta como sua parceira,
Gwen.
        Ros  encantadora, eu logo descubro que vivem no Escala, quase em frente.
Ela est cheia de elogios s habilidades de piloto de Christian. Era sua primeira
vez em Charlie Tango, e ela diz que no hesitaria em ir de novo. Ela  uma das
poucas mulheres que eu conheci que no se encanta por ele... bem, a razo 
bvia.
        Gwen  risonha com senso de humor, e Christian parece
extraordinariamente  vontade com ambas. Ele conhece-as bem. Eles no
discutem trabalho, mas posso dizer que Ros  uma mulher inteligente, que pode
facilmente acompanhar ele. Ela tambm tem uma risada grande, gutural, de
muitos cigarros.
        Grace interrompe a nossa conversa para informar a todos, que o jantar est
sendo servido no estilo buffet na cozinha Grey. Lentamente, os convidados fazem o
seu caminho em direo  parte de trs da casa.
        Mia cola em mim, no corredor. Em seu vestido rosa plido estilo baby-doll,
espumante e saltos assassinos, ela se eleva sobre mim como uma fada da rvore

 

de Natal. Ela est segurando dois copos de coquetel.
        - Ana, - ela sussurra conspirando. Olha para cima, para Christian, que
me libera com um olhar 'boa sorte, ela  impossvel de lidar', e eu entro na sala de
jantar com ela.
        - Aqui, - ela diz maliciosamente. -Este  um dos martinis especiais de
limo do meu pai, muito mais agradvel do que champanhe. - Ela me d um copo
e olha ansiosamente enquanto eu tomo um gole para provar.
        - Hmm... delicioso. Mas forte. - O que ela quer? Ela est tentando me
embebedar?
        - Ana, eu preciso de alguns conselhos. E eu no posso perguntar a Lily,
ela tem um julgamento sobre tudo. - Mia revira os olhos, em seguida, sorri para
mim. -Ela tem inveja de voc. Acho que ela estava esperando que um dia ela e
Christian pudessem ficar juntos. - Mia comea a rir com o absurdo e eu rio
tambm.
        Isto  algo que terei de lidar por um longo tempo com as outras mulheres
que querem o meu homem. Eu empurro o indesejvel pensamento da minha
cabea e me distraio com o assunto em mos. Eu tomo mais um gole do meu
Martini.
        - Vou tentar ajudar. Diga.
        - Como voc sabe, Ethan e eu nos conhecemos recentemente, graas a
voc. - Ela sorri para mim.
        - Sim. - Onde diabos ela est indo com isso?
        - Ana, ele no quer namorar comigo. - Ela fez beicinho.
        - Oh. - Eu pisco para ela, surpresa, eu acho que, talvez ele s no queira
isso com voc.
        - Olha, isso parece tudo errado. Ele no quer namorar porque sua irm
est saindo com meu irmo. Voc sabe, ele pensa que  algum tipo de incesto. Mas
eu sei que ele gosta de mim. O que posso fazer?
        - Oh, eu vejo, - eu murmuro, tentando ganhar algum tempo. O que posso
dizer? - Voc pode concordar em serem amigos e dar-lhe algum tempo? Quer
dizer, voc acabou de conhec-lo.
        Ela ergue a sobrancelha e eu coro.
        - Olha, eu sei que realmente acabei de conhec-lo, mas Christian... - Eu

 

fao uma carranca para ela, no sei o que quero dizer.
        - Mia, isso  algo que voc e Ethan tero que trabalhar juntos. Poderia
tentar o caminho da amizade.
        Mia sorri.
        - Voc aprendeu aquele olhar de Christian.
        Eu coro.
        - Se voc quer um conselho, pergunte a Kate. Ela pode ter alguma
introspeco sobre como seu irmo se sente.
        - Voc acha? - Mia pergunta.
        - Sim. - Eu sorrio encorajadora.
        - Legal. Obrigada, Ana. - Ela me d outro abrao e olha animadamente e
de forma impressionante, dado os seus saltos altos, para a porta, sem dvida,
procurando por Kate. Eu tomo mais um gole do meu Martini, e estou prestes a
segui-la, quando sou parada em meu caminho.
        Elena voa para a sala, com o rosto tenso, cheio de raiva e determinao. Ela
fecha a porta silenciosamente atrs dela e faz uma carranca para mim.
        Oh droga.
        - Ana, - ela zomba.
        Conclamo todo o meu autocontrole, um pouco confusa, com dois copos, de
champanhe e o coquetel letal, que eu carrego na minha mo. Eu acho que todo o
sangue foi drenado do meu rosto, mas eu organizo tanto o meu subconsciente
como a minha deusa interior, a fim de aparecer calma e serena, enquanto eu
puder.
        - Elena. - Minha voz  baixa, mas constante, apesar da minha boca seca.
Por que esta mulher me assusta tanto? E o que ela quer agora?
        - Gostaria de oferecer-lhe meus sinceros parabns, mas eu acho que seria
inapropriado. - Seus penetrantes e frios olhos azuis olham friamente para os
meus, cheio de dio.
        - Eu no necessito que me deseje suas felicitaes, Elena. Estou surpresa
e desapontada por v-la aqui.
        Ela arqueia uma sobrancelha. Acho que ela est impressionada.
        - Eu no tinha pensado em voc como uma adversria digna, Anastsia.
Mas voc me surpreende a cada esquina.

 

        -Eu no pensei em voc de modo algum, - Eu minto, friamente. Christian
ficaria orgulhoso. - Agora, se voc me der licena, tenho coisas muito melhores
para fazer do que perder meu tempo com voc.
        - No to rpida senhorita, - ela sussurra, encostada na porta,
bloqueando-a. - Que diabos voc pensa que est fazendo, consentindo em se
casar com Christian? Se voc pensa por um minuto que voc pode faz-lo feliz,
voc est muito enganada.
        - O que eu estou consentindo com Christian no  da sua conta. - Eu
sorrio com doura sarcstica. Ela me ignora.
        - Ele tem necessidades, necessidades que voc no pode sequer comear a
satisfazer, - ela se alegra.
        - O que voc sabe de suas necessidades? - Eu rosno. Meu senso de
indignao incendeia brilhante, queimando dentro de mim, quando a adrenalina
surge atravs de meu corpo. Como ousa essa puta de merda pregar para mim? -
Voc no  nada mais que uma doente molestadora de crianas, se dependesse de
mim, eu a jogaria no stimo crculo do inferno e iria embora sorrindo. Agora saia
do meu caminho ou eu tenho que faz-lo?
        - Voc est cometendo um grande erro aqui, senhora. - Ela balana um
longo dedo fino, perfeitamente cuidado, para mim. - Como voc se atreve a julgar
o nosso estilo de vida? Voc no sabe nada, e voc no tem ideia de onde voc est
se metendo. E se voc acha que ele vai ser feliz com uma pequena e tmida
interesseira como voc...
 isso a! Eu jogo o resto do meu Martini de limo na cara dela,
encharcando-a.
        - No ouse me dizer no que estou me metendo! - Eu grito com ela. -
Quando voc vai aprender? No  de sua maldita conta!
        Ela olha para mim horrorizada, limpando a bebida pegajosa do rosto. Eu
acho que ela est prestes a avanar em mim, mas, de repente, desvia para frente
quando a porta se abre.
        Christian est em p na porta. Ele leva um nano segundo para avaliar a
situao, eu estou plida e tremendo, ela est encharcada. Seu adorvel rosto
escurece e se contorce com raiva, quando ele fica entre ns.
        - Que porra voc est fazendo, Elena? - Ele diz, sua voz  glacial e atada

 

com ameaa.
        Ela pisca para ele.
        - Ela no  certa para voc, Christian, - ela sussurra.
        - O qu? - Ele grita, assustando a ns duas. Eu no posso ver seu rosto,
mas todo o seu corpo est tenso, ele irradia animosidade.
        - Como diabos voc sabe o que  certo para mim?
        - Voc tem necessidades, Christian, - ela diz com sua voz suave.
        - Eu j lhe disse antes, isso no  da sua conta, porra, - ele ruge. Oh
droga. Christian est muito irritado, eu nunca o vi to zangado. As pessoas vo
ouvir.
        - O que  isso? - Ele faz uma pausa, olhando para ela. - Quem voc
acha que  certa para mim? Voc? Voc acha que  certa para mim? - Sua voz 
mais suave, mas o desprezo pinga, e de repente, eu no quero estar aqui. Eu no
quero presenciar esse encontro ntimo. Eu estou me intrometendo. Mas eu estou
presa, meus membros se recusam a se mover.
        Elena engole e parece aprumar-se na posio vertical. Sua posio muda
sutilmente, torna-se mais imponente, e ela d alguns passos em direo a ele.
        - Eu fui a melhor coisa que j aconteceu a voc, - ela sussurra para ele
arrogantemente. - Olhe para voc agora. Um dos mais ricos e mais bem sucedidos
empresrios dos EUA, controlado, impulsionado, voc no precisa de ningum.
Voc  o mestre do seu universo.
        Ele d um passo para trs, como se tivesse sido golpeado e olha para ela
com descrena indignada.
        - Voc adorou isso, Christian, no tente enganar a si mesmo. Voc estava
no caminho da autodestruio, eu o salvei, salvei de uma vida atrs das grades.
Acredite em mim, querido,  onde voc teria acabado. Eu te ensinei tudo o que
voc sabe, tudo que voc precisa.
        Christian ficou branco, olhando para ela com horror. Quando ele falou, sua
voz era baixa e incrdula.
        - Voc me ensinou a foder, Elena. Mas isso est vazio, como voc. No
admira que Linc se fosse.
        A bile sobe na minha boca. Eu no deveria estar aqui. Mas eu estou
congelada no lugar, morbidamente fascinada, enquanto eles estripam um ao outro.

 

        - Voc nunca, nenhuma vez, me segurou, - Christian sussurra. -Voc
nunca disse, uma vez sequer, que voc me amava.
        Ela estreita os olhos.
        - O amor  para os tolos, Christian.
        - Saia da minha casa. - A voz de Grace, furiosa e implacvel, nos
assusta. Trs cabeas giram rapidamente para onde Grace estava no limiar da
sala. Ela est olhando para Elena, que empalidece sob seu bronzeado St. Tropez.
        O tempo parece suspenso, quando ns coletivamente respiramos fundo,
ofegantes, Grace deliberadamente entra no quarto. Seus olhos brilham de fria,
nunca, nenhuma vez deixando Elena, at que ela se coloca diante dela. Os olhos
de Elena se ampliam em alarme, e Grace d um tapa com fora no seu rosto, o
som do impacto ecoa nas paredes da sala de jantar.
        - Tire suas patas imundas do meu filho, sua puta, e saia da minha casa
agora! - Ela sussurra por entre dentes cerrados.
        Elena fica com as bochechas vermelhas e olha com horror por um
momento, chocada e piscando para Grace. Em seguida, ela se apressa a sair da
sala, sem se preocupar em fechar a porta atrs dela.
        Grace gira lentamente para enfrentar Christian e um tenso silncio se
instala, como um cobertor grosso sobre ns, enquanto Christian e Grace olham
um para o outro. Aps um momento, Grace fala.
        - Ana, antes de entreg-lo a voc, voc se importaria de me dar um minuto
ou dois a ss com meu filho? - Sua voz  calma, rouca, mas oh, to forte.
        - Claro, - eu sussurro, e saio o mais rpido que posso, olhando
ansiosamente por cima do meu ombro. Mas nenhum deles olha para mim
enquanto saio. Eles continuam a olhar um para o outro, a sua comunicao no
verbal  desagradavelmente alta.
        No corredor, estou momentaneamente perdida. Meu corao falseia e meu
sangue dispara nas minhas veias... Sinto-me em pnico e saio da minha
profundidade. Puta merda, isso foi difcil e agora Grace sabe. Droga. Eu no posso
pensar no que ela vai dizer para Christian, e eu sei que  errado, eu sei, mas eu
inclino-me contra a porta tentando escutar.
        - Quanto tempo, Christian? - A voz de Grace  suave. Eu mal posso ouvi-
la.

 

        Eu no consigo ouvir sua resposta.
        - Quantos anos voc tinha? - A voz dela  mais insistente. - Diga-me.
Quantos anos voc tinha quando tudo isso comeou? - Mais uma vez eu no
posso ouvir Christian.
        - Tudo bem, Ana? - Ros interrompe-me.
        - Sim. Bem. Obrigado. Eu...
        Ros sorri.
        - Eu s vou buscar minha bolsa. Eu preciso de um cigarro.
        Por um breve momento, penso em me juntar a ela.
        - Eu estou indo para o banheiro. - Eu preciso reunir meu juzo e meus
pensamentos, para processar o que eu acabei de testemunhar e ouvir. O andar de
cima parece o lugar mais seguro para ficar na minha. Eu assisto Ros ir para o
estdio, e eu corro para as escadas, subindo de dois em dois degraus, para o
segundo andar, em seguida, at o terceiro. H apenas um lugar que eu quero
estar.
        Eu abro a porta do quarto de infncia de Christian e fecho-a atrs de mim,
respirando forte. Vou para a cama, me deito e fico olhando para o teto branco e
liso.
        Caraca. Isso tem que ser, sem dvida, um dos confrontos mais torturantes
que eu j tive de suportar, e agora me sinto dormente. Meu noivo e sua ex-amante,
no candidata a noiva, deveria ver isso. Dito isto, parte de mim est feliz que ela
revelou o seu verdadeiro eu, e que eu estivesse l para testemunhar.
        Meus pensamentos se voltam para Grace. Pobre Grace, ouvindo tudo isso.
Eu agarro uma das almofadas de Christian. Ela vai ter que ouvir que Christian e
Elena tiveram um caso, mas no a natureza do mesmo. Graas a Deus. Eu gemo.
        O que estou fazendo? Talvez a bruxa malvada tivesse um ponto.
        No, eu me recuso a acreditar nisso. Ela  to fria e cruel. Sacudo a cabea.
Ela est errada. Eu sou certa para o Christian. Eu sou o que ele precisa. E em um
momento de lucidez impressionante, eu no questiono como ele viveu sua vida at
recentemente, mas o porqu. Suas razes para fazer o que ele fez para inmeras
meninas, eu no quero nem saber quantas. O como no  errado. Elas eram todas
adultas. Elas estavam todas - como  que Flynn colocou? - em relaes seguras,
ss, consensuais. O por que. O porqu estava errado. O porqu estava no seu

 

lugar de escurido.
        Eu fecho meus olhos e boto o brao por cima deles. Mas agora ele mudou,
deixou tudo para trs, e ambos estamos na luz. Estou deslumbrada com ele e ele
comigo. Podemos guiar um ao outro. Um pensamento que me ocorre. Merda! O
pensamento est mordendo, insidioso e eu preciso achar um lugar onde eu possa
colocar esse fantasma para descansar. Sento-me. Sim, devo fazer isso.
        Tremendo levanto-me, tiro os sapatos, vou at a sua mesa, e examino a
borda de cima dela. As fotos do jovem Christian, est tudo ainda l, mais pungente
do que nunca, e eu penso no espetculo que eu acabara de testemunhar entre ele
e a Sra. Robinson. E ali no canto est a foto, pequena, em preto e branco, de sua
me, a prostituta do crack.
        Eu ligo a lmpada da mesa e focalizo a luz na sua imagem. Eu nem sei seu
nome. Ela se parece muito com ele, mas mais jovem e mais triste, tudo o que
sinto, olhando para seu rosto triste  compaixo. Eu tento ver as semelhanas
entre o seu rosto e o meu. Olho fixamente a imagem, ficando muito, muito perto,
no vejo nenhuma. Exceto, talvez, nosso cabelo, mas acho que o dela  mais liso
do que o meu. Eu no me pareo com ela em nada.  um alvio.
        Meu subconsciente faz muxoxos para mim, de braos cruzados, olhando
sobre os seus culos de meia-lua. Por que voc est se torturando? Voc disse que
sim. Voc fez sua cama. Eu aperto os meus lbios para ela. Sim eu disse, com
muito prazer. Eu quero deitar naquela cama com Christian para o resto da minha
vida. Minha deusa interior, sentada na posio de ltus, sorri serenamente. Sim.
Eu tomei a deciso certa.
        Devo encontr-lo, Christian vai se preocupar. Eu no tenho ideia de quanto
tempo eu estive no quarto dele, ele vai pensar que eu fugi. Reviro os olhos ao
contemplar sua reao exagerada. Espero que ele e Grace j tenham terminado.
Tremo s de pensar o que mais ela poderia ter dito a ele.
        Eu encontro Christian quando ele sobe as escadas para o segundo andar,
olhando para mim. Seu rosto est tenso e cansado no  o Cinquenta
despreocupado com quem cheguei. Quando eu estou no patamar, ele para no topo
da escada de modo que estamos olhos nos olhos.
        - Oi, - ele diz com cautela.
        - Oi, - eu respondo com cautela.

 

        - Eu estava preocupado...
        - Eu sei, - eu o interrompo. - Me desculpe, eu no poderia enfrentar as
festividades. Eu s tinha que sair, voc sabe. Para pensar. - Me aproximando,
acaricio o seu rosto. Ele fecha os olhos e inclina o rosto na minha mo.
        - E voc pensou que voc faria isso no meu quarto?
        - Sim.
        Ele pega a minha mo e me puxa para um abrao, eu vou de bom grado
para os seus braos, o meu lugar favorito em todo o mundo. Ele tem cheiro de
roupa fresca, corpo lavado, o perfume de Christian  o mais poderoso calmante e
excitante do planeta. Ele inala com o nariz no meu cabelo.
        - Sinto muito que voc tenha que ter passado por tudo isso.
        - No  culpa sua, Christian. Por que ela estava aqui? - Ele olha para
mim, e sua boca se enrola se desculpando.
        - Ela  uma amiga da famlia.
        Eu tento no reagir.
        - No mais. Como est sua me?
        - Mame est muito zangada comigo agora. Estou muito feliz por voc
estar aqui, e que estamos no meio de uma festa. Caso contrrio, eu poderia estar
respirando pela ltima vez.
        -  to ruim, hein?
        Ele balana a cabea, com os olhos srios, e eu sinto sua perplexidade com
a reao dela.
        - Voc pode culp-la? - Minha voz  calma, persuadindo.
        Ele me abraa com fora e ele parece incerto, processando seus
pensamentos.
        Finalmente, ele responde.
        - No.
        Uau! Importante descoberta.
        - Podemos sentar? - Eu pergunto.
        - Claro. Aqui?
        Concordo com a cabea e nos sentamos no topo das escadas.
        - Ento, como voc se sente? - Pergunto, ansiosamente segurando sua
mo e olhando para seu rosto triste e srio.

 

        Ele suspira.
        - Eu me sinto liberto. - Ele encolhe os ombros, em seguida, sorri,
Christian d um glorioso sorriso despreocupado, o cansao e a tenso de poucos
momentos atrs desapareceram.
        - Srio? - Eu sorrio de volta. Uau, eu rastejaria sobre cacos de vidro por
aquele sorriso.
        - As nossas relaes comerciais esto acabadas. Feito.
        Eu franzo a testa para ele.
        - Voc vai fechar o negcio de salo?
        Ele bufa.
        - Eu no sou to vingativo, Anastsia, - ele me adverte. - No. Vou
presente-lo para ela. Vou falar com meu advogado segunda-feira. Devo-lhe muito.
        Eu arqueio uma sobrancelha para ele.
        - No h mais a Sra. Robinson? - Sua boca se torce divertida e ele
balana a cabea.
        - Acabou.
        Eu sorrio.
        - Sinto muito que voc tenha perdido uma amiga.
        Ele encolhe os ombros, em seguida, sorri.
        - Voc sente?
        - No, - eu confesso, corando.
        - Venha. - Ele levanta-se e oferece-me a mo. - Vamos participar da
festa em nossa homenagem. Eu poderia at ficar bbado.
        - Voc j ficou bbado? - Eu pergunto, enquanto pego a sua mo.
        - No desde que eu era um adolescente selvagem. - Ns descemos as
escadas.
        - Voc j comeu? - Ele pergunta.
        Oh droga.
        - No.
        - Bem, voc deveria. Pela aparncia e cheiro de Elena, foi um dos
coquetis letais de meu pai que voc jogou sobre ela. - Ele olha para mim,
tentando e no conseguindo manter a diverso de seu rosto.
        - Christian, Eu...

 

        Ele levanta sua mo.
        - Sem argumento, Anastsia. Se vai beber, e jogar lcool sobre as minhas
ex-namoradas, voc precisa comer.  a regra nmero um. Eu acredito que ns j
tivemos essa discusso depois da nossa primeira noite juntos.
        Ah, sim. No Heathman.
        De volta ao corredor, ele faz uma pausa para acariciar o meu rosto,
deslizando os dedos pela minha mandbula.
        - Eu fiquei acordado por horas, assistindo voc dormir, - ele murmura. -
Eu acho que te amei desde ento.
        Oh.
        Ele se inclina e beija-me suavemente, e eu me derreto toda, toda a tenso
da ltima hora, aproximadamente, se escoa languidamente do meu corpo.
        - Comer, - ele sussurra.
        - Ok, - eu concordo, porque agora eu provavelmente faria qualquer coisa
por ele. Pegando minha mo, ele me leva para a cozinha onde a festa est em pleno
andamento.

        - Boa noite, John, Rhian.
        - Parabns mais uma vez, Ana. Vocs dois vo ficar bem. - Dr. Flynn
sorri gentilmente para ns, em p, de brao dado no corredor enquanto ele e Rhian
se despedem.
        - Boa noite.
        Christian fecha a porta e balana a cabea. Ele olha para mim, os olhos de
repente, brilhantes de excitao.
        O que  isso?
        - Assim que a famlia se for. Acho que minha me vai ter muito que beber.
- Grace vai cantar karaok em algum console de videogame no quarto da famlia.
Kate e Mia esto apostando algum dinheiro nisso.

 

        - Voc pode culp-la? - Eu sorrio para ele, tentando manter a atmosfera
de luz entre ns. Eu fui bem sucedida.
        - Voc est rindo de mim, Srta. Steele?
        - Eu estou.
        - Este foi um dia e tanto.
        - Christian, recentemente, todos os dias com voc foram um dia e tanto. -
Minha voz  sarcstica.
        Ele balana a cabea.
        -  um ponto bem feito, Srta. Steele. Venha, eu quero te mostrar uma
coisa. - Tomando minha mo, ele me leva atravs da casa para a cozinha, onde
Carrick, Ethan e Elliot esto falando sobre os Mariners, bebendo o ltimo dos
coquetis e comendo as sobras.
        - Fora para um passeio? - Elliot provoca sugestivamente, quando ns
fazemos o nosso caminho atravs das portas francesas. Christian ignora-o. Carrick
faz uma carranca para Elliot, balanando a cabea em uma repreenso silenciosa.
        Ns fazemos o nosso caminho at o gramado, eu tiro os sapatos. A meia-lua
brilha sobre a baa.  brilhante, lanando toda uma infinidade de tons de cinza,
com o brilho das luzes de Seattle docemente  distncia. As luzes da garagem de
barcos esto ligadas, um farol brilhante e suave no elenco legal da lua.
        - Christian, eu gostaria de ir  igreja amanh.
        - Ah?
        - Eu rezei para que voc voltasse vivo e voc voltou.  o mnimo que eu
posso fazer.
        - Ok.
        Ns passeamos de mos dadas em um silncio relaxado por alguns
momentos. Ento, algo me ocorre.
        - Onde voc vai colocar as fotos que Jos tirou de mim?
        - Eu pensei que poderamos coloc-las na casa nova.
        - Voc comprou a casa?
        Ele para e olha para mim, sua voz est cheia de preocupao.
        - Sim. Eu pensei que voc tinha gostado da casa.
        - Eu gostei. Quando foi que voc comprou?
        - Ontem de manh. Agora precisamos decidir o que fazer com ela, - ele

 

murmura, aliviado.
        - No vamos derrub-la. Por favor.  uma casa to linda. Ela s precisa de
algum carinho.
        Christian olha para em mim e sorri.
        - Ok. Vou falar com Elliot. Ele conhece uma boa arquiteta, ela fez alguns
trabalhos em minha casa de Aspen. Ela pode fazer a remodelao.
        Eu fungo, de repente, lembrando da ltima vez que atravessamos o
gramado sob o luar, para a garagem de barcos. Oh, talvez isso  o que vamos fazer
agora. Eu sorrio.
        - O qu?
        - Eu me lembro da ltima vez que voc me levou para a casa de barcos.
        Christian ri baixinho.
        - Oh, isso foi divertido. De fato... -De repente, ele para e pega-me por
cima do ombro, eu grito, mas no temos muito a percorrer.
        - Voc estava com muita raiva, se bem me lembro, - me engasgo.
        - Anastsia, eu sempre estou realmente irritado.
        - No, voc no est sempre.
        Ele esmaga o meu traseiro contra a porta de madeira. Ele desliza-me para
baixo, por seu corpo, de volta ao cho, ele pega a minha cabea entre as suas
mos.
        - No, no mais. - Inclinada para baixo, ele me beija, duro. Quando ele se
afasta, eu estou ofegante e o desejo est correndo em volta do meu corpo.
        Ele olha para mim, e no brilho do raio de luz vindo de dentro da garagem
de barcos, eu posso ver que ele est ansioso. Meu homem ansioso, no um
cavaleiro branco ou um cavaleiro das trevas, mas um homem, um homem
fodidamente lindo, a quem eu amo. Eu me aproximo e acaricio o seu rosto,
correndo os dedos por suas costeletas e ao longo de sua mandbula at o queixo,
em seguida, deixo o meu dedo indicador tocar os seus lbios. Ele relaxa.
        - Eu tenho algo para lhe mostrar aqui, - ele murmura e abre a porta.
        As luzes duras das lmpadas fluorescentes iluminam o impressionante
motor no banco na doca, balanando suavemente sobre a gua escura. H um
barco ao lado dele.
        - Venha. - Christian pega a minha mo e me leva at as escadas de

 

madeira. Abrindo a porta no topo, ele fica de lado para me deixar entrar.
        Minha boca cai no cho. O sto est irreconhecvel. A sala est cheia de
flores... h flores por toda parte. Algum criou um cenrio mgico de belas flores
selvagens, misturadas com luzes de fadas brilhantes e lanternas em miniatura,
que d um brilho suave e plido na sala.
        Meu rosto gira para ver o seu, ele est olhando para mim, sua expresso 
ilegvel. Ele encolhe os ombros.
        - Voc queria coraes e flores, - ele murmura.
        Eu pisco para ele, sem acreditar muito no que estou vendo.
        - Voc tem meu corao. - E ele acena em direo ao quarto.
        - E aqui esto as flores, - eu sussurro, completando a frase. - Christian,
 adorvel. - Eu no consigo pensar em mais o que dizer. Meu corao est na
minha boca, enquanto as lgrimas picam os meus olhos.
        Apertando a minha mo, ele me puxa para o quarto, e antes que eu
perceba, ele est afundando em um joelho na minha frente. Cus... Eu no
esperava isso! Eu paro de respirar.
        Do bolso interior do casaco, ele retira um anel e olha para mim, com os
brilhantes olhos cinzentos, cheios de emoo.
        - Anastsia Steele. Eu te amo. Eu quero amar, cuidar e proteger voc pelo
resto da minha vida. Seja minha. Para sempre. Partilhe a sua vida comigo. Case-se
comigo.
        Eu pisco para ele, enquanto as minhas lgrimas caem. Meu Cinquenta,
meu homem. Eu o amo tanto, tudo que eu posso dizer com a onda de emoo que
me arrebata :
        - Sim.
        Ele sorri, aliviado, e lentamente desliza o anel no meu dedo.  lindo, um
diamante oval em um anel de platina. Puxa, ele  grande... Grande, mas oh to
simples e deslumbrante na sua simplicidade.
        - Oh, Christian, - eu choro, de repente, sobrecarregada de alegria, e eu
me ajoelho com ele, meus dedos enrolaram em seu cabelo quando eu o beijo, beijo-
o com todo meu corao e alma. Beijo esse homem lindo, que me ama, assim como
eu o amo, e quando ele envolve seus braos em volta de mim, suas mos se
movendo para o meu cabelo, sua boca na minha. Eu sei, no fundo de mim, sempre

 

serei sua e ele sempre ser meu. Ns viemos de to longe juntos, por enquanto
temos o momento presente, mas fomos feitos um para o outro. Ns estamos
destinados a ser um do outro.

        A ponta do cigarro brilha intensamente na escurido enquanto ele d uma
tragada profunda. Ele sopra a fumaa para fora em uma exalao longa,
terminando com dois anis de fumaa que se dissolvem na frente dele, plida e
fantasmagrica  luz do luar. Ele se desloca em seu assento, entediado, e d um
gole rpido no bourbon35 barato de uma garrafa embrulhada em papel pardo, antes
de descans-la de volta entre suas coxas.
        Ele no pode acreditar que ainda est na trilha. Sua boca torce em um
sorriso sardnico. O helicptero foi um movimento precipitado. Uma das coisas
mais emocionantes que ele j tinha feito em sua vida. Mas no adiantou. Ele revira
os olhos ironicamente. Quem teria pensado que o filho da puta poderia realmente
voar?
        Ele bufa.
        Eles o subestimaram. Se Grey pensou por um minuto que ele ia
choramingar silenciosamente no escuro, ento ele no sabia porra nenhuma.
        Tinha sido o mesmo durante toda sua vida. As pessoas constantemente
subestimando-lhe, apenas um homem que l livros. Foda-se! Um homem com uma
memria fotogrfica que l livros. Oh, as coisas que ele aprendeu, as coisas que ele
conhece. Ele bufa de novo, Sim, sobre voc, Grey. As coisas que eu sei sobre voc.
        Nada mal para um garoto do final da sarjeta de Detroit.
        Nada mal para o garoto que ganhou uma bolsa de Princeton.
        Nada mal para o garoto fodeu seu rabo para pagar seus estudos e entrou
35        Bourbon - usque americano (variedade de usque tpica dos Estados Unidos da Amrica) elaborado com um mnimo
de 51% de milho. Segundo uma das verses correntes, o Bourbon foi criado em 1789, no condado de Bourbon,
Kentucky.

 

para o ramo editorial.
        E agora tudo isso est fodido, fodido por causa de Grey e sua putinha. Ele
franze a testa para a casa, como se ela representasse tudo o que ele despreza. Mas
no h nada a fazer. O drama s tinha sido aumentado, a loira alta de negro,
oscilando para baixo na calada em lgrimas, antes de subir no CLK branco e ir
embora.
        Ele ri desconsolado, ento estremece. Foda-se, suas costelas. Ainda
doloridas pelos rpidos chutes que o capanga de Grey lhe deu.
        Ele repete a cena em sua mente. - Se voc mexer ou tocar na senhorita
Steele outra vez, eu vou te matar.
        Esse filho da puta vai receber o que merece, tambm. Sim, nem sabe o que
est vindo para ele.
        Ele resolve voltar para o seu assento. Parece que vai ser uma longa noite.
Ele vai ficar, esperar e ver. Ele d outra tragada em seu Marlboro vermelho. Sua
oportunidade vir. Sua oportunidade vir, em breve.
        Fim da Parte II...

 

Fifty Shades

E L James
Quando a ingnua Anastasia Steele conheceu o jovem empresrio
Christian Grey, teve incio um sensual caso de amor que mudou
a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim,
repelida pelas estranhas exigncias sexuais de Christian, Ana
exige um comprometimento mais profundo. Determinado a no
perd-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian tm tudo: amor,
paixo, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua
frente. Mas Ana sabe que o relacionamento no ser fcil, e a
vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de
imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulncia de Grey
sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar
seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no
passado. Quando parece que a fora dessa unio vai vencer
qualquer obstculo, a malcia, o infortnio e o destino conspiram
para transformar os piores medos de Ana em realidade.
